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Tecnologia: Sukhoi Superjet 100 “MedEvac”

A versão do Sukhoi Super Jet 100  para evacuação aeromédica ( MedEvac ) e equipada com quatro módulos médicos que podem ser montados em até 20 mim. Um desses módulos e uma incubadora para bebê prematuro. Todos esses módulos são  unidade de tratamento intensivo (UTI) ou unidade de cuidados intensivos (UCI) que se caracteriza como “unidade complexa dotada de sistema de monitorização contínua.

Cada leito contém monitores cardíacos, cama elétrica projetada, oximetria de pulso e rede de gases além de outros equipamentos. O embarque e desembarque se da através de um pequeno elevador que e instalado na porta da aeronave. Todos esses módulos são fabricados na Rússia.

Os primeiros módulos foram desenvolvidos em 2008 para os helicópteros Mi-8 e Il-76 configurados para evacuação aeromédica. A aeronave conta também com acomodações para médicos e enfermeiros alem da tripulação.

Alem disso o avião conta com um moderno sistema de comunicação por satélite que permite o mesmo se comunicar com seu centro de comando na Rússia mesmo estando em qualquer parte do planeta.

O Ministério da Situações de Emergência da Rússia (EMERCOM)  encomendou oito unidades do Sukhoi Super Jet 100 na configuração  MedEvac. O EMERCOM tem atuação em operações de ajuda humanitária, operações de resgate alem de outras atribuições.

Sukhoi Superjet 100 (SSJ 100)

O Sukhoi Superjet 100 (SSJ 100) é um avião moderno, equipado com a tecnologia fly-by-wire, e que disputa o mercado na categoria para até 108 assentos, o que o coloca como concorrente direto de algumas aeronaves da família E-Jet, da Embraer, e CSeries, da Bombardier, atuais líderes desse segmento.

Seu desenvolvimento foi iniciado no ano 2000, e o objetivo era produzir uma aeronave inteiramente nova e que se adaptasse às necessidades dos clientes mais exigentes. Além da configuração para uso comercial, o SSJ 100 também pode ser convertido em jato executivo.

Fugindo totalmente do antigo padrão soviético, onde a cor predominante na cabine de comando era o tradicional verde claro, e não possuindo os ainda mais tradicionais ventiladores de teto característicos das aeronaves da Tupolev, o SSJ 100 ganhou um glass cockpit no “estado da arte”.

O primeiro voo comercial da aeronave foi realizado em 21 de abril de 2011, na rota entre Lerevan e Moscou, em uma aeronave operada pela companhia aérea armena Armavia.

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Z18 F "ÁGUIA MARINHA" ARMADO PARA A GUERRA ANTI SUBMARINA

E.M.Pinto

Informações e imagens Chinese Military Review

O CAIG desenvolveu o helicóptero chinês Z-18F (Águia Marinha) da guerra do Anti-Submarino (ASW) para a PLAN. O Helicóptero é baseado na versão de transporte Z-18, que foi projetado para substituir a linha de produção dos seus predecessores Z-8,  uma aeronave de fabricação sob licença oriunda do projeto francês, SA-321 Super Frelon.

Ao contrário do que divulga a mídia mundial, o Z18 não é tão somente uma cópia do projeto francês, é sim uma aeronave muito diferente e incorpora novos motores, aviônicos, fuselagem alongada e produzida em um elevado percentual de materiais compostos e com sistemas de soldagem de estruturas de alumínio e titânio muito mais avançadas.

O Z-18F foi desenvolvido para a PLAN e executará estas funções operando a partir dos Destroyers e dos Porta Aviões chineses.

Nas imagens de dezembro de 2016 do China Military Review é apresentada pela primeira vez o Helicóptero Z-18F equipado para a ASW, a aeronave exibe o seu aparato de Sonobóias e torpedos de 324 mm. Nas imagens a aeronave exibe a carga de dois torpedos leves Yu-7K. Adicionalmente a aeronave pode ser equipada com os modernos mísseis antinavio e anti superfície YJ-9.

O Z-18F é equipado com o radar da busca da superfície acoplado ao nariz da aeronave que possui capacidade de varredura de 360º para rastreio de alvos navais. Ele também leva FLIR / Loong eye eletro-óptico / sensor infravermelho e sonar de mergulho a torre foi deslocada para estibordo da aeronave.

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SÍRIA : Bombardeiros russos Tupolev Tu-22M3 bombardeiam alvos do Estado Islâmico no leste do País

Tito Lívio Barcellos Pereira especial para o Plano Brasil

Oriundos das bases aéreas de Shaykovka (região da Kaluga, na Rússia Europeia) e Mozdok (Rep. Autônoma da Ossétia do Norte, no Cáucaso) e escoltados por quatro caças Sukhoi Su-30SM (“Flanker-H” no código da OTAN), cerca de seis bombardeiros estratégicos Tupolev Tu-22M3 (“Backfire” na OTAN) realizaram missões de bombardeio a alvos do Estado Islâmico da Síria e do Iraque (EI) na cidade de Deir ez-Zor, localizada no leste da Síria, onde tropas do governo sírio estão sob cerco a mais de quatro anos pelos militantes wahabitas.

Mapa de operações da aviação estratégica russa em 24 de janeiro. (Elaboração: Ghost)

Os alvos atingidos consistiram em sua maioria em depósitos de munições e outras estruturas logísticas utilizadas pelo grupo nos arredores da cidade sitiada. O agrupamento das Forças Aeroespaciais da Federação Russa (Vozdushno-Kosmicheskiye Sily – VKS em russo) sobrevoou os territórios do Irã e do Iraque para chegar em território sírio e realizar os ataques com maior eficácia. Julgando pelas imagens e videos divulgados é possível que essa missão foi executada com o emprego de bombas de queda livre FAB-250, no qual o Tu-22M3 pode levar 69 artefatos desse tipo consigo, totalizando 24 mil kg de carga bélica.

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Vale destacar que as Forças Armadas da Federação Russa já vem realizando várias missões de bombardeio e ataque com mísseis de cruzeiro no leste da Síria, desde novembro de 2015, disparados de corvetas da Flotilha do Cáspio e sua frota de bombardeiros estratégicos a partir do espaço aéreo iraquiano e iraniano. A própria base aérea de Hamadan no oeste do Irã, chegou a ter um esquadrão de bombardeiros estratégicos Tu-22M3, bombardeiros táticos Sukhoi Su-34 (“Fullback” na OTAN) e aviões de reabastecimento aéreo Ilyushin Il-78 (“Midas” na OTAN) e provavelmente, pode ter estado de prontidão para possível assistência ao grupo em trânsito.

Mapa das operações aeronavais russas e ofensivas terrestres sírio-iraquianas em Maio de 2016 (Elaboração: Tito Lívio Barcellos Pereira)

A cidade de Dier ez-Zor, com cerca de 240 mil habitantes, é o principal centro urbano do leste da Síria, controlado pelo governo desde o começo do conflito, em 2011, vem sofrendo constantes ataques do Estado Islâmico, sem sucesso até o presente momento, mas com a relativa estabilização da frente ocidental com a reconquista de Aleppo (a principal cidade do país) e a implementação do novo acordo de cessar-fogo e início das negociações entre o governo e forças “rebeldes”, muitos dos contingentes sírios puderam ser deslocados para o leste para conter os militantes wahabitas.

Tropas sírias aerotransportadas para reforçar as defesas de Deir ez-Zor
em 22 de janeiro Fonte: Topete GLZ
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Rapidinhas russas: Novidades em Terra, no Mar e noAr

E.M.Pinto com informações TASS.

O SISTEMA DE DEFESA ANTIMÍSSIL BALÍSTICO DA RÚSSIA SERÁ ATUALIZADO ATÉ O FINAL DE 2017

O trabalho nas forças de defesa aeroespaciais está em pleno andamento para criar um sistema nacional unificado de defesa aérea contra mísseis balísticos para o século 21 o qual será fundado sobre os sistemas de mísseis S-500 (Prometeu) e avançadas estações de radares móveis, foi o que afirmou o chefe de Estado-Maior de uma formação de defesa contra mísseis, o coronel Alexei Chumakov, em entrevista ao jornal Krasnaya Zvezda.

A Rússia está desenvolvendo um sistema de mísseis antiaéreos de médio alcance da 5ª geração e o sistema será atualizado até o fim de 2017. O mais importante, é que o sistema está sendo modernizado sem a retirada de recursos do modo orgânico de operação, ou seja, sem interrupções na prontidão operacional. Atualmente, o radar Don-2N também está sendo submetido ar uma profunda atualização para aumentar o alcance de detecção de alvos balísticos e de pequenos objetos espaciais de modo a tornar os seus transmissores e receptores mais poderosos “, disse Krasnaya.

O Don-2N é uma estação de radar de alcance de vigilância multifuncional, criada para realizar missões para a defesa de mísseis de Moscou. O radar é capaz de detectar uma ogiva ICBM a uma distância de 3.700 km e a uma altitude de 40.000 km. O Don-2N é o elemento central e mais complexo do sistema anti-míssil balístico de Moscou.

É atribuída a ele a tarefa de detectar e rastrear mísseis balísticos, medir coordenadas e apontar mísseis anti-mísseis em alvos de reentrada. O radar está integrado no sistema unificado de suporte de dados adicionais para os sistemas de alerta antecipado de mísseis e controle de espaço.

A RÚSSIA TEM POTENCIAL PARA ATUALIZAR AINDA MAIS OS AVIÕES DE COMBATE MIG-31

O potencial de modernização do interceptador Mikoyan MiG-31 para ainda não foi esgotado, disse à TASS o diretor-executivo do Instituto Tikhomirov Yuri Bely.

O Instituto Tikhomirov faz parte do grupo Almaz-Antey o desenvolvedor e produtor dos sistemas de mísseis antiaéreos S-300 e S-400.

“O potencial do interceptador está longe de ser esgotado e ainda tem sido inigualável por alguns parâmetros. Se falarmos sobre as perspectivas dos interceptores, então a empresa-mãe MiG e nosso instituto têm propostas para a criação de um novo produto, entretanto não foi tomada ainda uma decisão sobre oinício dos trabalhos “, disse o executivo-chefe.

Ao mesmo tempo, o potencial de modernização do sistema de controle de armamento do jato de combate MiG-31 já foi atualizado depois que a tecnologia de radar Zaslon-AM foi desenvolvida para aviões de combate MiG-31BM. Atualmente, os contratados em execução estão atualizando os MIG 31 operacionais para a versão BM.

QUARTO SUBMARINO DE CLASSE YASEN COMPLETA TESTES HIDRÁULICOS

O Sevmash Shipyard, fabricante do submarino Krasnoyarsk, o 4º submarino nuclear multipropósito classe Yasen-M informou que o submarino terminou os testes hidráulicos do casco e estrutura sobre pressão.

“Uma grande fase de construção, os testes hidráulicos do casco e seus elementos foi concluído no submarino nuclear Krasnoyarsk. O submarino passou com sucesso nos testes de estanqueidade e seu casco resistiu às características apresentadas pelo designer. Está em curso a preparação do casco para o isolamento e obras de montagem “, informou o Sevmash Shipyard.

O Krasnoyarsk é o quarto submarino de propulsão nuclear multipropósito da classe Yasen- Projet 885. O navio foi projetado pelo departamento Naval de Projetos Malakhit Engenharia de St Petersburg. O Krasnoyarsk foi estabelecido em 2014, atualmente cinco submarinos deste projeto estão em construção no estaleiro Sevmash em Severodvinsk, no norte da Rússia.

O primeiro submarino nuclear Project 885 o Severodvinsk foi entregue à Marinha Russa em 17 de junho de 2014 e submetido a avaliação operacional até a primavera de 2016. Os estudos conduzidos no Severodvinsk levaram à melhoramentos na classe de navios fazendo surgir assim uma classe melhorada denominada Yasen-M, dos quais todos os demais navios em construção pertencem.

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FOpEsp: Quem São e o Que Fazem os Caçadores de Operações Especiais do Exército Brasileiro? (Parte 1)

Fotografia 1: Caçador do Exército Brasileiro (EB) engajado em operação conduzida no Complexo de Favelas do Alemão, localizado na cidade do Rio de Janeiro-RJ. (Fonte: Acervo do COpEsp).

Texto elaborado pelo Capitão HB(pseudônimo).

A Brigada de Operações Especiais (BdaOpEsp) do Exército Brasileiro foi criada em 2002 de acordo com o Plano de Reestruturação da Força Terrestre. Posteriormente, em 2013, a BdaOpEsp veio a transformar-se no Comando de Operações Especiais (COpEsp), sediado em Goiânia – GO. O C Op Esp possui em sua estrutura 03 Organizações Militares (OM) de emprego, o 1º Batalhão de Forças Especiais (1º BFEsp), o 1º Batalhão de Ações de Comandos (1º BAC), ambos localizados na sede do C Op Esp, e a 3ª Companhia de Forças Especiais (3ª Cia FEsp), localizada em Manaus-AM. Cada uma de suas OM operacionais possuem frações básicas de emprego extremamente peculiares, os Destacamentos Operacionais de Forças Especiais (DOFEsp) nas OM FEsp e os Destacamentos de Ações de Comandos (DAC) no 1º BAC. Essas OM possuem um preparo específico, muito embora, em alguns casos, o emprego conjunto, formando os Destacamentos de Operações Especiais (DOE), tem se mostrado eficaz.

Até então, a atividade de caçador era exercida de maneira individual e pontual dentro dos DOFEsp ou DAC por aqueles que apresentavam certa aptidão para o tiro esportivo de arma longa ou que tinha experiência de caça em sua vida pregressa. A doutrina do emprego do Caçador, sobretudo o de Operações Especiais, ainda formava seu alicerce para ganhar o destaque dos dias atuais. Dessa forma, verificou-se a necessidade das OM do COpEsp ter em seu organograma um fração híbrida capaz de apoiar as ações diretas através do reconhecimento especial e do tiro seletivo a longa distância.

Neste ínterim surgiu o Destacamento de Reconhecimento e Caçadores (DRC), fração com adestramento peculiar que visa obter e transmitir informações necessárias ao apoio às ações do 1º BAC e realizar ação direta seletiva com tiro de precisão. O DRC constituiu-se efetivamente a partir de meados de 2007, em que pese estar previsto no Quadro de Cargos Previstos (QCP) do 1° BAC desde 2004, quando o batalhão foi criado. À reboque da criação do DRC, surgiu o 5º Destacamento Operacional de Forças Especiais (5º DOFEsp), fração do 1º BFEsp vocacionada para as ações de Reconhecimento Especial e tiro seletivo de longa distância, sobretudo no combate urbano. Os militares mais experientes nas ações de comandos e operações de forças especiais foram selecionados para comporem os Destacamentos, cada um à sua OM. Os integrantes desses destacamentos são altamente adestrados, preparados e maduros. São dotados de excelentes habilidades para resolver problemas e agilidade mental para atuar nas mais fluídas situações.

Fotografia 2: Controlador da Equipe de Caçadores de Operações Especiais (EqpCçdOpEsp) operando Sistema de Comando e Controle. (Fonte: Acervo do COpEsp).

Como consequência da observação de diversas operações e fruto de experiências internacionais de intercâmbios e cursos, verificou-se que o tradicional efetivo da dupla de caçadores não mais atendia às necessidades operacionais das missões recebidas. Por esse motivo, o DRC e o 5º DOFEsp passaram ter seu organograma constituído por Equipes de Caçadores de Operações Especiais (EqpCçdOpEsp). A composição da EqpCçdOpEsp foi reajustada para quatro elementos: o Caçador, responsável pela realização do tiro de precisão; o Observador, militar mais experiente, responsável pelo auxílio direto ao atirador; o Auxiliar de comunicações, responsável pela transmissão de dados e por operar o diversos meios de comunicação orgânicos da equipe e; o Auxiliar de saúde, responsável pela segurança da posição e por prestar os primeiros socorros aos integrantes da equipe, caso seja necessário. Uma pequena distinção se faz entre as Equipes do DRC e do 5º DOFEsp. Devido ao fato das Equipes de Caçadores (EqpCçd) do DRC atuarem, prioritariamente, em apoio às ações do 1º BAC e de maneira isolada, suas Eqp possuem um Comandante, sendo ele Oficial ou Sargento, de acordo com a demandas específicas da missão, e este obrigatoriamente com o curso de Forças Especiais. Já as equipes do 5º DOFEsp, por possuírem seus caçadores com a formação de Operador de Forças Especiais, essa necessidade relativa às questões específicas às Op FEsp passam a ser supridas, não excluindo a possibilidade de incluir eventualmente um militar para comandar uma EqpCçd OpEsp.

Fotografia 3: Fuzil de Precisão de Ação Manual de dotação do DRC e 5º DOFEsp, modelo MSR, multicalibre .300, .308 e .338. (Fonte: Acervo do COpEsp).

Desde então, o COpEsp emprega suas frações de Caçadores de Operações Especiais para proporcionar informação específica, precisa, detalhada e em tempo real, de importância estratégica ou operacional, em apoio a outros Destacamentos, a uma Força-Tarefa de Operações de Especiais como um todo ou, ainda, para escalões no processo decisório no nível operacional. Destaca-se o emprego maciço das Equipes de Caçadores de Operações Especiais do COpEsp como plataforma de informação nas Operações de Contraterrorismo (grandes eventos e segurança de dignitários), de apoio às ações diretas integrando o Destacamento de Operações de Paz (DOPaz) na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH) e nas recentes Operações de Apoio aos Órgãos Governamentais (OAOG) na cidade do Rio de Janeiro em comunidades com alto nível de insegurança e risco político para as ações.

Continua…

O capitão HB é oficial do Exército Brasileiro, possui Curso de Caçador de Operações Especiais e de diversos outros cursos e estágios na habilitação do tiro de precisão de longa distância. Foi instrutor do Curso de Caçador de Operações Especiais e integrante do DRC durante a metade  da sua vida profissional após sua formação acadêmica. Executou todas as funções possíveis para um oficial Comandos e Forças Especiais com habilitação de Caçador de Operações Especiais. Teve oportunidade participar de diversas missões de vulto no Brasil e no Haiti, todas elas integrando EqpCçdOpEsp.

Fonte:  FOpEsp (Forças de Operações Especiais)

Colaborou : 

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China comissiona terceiro navio em 2017 desta vez um DDG Type 52D

E.M.Pinto

 

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Após o comissionamento de duas corvetas Type 56, a Marinha do PLA incorporou a sua frota esta semana, o 5º Destroyer Type 052D, o CNS  117 Xining. O navio flagrado em sua cerimônia de comissionamento foi alocado na frota do norte da China.

O navio é uma nova versão multifuncional baseada nos Type 52C e que é considerado um Destroyer AEIGS de defesa aérea. Os Ttype 052D são equipados com 64 sistemas de lançamento vertical- VLS para mísseis superfície-ar, mísseis de cruzeiro, mísseis antinavio e antissubmarino. Como arma de cano principal, os navios utilizam-se  de uma canhão 130 mm e sistemas de defesa de ponto 30mm.

Esses utilizam radares de varredura eletrônica ativa com antenas planas de nova geração semelhantes ao sistema norte americano AEGIS da classe Arleigh Burk, adicionalmente o projeto destes navios incorpora significativos avanços em tecnologias para discrição acústica e eletromagnética tornando-os navios com relativa capacidade furtiva.

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Saída dos EUA do TPP fere México, mas pode ser positivo para o Mercosul

Antes mesmo que o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha começado a temida renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA, pela sigla em inglês), entre EUA, Canadá e México, a primeira decisão do inquilino da Casa Branca já repercute em seu vizinho do sul e o resto da América Latina.

A retirada dos EUA do TPP, o acordo da primeira potência mundial com 11 países dos dois lados do Pacífico promovido por Barack Obama, apesar de esperada, não deixa de ser um duro golpe para a economia mexicana e, em menor medida, aos outros dois países latino-americanos signatários do pacto: Peru e Chile. Por outro lado, a decisão do magnata republicano beneficia, colateralmente, os países do Mercosul, liderados por Brasil e Argentina, que ganham tempo para assinar novos tratados e evitar ficar de fora da nova arquitetura do comércio internacional. E deixa a China em uma posição de grande força global.

No caso do México, o dano é especialmente significativo. Com uma economia muito dependentes das exportações — especialmente para os Estados Unidos, destino de oito em cada 10 dólares de produtos mexicanos vendidos ao exterior —, o TPP significava uma oportunidade única para abrir novos mercados do outro lado do Oceano Pacífico. A necessidade de buscar sócios comerciais além dos EUA é agora mais importante do que nunca: a incerteza sobre a renegociação do Nafta — para a qual os presidentes mexicano e norte-americano têm programada uma reunião em 31 de janeiro, em Washington —, uma das principais obsessões de Trump em campanha, obriga o Governo de Enrique Peña Nieto a optar por compradores alternativos para seus produtos. E as oportunidades do TPP eram imensas: as exportações mexicanas aos signatários do pacto, excluindo EUA e Canadá, foi de apenas 9 bilhões de dólares em 2015, em comparação com os quase 320 bilhões vendidos a seus dois sócios da América do Norte.

Na falta da sua ratificação final, a rubrica do TPP, em fevereiro do ano passado, lançava as bases para a adoção do mais importante acordo comercial já firmado, dado o peso específico dos países signatários (Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Estados Unidos, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura e Vietnã), que somam 40% do PIB mundial, 26% por cento do comércio internacional e 10% da população do planeta. A retirada da maior potência mundial, os EUA, entrincheirada numa posição protecionista que marca o início da era Trump, deixa o acordo ferido de morte: para sua entrada em vigor, precisaria ser ratificado, antes de fevereiro de 2018, por pelo menos seis países que representassem 85% do PIB do bloco. Sem os EUA, essa meta se torna impossível. Agora, resta ver se um pacto alternativo pode surgir sem Washington, como sugeriu nas últimas semanas o Governo neozelandês, ou se, como sustenta o Japão — segunda maior economia do TPP —, “não faria sentido” sem a participação norte-americana.

Ignacio Bartesaghi, diretor do departamento de Negócios Internacionais e Integração da Universidade Católica do Uruguai, detalha em uma conversa com o EL PAÍS a incerteza para o México depois da decisão de Trump. “Tudo o que o TPP mudava, que era relativamente bom para este país, fica em nada”, aponta. “O grande salto era aprofundar sua relação com a Ásia-Pacífico: Japão, Vietnã, Austrália, Cingapura… Hoje o México só tem um acordo comercial com o Japão e com nenhum outro da Ásia-Pacífico. Por quê? Por sua estrutura produtiva: sua economia é pouco complementar com as dos países da Ásia-Pacífico.” Nesta segunda-feira, o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, salientou a intenção do seu país de buscar acordos bilaterais de comércio com os países asiáticos que compunham o TPP. Bartesaghi, porém, vê na renegociação do NAFTA prometida por Trump o “risco mais óbvio” para o México.

Casos muito diferentes

O caso dos outros dois países latino-americanos incluídos no TPP, Chile e Peru, é diferente. “Não terá um impacto muito profundo para eles”, diz o analista uruguaio. Diferentemente do México, o Chile já tem acordos comerciais bilaterais com praticamente todos os Estados da Ásia-Pacífico signatários do tratado. “O que ele fazia era aprofundar em sua relação comercial, mas não representava uma melhora de acesso aos mercados, como acontecia com o México.” O Peru, por sua vez, não tem acordos comerciais com a Austrália, Brunei e Nova Zelândia, mas sim com a maior parte dos países incluídos no TPP. “Havia melhoras, mas o Peru está mais avançado que o México em política comercial com a Ásia-Pacífico”, afirma Bartesaghi, destacando também que a saída norte-americana do TPP pode ser uma boa notícia para os países do Mercosul, capitaneados por Brasil e Argentina: “Tinham ficado atrasados em política comercial, e ganharão tempo para poder negociar novos acordos”. Neste sentido, o professor da Universidade Católica acredita que a posição da nova Administração americana será um toque de atenção e acarretará incentivos para o acordo União Europeia-Mercosul.

Um dos principais trunfos que os analistas viam no TPP era a possibilidade de conectar países desenvolvidos com outros em vias de desenvolvimento, assim como Estados semi-industrializados entre si. “Durante os últimos anos, os países emergentes e em desenvolvimento — em particular as economias asiáticas — se tornaram atores cada vez mais importantes do comércio internacional, e isto por sua vez fomentou um aumento nos volumes de comércio norte-sul e sul-sul”, dizia Antoni Estevadeordal numa recente análise do think tank Brookings.

Bartesaghi, na mesma linha que muitos dos palestrantes que participaram do Fórum de Davos nos últimos dias, não hesita em qualificar de “erro estratégico de grande dimensão” a decisão de Trump de não ratificar o TPP: “Renuncia a fixar as regras do jogo do comércio mundial e deixa a China como líder do livre comércio em todo o mundo”. O TPP seguirá adiante sem os EUA? “Acredito que sim. Salvo Vietnã e Japão, o resto quer continuar e está disposto a assinar um acordo”, conclui.

IGNACIO FARIZA

Foto: REUTERS – Cargueiro chinês CSCL Globe no porto de Felixstowe (sul da Inglaterra)

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: El País

O que é o acordo comercial (Trans-Pacific Partnership) TPP?

Acordo previa a criação da maior área de livre-comércio do mundo, englobando 40% da produção econômica mundial, e era um meio para os EUA elevarem sua influência e liderança na Ásia-Pacífico.

O TPP (Trans-Pacific Partnership) é um acordo comercial assinado por 12 países que cria a maior área de livre-comércio do mundo, com uma população de 800 milhões de pessoas e cobrindo 40% da economia e um terço do comércio mundial.

Os 12 países são Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Cingapura, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Vietnã e os Estados Unidos, todos do chamado Círculo do Pacífico.

A grande ausência é a China, e isso não é acaso. O TPP foi projetado para ser um meio para os Estados Unidos elevarem sua influência na região Ásia-Pacífico, não só econômica, mas também política, afinal, o acordo aproxima vizinhos da China dos americanos e reduz a dependência deles do comércio com os chineses.

Se o TPP não se concretizar por culpa dos Estados Unidos, o efeito pode ser o oposto: aos olhos dos demais países, os Estados Unidos parecerão um parceiro não confiável, o que diminui a influência e liderança americana na região Ásia-Pacífico e abre espaço justamente para a China se apresentar como esse parceiro confiável.

O acordo era uma das prioridades internacionais do ex-presidente Barack Obama e um marco da sua política de aproximação com a Ásia. O novo presidente dos EUA, Donald Trump, sempre criticou o TPP e disse, em novembro passado, que ele deveria ser substituído por acordos bilaterais, mas não especificou com quais países. Nesta segunda-feira (23/01), ele anunciou que os Estados Unidos estão fora do acordo.

As negociações para o acordo duraram sete anos e foram concluídas em 5 de outubro de 2015. Em 4 de fevereiro de 2016, o texto, de 30 capítulos e quase 6 mil páginas, foi assinado por todos os participantes. Para entrar em vigor, necessitava ser ratificado por ao menos seis países que representem 85% da produção econômica do grupo, um percentual que só poderia ser alcançado com o Japão e os EUA. A ratificação deveria ocorrer até fevereiro de 2018.

Basicamente, o TPP pretendia promover o crescimento econômico por meio da redução de tarifas alfandegárias e não alfandegárias. O acordo elimina 18 mil tarifas, por exemplo sobre todos os produtos manufaturados dos Estados Unidos e quase todos os agropecuários. Grande parte dessa eliminação seria imediata, ou seja, logo após a entrada em vigor.

Além da parte comercial, o TPP também cobre setores como a proteção ambiental – os signatários devem se comprometer, por exemplo, a combater o tráfico de animais silvestres, o desmatamento e a pesca ilegais e estão proibidos de subsidiar a sobrepesca, entre vários outros pontos.

Boa governança, direitos humanos (por exemplo a proibição do trabalho infantil e do trabalho forçado), propriedade intelectual e condições de trabalho também são aspectos abordados no TTP. O acordo foi considerado um feito na área de livre comércio justamente por abordar tantos pontos, já que há óbvias diferenças de tratamento entre os países.

As reações ao TPP foram mistas. Os apoiadores argumentaram que ele promovia a integração e o crescimento econômico, além de ampliar a influência e liderança americana na Ásia.

Os oponentes criticaram sobretudo o fato de as negociações terem ocorrido a portas fechadas e tacharam o TPP de um acordo secreto que beneficiava grandes empresas às custas dos trabalhadores.

Os críticos também afirmaram que o TPP intensificava a concorrência entre as forças de trabalho dos países signatários, o que pode levar uma indústria a se instalar onde os salários forem mais baixos. Para os países ricos, como os Estados Unidos e o Japão, isso significaria perda de empregos e, no longo prazo, redução salarial em determinados setores da economia.

Coluna Zeitgeist

Foto: Representantes dos 12 países que formariam parte do TPP, acordo agora sepultado por Trump

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

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BUK M3 para exportação

E.M.Pinto

Em entrevista a agencia Russa TASS, Yuri Bely diretor-geral do Instituto de Pesquisa Tikhomirov de Instrument-Making de Almaz-Antey informou que o sistema de defesa aérea Buk-M3 está sendo certificado para exportação.

Bely lembrou que as armas antiaéreas são divididas em quatro categorias: de mão, de curto, médio e longo alcance e que diferem tanto em características técnicas quanto em custos mas afirmou que há interessados no sistema.

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O Buk-M3 é a última geração do sistema de mísseis de defesa aérea russo da família Buk que foi apresentado ao público pela primeira vez em serviço com as forças armadas russas em 23 de outubro de 2016 nos desdobramentos de uma manobra militar do Exército Russo.

O veículo-lançador e radar (TELAR) Buk-M3 transporta seis mísseis 9M317M em um contentor, dois a mais que o sistema anterior Buk M2. Seu radar é interligado com um sistema de identificação de amigo/inimigo.
O Buk-M3 é capaz de destruir qualquer tipo de alvos aéreos a um alcance de 2,5 à 70 km, a uma velocidade de 3000 m / s a e ​​uma altitude de 15 a 35 km. Os mísseis do sistema foram otimizados para a interceptação de mísseis de cruzeiro de voo baixo, mas também pode engajar objetivos terrestres e marítimos em movimento sobre a superfície.