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Oshkosh fecha contrato de 200 milhões de dólares com Israel para o fornecimento de caminhões FMTV.

Segundo informações divulgadas pelo site   The Jewish Press o Ministério da Defesa de Israel fechou um acordo para comprar 200 caminhões táticos FMTV (Family Of Medium Tactical Vehicles )da Oshkosh em um contrato avaliado em 200 milhões de dólares. O contrato será regido pelo Foreign Military Sales (FMS) e faz parte de um lote inicial de veículos pois a intenção do Ministério da Defesa de Israel e substituir grande parte da sua frota de caminhões táticos no qual a maior parte deles são modelos obsoletos.

O contrato inclui peças de reposição, treinamento e capacitação de empresas locais para realizar sua manutenção em território Israelense. Seis modelos da família FMTV foram testados pelas forças Israelenses e as mesas sugeriram modificações para a Oshkosh no qual atendeu o pedido de Israel. Os primeiros veículos devem ser entregues ainda em 2017 e a conclusão das entregas devem ser feitas em meados de 2018.

A família de veículos médios táticos (FMTV) é uma série de veículos, com base em um chassi comum, que variam de acordo com a carga útil e requisitos de missão.

Atualmente o portfólio do FMTV A1P2 compreende 17 modelos projetados para transportar carga útil de 2,5 a 10 toneladas e apoiar missões de combate, esforços de socorro, logística e operações de fornecimento.

Oshkosh FMTV é equipado com tecnologias projetadas para missões de campo de batalha e de segurança interna, bem como apresenta uma comunalidade de partes de mais de 80%, o que facilita a manutenção e treinamento.

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=irUwErlR5OU[/embedyt]

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=I2My5C4EWKM[/embedyt]

Com informações de Defense Blog

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Japão revela protótipo de veículo blindado anfíbio

O Ministério da Defesa do Japão divulgou um protótipo de veículo blindado, de oito rodas, para transporte de tropas como parte de um projeto de pesquisa para nova classe de veículos modulares. O projeto tem o objetivo de produzir um novo tipo de veículo para substituir o atual blindado de transporte de pessoal Tipo 96, com também oito rodas, em uso pelo Exército do Japão.

O novo veículo contará com blindagem melhorada contra uma variedade de ameaças. Ele também será equipado com um motor mais potente e uma suspensão reforçada para lidar com o aumento de peso e cargas. Em um comunicado à imprensa, a Agência de Aquisição, Tecnologia e Logística do Japão anunciou que o protótipo foi entregue em 10 de janeiro. Construído pela Japan’s Komatsu Limited, o veículo tem 8,4 metros de comprimento, 2,5 metros de largura e 2,9 metros de altura e possui um peso de aproximadamente 20 toneladas. Ele pode transportar 11 militares a bordo.

Um porta-voz da agência japonesa disse ao site americano Defense News que o motor a diesel  do protótipo permite que o veículo atinja uma velocidade máxima de 100 quilômetros por hora em estradas pavimentadas. Os documentos orçamentários japoneses indicam que 4,7 bilhões de ienes (US$ 41 milhões) foram destinados à produção do protótipo. Os testes com o protótipo começaram em 2015 e devem durar até 2019. O analista de defesa com sede em Tóquio, James Simpson, espera que a produção em grande escala comece após os testes.

O Japão renovou a sua postura de defesa nos últimos anos, com uma maior ênfase no poder de dissuasão e uma “reorientação para o sul em termos de focalização geográfica”, em oposição à política anterior de “dissuasão estática baseada numa distribuição uniforme”, de acordo com Corey Wallace, um analista de política de segurança na Freie Universitat Berlim. Wallace acrescentou que essa mudança na postura também pode ser vista na recente aquisição do Japão de carro lagarta-anfíbio AAV-7 dos Estados Unidos e no desenvolvimento do veículo de combate Tipo 16.

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Fonte: ID&S com inf. de Defense News

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Mercado de drones militares deve crescer 40% até 2022

Relatório analisa os mercados dos Estados Unidos, Europa, Ásia, Oriente Médio, África e América do Sul. (Foto: Divulgação)

O mercado de drones militares deve faturar cerca de US$ 13,7 bilhões em 2026, segundo a consultoria holandesa ASD Reports. O valor é quase o dobro do montante gerado em negócios no ano passado, de US$ 8,5 bilhões. De acordo com o relatório da ASD, a proliferação da tecnologia dos veículos militares não tripulados terá um crescimento anual estimado em 38.7% deste ano a 2022.

O trabalho, divulgado em dezembro, analisa os mercados dos Estados Unidos, Europa, Ásia, Oriente Médio, África e América Latina. Ainda de acordo com a consultoria, as maiores companhias do setor são AeroVironment, General Atomics Aeronautical Systems, Northrop Grunman, Elbit Systems e Israel Aerospace Industries.

“O mercado global de drones militares será impulsionado porameaças à segurança interna e externa, disputas territoriais e iniciativas de modernização empreendidas por Forças Armadas em todo o mundo. Importantes clientes de drones militares incluem países da região da América do Norte e Ásia-Pacífico, e o mercado global será dominado pelos EUA durante todo o período de previsão. A participação da Ásia-Pacífico no mercado mundial também deverá aumentar, em grande parte devido a uma série de conflitos territoriais internacionais e questões de insurgência”, divulga em nota consultoria.De acordo com o estudo, o mercado global de drones militares será dividido da seguinte forma: 32% EUA, 31% Europa, 30% Ásia Pacífico, 4% Oriente Médio e 2% América Latina e África.

Fonte: ID&S

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Rússia posiciona mísseis antiaéreos S-400 na Crimeia

A Rússia anunciou nesta sexta-feira a instalação na anexada península da Crimeia dos novíssimos mísseis antiaéreos S-400 Triumph, os mesmos sistemas usados para proteger o aeroporto russo na província de Latakia, na Síria.

Os S-400 “cobrirão centenas de quilômetros (…) no flanco sul de nosso país”, declarou o general Victor Sevostianov, citado por veículos de comunicação locais.

Na ocasião, o exército russo vinculou os planos de posicionamento dos S-400 na península com o local de elementos estratégicos do escudo antimísseis dos Estados Unidos na Bulgária e na Romênia.

A última doutrina militar aprovada em 2014 pelo chefe do Kremlin, Vladimir Putin, contemplava um aumento da presença militar na Crimeia devido ao reforço da presença da Otan perto das fronteiras da Rússia.

A anexação russa da Crimeia e a guerra no leste da Ucrânia levaram os países bálticos e a Polônia a pedir à Otan um reforço de sua presença militar na região por medo de uma possível invasão russa.

Os S-400 foram instalados nos últimos meses na região noroeste de Leningrado, na fronteira com as três repúblicas bálticas, e esta semana na região de Moscou para proteger a capital e as indústrias do centro do país.

Os S-400, um dos orgulhos da indústria armamentista russa, garantem a derrubada de alvos aéreos – desde caças até mísseis de cruzeiro – a uma distância de 250 quilômetros.

Putin ordenou em setembro do ano passado que se prepare um novo programa de rearmamento até 2025, cujo objetivo é manter a paridade nuclear com os EUA.

EFE

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Terra

 

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China Conflitos Destaques Estados Unidos Geopolítica

Imprensa chinesa fala em guerra após ameaça de Tillerson

Em audiência de confirmação no Senado, Rex Tillerson, nomeado por Trump para o Departamento de Estado, sugere bloquear acesso de Pequim às ilhas artificiais no Mar da China Meridional.

A imprensa estatal chinesa reagiu com fúria nesta sexta-feira (13/01) às declarações de Rex Tillerson, indicado pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para ser o próximo secretário de Estado. 

Durante sua audiência de confirmação no Senado, Tillerson ameaçou bloquear o acesso da China às ilhas artificiais que os chineses estão construindo no Mar da China Meridional e comparou a ação chinesa à invasão e anexação da Crimeia pela Rússia, no auge da crise política na Ucrânia.

“Você precisa enviar um sinal claro à China de que, primeiro, a construção de ilhas deve parar e, segundo, seu acesso a essas ilhas não é algo a ser permitido”, afirmou Tillerson aos senadores. “O limite máximo é que águas internacionais são águas internacionais”, disse.

Em resposta, o jornal estatal China Daily alertou que uma interferência americana “traçaria o rumo para um confronto devastador” entre China e Estados Unidos. Ao mesmo tempo, observou que Tillerson estaria “meramente buscando receber favores dos senadores e aumentar as chances de sua confirmação ao demonstrar intencionalmente uma postura rígida em relação à China”.

Imagens de satélite revelam que a China trabalha intensamente na construção de instalações militares numa região cuja soberania é reivindicada por diversos países, como as Filipinas e o Vietnã.

Durante o governo do presidente Barack Obama, Washington alertou diversas vezes que as atividades chinesas são uma ameaça à liberdade de navegação. Aeronaves americanas realizaram diversos sobrevoos no local, o que Pequim considerou provocação. Washington, porém, não chegou a tomar uma posição sobre a questão da propriedade do arquipélago. O ex-presidente da petrolífera ExxonMobil, porém, afirmou que as ilhas “não são da China por direito”.

Imagens de satélite revelam que a China trabalha na construção de instalações militares no arquipélago

“A menos que Washington planeje iniciar uma guerra em larga escala no Mar da China Meridional, quaisquer medidas para bloquear o acesso da China às ilhas serão idiotas”, afirmou o jornal chinês Global Times em editorial. O jornal, que tem a reputação de refletir o ponto de vista dos membros mais beligerantes do Partido Comunista chinês, afirmou ainda que Tillerson deve “renovar suas estratégias nucleares se quiser forçar uma grande potência nuclear a se retirar de seus próprios territórios”.

O Global Times já havia apelo ao governo em Pequim para que aumentasse seu arsenal nuclear após a ameaça de Trump de suspender a chamada “política de uma só China”, considerada pelos chineses como a base das relações bilaterais sino-americanas, após uma controvérsia gerada por um telefonema entre Trump e a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen.

As reações das autoridades chinesas às declarações de Tillerson foram mínimas. Um porta-voz do Ministério chinês do Exterior observou que a tensões no Mar da China Meridional se acalmaram. “Esperamos que os países não regionais respeitem o consenso, que é do interesse fundamental de todo o mundo”, afirmou.

O Global Times afirmou que, por enquanto, Pequim continuará a ignorar os comentários de Tillerson, mas alertou que, “se a equipe diplomática de Trump tratar as futuras relações sino-americanas do modo como faz agora, os dois lados devem se preparar para um confronto militar”.

Foto: 1°- Rex Tillerson, indicado de Trump para o Departamento de Estado do novo governo, foi sabatinado no Senado smericano.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

 

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China

ÁFRICA: China busca mais que matéria-prima

Missão de paz da ONU no Sudão do Sul conta com oldados chineses

Para a Europa, aumento da influência de Pequim na África traz também oportunidades de cooperação. No entanto, maior envolvimento chinês pode ameaçar estratégias políticas e valores europeus no continente.

A visita de ano novo do ministro chinês do Exterior à África já é uma tradição. Neste janeiro o roteiro de Wang Yi pelo continente inclui Madagascar, Tanzânia, Zâmbia, Congo e Nigéria.

A Zâmbia, por exemplo, pretende se tornar um centro de transporte e logística no sul da África – agora contando com a ajuda prometida por Wang. Citado pela agência de notícias Xinhua, o ministro chinês afirmou, após um encontro com seu colega de pasta zambiano, Harry Kalaba, em Lusaka, que a “China é o parceiro mais importante e mais confiável da Zâmbia a caminho de um desenvolvimento independente e sustentável”.

A África é o lugar em que a China mais investe. Segundo um porta-voz do Ministério do Exterior chinês, somente no primeiro semestre de 2016 Pequim fechou 245 novos acordos no valor de 50 bilhões de dólares no continente africano. O Império do Meio já superou, há muito, os EUA e as antigas potências coloniais europeias como principal parceiro comercial dos africanos.

No fim de 2016, foi inaugurada a ferrovia entre a Etiópia e Djibuti, construída por empresas chinesas; obras semelhantes estão em execução no Quênia e na Nigéria. Elas são tudo, menos altruístas, e sim parte do projeto Rota da Seda, com o qual a China pretende expandir suas vias de comércio com vista a se tornar a maior potência econômica mundial.

China como pacificadora?

Além de projetos de infraestrutura e acordos sobre matérias-primas, Pequim aposta cada vez mais em iniciativas militares, tendo estabilidade como palavra-chave. “Na estratégia da China para a África, agora a segurança também desempenha um papel importante. Isso reflete o pensamento chinês sobre temas e interesses globais”, explica Angela Stanzel, especialista em assuntos chineses do Conselho Europeu de Relações Exteriores (ECFR), em Berlim.

Ministro do Exterior chinês, Wang Yi, cumprimenta premiê tanzaniano, Kassim Majaliwa, em Dar es Salaam

Atualmente, Pequim tem participação em sete de um total de nove missões de paz das Nações Unidas na África: mais do que qualquer outro membro do Conselho de Segurança da ONU. A potência asiática está envolvida no Sudão do Sul, Sudão e Mali. Em Djibuti, no leste africano, atualmente constrói sua primeira base naval no continente, apoiando a partir de lá as missões de combate à pirataria no Golfo de Áden. Os EUA e a França também operam grandes bases militares em Djibuti.

Lucro à custa dos seres humanos?

De acordo com Stanzel, ao mesmo tempo em que visa proteger seus cidadãos na África, a China também quer enviar um sinal para o mundo. “Durante muito tempo o país teve uma imagem muito ruim, tendo sido criticado não somente pelos Estados ocidentais, mas também na África. Com o aumento de esforços, Pequim quer mostrar que é um agente global responsável.”

Com ajuda econômica e mesmo fornecimento de armas, Pequim tem apoiado até agora também países que desprezam a democracia e os direitos humanos. “Se futuramente a China se empenhar ainda mais na África, então haverá o risco de as estratégias políticas e os valores europeus serem seriamente prejudicados”, adverte a analista.

Ponte Kigamboni na Tanzânia: também construída por chineses

A prática das empresas chinesas na África é igualmente alvo de críticas. “Já houve muitas violações, por exemplo na proteção e segurança do trabalho nas minas. Os investidores se aproveitam dos nossos cidadãos, fazendo com que trabalhem por tempo demais, muitas vezes sem roupas de proteção”, aponta o analista político zambiano Vince Chipatuka.

“Além disso, os muitos chineses que passam pelo nosso país, nossas cidades e vilarejos, tiram os empregos dos zambianos. Se a China quer investir por aqui, isso não deve acontecer à custa dos cidadãos.” Chipatuka apela ao governo em Lusaka para que avalie os acordos com os chineses e para que haja mais projetos em parceria com empresas nacionais.

Possibilidades de cooperação

Angela Stanzel diz ver nas ambições chinesas também oportunidades para os europeus, por exemplo nas missões de paz. “Acredito que a China estaria até mesmo interessada, já que não tem nenhuma experiência nesse tipo de missão e em operações no exterior. Então se poderia reforçar os treinamentos conjuntos.”

Segundo a especialista alemã, outras possibilidades de cooperação seriam as ações de evacuação em situações de emergência – como na Líbia, em 2011, quando Pequim teve que retirar milhares de seus cidadãos do país africano.

Também na cooperação para o desenvolvimento, os chineses poderiam recorrer à expertise dos países do bloco europeu. A estabilidade na África é um interesse comum de europeus e chineses, devendo ser discutida muito mais intensamente no futuro, frisa a Stanzel.

Fonte:DW

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Aeroporto militar nos arredores de Damasco é atacado por mísseis israelenses

Um aeroporto militar nos arredores de Damasco foi atacado por mísseis que teriam vindo de Israel, informou a agência Xinhua, citando fonte na imprensa síria.

Mais cedo foi informado que uma série de explosões foi ouvida no aeroporto militar, no bairro de al-Mezze.

A emissora síria, Sama TV, comunicou que o aeroporto foi atacado por mísseis israelenses.

Um correspondente da agência France-Presse informou que um incêndio pode ser observado nos arredores do aeroporto.

O comando do exército sírio emitiu um aviso ao Israel, afirmando que o ataque ao aeroporto nos arredores de Damasco terá consequências, informou Reuters.

Os militares sírios declararam que Israel lançou mísseis, que caíram nos arredores da base aérea militar no bairro de al-Mezze, a oito quilómetros de Damasco, provocando explosões e incêndio.

Segundo a imprensa local, ainda não há informações sobre as possíveis vítimas do ataque.

O aeroporto era usado pela elite das tropas sírias e ataques aéreos contra as forças da oposição e grupos terroristas eram realizados a partir do local.

Militares israelenses não quiseram comentar o incidente para a imprensa.

Foto: © Twitter/ Hadi Albhara

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Sputnik News

Síria adverte Israel das consequências do ataque de mísseis ao aeroporto em Damasco

O comando do exército sírio advertiu Israel das consequências do ataque de mísseis do aeroporto militar nos arredores e Damasco, informou a agência Reuters.

Os militares sírios declararam que Israel lançou uma série de mísseis, que explodiram nos arredores da base aérea militar no bairro de al-Mezza, localizada a oito quilómetros de Damasco, provocando um incêndio.

Segundo o exército da Síria, os mísseis foram lançados minutos depois da meia noite, da região do lago do Mar da Galileia, no norte de Israel.

O comunicado do exército sírio afirma que o ataque israelense acabou favorecendo os grupos terroristas, contra os quais o governo da Síria empreende combates desde 2011.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Sputnik News

 

 

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Washington impõe sanções contra Exército da Síria

Os EUA impuseram sanções contra o Exército, a Marinha e a Força Aérea do país, bem como contra a Guarda Republicana. Como pretexto para as restrições, o Departamento do Tesouro dos EUA indica “o uso de armas químicas”.

A Organização Síria para a Indústria Tecnológica também foi alvo de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA. Além disso, Washington sancionou cidadãos sírios, militares e civis, acusados de participar dos alegados ataques com armas químicas.

De acordo com o comunicado, essas medidas foram adotadas em resposta à informação da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), que afirma que o governo sírio usou cloro contra os seus cidadãos.

É a primeira vez que o Departamento do Tesouro impôs restrições contra autoridades militares sírias alegando o uso de armas químicas.

A Síria nega envolvimento em ataques químicos e “lamenta as acusações” da OPAQ. Damasco ressalta que a agência silencia os inúmeros casos de uso de armas químicas pela chamada “oposição moderada” da Síria, apoiada pelos países ocidentais, tanto como não presta atenção a ataques semelhantes perpetrados pelos grupos terroristas.

Por sua vez, a Rússia assinala que o relatório da OPAQ não está completo e não tem base sólida para justificar a introdução de sanções. Moscou advertiu contra o uso das informações preliminares da agência para “politizar” a questão e desacreditar o governo sírio.

Foto: © flickr.com/ Kramchang

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Sputnik News

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EUA precisariam de “guerra” para bloquear acesso chinês a ilhas no Mar do Sul da China, diz jornal

Bloquear o acesso da China a ilhas no Mar do Sul da China exigiria que os Estados Unidos “travassem uma guerra”, afirmou um influente jornal chinês nesta sexta-feira, após o indicado ao cargo de secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, ter sugerido essa estratégia na quarta-feira. 

Tillerson disse em sua audiência de confirmação perante o Comitê de Relações Exteriores do Senado norte-americano que queria enviar um sinal à China de que o acesso às ilhas no disputado Mar do Sul da China “não será permitido.” Ele não deu detalhes.

Se assim acontecer, os Estados Unidos teriam que “travar uma guerra de larga escala” para evitar o acesso chinês a essas ilhas, disse o jornal chinês Global Times em um editorial escrito em inglês.

O jornal, conhecido por suas duras palavras e editoriais nacionalistas, é publicado pelo principal veículo do Partido Comunista, mas não reflete políticas chinesas.

“É bom que Tillerson engrosse estratégias nucleares se quiser forçar uma grande potência nuclear a se retirar de seus próprios territórios”, acrescentou o tabloide.

O editorial também disse que Tillerson, ex-presidente da Exxon Mobil, era o nome com mais possibilidade de ser vetado pelo Congresso entre os escolhidos pelo presidente eleito Donald Trump para formar o primeiro escalão do governo.

“Suspeita-se que ele meramente queira obter a graça de senadores e aumentar suas chances de ser confirmado ao intencionalmente mostrar uma postura dura sobre a China”, acrescentou o editorial, sem dar muitos detalhes.

Um artigo semelhante também foi publicado no site em chinês do jornal, que recebe milhares de acessos por dia.

Há também questões legais sobre quaisquer tentativas dos EUA de bloquearem o acesso da China, disse o editorial, questionando se isso também significaria que Vietnã e Filipinas também teriam entrada negada.

A China reivindica a maior parte do Mar do Sul da China, rico em energia e por onde circulam cerca de 5 trilhões de dólares em comércio todos os anos. Os vizinhos Brunei, Malásia, Taiwan e Vietnã também reivindicam áreas desse mar. 

Os EUA anteriormente pediram que a China respeitasse as conclusões de uma corte de arbitragem de Haia, a qual decidiu a favor das Filipinas, rejeitando as reivindicações territoriais de Pequim no estratégico corredor marítimo.

Christian Shepherd

Foto: Reuters / Stringer / Arquivo – Porta-aviões Liaoning da China com acompanhamento da frota em uma área do Mar do Sul da Chinan. Foto sem data, tomada de dezembro de 2016. 

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Reuters

 

 

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Rússia critica envio de tropas dos EUA à Polônia

Moscou afirma que medida ameaça sua segurança. Cerca de 2,7 mil militares americanos são estacionados na Polônia. Operação faz parte de resposta da Otan a movimentações do Exército russo na Ucrânia.

O Kremlin afirmou nesta quinta-feira (12/01) que está preocupado com o envio de tropas americanas para a Polônia e destacou que considera a manobra uma ameaça para a segurança nacional. Os Estados Unidos enviaram cerca de 2,7 mil militares ao país europeu para reforçar o flanco oriental da Otan. O total previsto é de 3,5 mil.

“Vemos isto como uma ameaça a nós. São ações que representam uma ameaça para nossos interesses e nossa segurança”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

“Qualquer país terá uma atitude negativa diante do aumento da presença militar estrangeira junto a suas fronteiras. Além disso, é um terceiro país o que aumenta a presença militar em nossas fronteiras. Não é um país europeu”, destacou.

Além dos militares, os EUA enviaram nesta quinta-feira à base militar de Zagan, na Polônia, 80 tanques e material pesado de guerra. As tropas permaneceram estacionadas no país. Este é o maior reforço militar dos Estados Unidos enviado à Europa nas últimas décadas e o primeiro com caráter permanente na região.

Esse deslocamento militar faz parte da resposta da Otan às movimentações militares russas na Ucrânia, que resultaram na ocupação da Crimeia em 2014. Tropas americanas e de outros países da aliança têm realizados exercícios militares conjuntos no flanco oriental da Otan desde então, após o pedido da Polônia e de ex-repúblicas soviéticas nos Bálcãs.

O ministro polonês da Defesa, Antoni Macierewicz, declarou nesta quinta-feira que a presença de tropas da Otan acabará com a influência de Moscou na região. “Mesmo depois de 1989, perguntávamo-nos constantemente se a Rússia não vetaria essa ou aquela ação. O poder de veto da Rússia na Europa Central, na Polônia, está acabando de uma vez por todas”, declarou à emissora de televisão TVP.

Foto: Militares americanos chegam na Polônia

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW