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MINUSTAH: Companhia de Engenharia de Força de Paz Haiti apoia Componente Militar da ONU nos Departamentos do Sul e Grand-Anse.

No dia 07 de janeiro de 2017, uma equipe de 14 militares da Companhia Brasileira de Engenharia de Força de Paz (BRAENGCOY)  foi acionada para compor o esforço de resposta do Componente Militar da MINUSTAH aos distúrbios civis nos Departamentos do Sul e Grand-Anse.

A equipe, comandada pelo 1º Ten Eng Luis Arthur, tem como missão garantir a mobilidade das tropas da ONU realizando trabalhos de desobstrução de via e conta com 08 Viaturas Militares e 03 Equipamentos de Engenharia.

A engenharia é reconhecida também pela assistência humanitária prestada por meio das obras. Escolas, orfanatos, hospitais, unidades de polícia e estradas compõem o legado dessa década de dedicação da BRAENGCOY.

A BRAENGCOY realizou, nesses mais de 10 anos, a perfuração de 60 poços artesianos, a remoção de 9.577m­­3 de escombros, a construção e reforma de mais de 230 instalações civis e militares, a limpeza de 9.250 m de valas, a produção de 360 milhões de litros de água potável, a reparação de 795.700 m2 de estradas e a execução de 486.561 m3 de terraplenagem, ações que ajudaram na melhoria da qualidade de vida do povo deste país.

 

 

Colaborou BRAENGCOY

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Venezuela: Mesmo com crise econômica grave, Maduro reforça arsenal militar

Exercícios militares. Soldados venezuelanos se preparam para embarcar no porto de La Guaira; crise não impediu expansão de gastos com Defesa – FEDERICO PARRA / AFP/8-1-2017

Venezuela ocupa 5º lugar na América Latina em gastos com Forças Armadas

POR MAOLIS CASTRO, DO ‘EL PAÍS’

Nicolás Maduro quer demonstrar ao inimigo que está preparado para um ataque hipotético. O presidente venezuelano ordenou esta semana um novo deslocamento de tropas armadas em 14 de janeiro. Para manter esse poder, o chavismo não deixou de aumentar seu arsenal durante os últimos 16 anos, em meio a uma forte crise econômica, e as últimas compras de armamentos foram feitas junto à China e à Rússia.

Hoje, a Venezuela tem um poder militar destacado nas ruas para proteger a paz, a independência e a soberania — afirmou Maduro em recente discurso.

O arsenal da Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb) da Venezuela cresceu durante a revolução. O país ocupa o quinto lugar na América Latina em gastos militares. Está, além disso, entre as 36 nações do planeta que mais investem no setor. Durante o chavismo, entre 1999 e 2015, foram gastos mais de US$ 5,6 bilhões em armamentos, de acordo com números do Instituto Internacional de Estocolmo para o Estudo da Paz (Sipri, na sigla em inglês).

A compra de artilharia não parou mesmo com o país afundado numa enorme crise. Em dezembro, Maduro aprovou um orçamento para a aquisição de material militar vendido pela Rússia e pela China

— Autorizei recursos suficientes para equipar todos os combatentes da Força de Ação Especial, os grupos especiais e as tropas de ação rápida da Fanb das mais modernas armas e tecnologia mundial — enfatizou o presidente, em discurso televisionado.

Dias antes, Maduro enfrentara uma onda de protestos gerada pela retirada de circulação das notas de mais alto valor no país, as de 100 bolívares. No estado de Bolívar, no Sul do país, foi decretado toque de recolher para apaziguar a intensidade dos protestos. A militarização e a flexibilização da medida monetária acalmaram os ânimos.

As questões armamentistas são conduzidas com discrição pelo governo. Para Lexys Rendón, coordenadora da associação Laboratório de Paz, este ano é possível que a falta de transparência do governo sobre os gastos com a Defesa atinja seu auge.

O Orçamento do país nem chegou a ser discutido pela Assembleia Nacional, e foi aprovado diretamente pelo Tribunal Supremo de Justiça — explica. — Isso aconteceu devido a um confronto entre os Poderes públicos (o Parlamento, controlado pela oposição, e o Supremo dirigido pelo chavismo). As contas do Executivo são cada vez mais nebulosas.

Muitas organizações civis têm exigido uma diminuição do orçamento destinado à Defesa da Venezuela, o país com maior contração econômica nas Américas. Os investimentos se reduziram com as quedas nos preços do petróleo. O governo cortou em 90% as compras militares entre 2015 e 2016, segundo um relatório da associação civil Controle Cidadão, mas tudo não passou de uma rápida tempestade na carreira armamentista do chavismo. Já no ano passado, houve um aumento de 5% na compra de equipamentos e sistemas bélicos para a Fanb.

Mas as armas não estão apenas nas mãos do Exército. Ainda que artefatos explosivos, fuzis e munições sejam administrados exclusivamente pela Companhia Anônima Venezuelana de Indústrias Militares (Cavim), uma estatal venezuelana que municia as Forças Armadas e a polícia bolivariana, o domínio de algumas dessas armas letais passou, de forma irregular, a mãos de terceiros no país.

Fonte: O Globo
Edição: Plano Brasil

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Geopolítica: Parlamento venezuelano declara “abandono de cargo” de Maduro

Nicolas Maduro em um encontro com empresários em Caracas. HANDOUT REUTERS
EWALD SCHARFENBERG Caracas

A Assembleia Nacional (AN) da Venezuela declarou nesta segunda-feira o “abandono de cargo” por parte do presidente Nicolás Maduro e exigiu a convocação imediata de eleições. A decisão, que recebeu 106 votos a favor de deputados da oposição, foi tomada in extremis pois, segundo a Constituição venezuelana, só até esta segunda-feira a falta absoluta do principal mandatário implicaria em uma convocação de eleições para substituí-lo.

Na terça-feira começam os dois últimos anos do atual período constitucional, nesse biênio — conforme reza o artigo 233 da Constituição — a falta do presidente deve ser suprida pelo Vice-presidente Executivo ou Vice-presidenta Executiva (…) até completar o período constitucional” em janeiro de 2019. O atual vice-presidente, Tareck El Aissami, nomeado por Maduro na semana passada, representa a ala mais dura do chavismo.

A declaração não deve, no momento, surtir outro efeito prático além de aprofundar a grave crise institucional na Venezuela. Desde setembro passado, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ), controlado pelo Governo, tinha declarado “em desacato” o Parlamento, dominado pela oposição. No domingo, o STJ afirmou que a destituição do presidente se encontra “à margem das atribuições constitucionais” do Legislativo.

Fazendo caso omisso da exortação do Poder Judiciário, mas conscientes do impasse institucional que os impede de colocar em prática suas decisões, os representantes da oposição que impulsionaram o pronunciamento parlamentar chamaram seus apoiadores a mobilizar-se nas ruas. “Somente com o povo nas ruas exigindo seu direito de escolher, de forma organizada, cívica, pacífica e irreverente, é que se conseguirá restituir a Constituição e fazer cumprir a declaração do abandono do cargo”, disse o novo primeiro vice-presidente da AN, Freddy Guevara, que advertiu aos militares “que não se prestem a conter o povo”.

Apesar de ser, por enquanto, apenas um gesto, a declaração parlamentar prenuncia um reinício acalorado do conflito político venezuelano após o recesso de fim de ano. De fato, a posição adotada pelo Parlamento gerou tensões dentro da própria bancada opositora, que não aprovou a resolução por unanimidade. Embora já tivesse concordado em imputar a Maduro a “responsabilidade política” pela crise em dezembro passado, o Parlamento não dispunha do poder legal para abrir um julgamento do presidente. Quando ficou claro que o Governo conseguiria, por meio de seu controle do organismo eleitoral, burlar a convocação de um referendo revogatório, e que usou a mesa de diálogo patrocinada pelo Vaticano e pela Unasul para ganhar tempo, os setores mais radicais da Mesa de Unidade Democrática (MUD), de oposição, representados por vozes como a ex-deputada María Corina Machado, começaram a pressionar para acionar a declaração de “abandono de cargo” antes do fim do prazo constitucional para convocar eleições em que se escolheria, por sufrágio popular, o eventual sucessor do mandatário.

O “abandono de cargo” é uma figura contemplada no artigo 232 da Constituição, apadrinhada por Hugo Chávez em 1999. No entanto, para poder ser aplicada neste caso, a figura do “abandono” teve de ser objeto de uma interpretação um tanto metafórica. “O Governo de Nicolás Maduro está totalmente fracassado e foragido”, explicou Ramos Allup, ex-presidente da Assembleia, equiparando, assim, a suposta falta do presidente a um descumprimento de seus deveres constitucionais. “A declaração de abandono é a solução para a crise”. O acordo aprovado no domingo afirma que, com sua atuação, Maduro estaria “abandonando o princípio da supremacia constitucional (…) o princípio do Estado Democrático de Direito e de Justiça (…) bem como as funções constitucionais inerentes ao cargo de Presidente da República”.

“Ainda sou presidente?”, perguntava-se Maduro ao meio-dia de domingo. O presidente pretende empossar um inédito Comitê Antitraição e Antigolpe, que estará sob a direção do vice-presidente El Aissami.

Na mesma sessão, a bancada opositora aprovou o afastamento de três deputados pelo estado do Amazonas, cuja posse em setembro passado motivou o STJ a declarar o Parlamento “em desacato”.

Vozes contrárias

Nem todas as facções da oposição, porém, estiveram de acordo com a pertinência jurídica e a oportunidade política dessa declaração. Os deputados do partido Avanço Progressista (AP) abstiveram-se durante a votação por considerá-la “uma acusação ineficaz”. A prestigiosa ONG Provea (Programa Venezuelano de Educação-Ação em Direitos Humanos) também criticou a manobra: “É uma interpretação forçada da Constituição que agravará o enfraquecimento da institucionalidade democrática em nosso país”.

Fonte: El País

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Airway: AVIÕES DA EMBRAER EM COMBATE

O Super Tucano pode ser equipado com uma combinação letal de mísseis e canhões (Embraer)

Aeronaves produzidas no Brasil já participaram de guerras e conflitos isolados com diversos países e até nas mãos de rebeldes

Por THIAGO VINHOLES

A Embraer é atualmente a terceira maior fabricante de aviões do mundo, atrás apenas das gigantes Boeing e Airbus. Nos últimos 20 anos, a empresa brasileira se especializou na produção de aeronaves executivas de variados portes e os chamados “jatos regionais”, que voam em rotas curtas com média demanda de ocupação de passageiros.

Outra importante fonte de renda da fabricante é o setor militar, onde atende pelo nome “Embraer Defesa & Segurança”. Essa divisão da Embraer entrou em operação no final dos anos 1960 e tomou forma em 1971, com o EMB-326 Xavante, o primeiro avião com motor a jato fabricado no Brasil. O modelo era a versão nacional do italiano Aermacchi MB-326.

Depois do Xavante vieram o Tucano, o caça-bombardeiro AMX e aeronaves de vigilância desenvolvidas a partir de modelos civis, como o “avião-radar” E-99, operado pela Força Aérea Brasileira e capaz de localizar aviões invasores a mais de 300 km de distância. Outro produto de defesa consagrado da Embraer é Bandeirulha, utilizado em operações navais.

Existem caças e bombardeiros, que embora fossem avançados e muito bem armados, passaram toda sua carreira sem disparar um único tiro em combate real. Esse, porém, não é o caso dos aviões militares desenvolvidos pela Embraer, que já participaram de guerras e conflitos isolados com diversos países. Conheça abaixo cada um desses casos:

Batismo de fogo nas Malvinas

O primeiro avião militar da Embraer que participou de um combate real foi o EMB-111 Bandeirulha, a versão de vigilância naval do modelo civil EMB-110, o Bandeirante. Em 1982, a Fuerza Aérea Argentina solicitou um empréstimo de dois Bandeirulhas para reforçar seu esquadrão de vigilância naval, então operado por apenas dois P-2 Neptune.

Os Bandeirulhas chegaram à Argentina no auge da Guerra das Malvinas, em abril de 1982 (FAA)

As aeronaves chegaram à Argentina no auge da Guerra das Malvinas, contra a Inglaterra, em disputa pelas Ilhas Falkland. Sem armamentos, os aviões da Embraer atuaram no conflito em busca de embarcações britânicas que posteriormente poderiam ser atacadas por caças da marinha ou da força aérea argentina.

Durante o conflito, os EMB-111 voaram mais de 200 horas com as cores da Argentina e não registraram nenhum problema ou avaria. Em 1983 foram devolvidos: o comando argentino não ficou satisfeito com as capacidades do radar de busca que equipava a aeronave na época.

O empréstimo dos aviões da Força Aérea Brasileira irritou o parlamento britânico, que convocou o embaixador do Brasil em Londres na época para prestar explicações. A Argentina estava proibida de comprar material bélico pela comunidade internacional e para se reforçar durante o conflito com Inglaterra apelou para fontes clandestinas. Líbia e Peru foram alguns dos “colaboradores”.

Os ingleses ainda levantaram a hipótese de que os Bandeirulhas utilizados na Argentina foram operados por tripulantes da Força Aérea Brasileira.

Super Tucano contra a FARC

Depois do Brasil, a Colômbia é o segundo maior operador do EMB-314 Super Tucano, com 25 aparelhos. Atualmente uma das aeronaves mais letais no combate a guerrilhas, o turbo-hélice militar da Embraer já entrou em combate em pelo menos quatro ocasiões contra as FARC (Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia), a partir de 2007.

A força aérea da Colômbia conta com 25 Super Tucano na frota (FAC)

Os Super Tucanos foram utilizados nas operações Vuelo de Angel, Thanatos, Júpiter e Fenix, esta última em território do Equador. Em todas essas missões, as aeronaves foram armadas com bombas Mk 82 e também abriram fogo com canhões de 20 mm.

A operação Fenix, realizada na madrugada de 1 de março de 2008, foi a maior incursão das forças armadas da Colômbia já efetuada contra o exército rebelde. Nessa operação, os aviões da Embraer realizaram um bombardeiro massivo contra um acampamento das FARC que deixou 24 mortos.

Tucanos no Cenepa

A Guerra do Cenepa, conflito travado entre Equador e Peru em 1995, envolveu uma série de aeronaves, entre elas o EMB-312 Tucano. A aeronave da Embraer, a serviço das força aérea peruana, participou de somente uma ação durante os combates, um bombardeiro noturno contra posições equatorianos sem grandes danos.

A força aérea do Peru possui 24 Tucanos, hoje utilizados principalmente em treinamentos (Chris Lofting)

Além na guerra contra o Equador, os Tucanos da Fuerza Aérea del Perú também são ferozes combatentes do narcotráfico. Desde que entraram em operação no país, em 1987, os aviões da Embraer já abateram mais de 70 aeronaves transportando drogas.

Taleban na mira do Tucano

Entre 2000 e 2001, os Tucanos da força aérea do Irã atacaram posições do grupo terrorista Taleban dentro de seu próprio território. Os resultados das ações são desconhecidos.

Os Tucanos do Irã também já abateram aviões de baixa performance carregando drogas. O país possui uma frota com 25 aeronaves da Embraer.

A força aérea do Irã conta com 25 Embraer Tucano (Shahram Sharifi)

AMX no Afeganistão

O caça-bombardeiro AMX, lançado em 1986 pela Embraer em parceria com as fabricante italianas Aermarcchi e Aeritalia (hoje Alenia Aeronautica), já participou de combates com as cores da Itália no Kosovo, Líbia e Afeganistão, em 2009, onde realizou ataques com bombas guiadas a laser.

Os AMX italianos realizaram mais de 700 missões no Afeganistão (Aeronautica Militare)

A aeronave acumulou mais de 5.000 horas em missões de bombardeiro contra posições do grupo terrorista Al Qaeda no Afeganistão, em apoio a coalização da OTAN. Nenhuma aeronave foi perdida ou danificada durante o conflito.

Tucanos africanos

Diversos países na África contam com o Embraer Tucano em suas forças aéreas e pelo menos dois países já os utilizaram em combates: Mauritânia e Angola.

A força aérea de Angola opera os modelos Tucano e Super Tucano (Embraer)

Em 2012, Tucanos a serviço da força aérea da Mauritânia bombardearam com sucesso uma base do Estado Islâmico em Mali. Já os modelos angolanos participaram de diversas operações contra insurgentes na década de 1990 durante a longa guerra civil que assolou o país, que começou em 1975 e terminou definitivamente somente em 2002.

Os impetuosos Tucanos de Honduras

O governo de Honduras considera inadmissível o sobrevoo de aeronaves em seu território sem autorização prévia. O avião que invadir os céus do país na América Central pode acabar sofrendo a fúria dos Tucanos da Fuerza Aérea Hondureña. E isso já aconteceu.

É melhor não provocar os Tucanos hondurenhos… (Nelson Mejía)

Em abril de 2003, um bimotor Aero Commander 500 invadiu o espaço aéreo de Honduras e ao recusar os pedidos por rádio de se identificar foi rasgado por tiros de canhão de um Tucano e caiu, matando os dois ocupantes, que eram colombianos. Nos destroços da aeronave foram coletados quase 1.000 kg de cocaína.

A mesma situação se repetiu em 2012, quando um pequeno Cessna carregando 500 kg de cocaína entrou em Honduras sem autorização e acabou abatido por um Tucano. Um dos dois ocupantes da aeronave invasora era um agente norte-americano disfarçado do DEA, a divisão federal dos EUA de combate ao tráfico de drogas.

Na maioria dos casos os aviões da força aérea de Honduras apenas interceptam as aeronaves invasoras e as obrigam a pousam o mais rápido possível. No entanto, o avião que desrespeitar o pedido pode acabar crivado de balas.

FAB contra traficantes

Os Super Tucano da Força Aérea Brasileira já realizaram interceptações de aeronaves de baixa performance voando sem autorização no espaço aéreo brasileiro, a maioria na região da Amazônia. Nenhuma das situações, entretanto, levou ao abate dos aviões invasores. Na maioria dos casos, os modelos, quase sempre carregando drogas, foram forçados a pousar.

O Super Tucano pode ser empregado em missões de ataque ao solo e até como caça (FAB)

Recentemente, porém, um Super Tucano abriu fogo contra um pequeno monomotor durante uma perseguição nos céus do Mato Grosso do Sul – a ação foi registrada em vídeo. A FAB não confirmou o abate, mas afirmou que a aeronave “evadiu” para o Paraguai.

Em 1991, seis Tucanos da FAB participaram da “Operação Traíra” contra as FARC na fronteira com a Colômbia. Os Super Tucano do Brasil também já destruíram pistas clandestinas na Amazônia e Roraima construídas para operações de narcotráfico.

Tucano Rebelde

O Embraer Tucano caiu nas mãos de oficiais da força aérea da Venezuela simpatizantes do golpe de estado pretendido por Hugo Chavez, que já havia falhado na primeira tentativa, em fevereiro de 1992, e acabou preso.

A Venezuela conta atualmente com 12 Tucanos, usados em treinamentos (Garcia Rivera)

Um Tucano e outros dois AV-10 Bronco foram utilizados por oficiais rebeldes na segunda tentativa de derrubar o governo do então presidente Carlos Andrés Pérez. As aeronaves atacaram prédios da polícia e do governo em Caracas com foguetes e bombas. As três aeronaves acabaram abatidas por mísseis disparados por caças F-16 da própria força aérea venezuelana – parte da ação foi acompanhada ao vivo pelos canais de televisão da Venezuela.

Super Tucano no Afeganistão

A força aérea do Afeganistão é o mais recente usuário dos Super Tucanos. O país vem recebendo desde 2015 aeronaves fabricadas nos EUA, pela Sierra Nevada, parceira da Embraer. Em diversas oportunidades, os aparelhos já foram empregados em combates contra posições insurgentes em diferentes pontos do país. Até 2018, a força afega deve formar uma frota com 12 aviões de ataque.

Super Tucanos montados nos EUA já estão em operação no Afeganistão (USAF)

Fonte: Airway