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ADSUMUS : GptOpFuzNav tem a primeira mulher combatente a integrar uma tropa da ONU

Segundo-Tenente Débora Ferreira de integrar uma tropa em missão de paz

A Segundo-Tenente Auxiliar Fuzileiro Naval Débora Ferreira de Freitas, faz parte do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais (GptOpFuzNav), e é a primeira mulher combatente do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) e das Forças Armadas brasileiras a integrar uma tropa em missão de paz.

As mulheres no CFN tem a oportunidade de ingressar como Terceiro-Sargento no Quadro de Músicos, do qual a referida Oficial ingressou no ano de 2004. Ao concluir o nível superior, surgiu a oportunidade de prestar concurso interno para o Quadro de Oficiais Auxiliares da Marinha, sendo aprovada no concurso de 2014.

No ano de 2016, a Tenente Débora concluiu o curso de Especialização em Guerra Anfíbia e tornou-se a primeira mulher habilitada a comandar um pelotão de infantaria no Brasil.

“Eu me sinto honrada em participar dessa missão e ainda representar as mulheres, incentivando-as para que ingressem no CFN e tenham essa singular experiência’, ressaltou Débora.

Atualmente a Segundo-Tenente Débora exerce a função de Oficial de assuntos civis e de comunicação social do GptOpFuzNav, com a missão de planejar e executar ações de coordenação civil-militar, com a finalidade de contribuir para a manutenção do ambiente seguro e estável na área de atuação do Grupamento. Como Oficial de comunicação social, atua na divulgação do nome da Marinha do Brasil e, consequentemente, dos Fuzileiros Navais para as Nações e Forças amigas.

Tenente Débora tornou-se a primeira mulher habilitada a comandar um pelotão de infantaria no Brasil

BRABAT 25

Os militares que compõe o 25º Contingente do Batalhão de Infantaria de Força de Brasileiro (BRABAT 25) na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti é formado por 850 militares, sendo, 181 da Marinha do Brasil, 639 do Exercito Brasileiro e 30 da Força Aérea Brasileira.

A maior parte do efetivo da Marinha, 175 militares, faz parte do GptOpFuzNav, peça de manobra do BRABAT. O Grupamento tem constituição semelhante ao Batalhão, com um comando, estado maior e frações de apoio e de combate.

Fonte: MB

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'Chacinas evidenciam conluio do Estado com facções', diz especialista em direitos humanos 12

O diplomata brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro

A reação das autoridades brasileiras às chacinas nos presídios do Amazonas e Roraima, que deixaram um total de 87 mortos, evidenciam o “conluio do Estado brasileiro com as organizações criminosas”, considera o diplomata e especialista em direitos humanos Paulo Sérgio Pinheiro.

A reação inclui a avaliação do massacre em Manaus como “acidente” pelo presidente Michel Temer; as contradições do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, ao negar a responsabilidade do governo federal nas chacinas; e declarações do governador do Amazonas, José Melo, e do Secretário Nacional da Juventude, Bruno Júlio, que tentaram justificar a morte de presos. Para Pinheiro, tais posturas revelam um “Estado carcomido e contaminado” pela corrupção e por “acordos não escritos” com as facções criminosas que comandam os presídios brasileiros.

“Não interessa ao atual governo, aos empresários e parlamentares comprados por organizações criminosas mudar essa situação”, disse o diplomata em entrevista à DW Brasil. “O que acontece nas prisões é só a ponta do iceberg do tráfico de drogas, da lavagem de dinheiro e da impunidade generalizada em relação às organizações criminosas.”

Pinheiro, que é chefe da comissão independente da ONU responsável por investigar violações dos direitos humanos na guerra da Síria, se surpreende com a reação do Brasil ao fato de que boa parte dos presos mortos foi decapitada. “Ora, por cinco decapitações em Palmira, na Síria, todo mundo fica horrorizado.”

DW Brasil: Como o senhor avalia a posição do governo brasileiro de se eximir da responsabilidade sobre os massacres em Roraima e Amazonas e também de legitimar a morte de presos?

Paulo Sérgio Pinheiro: A posição não poderia ser pior. Esse silêncio do chefe de governo, que esperou vários dias para falar – e para falar bobagem – ocorre porque o governo federal está acuado pelas organizações criminosas. Em muitos estados, as facções fizeram acordos com o governo nas eleições e, depois, para impor a paz dentro dos presídios. Houve um acordo não escrito com esse circuito criminoso. Hoje, o temor do governo é que, como já está acontecendo, apareçam mais revoltas em outros estados.

No caso de Manaus, o escândalo maior é que, além das execuções, houve 30 decapitações. Ora, por cinco decapitações em Palmira na Síria todo mundo fica horrorizado. Aqui, como no Iraque, jogaram futebol com as cabeças dos presos. E o governador do Amazonas ainda justificou que eles “não são santos”. Que história é essa? Eles não são santos e então mereciam ter sido executados?

Como pode num presídio ter uma placa na cela indicando que ali é a sede do PCC? Quer dizer, quem hoje manda no sistema penitenciário brasileiro são as organizações criminosas. Há um conluio entre o Estado brasileiro e as facções. O que acontece nas prisões é só a ponta do iceberg do tráfico de drogas, lavagem de dinheiro nos bancos e empresas de fachada que não são investigadas. Há uma impunidade generalizada em relação às organizações criminosas. Esse é um dos piores legados da ditadura que permanecem no Brasil, mas que a democracia consolida e aprofunda.

 

 

Fonte: DW via UOL