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Kamov Ka-50 “Black Shark” / Ka-52 “Alligator”

Fonte: Hoje no Mundo Militar – O Mundo Militar é um canal (You Tube) exclusivamente voltado para temas atuais do mundo militar.

Edição: konner@planobrazil.com

 

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Fragata de pequeno porte BELH@RRA de 4.000 toneladas da DCNS

 

Edição: konner@planobrazil.com

 

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Valorização crescente do dólar preocupa mercados internacionais

Em Wall Street, o fortalecimento do dólar tem sido um dos sinais mais visíveis do crescente otimismo na economia dos Estados Unidos. Mas, para muitos países, uma moeda americana forte significa problemas.

Muitos analistas estimam que a moeda americana vai continuar se valorizando em 2017, ampliando os ganhos de mais de 35% obtidos pelo dólar desde o rebaixamento de crédito dos EUA em 2011.

Essa expectativa deve-se principalmente porque o fortalecimento da economia parece capaz de impulsionar o Federal Reserve, o banco central americano, a realizar seu plano de elevar várias vezes as taxas de juros em 2017. Juros maiores tornam mais atraentes a manutenção de ativos denominados em dólares, atraindo dinheiro para os EUA.

“Nesse momento, existe uma pressão incrível para que todas as outras moedas sejam vendidas e o dólar seja comprado”, disse Christopher Stanton, diretor de investimentos da Sunrise Capital LP, que administra US$ 700 milhões.

Stanton recentemente apostou que a moeda americana iria se valorizar ante o dólar australiano, o iene japonês e o euro nos próximos meses.

Um dólar mais forte eleva o poder de compra dos consumidores e das empresas americanas ao tornar os itens importados mais baratos e reduzir os custos das viagens internacionais. Pelo mesmo motivo, contudo, um dólar elevado afetaria os exportadores americanos ao tornar seus bens menos competitivos no exterior, reduzindo os lucros das empresas e potencialmente afetando os preços das ações.

Nos mercados emergentes, a manutenção de um dólar forte pode reduzir o preço do petróleo e de outras commodities denominadas em dólar, pressionando as economias em desenvolvimento que exportam matérias-primas.

Empresas e governos dos mercados emergentes que tomaram emprestado grandes volumes de recursos em dólar também terão dificuldades em pagar essas dívidas.

Para a China, a alta do dólar está exacerbando as saídas de capital e apertando a liquidez, agitando mercados que registraram um período de relativa estabilidade em grande parte de 2016. Os mercados de títulos da China despencaram em reação à reunião do Fed de dezembro, em que o banco central dos EUA decidiu elevar os juros e sinalizar outros aumentos. Os reguladores chineses injetaram dinheiro para aliviar um possível aperto no crédito, em meio à queda também das ações.

O banco central chinês também teve que drenar US$ 300 bilhões de suas reservas nos primeiros três meses de 2016, mais do que ele gastou em 2015 inteiro, enquanto lutava para desacelerar a desvalorização do yuan ante o dólar. A moeda chinesa agora está em queda de 4,3% ante o dólar desde outubro, recuando para um recorde de baixa. Outras moedas dos mercados emergentes foram bem mais atingidas: a lira turca caiu cerca de 15% nos últimos três meses do ano.

Expectativa de um estímulo fiscal no governo do presidente eleito Donald Trump “reenergizou completamente o dólar”, disse Alan Ruskin, líder de estratégia cambial do G-10 do Deutsche Bank. “Esta é uma grande mudança na dinâmica de políticas.”

O índice do dólar do Wall Street Journal, que monitora o dólar ante uma cesta de 16 moedas, cresceu 3,1% em 2016, com uma valorização no fim do ano contra o euro, iene e moedas dos mercados emergentes.

Cerca de 60% dos clientes pesquisados pelo Citigroup acreditam que o dólar ou será “moderadamente mais elevado” ou “significativamente elevado” em relação as divisas de países desenvolvidos e de mercados emergentes em 2017.

Alguns se preocupam, contudo, que as propostas de Trump para gastos em infraestrutura e corte de impostos possam não se tornar realidade. E expansões fiscais anteriores tiveram efeitos variados sobre a moeda americana.

O índice de dólar da ICE subiu mais de 80% entre 1981 e 1985, impulsionado por uma série de estímulos fiscais implementada durante o governo do presidente Ronald Reagan e por vários aumentos de juros feitos pelo Fed nos primeiros anos da década.

Mas cortes nos impostos feitos no governo do presidente George W. Bush não conseguiu impulsionar o dólar nos anos 2000, quando os cortes foram acompanhados por um Fed baixista e por incertezas nos mercados de ações, afirma relatório do Deutsche Bank.

Investidores também esperam que o Fed fique de olho no fortalecimento da moeda, e eleve os juros em um ritmo mais lento se a alta do dólar começar a prejudicar a economia americana.

Thanos Bardas, gerente de portfólio da Neuberger Berman que supervisiona US$ 255 bilhões, disse que ele realizou lucros em dezembro em apostas de que o dólar iria se fortalecer ante o iene, preocupado com a forte valorização do dólar em um curto período de tempo. “Os mercados estão com perspectivas extremamente positivas”, disse ele. “A operação inteligente envolve confiança com verificação.”

IRA IOSEBASHVILI

Foto: ANDREW HARRER/BLOOMBERG NEWS

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: WSJ

 

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China Conflitos Estados Unidos Geopolítica Mísseis

Trump está ciente da urgência de ameaça nuclear da Coreia do Norte, diz Seul

O alerta feito pelo presidente-eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, à Coreia do Norte mostra que ele está ciente da urgência da ameaça representada pelo programa nuclear norte-coreano e não vai ceder sobre a política de sanções contra o país isolado, disse a Coreia do Sul nesta terça-feira.

O líder norte-coreano, Kim Jong Un, disse no domingo que o país com capacidade nuclear estava perto de realizar testes de lançamento de um míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês), aumentando a possibilidade de alcançar o território dos EUA.

Trump minimizou essa reivindicação, dizendo no Twitter: “Não vai acontecer”.

O Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Sul disse que o comentário de Trump, sua primeira menção sobre a questão nuclear norte-coreana desde sua eleição em novembro, pode ser interpretada como um “claro alerta” para os vizinhos do norte.

“O presidente eleito Trump e autoridades dos EUA estão claramente cientes da gravidade e urgência da ameaça nuclear norte-coreana”, disse o porta-voz ministerial sul-coreano, Cho June-hyuck, a jornalistas.

“Eles estão mantendo uma posição sem ceder espaço sobre a necessidade de sanções sobre a Coreia do Norte, e por uma cooperação entre Coreia do Sul e os EUA.”

Trump ainda não divulgou uma política para lidar com a Coreia do Norte, mas durante a campanha presidencial indicou que estaria disposto a conversar com o líder Kim, dada a oportunidade.

Ele também tem sido crítico da China sobre a questão. Na segunda-feira, Trump disse que a China havia se beneficiado de seus laços econômicos com os EUA, mas não estaria disposta a usar sua influência para ajudar a controlar a Coreia do Norte.

Respondendo ao comentário, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Geng Shuang, disse que o país estava pressionando pela desnuclearização da península coreana.

“Os esforços da China nesse ponto são perfeitamente óbvios”, disse Geng em uma coletiva de imprensa. “Como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, nós temos participado proativamente em discussões relevantes sobre a questão nuclear norte-coreana e conjuntamente aprovamos diversas resoluções com outras partes. Isso mostra a atitude responsável da China.”

Há anos os EUA se recusam atender pedidos norte-coreanos por negociações, insistindo que o país deve se desarmar primeiro.

Assim, os EUA e a Coreia do Sul responderam a dois testes nucleares norte-coreanos, além de outros testes com mísseis, no ano passado com sanções ainda mais severas.

O Conselho de Segurança da ONU impôs novas sanções sobre a Coreia do Norte no fim de novembro, após Pyongyang ter realizado seu quinto e maior teste nuclear até agora, em setembro.

James Pearson / Ben Blanchard

Jeongeun

Foto: Jonathan Ernst – RTX2WSA9 / Reuters – Presidente eleito Donald Trump no Mar-a-Lago Club em Palm Beach, Florida, EUA 28 de dezembro de 2016. 

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Reuters

 

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Brasil: Temer vai terminar 2017 na Presidência?

Presidente começa o ano impopular e castigado por revelações da Lava Jato e problemas econômicos, assim como Dilma antes do impeachment. Mas ele tem mais apoio político e econômico do que a antecessora.

Avesso a gravar pronunciamentos por causa do receio de panelaços, o presidente Michel Temer transmitiu na noite de 24 de dezembro um raro discurso à nação e disse que “o próximo Natal será muito melhor que este”. Mas será que Temer ainda estará no cargo no Natal de 2017?

A pacificação esperada por alguns políticos nos meses seguintes ao impeachment nunca veio. Ao entrar no novo ano, o presidente enfrenta alguns dos mesmos desafios de sua antecessora, Dilma Rousseff, que foi afastada do cargo quatro meses após o fim de 2015: desemprego em alta, turbulência econômica, impopularidade, denúncias da Operação Lava Jato e tensão política.

Uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada em dezembro aponta que apenas 14% da população avaliam o presidente como bom ou ótimo. E mais de 60% querem que ele deixe o cargo e que ocorram novas eleições.

O presidente também já perdeu seis ministros ao longo de sete meses de governo. De seu núcleo decisório, só restaram nomes como Eliseu Padilha e Moreira Franco, ambos citados por delatadores da Lava Jato – inclusive um dos 77 executivos da Odebrecht. Com mais dezenas de delações de outros executivos da empreiteira a caminho de serem vazadas de maneira previsível nas próximas semanas, a permanência dos ministros é incerta.

O próprio Temer aparece nas delações. Um ex-diretor da Odebrecht citou o presidente mais de 40 vezes e disse ter repassado 10 milhões de reais ao PMDB.

Além das denúncias, o presidente ainda enfrenta um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pede a cassação da sua chapa nas eleições de 2014, quando ele foi eleito vice-presidente. A suspeita é de que tanto ele quanto Dilma tenham usado dinheiro ilegal na campanha.

Em outro fronte, o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem pressionado a Câmara a avaliar um pedido de abertura de impeachment contra Temer. Por fim, vários políticos da oposição tem pedido a renúncia do presidente. Até mesmo quadros do PSDB, partido que compõe o governo, estão exibindo desconforto em se manter próximos de Temer.

Chances de queda

Apesar do cenário, analistas ouvidos pela DW afirmam que, por enquanto, a situação de Temer não conta com todos os elementos que precipitaram a queda de Dilma. A principal força do presidente reside na sua base no Congresso e até mesmo na constatação do meio político de que não parece haver outra opção imediata para chefiar o governo. Ainda assim, a imprevisibilidade que vem marcando a política brasileira pode mudar tudo isso.

“Não acredito em impeachment ou renúncia. Isso não interessa a ninguém da classe política”, afirma o cientista político Geraldo Tadeu Monteiro, professor no Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj).

Segundo Monteiro, Temer tem muito contra si, mas não há a mesma convergência que houve com Dilma. “Não é uma situação confortável, mas ele tem sustentação no Congresso e os empresários do seu lado. Isso também vale para partidos que vez ou outra parecem estar deixando o governo. Eles sabem que Temer é provisório, que não vai tentar a reeleição”, afirma. “Siglas como PSDB precisam de tempo até 2018 para resolver suas disputas internas. Dessa forma, acham que Temer precisa aguentar até 2018.”

Monteiro afirma que os aliados só poderiam abandonar Temer caso “ocorra uma acusação mais contundente contra ele, como enriquecimento pessoal com fartas provas, para que a insatisfação popular com seu governo se torne mais forte”.

Desde que Temer assumiu o governo Até mesmo políticos da oposição permanecem divididos sobre o que fazer. Recentemente, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), um dos mais barulhentos apoiadores de Dilma durante o impeachment, disse não ver outra saída prática “que não seja esse governo chegar até o fim”.

Partidos da oposição protocolaram pedidos de impeachment contra Temer. A entrega gerou manchetes, mas não foi sucedida por muita articulação para que eles avancem. Ao contrário de Dilma, Temer não tem um Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara) agindo contra seu governo. Tanto a Câmara quanto o Senado devem permanecer nas mãos de aliados quando ocorrerem as eleições para a chefia de cada Casa, em fevereiro.

O ministro Marco Aurélio já concedeu uma liminar para obrigar a Câmara a analisar um pedido de impeachment contra Temer. Mas até agora a formação da comissão para avaliar o mérito do pedido vem se arrastando. No caso de Dilma e sob a influência de Cunha, 39 dos 66 membros da comissão foram escolhidos em apenas seis dias. Com Temer no Planalto, já se vão oito meses e apenas 16 foram indicados.

“As elites estão fazendo todo o possível para que ele fique. Não há outro plano e nenhuma personalidade em que elas possam apostar até 2018”, afirma Thomas Manz, diretor da Fundação Friedrich Ebert no Brasil.

Cassação da chapa

Com pouca chance por enquanto de Temer ser derrubado por seus pares da classe política, as atenções se voltam para o Judiciário, mais especificamente para o processo no TSE.

Após o fechamento das delações da Odebrecht e de outras empreiteiras que doaram para a chapa Dilma-Temer em 2014, aumentaram especulações sobre um desfecho desfavorável para o presidente. O relator, Herman Benjamin, deve recomendar a cassação da chapa, que abriria caminho para uma nova eleição, direta ou indireta.

No entanto, Temer ainda guarda alguns trunfos no Judiciário. O principal deles é o tempo – ou mais especificamente a notória lentidão do TSE e do STF. As primeiras diligências do caso só ocorreram mais de dois anos depois de o PSDB e outros partidos de oposição terem protocolado a ação.

Paradoxalmente, novas provas podem atrasar o andamento do processo. A expectativa inicial era de que os ministros do TSE analisassem tudo até o fim do primeiro semestre, mas a eventual inclusão de delações da Odebrecht e material das diligências podem demandar mais tempo.

Para haver maioria no TSE são necessários quatro votos, de um total de sete. Uma eventual demora pode mudar o xadrez da composição da corte. Em abril e maio, dois ministros devem concluir seus mandatos, abrindo caminho para que Temer escolha novos integrantes – provavelmente alinhados com o governo.

E mesmo que o desfecho no tribunal seja desfavorável a Temer, o presidente ainda pode recorrer. Temer já afirmou que “haverá recursos e mais recursos”. Caso o processo seja questionado no STF, o presidente deve contar mais uma vez com a lentidão da corte e com o hábito de alguns ministros de pedirem vista e ficarem meses analisando os documentos – uma prática que beneficiou políticos como Renan Calheiros em 2016.

Segundo Monteiro, com tantos poréns, caso todos esses elementos continuem no mesmo lugar, é provável que o processo se arraste até 2018, dando tempo para que Temer termine o mandato. “Desse jeito não é possível apostar em uma aceleração ao longo de 2017.”

Mas embora o ano comece com Temer se segurando melhor do que Dilma, o presidente não deve ter vida fácil nos próximos meses. “Se as coisas não melhorarem, aliados também vão começar a causar problemas e ninguém vai querer estar associado ao Temer quando as eleições de 2018 se aproximarem”, afirma o analista político Gaspard Estrada, da Sciences Po, de Paris.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

 

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Grupos rebeldes sírios suspendem negociações de paz

Insurgentes afirmam que medida é resposta a violações do acordo de cessar-fogo, cometidas pelo regime de Bashar al-Assad. Grupo questiona habilidade de Moscou em garantir o cumprimento da trégua.

Em resposta às violações da trégua na Síria em vigor há quatro dias, dez grupos rebeldes sírios anunciaram nesta segunda-feira (02/01) a suspensão de todas as conversas relacionadas às negociações de paz previstas para ocorrer Astana, no Cazaquistão, que serão mediadas pela Turquia e pela Rússia.

No comunicado, os rebeldes afirmam ter respeitado o “cessar-fogo em todo o território sírio, mas o regime e os seus aliados continuaram a abrir fogo e fizeram frequentes e significativas violações, incluindo nas regiões de Wadi Barada e em Ghuta [ controladas por rebeldes] “, ambas localizadas na província de Damasco.

“Apesar de repetidos pedidos feitos à parte que apoia o regime [a Rússia], as violações continuaram, ameaçando as vidas de centenas de milhares de pessoas”, denunciou o comunicado.

Os rebeldes afirmaram que o regime tenta recuperar regiões e questionam a habilidade de Moscou para garantir que o governo sírio cumpra os termos do acordo de cessar-fogo. A trégua foi mediada pela Rússia e pela Turquia– que apoiam os lados opostos no conflito na Síria –  e teve início na sexta-feira.

Os rebeldes afirmaram ainda que se os avanços territoriais não forem interrompidos, o acordo será considerado nulo. O grupo destacou que as conversas para as negociações de paz, previstas para ter início no final de janeiro, só serão retomadas com o fim das hostilidades.

O recente acordo de cessar-fogo é o primeiro a não envolver os EUA ou as Nações Unidas – um reflexo da crescente influência diplomática de Moscou, depois que uma longa campanha de ataques aéreos russos ajudou Assad a recapturar a cidade de Aleppo, no norte do país.

CN/dpa/lusa/afp/rtr

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW