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Trump volta a questionar a autoria russa dos ciberataques

Ano novo, velhas dúvidas. O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, começou 2017 questionando novamente as acusações da Casa Branca sobre a autoria russa dos ciberataques durante as eleições, algo que já havia chamado de “ridículo” apesar de se basearem em relatórios das agências de segurança e inteligência.

Pouco antes da comemoração do Ano Novo começar na Flórida, Trump também disse que possui informações privilegiadas sobre o assunto que revelará ao longo da semana. Enquanto isso, no domingo, os 35 diplomatas russos expulsos por ciberespionagem abandonaram o país.

Com roupa de gala para a festa de fim de ano – particular, de acordo com a imprensa norte-americana – que organizou em seu luxuoso resort Mar-a-Lago, em Palm Beach, Trump falou à meia-noite de sábado brevemente com a imprensa, a quem voltou a reiterar suas dúvidas sobre a autoria russa dos ciberataques que o Governo de Obama afirma terem a assinatura de Moscou e fez uma advertência aos serviços de inteligência que sustentam as acusações oficiais.

“Quero que eles estejam seguros sobre isso, porque é uma acusação muito grave e quero que eles estejam seguros” disse Trump, que voltou a lembrar o “desastre” provocado pelas falsas acusações de inteligência sobre armas de destruição em massa que causaram a guerra do Iraque. “Eles se enganaram, de modo que quero que eles estejam seguros”, afirmou Trump que, enigmaticamente, afirmou também possuir informações privilegiadas.

“Sei muito sobre pirataria cibernética. É algo que também é muito difícil de se provar, de modo que poderiam ser outros” os responsáveis pelos ciberataques, disse Trump, retomando um argumento que já usou em outras ocasiões para questionar as afirmações da comunidade de inteligência norte-americana sobre o fato do presidente russo, Vladimir Putin, estar por trás dos recentes ataques cibernéticos.

“Além disso, sei de coisas que as outras pessoas não sabem, portanto não podem estar seguros da situação”, acrescentou sem dar mais detalhes. Quando os jornalistas lhe perguntaram a que se referia, Trump não quis adiantar nada e se limitou a anunciar que será divulgado “terça ou quarta-feira”.

O presidente eleito menosprezou diversas vezes os relatórios de inteligência presidenciais diários que já deveria estar recebendo como próximo comandante em chefe dos Estados Unidos. Como se soube em dezembro, Trump só havia recebido até o momento um relatório presidencial por semana. Mas depois de Obama anunciar na quinta-feira as sanções contra a Rússia pelos ciberataques – a expulsão de diplomatas e o fechamento de duas residências russas de descanso as quais ligou a atividades de inteligência –, Trump anunciou sua intenção de se reunir nesta semana com “líderes da comunidade de inteligência” para receber em primeira mão informações sobre “os fatos dessa situação”.

Saída dos diplomatas russos

Mas os 35 diplomatas russos cuja expulsão “imediata” foi ordenada por Obamana quinta-feira como sanção contra Moscou pelos ciberataques partiram no domingo, ao final das 72 horas do prazo concedido para sua saída. Os funcionários, declarados “persona non grata” por Obama, abandonaram os Estados Unidos a bordo de um avião fretado especialmente para isso pelo Governo russo, que semana passada surpreendeu até mesmo Washington ao decidir não retaliar as sanções norte-americanas à espera de que Trump assuma a presidência e, eventualmente, se aproxime de Moscou, tal como prometeu.

A RECEITA DE TRUMP CONTRA A CIBERESPIONAGEM: O CORREIO TRADICIONAL

Apesar de ser um dos políticos que mais faz uso das redes sociais, especialmente o Twitter, Donald Trump diz desconfiar tanto das tecnologias que pouco usa o computador, já que “nenhum computador é seguro”. Segundo o presidente eleito, para as coisas verdadeiramente importantes, é preciso utilizar velhos métodos: a entrega em mãos.

“Isso é muito importante, se você tem algo verdadeiramente importante, escreva e faça com que seja entregue por correio, à maneira antiga, porque eu digo para vocês, nenhum computador é seguro”, declarou Trump na noite de sábado. “Eu não me importo com o que dizem, nenhum computador é seguro. Se você realmente quer que algo não seja detectado, escreva e mande pelo correio”, afirmou.

SILVIA AYUSO

Foto: Don Emmert / AFP – Presidente eleito Donald Trump, com a esposa na Flórida, no último dia 31. 

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: El País

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Ataque em Istambul no réveillon deixa dezenas de mortos

Pelo menos 39 pessoas morreram e 69 ficaram feridas em Istambul, após um tiroteio em uma casa noturna durante as celebrações de Ano Novo. Autoridades falam em ataque terrorista, e polícia está à caça do atirador.

Após um ano violento, a Turquia começa 2017 abalada por um atentado brutal. Centenas de pessoas celebravam o réveillon na casa noturna Reina, às margens do Bósforo, quando um tiroteio deixou pelo menos 39 mortos e 69 feridos, segundo informaram as autoridades turcas na manhã deste domingo (01/01). A polícia lançou uma caçada ao atirador que, segundo testemunhas, estava vestido de papai noel.

O ataque na famosa casa noturna começou menos de uma hora após a virada do ano. A polícia conseguiu identificar 21 das vítimas até o momento, 15 das quais são estrangeiros, informou Soylu. Entre eles estavam muitos cidadãos de países árabes, como Marrocos, Líbano e Líbia, informou o Ministério turco da Família. Uma jovem israelense também estava entre as vítimas fatais, confirmou o Ministério do Exterior de Israel. Ela foi identificada como Leanne Nasser, de 19 anos e estava no clube com três amigos, um dos quais foi ferido no ataque.

O ministro do Interior, Suleyman Soylu confirmou pela TV que o autor do ataque ainda está à solta: “As buscas pelo terrorista continuam… Eu espero [que o atirador] seja capturado logo, Deus queira.”

O governador de Istambul, Vasip Sahin, descreveu o incidente como um ataque terrorista, acrescentando que “um terrorista com uma arma de longo alcance… brutal e selvagemente perpetrou esse crime ao disparar contra pessoas inocentes que estavam no local apenas para celebrar o Ano Novo e se divertir”. Sahin não informou que grupos podem estar envolvidos no ataque.

Uma testemunha disse à agência de notícias Associated Press ter visto vários corpos após o ataque. “Antes que eu pudesse entender o que estava acontecendo, meu marido caiu sobre mim. Eu tive que erguer vários corpos para conseguir sair”, disse a testemunha, do lado de fora do hospital Sisli, em Istambul. Seu marido não está em situação crítica.

A emissora CNN Türk e a agência alemã DPA reportaram que o ataque foi cometido por um ou dois homens, vestidos de papai noel e que teriam aberto fogo com armas automáticas.

O clube Reina é uma casa noturna de alto padrão próxima à ponte Atatürk, na margem europeia do Bósforo, estreito que divide Istambul. No momento do ataque, muitas pessoas se jogaram na água para escapar. Equipes de emergência foram despachadas imediatamente para regatá-las.

Ataque furou esquema de segurança

Istambul preparou um forte esquema de segurança para o réveillon, depois de um ano marcado por uma série de atentados violentos, perpetrados por grupos curdos e membros do grupo terrorista “Estado Islâmico”, nos quais mais de 180 pessoas morreram. Pelo menos 17 mil policiais estavam em operação na noite de réveillon na metrópole turca, alguns disfarçados de vendedores e de papai noel.

O ministro turco da Justiça, Bekir Bozdag, declarou em sua conta no Twitter que “este é um ato terrorista covarde e cruel contra a nossa Turquia, nossa paz, nossa união, nossa irmandade e todos nós”.

O primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se pronunciou durante reunião de gabinete neste domingo: “Durante o fim de semana vimos mais um ataque mortal na Turquia. Enviamos condolências às famílias daqueles que foram assassinados e votos de boa recuperação aos feridos.”

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi informado sobre o ataque e ofereceu ajuda dos EUA às autoridades turcas. “O presidente expressou suas condolências pelas vidas inocentes perdidas e orientou sua equipe a oferecer a assistência apropriada às autoridades turcas, conforme a necessidade, e a mantê-lo informado”, disse o porta-voz da Casa Branca, Eric Schultz, em comunicado.

A Turquia é um dos principais aliados dos Estados Unidos na Otan e está atualmente envolvida na guerra síria, além de combater a insurgência curda em seu próprio território. Ao longo de 2016, a Turquia, majoritariamente muçulmana, foi atingida por uma série de ataques violentos.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg expressou suas condolências pelo Twitter: “Um trágico começo de 2017 em Istambul. Meus pensamentos estão com aqueles afetados pelo ataque a pessoas celebrando o Ano Novo e com o povo turco”, disse Stoltenberg.

O Ministério do Exterior da Alemanha também ofereceu suas condolências. “Ataque ao Reina: estamos profundamente chocados e de luto com o povo de Istambul, Turquia”.

O ataque evoca memórias do massacre de 2015 em Paris, quanto terroristas do “Estado Islâmico” mataram 130 pessoas, 90 delas em um tiroteio no clube Bataclan.

O Facebook acionou seu recurso de confirmação de status de segurança após o ataque. Nenhum grupo assumiu imediatamente autoria pelo atentado.

FF/dpa/rtr/ap/afp

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

Terrorista de Istambul quer espalhar o caos, diz Erdogan

Após o atentado a uma casa noturna em Istambul, a Turquia permanece decidida a levar adiante a “luta contra o terrorismo”, disse o presidente Recep Tayyip Erdogan. Demais líderes mundiais também se manifestaram.

Com o atentado à casa noturna em Istambul durante as celebrações de Ano Novo, o atirador quer “destruir a moral de nosso país e espalhar o caos”, disse o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan (foto) neste domingo (01/01). A Turquia continuará fazendo tudo o que for necessário pela segurança dos cidadãos, completou.

Já antes do atentado na noite de réveillon o presidente havia falado, em um pronunciamento, sobre uma nova “guerra de independência”. Nas palavras do presidente turco, o país está sob ataque de forças que estão por trás de organizações terroristas. Ele não especificou, porém, que forças seriam essas.

A Rússia demonstrou apoio à Turquia na luta contra o terrorismo após o ataque. “É nosso dever resistir resolutamente à agressão terrorista”, disse o presidente russo, Vladimir Putin, em um telegrama a Erdogan. “É difícil imaginar um crime mais cínico do que o assassinato de civis no auge do Ano Novo”.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também se pronunciou sobre o ataque e fez menção ao discurso de Angela Merkel. “Merkel disse no fim de semana o que já dizemos há muitos anos: que  a maior ameaça ao futuro é o terrorismo radical islâmico”, disse Netanyahu em uma reunião semanal de gabinete neste domingo.

A chanceler federal alemã ofereceu suas condolências ao presidente turco. “Novamente os terroristas atacaram seu país. Em Istambul eles perpetraram um ataque desumano e maligno contra pessoas que queriam celebrar o Ano Novo juntas”, disse Merkel, segundo informou um porta-voz.

O papa Francisco condenou o ataque e, durante a oração do Angelus, conclamou todas as pessoas de boa vontade a lutar contra o terrorismo no ano que se inicia. “Infelizmente, a violência atacou mesmo nesta noite de felicitações e esperanças”, disse ele diante de 50 mil fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano. Ele disse que vai rezar pelos mortos e feridos, assim como por suas família e todo o povo turco.

Durante o tiroteio no clube Reina, às margens do Bósforo, pelo menos 39 pessoas morreram, entre elas 15 estrangeiros. Outras 70 pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave.

FF/afp/dpa

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

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J-20 em voo com 4 tanques de combustível

 

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Edição: konner@planobrazil.com