WARFARE: A-222 BEREG. Fogo pesado contra invasores costeiros.

a-222-maxresdefault
FICHA TÉCNICA 
Tripulação: 8 homens.
Motor: Um motor D12A-525 Diesel  com 525 hp de força.
Peso: 43,7 toneladas (carregado).
Comprimento: 12,95 m
Largura: 3,01 m.
Altura: 3,93 m.
Autonomia: 650 km.
Velocidade: 60 Km/h em estrada.
Obstáculo vertical: 0,60 m
Trincheira: 1,83
Inclinação frontal: 60º
Inclinação lateral: 30º
Armamento: Um canhão modelo AK-130  de 130 mm. Veiculos de apoio uma metralhadora PKT em calibre 7,62 X 54 mm
Alcance das granadas: 27 km
DESCRIÇÃO
Por Anderson Barros em parceria com o site Warfare
Quando falamos de sistemas de defesa costeira da Rússia nos vem em mente os sistemas baseados em misseis como o sistema BAL-E que utiliza misseis KH-35 ou o monstruoso Bastion que emprega os misseis  P-800 Oniks mas, poucos sabem que a Rússia utiliza um sistema de defesa costeira baseado em artilharia autopropulsado. Esse sistema se chama A-222 Bereg (Costa).
O sistema de Artilharia de defesa costeira A-222 Bereg de 130 mm foi desenvolvido no final da década de 1980. A missão principal deste sistema de artilharia  é deter embarcações inimigas como navios, lanchas ou hovercraft,  evitando que as mesmas desembarquem tropas inimigas nas praias. O Bereg também pode ser usado como artilharia para destruir alvos em terra. O desenvolvimento do A-222 Bereg foi tido como um complemento de baixo custo aos sistemas de misseis de defesa de costeira. O Bereg foi revelado ao publico pela primeira vez em 1993 e as primeiras unidades entraram em serviço dez anos depois, onde também começou a ser oferecido ao mercado de exportação, sendo que, no entretanto, não obteve, ainda, vendas no mercado externo.
Acima: Projetado para cobrir a lacuna de alcance que os mísseis anti navio de defesa costeira russos não são capazes de cobrir, o A-222 Bereg é um sistema de artilharia sem um concorrente direto.
Acima: Projetado para cobrir a lacuna de alcance que os mísseis anti navio de defesa costeira russos não são capazes de cobrir, o A-222 Bereg é um sistema de artilharia sem um concorrente direto.
Seu armamento e composto por um canhão de uso naval AK-130 de 130 mm com carregamento automático o que fornece uma excelente taxa de disparo de 12 tiros por minuto. Graças a essa taxa de disparo o mesmo pode ser utilizado como artilharia atingindo alvos em terra ou no mar mas também podendo ser utilizado na função antiaérea. O AK-130 utiliza munição HE (Alto explosivo), HE FRAG (alto explosivo com fragmentação) ou munição antiaérea 3P (Pre-Fragmented, Programmable, Proximity). Existe a opção de se usar munições inteligentes para garantir uma maior precisão e uma menor margem de erro do ponto de impacto. Cada veiculo  possui um estoque de 40 granadas no seu interior.  O alcance máximo doo canhão e de 27 km.
O canhão e montado em uma torre rotativa capaz de girar 360° onde também estão armazenados o sistemas de carregamento automático e o cofre de munições. Os veículos de artilharia não possuem armamento secundário e os veículos de controle de fogo e apoio são armados com um metralhadora coaxial PKT em calibre 7,62 X 54 mm que dispara a uma cadência de 800 tiros por minuto.
Acima: Utilizando um canhão naval AK-130 com carregamento automático, o A-22 Bereg consegue impor uma cadência de 12 tiros por minuto.
Acima: Utilizando um canhão naval AK-130 com carregamento automático, o A-22 Bereg consegue impor uma cadência de 12 tiros por minuto.
As informações sobre os alvos são fornecidas pelo veiculo de comando e controle no qual pode acompanhar  4 alvos simultaneamente e a bateria pode atacar 2 alvos diferentes ao mesmo tempo. A bateria também pode receber informações via data link de outros vetores tais como navios, aeronaves ou até mesmo satélites. Porem em caso de necessidade cada veiculo de artilharia pode realizar disparos de forma independente selecionando seus próprios alvos. Os  A-222 Bereg pode operar de forma dispersa com uma distancia de um quilômetros  entre cada veiculo o que fornece uma maior proteção em caso de ataque e  uma maior cobertura na área a ser defendida pelo sistema.
Acima: O controle de fogo é executado, normalmente pelo veículo de comando equipado com sistemas que lhe permitem acompanhar quatro alvos simultaneamente.
Acima: O controle de fogo é executado, normalmente pelo veículo de comando equipado com sistemas que lhe permitem acompanhar quatro alvos simultaneamente.
Todo o sistema  A-222 Bereg e montado sobre um caminhão MAZ-543 8×8 equipado com um motor a diesel D12A-525  que desenvolve uma potencia de 525 Hp, levando o veículo a uma velocidade máxima de 60 km/h em estrada. A autonomia  está em 680 km. Uma bateria opera geralmente entre seis e oito veículos  de artilharia um veículo de comando-controle, um veículo de comunicações, e veículos de apoio e remuniciadores.
Acima: O veículo de serviços de combate fornece energia elétrica para a bateria de artilharia, assim como acomodação para a tripulação que opera todo o sistema.
Acima: O veículo de serviços de combate fornece energia elétrica para a bateria de artilharia, assim como acomodação para a tripulação que opera todo o sistema.
O A-222 Bereg é um veículo projetado para uma missão da qual ele não encontra um concorrente direto no mercado. A Rússia acertou em cheio produzindo um sistema de artilharia que, embora tenha como missão primária a defesa costeira, pode , sem problemas operar em situações “normais” que outros sistemas de artilharia operam. A possibilidade de emprego de granadas guiadas garante uma precisão que normalmente só é conseguida por mísseis, bem mais caros.
Acima: A opção de uso de um caminhão MAZ-543 configurado com tração 8X8  permite ótimo desempenho de estrada e ainda operar em terrenos irregulares com boa desenvoltura.
Acima: A opção de uso de um caminhão MAZ-543 configurado com tração 8X8 permite ótimo desempenho de estrada e ainda operar em terrenos irregulares com boa desenvoltura.

a-222-bereg-14459726_1112137218875839_620781781_n

a-222-bereg-su-bo-sung-hoan-hao-cho-bastionp

 

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=vgqwQlFkD78[/embedyt]

10 Comentários

  1. Vendo esses equipamentos russos, americanos, chineses e afins vemos quanto o Brasil é carente em material bélico. Temos um exercito feito e doutrinado para combater revoltas internas de orientação marxista e não inimigos externos. Só a Marinha pensa grande aqui e mesmo assim é criticada pelos fanboys entreguistas.

    • Em primeiro lugar, isso é um obus. Em segundo lugar, o Astros é melhor e é a bateria de costa brasileira. Esse sistema pode fazer sentido a Rússia que tem águas confinadas, mas é inútil ao Brasil que tem águas abertas. Acho que vc deveria se preocupar menos com a sua ideologia.

      • Relojoeiro esta correto, esses sistemas também servem para o Brasil, Por exemplo em baias, como a da Guanabara e Salvador, mas parece que você esqueceu esse detalhe.

      • E como o inimigo chegou em Salvador? A Rússia emprega esse sistema no mar negro, onde o inimigo está perto e navios de porte pequeno. Se a frota já está dentro da baía, não vai ser um obus de 130 mm que vai resolver. Não tem capacidade contra embarcações maiores, nem contra lanchas rápidas. Os sistemas de artilharia de 155 mm que o exército está modernizando tem maior alcance e poder. Acho que vcs precisam de uma aula sobre artilharia.

    • Realmente, um obus de 130 mm que precisa de unidade externa de energia elétrica. Devemos jogar fora nossos obuses de 155 mm com operação autônoma.

      • Acho que o “Bastion ou o Bal-E” se sairia bem melhor que nossos Astros ou nossos 155 mm doados via deserto made in usa para nosso exercito.
        Não existe defesa costeira no Brasil. E aqueles que disserem o contrário estão vivendo uma loucura.

      • Loucura é defender um obus de 130 mm com alcance menor e menos poder que o equipamento que já temos. Quanto ao Bastion, nada impede que o Astros dispare mísseis. Os foguetes são mais baratos e destroem uma área por saturação. Certamente, um desafio aos sistemas de defesa. A propósito, os russos são os reis dos foguetes e não abrem mão deles.

Comentários não permitidos.