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Rússia apresenta míssil RS-28 Sarmat – OTAN “Satan” 2

A Rússia apresentou seu novo míssil, capaz de destruir uma região tão grande quanto a França, de acordo com uma estação de rádio nacional russa.

Trata-se de um míssil balístico intercontinental que pode transportar uma ogiva nuclear de até 40 megatons, o que representa um potencial até duas mil vezes maior do que o das bombas de Hiroshima e Nagasaki.

O exército russo concluiu hoje com sucesso o lançamento do míssil intercontinental RS-28 Sarmat (“Satan” 2), que viajou mais de seis mil quilômetros antes de atingir o alvo, informou o Ministério da Defesa da Rússia.

RS-28 Sarmat (OTAN “Satan” 2)

“Dia 25 de outubro, em Oremburgo, sudoeste da Rússia, um míssil balístico intercontinental RS-28 Sarmat atingiu com êxito o alvo em Kamchatka, no Extremo Oriente”, disse o comunicado.

O objetivo do teste foi confirmar a estabilidade dos parâmetros de voo dessa classe de projéteis, segundo a fonte citada pela agência russa de notícias Sputnik.

O Exército russo tem em seu arsenal mísseis intercontinentais de classe pesada (RS-20V e o Satã 2, segundo a classificação ocidental) e leve (RS-18 e RS12M2 Tópol M).

Isso sem contar o novo míssil balístico intercontinental RS-24 (SS-X-29 para a OTAN), que é a versão moderna do Tópol-M, com um alcance de 11 mil quilômetros.

Artigo escrito com informações da Notimex 

Foto: 1°- Míssil SS 18 “Satan” / Lançamento 2006 – Meramete ilustrativa

  • Vídeo com o lançamento do míssil balístico intercontinental da família R-36 (15A18) classificação OTAN SS-18 “Satan”, aqui denominado RS-20 em um programa civil russo-ucraniano chamado ‘Dnepr’ para lançamento de satelites. Hoje, mais uma vítima das tensas relações entre Rússia e Ucrânia.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: YAHOO

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AV-TM 300 – O primeiro míssil de cruzeiro brasileiro

Fonte: Hoje no Mundo Militar – O Mundo Militar é um canal (You Tube) exclusivamente voltado para temas atuais do mundo militar.

Edição: konner@planobrazil.com

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Duterte diz no Japão que visita à China foi só econômica e renova críticas aos EUA

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, procurou tranquilizar o Japão nesta quarta-feira garantindo que sua visita de grande destaque à China na semana passada tratou de economia, não segurança, e voltou a dirigir palavras duras a Washington, dizendo que pode encerrar tratados de defesa com o aliado de longa data de seu país.

A visita do polêmico líder filipino ao Japão ocorre em meio à apreensão no tocante aos propósitos de sua política externa, após semanas de ataques verbais aos Estados Unidos e gestos de aproximação com Pequim.

Na semana passada, Duterte anunciou na China sua “separação” dos EUA, mas depois insistiu que os laços não estão sendo cortados e que está simplesmente adotando uma política externa independente.

Os comentários desconcertantes representam uma dor de cabeça para o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que estreitou os laços com Washington e ao mesmo tempo forjou relações de segurança mais próximas com Manila e outros países sul-asiáticos como contrapeso à ascensão chinesa.

“Vocês sabem que eu fui à China para uma visita. E eu gostaria de garantir a vocês que tudo que houve foi economia. Não falamos de armas. Evitamos falar de alianças”, disse ele a uma plateia de empresários japoneses.

Chamando o Japão de “aliado e amigo de longa data”, ele também disse que as Filipinas estão tentando melhorar seu ambiente de negócios e pediu que empresas japonesas invistam mais.

Duterte disse que não compra brigas com seus vizinhos, mas dirigiu palavras duras a Washington, ameaçando mais uma vez revisar ou cancelar os pactos de defesa de Manila com os norte-americanos e insistindo que sua nação não é “um cão na coleira”.

“Declarei que irei adotar uma política externa independente. Quero, talvez nos próximos dois anos, meu país livre da presença de tropas militares estrangeiras. Quero que saiam”, afirmou. “E se tiver que revisar ou anular acordos, acordos executivos, essa será a última manobra, jogos de guerra entre os militares dos EUA e das Filipinas”.

Repetindo um padrão que já se torna familiar, o ministro das Relações Exteriores de Duterte, Perfecto Yasay, procurou apaziguar os temores despertados pelos comentários do presidente. Em uma coletiva de imprensa, ele disse que Manila irá respeitar as obrigações dos tratados enquanto os interesses mútuos convergirem e que não há motivo para encerrá-los no presente.

Minami Funakoshi / Elaine Lies

Reportagem adicional – Enrico Dela Cruz / Manolo Serapio Jr. em Manila

Foto: AP – Presidente das Filipinas Rodrigo Duterte, no Fórum Econômico das Filipinas em Tóquio na quarta-feira.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Reuters

 

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EUA solicita que membros da OTAN votem contra início de negociações na ONU que visam proibir armas nucleares

Segundo a mídia, os EUA apelaram aos seus aliados da OTAN para que eles votem contra o rascunho de resolução sobre o início das negociações que visam proibir o uso de armas nucleares, e, que também, ignorem as conversações caso comecem em 2017.

Os EUA apelaram aos seus aliados da aliança transatlântica para que eles votem contra o rascunho de resolução da ONU sobre o início das negociações que buscam proibir o uso de armas nucleares e, mais que isso, para que eles ignorem as conversações caso elas sejam iniciadas em 2017, comunicou a mídia local na quarta-feira (26).

“Os EUA pedem aos seus aliados e parceiros para não somente se absterem da votação, mas para votarem contra o processo de negociação sobre o acordo que proíbe o uso de armas nucleares. Além disso, se as conversações começarem, apelamos aos aliados e parceiros para que não participem delas”, diz a carta recebida na terça-feira (25) pela agência de noticias japonesa Kyodo.

Comunica-se que a carta é datada de 17 de outubro.

Segundo diz a agência, se a resolução antinuclear entrar em vigor, isso poderia influir ‘de modo direto’ na hipótese dos EUA realizarem seus compromissos quanto à politica de dissuasão na OTAN e na região do Pacífico e, também, na possibilidade dos aliados e parceiros norte-americanos de participarem das operações conjuntas com potências nucleares.

Anteriormente, neste mês, o rascunho de resolução sobre o início das negociações para banir as armas nucleares foi apresentado pela delegação australiana e mais alguns Estados não nucleares.

Conforme a Kyodo, no fim da semana passada, mais de 50 países já tinham expressado seu apoio à iniciativa.

Espera-se que o rascunho de resolução seja sujeito à confirmação nesta semana, para que, depois venha a ser considerado durante sessão plenária da Assembleia Geral em dezembro.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Sputnik News 

 

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Horas decisivas para Venezuela

Os acontecimentos parecem acelerar nessas horas decisivas para a Venezuela. A crônica crise política, aprofundada desde quinta-feira pela decisão judicial que suspendeu o processo para a instauração de um referendo revogatório do presidente Nicolás Maduro, ameaça descambar em uma dinâmica sem controle de ataques e contra-ataques entre Governo e oposição.

Maduro, que completou uma viagem “relâmpago” de cinco dias por quatro países produtores de petróleo na Ásia Central e Oriente Médio, se apressou em voltar ao país na terça-feira. A oposição, que iniciou no parlamento um julgamento político contra Maduro que pode causar a destituição do presidente, o acusa de “abandono do cargo”.

Em seu caminho de retorno, entretanto, o presidente Maduro fez duas escalas inesperadas. Em Roma se reuniu com o papa Francisco, dentro dos esforços diplomáticos feitos pelo Vaticano para abrir uma mesa de negociação entre Governo e oposição venezuelanos.

Esses esforços pareceram frutificar na segunda-feira, quando o enviado especial do Papa, Emil Paul Tschrigger, anunciou o início de uma rodada de diálogos no domingo. A oposição, entretanto, acabou recusando o pedido de diálogo, que caiu em um limbo.

Na manhã de terça-feira, em outra escala mediterrânea, Maduro visitou em Lisboa o recém-eleito Secretário Geral das Nações Unidas, Antonio Guterres. Mesmo que o boletim oficial tenha afirmado que Maduro aproveitou a oportunidade para felicitar, como presidente do Movimento dos Países Não Alinhados, o diplomata português por sua recente nomeação, não restam dúvidas de que o encontro permitiu uma conversa sobre a crise no país sul-americano.

O chavismo no poder organizou uma mobilização na terça-feira nas ruas de Caracas para receber Maduro e “refutar as tentativas da direita para consumar um Golpe de Estado”.

De acordo com o Governo, a oposição tenta um “golpe parlamentar” no estilo do brasileiro. Os simpatizantes da situação marcharam de três pontos da capital em direção ao palácio presidencial de Miraflores, no centro histórico da cidade.

Enquanto isso, nas proximidades da sede presidencial, a oposição majoritária na Assembleia Nacional deu início ao julgamento político do presidente, no qual procura estabelecer “a responsabilidade do presidente Nicolás Maduro na crise”.

Diferentes oradores se revezaram na tribuna legislativa para fundamentar a ativação de um mecanismo constitucional que dá faculdades ao parlamento para destituir o presidente.

Na sessão que serviu como antessala de um possível impeachment, o deputado oposicionista pelo Estado de Mérida, Williams Dávila, afirmou que “o povo não conspira, o povo revoga”.

O debate foi aberto pelo deputado da oposição Juan Mattheus, que enumerou algumas razões para destituir Maduro. “Ao abandonar a Constituição, Maduro se tornou um déspota; transformou em direitos de poucos os direitos de todos”.

“Estão implementando táticas de golpe suaves”, denuncio Pedro Carreño, um dos parlamentares chavistas que participaram do debate. “Tentam criminalizar e demonizar o Governo de Nicolás Maduro como uma ditadura”.

Seu colega de bancada, Edwin Rojas, vaticinou que “essa diretriz da Assembleia Nacional responderá pelo que tem sido sua contumaz conduta de desacatar uma sentença”, em referência à sentença do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), que em setembro declarou o desacato do parlamento.

Tudo isso aconteceu nas vésperas da mobilização convocada para quarta-feira 26 de outubro, com o nome de Tomada da Venezuela.

O Governador do Estado de Miranda e duas vezes ex-candidato presidencial, Henrique Capriles Radonski, que desempenhou papel fundamental no fracasso da tentativa de diálogo proposta pelo Vaticano, deu uma entrevista coletiva para explicar detalhes do evento.

Frisou que, mesmo que não tenha dito de forma explícita que a manifestação em Caracas irá marchar sobre o palácio presidencial de Miraflores, também não descarta a possibilidade. Esclareceu também que o protesto de quarta-feira é só o começo de uma mobilização “que pode durar dias”.

Contudo, Capriles pareceu flexibilizar sua postura, até agora de negação a participar do diálogo auspiciado pela Santa Sede. Disse que se “uma foto bastasse para resolver essa crise”, estaria disposto a se reunir “até mesmo com o diabo”, e reiterou sua exigência de que um eventual processo de conversas deve ocorrer em Caracas, “próximo da opinião pública e da imprensa”.

PRONUNCIAMENTO MILITAR

O alto comando militar fez na terça-feira uma aparição incomum na televisão para cerrar fileiras com o Governo de Nicolás Maduro. O ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, leu diante das câmeras um comunicado, em companhia de dezenas de oficiais em uniforme de campanha. Padrino refutou que, como afirma a oposição, tenha ocorrido um Golpe de Estado na Venezuela, pois “não ocorreu uma ação de força que permita invocar o artigo 359 da Constituição” que autoriza a população a restituir a ordem constitucional em caso de ruptura. Aceitou que existem dois modelos se enfrentando na Venezuela, o que, mesmo assim, não deveria impedir a convivência. Mas denunciou que a oposição venezuelana procura justificar a intervenção estrangeira na Venezuela. Sua fala terminou com um grito coletivo de “Chávez vive”.

EWALD SCHARFENBERG

Foto: Carlos Garcia Rawlins / Reuters – Maduro em Caracas.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: El País

 

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América do Sul Destaques Economia

Parlamento venezuelano aprova início de julgamento político de Maduro

De maioria opositora, Assembleia Nacional acusa presidente de romper com a ordem constitucional do país e dá aval para iniciar processo que pode levar à sua destituição. Maduro é convocado para comparecer ao plenário.

A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou nesta terça-feira (25/10), com o apoio da maioria opositora, o início de um julgamento político que pode levar à destituição do presidente Nicolás Maduro. O mandatário é acusado de romper com a ordem constitucional do país após a suspensão na Justiça de um referendo que poderia revogar seu mandato, na semana passada.

Segundo a resolução aprovada, o julgamento vai avaliar e determinar a responsabilidade política do presidente na grave crise venezuelana. O texto afirma que Maduro “consolidou um modelo político, econômico e social que gerou a devastação da economia do país e uma enorme inflação”.

Na busca por brechas legais para encurtar o mandato do presidente, a Assembleia Nacional afirmou que ele deve ser julgado por “abandono do cargo”, argumentando que ele não cumpriu as funções para as quais foi eleito e cometeu “violações graves da Constituição e dos direitos humanos”.

Maduro foi convocado para comparecer ao plenário no próximo dia 1º de novembro. De acordo com o presidente do opositor Partido Primeiro Justiça (PJ), Julio Borges, a convocação foi feita para que o presidente “responda a todos os argumentos e acusações” apresentadas contra ele e, “com o respaldo do povo venezuelano, prove que se submete à Constituição e ao parlamento”.

O presidente da Assembleia Nacional, o opositor Henry Ramos Allup, explicou que o parlamento tem poder para determinar responsabilidades políticas após prévia avaliação, mas não de desenvolver um julgamento que leve à destituição do presidente, o que é competência do Poder Judiciário – diferente do que ocorre no Brasil, onde o impeachment de um chefe do Executivo é julgado pelo Legislativo.

O chavismo desprezou as decisões tomadas pela Assembleia Nacional, alegando que o parlamento é “inoficioso” – que não provém de autoridade –, porque sua atuação não gera consequências, já que seus atos são considerados nulos pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) venezuelano.

Diálogo político

A decisão do parlamento vem um dia após o anúncio de um diálogo marcado para 30 de outubro entre o governo e a oposição, com o acompanhamento da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e da Santa Sé. O caminho para as negociações, ainda vistas com receio por líderes antichavistas, foi aberto pelo próprio papa Francisco, que recebeu o presidente venezuelano no Vaticano.

Na semana passada, o Conselho Nacional Eleitoral decidiu acatar a decisão de tribunais regionais e determinou a paralisação do processo para ativar o referendo contra o mandato de Maduro.

A oposição acusa o governo de realizar manobras para que a consulta ocorra apenas em 2017. Se o referendo for realizado depois de 10 de janeiro e Maduro for derrotado, é o vice-presidente o encarregado de completar o mandato, que vai até 2019. Mas se a votação ocorre antes dessa data e o mandato do presidente é revogado, novas eleições devem ser convocadas no país.

EK/dpa/efe/lusa/rtr

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW