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Novo Milmi 28NM faz seu primeiro voo

MOSCOW REGION, RUSSIA – OCTOBER 12, 2016: First upgraded Mil Mi-28N attack helicopter performs a test flight at the premises of the Mil Moscow Helicopter Plant, part of the Russian Helicopters Holding. Dmitry Serebryakov/TASS Ðîññèÿ. Ìîñêîâñêàÿ îáëàñòü. 12 îêòÿáðÿ 2016. Ïåðâûé îáðàçåö ìîäåðíèçèðîâàííîãî âåðòîëåòà Ìè-28Í âî âðåìÿ ñîâåðøåíèÿ ïåðâîãî ïîëåòà âî âðåìÿ ëåòíûõ èñïûòàíèé íà òåððèòîðèè Ìîñêîâñêîãî âåðòîëåòíîãî çàâîäà èì. Ì.Ë. Ìèëÿ õîëäèíãà "Âåðòîëåòû Ðîññèè" â Òîìèëèíî. Äìèòðèé Ñåðåáðÿêîâ/ÒÀÑÑ
Tradução e adaptação- E.M.Pinto

Tomilino (proximidades de Moscou), 12 de outubro / TASS /.

A Russian Helicopters fabricante Rotocraft afiliada da  ROSTEC Corporation, planeja entregar um lote de pré-produção da aeronave Mil Mi-28N “Night Hunter” designado Mi 28NM para o Ministério da Defesa a partir de 2018, Afirmou  nesta quarta, Alexander Mikheyev presidente da ROSTEC

MOSCOW REGION, RUSSIA – OCTOBER 12, 2016: First upgraded Mil Mi-28N attack helicopter prepares to perform a test flight at the premises of the Mil Moscow Helicopter Plant, part of the Russian Helicopters Holding. Dmitry Serebryakov/TASS Ðîññèÿ. Ìîñêîâñêàÿ îáëàñòü. 12 îêòÿáðÿ 2016. Ïåðâûé îáðàçåö ìîäåðíèçèðîâàííîãî âåðòîëåòà Ìè-28Í ïåðåä ñîâåðøåíèåì ïåðâîãî ïîëåòà âî âðåìÿ ëåòíûõ èñïûòàíèé íà òåððèòîðèè Ìîñêîâñêîãî âåðòîëåòíîãî çàâîäà èì. Ì.Ë. Ìèëÿ õîëäèíãà "Âåðòîëåòû Ðîññèè" â Òîìèëèíî. Äìèòðèé Ñåðåáðÿêîâ/ÒÀÑÑ

“Planejamos o lote piloto de pré-produção de helicópteros para a entrega em 2018 “, disse ele.

O protótipo do helicóptero modernizado fez o seu primeiro vôo na cidade de Tomilino na região de Moscou nesta quarta-feira.

Upgraded Mil Mi-28N attack helicopter performs first flight in Moscow Region

Foi relatado anteriormente que os trabalhos sobre a nova modificação do helicóptero tinham sido iniciadas em 2009. Esta versão será equipada com um novo radar de vigilância 360º, um novo sistema de controle e outros equipamentos e também contará com mais recursos para a utilização armas de precisão.

Upgraded Mil Mi-28N attack helicopter performs first flight in Moscow Region

Viktor Bondarev, comandante me chefe das Forças Aeroespaciais da Rússia disse anteriormente que a nova versão do helicóptero Mi-28NM iria começar a ser entregues as Forças Armadas russas o mais tardar em 2018.

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Fonte: Tass

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Brasil Defesa Destaques Meios Navais Mísseis Sistemas de Armas Sistemas Navais Tecnologia

Protótipos do primeiro míssil brasileiro antinavio já começam a ser montados

O programa da Marinha do Brasil de desenvolvimento do primeiro Míssil Antinavio de Superfície (MAN-SUP) com tecnologia nacional está na fase de montagem dos primeiros protótipos, divulgou a Fundação Ezute, empresa que participa na gestão dos requisitos técnicos do míssil.

“O desenvolvimento do MAN-SUP é um projeto de longa duração que se iniciou em 2010. Hoje, estamos iniciando a montagem dos primeiros protótipos e em breve terão início os seus testes”, explica a diretora de Defesa da fundação, Andrea Silva Hemerly.

Além de dotar a armada brasileira de mísseis antinavios nacionais, atendendo às suas necessidades operacionais, o Programa MAN-SUP da Marinha tem o objetivo de garantir ao Brasil o domínio e a autonomia tecnológica em todo o ciclo de vida de armamentos desta classe, desde o desenvolvimento até a operação e a manutenção,em parceria com a indústria nacional de defesa.

A nacionalização dos componentes do armamento conta com o apoio da Fundação Ezute – responsável pela gestão dos requisitos técnicos do míssil, da interface entre todos os subsistemas e das atividades de validação dos componentes do projeto – além de Avibras, Mectron, Omnisys e do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo.

“As empresas utilizam a plataforma de gestão da Ezute, que propicia uma visão integrada do empreendimento aos partícipes, além de também prover áreas reservadas a cada organização para apoio à gestão de sua parte do escopo”, conta Andrea.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança

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Conflitos Estados Unidos Geopolítica Mísseis Opinião Rússia Sistemas de Armas

Polônia se torna refém das relações entre EUA e Rússia

A decisão tomada durante a cimeira da OTAN em Varsóvia relativamente à instalação de tropas perto à fronteira da Rússia resultou na instalação de mísseis russos Iskander na região de Kaliningrado.

Caso este tipo de corrida armamentista continue, a Polônia não terá sistemas de mísseis Patriot suficientes para neutralizar os Iskanderes russos.

Na conversa com a Sputnik Polônia o cientista político polonês Kazimierz Kik esclareceu:

“Se a Polônia continuar realizando uma política, na qual a segurança polonesa se torna refém das relações, ou melhor dizer, da competição entre EUA e Rússia, neste caso a Polônia perderá o controle sobre a garantia da sua própria segurança. Por esta via ela cedê-lo-á a um conflito que está a um nível muito superior: fora do limite das nossas capacidades e fora de controle dos poloneses.”

O especialista opinou que os Estados Unidos estão “demonstrando seus músculos” militares ao aproximar a aliança militar para mais perto das fronteiras da Rússia. Nesta situação, destacou, caso a Polônia interfira, só poderá observar, sem poder fazer nada, as capacidades da política externa russa ou até mesmo as de seu exército.

Kik vê uma solução num respeito mais profundo pelos interesses nacionais poloneses.

“Na minha opinião, na direção oriental não existe suficiente unidade na forma de pensar. Quer dizer, não há uma suficiente unidade russo-polaca. Não se trata de nós, poloneses, separadamente nos juntarmos aos russos. A ideia é dividir de forma adequada para nós, e para nossos interesses nacionais, as necessidades de uma Europa em integração”.

O especialista admite que na Europa existem diferentes posições relativamente também à OTAN, mas seja como for, é a Polônia que deve decidir por si mesma o seu rumo futuro.

“Por mais que a Polônia peça Patriots e outros sistemas de defesa da OTAN, outros tantos (ou mesmo um pouco mais) Iskanderes aparecerão junto das fronteiras da Polônia”, argumentou.

Cabe lembrar que a seu tempo a França e a Alemanha conseguiram superar suas divergências e em consequência construir uma política única europeia.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Sputnik News

 

 

 

 

 

 

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China Conflitos Defesa Defesa Anti Aérea Destaques Estados Unidos Geopolítica Mísseis Rússia Sistemas de Armas

Rússia e China vão criar escudo contra sistema de defesa antimíssil dos EUA na Coreia do Sul

Rússia e China vão criar escudo conjunto contra o sistema de defesa antimíssil dos EUA na Coreia do Sul, que ameaça a segurança dos dois países.

A cooperação nesta área foi anunciada pelos altos representantes da Rússia e China durante o 7° Fórum Xiangshan sobre segurança, em Pequim.

O jornal chinês, South China Morning Post, escreveu que os generais russos e chineses aproveitaram o fórum para denunciar os planos dos EUA de instalar os sistemas THAAD no território sul-coreano, o que, segundo eles, poderá causar mais uma corrida armamentista na Ásia.

Durante o fórum, Moscou e Pequim anunciaram a realização dos seus segundos exercícios militares conjuntos na área da defesa antimíssil que acontecerão em 2017. As manobras serão uma resposta às tentativas de Washington de alterar o equilíbrio das forças.

Em Maio deste ano, os dois países realizaram as primeiras manobras militares de defesa antimíssil Aerospace Security-2016. Segundo o vice-chefe da direção do Estado-Maior Conjunto da China, major-general Coi Jun, os exercícios permitiram atingir um nível potencialmente novo de interação, demonstrando a prontidão da Rússia e da China de manter a segurança e estabilidade regionais.

Além disso, a China compartilha da mesma posição que a Rússia sobre o sistema de defesa antimíssil norte-americano na Europa, que, segundo Coi Jun, ameaça a segurança da Rússia.

Por sua vez, o vice-ministro da Defesa russo, Anatoly Antonov, acredita que “as tentativas dos países terceiros de prejudicar as relações russo-chinesas não trarão resultado algum”.

Konstantin Sivkov, vice-presidente da Academia de Problemas Geopolíticos e especialista em questões militares, não descarta a possibilidade de que no futuro a Rússia e a China possam criar um bloco militar conjunto.

“A Rússia e a China tomarão medidas conjuntas para resistir à defesa antimíssil dos EUA e para criar sistemas capazes de ultrapassá-la com mísseis balísticos intercontinentais mais avançados”, explica Sivkov.

Além disso, Rússia e China estão intensificando cooperação no que diz respeito à questão síria e em resposta conjunta aos desafios globais que ameaçam a segurança dos dois países. O que une a Rússia e a China é a visão comum das duas nações do mundo multipolar, destaca Sivkov.

Na opinião de Andrey Volodin, especialista da Academia Diplomática do MRE russo, os dois países exercem influência no equilíbrio global das forças.

Ao mesmo tempo, vários analistas acreditam que recentemente as políticas da Rússia – sobre a questão síria, e da China – relacionadas ao mar do Sul da China, têm se tornado mais rígidas. Andrey Volodin pensa diferente. Segundo ele, a Rússia demostra “uma combinação de firmeza e prontidão na hora de chegar a acordos”.

“A Rússia e a China provam que estão prontos para defender seus interesses em conjunto, caso seja necessário”, ressalta.

Shi Ze, especialista do Instituto Chinês de Pesquisas Internacionais, afirma que é importante que “a China e a Rússia desenvolvam cooperação para defender a segurança regional e a ordem regional de forma justa”, ressaltando que “o problema sírio poderá ser solucionado apenas por meios pacíficos e políticos, pois o uso constante da força não contribui para a saída da crise”.

Foto: © flickr.com/ U.S. Missile Defense Agency

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Sputnik News

 

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Conflitos Destaques Estados Unidos Geopolítica Rússia Síria

Sobre “iminência de guerra” entre Rússia e EUA – Sergei Lavrov: “Deixo isso na consciência deles”

Em entrevista à CNN, o chanceler russo Sergei Lavrov falou sobre as declarações de militares norte-americanos a repeito de uma guerra iminente entre EUA e Rússia: “Deixo isso para a consciência deles”, rebateu o chefe da diplomacia russa.

Apesar do aumento das tensões entre Washington e Moscou, Lavrov não acredita que os dois países estão realmente à beira da guerra.

“Bem, eu não penso assim. Absolutamente não é nossa intenção. Lemos, é claro, sobre as declarações de militares norte-americanos de que a guerra é inevitável com a Rússia. Deixo isso na consciência deles”, disse ele à CNN.

Discutindo os acordos nucleares internacionais, o chanceler russo disse ainda que foram os EUA os culpados por violar a cooperação com Moscou na área.

“No que se refere ao acordo sobre plutônio, eu espero que você saiba que os Estados Unidos não cumpriram as suas obrigações porque eles não puderam, eles de fato mudaram o método de utilização do plutônio, que estava descrito no acordo, e o acordo tornou-se inválido. Nós [a Rússia] implementamos nossa obrigações e vamos continuar a fazê-lo”, disse ele.

“Alguns outros acordos foram sobre a cooperação entre a Rússia e os Estados Unidos em questões nucleares, energia nuclear, mas eu expliquei a John Kerry [secretário de Estado dos EUA] há muito tempo — dois anos e meio atrás, logo após a crise ucraniana. O Departamento de Energia enviou uma nota formal para a Federação Russa dizendo que, sob as circunstâncias, eles estavam suspendendo toda a cooperação no âmbito desses acordos”, contou o chanceler russo.

Foto: © 写真: CNN

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Sputnik News

 

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Conflitos Geopolítica Rússia Síria

Síria não vai se tornar um Iraque ou uma Líbia – Vladimir Putin

O objetivo da Rússia na Síria é evitar uma repetição do cenário atual no Iraque e na Líbia, segundo afirmou hoje (12) o presidente russo, Vladimir Putin, em entrevista ao canal francês TF-1.

O líder russo ressaltou que antes da derrubada dos governos da Líbia e do Iraque, estes países não ofereciam ameaças terroristas para o mundo, apesar de não serem “exemplos de democracia”.

“A ameaça a Paris, à Costa Azul da França, à Bélgica, à Rússia e aos EUA não vinha destes territórios e agora eles são uma fonte de ameaça terrorista. Nosso objetivo é não permitir que o mesmo aconteça no território da Síria”, disse Putin à emissora francesa.

Os EUA e seus aliados invadiram o Iraque em março de 2003 e oficialmente retiraram suas tropas em 2011.

Cerca de 200.000 soldados e civis morreram devido à guerra, que, por um lado, levou à derrubada do governo de Saddam Hussein e, por outro, segundo analistas, facilitou a disseminação do Daesh (Estado Islâmico) no território do país.

A Líbia, por sua vez, está em profunda crise desde 2011, quando a OTAN ajudou a depor e matar o antigo líder Muammar Khadafi. Atualmente, os líbios também enfrentam o problema do jihadismo, particularmente com a entrada do Daesh no país.

Foto: © Sputnik/ Michael Klimentyev

Fonte: Sputnik News

 

 

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Conflitos Destaques Estado Islãmico Estados Unidos Geopolítica Rússia Síria

Rússia já sabe quem é o responsável pelo ataque contra comboio humanitário da ONU na Síria

A Rússia sabe quem está realmente por trás do ataque contra o comboio de ajuda humanitária realizado perto da cidade síria de Aleppo, declarou o presidente da Rússia Vladimir Putin.

É um dos grupos terroristas acrescentou ele.

“Estamos vendo o que está acontecendo — são acusações infundadas contra a Rússia de todos os pecados mortais, de todos os crimes. O ataque contra o comboio. Mas nós sabemos quem o atacou. Foi uma das organizações terroristas. E sabemos que, digamos, os americanos também sabem disso, mas preferem tomar outra posição e se ocupar de acusações gratuitas em relação à Rússia. Isto não ajudará muito”, declarou Putin discursando no âmbito do Fórum do Banco VTB.

A ONU enviou em 19 de Setembro dois comboios de ajuda humanitária, destinados a mais de 160.000 pessoas, para as províncias sírias de Aleppo e Homs. Na noite do mesmo dia, a organização relatou um ataque contra um dos dois comboios no sudoeste de Aleppo, que, de acordo com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), destruiu 18 dos 31 caminhões e um hospital móvel. O ataque provocou a morte de um agente da missão humanitária e de pelo menos 20 civis.

Em 20 de Setembro, o Ministério da Defesa da Rússia divulgou um vídeo do ataque contra o comboio humanitário, mostrando que os caminhões da ONU e do grupo Crescente Vermelho seguiam acompanhados por um veículo terrorista com lançadores de morteiro de grande calibre.

Foto: © Sputnik/ Aleksei Druzhinin

Fonte: Sputnik News

 

 

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Brasil Destaques Opinião Segurança Pública

Brasil: Unidades de Polícia Pacificadora no Rio (UPPs) – Fatores que levaram ao fracasso

Um dia após tiroteio deixar três mortos em comunidade em Copacabana, Beltrame anuncia saída da Secretaria de Segurança. Decisão ocorre em momento delicado para o estado, em grave crise financeira.

Criador das UPPs deixa cargo em meio a crise no Rio

O governo do Rio de Janeiro confirmou nesta terça-feira (11/10) que o secretário de Segurança Pública do estado e responsável pelo programa de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), José Mariano Beltrame, deixará o cargo após quase uma década.

O anúncio ocorre em meio a uma acentuada crise na segurança no estado. Beltrame enviou seu pedido de exoneração na segunda-feira, mesmo dia em que um tiroteio entre policiais e traficantes gerou terror nas comunidades do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho, em Copacabana e Ipanema, zona sul do Rio.

O confronto, que se estendeu desde a manhã até o final da tarde, terminou com três suspeitos mortos e cinco feridos, sendo três policiais militares, incluindo o comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) local, ferido por estilhaços na cintura.

A saída do secretário ocorre num momento delicado para o estado, que vive uma das maiores crises financeiras de sua história, o que aumentou as dificuldades em áreas essenciais, como a segurança.

Delegado da Polícia Federal, Beltrame assumiu a Secretaria de Segurança em janeiro de 2007, no início do governo de Sérgio Cabral, e se tornou conhecido pela implantação das UPPs na cidade do Rio. Ele é o secretário da pasta a permanecer mais tempo no cargo.

Ataque à UPP

O confronto teria começado quando traficantes atacaram a base da UPP no Pavão-Pavãozinho. As autoridades, porém, ainda não disseram o motivo do ataque.

“Neste primeiro confronto, um marginal foi baleado, ele estava com um [fuzil] AK47. E um segundo foi baleado, com uma pistola. Na parte da tarde, vários criminosos ficaram encurralados na parte da mata, quando houve uma negociação e eles se renderam”, relatou o subcomandante do Batalhão de Choque, major Vinícius Carvalho.

Uma líder comunitária local que não quis se identificar afirmou que o ataque à UPP ocorreu após um jovem, que teria ligação com o tráfico, ter sido morto pela PM.

“A informação que eu tive é que um policial atirou no rosto dele, com intenção de matar. A comunidade nunca foi contra a UPP. Somos contra algumas situações que acontecem aqui, como covardia e agressão a trabalhadores. Somos contra alguns policiais”, disse ela.

Polícia deixa comunidade do Pavão-Pavãozinho no Rio após tiroteio

“Cenário de guerra”

O Pavão-Pavãozinho amanheceu com policiamento reforçado nesta terça-feira, assim como os acessos às comunidades da região. O jornal O Globo relata que o clima era de aparente tranquilidade, diferente do que se viu no dia anterior.

Na segunda-feira, parte do comércio de Copacabana e Ipanema fechou as portas por conta do tiroteio. O tráfego de veículos em ruas e túneis nos arredores foi interrompido por medida de segurança.

Testemunhas relataram momentos de terror. Segundo a bibliotecária Helena Duarte, o cenário era de guerra. Em depoimento à Agência Brasil, a moradora disse que as crianças que estavam na biblioteca em que ela trabalha, em frente à comunidade, viveram minutos de terror durante a troca de tiros.

“Os pais deles nos ligavam perguntando se estava tudo bem e ordenavam que não deixássemos eles subirem, pois lá em cima estava perigoso demais. Essa rua estava tomada por carros da Polícia Militar, do Bope. Eles chegavam a trocar tiros aqui da esquina. Para mim, que estava dentro da biblioteca, parecia que era do lado. Foi um terror. Graças a Deus ninguém se feriu”, afirmou.

Beltrame, que deve deixar o cargo no final deste mês, após o segundo turno das eleições municipais do dia 30 de outubro, disse nesta terça-feira que “as imagens produzidas ontem são péssimas para a cidade, mas a polícia não pode se omitir e, mais uma vez, cumpriu seu papel”. “A UPP e o Comando de Operações Especiais evitaram novamente uma guerra entre quadrilhas”, opinou o secretário.

EK/abr/ots

Foto: 1°- Polícia do Rio desce o morro em Copacabana com os detidos após tiroteio.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

Os fatores que levaram ao fracasso das UPPs

Saída de Beltrame da Secretaria de Segurança Pública explicita grave crise das Unidades de Polícia Pacificadora, e futuro do projeto que prometeu acabar com a violência crônica do Rio é uma incógnita.

As cenas de um homem despencando de uma encosta após ser atingindo por tiros de fuzil em Copacabana, na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, transformaram-se em mais um trágico símbolo da falência do programa de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

O tiroteio, que levou pânico às ruas do bairro mais famoso da capital fluminense, fez com que o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, pedisse demissão do cargo.

Secretário mais longevo da história do Rio de Janeiro na área de segurança, Beltrame ocupou a pasta por dez anos e foi o criador do programa das Unidades de Polícia Pacificadora. Em seu lugar assumiu seu braço direito, Roberto Sá.

 Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame

Criadas em 2008 como um programa modelo de policiamento comunitário, as UPPs prometiam acabar com a violência crônica das comunidades carentes do Rio de Janeiro dominadas pelo tráfico de drogas.

A ideia era que o Estado abandonasse a tática de confronto e passasse a ocupar as favelas, levando não só a polícia, mas também uma ampla gama de serviços públicos. Nos primeiros anos, as UPPs apresentaram resultados extremamente positivos.

Houve uma redução de mais de 60% nos homicídios nas áreas pacificadas, assim como uma queda de 85% das mortes provocadas por policiais nestas mesmas regiões, além de uma ampliação de mais de 300% na apreensão de drogas.

As áreas em que as UPPs foram implantadas também passaram por uma forte valorização imobiliária. O Rio, enfim, parecia viver em paz.

Mas desde 2012 as UPPs já vinham mostrando sinais de esgotamento. Ataques às bases em áreas supostamente pacificadas se tornaram comuns, confrontos entre policiais e traficantes passaram a ser mais violentos e a vitimar cidadãos inocentes, e um crescente número de denúncias de abuso de poder e corrupção viraram rotina em quase todas as 38 unidades espalhadas pela cidade.

Mas foi com o agravamento da crise econômica, a partir de 2015, que os problemas começaram a ficar mais explícitos. Primeiro em áreas mais distantes do centro, e, agora, nas áreas mais ricas da cidade.

Expansão acelerada

“O que realmente surpreende é o fato de que foi preciso um confronto em Copacabana para que o secretário e a imprensa se dessem conta de que as UPPs fracassaram”, diz a socióloga e ex-ouvidora da Polícia do Rio de Janeiro, Julita Lemgruber.

“É claro que o confronto em uma área tão nobre do Rio é emblemático, mas os confrontos já eram uma rotina em outras áreas da cidade há meses, principalmente as mais pobres, como o Complexo do Alemão”, diz ela, que coordena o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, no Rio.

Nascidas como um projeto piloto, as UPPs se espalharam rapidamente com a proximidade dos grandes eventos esportivos que a cidade sediaria – a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Foi esse avanço rápido, na opinião de especialistas, uma das principais razões para a grave crise que o programa enfrenta agora. “As UPPs foram uma boa iniciativa, mas deixaram de ser um programa de segurança pública para se tornarem um simples programa de policiamento, uma força de ocupação”, diz Jacqueline Muniz, professora do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense.

“Quando chegou-se ao número de 13 ou 15 UPPs, deveria ter-se parado e analisado, entendido o que poderia melhorar, o que funcionava e o que estava errado”, diz.

“Mas não, criaram uma fábrica de UPPs, colocando soldados despreparados, sem planejamento e com uma escassez de recursos incríveis”, critica ela, doutora em Ciência Política e uma das principais pesquisadoras do papel da polícia no Brasil.

“De um interessante programa de segurança pública as UPPs se transformaram em peças de propaganda eleitoreira, com o único objetivo de manutenção do poder político e econômico de determinados grupos”, diz ela. O Rio de Janeiro é governado pelo PMDB há quase 15 anos.

Polícia violenta

Outro problema foi a incapacidade de a polícia conseguir apoio das comunidades onde estava instalada.

O Rio de Janeiro é conhecido por ter a polícia que mais mata no mundo. Relatório divulgado pela ONG Human Rights Watch em julho deste ano mostra que apenas a Polícia Militar do Rio matou mais de oito mil pessoas na última década.

Só no ano passado mais de 600 pessoas foram mortas pela PM. A expectativa era de que policiais mais bem treinados e atuando em um ambiente comunitário seriam menos propensos a dar continuidade a esse ciclo macabro de mortes e abusos.

Mas rapidamente as mesmas práticas violentas e corruptas que caracterizam a polícia fluminense passaram ser aplicadas também nas UPPs.

“Houve um começo cuidadoso, mas logo se transformou em uma ação atabalhoada, sem diálogo com as comunidades, e toda a lógica comunitária se perdeu”, diz Lemgruber.

Em pouco tempo, os policiais passaram a ser vistos como inimigos das comunidades que deveriam proteger, fazendo com que a tensão crescesse e os casos de abuso de multiplicassem.

O mais emblemático deles foi a tortura e morte do pedreiro Amarildo de Souza por policiais dentro de uma Unidade Pacificadora na Rocinha, em 2013. Seu corpo jamais foi localizado.

A saída de José Mariano Beltrame, criador e maior símbolo das UPPs, é emblemática, mas não aponta claramente qual será o futuro do programa.

Seu sucessor deve manter a mesma postura ambivalente do ex-secretário, que, ao mesmo tempo em que defendia o fim da guerra às drogas, apoiava a estratégia de confronto aberto das polícias em áreas urbanas densamente povoadas, como as favelas.

“A verdade é que Beltrame não tinha exatamente comando sobre a Polícia Militar e a Polícia Civil do Rio”, diz o sociólogo Ignacio Cano, um dos coordenadores do Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

“Com sua saída, o futuro das UPPs se torna uma incógnita. Até o final do mandato do atual governador, em 2018, nada deve mudar. Mas a partir dai haverá uma ampla discussão sobre seu futuro.”

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

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IMBEL IA2: Exército vai começar a testar novo fuzil IA2 – 7.62x51mm

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Novo protótipo do Fuzil de Assalto IA2 7.62X51mm equipado com uma mira Israelense Meprolight MOR e coronha retrátil.

Uma reportagem do correspondente do site  Jane’s  Victor Barreira  publicada no dia 11 de Outubro de 2016, noticiou que  o Exército Brasileiro está se programando para iniciar os testes com  os protótipos do fuzil de assalto Imbel (Indústria de Material Bélico do Brasil) IA2 em sua versão com calibre 7.62×51 mm.

Fuzil Imbel A2 7,62 – Imagem: Rafael Lins para o Plano Brasil. Notar que o modelo da foto ainda emprega a coronha rebatível
Fuzil Imbel A2 7,62 – Imagem: Rafael Lins para o Plano Brasil.  Observe que o modelo da foto ainda emprega a coronha rebatível

Após a avaliação feita  pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e sua devida aprovação pelo mesmo, um lote-piloto deverá ser adquirido pelo Exercito para uma nova fase de testes algo como  já ocorre com o IA2 em sua versão calibre 5.56X45mm. Segundo informações divulgadas o Exercito Brasileiro já esta realizando testes com o IA2 na sua versão (Carabina)  Ca 7.62mm IA2 desde Setembro de 2016.

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O fuzil IA2 7.62X51mm, ficou mais tempo sem informações a respeito, não por problemas, mas sim pela ordem de desenvolvimento, que priorizou o calibre 5.56X45mm. O Fuzil IA2 7.62X51mm utiliza os mesmos conjuntos de guarda mão, pistol grip integrado ao guarda-mato. Porem a nova versão poderá ser enregue com coronha regulável em comprimento.

Dados técnicos:
Fuzil de Assalto IA2 7.62X51mm

  • Capacidade de tiros: 20; carregador padrão FAL;
  • Peso sem carregador: 4.030g; como comparação o Para FAL M964A1 tem 4.500g;
  • Comprimento total: 920 mm;
  • Comprimento com coronha rebatida: 670 mm;
  • Comprimento do cano: 390 mm;
  • Funcionamento: A e SA;
  • Tecla de segurança: S (segurança); I(intermitente-Semi Auto) e A(automático-rajada)

Carabina IA2 7.62x51mm

  • Capacidade de tiros: 20; carregador padrão FAL;
  • Peso sem carregador: 3.760g;
  • Comprimento total: 800 mm;
  • Comprimento com coronha rebatida: 550 mm;
  • Comprimento do cano: 265 mm;
  • Funcionamento: SA;
  • Tecla de segurança: S(segurança); I(intermitente-Semi Auto);

 

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