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BID 2016 EVENTOS

4ª MOSTRA BID: Truckvan apresenta seu veiculo blindado.

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Fundada em 1992, a Truckvan é a líder brasileira no mercado de soluções sobre rodas, tendo produzido, aproximadamente, 45 mil baús de alumínio e entregado cerca de 600 unidades móveis para as áreas de saúde, capacitação e treinamento profissional, eventos, serviços e defesa e segurança. Atualmente, a empresa possui mais de 200 funcionários e três fábricas, sendo duas em São Paulo e uma em Guarulhos (SP).  Especializada na fabricação de implementos rodoviários e unidades móveis para diversas áreas, a Truckvan resolveu ampliar seu portfólio em 2016 e está investindo cada vez mais em novas opções para o mercado.

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A empresa apresentou seus mais novo lançamento do seu portfólio de produtos voltados para o mercado de Segurança  Pública/Privada. Trata-se de um carro-forte blindado para transporte de valores e produtos de cargas preciosas ( ex: Smartfones, Computadores, documentos) ou para transporte de agentes ou transporte de presos . Seu compartimento de carga comporta até dois paletes PBR (Padrão Brasil) para o transporte de mercadorias variadas. Quando voltado para o emprego de transporte de pessoal o mesmo pode transportar cerca de seis pessoas nesse compartimento

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O veículo e construído sobre o chassi do caminhão  Volkswagen 8.160 “Delivery “ possuindo um layout da carroceria proporciona maior ângulo de visão aos tripulantes. Seu projeto foi pensado para se obter um modelo mais leve e compacto do que os existentes no mercado.

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Sua proteção balística conta com o uso de  aços nobres com maior resistência balística nível III-A  e todo o revestimento externo é preso por fixadores em aço especial, o que possibilita uma manutenção mais rápida e barata. Além do mercado nacional a Truckvan pretende exportar o seu novo produto para países da América Latina e África onde existe um mercado emergente para esse tipo de veículo.

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América do Sul América Latina Conflitos Destaques

Colombianos dizem NÃO a paz

Em disputa acirrada, 50,22% dos colombianos dizem não ao acordo histórico assinado entre o governo e as Farc. Decisão impede país de tirar do papel medidas que colocariam fim aos 52 anos de conflito armado.

Numa disputa acirrada, os colombianos rejeitaram neste domingo (02/10) o acordo de paz assinado entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A decisão surpreendente impede que as medidas negociadas para pôr fim aos 52 anos de conflito armado sejam implementadas no país.

Cerca de 13 milhões dos 34 milhões de eleitores foram às urnas para a consulta popular. Do total, 50,22% votaram contra o acordo de paz e 49,77% a favor do documento. A votação ocorreu sem violência e com grande abstenção de eleitores devido às fortes chuvas que atingiram várias regiões do país. Apenas 37% dos colombianos participaram do plebiscito.

Desta maneira, foi dada a última palavra sobre o acordo histórico que colocaria fim no conflito armado. Com a vitória do não, o governo fica impedido de pôr em prática as medidas previstas no documento. A decisão deixa em aberto o processo de paz e, na prática, poderia significar a continuidade da guerra no país.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, convocou uma reunião de emergência com seu gabinete e a equipe de negociadores para analisar a situação. O número um das Farc, Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como Timochenko, e lideranças da guerrilha que participaram dos diálogos de paz em Havana também estão reunidos para analisar o resultado do plebiscito.

Sim ganha em regiões atingidas

O sim ao acordo de paz ganhou nas regiões mais afetadas pelo conflito armado. No município de Bojayá, o sim recebeu 95,76%. A cidade foi palco de uma tragédia em 2 de maio de 2002. Durante combates entre as Farc e o Exército, uma bomba atingiu a igreja onde os moradores buscaram refúgio. Cerca de 100 pessoas morreram na ocasião.

Não ganha com 50,22% dos votos

Em Toribio, outro município diretamente afetado pela guerra civil, o sim obteve 84, 80% dos votos, contra 15,19% do não. Em Turbo, cuja zona rural foi palco de massacres, o acordo foi apoiado por 56% dos eleitores.

Na região de Catatumbo, uma das mais atingidas pelo conflito, o sim ganhou em todos os seus municípios.

Derrota histórica

O acordo de paz foi celebrado por líderes do mundo inteiro. Para o presidente colombiano, o plebiscito era o mais importante da história recente do país.

Alcançado em agosto em Havana, após quatro anos de negociações, o acordo foi assinado pelo governo e pelas Farc na segunda-feira.  A cerimônia reuniu líderes mundiais como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon; o secretário de Estado americano, John Kerry; além dos presidentes de Cuba, Raúl Castro, do Equador, Rafael Correa, e do Panamá, Juan Carlos Varela; e do rei Juan Carlos da Espanha.

O acordo contemplava o abandono das armas pela guerrilha e sua transformação em movimento político. A nova agremiação deveria ocupar dez assentos no Congresso, segundo previa o pacto de paz.

Além de garantias para a participação dos guerrilheiros desmobilizados na política, o acordo de paz incluía questões complexas, como o acesso à terra para os agricultores pobres; luta contra o tráfico de drogas; justiça e reparação às vítimas.

Em mais de 50 anos, o conflito na Colômbia, o mais longo da América, provocou a morte de 220 mil pessoas e deixou mais de 6 milhões de deslocados internos.

CN/dpa/efe/rtr

Edição: Konner/PlanoBrasil

Fonte: DW

http://www.planobrazil.com/colombia-assinara-acordo-de-paz-com-as-farc-para-terminar-guerra-de-52-anos/

http://www.planobrazil.com/o-que-promete-o-acordo-de-paz-na-colombia/

 

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FAB PÉ DE POEIRA: VOO 1907 – 10 anos depois – Bastidores da maior operação de resgate da FAB

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O documentário VOO 1907 – 10 anos depois – relembra a maior operação de resgate da Força Aérea Brasileira (FAB), que teve duração de 44 dias na selva amazônica. A produção revive como foi o trabalho de mais de 800 homens, entre militares e civis, que se deslocaram para o norte de Mato Grosso para desempenhar uma verdadeira operação de guerra, após o maior acidente aéreo da época, ocorrido no dia 29 de setembro de 2006. São cenas inéditas e relatos emocionantes de militares envolvidos na operação, assim como famílias das vítimas do acidente. O documentário foi coordenado por jornalistas, publicitários e relações públicas do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER).

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Fonte: FAB

Edição Pé de Poeira

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil BID 2016 EVENTOS

4ª Mostra BID Brasil - Análise Plano Brasil

Abertura 4 Mostra BID Brasil

Por Luiz Medeiros, Anderson Barros e Tito Lívio Barcellos Pereira – Equipe Plano Brasil especial em Brasília

 

 

Realizada nos dias 27, 28 e 29 de Setembro no Centro de Convenções Ulysses Guimarães a 4ª Mostra BID Brasil promovida pela ABIMDE foi mais uma vez uma grande oportunidade para a indústria nacional de defesa mostrar suas soluções para o mercado (seja interno ou externo).

O evento contou com cerca de 100 empresas expondo as mais diversas soluções para Defesa e Segurança, em uma área de mais de 4.700m² e contou com público de mais de 3000 pessoas entre adidos militares, militares brasileiros e membros da academia.

O evento registrou pequeno aumento na quantidade de expositores e contou com equipamentos maiores em exposição em área interna além da já tradicional exposição em área externa.

Parte da Área externa da mostra
Parte da Área externa da mostra

Desde sua primeira edição em 2012 o evento somente cresceu, mas agora passou por uma pequena modificação em sua dinâmica e agora será realizado a cada 2 anos, aproveitando assim a dinâmica da LAAD que ocorre em anos “ímpares” e cobrindo uma lacuna dos anos “pares” para garantir uma constante visibilidade para os produtos da indústria brasileira de defesa em eventos realizados dentro do território nacional.

Ministro Jungmann em visita ao stand do Exército
Ministro Jungmann em visita ao stand do Exército

ABERTURA

A abertura do evento contou com a presença do Ministro da Defesa, Raul Jungmann e também com os presidentes da Apex-Brasil, Roberto Jaguaribe, e Abimde, Carlos Frederico Queiroz de Aguiar.

Durante essa cerimônia pode-se colocar como ponto alto a fala do Ministro da Defesa sobre o trabalho do ministério para incentivar o setor especialmente quando o Ministro Jungmann citou a revisão de agenda regulatória para o setor, indo de encontro com a revisão que está sendo efetuada na END (Estratégia Nacional de Defesa).

Comandante da Força Aérea Brasileira Nivaldo Luiz Rossato
Comandante da Força Aérea Brasileira Nivaldo Luiz Rossato

Na fala do presidente da Apex-Brasil o ponto mais interessante foi a exposição de que o setor de defesa destina uma fatia maior de seu faturamento para Pesquisa Desenvolvimento e Inovação, em uma média uma cifra de 10% do faturamento, o que simboliza um percentual razoavelmente superior a média nacional de outros setores.

Do lado da Abimde, novo presidente Carlos Frederico Queiroz Aguiar reforçou a importância do evento e tocou em um ponto crítico quanto ao Governo, onde o setor de defesa carece de que o Governo trabalhe em melhores políticas públicas para o setor, além da necessidade de que o Ministério da Defesa atue para fomentar políticas de aquisição integrada entre as forças.

No restante os discursos abordaram a temática já conhecida das outras edições do evento, ressaltando a importância do segmento industrial de defesa e tendo do lado do Governo (Ministério da Defesa) o compromisso com o setor e do lado da Abimde a cobrança de que esse compromisso seja levado à cabo.

O EVENTO

Presença do Público
Presença do Público

Com cerca de 100 expositores dos mais diversos segmentos na Indústria de Defesa, de botas à aeronaves, a feira teve boa movimentação em todos os dias. Expositores já consagrados tiveram em seus stands verdadeiros pontos de peregrinação, como a Imbel, Taurus e Embraer. Alguns outros expositores ficaram em posição menos “favorecida”, mas a dinâmica do espaço facilitava a movimentação para que todos os expositores pudessem ser bem visitados e visualizados, mesmo aqueles mais afastados da entrada e da área “central” da mostra.

A ausência da Odebrecht Defesa e Tecnologia com stand próprio foi relativamente coberta com a presença de algumas das suas soluções dentro das áreas de outros expositores, como no stand da Marinha por exemplo.

Soluções para a Marinha do Brasil na 4ª Mostra BID Brasil
Soluções para a Marinha do Brasil na 4ª Mostra BID Brasil

Os stands das três forças tiveram expressiva presença do público e com foco no do Exército para as soluções da Imbel em rádios comunicadores, que fazem parte do projeto COBRA e uma opção de modernização para o EE-9 Cascavel, o veículo ficou em evidência e com diversas demonstrações de movimentação de sua torre.

Motor Foguete L-75
Motor Foguete L-75

Na Força Aérea um foco interessante ao motor de foguete L-75, em ponto central no stand, e logo a frente na área central da entrada na área interna da Mostra o mock-up do caça Gripen, em posição clara de destaque no evento, com seu cockpit aberto para visualização do que será o futuro WAD (Wide Area Display) da aeronave.

A Marinha trouxe a sua bem conhecida maquete esquemática do submarino nuclear e apresentou o desenvolvimento do projeto MANSUP, além de um foco interessante nos desenvolvimentos do CASNAV em soluções de simulação e gerenciamento.

A tônica bem evidente em diversas das soluções apresentadas no evento denotaram uma certa veia “temática”. Na edição passada da Mostra BID havia sido colocado um foco em simulação, desta vez o evento não possuiu um tema destacado mas as soluções apresentadas demonstraram um “tema” por si, a modernização e revitalização.

Com diversas empresas apresentando soluções em modernizações de equipamentos já em uso pelas Forças Armadas Brasileiras, algumas outras apresentando soluções em revitalização e manutenção de equipamentos. Uma parcela razoável do evento se focou nisso, algo relativamente natural dadas as circunstâncias mais restritas do país no presente momento.

Essa tônica de modernização/revitalização não retirou a importância de empresas que trouxeram soluções novas, produtos novos e nem mesmo o “brilho” de uma importante mudança do evento com a sua “internacionalização”, marcada principalmente pela presença da empresa Sueca SAAB. A companhia sueca que está envolvida com a Embraer e outras empresas nacionais no âmbito do F-X2 trouxe um stand próprio e com soluções em defesa anti-aérea.

EE-9U Cascavel Modernizado
EE-9U Cascavel Modernizado

Uma curiosidade importante e novidade desse evento foi a presença do Pólo de Defesa de Santa Maria, iniciativa do município do Rio Grande do Sul com suporte não somente da prefeitura mas também do governo do Estado em um projeto bastante interessante e consistente para o desenvolvimento da região sob a esteira da indústria de defesa.

ANÁLISE

Ao caminhar pelos corredores que estiveram bem preenchidos, com média diária superior à mil pessoas, foi possível verificar um setor de defesa que mesmo ainda sentindo as dificuldades do momento passado pelo país já consegue vislumbrar algum horizonte de melhora para algum momento futuro. Diferentemente das edições de 2013 e 2014 onde o pessimismo era forte e corrente no setor industrial a posição agora é de atenção mas com menos pessimismo do que anteriormente.

Evolução em estrutura com credenciamento possível em máquinas de auto-atendimento
Evolução em estrutura com credenciamento possível em máquinas de auto-atendimento

Colocando a experiência pessoal de quem esteve presente em todas as edições do evento é claro e visível a evolução não somente do evento, sua organização e estrutura, mas principalmente desse clima nos expositores. Ainda que esteja muito longe de ser um clima bom, a consciência de tempos difíceis agora possuí uma expectativa de que algumas engrenagens voltem ao seu devido movimento em breve e indústria brasileira seguirá seu rumo.

A bandeira do Brasil ao fundo da área interna de exposições e o mock-up do Gripen da FAB
A bandeira do Brasil ao fundo da área interna de exposições e o mock-up do Gripen da FAB
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Conflitos Geopolítica Rússia Síria

Estados do Golfo Árabe pedem que ONU intervenha para parar ofensiva em Aleppo

O Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), formado por seis membros, exigiu, neste Sábado, que a ONU intervenha na Síria para impedir os bombardeios aéreos à cidade de Aleppo que, segundo o órgão, estão matando centenas de civis.

O conselho dominado por muçulmanos sunitas –representando Arábia Saudita, Emirados Árabes, Bahrein, Kuwait, Omã e Catar– disse que a ofensiva do governo sírio na cidade estava sistematicamente destruindo os bairros e é uma “agressão flagrante às leis internacionais”.

“O secretário-geral… exige que o Conselho de Segurança da ONU intervenha imediatamente para parar a agressão à cidade de Aleppo e encerrar o sofrimento do povo sírio”, disse o GCC, em um comunicado, na agência de notícias estatal saudita SPA.

E pediu que as Nações Unidas “implemente resoluções relevantes do conselho sobre a crise da Síria”.

Por dez dias, uma ofensiva do governo sírio, apoiada pela Rússia, tem sido realizada para capturar a oriental Aleppo e derrubar o último reduto urbano de revolta contra o presidente sírio Bashar al-Assad, que começou em 2011.

O colapso do último cessar-fogo da Síria intensificou a possibilidade de que estados do Golfo, incluindo Arábia Saudita e Catar, possam armar rebeldes sírios com mísseis de ombro para que eles se defendam contra aviões sírios e russos, disseram oficiais norte-americanos na segunda-feira.

Ahmed Tolba

Foto: AFP / Arquivo – Membros do Conselho de Cooperação do Golfo

Edição: Konner/Plano Brasil

Fonte: Reuters