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Uralvagonzavod T-90MS – Um dos melhores

Expressão russa de um Carro de Combate de 3ª geração o T-90 em todas as suas versões, é um dos produtos que claramente demonstram a transformação industrial da então União Soviética para a Rússia atual, porém, sem perder é claro a identidade do produto e as boas qualidades e lições aprendidas no passado.

Em uma mistura clara entre “o velho” e “o novo” o T-90 MS emerge como a mais moderna versão de Carro de Combate disponível na indústria Russa hoje, demonstrando que mesmo nos mais avançados teatros de operação ainda podem existir espaços para soluções advindas até mesmo da década de 60 atuando em conjunto com as soluções da última década.

O T-90MS dá novo fôlego ao herdeiro de uma longa história de carros de combates soviéticos e garante não só sua permanência no mercado mas também a tomada da dianteira sob diversos aspectos de inovação em um veículo ágil e muito mais leve do que seus principais concorrentes.

https://www.youtube.com/watch?v=ZZsalv6HmsQ

Texto de Luiz Medeiros

Edição: Konner/Plano Brasil

 

 

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Conflitos Estado Islãmico Estados Unidos Geopolítica Opinião Rússia Síria Terrorismo

EUA investiram muito na oposição Síria para se retirar assim facilmente

Comentando a retórica militarista dos EUA em relação à Rússia, e suas ameaças que os terroristas iriam atacar a Rússia, o analista político russo Aleksei Fenenko explicou por que os EUA continuarão armando a oposição radical na Síria e quais são os motivos dessa retórica.

“Os grupos extremistas continuarão usando o vácuo que há na Síria para expandir sua atividade, o que pode incluir ataques contra interesses russos, talvez até contra cidades russas. A Rússia vai continuar enviando soldados para casa em sacos para cadáver e vai continuar perdendo recursos, talvez até mesmo aeronaves”, disse John Kirby, porta-voz do Departamento de Estado durante sua coletiva de imprensa.

Comentando esta declaração, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia Sergei Ryabkov disse na quinta-feira que isto reflete um estado de “frustração emocional”.

Aleksei Fenenko, pesquisador principal no Instituto de Problemas de Segurança Internacional da Academia de Ciências da Rússia, explicou à RIA Novosti o que está por trás desta retórica e como os EUA continuarão armando a oposição radical na Síria.

“Os EUA vão continuar tentando armar a oposição radical na Síria, isso é parte de sua estratégia”, disse o especialista.

“Os americanos têm investido demasiado na Síria para serem capazes de se retirar assim tão facilmente. Apesar de toda sua retórica sobre a Síria, qualquer tentativa dos EUA para recuarem será considerada como uma derrota, assim eles vão continuar ajudando a oposição radical”, disse o cientista político.

Ele explicou ainda que, a partir de agora e até janeiro, irá decorrer um período muito perigoso, porque Obama em breve vai abandonar o cargo presidencial e precisa fazer algo realmente notável até o final de sua presidência.

“Eu não sou otimista sobre as nossas perspectivas da cooperação. Obama não se está tornando apenas um ‘pato coxo’, mas ele sente a extrema necessidade de fazer algo extraordinário antes do fim do mandato. O chamado ‘resgate’ ou ‘salvação’ da oposição síria pode se tornar algum desses ‘eventos extraordinários'”, afirmou o especialista.

Edição: Konner/Plano Brasil

Fonte: Sputnik News

 

 

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Destaques Geopolítica Opinião Rússia

Estaria Pútin realmente planejando o retorno da URSS?

O presidente russo Vladímir Pútin declarou em várias ocasiões que o colapso da União Soviética foi um erro geopolítico. Embora seu discurso seja muitas vezes interpretado como um desejo de retomar o bloco, há pouca razão para acreditar nisso.

Será que Vladímir Pútin quer restaurar a União Soviética? Ninguém pode provar que ele não queira. No entanto, ninguém pode provar também que Barack Obama não quer transformar os EUA em  uma monarquia ou que Bill Bailey não tenha o desejo de se tornar o novo Dalai Lama.

É evidente que Pútin se sente nostálgico em relação ao passado soviético, já que isso é natural para muitos russos com sua idade – e, sobretudo, com seu histórico. Eu também sinto saudade dos anos 1970 e 1980; essa foi a época de minha infância e juventude, com todas as lembranças maravilhosas e inesquecíveis tão exclusivamente associadas a esse período da vida.

Mas, deixando de lado todos os sonhos, desejos (inclusive ocultos) e nostalgia, estaria Pútin realmente planejando o retorno da URSS? A resposta é um “não” definitivo, afinal, o líder russo é um político racional capaz de fazer uma avaliação realista das capacidades atuais da Rússia, bem como da natureza do atual sistema internacional.

Em primeiro lugar:

A União Soviética foi erguida sobre uma coesa e poderosa base ideológica comunista que contava – pelo menos durante a primeira metade do século 20 – com centenas de milhões de seguidores por todo o mundo.

A ênfase atual do Kremlin na “soberania” e sua preocupação com as “revoluções coloridas” indicam o caráter mais isolacionista do que expansionista do regime; ambos escancaram o medo evidente de ideologias estrangeiras penetrarem na Rússia, e não a intenção de promover uma ideologia universalista no exterior.

Em segundo lugar:

A União Soviética se baseava em um modelo de modernização exclusivo. Era cruel e implacável, mas, em vários aspectos, permitia uma mobilização social e política muito eficiente. O exemplo mais representativo dessa capacidade é, naturalmente, a Segunda Guerra Mundial, mas há outros, como o programa espacial soviético. Hoje, essa singularidade não existe mais – a Rússia tornou-se um Estado capitalista, ainda que sua transição do comunismo seja incompleta e incoerente.

Em terceiro lugar:

Não há simplesmente vontade política nem compromisso necessário para iniciar a restauração da ex-União Soviética. Após a reunificação alemã, Berlim introduziu o chamado “imposto de solidariedade” para facilitar a integração da antiga Alemanha Oriental à República Federal; e a sociedade alemã aceitou esse encargo adicional sem grande oposição. No entanto, a ideia de um imposto similar para reintegrar a Crimeia à Rússia não foi recebido com entusiasmo em Moscou, e a ideia foi rapidamente abandonada.

Será que isso significa que a Rússia não está tentando manter sua influência sobre o território da antiga União Soviética? Claro que não. As ex-repúblicas soviéticas não são para a Rússia o mesmo que as colônias britânicas na África foram para o Reino Unido; o nível de integração econômica, social e cultural soviética faz com que essas repúblicas sejam mais semelhantes a Irlanda e Escócia.

O histórico de políticas do Kremlin na vizinhança ao longo dos últimos 25 anos tem sido, em grande parte, marcado por diversas tentativas – sobretudo desajeitadas e mal sucedidas – de criar um cinturão de ‘Estados amigos’ ao longo das fronteiras russas, mantendo, assim, os laços econômicos, sociais e humanitários que tem raízes profundas na história dessa imensa região do planeta.

As prolongadas repercussões das crises na Geórgia e na Ucrânia tornam esse objetivo mais difícil e distante do que nunca, mas nem mesmo esses conflitos sangrentos alteram um fator fundamental: a Rússia só pode garantir segurança e prosperidade se o país estiver rodeado por vizinhos estáveis, vibrantes e amigáveis.

A tentativa mais recente de assumir essa grande tarefa vem do conceito da União Econômica da Eurásia (UEE). Os países do chamado Ocidente deveriam estar preocupados com essa iniciativa? Trata-se de um disfarce para uma nova União Soviética?

Mais uma vez, repito: não. A meu ver, a UEE é um projeto sem futuro ou inofensivo. É uma iniciativa inútil se continuar sendo essa “santa aliança” de regimes econômicos e sociais antiquados incapazes e sem disposição para gerar reformas significativas. E é inofensiva se a integração econômica da Eurásia continuar baseada em uma profunda transformação dos Estados-membros no sentido de estimular livre mercado, inovação social e pluralismo político. Neste último caso, a Rússia poderia, enfim, superar seu trauma pós-imperial sem despender mais sangue e dinheiro.

Andrêi Kortunov

  • Andrêi Kortunov é diretor do Conselho Russo para Assuntos Internacionais.

Foto: © Alexandr Demyanchuk / Sputnik

Edição: Konner/Plano Brasil

 

Fonte: Gazeta Russa

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Conflitos Terrorismo

Índia lança ofensiva na Caxemira

Em resposta a atentado em base militar atribuído a grupo baseado no Paquistão, Exército indiano realiza “ataques cirúrgicos” na fronteira. Os dois países disputam há décadas a região.

O Exército da Índia anunciou nesta quinta-feira (29/09) que lançou “ataques cirúrgicos” na noite anterior ao longo da fronteira de fato com o Paquistão, na disputada região da Caxemira. O objetivo das operações “antiterroristas” seria frustrar uma série de atentados planejados contra importantes cidades.

Segundo o tenente-general indiano Ranbir Sing, os “ataque cirúrgicos” pretendem evitar a “infiltração de terroristas” nas regiões de Jammu e Caxemira. O militar disse que houve “baixas significativas”.

O Paquistão, por sua vez, afirmou que dois de seus soldados foram mortos em trocas de tiros ao tentar repelir a “incursão” indiana. Islamabad negou que a Índia tenha realizado ataques com alvos específicos, como alegou o país vizinho.

As operações foram realizadas dias depois de um grupo de quatro insurgentes, supostamente do Paquistão, se infiltrarem e executarem um ataque suicida na base de Uri, na Caxemira. O atentado na instalação militar de infantaria perto da chamada Linha de Controle (LoC), a fronteira de fato, causou a morte de 18 soldados no último dia 18 de setembro.

Nova crise

O Exército indiano atribuiu o ataque ao grupo rebelde Jaish-e-Mohammad, com base no Paquistão. Este já tinha sido implicado num ataque, em janeiro, a uma base da Força Aérea indiana em Pathankot, no estado do Punjab, no qual morreram sete soldados.

O ministro do Interior indiano, Rajnath Singh, chegou a acusar Islamabad de enviar radicais para realizar o ataque, dizendo que o país vizinho era um “Estado terrorista”. O episódio abriu uma nova crise entre os dois países, levantando a possibilidade de uma escalada militar que colocaria fim a um cessar-fogo declarado na Caxemira em 2003.

Uma ofensiva da diplomacia indiana levou ao cancelamento da cúpula da Associação para a Cooperação Regional do Sul da Ásia (Saarc). Programado para novembro em Islamabad, o encontro não será realizado devido à decisão da Índia, de Bangladesh, do Butão e do Nepal de não comparecer.

A Índia e o Paquistão reivindicam a soberania sobre a Caxemira, dividida entre eles após o fim do domínio britânico, em 1947. Três guerras foram disputadas pelos dois países desde então, duas delas envolvendo a Caxemira.

LPF/lusa/efe/rtr

Edição: Konner/Plano Brasil

Fonte: DW

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Destaques Economia Estados Unidos Geopolítica Negócios e serviços Opinião

OPEP vai reduzir produção de Petróleo

Medida visa aumentar preço da commodity, que despencou pela metade nos últimos dois anos. Contribuição de países-membros no corte será definida em Novembro. Após notícia, cotação fecha em alta de 5,9%.

Os países-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) chegaram nesta quarta-feira (28/09), em Argel, a um acordo para reduzir a produção de petróleo na tentativa de aumentar o preço da commodity. O corte é o primeiro realizado desde 2008.

O acordo preliminar prevê uma redução na produção para uma faixa entre 32,5 milhões e 33 milhões de barris por dia em 2017. Atualmente, os países da organização produzem 33,2 milhões de barris diariamente. Os níveis individuais de corte para cada país-membro e a duração da medida serão decididos numa reunião marcada para o fim de novembro.

Os países da Opep – entre eles a Arábia Saudita, Iraque, Irã, Nigéria e Angola – fornecem cerca de 40% da oferta mundial de petróleo. Riade tem parte da culpa na queda dos preços. O país possui a segunda maior reserva mundial do produto e inundou o mercado com a commodity para combater a extração por fracking, em expansão nos Estados Unidos, e dificultar a entrada do Irã no mercado.

A notícia do acordo preliminar animou o mercado e fez com que o preço da commodity fechasse em alta nesta quarta-feira. O petróleo Brent subiu 5,9%, sendo comercializado a 48,69 dólares o barril. O tipo U.S. West Texas Intermediate (WTI) subiu 2.38 dólares, ou 5,3%, para 47,05 dólares.

O preço do petróleo caiu mais de 50% desde meados de 2014, quando o barril era cotado a mais de 100 dólares e chegou, no início deste ano, a ser comercializado por 30 dólares. Essa queda causou problemas nas economias de alguns países exportadores, como a Venezuela e a Rússia.

CN/lusa/afp/ap/rtr

Edição: Konner/Plano Brasil

Fonte: DW

Petróleo de Xisto americano sobrevive ao colapso

Quando os preços do petróleo começaram a cair há dois anos, devido ao excedente global de oferta, os especialistas previram que os produtores de petróleo de xisto dos Estados Unidos seriam as grandes vítimas.

Mas as empresas americanas que revolucionaram o negócio de petróleo e gás com o fraturamento hidráulico, ou “fracking”, e a perfuração horizontal estão sobrevivendo ao massacre praticamente ilesas.

Embora o colapso de preços tenha provocado uma onda de falências, a produção total de petróleo americano caiu apenas 535 mil barris por dia até o momento este ano ante o mesmo período de 2015, quando ela ficou em uma média de 9,4 milhões de barris, segundo os dados federais mais recentes.

Num momento em que os mercados tentam adivinhar em quais regiões a produção voltará a crescer quando os preços se recuperarem, uma resposta está clara: América. O Goldman Sachsprevê que os EUA estarão bombeando um adicional de 600 mil a 700 mil barris de petróleo por dia até o fim de 2017 — compensando cada gota perdida durante a crise.

Poucos previram isso no segundo semestre de 2014, quando a Arábia Saudita sinalizou que não iria reduzir sua produção para derrubar os preços do petróleo. Especialistas do setor concluíram que uma redução brutal de preços forçaria os produtores menos eficientes conhecidos como “marginais” — um grupo que inclui os produtores de xisto — a sair do mercado.

Mas a maior consequência da decisão saudita e subsequente queda nos preços foi um atraso nos megaprojetos caros de petróleo, como as plataformas em águas profundas na costa de Angola e as minas de areias betuminosas no Canadá.

Mesmo se os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), reunidos esta semana na Argélia, conseguirem fechar um acordo ainda este ano para cortar a produção, os produtores americanos cobrirão esse vácuo. “Os EUA não são produtores marginais, mas são os mais flexíveis”, diz R.T. Dukes, analista da consultoria britânica Wood Mackenzie. “Serão os mais rápidos a voltar.”

Mais de 100 produtores americanos de petróleo entraram em recuperação judicial durante a crise, mas mesmo essas empresas continuaram a explorar petróleo e gás. Muitos se livraram da recuperação judicial e ficaram mais fortes graças a um resultado financeiro sem dívidas. A SandRidge Energy Inc., que entrou em recuperação judicial em maio, sairá desse processo no próximo mês, depois de eliminar quase US$ 3,7 bilhões em dívidas.

Muitos operadores de xisto enfrentam dificuldades no nível atual de preços, buscando novas injeções de recursos em Wall Street enquanto operam com prejuízo. Mas os produtores mais fortes, como a EOG Resources Inc. e a Continental Resources Inc., em breve serão capazes de gerar dinheiro suficiente para fazer novos investimentos e pagar dividendos — assim como impulsionar a produção — mesmo com os preços baixos, dizem analistas.

 A produção americana começou a crescer em julho, logo depois que os preços do petróleo voltaram para o território de US$ 50 por barril. Rapidamente, os produtores puseram 100 sondas em operação nos últimos meses. O aumento na produção assustou o mercado, derrubando as cotações em 20%, de volta ao nível de US$ 40. Mais recentemente, elas subiram para cerca de US$ 45.

As oscilações devem continuar por meses, à medida que os produtores de xisto voltem ao trabalho, diz Eric Lee, analista do Citibank, que prevê que o petróleo bruto se estabilizará em torno de US$ 60 por barril no fim de 2017.

Embora os tanques de armazenamento de petróleo estejam lotados no mundo todo, novas fontes logo serão necessárias porque campos de petróleo mais antigos registram queda de 5% ao ano na produção enquanto a demanda global cresce a um ritmo de 1,2% ao ano. A demanda atingirá a marca de 100 milhões de barris diários em 2020, de acordo com a Agência Internacional de Energia.

O iminente descasamento entre oferta e demanda é um dos motivos pelo qual o dinheiro fácil que impulsionou o boom da exploração americana não secou, diz Lewis Hart, diretor sênior de consultoria corporativa e bancos do Brown Brothers Harriman, banco de Nova York.

Mesmo com os bancos e outros financiadores tradicionais fechando os cofres, fontes alternativas de dinheiro estão se multiplicando, desde fundos de private equity até especialistas em dívidas de risco.

“A própria existência desse capital significa que os preços devem ficar baixos por mais tempo, porque ele só piora o problema de oferta”, diz Hart.

Um motivo importante para a resistência dos produtores americanos é que eles encontraram formas de cortar custos e maximizar suas eficiências durante os anos de crise. Essas inovações agora devem impulsionar o ressurgimento do setor. Os cortes de custos foram dolorosos para muitos. Quase 160 mil trabalhadores foram demitidos em todo o país, segundo os dados mais recentes da consultoria Graves & Co.

Mesmo assim, muitas empresas que não acumularam dívida ou gastaram além de seus recursos durante o boom agora têm recursos suficientes para tirar proveito dos efeitos negativos do colapso nas finanças do setor.

Albert Huddleston, fundador e sócio-gerente da Aethon Energy, diz que a empresa, com sede em Dallas, gastou mais de US$ 600 milhões com a aquisição de ativos de petróleo e gás abatidos por dívidas desde o começo do declínio de preços, em 2014. “Pode-se matar o xisto? A resposta é não”, diz ele.

BRADLEY OLSON

Colaboração: Erin Ailworth

Foto: Eugene Richards / National Geographic – Gás natural queimado sinalizando outro poço de petróleo em Dakota do Norte/EUA, um dos centros do “boom” no abastecimento de petróleo dos Estados Unidos a partir de “Fracking”.

Edição: Konner/Plano Brasil

Fonte: Wall Street Journal

 

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Defesa Geopolítica Mísseis Rússia Sistemas de Armas Tecnologia

Rússia planeja incorporar armas hipersônicas em 2020

A Corporação de Mísseis Táticos da Rússia pretende criar uma arma capaz de atingir alvos a velocidades hipersônicas no início da década de 2020. O anúncio foi feito pelo diretor-geral da corporação Boris Obnosov.

A expectativa é produzir um míssil chegue a uma velocidade de Mach 5, ou quase 6.200 quilômetros por hora – cinco vezes a velocidade do som.

Também estão envolvidos no projeto cientistas da Academia Russa de Ciências e da Fundação de Pesquisa Avançada pertencente à Comissão Militar-Industrial.

ICBM RS-24 “Yars”

Alguns elementos de sistemas atuais de mísseis russos já conseguem desenvolver velocidade hipersônica, embora apenas quando estão se aproximando de seus alvos, explica o especialista militar da agência TASS Víktor Litóvkin.

Por exemplo, “ogivas dos sistemas de mísseis de longo alcance Yars e Rubej, que na reta final de seu voo começam a fazer manobras a uma velocidade hipersônica para superar o escudo do inimigo. A ogiva do míssil de curto alcance Iskander-M também tem a mesma capacidade”, disse Litóvkin à Gazeta Russa.

A Corporação de Mísseis Táticos foi criada em 2002, por meio da união de 32 empresas especializadas na produção mísseis guiados de alta velocidade, e é uma das sete russas no ranking dos 100 maiores fornecedores de armas do mundo do Defense News. Em 2015, a empresa obteve uma receita de US$ 2,4 bilhões.

Principais obstáculos

De acordo com uma fonte da Gazeta Russa na indústria de defesa, desenvolver um motor e sistemas de controle capazes de trabalhar com velocidade hipersônica por um longo período de tempo estão entre as maiores dificuldades na criação das armas.

“A uma velocidade de Mach 5, uma nuvem de plasma se forma em torno do objeto que barra as ondas de rádio. Por isso, se o míssil desviar de sua trajetória ou houver outros problemas durante o voo, os operadores ainda são incapazes de corrigir a situação remotamente”, explicou a fonte.

A base técnica e as pesquisa sobre armas hipersônicas na Rússia remontam à época soviética. No entanto, após a dissolução da URSS, os trabalhos foram abandonados, e os investimentos para estudos na área só foram retomados recentemente.

Os Estados Unidos são o país que hoje apresenta maior progresso no desenvolvimento de armas hipersônicas.

“A norte-americana Boeing criou o modelo Х-51 Waverider, que consegue manter uma velocidade de 6.250 km/h por quatro minutos. No entanto, foram realizados apenas testes pontuais, sem ogiva, sistema de orientação e etc. Como o foguete irá se comportar em ação ainda é uma incógnita”, disse o analista.

NIKOLAI LITÔVKIN

Edição: Konner/Plano Brasil

Fonte: Gazeta Russa

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Conflitos Destaques Estado Islãmico Estados Unidos Geopolítica Rússia Síria

EUA ameaçam encerrar trabalho com Rússia na Síria se ataque a Aleppo continuar

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, transmitiu a mensagem em uma ligação para o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, na qual expressou uma “preocupação grave” com o ataque aéreo e terrestre do governo sírio, com apoio da Rússia, a áreas controladas por rebeldes em Aleppo, maior cidade da Síria.

Os Estados Unidos ameaçaram nesta quarta-feira interromper sua atividade diplomática com a Rússia na Síria e disseram que responsabilizam Moscou pelo uso de bombas incendiárias na cidade de Aleppo – uma postura que, segundo uma autoridade dos EUA, pode levar a acusações de crimes de guerra contra os russos.

Bombardeios de aviões de guerra russos ou sírios impediram um hospital de Aleppo de continuar funcionando nesta quarta-feira, disseram funcionários, e forças terrestres intensificaram um ataque ao setor da cidade sitiado e tomado por rebeldes em uma batalha que se tornou um divisor de águas em potencial na guerra civil de cinco anos e meio. Síria e Rússia afirmam só visarem militantes do Estado Islâmico e de outros grupos.

O colapso de uma trégua mediada por EUA e Rússia no dia 19 de setembro e a intensificação dramática da ofensiva do governo sírio em Aleppo obrigaram autoridades dos EUA a reconsiderar o que podem tentar fazer para deter a violência, se é que algo pode ser feito.

Até agora, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vem se recusando a enviar forças norte-americanas para tentar depor o presidente sírio, Bashar al-Assad, e as autoridades de seu país duvidam que ele o faria em seus últimos meses no cargo. Um cenário mais plausível seria permitir que aliados do Golfo Pérsico deem mais armas aos rebeldes.

“Se a diplomacia parar, outras opções terão que ser analisadas, o que significa discussões de coisas como… medidas mais agressivas”, disse um funcionário dos EUA, falando sob condição de anonimato.

Arshad Mohammed e Jonathan Landay

Foto: Carlos Barria | AFP | Getty Images

Edição/Imagem: Konner/Plano Brasil

Fonte: Reuters

Rússia diz que seguirá com ações aéreas na Síria e critica comunicado dos EUA

O Kremlin afirmou nesta quinta-feira que a Força Aérea da Rússia seguirá realizando suas operações na Síria e classificou um comunicado dos Estados Unidos sobre o conflito como inútil e grosseiro.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, pediu a Moscou para retirar seus aviões das zonas de batalha síria, incluindo Aleppo.

Mas o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse em uma teleconferência com jornalistas nesta quinta-feira que a Força Aérea russa continuará a apoiar as tropas do governos sírio, assim como também prosseguirá o que chamou de “guerra ao terror”.

Dmitry Solovyov e Maria Kiselyova

Edição: Konner/Plano Brasil

Fonte: Reuters

 

 

 

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Conflitos Estados Unidos Geopolítica Opinião

"Habemus GUERRA" - "Habemus EMPREGO": A grande indústria de Defesa dos EUA agradece

Ao apoiar a venda de armas à Arábia Saudita, o Congresso norte-americano protege empregos e a extensa indústria de Defesa dos EUA. É o que afirma o colunista da revista The National Interest, Oleg Swet.

Ainda que 27 senadores norte-americanos tenham votado contra o fornecimento de armas à Riad, cujo valor soma um total de 1,15 bilhão de dólares, faltaram vários votos para o veto passar. Os congressistas opositores à venda de armas à Arábia Saudita argumentaram que a intervenção da Riad no Iêmen com as armas de fabricação norte-americana haviam causado um número incalculável de mortes de inocentes na península árabe.

“Apesar do argumento (dos opositores da proposta) terem um peso do ponto de vista humanitário, não fez sentido em termos de impacto que o veto teria sobre os empregos nos EUA, as empresas norte-americanas e a extensa indústria de defesa”, diz o colunista em seu artigo.

Se os EUA, por exemplo, parassem de vender tanques Abrams para a Arábia Saudita, não colocaria em risco apenas os postos de trabalho relacionados com a produção destes equipamentos militares. Oleg Swet alega que a medida afetaria negativamente e de forma mais ampla os negócios com a Arábia Saudita e outros aliados do Golfo, que contribuem com uma receita de bilhões de dólares para empresas norte-americanas.

A Riad é hoje o principal comprador de armas norte-americanas. Em 2010 a Arábia Saudita fechou um contrato recorde de 60 bilhões de dólares para comprar itens de defesa produzidos por empresas norte-americanas. Essa compra é equivalente a uma grande parte do orçamento de defesa dos EUA, ressalta o autor. Uma coalizão de países árabes liderados pela Arábia Saudita está travando uma guerra do lado do governo iemenita desde março de 2015. Em resposta, os Huthis quase diariamente atacam áreas de fronteira da Arábia Saudita com mísseis balísticos, que geralmente são interceptados pela defesa aérea saudita.

Foto: © AFP 2016/ Johannes EISELE

Fonte: Sputnik News