Categories
Defesa Destaques Equipamentos Navios Rússia Sistemas de Armas Sistemas Navais Tecnologia

Novo dispositivo capaz de “cegar” armas inimigas para Marinha da Rússia

Destróieres nucleares do projeto Lider serão equipados com armamento luminoso que pode ‘cegar’ sistemas óptico-eletrônicos e equipes dos navios e aviões oponentes.

A notícia foi divulgada pelo jornal russo Izvestia, citando um representante do Ministério da Defesa.

Trata-se de uma estação inovadora de interferência óptica-visual. O objeto, desenvolvido por engenheiros russos, dispara flashes, com ajuda de estroboscópio, capazes de fazer com que as tripulações de helicópteros e aviões inimigos percam temporariamente a visão. Além disso, a novidade também desativa sistemas óptico-eletrônicos do oponente.

O aparelho é controlado por um computador portátil que a sincroniza com outros sistemas do navio.

Foto: © Sputnik/ Igor Zarembo

  • Segundo algumas fontes, este dispositivo é eficiente contra: —  Telêmetros laser, óculos de visão noturna, na trajetória final de mísseis antinavio e de cruzeiro, que usam algum tipo de sistema de orientação opto-eletrônica. Graças ao baixo peso e tamanho reduzido, a estação pode ser instalada em pequenas embarcações, assim como em veículos leves e blindados.

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Sputnik News

Categories
América do Sul Conflitos Geopolítica Opinião

Ilhas Malvinas: Competência de Estado, não de um governo

As declarações e refutações do presidente argentino, Mauricio Macri, sobre a questão das Ilhas Malvinas em Nova York causaram grande polêmica na Argentina.

Durante uma breve conversa com a primeira-ministra britânica, Theresa May Macri, Macri informou “ter abordado, entre outros temas, a questão da soberania” das Ilhas Malvinas.

Mas rapidamente, a informação foi desmentida pelo Reino Unido que negou o fato de que a palavra “soberania” tinha realmente sido mencionada. Mesmo assim, Macri teve que esclarecer o ocorrido.

A polêmica surgiu depois de a chanceler argentina, Susana Malcorra, e o vice-chanceler britânico, Allan Duncan, terem assinado o acordo em 13 de setembro que abrange várias áreas, como conexão aérea, comércio, pesca, navegação, hidrocarbonetos, mas a palavra “soberania” não chegou a ser mencionada.

Segundo Edgardo Esteban, veterano que guerreou contra o Reino Unido em 1982, as Malvinas não se negociam. Ele fez esta declaração em entrevista à agência Sputnik Mundo.

Segundo ele, “além de as Malvinas serem uma reclamação soberana da Argentina, as ilhas são parte do território latino-americano”.

O veterano indica que se trata não apenas das ilhas, mas de 3,8 milhões de quilômetros quadrados que foram reconhecidos pela ONU neste ano.

Segundo ele, “as Malvinas representam uma das maiores reservas da fauna aquática do Hemisfério Sul”. Além disso, nas ilhas está situada a base militar britânica de Mountpleasant considerada maior no sul do Atlântico que tem uma estratégia de ocupar territórios e controla o mar meridional, bem como as passagens entre os dois oceanos – Atlântico e Pacífico, aponta.

Esteban criticou o acordo assinado pela chanceler argentina Malcorra e seu homôlogo do Reino Unido porque o documento dá privilégios “apenas aos britânicos e os habitantes das Malvinas não recebem nada em troca, no que diz respeito à soberania”.

“Qualquer negociação é impossível, pois a Argentina não pode desperdiçar o que já tinha construído, porque tivemos sangue, morte, guerra. Temos que continuar trabalhando em prol da paz, mas este governo está mostrando que está pouco interessado na questão das Malvinas”, explica.

O veterano falou sobre a vigência da Declaração de Ushuaia de 2012 que foi aprovada por unanimidade por todas as forças políticas que integram o Congresso da Nação. O documento defende a soberania das Malvinas, denuncia a militarização do Atlântico e estabelece os recursos naturais como patrimônio da Argentina.

Ele indica que a questão das Malvinas não é de competência de um partido político ou de um governo, é assunto que tem que ser resolvido a nível de Estado.

Foto: Jewel Samad / AFP

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Sputnik News

 

 

 

Categories
América do Sul Brasil Geopolítica Negócios e serviços Opinião

MERCOSUL e a "reforma política" na América do Sul

No ano em que completa um quarto de século de existência, o Mercosul está dominado pela questão política. A avaliação é do Professor Charles Pennaforte, do Centro de Integração do Mercosul da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e diretor-geral do Cenegri – Centro de Estudos em Geopolítica e Relações Internacionais.

Charles Pennaforte, que em 5 de Outubro lançará o livro “Mercosul 25 Anos: Impasses, Avanços e Perspectivas”, escrito em parceria com a Professora Maria de Fátima Bento Ribeiro, lastima que o bloco econômico sul-americano esteja dominado por questões políticas:

“Lamentavelmente, as discussões em torno da Venezuela tomaram conta dos debates no Mercosul. Sob a liderança do Brasil, em particular do ministro das Relações Exteriores, José Serra, a Argentina, o Paraguai e o Uruguai decidiram em conjunto que a Venezuela não assumirá, como lhe competiria neste momento, a presidência do bloco, sendo esta exercida por um colegiado dos quatro países fundadores do Mercosul: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.”

Pennaforte explica que “o Uruguai encerrou o seu mandato presidencial rotativo mas não transmitiu o cargo para a Venezuela, que, por não ter cumprido as exigências para se tornar membro pleno e efetivo, não pôde assumir a presidência. A Venezuela, por sua vez, vive um momento de enormes dificuldades políticas e econômicas, que dificilmente serão sanadas pelo Presidente Nicolás Maduro. Estas dificuldades já vinham sendo enfrentadas pelo seu antecessor, Hugo Chávez, e com Maduro elas assumiram proporção ainda mais grave. Então, hoje o Mercosul é um bloco dominado pela questão política, que envolve abertamente a permanência da Venezuela.”

Para o Professor Charles Pennaforte, não se pode descartar a hipótese de que esteja em curso uma articulação para que a Venezuela seja definitivamente excluída do Mercosul. O Governo de Nicolás Maduro tem prazo até 1 de dezembro deste ano para sanar todas as pendências, meta considerada muito difícil de ser cumprida:

“Não sei se podemos falar de uma intenção deliberada de excluir definitivamente a Venezuela do Mercosul, mas o fato é que as posições do Presidente Michel Temer, do Ministro José Serra e do presidente da Argentina, Mauricio Macri, convergem para a mesma direção. A todo momento, os Governos do Brasil e da Argentina miram seu foco no Palácio Miraflores (sede do Governo venezuelano) e explicitam suas posições contrárias às atitudes de Nicolás Maduro. No meu entender, o Governo venezuelano aproxima-se do seu crepúsculo, e disto estão se valendo os governantes sul-americanos contrários ao posicionamento político-ideológico do líder da Venezuela.”

Sobre as perspectivas do Mercosul, Charles Pennaforte é claro:

“Acredito que a tendência do Mercosul é de se enfraquecer, como aconteceu nos anos 90, mas adiante poderá se revigorar. A tendência neste momento é de que, enfim, seja firmado o tão sonhado acordo de cooperação com a União Europeia, em detrimento da política de regionalismos que prevaleceu até aqui, estimulada pelos Governos de Lula e Dilma Rousseff no Brasil e dos Kirchner (Néstor e Cristina) na Argentina.”

Finalmente, o especialista Charles Pennaforte adverte que “os governantes sul-americanos precisam avaliar até que ponto é importante e representará ganhos esta aproximação com a União Europeia”.

“No bloco europeu, há resistências a esta aproximação com a América do Sul, porque há uma percepção pelos europeus de que seus produtores rurais e empresários poderão sofrer perdas. E o Brasil, que está entre as maiores economias do mundo, precisa refletir muito bem sobre a posição que irá adotar, para evitar danos à sua economia.”

O livro de Charles Pennaforte e Maria de Fátima Bento Ribeiro (“Mercosul 25 Anos: Impasses, Avanços e Perspectivas”) tem colaborações de professores latino-americanos analisando passado, presente e futuro do Mercado Comum do Sul.

Foto: © AP Photo/ Jorge Saenz

Fonte: Sputnik News

 

Categories
Conflitos Destaques Geopolítica Opinião

A Organização das Nações Unidas (ONU) está agonizando

As Nações Unidas estão agonizando. As estruturas da organização estão anacrônicas: não se encaixam mais num mundo em que conflitos não transcorrem mais ao longo das fronteiras dos Estados, num mundo em que se luta pelo domínio de ideologias e não mais por ganhos territoriais.

Com os ataques verbais do secretário de Estado americano, John Kerry, contra o chanceler russo, Serguei Lavrov, o mundo agora tem a prova em vídeo: a inflacionada organização burocrática não sabe mais o que pode fazer para ajudar sírios e sírias.

O bombardeio do comboio de ajuda humanitária, que deveria trazer alívio para milhares de sírios, é a terrível evidência de que, no final, todas as negociações e disputas não levaram a nada. De que as pessoas estão morrendo. Todos os dias. Mesmo agora, neste momento, enquanto este texto está sendo lido.

O mundo era totalmente diferente quando a ONU foi fundada, em 1945. As vivências da Segunda Guerra Mundial ainda estavam frescas. Para evitar que algo semelhante acontecesse no futuro, foram criadas as estruturas adequadas. Para impedir que superpotências individuais ficassem demasiadamente fortes, foi dado poder de veto aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança. Hoje, potências econômicas importantes, como o Brasil e a Índia, não têm espaço nessa grande mesa. Somente em 1973, a Alemanha do pós-guerra se tornou membro das Nações Unidas.

Em seu cerne, essa estrutura mudou pouco. Países como Rússia, China e EUA ainda podem facilmente impedir qualquer decisão de maioria com seu poder de veto. Aliás, isso diz respeito também à eleição do secretário-geral da ONU. Também nesse caso, essa estrutura impede que um homem ou uma mulher com uma visão clara e corajosa ascenda à liderança do da ONU. No final, somente um meio-termo pode se impor, um candidato consensual que, embora fosse necessário, não pode assumir posições no caso de questões sensíveis.

Ou seja: essa instituição, mais importante que nunca num mundo de terrorismo e de Estados e estruturas que se esfacelam, não encontra coragem nem força para se renovar por conta própria. Provavelmente também porque as potências vencedoras da Segunda Guerra não querem reconhecer que não podem encontrar sozinhas nenhuma solução para conflitos como o na Síria, que precisam abdicar de poder para que a Assembleia Geral da ONU se torne realmente um instrumento poderoso para a compreensão entre os povos.

Com o novo esfriamento de relações entre Rússia e EUA, a reforma da ONU parece ter se deslocado para uma distância inatingível. E isso justamente diante dos olhos de um presidente como Barack Obama, que cedo reconheceu que, sem uma nova ordem mundial, as atuais superpotências não seriam mais capazes de vencer a nova luta pelo domínio de ideologias.

Em meio a essa situação desesperadora, a Alemanha entra com a solicitação para ser aceita por dois anos como membro não permanente do Conselho de Segurança a partir de 2019. As chances não são ruins. Ao menos no conflito na Ucrânia, Berlim mostrou ser capaz de mediar entre as partes. Fontes internas, que ainda não perderam totalmente a esperança, dizem também que a Alemanha – de qualquer forma o quarto maior contribuinte da ONU – poderia avançar, algum dia, para membro permanente da organização.

Será que isso ajudaria? No final, nada mais resta a não ser perceber, mais uma vez, que ainda é melhor ver políticos gritando uns com os outros do que se ignorando mutuamente – e deixando essa conversa somente para as armas.

E, sobretudo, essa Assembleia Geral da ONU mostra mais uma vez que a Alemanha também deve agir – por interesse próprio – no grande palco mundial. O conflito na Síria é somente uma evidência brutal de que, atualmente, também os conflitos mais distantes são capazes de atingir, em algum momento, também o próprio país.

Ines Pohl

  • Ines Pohl é correspondente da DW nos Estados Unidos.

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: DW

Categories
Defesa Destaques Infantry Fighting Vehicles Rússia Sistemas de Armas Tecnologia

Т-14 БАК «Армата» será invulnerável a projéteis OTAN

Um novo sistema de proteção ativa criado pelos cientistas russos pode tornar o tanque russo Armata invulnerável a projéteis capazes de perfurar o corpo blindado.

O sistema de proteção ativa Afganit é destinado a proteger tanques contra vários tipos de foguetes e granadas antitanque. Agora os cientistas do Bureau de Design de Instrumentos KBP fizeram com que o sistema seja capaz de interceptar e destruir munições de urânio empobrecido, informou o jornal russo Izvestia.

As munições de urânio empobrecido foram utilizadas pela primeira vez pelos EUA durante a Guerra do Golfo de 1990-1991. O uso de urânio em munições lançadas de tanques norte-americanos US M1A1 Abrams permitiu literalmente reduzir a cinzas os tanques iraquianos da era soviética T-55, T-62 e T-72. Entretanto, esta vitória teve diversas consequências – os efeitos tóxicos prejudicaram gravemente a saúde dos soldados e o meio-ambiente. Apesar disso, o Pentágono e a OTAN continuam dizendo que o uso de tais munições é absolutamente seguro.

“Os primeiros testes de intercepção de munições de urânio empobrecido foram realizados neste ano. O novo sistema de proteção ativa consegue fazer frente a este tipo de projéteis, apesar de até agora a intercepção de munições de urânio empobrecido ser considerada impossível. Foi prestada especial atenção à resolução do problema de uso pelos veículos blindados da OTAN de projéteis de urânio empobrecido”, disse a fonte no Ministério da Defesa da Rússia.

O sistema Afganit faz parte dos equipamentos do tanque russo T-14 Armata e dos veículos de infantaria pesada T-15. Além disso, alguns componentes do sistema estão presentes em vários tipos de outros veículos blindados russos.

Foto: © Sputnik/ Mikhail Voskresensky

Fonte: Sputnik News

 

 

Categories
Conflitos Destaques Estados Unidos Geopolítica Opinião Rússia Síria Ucrânia

EUA se sentem “insultados” por Rússia na Geopolítica

A cooperação entre Moscou e Washington é uma questão que representa interesse para os EUA, mas o “partido da guerra” americano impede essa cooperação.

Segundo o editor-chefe do jornal The Nation, Stephen Cohen, este “partido da guerra” é representado pelo Pentágono, Departamento de Estado, Congresso Nacional e diversos mídia. Este grupo influencia mesmo o presidente na escolha do rumo para a política externa.

De acordo com o jornalista, os EUA não podem cooperar com a Rússia devido a “algumas considerações”. Entre elas está “a resistência de Vladimir Putin à ordem mundial não conservantista que os EUA tentam instalar”.

“Além disso, a Rússia recuperou o seu estatuto de grande potência no palco internacional, 20 anos depois do colapso da União Soviética, o que contraria e até mesmo insulta a aspiração dos EUA para estabelecerem sua ordem mundial. Portanto, qualquer cooperação com a Rússia, na opinião deles, confirma ‘o renascimento da Rússia’, e é isso que irrita ‘o partido da guerra’ americano”, escreve Cohen.

É precisamente isso, de acordo com o autor, que impede a estabelecimento de paz na Ucrânia, que se tornou “o epicentro de uma nova Guerra Fria”. Os governos europeus, que apoiaram por uma vez incondicionalmente as autoridades de Kiev, especialmente a Alemanha e França, estão cansados do fato de o presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, não cumprir os acordos de Minsk.

O “projeto ucraniano” para quebrar os laços históricos entre a Rússia e a Ucrânia foi preparado em Washington. “E é precisamente por isso que assistimos aqui (em Washington) às últimas tentativas de salvar Poroshenko e todo esse projeto”, conclui Cohen.

Foto: © REUTERS/ Yuri Gripas

Artigo base no The Nation by Stephen F. CohenWho Is Making American Foreign Policy—the President or the War Party?

Edição: Plano Brasil

Fonte: Sputnik News

 

 

Categories
Conflitos Estado Islãmico Síria

Exército sírio anuncia início de nova ofensiva em Aleppo

O Exército da Síria anunciou nesta quinta-feira o início de uma nova ofensiva militar na cidade de Aleppo, que tem partes tomadas por rebeldes, sinalizando um possível aumento de ataques aéreos de caças russos e sírios, que segundo rebeldes, já foram intensificados nas últimas 24 horas.

A mídia estatal relatou que o quartel militar em Aleppo pediu que civis em partes orientais da cidade evitassem áreas onde “terroristas” estavam e disse que preparou pontos de saída para os que queiram deixar a cidade, incluindo rebeldes.

O anúncio militar não informou se a campanha irá incluir incursões em solo.

Rebeldes disseram que caças russos e sírios aumentaram ataques nas últimas 24 horas em áreas de controle de acesso à cidade.

Autoridades rebeldes e socorristas disseram que bombas incendiárias foram algumas das armas que caíram dos céus sobre a cidade. Hamza al-Khatib, diretor de um hospital no leste tomado pelos rebeldes, disse à Reuters que o saldo de mortes foi de 45 pessoas.

Estados Unidos e Rússia lideram os esforços diplomáticos para negociar um cessar-fogo duradouro e têm discutido como coordenar ataques a militantes do Estado Islâmico e o grupo formalmente conhecido como Frente Nusra.

Um cessar-fogo de sete dias, mediado por Washington e Moscou, entrou em colapso nesta semana.

Suleiman Al-Khalidi

Edição/ Imagem: Plano Brasil

Fonte: Reuters

 

Categories
Conflitos Destaques Estado Islãmico Estados Unidos Geopolítica Síria Terrorismo

Tayyip Erdogan acusou EUA de fornecer mais armas a combatentes curdos na Síria

O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, acusou os Estados Unidos de fornecer mais armas a combatentes curdos no norte da Síria nesta semana, realizando dois carregamentos aéreos de armamentos ao que Ancara diz ser um grupo terrorista.

Os comentários de Erdogan, feitos na quinta-feira durante um discurso em Nova York, devem aumentar as tensões entre a Turquia e Washington em relação ao apoio dos EUA às forças das Unidades de Proteção Popular (YPG, na sigla em curdo) envolvidas em operações contra combatentes do Estado Islâmico.

A Turquia é parte da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico, mas vê os curdos sírios do YPG e seu braço político PYD como uma extensão dos militantes curdos que vêm sustentando uma insurgência de três décadas em seu próprio território.

“Se você acha que pode acabar com o Daesh com o YPG e o PYD, não pode, porque eles também são grupos terroristas”, disse Erdogan nos comentários transmitidos na televisão turca, usando o acrônimo árabe do Estado Islâmico.

“Três dias atrás a América lançou dois carregamentos aéreos de armas em Kobani para esses grupos de terror”, disse, acrescentando que abordou o tema na quarta-feira com o vice-presidente norte-americano, Joe Biden, que, segundo Erdogan, não tinha conhecimento do fato.

Os EUA, que veem o YPG como um grande parceiro estratégico na luta contra o Estado Islâmico na Síria, entregaram armas ao grupo por via aérea na cidade predominantemente curda de Kobani em 2014. Erdogan afirmou que metade destas armas foi tomada por combatentes do Estado Islâmico.

Kobani foi sitiada pelo grupo extremista durante quatro meses no final de 2014 e fica cerca de 35 quilômetros ao leste da cidade síria fronteiriça de Jarablus, que rebeldes apoiados por Ancara tomaram um mês atrás em uma operação apelidada de “Escudo do Eufrates”.

Essa operação foi concebida para expulsar militantes do Estado Islâmico da fronteira sul da Turquia, mas também gerou conflitos de forças rebeldes turcas e sírias com o YPG.

Daren Butle

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Reuters