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Forças Armadas da Rússia receberam em 2016 mais de duas mil armas

O Exército russo recebeu em 2016 mais de 2 mil armas e mais de 550 mil unidades de equipamentos especiais e de apoio logístico. A informação é do chefe do Centro Nacional de Controle de Defesa, tenente general Mikhail Mizintsev.

“Este ano mais de 2.000 armas e mais de 550.000 equipamentos especiais e de apoio logístico foram fornecidos”, disse ele.

Mizintsev observou que, tendo em conta estes números, “o nível de abastecimento das tropas com equipamentos avançados já ultrapassa 49 por cento”.

 

O Governo russo havia declarado anteriormente que o objetivo do país é de equipar as Forças Armadas com 70% de armamento de ponta até 2020.

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Sputnik News

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Estados Unidos Opinião Terrorismo

Polícia prende suspeito por ataque a bomba em Nova York

A polícia prendeu um cidadão norte-americano nascido no Afeganistão suspeito de realizar o ataque a bomba do fim de semana na cidade de Nova York que deixou 29 pessoas feridas e de plantar outros artefatos em Nova York e em Nova Jersey, após uma troca de tiros nesta segunda-feira de manhã entre policiais e o suspeito.

Dois agentes das forças de segurança ficaram feridos no tiroteio, assim como Ahmad Khan Rahami, cidadão norte-americano naturalizado de 28 anos que mora em Elizabeth, no Estado de Nova Jersey. O suspeito foi levado de ambulância para um hospital local após sua captura em Linden, também em Nova Jersey, a cerca de 30 quilômetros de Nova York.

Os ataques ocorreram num momento em que líderes mundiais se reúnem em Nova York para a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta semana, e poucos dias após os 15 anos dos ataques de 11 de Setembro.

Não havia evidências de imediato sobre a motivação para os ataques, e também não há indicação de que uma célula extremista esteja operando na região, de acordo com William Sweeney, agente do FBI que concedeu uma entrevista coletiva em Nova York sobre o incidente.

“Não há outro indivíduo que nós estejamos procurando neste momento”, disse o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, na mesma entrevista coletiva, em que pediu aos moradores de Nova York que permaneçam vigilantes após os incidentes do fim de semana.

Sweeney afirmou que cinco suspeitos detidos na noite de domingo no Brooklyn depois de serem vistos em um carro em um local relacionado com Rahami foram soltos sem receber qualquer acusação.

Os Estados Unidos têm vivenciado ataques de grande escala, incluindo massacres a tiros em Orlando, na Flórida, e em San Bernardino, na Califórnia, ao longo do último ano.

“Ontem não havia qualquer indicação de ligação com terrorismo internacional… Mas pode muito bem vir a ter ligação com organizações terroristas internacionais, e vamos descobrir isso hoje ou nos próximos dias”, disse o governador de Nova York, Andrew Cuomo, a repórteres nesta segunda-feira.

TROCAS DE TIROS EM NOVA JERSEY

Ahmad Khan Rahami quando ele é colocado em uma ambulância em Linden – Nova Jersey / Foto: Ed Murray – AP

A polícia de Linden recebeu um chamado sobre um homem que estava dormindo em uma portaria, e quando um agente, que reconheceu a pessoa como o suspeito das bombas, tentou agarrá-lo, Rahami abriu fogo e atingiu o agente no abdome. O policial estava usando um colete a prova de balas, de acordo com o capitão de polícia de Linden, James Sarnicki.

Rahami também disparou através do para-brisa de um carro de polícia, ferindo outro policial. Nenhum dos dois sofreu ferimentos com risco de morte, afirmou.

Mais cedo nesta segunda-feira, a polícia de Nova York havia divulgado uma foto de Rahami e dito que buscava interrogá-lo sobre a explosão de sábado à noite no bairro de Chelsea, em Manhattan, assim como por uma explosão anterior no mesmo dia no Seaside Park, em Nova Jersey.

Além desses dois incidentes, a polícia investiga uma mochila com bombas que foi encontrada em uma estação de trem de Nova Jersey no domingo, e uma bomba montada em uma panela de pressão não detonada achada a poucos quarteirões do ponto da explosão em Chelsea.

Não houve feridos nas outras explosões

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que não havia ligação entre as explosões e um incidente separado no fim de semana em um que um homem esfaqueou nove pessoas em um shopping no centro de Minnesota antes de ser morto a tiros.

Joseph Ax / Mica Rosenberg

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Reuters

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Conflitos Destaques Estado Islãmico Geopolítica Opinião Síria

Síria: Exército declara fim de cessar-fogo

Regime culpa rebeldes por fracasso de acordo intermediado por Rússia e EUA, enquanto líder da oposição classifica pacto de “grande mentira”. Observatório denuncia 92 mortes de civis durante a trégua.

O Exército sírio declarou nesta segunda-feira (19/09) o fim do cessar-fogo acertado pela Rússia e pelos EUA e que estava em vigência desde a semana passada. Regime e rebeldes acusaram-se mutuamente de violar a trégua.

“O Exército sírio anuncia o fim da paralisação dos combates que vigorava desde as 19h do dia 12 de Setembro de 2016, em conformidade com o acordo entre Rússia e EUA”, afirmaram as Forças Armadas em comunicado divulgado pela agência de notícias estatal Sana.

O documento também afirma que “grupos de terroristas armados” – uma expressão que o governo sírio usa para se referir a qualquer grupo rebelde no país – sabotaram a paralisação das hostilidades. Os militares também acusaram os rebeldes de usarem a trégua para fortalecer suas posições com o objetivo de atacar alvos governamentais. Os rebeldes teriam violado a trégua mais de 300 vezes.

“As Forças Armadas confirmam sua intenção e determinação de continuar lutando contra o terrorismo para restabelecer a segurança e a estabilidade na Síria”, diz o comunicado.

O anúncio foi feito após o Pentágono confirmar que aviões da coalizão internacional liderada pelos EUA atacaram posições do Exército sírio no último fim de semana, ao tentar combater o grupo extremista “Estado Islâmico” (EI), que opera no país.

Segundo a emissora de televisão estatal síria, o presidente sírio, Bashar al-Assad disse que o ataque, que matou dezenas de soldados na província de Deir el-Zour, foi uma “flagrante agressão americana”.

“Grande mentira”

Mais cedo, um dos principais líderes da oposição ao regime sírio já havia afirmado que o cessar-fogo teria sido uma “grande mentira” e culpou o regime de Bashar al Assad pelo fracasso.

“Essa semana de trégua não durou e falhou em atingir o objetivo de enviar ajuda humanitária”, afirmou George Sabra, membro da aliança opositora Alto Comitê de Negociações (HNC, na sigla em inglês). O cessar-fogo, segundo ele, havia perdido toda a credibilidade.

Um dos principais objetivos do cessar-fogo era garantir o acesso de ajuda humanitária ao leste de Aleppo, onde 300 mil pessoas vivem sitiadas. Cerca de 40 caminhões prontos para transportar itens de primeira necessidade ainda aguardam na Turquia, próximo à fronteira com a Síria, a autorização do regime de Damasco para ir até a cidade sitiada.

A organização Crescente Vermelho conseguiu levar 12 mil pacotes de alimentos para a localidade de Moudamyat al Sham, dominada por grupos rebeldes, nas proximidades de Damasco. A ajuda também chegou à cidade de Talbiseh, controlada por grupos da oposição.

Nesta segunda-feira, o Observatório Sírio de Direitos Humanos, que monitora a situação no país árabe, revelou que 92 civis morreram na última semana nas áreas onde o cessar-fogo entrou em vigor. Entre os mortos estavam ao menos 29 menores de idade e 17 mulheres.

JPS/RC/rtr/dpa/afp

http://www.planobrazil.com/russia-alerta-para-fracasso-do-cessar-fogo-na-siria/

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: DW

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Defesa Infantry Fighting Vehicles Sistemas de Armas Tecnologia Vídeo

Veículo militar multifunção 8 × 8 “Lazar II” da Yugoimport-SDPR – Sérvia

O conceito do primeiro veículo Lazar representava uma combinação das características de MRAP e MRAV (Multirole veículo blindado).

O Lazar 2 está mais próximo do conceito MRAV o que permite a plataforma ser personalizado para papéis diferentes.

O conceito prevê a instalação de diferentes tipos de torres de arma, dependendo da finalidade do veículo.

 

 

 

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Geopolítica Opinião Rússia

Rússia: Partido de Putin amplia poder no Parlamento

Legenda do presidente conquista 75% da Duma, o que lhe dá poderes para alterar a Constituição. Eleição é marcada por comparecimento mais baixo desde a queda da URSS e denúncias de irregularidades. Oposição fica de fora.

O partido Rússia Unida, do presidente Vladimir Putin, confirmou as previsões e conquistou nas eleições deste domingo (18/09) ampla maioria das 450 cadeiras da Duma, a câmara baixa do Parlamento russo.

A eleição foi marcada pela participação mais baixa da Rússia pós-soviética (47%) – especialmente acentuada em grandes centros, como Moscou e São Petersburgo – e por uma série de denúncias de irregularidades.

Com 93% dos votos apurados, o Rússia Unida tem 343 cadeiras da Duma, cem a mais em relação à atual legislatura. O resultado dá a Putin o controle de mais de 75% da câmara, suficientes para fazer emendas na Constituição, sem a necessidade de formar uma coalizão.

O Rússia Unida recebeu 54% do total de votos, seguido pelo Partido Liberal Democrático (PLDR), do ultranacionalista Vladimir Zhirinovsky (15,3%), do Partido Comunista (14,5%) e do social-democrata Rússia Justa (8,1%).

Estas três legendas formam uma oposição leal a Putin e raramente o desafiam. Os partidos liberais de oposição, único grupo abertamente crítico ao presidente, não conseguiram superar a barreira dos 5% necessários para ter representação legislativa.

A discrepância entre a porcentagem de votos e o total de cadeiras recebidas acontece devido a uma particularidade do sistema eleitoral russo, que distribui mandatos pelo voto distrital direto e por listas partidárias.

Assim, a legenda de Putin conquistou 203 cadeiras com mandato único e outras 140 das listas partidárias, determinadas pela porcentagem dos votos recebidos pelas legendas políticas.

As eleições para a Duma (os membros da câmara alta não são escolhidos por voto direto) são vistas como um indicador do apoio da população a Putin. Este foi o primeiro pleito realizado após a intervenção russa na Ucrânia, que resultou na anexação da Península da Crimeia.

Apesar do aparente processo democrático, diversos analistas afirmam que o Kremlin influencia as eleições legislativas de forma decisiva. Mesmo com regulamentos relaxados, nem todas as legendas oposicionistas conseguiram participar das eleições.

Houve denúncias de irregularidades em várias partes do país. A presidente da Comissão Central Eleitoral, Ella Pamfilova, afirmou que uma investigação foi lançada em pelo menos um distrito, onde um funcionário foi visto depositando vários votos nas urnas.

“Ninguém vai entrar para a Duma sem que a administração do Kremlin o queira ou permita”, afirmou antes da votação Hans-Henning Schröder, editor do periódico online Russland-Analysen. Segundo ele, as noções de livre competição nas eleições russas são ilusórias.

Foi após as eleições parlamentares de 2011, denunciadas como fraudulentas por opositores e ativistas, que a Rússia enfrentou seus maiores protestos desde a queda da União Soviética. Os principais alvos dos manifestantes foram Putin e seu partido.

RC/rtr/ap/dpa

Foto: Eleitora deposita o voto em Moscou, capital teve um dos índices de participação mais baixos do país.

Fonte: DW

Opinião: Kremlin tem a Rússia sob controle

Resultado das eleições para a Duma, câmara baixa do Parlamento russo, não será nenhuma surpresa. Pois nela todos os partidos são controlados pelo governo, diz o jornalista Ingo Mannteufel, chefe da redação russa da DW.

Uma coisa já é certa: quando os locais de votação encerrarem as suas atividades nas eleições parlamentares deste domingo (18/09) na Rússia, politicamente nada vai mudar no país. Não é a Duma, a câmara baixa do Parlamento em Moscou, quem determina a política russa, mas o Kremlin, ou seja, o presidente Vladimir Putin e a sua poderosa máquina administrativa presidencial.

Isso já está previsto na Constituição russa, que atribui amplos poderes ao Executivo. E desde que Putin subiu ao poder, 16 anos atrás, a Duma vem sendo privada continuamente de sua independência. Por esse motivo, na Rússia, os críticos já a ridicularizam há muito tempo, chamando-a de “impressora”, pois sua função se reduziu somente a imprimir as leis desejadas pelo Kremlin, dizem.

Também desta vez, o instrumento central do Kremlin na Duma é o partido governista Rússia Unida, favorecido por todos os lados administrativamente e nos meios de comunicação. A legenda é presidida pelo primeiro-ministro e confidente de Putin, Dimitri Medvedev. Não há nenhuma dúvida que, também futuramente, esse partido desfrutará uma clara maioria no Parlamento, mesmo que as primeiras sondagens deste domingo não apontem nessa direção.

A razão está numa novidade na lei eleitoral: dos 450 assentos na Duma, 225 serão atribuídos a partir de listas partidárias de acordo com a representação proporcional de votos. E as primeiras pesquisas de opinião deste domingo se referem apenas a esse caso.

Os outros 225 assentos se destinam a candidatos eleitos através de circunscrições eleitorais únicas a partir da votação majoritária. Aqui, representantes do partido governista ou da Frente Popular da Rússia, plataforma eleitoral de Putin, sairão vencedores. É certo que a grande maioria desses deputados vai terminar se aliando à bancada da Rússia Unida na Duma. E, assim, novamente o partido de Putin vai conseguir uma grande representação parlamentar.

Sem esquecer que as outras três legendas representadas na Duma, ou seja, o Partido Comunista da Federação Russa, o Partido Liberal Democrático da Rússia, do populista de direita Vladimir Zhirinovsky, e o partido Rússia Justa estão firmemente ancorados no sistema de dominação de Vladimir Putin. Eles lembram os chamados partidos de bloco na antiga Alemanha Oriental. Externamente, eles dão ao sistema político uma aparência de pluralidade, mas, na verdade, são controlados pelo Kremlin.

Assim é difícil falar de eleições genuínas, livres e justas na Rússia. Também não se nota uma atmosfera de protesto – como foi o caso nas eleições de 2011. A repressão violenta à oposição nos últimos anos forçou muitos críticos de Putin à emigração ou à apatia política.

A campanha eleitoral calma e esvaziada provocou mais sono do que entusiasmo nos eleitores. As pretensas políticas de agressão patriótica contra a Ucrânia e o confronto com o Ocidente, alimentado pela mídia, resultaram numa coisa: na sociedade russa reina uma mescla de nacionalismo, sentimento de ameaça e desinteresse político. Por esse motivo, não está sendo esperada nenhuma participação eleitoral elevada.

Mas ainda resta um aspecto interessante: dois partidos críticos do Kremlin foram autorizados a participar das eleições – Jabloko e Parnas. Com o benefício de dinheiro estatal, eles poderão obter até mais de 3% dos votos deste domingo. E, se conseguirem mais de 5%, poderão até mesmo entrar na Duma. Mas isso não deve ser superestimado, porque, independente da distribuição exatas de assentos na câmara baixa do Parlamento russo, o Kremlin tem o controle absoluto da política no país.

Ingo Mannteufel

Fonte: DW

 

 

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América do Sul Economia Geopolítica Opinião

2016: Bolívia pode ser o país de maior crescimento econômico da América do Sul

 

O governo boliviano espera fechar o 2016 como o país que mais cresce na América do Sul, disse o presidente Evo Morales.

“Meu grande desejo é terminar este ano como o país de maior crescimento econômico na América do Sul”, disse o presidente.

Os dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central da Bolívia indicam que o país pode fechar o ano com 5 por cento de crescimento do seu Produto Interno Bruto (PIB), apesar da crise no setor agrícola.

“Nós não estamos em uma crise econômica”, disse Morales em uma coletiva de imprensa no Palácio do Governo, ao comentar críticas dos setores da oposição e de empresários, que expressaram preocupação com o estado da economia boliviana.

O presidente reconheceu que a seca afetou o setor agrícola e forçou o governo a autorizar a importação de cem mil toneladas de milho para aliviar a crise agrícola.

Empresários do setor se queixaram de terem amargado perdas superiores a 500 milhões de dólares somente este ano.

Morales disse que, apesar da seca ter afetado os produtores, isso não vai afetar o fornecimento de alimentos no mercado interno.

Em 2 de Agosto, o governo boliviano aprovou uma dezena de decretos para aliviar a crise enfrentada pelo setor agrícola.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) publicará em Outubro os números oficiais referentes ao crescimento econômico na Bolívia.

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Sputnik News

Evo Morales acusa os políticos chilenos de enganar o povo

O presidente da Bolívia Evo Morales, disse nesta quarta-feira, em uma conferência de imprensa no Palácio do Governo, que a classe política chilena engana seu povo.

“Para mim não há nenhum socialista, nenhum comunista, ninguém de esquerda entre a classe política no Chile, são todos de direita. A classe política engana seu povo”, disse Morales, referindo-se a reivindicação marítima da Bolívia, em apreciação pela Corte Internacional de Justiça em Haia.

Morales destacou o papel do representante boliviano em Haia, Eduardo Rogriguez Veltzé, e reiterou que “pela primeira vez o Estado, junto com o povo, colocou Chile em seu devido lugar”.

Em abril de 2013, a Bolívia apresentou a sua reivindicação marítima à Corte Internacional de Justiça em Haia para conseguir negociar com o Chile sobre um acesso soberano à costa do Pacífico. Nesta terça-feira, os dois países concordaram em iniciar uma segunda rodada de negociações sobre o tema.

Edição: Plano Brasil

Fonte: Sputnik News

 

 

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Conflitos Defesa Defesa Anti Aérea Destaques Geopolítica Israel Mísseis Opinião Sistemas de Armas Tecnologia Vídeo

Defesa antiaérea de Israel – “Iron Dome”: Como funciona na Guerra e na Política

 

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=b4a_ie0J0hU