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Rússia / Army 2016 – Apresentadas oito novidades

Mais de 11 mil itens militares foram expostos em evento nos arredores de Moscou.

1. Bomba aérea Drel

Foto: Dmítri Rechetnikov/TASS

Com 540 kg, essa bomba planadora (com superfícies aerodinâmicas para poder planar) pode atingir alvos a uma distância de 30 km.

Guiada por radar e infravermelho, é usada para destruir veículos blindados, postos de comando e fontes de abastecimento inimigas.

Opera independentemente de interferências humanas ou naturais.

2. Robô Soratnik

Foto: Divulgação

É um sistema que oferece apoio de fogo a tropas, patrulhando e resguardando uma determinada área. O robô é controlado remotamente, e suas novas atualizações não exigirão qualquer intervenção humana.

Pode ser equipado com armas de fogo leves, porém, sua estrutura básica já dispõe de um rifle AK-74M e um fuzil semiautomático Dragunov.

3. Sistema de artilharia autopropulsada Floks

Foto: Ladislav Karpov/TASS

É o primeiro sistema de artilharia autopropulsada russo com um canhão de calibre 120 mm. Combina as funções de arma de longo alcance, obus e morteiro, sendo capaz de disparar contra posições inimigas a uma distância de 100 metros a 10 km.

Possui um módulo de combate remoto com uma metralhadora Kord, de calibre 12,7 mm, instalada em seu teto.

4. Robô de ataque Uran-9

Foto: Ladislav Karpov/TASS

Esse robô realiza missões de reconhecimento e fornece apoio de fogo para as tropas, além de apto para operações contra terroristas.

Tem uma arma automática de 30 mm, metralhadora de calibre 7,62 mm, bem como mísseis guiados antitanque Ataka.

Além disso, o robô pode operar a uma distância de 3 km em relação ao operador.

Até o final de 2016, cinco modelos desses entrarão em serviço nas Forças Armadas russas. Cada um deles é composto por quatro estruturas de combate: um robô de reconhecimento ou apoio de fogo, um posto móvel, e dois carregadores de energia.

5. Veículo de defesa aérea Gibka-S

Foto: Divulgação

O sistema é destinado a proteger unidades militares de aeronaves inimigas em altitudes baixas e superbaixas – 500 e 150 metros, respectivamente. É equipado com o mais recente sistema de mísseis portáteis terra-ar Verba.

6. Metralhadora portátil RPK-16

Foto: Grigóri Sisoev/RIA Nôvosti

A nova RPK-16 para cartuchos de 5,45 milímetros é uma atualização da metralhadora soviética RPK-74 e agora pesa apenas 4,5 kg. Além disso, o novo modelo possui um trilho Picatinny, o que possibilita usá-lo com qualquer tipo de mira.

Segundo seus criadores, a metralhadora pode ser usada para fazer disparos únicos e atingir alvos de 20 cm de diâmetro a uma distância de 300 a 400 metros (por suas características técnicas e táticas, pode atingir inimigos a 800 metros).

7. Robô de reconhecimento Vikhr

Foto: Dmítri Rechetnikov/TASS

O robô de ataque e reconhecimento Vikhr foi criado com base no veículo de combate de infantaria BMP-3. O sistema, que pode operar sobre chassis com rodas ou lagartas, traz uma canhão de 30 mm e uma metralhadora de 7,62 mm, bem como mísseis antitanque Kornet-M.

Em modo automático, o robô é capaz de detectar, capturar ou rastrear alvos, e os disparos podem ser feitos mediante decisão do operador.

Graças a uma câmera de alta definição e outra termográfica, o Vikhr pode operar a qualquer hora do dia ou da noite.

8. Veículo blindado anfíbio BT-3F

Foto: Divulgação

O novo anfíbio para transporte de militares pode acomodar até 12 paraquedistas e pode suportar disparos de metralhadora pesada de calibre 14,5 mm KPVT a uma distância de 200 metros.

Em seu teto, o BT-3F possui um módulo de combate remoto com uma metralhadora de 7,62 mm equipado com televisão e visor térmico.

Prevê-se que, no futuro, a torre poderá acomodar uma metralhadora de 12.7 ou 14,5 mm, bem como um lançador de granadas de 30 ou 40 mm.

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Edição: Plano Brasil

Fonte: Gazeta Russa

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FAB PÉ DE POEIRA: Alunos da Escola Superior de Guerra da Colômbia conhecem estrutura operacional do Terceiro Grupo de Artilharia Antiaérea (3º GDAAe).

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A Base Aérea de Anápolis (BAAN), na região central do Brasil, recebeu a comitiva de militares da Escola Superior de Guerra da Colômbia na sexta-feira (09/09). A viagem de estudos complementa a formação dos alunos das Forças Armadas do país vizinho, que estão no posto de major.

“É comum haver viagens de instrução entre as escolas de estado-maior”, explica o Coronel Francisco Bento Antunes Neto, comandante da BAAN. Há cerca de cinco anos, quando fez sua formação, o oficial realizou viagens para Peru e Venezuela.

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Simulador 9K859 (KONUS).

Os 30 alunos conheceram a estrutura operacional da Base Aérea de Anápolis e das unidades sediadas: o Terceiro Grupo de Artilharia Antiaérea (3º GDAAe); o Esquadrão Guardião (2°/6°GAV) que emprega o avião radar E-99 que realiza alerta aéreo antecipado; e o Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA). “Eles se surpreenderam com o planejamento de estrutura da base, com amplas áreas”, conta sobre um dos tópicos abordados na palestra. A BAAN completou 44 anos em 2016.

Os alunos também assistiram à palestra sobre o controle do espaço aéreo no Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I), em Brasília (DF). “Podemos dizer que, em termos de Força Aérea Brasileira, os alunos conheceram um pouco de cada área da nossa atuação”, afirma o coronel.

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A delegação colombiana é liderada pelo General de Divisão Jorge Horacio Romero Pinzon, e acompanhada pelo Adido Aeronáutico da Colômbia no Brasil, Coronel Jairo Orlando Orjuela Arévalo.

A Escola Superior de Guerra é uma instituição de ensino superior militar, que treina oficiais superiores das Forças Armadas, generais e almirantes futuros do Exército, da Marinha e da Força Aérea Colombiana, e personalidades da sociedade Colombiana, sobre questões de segurança e defesa nacional, a fim de reforçar os canais de comunicação e integração. Também treina oficiais das forças estrangeiras aliadas e amigas, bem como os Oficias da Policia da Colômbia em certas ocasiões.

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Roteiro – Em São José dos Campos (SP), o grupo visita indústrias de defesa, como Avibrás e Embraer. A Escola Superior de Guerra (ESG), a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), a Base Naval e o Porta-Aviões São Paulo estão no roteiro do grupo no Rio de Janeiro.

Fonte: FAB

Edição Pé de Poeira

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Tanques / Reserva Estratégica Russa: Tente imaginar quantos…

 

https://www.youtube.com/watch?v=6IGcPZLn2GA

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Reino Unido e Argentina concordam em novas medidas nas Falklands / Malvinas

O Reino Unido e a Argentina concordaram em trabalhar juntos pela remoção de medidas que restringem a indústria de petróleo e gás, a pesca e a navegação nas disputadas Ilhas Malvinas, informaram ambos países nesta quarta-feira.

A Argentina reivindica soberania sobre as Malvinas, ilhas conhecidas pelos britânicos como Falklands.

Os dois países travaram uma guerra em 1982 pelas ilhas do sul do Atlântico, administradas pelo Reino Unido, e a questão continua a causar atritos na relação entre os dois países.

Tensões cresceram no ano passado, mas o Reino Unido tem buscado melhorar relações desde que Mauricio Macri assumiu a Presidência em dezembro.

“Em um espírito positivo, ambos lados concordaram em organizar um diálogo para melhorar a cooperação sobre questões do sul do Atlântico de interesse mútuo”, informou o comunicado emitido pelos dois países.

“Neste contexto, foi acertado que sejam tomadas medidas apropriadas para remover todos os obstáculos limitando o crescimento econômico e desenvolvimento sustentável das Ilhas Malvinas, incluindo no comércio, pesca, navegação e hidrocarbonetos.”

O comunicado foi acertado após uma série de encontros em Buenos Aires entre Macri, a ministra das Relações Exteriores, Susana Malcorra, e o ministro britânico de Estado para Europa e Américas, Alan Duncan.

O Reino Unido informou que as conversas não afetam a questão de soberania e que o país continua claro em seu apoio aos moradores das ilhas.

“O Reino Unido e a Argentina possuem um amplo relacionamento e isto vai além das nossas diferenças”, disse Duncan em comunicado.

“É claro para mim que a Argentina está aberta a negócios. As medidas aceitas hoje demonstram que podemos fazer progresso através do diálogo.”

A última tensão séria sobre as Malvinas ocorreu em junho do ano passado, quando um juiz federal argentino ordenou a retomada de milhões de dólares em bens pertencentes a mineradoras que operavam nas ilhas.

Segundo o comunicado, ambos lados também irão apoiar um projeto de uso de DNA para identificar soldados argentinos desconhecidos que morreram na guerra e foram enterrados nas Malvinas. Discussões sobre o assunto irão continuar em Genebra, com a presença do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

Estelle Shirbon

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Reuters

 

 

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Itália está nas mãos da OTAN

Cheia de bases da OTAN, a Itália vai a reboque da Aliança militar. Será que a Europa e os montes Apeninos realmente estão interessados em manobras constantes junto à fronteira russa e operações militares em vários pontos do globo?

Em entrevista à agência Sputnik Itália, o documentalista Fulvio Grimaldi revelou:

“Tornamo-nos vítima de autolimitação a despeito dos nossos próprios interesses, a Europa está torturando a si mesma”.

Segundo ele, “seguindo os interesses dos EUA, a Itália introduziu sanções contra a Rússia que foram menos prejudiciais para Moscou do que para agricultores e indústria italianos, cuja situação econômica é bastante difícil”.

Grimaldi ressalta que “Itália é um país militarizado com cerca de 90 bases militares norte-americanas, sendo que todas as bases italianas são da OTAN e são controladas pelos EUA”.

O especialista acha que o fato de a Itália “estar cheia de bases da OTAN causa enorme dano financeiro para a economia italiana e prejudica construção de hospitais, escolas e revitalização de territórios”.

Além disso, segundo ele, as bases militares da Aliança fazem com que a Itália “corra risco de se tornar alvo de países que vão querer resistir à agressão da OTAN”.

Grimaldi informa que na região da Sicília, a Itália possui nova base norte-americana M.U.O.S, de onde os EUA são capazes de realizar ações militares na África e no Oriente Médio.

“Na Sardenha, há outra base militar dos EUA, onde todos os produtores mundiais de material bélico destinado à OTAN realizam testes de novas armas, o que polui o meio ambiente e piora a saúde da população”, explica.

O documentalista assinala que o dano à economia é também enorme:

“Operações militares da OTAN por todo o mundo custam aos cofres do Ministério da Defesa italiano cerca de 55 milhões de euros por dia. Levando em consideração que as despesas de outros ministérios italianos, com exceção do Ministério da Defesa, chegam até 80 milhões de euros diários – eis a contribuição do país que de nenhuma forma se interessa em operações militares em nenhum país do globo, pois ninguém o ameaça.”

Grimaldi não vê razão para otimismo. Ele acredita que “tal estratégia agressiva da OTAN leva ao colapso” da Itália e espera que as “autoridades italianas reflitam e escolham outra política em relação à aliança militar”.

Foto: © Sputnik. Alexey Vitvitsky

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Sputnik News

 

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Análise: Uma cerca que mudou a Europa

europaHá um ano, presidente húngaro Viktor Orbán mandava construir uma cerca na fronteira com a Sérvia para impedir a entrada de refugiados. Para jornalista Zoran Arbutina, foi o começo do fim da União Europeia que se conhece.

Quando, exatamente um ano atrás, as autoridades húngaras anunciavam que a cerca estava pronta e, com isso, ter fechado a última brecha na fronteira com a Sérvia, todos puderam ver claramente o que estava acontecendo na Europa daqueles dias: enquanto o chefe de Estado húngaro, Viktor Orbán, trabalhava diligentemente para transformar o continente numa fortaleza, o mundo se admirava com as imagens que vinham da Alemanha.

Nas estações ferroviárias do país, milhares de pessoas saudavam os refugiados com flores e ursinhos de pelúcia. E a chanceler federal, Angela Merkel, dava uma dimensão ética à política com as palavras: “Se agora tivermos que pedir desculpas por mostrarmos um rosto amigo frente a uma situação de emergência, então, esta não é a minha terra.”

Naquela época, a discussão girava em torno, naturalmente, dos refugiados: de pessoas que procuravam abrigo na Europa, fugindo das guerras na Síria, Afeganistão ou Iraque, como também de outras centenas de milhares de pessoas que foram expulsas de seus países de origem pela miséria, fome ou perseguição. Tratava-se também da questão: em que Europa quer se viver?

Uma Europa aberta

Durante décadas, a resposta europeia a quase todas as crises dentro e fora do bloco europeu era sempre o mesmo mantra: Precisamos de mais Europa! A antiga Comunidade Econômica Europeia cresceu, a cada ano, cada vez mais próxima, evoluindo para uma união, com um mercado comum, uma comissão legisladora e um Parlamento Europeu cada vez mais forte. Houve esforços até em prol de uma constituição comum. Trabalhou-se numa política europeia para assuntos externos, de defesa e sociais. E, muito importante: em grande parte da União Europeia (UE) não havia mais fronteiras! A livre circulação de pessoas e mercados se tornou um princípio – do qual se tinha orgulho. Falava-se da “casa comum europeia” e do “Espaço Schengen sem fronteiras.”

Quando Merkel decidiu deixar os refugiados entrarem no país, desprezando todas as regras existentes, ela agiu a partir dessa compreensão europeia. Ela vivia ativamente os valores da UE como uma sociedade aberta e que tem, além disso, responsabilidades perante os refugiados, decorrentes da Convenção de Genebra, como também de suas próprias premissas. E ela apostava na solidariedade dos parceiros de bloco.

Novo nacionalismo

O oposto ao conceito de Merkel é: o menos Europa possível, somente o necessário. Além disso, o comércio deve ser livre, de acordo com o lema: “Cada um por si”. Segundo tal credo, a política comum europeia deve ser novamente nacionalizada. Europa só é boa enquanto for útil – sobretudo financeiramente.

De forma consequente, Orbán deixava bem claro, na ocasião, o objetivo que perseguia: no mesmo dia em que Merkel falava sobre um sentimento de humanidade pelo qual ela não queria se desculpar, o presidente húngaro anunciava novas cercas – também na fronteira com parceiros da UE, como Romênia e Croácia. Assim, a ideia de “Schengen” passava a não mais ser um princípio imutável, mas somente uma possibilidade não vinculativa e que se podia ou não usar – como melhor conviesse.

Um ano depois, está claro que Orbán não está sozinho com sua política na casa europeia. Atualmente, há cercas por toda a Europa: a Eslovênia construiu uma na fronteira com a Croácia. A Áustria anunciou a construção de outra na fronteira com a Itália. A Bulgária cercou sua divisa com a Turquia e, com a ajuda da União Europeia, a Macedônia ergueu uma cerca na fronteira com a Grécia. Ao mesmo tempo, diversos países – principalmente no leste europeu – anunciaram não querer acolher refugiados – muito menos muçulmanos. Solidariedade europeia só se vê agora na utilização dos fundos da UE.

Uma “nova” Europa

Mas mesmo da política inicial de Merkel para os refugiados pouco restou: os aliados de outrora lhe viraram as costas, tanto dentro quanto fora da Alemanha. Sob a pressão dos parceiros da União Europeia, como também do sucesso eleitoral do partido populista AfD (Alternativa para a Alemanha), a chanceler federal mudou sua política fortemente. No acordo sobre os refugiados fechado com a Turquia, o que estava em jogo era manter os migrantes o mais longe possível da Alemanha. E com o endurecimento de várias leis, dificultou-se o afluxo de novos migrantes, enquanto se facilitaram as deportações. Merkel nunca vai admitir isso, mas foi o curso de Orbán que prevaleceu, de fato, na União Europeia – e tornou possível também a permanência da chanceler federal no cargo.

A batalha pela alma da Europa, que foi travada simbolicamente há um ano entre uma cerca e as flores para refugiados, está agora decidida: as flores murcharam. A ocasião também marcou o fim da União Europeia da forma como era conhecida há bastante tempo. É claro que a UE vai continuar a existir e a atrair muitos países e pessoas em todo o mundo. Mas, no cerne, trata-se de outra UE – e dela só restou uma parte do que Merkel chamou de “minha terra”.

http://www.planobrazil.com/uniao-europeia-vive-crise-existencial/

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: DW

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Plano Brasil/Análise: Coreia do Norte não está louca; ela está sendo racional demais

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Míssil balístico de alcance intermediário (IRBM) KN-08 Rodong-C com alcance de até 5.000 km e capacidade de abrigar uma ogiva de até 100 kilotons no caminhão WS-51200 de fabricação chinesa.

The New York Times
Max Fisher
13/09/2016

A Coreia do Norte é irracional? Ou apenas finge ser? A Coreia do Norte deu ao mundo amplas razões para perguntar: ameaças de guerra, ataques ocasionais contra a Coreia do Sul, líderes excêntricos e propaganda enlouquecida. Como mostrou seu programa nuclear e de mísseis, que na última semana realizou um quinto teste nuclear, essa preocupação se tornou mais urgente.

Mas cientistas políticos investigaram repetidamente a questão e, com frequência, saíram com a mesma resposta: o comportamento da Coreia do Norte, longe de louco, é racional demais.

Sua beligerância, concluíram os cientistas, parece calculada para manter um governo fraco e isolado que, de outro modo, sucumbiria às forças da história. Suas provocações encerram um enorme perigo, mas afastam o que Pyongyang, a capital do país, considera as ameaças ainda maiores de invasão ou colapso.

Denny Roy, um cientista político, escreveu em um artigo de 1994 ainda citado que “a reputação [do país] como um Estado louco” e de “violência insensata” haviam “funcionado em benefício da Coreia do Norte”, mantendo os inimigos mais poderosos afastados. Mas essa imagem, concluiu ele, era “principalmente um produto de incompreensão e propaganda”.

De certa maneira, isso é mais perigoso que a irracionalidade. Embora o país não queira a guerra, seu cálculo o leva a cultivar um risco permanente de uma –e se preparar para evitar a derrota, se houver uma guerra, potencialmente com armas nucleares. Esse é um perigo mais sutil, porém mais grave.

Por que os acadêmicos acreditam que a Coreia do Norte é racional?

Quando os cientistas políticos chamam um país de racional, não estão dizendo que seus líderes sempre fazem as melhores opções, ou as mais morais, ou que esses líderes sejam símbolos de adequação mental. Na verdade, eles estão dizendo que esses Estados agem de acordo com seus interesses próprios, o primeiro dos quais é a autopreservação.

Quando um Estado é racional, nem sempre consegue agir de acordo com seus melhores interesses, ou equilibrar os ganhos em curto prazo com os de longo prazo, mas ele tentará. Isso permite que o mundo molde os incentivos a um Estado, conduzindo-o na direção desejada.

Os Estados são irracionais quando não seguem seus próprios interesses. Na forma “forte” de irracionalidade, os líderes estão tão perturbados que são incapazes de julgar seus interesses. Na versão “branda”, fatores domésticos como o zelo ideológico ou as lutas internas por poder distorcem os incentivos, fazendo os Estados se comportarem de maneiras contraproducentes, mas que pelo menos são previsíveis.

Os atos da Coreia do Norte, apesar de horríveis, parecem dentro de seu interesse próprio racional, segundo um estudo de 2003 de David C. Kang, um cientista político que hoje está na Universidade do Sul da Califórnia. No país e no exterior, descobriu ele, os líderes norte-coreanos habilmente determinaram seus interesses e agiram de acordo com eles. (Em um e-mail, ele disse que suas conclusões se aplicam ainda hoje.)

“Todas as evidências indicam sua capacidade de tomar decisões sofisticadas e de administrar o poder, a política interna e internacional, com extrema precisão”, escreveu Kang. “Não é possível argumentar que esses líderes eram irracionais, incapazes de efetuar cálculos para atingir seus fins.”

Victor Cha, um professor da Universidade Georgetown que serviu como diretor para assuntos asiáticos no Conselho de Segurança Nacional do presidente George W. Bush, afirmou repetidamente que a liderança da Coreia do Norte é racional.

A crueldade selvagem e o cálculo frio não são mutuamente excludentes, afinal –e muitas vezes andam de mãos dadas.

Os Estados raramente são irracionais pelo simples motivo de que Estados irracionais não sobrevivem muito tempo. O sistema internacional é competitivo demais e o ímpeto de autopreservação é forte demais. Enquanto o Estado da Coreia do Norte é diferente de qualquer outro do mundo, os comportamentos que o fazem parecer irracional talvez sejam seus mais racionais.

A irracionalidade racional da Coreia do Norte

O comportamento aparentemente desequilibrado da Coreia do Norte começa com a tentativa do país de resolver dois problemas que enfrentou com o fim da Guerra Fria e aos quais não deveria ter conseguido sobreviver.

Um era militar. A península da Coreia, que ainda está formalmente em estado de guerra, havia passado de um impasse soviético-americano para uma inclinação majoritária a favor do Sul. O Norte estava exposto, protegido apenas por uma China mais concentrada em melhorar as ligações com o Ocidente.

O outro problema era político. As duas Coreias alegavam representar todos os coreanos, e durante décadas gozaram de níveis semelhantes de desenvolvimento. Nos anos 1990, o Sul era exponencialmente mais livre e próspero. O governo de Pyongyang tinha poucos motivos para existir.

A liderança solucionou os dois problemas com algo chamado política Songun, ou “militares primeiro”. Ela colocou o país em um permanente pé de guerra, justificando a pobreza do Estado como necessária para manter suas enormes forças militares, justificando sua opressão como necessária para extirpar os traidores internos e reforçando sua legitimidade com o nacionalismo que muitas vezes surge em tempos de guerra.

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É claro que não havia guerra. As potências estrangeiras acreditavam que o governo cairia por conta própria, como outros fantoches soviéticos, e fora isso queria a paz.

Por isso a Coreia do Norte criou a aparência de uma guerra iminente permanente, emitindo ameaças extravagantes, encenando provocações e às vezes ataques mortíferos. Seus testes nucleares e de mísseis, embora erráticos e muitas vezes fracassados, instigaram diversas crises.

Essa militarização manteve a liderança norte-coreana internamente estável. E também manteve os inimigos do país à distância.

A Coreia do Norte pode ser mais fraca, mas está disposta a tolerar riscos muito maiores. Ao manter a península à beira do conflito, Pyongyang coloca sobre a Coreia do Sul e os EUA o ônus de consertar as coisas.

De longe, os atos da Coreia do Norte parecem loucos. Sua propaganda interna descreve uma realidade que não existe, e parece inclinada a quase provocar uma guerra que ela certamente perderia.

Mas dentro da Coreia do Norte esses atos parecem perfeitamente sensatos. E com o tempo a reputação de irracionalidade do governo se tornou também uma vantagem.

Estudiosos atribuem esse comportamento à “teoria do louco” –uma estratégia cunhada por ninguém menos que Richard Nixon, em que os líderes cultivam uma imagem de beligerância e imprevisibilidade para forçar os adversários a ser mais cuidadosos.

Em uma entrevista, Roy disse que a Coreia do Norte “emprega no plano internacional uma posição de aparentemente aceitar mais riscos e ter mais disposição de fazer guerra, como forma de tentar intimidar seus adversários”.

Mas essa estratégia só funciona porque, mesmo que a beligerância seja de aparência, o perigo que ela cria é real.

Uma Coreia do Norte racional é mais perigosa?

Dessa maneira, é a racionalidade da Coreia do Norte que a torna tão perigosa. Como ela acredita que só pode sobreviver mantendo a península da Coreia próxima da guerra, cria um risco de provocar exatamente isso, talvez por meio de algum acidente ou erro de cálculo.

A Coreia do Norte tem consciência do risco, mas parece acreditar que não tem alternativa. Por isso, e talvez por causa da invasão do Iraque liderada pelos EUA e da intervenção da Otan na Líbia contra Muammar Ghadafi, ela parece realmente temer uma invasão pelos EUA. E isso é racional: os Estados fracos que enfrentam inimigos mais poderosos devem fazer a paz –o que a Coreia do Norte não pode sem sacrificar sua legitimidade política– ou encontrar uma capacidade de sobreviver a qualquer conflito.

O programa nuclear da Coreia do Norte, segundo alguns analistas, é destinado a impedir uma invasão dos EUA, primeiro atingindo bases militares americanas próximas e os portos sul-coreanos, depois ameaçando um lançamento de míssil contra o território dos EUA. Embora a Coreia do Norte ainda não possua essa capacidade, analistas acreditam que a terá na próxima década.

Esse é o apogeu da racionalidade da Coreia do Norte, em algo conhecido como teoria do desespero.

Segundo essa teoria, quando os Estados enfrentam duas alternativas terríveis, eles escolherão a opção menos ruim, mesmo que esta fosse difícil de considerar sob condições normais.

No caso da Coreia do Norte, isso significa criar as condições para uma guerra que ela com toda a probabilidade perderia. E poderia significar o preparativo de um último esforço para sobreviver a essa guerra lançando diversos ataques nucleares, correndo o risco de uma retaliação pela mera chance de sobreviver.

Os líderes norte-coreanos toleram esse perigo porque, em seu cálculo, eles não têm opção. Nós todos compartilhamos esse risco –extremamente pequeno, mas real–, queiramos ou não.

Tradutor: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Fonte: Uol Noticias

Edição Plano Brasil

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“União Europeia vive crise existencial”

Presidente da Comissão Europeia afirma que falta solidariedade entre países-membros, também em relação ao acolhimento de refugiados. Político alerta sobre ascensão do populismo e afirma que UE não vai ruir após o Brexit.

Em seu discurso sobre o estado da União Europeia (UE), o presidente do Executivo do bloco, Jean-Claude Juncker, pediu nesta quarta-feira (14/09) mais coesão entre os Estados-membros, num momento de crise existencial.

“A União Europeia não tem união suficiente”, disse o líder da Comissão Europeia perante a sessão plenária em Estrasburgo, acusando governos europeus de frequentemente dar preferência a interesses nacionais. “O número de áreas em que cooperamos solidariamente é muito pequeno.”

Em meio à maior crise de refugiados enfrentada pelo bloco desde a Segunda Guerra Mundial, Juncker apresentou a proposta de um fundo destinado ao setor privado na África como forma de inibir a emigração para a Europa. O valor inicial disponibilizado seria de 44 bilhões de euros, que poderia ser dobrado futuramente.

Juncker também fez uma crítica velada aos países do Leste Europeu que se recusam a acolher refugiados do Norte da África e do Oriente Médio. “Solidariedade tem que vir do coração. Ela não pode ser forçada”, disse.

O presidente do Executivo europeu afirmou que as divisões existentes dentro do bloco deixam margem para um “populismo galopante”. “O populismo não resolve problema algum, muito pelo contrário: o populismo cria problemas.”

Nada de mercado comum à la carte

Ao apresentar os planos da Comissão pela primeira vez desde o referendo do último dia 23 de junho no Reino Unido, em que a maioria votou pelou Brexit – saída do país da UE –, Juncker ressaltou que o pleito britânico serviu de alerta para o fato de que o bloco enfrenta uma batalha pela própria sobrevivência em meio ao nacionalismo no continente.

No entanto, ele ressaltou que o maior bloco comercial do mundo continua sendo uma força importante e que, apesar das incertezas geradas pelo Brexit, a UE não vai ruir após a saída do Reino Unido.

“Ao mesmo tempo respeitamos e lamentamos a decisão do Reino Unido. Mas a UE como tal não está em risco”, declarou.

Tendo em vista as negociações com o governo britânico sobre a saída do bloco, Juncker reiterou que Londres não poderá obter “um mercado comum à la carte”. Só haverá acesso livre ao espaço econômico europeu se o Reino Unido aceitar a livre circulação de cidadãos europeus, disse.

A UE insiste que as negociações só podem começar quando a primeira-ministra britânica, Theresa May, determinar formalmente uma contagem regressiva de dois anos para a saída do Reino Unido do bloco.

O discurso de Juncker foi proferido dois dias antes de um encontro em Bratislava entre 27 líderes da UE, sem o Reino Unido, com o objetivo de delinear o futuro do bloco após o Brexit.

Fundo Europeu

Juncker também propôs dobrar o Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos (FEIE), inaugurado em 2014, para 630 bilhões de euros até 2022. O fundo, destinado a estimular o crescimento econômico e a competitividade do bloco, visa contribuir para a utilização de financiamento público, inclusive do orçamento da UE, a fim de mobilizar investimento privado.

De acordo com a Comissão Europeia, o FEIE já permitiu o início de projetos que somam 116 bilhões de euros. O financiamento da ampliação do fundo proposta por Juncker, assim como sua duração, ainda não foram esclarecidos. Segundo o presidente, serão necessário meios tanto do orçamento da UE quanto dos países-membros.

“Nosso fundo de investimento europeu vai fornecer um total de ao menos 500 bilhões de euros em investimentos até 2020 e trabalhará para chegar a 630 bilhões de euros até 2022”, afirmou Juncker. “Se os Estados-membros contribuírem, podemos alcançar isso ainda mais rapidamente.”

LPF/rtr/afp/lusa/dpa

Foto: Jean Francois Badias / AP – Presidente da COMISSÃO EUROPEIA Jean-Claude Juncker Estrasburgo, França – 14 de Setembro de 2016.

http://www.planobrazil.com/os-maiores-desafios-da-uniao-europeia/

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: DW

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“Operação militar britânica na Líbia foi baseada em – falsas suposições”

A intervenção militar do Reino Unido na Líbia em 2011 foi baseada em “suposições falsas e na incompreensão total” da situação, escreve a edição The Wall Street Journal citando um relatório parlamentar que deverá ser publicado hoje, quarta-feira (14).

De acordo com os deputados, os ataques aéreos em 2011 levaram ao colapso político e econômico, a uma crise humanitária e migratória, ao ódio entre as tribos, bem como ao crescimento do agrupamento terrorista Daesh (proibido na Rússia) na África do Norte. Os deputados acreditam que havia outras soluções políticas que permitiam evitar tais consequências.

O Comitê Internacional do Parlamento britânico considera que o governo do país na época, chefiado pelo premiê David Cameron, deveria saber de antemão que os grupos extremistas iriam tentar se aproveitar da revolta contra o líder do país Muammar Kadhafi. Destaca-se que o Comitê não encontrou quaisquer provas de que as autoridades tenham avaliado a revolta líbia de modo correto. Elas também não conseguiram na altura verificar se o regime de Kadhafi era realmente uma ameaça para os civis e tomaram a retórica ditatorial demasiado à letra.

“As ações do Reino Unido na Líbia fizeram parte de uma intervenção imprudente, cujas consequências se desenrolam até hoje”, disse o chefe do Comitê Internacional do Parlamento britânico, Crispin Blunt. A chancelaria do Reino Unido declarou que a decisão de intervir foi internacional. Apesar disso, no departamento frisaram que Kadhafi dispunha de instrumentos e motivações para realizar suas ameaças.

Após a derrubada e o assassinato de Muammar Kadhafi, em outubro de 2011 na Líbia surgiram dois poderes: por um lado, o parlamento formado na sequência das eleições legislativas, com sede em Tobruk, no leste do país, e o Congresso Nacional pró-islamista, em Trípoli. Contudo, várias áreas da Líbia não são controladas pelas autoridades centrais, e os jihadistas do Daesh atuam ativamente em todo o país.

Em julho, foi publicado um relatório sobre a investigação da intervenção das tropas britânicas no Iraque em 2003. Então, uma comissão especial também reconheceu que o governo de Tony Blair tomou a decisão com base em dados da inteligência errados.

Foto: © Stefan Rousseau, AFP –  O presidente francês Nicholas Sarkozy, o líder do Conselho Nacional de Transição Mustafa Abdul-Jalil e o Primeiro Ministro David Cameron – Benghazi 15 de Setembro de 2011.

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Sputnik News

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Os maiores desafios da União Europeia

Uma vez por ano, o presidente da Comissão Europeia toma a palavra para falar sobre o estado do bloco europeu. Em 2016, a situação é sombria, como mostram os cinco grandes problemas que a União Europeia tem para resolver.

Três meses após o Brexit, como ficou conhecido o referendo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, discursa nesta quarta-feira (14/09) sobre o estado do bloco. Essa declaração de princípios ocorre todos os anos. Juncker já teve uma série de problemas para abordar em 2014 e 2015, mas nada semelhante à situação deste ano.

 1 – Economia e crise de endividamento

As consequências do sismo financeiro de 2008 dividem até hoje a Europa – econômica e politicamente. Enquanto a atual taxa de desemprego na Alemanha é de 4,2%, na Grécia ela é de 23,5%.

Esse país do sul da Europa, fortemente endividado, quer liberdade financeira para estimular a sua economia. Numa reunião de cúpula com outros países do sul da Europa, realizada na sexta-feira passada em Atenas, a Grécia buscou o apoio da Itália e da França. Na Alemanha, exigências desse tipo costumam causar irritação. No entanto, o novo chanceler federal austríaco, Christian Kern, afirmou que a política de austeridade econômica é a verdadeira causa do crescente sentimento antieuropeu.

2 – Fortes divergências sobre os refugiados

A chegada de centenas de milhares de migrantes dividiu politicamente a União Europeia. Nesse ponto, há uma rachadura não somente entre o norte e o sul, mas também entre o leste e oeste. Numa cúpula anterior, os países-membros acertaram redistribuir 160 mil refugiados dos países de chegada Itália e Grécia entre outros Estados-membros da UE. Mas, até julho deste ano, haviam sido redistribuídos apenas 3 mil.

A União Europeia pressiona, mas principalmente a Hungria, a Eslováquia, a República Tcheca e a Polônia se recusam a cooperar. Em vez disso, esse grupo de países exige um controle mais rígido de fronteiras. Aparentemente foi essa situação que levou Asselborn à sua atual investida contra o governo em Budapeste. “A cerca que a Hungria constrói para conter refugiados está cada vez mais longa, alta e perigosa. A Hungria não está longe da ordem de fogo contra os refugiados”, declarou o ministro ao Die Welt.

3 – Terrorismo

Os atentados do terrorismo islâmico na França, na Bélgica e, recentemente, na Alemanha evidenciaram lacunas na cooperação e na troca de informações dentro do bloco europeu. É grande a sensação de insegurança, como também as exigências por uma cooperação mais estreita.

E o tema tem ligação com a disputa em torno dos refugiados: após os atentados praticados por dois refugiados em julho nas cidades alemãs de Würzburg e Ansbach, muitos opositores de uma concessão ampla de refúgio veem suas posições confirmadas.

4 – Brexit

Todos esses problemas pairam há tempos sobre a UE, mas foi o Brexit, em 23 de junho, que desencadeou uma crise existencial dentro do bloco. Se essa separação for realmente consumada, a UE perderá sua terceira maior força econômica, seu segundo maior contribuinte líquido e um peso-pesado da diplomacia no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O bloco ficará menor e mais fraco e perderá importância política. Pior: a saída do Reino Unido funciona como um estímulo para antieuropeus em todas as partes, até mesmo em países fundadores, como a Holanda, a França e a Itália. Em todos esses países, os antieuropeus estão unidos na sua hostilidade populista contra Bruxelas.

5 – Críticas a Bruxelas

A tese simplista de que os burocratas de Bruxelas são os responsáveis por todos os males do continente encobre uma luta de poder entre as instituições: quais devem ser as atribuições da Comissão Europeia? Quanta influência deve ter o Parlamento Europeu? E o que cabe aos Estados-membros?

O máximo possível, afirmam países do Leste Europeu em resposta a essa última pergunta. Para o chefe de governo tcheco, Bohuslav Sobotka, a Comissão deve ficar em segundo plano, pois a “verdadeira legitimidade” pertence aos Estados-membros e aos parlamentos nacionais.

O nervosismo no órgão executivo da UE pôde ser visto na disputa em torno do fim da cobrança deroaming dentro do bloco europeu: após reclamações do Parlamento Europeu e dos países-membros, Juncker desistiu do plano de limitar a 90 dias o período em que as operadoras não podem cobrar taxas adicionais para chamadas de celular realizadas em outros países da UE.

CA/dpa/lusa

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: DW

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Novo navio furtivo dos EUA o USS Zumwalt, não é tão invulnerável como parece

O Instituto Naval dos EUA publicou imagens do lançamento à água do contratorpedeiro de nova geração USS Zumwalt no estaleiro naval de Bath Ironworks.

No dia 15 de Outubro, este navio vai entrar oficialmente ao serviço em Baltimore e depois vai ser enviado para a base de San Diego.

O contratorpedeiro de mísseis guiados Zumwalt é construído segundo as tecnologias “stealth”. O navio é “invisível” para os radares graças às suas formas irregulares e ao uso de materiais de absorção de sinais de rádio.

O navio é equipado com uma turbina a gás que faz girar os geradores e fornecem energia para os motores e todos os sistemas de bordo.

USS Zumwalt é dotado de 20 sistemas universais de lançamento e de 80 mísseis de vários tipos, de duas peças de 155 mm e de peças antiaéreas de 30 mm.  O Zumwalt é capaz de acolher um helicóptero e drones.

No entanto, a capacidade furtiva do novo navio, que representa um problema para a navegação nas águas territoriais dos EUA, não o torna invulnerável para as modernas armas russas.

As tecnologias furtivas norte-americanas são destinadas a impedir a detecção por radares de diapasão X (8-18GHz), enquanto o exército da Rússia está sendo ativamente equipado com meios de detecção e designação de alvos “anti-stealth” que trabalham em ondas milimétricas (30 MHz-3GHz) e identificam perfeitamente navios e aviões, independentemente da sua forma ou dimensões.

 

Foto: © AP Photo/ Robert F. Bukaty

Edição: Plano Brasil

Fonte: Sputnik News

 

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MERCOSUL / Venezuela: O prazo é até 1º de Dezembro para se tornar membro pleno

Os quatro países fundadores do MERCOSUL decidiram partilhar a presidência do grupo e dar prazo até 1º de Dezembro para a Venezuela cumprir os requisitos para se tornar membro pleno do grupo ou será suspensa, informou nesta terça-feira o Ministério das Relações Exteriores brasileiro em comunicado.

A decisão é uma solução temporária para o problema do bloco que está sem comando, com opiniões divididas entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai sobre se a Venezuela deveria ser autorizada a assumir a presidência rotativa de seis meses.

De acordo com a declaração adotada pelos quatro países, a Venezuela descumpriu compromissos assumidos no protocolo de adesão, “especificamente no que se refere à incorporação ao ordenamento jurídico venezuelano de normas e acordos vigentes no MERCOSUL”, e o prazo para que cumprisse essa obrigação se encerrou em 12 de agosto.

“Em 1º de Dezembro de 2016, a persistir o descumprimento de obrigações, a Venezuela será suspensa do MERCOSUL”, acrescentou a nota divulgada pelo Itamaraty.

O Mercado Comum do Sul, conhecido mundialmente como MERCOSUL, é um bloco econômico criado no ano de 1991. Na época, os países que formaram o bloco foram Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, e o documento que regia as ações relativas ao bloco foi o “Tratado de Assunção”. Este tratado definia as atividades de livre-comércio, com base em acordos já efetuados ainda na década de 1980, entre a Argentina e o Brasil.

No ano de 2005 a Venezuela também foi integrada ao bloco.

Imagem: Arquivo – Alguns índices na imagem provavelmente estão defasado.

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Reuters