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Infanteria de Marina da Venezuela adota a pistola Strike One da Arsenal Firearms como sua arma padrão

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A Infanteria de Marina Bolivariana está adotando a pistola Strike One da Arsenal Firearms como sua nova pistola de uso padrão em substituição aos diferentes modelos empregados atualmente pela força com as pistolas das marcas Borwning,Beretta e SIG-Sauer.

A pistola Strike One foi  concebida pela russa Arsenal Firearms como um empreendimento privado sendo projetada por Nicola Bandini  e Dimitry Streshinskiy  tendo a empresa iniciado suas operações e lançamento dos seus produtos em 2012.

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A armação da Strike One é em polímero (um tipo de plástico de alta resistência) assim como todas as peças que não sofram pressões do processo de disparo. O uso do plástico em sua construção permitiu uma significativa redução do peso em relação as pistolas tradicionais de aço ou duralumínio.

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A strike One foi projetada para calçar munição 9X19 mm, mais conhecida como calibre 9 mm Parabellum, uma popular munição no ocidente usado pela absoluta maioria das forças militares do mundo e por muitas forças policiais dado a sua grande flexibilidade de uso e tipos de projéteis que garante alto poder de transfixação (desejável em situações de batalha) e ainda, bom, poder de parada (com projéteis expansivos e carga +P).

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Seu carregador é do tipo bifilar e comporta 17 munições, totalizando 18 tiros quando consideramos uma munição já na câmara da arma. O sistema de trava no gatilho é chamado de “Safe Action” pelo fabricante e sua tradução é “ação segura” além de estar equipada com   trilho picatinny   a frente do guarda mato . Segundo informações após equipar toda a Infanteria de Marina Bolivariana com esta arma a mesma poderá equipar os restante das forças armadas da Venezuela se tornando a pistola padrão.

Com informações de FAV-Club

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Anúncio oficial do G20 omite nome e cargo de Michel Temer

A lista de presença da reunião de cúpula do G20, ao citar a participação do país no encontro, divulgou somente ‘líder brasileiro’, omitindo o nome e cargo de Temer. A elaboração da lista foi feita três dias após a confirmação do impeachment.

Temer foi o único líder que não teve seu nome e cargo mencionado na convocação para a cúpula do G20, que reuniu as 20 maiores economia.   Segue abaixo a carta de convocação da cúpula do G20, assinada pelo ministro das Relações exteriores chinês:

O encontro aconteceu na capital da província chinesa de Zhejiang nos dias 4 e 5 de Setembro.

Fonte: Sputnik News

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Brasil Destaques EVENTOS Geopolítica Opinião

A estreia de Michel Temer nos palcos internacionais

Ao participar do G20 na China, presidente marcou pontos com líderes internacionais, mas benefício da dúvida não deve durar se não houver reformas. “Há urgência e muita expectativa”, afirma especialista.

Poucas horas após o fim do julgamento de Dilma Rousseff, Michel Temer, já na posição de presidente efetivo, embarcou para a China. A viagem era encarada com ansiedade pelo Planalto, que chegou a tentar apressar o desfecho do processo de impeachment para que a participação do novo presidente na reunião de cúpula do G20 não fosse afetada.

Essa foi a primeira oportunidade que Temer teve para tentar aprofundar suas relações com líderes estrangeiros já na posição de chefe de Estado. Encontros anteriores passaram em branco, como a abertura dos Jogos Olímpicos, no início de agosto, quando ele ainda estava na situação de interino.

A estreia de Temer nos salões do G20 foi bastante contrastante com encontros anteriores, como o de 2009, em que o então presidente Lula foi saudado como “o cara” pelo presidente americano, Barack Obama, ou o de 2011, quando Dilma estava em posição de criticar a lentidão da União Europeia (UE) de lidar com a crise da zona do euro. À época desses encontros, a economia brasileira estava a pleno vapor. Já o Brasil que Temer representou nos encontros em Hangzhou deve registrar crescimento negativo pelo segundo ano consecutivo.

Desta vez, uma das imagens simbólicas do encontro foi a foto oficial, que mostrou Temer isolado do núcleo principal de líderes e por pouco quase fora do enquadramento da imagem.

Primeiro teste

Para Oliver Stuenkel, professor de relações internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apesar da participação tímida e reservada de Temer, a viagem acabou servindo como um primeiro teste para que ele mostrasse aos líderes estrangeiros de que está no comando do país e é capaz de estabilizar a crise política e econômica que afeta o Brasil.

“É importante lembrar que, em janeiro, o FMI reduziu suas previsões de crescimento global e apontou a instabilidade do Brasil como uma das causas. Os estrangeiros estão preocupados com a situação do país. Temer quis mostrar que tem as respostas e que vai ser capaz de implementá-las”, afirma.

Segundo Stuenkel, apesar de todas as dúvidas causadas pelo processo de impeachment, Temer não teve que se esforçar para dissipar qualquer desconfiança com relação a sua legitimidade ou ao processo contra Dilma.

“A preocupação com a legitimidade é um fator para a Venezuela, Bolívia e Equador, além de alguns deputados de outros países. Nações como a China, EUA ou Alemanha são mais pragmáticas. A discussão sobre legitimidade e validade do impeachment não é uma questão para o G20. A preocupação é com a capacidade de Temer de estabilizar a situação”, afirmou.

Investidores cautelosos

Para Stuenkel, tirar fotos com líderes estrangeiros e aparecer no jornal ajuda a reforçar uma sensação de legitimidade, mas isso é muito mais para consumo interno, pois ajuda os brasileiros a se acostumarem com a nova realidade.

“Mas o fator principal dessas viagens vai ser tentar convencer que ele pode fazer reformas e atrair os investidores de volta ao país”, apontou, afirmando que, nesse sentido, essa primeira viagem foi positiva.

“Ele conheceu as grandes figuras do G20 e deu a sua versão. Por enquanto, ele conta com o benefício da dúvida entre os estrangeiros. Mas não basta só aparecer, ele vai precisar mostrar que é capaz de fazer essas reformas. Há urgência e muita expectativa. Os investidores, especialmente os chineses, ainda estão cautelosos”, disse Stuenkel.

Apesar de a viagem ter sido encarada como uma tentativa de passar uma imagem de tranquilidade para outros líderes do G20, Temer se viu obrigado ao longo dos encontros a encarar questões incômodas, como os protestos de rua que tomaram algumas capitais do país e até mesmo uma manifestação do papa Francisco, que pediu orações para o Brasil. Os jornalistas brasileiros que acompanharam o presidente também o questionaram repetidamente sobre questões do processo de impeachment e a suposta solidez da sua base aliada.

A viagem à China é apenas a primeira etapa de uma agenda intensa de compromissos internacionais de Temer nos próximos meses. Em setembro, ele falará na Assembleia Geral da ONU. Em outubro, deve participar da reunião dos Brics em Goa, na Índia. Para o mesmo mês, está prevista uma viagem à Argentina.

Foto: Da esquerda para a direita: Michel Temer, Narendra Modi, Xi Jinping, Vladimir Putin e Jacob Zuma

Fonte: DW

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Brasil: Cai o apoio à democracia

Entre os países da América Latina, situação brasileira é somente melhor do que a da Guatemala, onde apenas 30% da população respaldam o regime democrático. Na região como um todo, índice caiu de 61% para 54% desde 2010.

O apoio à democracia na América Latina caiu para um nível histórico. E o Brasil – onde Dilma Rousseff acaba de ser destituída do cargo de presidente – é o país em que mais se verifica essa tendência.

“O passado não conta, e como governante é preciso reconquistar [a aprovação dos eleitores] a cada dia”, afirma uma das conclusões de uma pesquisa de opinião divulgada no início de setembro pela Corporación Latinobarómetro.

Desde 1995, a renomada organização não governamental avalia a cada ano o apoio dos latino-americanos à democracia como forma de governo. A instituição é apoiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela Transparência Internacional.

A atual análise é resultado de uma sondagem realizada com 20 mil pessoas em 18 países da América Latina. O resultado: desde 2010, o índice de apoio à democracia na região caiu de 61% para 54%.

Terremoto político no Brasil

No Brasil, o índice caiu de 54% para 32% em apenas um ano. Somente na Guatemala – onde, em 2015, o presidente Otto Pérez Molina teve que renunciar por causa de acusações de corrupção – o índice de apoio à democracia é menor: 30%.

As consequências da situação no Brasil são especialmente grandes. “O Brasil não é somente o maior e mais poderoso, mas também o único país da América Latina que está lado a lado com as potências mundiais”, diz o estudo.

Por isso, o estado da democracia brasileira tem fundamental importância para toda a América Latina. “A recuperação política do Brasil está vinculada à capacidade do governo de mostrar progressos na luta contra a corrupção”, conclui o texto.

Os resultados atuais da pesquisa estão alinhados com uma tendência mundial de ceticismo em relação à democracia abordada pelo pesquisador americano Marc F. Plattner no ano passado, em seu livro Democracy in decline? (“Democracia em declínio?”, em tradução livre).

Herança do passado

Na América Latina, muitos países voltaram à democracia há não mais de 30 anos. A análise das consequências das ditaduras militares dos anos 1970 e 1980 ainda não foi concluída.

Segundo o estudo, o aumento da indiferença política na região é particularmente grave. Do total de entrevistados, 23% da população não se importam se o governo foi eleito democraticamente ou não. Em 2010, esse índice era de somente 16%.

“A perda de confiança se manifesta num momento em que as perspectivas sombrias para a região se misturam com as altas exigências dos cidadãos em relação aos seus representantes no governo”, afirma Marta Lagos, fundadora e diretora da Corporación Latinobarómetro. Esta é a primeira vez que a combinação desses fatores foi verificada na pesquisa.

Recessão e corrupção

Perspectivas econômicas negativas dificilmente são os fatores decisivos para a crescente desilusão com a democracia. Isso porque, justamente durante a crise mundial de 2008 e 2009, o índice de aprovação alcançou, respectivamente, 57% e 59%. Um ano depois, em 2010, ele chegou a 61%.

“A sociedade mudou”, constata Marta Lagos. “O que ainda era tolerado há cinco anos, não é mais aceitável hoje.” As pessoas exigem soluções concretas que precisam ser implementadas imediatamente contra problemas também concretos. “Eles não estão mais dispostos a esperar para depois”, opina.

À primeira vista, o resultado da pesquisa na Venezuela é surpreendente. Embora o país esteja em colapso político e econômico, a democracia tem 77% de aprovação. Uma possível explicação é que muitos venezuelanos não consideram mais o governo do presidente Nicolás Maduro democrático e desejam que a Constituição volte a ser respeitada.

Só o presente importa

Em Chile, Uruguai, Nicarágua e El Salvador, o apoio à democracia também caiu. No Chile, não diminuiu somente o apoio à democracia, mas também à presidente Michelle Bachelet.

Embora ela tenha terminado seu primeiro mandato em 2010 com um índice de aprovação de cerca de 80%, seu segundo mandato, iniciado em 2014, registra números bem menores.

A razão para a queda não foi somente a crise econômica provocada pela diminuição dos preços de exportação no mercado internacional da principal matéria-prima do país – o cobre –, mas um escândalo de corrupção no qual o filho de Bachelet estava envolvido. “Esses são sinais do tempo: não há mais garantia sobre êxitos alcançados no passado”, explica Lagos.

“Com a democracia crescem também as exigências aos representantes eleitos para que resolvam os problemas estruturais da região”, resume Lagos, citando o único resultado positivo da pesquisa: o apoio à volta de regimes autoritários caiu de 16% para 15%.

Foto: Protesto pró-impeachment em Brasília, em dezembro de 2015

Fonte: DW

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Unimog brasileiro. Só que não…

Nos anos 50, a Mercedes pensou em fazer o Unimog no Brasil - Divulgação
Nos anos 50, a Mercedes pensou em fazer o Unimog no Brasil – Divulgação

RIO – Na segunda metade dos anos 1950, não faltavam projetos para a produção de veículos no Brasil. Em meio a um clima de entusiasmo, as primeiras fábricas do país eram inauguradas e submetiam seus planos ao Grupo Executivo da Indústria Automobilística (GEIA), órgão do governo JK que concedia incentivos fiscais e isenções de impostos.

Inaugurada em setembro de 1956, a fábrica da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo produzia por aqui o caminhão L-312, vulgo “Torpedinho” e, em 1958, se lançaria na produção dos modernos (para a época) e confortáveis ônibus monobloco O-321.

Outra ideia da empresa era fabricar os sedãs 180 com motor a diesel, automóveis que seriam vendidos aqui, principalmente, como táxis (o projeto chegou a ser aprovado, mas nunca foi concretizado).

Em 25 de julho de 1958, O GLOBO revelou que a Mercedes também planejava produzir o Unimog no Brasil. O modelo todo-terreno foi descrito pela reportagem como um “trator agrícola universal, com aparência bem semelhante a um jipe, com capota, pára-brisas e confôrto interno”.

O Unimog nacional usaria o motor OM636 a diesel do sedã 180: um quatro cilindros em linha de 1.767cm³. Seria, porém, uma versão com menos potência máxima (35cv a 2.550rpm) e mais torque em baixas rotações. Assim, o 4×4 poderia alcançar a máxima de 53km/h, levar 3.200 quilos e, havendo “estrada lisa e firme”, puxar um reboque com 60 toneladas, em primeira marcha, a 3,5km/h.

Em 1957, oficiais da Marinha e alunos da Escola Naval visitaram a fábrica, em São Bernardo do Campo, e chegaram a testar um Unimog. O projeto de nacionalização, porém, nunca saiu do papel: a Mercedes preferiu montar o modelo na Argentina, onde a produção durou de 1969 ao início dos anos 80.

Fonte: O Globo

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Geopolítica Negócios e serviços Rússia

Petróleo: Rússia e Arábia Saudita firmam pacto

A Arábia Saudita e a Rússia assinaram nesta segunda-feira um acordo de cooperação no mercado de petróleo, em um pacto que não vai resultar em ação imediata na produção, ainda que limites na extração possam ocorrer no futuro.

As informações sobre o assunto causaram alta acentuada dos preços do petróleo, com a expectativa de que os maiores produtores poderão trabalhar juntos para lidar com o excesso de oferta global.

O acordo foi assinado pelos ministros da Energia da Arábia Saudita e da Rússia, na China, paralelamente à reunião do G20, e veio após uma reunião entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o príncipe saudita Mohammed bin Salman.

O ministro da Energia russo, Alexander Novak, disse que os dois países estavam se movendo em direção a uma aliança estratégica em energia e o alto nível de confiança que lhes permitiria fazer frente aos desafios globais.

O ministro da Energia saudita, Khalid al-Falih, disse que o acordo iria incentivar outros produtores a cooperar.

Os preços do petróleo Brent subiram quase 5 por cento, antes de uma coletiva de imprensa com os ministros, mas reduziu ganhos e operava com alta de 0,75 por cento às 9:41 (horário de Brasília), conforme o acordo não produziu nenhuma ação imediata.

“Não há necessidade agora de congelar a produção… Temos tempo para tomar este tipo de decisão”, disse Falih, acrescentando que “congelar a produção é uma das possibilidades preferenciais, mas não tem que acontecer especificamente hoje.”

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) vai ter conversas informais na Argélia no final deste mês e deve se reunir oficialmente em Viena, em novembro .

 Henning Gloystein e Dmitry Zhdannikov

Foto: © Flickr / Justin Vidamo

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Reuters

 

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Brasil Conflitos Defesa Destaques Negócios e serviços

Forjas Taurus do Brasil envolta em violação de sanções internacionais

Maior fabricante de armas da América Latina, a brasileira Forjas Taurus FJTA4.SA vendeu armamento a um conhecido traficante iemenita que enviou as armas ao seu país em guerra civil, em um ato de violação a sanções internacionais, de acordo com documentos judiciais que a Reuters teve acesso.

As vendas foram negociadas e fechadas, segundo denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal à Justiça Federal do Rio Grande do Sul, apesar de a empresa saber das restrições de negócios com o iemenita Fares Mohammed Mana’a, listado pela ONU como um dos maiores traficantes internacionais de armas.

Os procuradores acusaram em maio dois ex-executivos da Taurus de enviar 8 mil pistolas e revólveres de uso exclusivo das forças policiais para Mana’a, que atua na região do Chifre da África, também conhecida como península Somali, há mais de uma década.

As armas foram supostamente enviadas pela Taurus para Djibuti e redirecionadas para o Iêmen por Mana’a, de acordo com documentos judiciais.

Na lista de países sob embargo da Organização das Nações Unidas (ONU) desde 2014 e também do governo dos Estados Unidos, o Iêmen, localizado no Oriente Médio, na extremidade sudoeste da Península Arábica, vem sendo desde o início do ano passado castigado por uma guerra civil brutal, que já matou milhares de militares e civis, com os rebeldes houthis apoiados pelo Irã desafiando o governo aliado da Arábia Saudita.

Devido ao embargo, o Iêmen não pode receber armas de nenhum porte. O conflito deixou, nos últimos 18 meses, ao menos 10 mil mortos no país, incluindo cerca de 4 mil civis, segundo a ONU.

A ação penal, que foi aberta pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul e corre em segredo de Justiça, afirma que os ex-executivos da empresa Eduardo Pezzuol (gerente de exportação) e Leonardo Sperry (supervisor de exportação) fecharam em 2013 a venda de 2 milhões de dólares em armas para Mana’a. Em 2015,negociavam uma segunda entrega, desta vez de 11 mil pistolas e revólveres, quando foram surpreendidos por uma investigação da Polícia Federal.

“Se a autoridade policial não tivesse surpreendido a parceria comercial entre a Taurus e o traficante, novas encomendas certamente seriam feitas”, diz o texto da denúncia feita pelo Ministério Público. A denúncia cita tabelas encontradas em computadores da Taurus que mostram pagamentos periódicos de Mana’a à empresa desde 2013.

O caso pode prejudicar a Taurus, sediada no Rio Grande Sul, que é uma importante fornecedora de armas para as polícias e as Forças Armadas do Brasil, além de ser uma das cinco maiores fabricantes de pistolas e revólveres para o mercado dos Estados Unidos, onde vende três quartos de sua produção. O Brasil é o quarto maior exportador mundial de armas de pequeno porte.

A empresa em si até agora não foi denunciada. O Ministério Público concentra o processo, por enquanto, nos dois ex-executivos da empresa que comandaram as negociações.

A denúncia do Ministério Público, no entanto, deixa claro que os procuradores vêem responsabilidade direta da Taurus, que teria usado Mana’a e suas empresas como um distribuidor no Oriente Médio e na África, para outros países além do Iêmen, incluindo Sudão, Sudão do Sul e Etiópia.

Procurados pela Reuters, os executivos não responderam aos e-mails. O advogado dos acusados, Alexandre Wunderlich, afirmou também por e-mail, que a denúncia do MPF “não revela a verdade dos fatos” e que “todos os atos que são objeto do processo foram praticados no âmbito exclusivo da empresa e amparados na legalidade”. Não quis, no entanto, tratar do assunto em detalhes alegando que o processo está em segredo de Justiça.

A Taurus afirmou à Reuters que não é parte do processo e “tampouco foi formalmente acusada”.

Por e-mail, disse que “está acompanhando o processo na condição de interessada, uma vez que adotou postura colaborativa e está auxiliando a Justiça na elucidação dos fatos” e que “considerando que o processo está tramitando em segredo de Justiça a companhia não está autorizada a fornecer quaisquer detalhes sobre o caso”.

Os então executivos da Taurus chegaram a trazer Mana’a ao Brasil, de acordo com os documentos do Ministério Público, em janeiro de 2015, com a justificativa de uma visita à fábrica da empresa no Rio Grande do Sul. Sperry e Pezzuol pediram ao Ministério das Relações Exteriores, em nome da Taurus, uma carta-convite para Fares Mana’a. O documento foi negado sob a alegação de que o “empresário” vinha de um país com restrições para transações comerciais.

Os procuradores acusam, na denúncia, a Taurus de ter então tentado conseguir um falso passaporte do Djibuti para Mana’a, em uma tentativa de dar mais veracidade à história criada para o traficante, mas o esquema não funcionou.

Ainda assim, o iemenita entrou no Brasil em 21 de janeiro de 2015, usando outro documento com nome e data de nascimento falsos, segundo a denúncia.

Incluído na lista da ONU como traficante internacional de armas em 2010, Mana’a é acusado de suprir armas para o grupo extremista somali Al Shabaab e para piratas da região. De acordo com o relatório da ONU, o iemenita negocia armas na região do Chifre da África, também conhecida como península Somali, e na Europa Oriental desde 2003.

O iemenita teve, entre outras sanções, ativos congelados nos Estados Unidos e tem uma pena de banimento de viagens.

“Não há como a Taurus e seus funcionários alegarem desconhecimento dos feitos atribuídos a Mana’a, pois Leonardo Sperry declarou (em depoimento) que é praxe da Taurus pesquisar na Internet sobre pessoas convidadas ao Brasil”, diz a denúncia do MPF.

O caso foi descoberto pela Polícia Federal em setembro de2015. Os dois executivos foram então chamados para depor e confessaram as negociações com Mana’a. Logo depois do depoimento, Sperry enviou um e-mail a Mana’a informando que as negociações para a segunda venda teriam que ser suspensas“devido a recentes contatos com as autoridades brasileiras”.

Em 4 de novembro de 2015 foi realizada uma operação de busca e apreensão na Taurus e foram levados computadores e documentos. Nesses computadores, a Polícia Federal e o MPF encontraram dezenas de correios eletrônicos que confirmam as negociações e mostram, inclusive, que a empresa sabia das restrições de comércio com Mana’a e o Iêmen e buscou alternativas para driblaras sanções internacionais.

Em um dos e-mails, Pezzuol afirma que “caso a Taurus decida vender ao Iêmen, o caminho parece ser através de Mohammed Mana’a”, que abriu uma nova rota através do Djibuti, pequeno país do nordeste da África, onde, exatamente do outro lado do estreito de Bab al-Mandad, está o Iêmen.

“ENTREPOSTO FICTÍCIO”

De acordo com os documentos do MPF, há indícios que a relação da Taurus com o traficante vem desde 2007, vários anos antes dos primeiros relatórios da ONU apontarem que o iemenita estaria fornecendo armas ilegalmente para soldados na guerra civil da Somália.

Entre 2011 e 2012, as negociações teriam sido suspensas, coma entrada definitiva de Mana’a na lista traficantes internacionais de armas pela ONU e pelos EUA. É a partir daí que a entrega de armas a Mana’a passa a ser através do Djibuti e com laranjas de Mana’a tomando a frente do negócio.

“Em 14 de outubro de 2013, a Taurus obteve uma autorização prévia para exportação, número 788/2013, expedida pelo Comando Militar do Sul, de 8 mil armas para o ‘Ministry of Defence and National Security’ do Djibouti”, diz a denúncia. A autorização, segundo a denúncia, foi usada falsamente para enviar armas ao Iêmen.

“(Os executivos) Se valeram de fraude para simular o destino real do armamento, bem como para ocultar o envolvimento do também denunciado Fares Mana’a, uma vez que se tratava de país sob embargo internacional e pessoa sancionada pelas Nações Unidas”, diz a denúncia.

Em março de 2015, uma nova leva de armas foi preparada para ser enviada a Mana’a usando a rota do Djibuti, segundo os procuradores. Um analista de exportação da empresa de logística Amazon Freight Forwarders, responsável pela entrega, pediu repetidamente por e-mail os contatos de quem receberia a carga no Djibuti, mas sem sucesso. Todas as informações repassadas à empresa eram de pessoas no Iêmen.

“Djibuti era um ‘entreposto fictício’ para exportação”, diz a denúncia.

“Restou claro como a empresa Taurus se valia de notório traficante internacional de armas, que faria a triangulação das mercadorias para outros países, especialmente para o Iêmen”, diz a denúncia. As duas empresas de fachada de Mana’a, Itkhan e Al Sharq Fishing and Fish, seriam usadas para negociar o armamento enviado pela Taurus, segundo a denúncia.

No final de maio deste ano, o juiz Ricardo Borne, da 11ªVara Federal de Porto Alegre, aceitou a denúncia contra Pezzuol e Sperry e determinou a inclusão de Mana’a na lista de procurados da Interpol, além de pedir o levantamento das contas bancárias da Forjas Taurus para possível posterior sequestro de valores.

Os dois executivos são acusados, assim como Mana’a, de tráfico internacional de armas, pelo artigo 18 da lei 10.826,pela qual é proibido “importar, exportar, favorecer a entrada ou saída do território nacional, a qualquer título, de arma de fogo, acessório ou munição, sem autorização da autoridade competente”.

O juiz também determinou a expedição de ofícios para que sejam notificadas as embaixadas dos Estados Unidos, Arábia Saudita, Egito, além do Ministério das Relações Exteriores e ONU, revelando as investigações contra a empresa por venda ilegal de armas.

A decisão, no entanto, foi suspensa dois dias depois por uma liminar do desembargador João Pedro Gebran Neto, da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª região, a pedido da Taurus.

A Taurus alegou que a expedição de ofícios poderia trazer“prejuízos econômicos” para a empresa.

Até agora, no entanto, a ação penal se concentra nos dois executivos que, de acordo com seus currículos na rede LinkedIn, deixaram a Taurus logo depois de serem denunciados pelo MPF. Ambos trabalham atualmente em uma empresa de cerâmicas em Santa Catarina.

Mana’a, que foi governador, entre 2011 e 2014, do distrito de Sa’dah, um reduto dos rebeldes houthis, no Iêmen, não foi encontrado para responder às acusações. A Justiça brasileira divulgou um edital de citação, usado para intimar e processar Mana’a à revelia.

A venda ilegal de armas para um traficante e para um país sob sanção da ONU pode trazer enormes prejuízos econômicos à empresa. A própria ONU pode estabelecer sanções contra a Taurus, de acordo com a legislação internacional adotada pelo Conselho de Segurança da organização.

Além disso, a empresa possui uma fábrica nos Estados Unidos –Taurus International Manufactoring Inc– que pode vir ser afetada se for acusada de descumprir sanções impostas pelo governo norte-americano.

Lisandra Paraguassu

Brad Haynes e Maria Pia Palermo

Foto: Meramente ilustrativa

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Reuters

 

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Defesa Mísseis Negócios e serviços Sistemas Navais

MBDA assina contrato para fornecer um sistema de mísseis costeiros para Catar

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MBDA assinou ontem (01) em Doha um contrato para o fornecimento de um sistema de defesa costeira para as Forças Navais do Emirado do Catar (QENF em Inglês)

Este sistema de mísseis costeiros inovador irá implantar duas munições diferentes, Marte ER (a versão de Alcance Prolongado do míssil Marte) e Exocet MM40 Block 3, e será capaz de trabalhar em modo autónomo com seu próprio radar, ou, alternativamente, por data-linking para um nível superior dentro de uma rede de vigilância costeira mais amplo. O fornecimento destes sistemas de mísseis costeiros permitirá que o QENF impeça os navios hostis de alcançar e ameaçar suas águas territoriais. Com este novo contrato assinado pela MBDA, a parceria entre os três países – Qatar, Itália e França – é confirmado e reforçado em um ambiente estratégico como a defesa.

Antoine Bouvier, CEO da MBDA, comentou: “Estou muito contente que o Qatar confirmou a confiança depositada na MBDA para suas necessidades de defesa, apenas alguns meses após a assinatura do memorando de entendimento durante a exposição DIMDEX. MBDA é agora um dos fornecedores de defesa mais importantes para o país e continuará a mostrar o seu compromisso de longa data e apoio para as Forças Armadas do Catar. O contrato de hoje segue àquele assinado com as Forças Navais do Emirado do Catar em junho passado para fornecer os novos navios de guerra recentemente adquiridos a partir de Fincantieri com mísseis da MBDA “.

Pasquale Di Bartolomeo, diretor de estratégia do Grupo Executivo da MBDA, disse: “Tenho o prazer de estar em Doha nesta manhã para assinar este contrato em nome da MBDA. Este é um novo sucesso significativo para a Companhia. Em particular, este contrato irá envolver profundamente as atividades de engenharia e fabricação das instalações italianas. É importante reforçar que este programa representa uma confirmação das capacidades de Marte ER: MBDA é capaz de reafirmar sua supremacia no setor de mísseis anti-navio, fornecendo soluções diferentes e escaláveis para seus clientes em todo o mundo”.

MBDA

Com uma presença significativa em cinco países europeus e nos EUA, em 2015 MBDA alcançou um faturamento de € 2,9 bilhões, com uma carteira de pedidos de € 15,1 bilhões. Com mais de 90 clientes das forças armadas do mundo, MBDA é líder mundial em mísseis e sistemas de mísseis.

MBDA é o único grupo europeu capaz de projetar e produzir mísseis e sistemas de mísseis que correspondem a toda a gama de necessidades operacionais atuais e futuras das três forças armadas (terra, mar e ar). No total, o grupo oferece uma gama de 45 sistemas de mísseis e produtos contramedidas já em serviço operacional e mais de 15 outros atualmente em desenvolvimento.

MBDA é propriedade conjunta da Airbus Group (37,5%), BAE Systems (37,5%), e Leonardo-Finmeccanica (25%).

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Mísseis de cruzeiro “Kalibr” para Índia

 

A Índia anunciará em breve à Rússia seu interesse em comprar novos mísseis de cruzeiro Kalibr, usados recentemente durante a campanha na Síria, segundo declarou uma fonte diplomática não identificada à agência de notícias Ria Nôvosti.

Segundo a fonte, a questão será discutida e a proposta, entregue, durante futuras visitas do presidente russo Vladímir Pútin à Índia.

Além de visitar a cidade de Goa para a 8ª cúpula de líderes do Brics, em outubro, Pútin irá a Nova Déli para um encontro bilateral Rússia-Índia antes do final do ano.

Os Kalibr são equipados com o mais recente sistema de orientação de alta precisão, porém com autonomia de voo reduzida conforme estipulam as normas internacionais.

“O Kalibr é orientado por satélite de alta precisão e, por isso, sua aplicação requer cooperação muito estreita na esfera militar, já que os indianos terão acesso a um modelo tridimensional da Terra, mapas, regiões e as frequências militares [do sistema russo de localização por satélite] Glonass”, disse o chanceler russo Serguêi Lavrov.

“Essas oportunidades não são dadas a qualquer um, apenas a aliados mais próximos”, completou.

A um passo do Kalibr indiano

A Marinha indiana já possui mísseis Kalibr, mas apenas a versão antinavio.

A  atualização usada para ataques contra terroristas na Síria se distingue pela presença de um novo sistema de orientação de alta precisão, mas o alcance da versão para exportação será reduzido, até 300 km, para não violar acordos internacionais.

Ainda assim, acredita-se que, com o advento dos mais recentes mísseis Kalibr, os militares indianos terão não só novas capacidades de combate, mas serão capazes de se preparar para começar a desenvolver o míssil de cruzeiro localmente.

“Os indianos estão desenvolvendo seus próprios mísseis de cruzeiro de médio alcance chamados ‘Nirbhay’. O primeiro teste bem-sucedido foi realizado este ano, mas ainda estamos muito longe de adotá-los”, disse Peter Topitchkanov, oficial do programa “Os problemas da não proliferação”.

“A compra do Kalibr ajudará em termos de desenvolvimento da tecnologia, para entender o papel desses sistemas nas forças armadas e também planos operacionais”, prevê Topitchkanov.

Publicado originalmente pelo jornal Izvéstia

Fonte: Gazeta Russa

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Mais três mísseis balísticos lançados pela Coreia do Norte

Todos os três mísseis balísticos lançados hoje pela Coreia do Norte voaram cerca de 1.000 quilômetros e teriam caído na zona econômica exclusiva do Japão, informou a agência Kyodo citando o Ministério da Defesa do Japão.

Na segunda-feira (5), a Coreia do Norte lançou três mísseis balísticos a partir de província setentrional de Hwanghae em direção do mar do Japão.

Mais cedo a mídia comunicou que mísseis caíram na região da ilha japonesa de Hokkaido. A Direção para a Segurança Nacional do Japão confirmou que na segunda-feira (5) a Coreia do Norte realizou lançamentos de mísseis balísticos em direção do mar do Japão. O serviço de segurança no mar do Japão comunicou a todos os navios a necessidade de tomar medidas reforçadas de segurança e também pediu que, em caso de serem encontrados pedaços de mísseis, ninguém se aproximasse deles e informasse os especialistas. As autoridades do Japão disseram não disporem até o último momento de informações sobre danos causados a navios ou aeronaves pelos mísseis norte-coreanos. Um grupo especial do primeiro-ministro trata de recolha e análise de informações ligadas aos lançamentos de mísseis.

Segundo as últimas informações, um dos mísseis balísticos caiu no mar a 200-250 km a Oeste da ilha de Okushiri, na prefeitura japonesa de Hokkaido. O Japão já apresentou uma nota de protesto à Coreia do Norte relativamente ao disparo de três mísseis. O protesto foi entregue pelos canais diplomáticos através de Pequim.

Foto: © AFP 2016/ JUNG YEON-JE

Fonte: Sputnik News

 

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5 de setembro de 1972: Atentado na Vila Olímpica em Munique

A tentativa de libertação dos reféns foi um fiasco: 15 mortos e um helicóptero destruído
A tentativa de libertação dos reféns foi um fiasco: 15 mortos e um helicóptero destruído

Na manhã do dia 5 de setembro de 1972, oito terroristas do grupo palestino Setembro Negro invadiram as acomodações dos atletas israelenses em Munique e mataram dois esportistas.

Às 4 horas da madrugada de 5 de setembro de 1972, dois funcionários dos correios haviam observado várias pessoas vestindo abrigos esportivos pularem a cerca da Vila Olímpica em Munique. No entanto, não deram atenção especial ao fato, pensando serem atletas que voltavam de uma “escapada”.

Tratava-se, na realidade, de um grupo de terroristas palestinos. Eles invadiram o alojamento da delegação israelense durante os Jogos Olímpicos em Munique, mataram um deles imediatamente e outro horas mais tarde.

Três membros da delegação conseguiram escapar, mas nove foram tomados como reféns pelos terroristas, que se identificaram como membros do grupo Setembro Negro. O nome lembra o mês dos sangrentos conflitos entre o Exército da Jordânia e membros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), em 1970.

Os terroristas na Vila Olímpica exigiam um avião e a libertação de 200 palestinos das prisões em Israel, reivindicação rejeitada resolutamente pela premiê israelense, Golda Meir.

As forças alemãs de segurança tentaram várias saídas, tanto financeiras como diplomáticas. Os terroristas não aceitaram o pagamento de um resgate, nem a proposta do secretário do Interior da Baviera, que se ofereceu como refém em troca dos atletas. Eles insistiram na libertação dos presos palestinos.

A opinião pública e os representantes de outras 120 nações presentes em Munique ficaram sabendo da dramática situação apenas várias horas depois. Num esforço admirável, a República Federal da Alemanha havia tentado fazer desta a festa olímpica mais impressionante de todos os tempos, 36 anos após os Jogos organizados pela Berlim nazista.

Falhas na segurança

A organização dos Jogos desconsiderara as tensões internacionais – não só no Oriente Médio – e falhara ao não incrementar a segurança com câmaras de vídeo, patrulhamento armado e cercas mais altas.

Após várias tentativas fracassadas de negociação, na noite do mesmo dia, os terroristas e os reféns chegaram ao aeroporto de Fürstenfeldbruck, nos arredores da capital bávara, de onde acreditavam que levantariam voo.

Na realidade, era uma armadilha da polícia. Foram ouvidos tiros, explosões e um helicóptero se incendiou. O então porta-voz do governo, Konrad Ahlers, divulgou erroneamente a notícia de que todos os reféns haviam sido libertados.

Apenas na madrugada do dia 6 de setembro ficou-se sabendo que os nove reféns israelenses, cinco terroristas palestinos e um policial haviam sido mortos. O fato gerou uma crise de credibilidade em relação ao governo alemão. A opinião pública passou a duvidar da versão oficial, de que as vítimas haviam sido mortas pelos terroristas, quando vieram à tona indicações de que poderiam ter sido atingidas por balas da polícia.

Com o passar dos anos, nem essa questão pôde mais ser esclarecida – pois alguns arquivos haviam sumido –, nem os pedidos de indenização chegaram a ser completamente atendidos.

Em Munique, as competições ficaram interrompidas por 34 horas, e a Olimpíada acabou prorrogada em um dia, após uma cerimônia em memória às vítimas.

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Fonte: DW

Edição Plano Brasil

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G20: Três temas principais na declaração de Hangzhou

Líderes do G20 reafirmam seu compromisso de combater problemas globais.

Os líderes das vinte maiores economias do mundo, reunidos na China, reafirmam seu compromisso com a luta contra terrorismo, o combate à corrupção e a prevenção de uma nova crise energética, de acordo com o projeto de declaração final da cúpula.

Luta contra o terrorismo

Os líderes do G20 reafirmam seu compromisso de combater o terrorismo em todas as suas formas e identificar todas as suas fontes de financiamento, indica o projeto de comunicado de Hangzhou, ao qual  a agência Sputnik teve acesso.

“Reafirmamos nossa solidariedade e determinação na luta contra terrorismo em todas suas formas e onde quer que ocorra. Tencionamos identificar todas as fontes, técnicas e canais de financiamento do terrorismo, incluindo tributação ilegal de extorsão, contrabando de recursos naturais, pilhagem de bancos, pilhagem de bens culturais, doações externas e pagamentos de resgate. Decididos a enfrentar o terrorismo, continuamos comprometidos com a troca eficaz de informações, congelamento de bens de terroristas e criminalização da atividade terrorista” – divulga o comunicado.

Combate contra a corrupção

As partes do encontro apoiam a iniciativa da China estabelecer o Centro de Cooperação Internacional de Recuperação de Ativos e Investigação em relação a pessoas procuradas por corrupção.

“Apoiamos os princípios do G20 sobre cooperação em matéria de pessoas procuradas por corrupção e saudamos a iniciativa chinesa de estabelecer na China um Centro de Cooperação Internacional de Recuperação de Ativos e Investigação em relação a pessoas procuradas por corrupção nos estados-membros do G20, que funcionará em conformidade com as normas internacionais” – nota-se no rascunho do comunicado.

Investimentos em energia

Novos investimentos em projetos de energia são essenciais para que o mundo evite aumentos de preços, perigosos para a economia mundial. O problema principal da esfera de energia de hoje é que os preços mundiais dos hidrocarbonetos são baixos demais para atrair investimentos em novos projetos. Mas a situação na economia mundial pode mudar e, no futuro próximo, pode acontecer um défice de produtos energéticos devido à falta de novas jazidas.

“Ressaltamos que o investimento contínuo em projetos de energia e uma melhor interconexão regional, particularmente em projetos de energia sustentável, mantém-se criticamente importante para garantir a futura segurança energética futura e prevenir picos de preços, economicamente desestabilizadores” – indica  o comunicado.

A cimeira do G20, que começou no domingo, termina hoje, segunda-feira (5).

Foto: © REUTERS/ Damir Sagolj

Fonte: Sputnik News