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Vídeo com um show de imagens do Танк T-90

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Brasil Economia Geopolítica Negócios e serviços Opinião Rússia

O “novo” Brasil e a Rússia estão fadados à parceria

A dramática substituição do mais alto escalão de poder no Brasil terá, inevitavelmente, um impacto significativo não só sobre as políticas internas, mas também sobre a política externa do maior país da América Latina.

No decorrer dos próximos dois anos que faltam para as eleições presidenciais, Michel Temer terá que resolver, em primeiro lugar, as complexas questões nacionais herdadas dos governos de esquerda, primeiro o de Luiz Inácio Lula da Silva e, em seguida, o de Dilma Rousseff.

Ambos fizeram muito em benefício das camadas mais pobres da população, mas, ao mesmo tempo, e quase que inevitavelmente, pioraram a condição dos ‘livros contábeis’ do Estado.

No entanto, o papel cada vez mais ativo desempenhado pelo país-continente sul-americano na arena internacional irá obrigar o Itamaraty a, no mínimo, não reduzir o ritmo de atividade nos principais seguimentos.

Isso se refere não só aos vetores tão tradicionais da diplomacia brasileira, como América Latina e Estados Unidos, mas também à cooperação no âmbito da associação Brics, na busca comum da construção de um mundo multipolar.

No atual contexto de crise econômica global, queda dos preços do petróleo e de outras matérias-primas, ascensão do terrorismo internacional e instabilidade política em muitas regiões do planeta, a influência desse grupo só tende a aumentar.

Pela lógica, visando os interesses de ambos os países, a parceria entre Brasília e Moscou também deve se desenvolver. Ao longo dos últimos 15 anos, aproximadamente, as relações bilaterais se desenvolveram sobre uma sólida base comercial e econômica que é complementada pela cooperação no campo da alta tecnologia, incluindo os setores de energia, espaço, telecomunicações e militar.

Um dos frutos dessa cooperação foi, por exemplo, a permanência do primeiro astronauta brasileiro em órbita ao redor da Terra (em 2006, Marcos Cesar Pontes viajou até a Estação Espacial Internacional em uma missão que durou 10 dias).

Bom, mas pode ser melhor

O presidente russo Vladímir Pútin fez uma visita ao Brasil em 2014, e, no ano seguinte, os líderes dos dois países assinaram um acordo de parceria estratégica em Moscou que, desde então, confere uma importância política especial para as relações bilaterais. Desde 2010, o regime de isenção de visto vigora entre os dois países, embora seja preciso reconhecer que o intercâmbio de turistas, por enquanto, não é grande.

Uma etapa mais ampla de cooperação em muitas áreas está delineada nos acordos firmados pelos respectivos chefes de Estado em julho de 2014, em Fortaleza, à margem da cúpula do Brics.

Em resumo, é possível observar com satisfação que, comparadas às relações entre Brasil e União Soviética, que em sua maioria possuíam caráter formal e basicamente se limitavam ao comércio de petróleo e produtos agropecuários, as estáveis relações do Brasil com a nova Rússia apresentam melhorias significativas.

Seu potencial, no entanto, ainda está longe de ser plenamente aproveitado, fato que é reconhecido de modo autocrítico dos dois lados do Atlântico. A experiência de cooperação acumulada pelos dois gigantes pode e deve ser propagada em novas esferas de interesses mútuos.

Os brasileiros possuem know-how avançado, especialmente em agropecuária, indústria automotiva, e extração de petróleo e gás natural em águas profundas. Mas também existem muitas coisas úteis que eles podem aprender com os russos.

É lastimável que, no momento, muito pouco seja feito em áreas tão importantes como investimentos mútuos, cooperação entre grandes universidades e intercâmbio cultural. É verdade que, hoje em dia, toca-se com frequência música brasileira nas rádios russas (o autor destas linhas se orgulha do fato de que, no âmbito do programa de rádio “Globo Musical”, ainda no distante ano de 1980, apresentou aos ouvintes soviéticos pela primeira vez o trabalho de Beth Carvalho, Alcione, Chico Buarque, Gilberto Gil, Roberto Carlos e outros cantores populares daquela época. E a repercussão entre o público soviético foi enorme!).

Por outro lado, pouco se conhece na Rússia sobre o teatro, o cinema e a pintura produzida no Brasil – também a arquitetura, na qualidade de legado do grande Niemayer, merece um olhar mais atento. Os dois países tem ainda o que compartilhar na área dos esportes.

Na Rússia ainda não foi esquecida, e até hoje é apreciada, a posição do Brasil há 36 anos de se recusar a participar do boicote à Olimpíada de Moscou,, apesar da forte pressão de Washington. É claro que enormes distâncias separam os nossos países, mas nem isso impediu que trocassem missões diplomáticas ainda no ano de 1828.

Política da paz

Um conservadorismo saudável distingue, por tradição, a política externa do Brasil. O Itamaraty persegue de forma metódica seus objetivos prioritários, quase que independentemente da “cor” do governo que se encontra no poder. Dentre esses objetivos os mais importantes são a paz, o desenvolvimento e a cooperação, que coincidem com o slogan inscrito na bandeira nacional: “Ordem e Progresso”.

Mantendo-se fiéis a uma política externa em prol dos interesses nacionais, os profissionais que trabalhavam no austero Palácio rodeado por um espelho d’água procuraram encontrar possíveis pontos de convergência com as posições de Moscou mesmo durante a Guerra Fria.

Segundo o ex-ministro das Relações Exteriores, Luiz Felipe Lampreia, um diplomata brilhante com quem tive a oportunidade de me relacionar durante os briefings diários, ainda na época em que ele era assessor de imprensa desse órgão, “a parceria entre a Rússia e o Brasil tende a se desenvolver no âmbito político da coordenação de esforços em resposta a desafios como a necessidade de desarmamento, reforma e fortalecimento do papel da ONU, luta contra o terrorismo e o crime organizado e, acima de tudo, consolidação da paz, da democracia e do respeito pelos direitos humanos”. Hoje, isso parece ainda mais relevante.

Em sua busca por um lugar na ONU na qualidade de membro permanente do seu Conselho de Segurança, por exemplo, Brasília está contando com forte apoio de Moscou.

Além disso, em relação à maioria dos mais importantes problemas da atualidade, os interesses geopolíticos da Rússia e do Brasil coincidem ou estão próximos, devido a uma série de circunstâncias objetivas.

Os turbulentos eventos que aconteceram no mundo nos últimos anos apenas reiteraram a importância da cooperação entre os dois países-continentes na arena internacional, tanto em nível bilateral, quanto no âmbito do Brics. A este respeito, é igualmente importante o fato de que para a Rússia o Brasil foi e continua sendo um “interlocutor privilegiado” na América Latina.

Guennádi Petrov

Foto: AP

  • Guennádi Petrov é ex-chefe do escritório da agência de notícias TASS em Cuba, Brasil e Portugal.

Fonte: Gazeta Russa

 

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China Defesa Estados Unidos Geopolítica Negócios e serviços Opinião Sistemas de Armas

Cooperação entre China e Arábia Saudita preocupa os EUA

A China está fortalecendo sua cooperação militar com o principal parceiro dos EUA no Oriente Médio. Foi assinado um acordo de venda de uma remessa de drones chineses Wing Loong para os sauditas. Assim, o Reino da Arábia Saudita, segundo dados de Global Times, se tornou o primeiro país árabe que tem este tipo de drones.

A mídia árabe destaca que este tipo de drone é capaz de transportar dois foguetes da classe ar-superfície e representar um meio efetivo de controle, bem como pode usar tecnologia de pontaria por raios X.

Nos últimos anos a cooperação estreita entre os dois países tem aumentado ativamente. O ministro da Defesa da China assegurou que seu país está pronto para elevar a cooperação militar entre os dois países para um novo nível, o que foi apoiado pelo lado saudita.

A Arábia Saudita representa agora a área principal para o fortalecimento das posições da China no Oriente Médio, considera o analista militar Viktor Baranets:

“Com o desenvolvimento das relações técnico-militares entre a China e Arábia Saudita, podemos falar do surgimento de um novo eixo Pequim–Riad que tem uma capacidade séria para influenciar a geopolítica global. O exército da Arábia Saudita está sendo reforçado pela China e isso é preocupante para os Estados Unidos. Eles não saúdam o fortalecimento das relações da Arábia Saudita com os seus adversários geopolíticos. China está começando a penetrar cada vez mais no território da influência norte-americana”, disse o especialista.

A Arábia Saudita é um parceiro estratégico para os EUA, mas a China também declara em voz alta seus interesses em outros lugares. Este é um momento bastante sério da geopolítica chinesa que não pode ser ignorado, concluiu Baranets.

O professor da Academia Diplomática do China Su Hao expressou sua opinião sobre o interesse da China no desenvolvimento de relações militares com a Arábia Saudita.

Ele opina que a cooperação pode ajudar na luta contra o terrorismo, bem como ajudar economicamente ambos os países – por causa da queda de preços do petróleo a Arábia Saudita agora espera receber uma série de proveitos econômicos.

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Sputnik News

 

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Aviação Defesa Rússia Sistemas de Armas Sistemas Navais Tecnologia

Rússia modernizará caças embarcados Sukhoi Su-33

Su 33

 Texto: Edilson Pinto

A Marinha Russa pretende modernizar os caças navais Sukhoi Su-33. Segundo o Military Information, a primeira aeronave Su-33 submetida ao processo de modernização foi equipada com o sistema SVP-24 “Gefest” de guiamento armas até o alvo. A aeronave em questão teria sido avistada M. M. Gromov Flight Research Institute .

O Su-33 atualizado e equipado com o SVP-24 para direcionamento e emprego de munições não guiadas permitirá que o Su-33 possa empregar um arsenal de armas contra alvos terrestres com precisão cirúrgica em qualquer tempo e condições climáticas. De acordo o Defence Blog, os Su-33 remanescentes serão modernizados e incorporados para operação.

Sobre o Su 33

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O Su-33 é uma aeronave de combate multi propósito, de decolagem convencional baseada em porta aviões (CTOL)  fabricada pela Sukhoi em Komsomolsk-on-Amur, Rússia. A aeronave foi principalmente concebida e desenvolvido para atender aos requisitos da Marinha Soviética que com o fim da URSS, teve como destino a Marinha Russa.

O Su 33 fez seu voo inaugural em maio de 1985 e forma construídas 24 aeronaves as quais entram em serviço em 1994 embarcado no Porta aviões remanescente então renomeado Almirante Kuznetsov. Anteriormente designado Su-27K, o caça que de fato é uma variante naval embarcada do seu antecessor, o Su-27 recebeu o nome código OTAN Flanker-D.

Su 333

Comparativamente ao Su-27, o Su-33 possui carenagem inferior e seções estruturais fortalecidas, asas dobráveis e alguns novos estabilizadores, desenhados para as necessárias compatibilidades em operações provenientes de porta-aviões. As asas são maiores que as das versões terrestres.

O Su-33 possui motores e trem de pouso dianteiro atualizados e estão equipados com sondas para de reabastecimento. Após o anúncio em 2009 de que os caças navais seriam substituídos pelos MIG29K surgiu o boato de que estas aeronaves seriam desativadas, porém os eventos recentes demonstram que tais afirmações podem não mais serem verdades.

Modernização

Em 2010, a Sukhoi desenvolveu uma versão atualizada do Su-33. Os testes de voo foram iniciados em outubro daquele ano. Segundo consta, a versão melhorada do Su-33 teria sido proposta para competir com uma potencial versão chinesa do Su-33, o J-15 atualmente em operação na PLAN.

As atualizações na aeronave incluíram os novos motores AL-31-F-M1 (132 kN) e maior capacidade de carregamento de armas. No entanto, naquela altura, não foram conduzidas as almejadas atualizações nos sistemas de radar e armamentos, devido a restrições de orçamentárias vigentes naquele momento.

Su 30 Sm

Atualmente especula-se que entre os avanços nos sistemas de gerenciamento e controle de fogo da aeronave, outros sistemas poderão ser incorporados no âmbito do programa de revitalização, que pode incluir nova ECM e sistemas de radares Phased-Array, N011R, conhecido como Bars-R além de HUD de ângulo variável.

O N011R é um Sistema de Radar Híbrido cujo alcance de rastreio se situa entre 360 km com intervalo de pesquisa de 250 km. O radar pode acompanhar e envolver até 25 alvos aéreos e engajar simultaneamente os 12 alvos considerados prioritários.

O hemisfério para a frente é ± 90º em azimute e ± 55º em elevação. Estes alvos podem incluir de mísseis de cruzeiro até helicópteros imóveis pairando sobre a superfície. Segundo nota técnica da fabricante dos radares, um caça F-18 EF Super Hornet, pode ser detectado a uma distância de até 150 km. Como comparação, as variantes mais avançados do F-16 que incluem os modelos Block 52 e Block 60 teriam esta acuidade nas condições operacionais de detecção em um intervalo de 130- 160km. Deste modo, um Su-30Sm é capaz de engajar um F-15A à um alcance máximo de 360 km e funcionar como um ‘mimi-AWACS’ agindo como um posto de comando para outra aeronave.

nesse modo, as coordenadas dos alvos podem ser transferidas automaticamente para pelo menos 7 outras aeronaves. Esta funcionalidade foi vista pela primeira vez no MiG-31 Foxhound, que está equipado com o radar Zaslon. Porém, estas capacidades ampliariam as funções do Su-33 além outros fatores que as indicam como potenciais no programa de revitalização.

Alguns destes sistemas já são componentes presentes nas aeronaves SU 30SM dos quais a Marinha Russa está recebendo atualmente em vários lotes. Segundo as fontes consultadas pelo PB, esta medida poderia melhorar a eficácia logística uma vez que, a Marinha estaria dotada de um caça mais moderno e atualizado, tendo um caça naval embarcado que compartilharia inúmeros itens comuns ao caça que substitui basicamente toda a frota da aviação da Marinha Russa lotada em terra.

Outras medidas também poderão ser tomadas em relação a modernização do sistema de empuxo vetorial além da abertura do arsenal de armas disponível ao Su-33, que segundo a fonte consultada poderá ser semelhante ao do Su- 30SM porém com a adição de um moderno míssil de ataque naval de longo alcance.

Batismo de fogo?

Kznetsov

Segundo informações os caças Su-33 devem retornar ao serviço no porta aviões Almirante Kuznetsov e num futuro breve estas aeronaves dividirão o convés do navio com os novos MIG 29 K.

Julga-se que os caças da Sukhoi cobrirão especialmente a função de caça de defesa aérea, abrindo possibilidade de operações para os caças MIG. Alguns autores arriscam dizer que o Kuznetsov deve operar em uma capacidade antes nunca alcançada nem mesmo no auge da URSS.

Ka 52KAlgumas fontes acreditam que a ala aérea pode vir a ser composta por 12 Caças Su-33 e 20 caças MIG-29K, além e aeronaves 04 Kamov Ka-27LD32 (AEW) e até 18  helicópteros  Kamov Ka-27PL (ASW) e 02 Ka-27PS (SAR). Embora a capacidade máxima de transporte de aeronaves seja referida como 41 aeronaves, o volume ideal para operações embarcadas seria algo entre 30-36 o que indica uma significativa redução da componente rotativa especialmente das aeronaves ASW.Ka52K

Recentemente o Almirante Kuznetsov tem sido flagrado operando aeronaves Ka-52k e Mig 29K, alguns autores atestam que é esperada a estreia do navio dotado de novos caças e aeronaves de asa rotativa de ataque no conflito Sírio, as imagens obtidas do navio demonstram a presença das aeronaves operando a partir do convés do navio no mês de agosto de 2016.

Ka 52K2

Especula-se que o caça poderá servir de aeronave de escoltas para os grupos de ataque que por ventura venham a operar a partir do Porta Aviões Russo  em apoio as operações contra o estado Islâmico.

Sobre o Gefest

Russia Siria

Em inúmeros vídeos dos bombardeios russos na síria promovidos pelos caça bombardeiros SU-24, SU-34 e Tu-22M3, são flagrados o lançamento de bombas “burras” contra os alvos, entretanto, o índice de acerto destas armas tem sido referido pela mídia ocidental como uma “surpresa”, uma vez que não são empregadas as armas ditas de “precisão.”

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Segundo o que informa a nota, o responsável por isso seria o sistema de gerenciamento e guiamento de armas “Gefest” SVP-24, um sistema avançado de acompanhamento dos alvos que fornece a aeronave a melhor opção para o disparo e que proporciona aumentar a precisão das armas de queda livre, ditas “Burras” em armas de precisão semelhante à das bombas inteligentes.

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O SVP-24 já é confirmado como parte integrante dos sistemas de armas  dos SU-24, Su-25, Tu-22M3 e dos helicópteros Ka-52. Em outras palavras, ele pode ser implantado em praticamente qualquer aeronave de asa rotativa ou fixa.

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Brasil China Destaques EVENTOS Geopolítica Negócios e serviços

Brasil e China fecham acordos de mais de R$ 10 bilhões

Logo assim que chegou à China nesta sexta-feira (2), o presidente Michel Temer participou, em Xangai de um seminário onde fechou nove acordos para os próximo anos orçados em mais de R$ 10 bilhões no Brasil.

Entre os acordos firmados  estão projetos de investimentos em um porto e na construção de uma indústria siderúrgica no Maranhão e também a criação de um fundo para financiar projetos para desenvolver a cadeia agrícola no Brasil, também foi negociada a venda de aviões da Embraer para uma companhia chinesa e a compra de participações de empresas  brasileiras por corporações chinesas.

No Seminário Temer, disse que era sua primeira missão oficial como presidente efetivado e ressaltou que os indicadores econômicos no Brasil já estão melhorando, garantindo que o Brasil vai superar a crise. Michel Temer ainda ressaltou, que os acordos fechados, fortalecem ainda mais a parceria e a confiança comercial entre Brasil e China.

“O ato de hoje é de fundamental importância para revelar a interação, a integração entre o Brasil e a China de um lado e de outro lado a confiança do empresariado chinês na economia brasileira e em terceiro lugar o desejo extraordinário de todo o empresariado brasileiro de fazer uma aliança muito sólida com a China e com os empresários chineses. Esperamos que todos tenhamos, como tem a China, muito sucesso.”

Ainda no discurso, Michel Temer destacou que o Brasil avançou nos últimos três meses com o aumento da confiança e dos indicadores econômicos, ressaltando que o foco central do seu governo é a responsabilidade fiscal, monetária e política.

“O fundamento central do nosso governo é a responsabilidade fiscal, pois o gasto desmensurado penhora o futuro, em troca de uma prosperidade efêmera e falsa. Responsabilidade também na política monetária, que o controle da inflação é pressuposto do crescimento sustentado e do real progresso econômico e social. Responsabilidade política, que só avançaremos pelo diálogo e pela união.”

A comitiva presidencial em seguida participou de uma reunião bilateral com o presidente da China, Xi Jinping, na cidade de Hangzhou.

O Ministro das Relações Exteriores José Serra conversou com a imprensa após o encontro, e disse que Xi Jinping inicialmente já fez um convite para que Temer retorne à China, mas desta vez para uma visita de Estado, ainda sem data definida. De acordo com José Serra, o presidente chinês disse estar confiante na estabilidade política e na recuperação da economia brasileira. Na reunião, foi discutida a perspectiva de aumentar ainda mais as exportações do Brasil para a China, e a ampliação da cooperação econômica entre os dois países, nos setores da agricultura, agropecuária, logística, transporte e energia.

Neste sábado (3), Temer vai ter na China uma reunião com a comitiva brasileira, e em seguida se reúne com o diretor geral da Organização Mundial do Comércio brasileiro, Roberto Azevedo. A cúpula do G20 com os chefes de Estado e do governo das 20 maiores economias mundiais acontece nos dias 3 e 4 de setembro.

Foto: Beto Barata/ PR

Fonte: Sputnik News

 

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América do Sul Brasil Conflitos Estados Unidos Geopolítica Negócios e serviços Opinião

Relação Brasil & EUA: Saída de Dilma abre oportunidades

Em um reflexo da mudança inevitável de época, Luiz Alberto Figueiredo realizou há uma semana em Washington uma festa de despedida como embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Ele não esperou a destituição, na quarta-feira, de Dilma Rousseff como presidenta pelo Senado.

O novo presidente do Brasil, Michel Temer, já definiu, há dois meses, o baile dos embaixadores. Figueiredo, um ex-ministro de Relações Exteriores que agora vai para Lisboa, é substituído por Sérgio Amaral, um veterano político com experiência em diplomacia e comércio.

A escolha de Amaral exemplifica o foco comercial que o novo Governo de Brasília quer dar ao relacionamento com Washington. Superado o drama do impeachment da ex-presidenta brasileira, as duas maiores democracias e economias das Américas querem impulsionar a relação bilateral deixando para trás a instabilidade política do ano passado, e o clima tenso entre Rousseff e o presidente dos EUA, Barack Obama.

As promessas de boas intenções, de que é a hora de dar o impulso definitivo à relação de acordo com o peso dos países, são recorrentes entre os dois gigantes, cujo entendimento transitou em uma espécie de montanha russa nos últimos anos.

“Que haja um novo presidente é definitivamente uma oportunidade para restabelecer a relação sob alguns pontos, objetivos e iniciativas importantes que até hoje não era possível fazer pela tempestade política que existia”, diz Peter Schechter, diretor do centro latino-americano do Atlantic Council, um think tank em Washington.

  • O especialista acredita que a colaboração pode ir da crise na Venezuela até um maior entendimento em questões tecnológicas, educativas e comerciais.

O Departamento de Estado reagiu com pragmatismo à saída de Rousseff e evitou repetir as críticas da ex-presidenta e de alguns países latino-americanos que afirmam que ela foi vítima de um golpe de Estado. “Essa foi uma decisão tomada pelo povo brasileiro e nós respeitamos isso”, disse o porta-voz John Kirby na quarta-feira. “Acreditamos que as instituições democráticas no Brasil agiram dentro do marco constitucional”.

O porta-voz da diplomacia norte-americana estava confiante de que continuará a “forte relação bilateral” e “colaboração essencial” entre as duas potências.

No início de agosto, o secretário de Estado, John Kerry, afirmou, após reunir-se no Rio de Janeiro com seu homólogo, José Serra, que nos últimos anos a crise política brasileira “impediu que as relações crescessem” e afirmou que os dois países “têm muito a fazer juntos”.

A declaração desencadeia uma sensação de déjà vu. Após a reeleição de Dilma Rousseff no final de 2014, Washington fez gestos conciliatórios para Brasília com os quais esperava superar a lacuna aberta pela espionagem, descoberta em 2013 por Edward Snowden, da Agência Nacional de Segurança (NSA, pela sigla em inglês) contra a então presidenta brasileira.

Depois de saber que seu telefone tinha sido grampeado, Rousseff cancelou uma visita de Estado a Washington. Esperou um pedido de desculpa oficial de Obama, que nunca veio. Em junho de 2015, fez as pazes com o presidente dos Estados Unidos com uma visita à Casa Branca. Na reunião, foram reiteradas as boas intenções e assinados acordos estratégicos. Mas a crescente instabilidade política no Brasil, acompanhada pelo colapso econômico, dificultou a aproximação.

Obama, que era próximo ao Brasil no início de seu mandato, termina sua presidência em janeiro. Temer tem dois anos pela frente até as próximas eleições. Os dois se encontrarão este fim de semana na cúpula do G20 na China.

O analista Schechter afirma estar “relativamente otimista” sobre a capacidade do novo presidente brasileiro para endireitar o país e reforçar os laços com os principais parceiros, como os EUA. “A relação foi impedida por todos os problemas que ela (Rousseff) tinha e agora será possível trabalhar em certas coisas”, diz.

Foto: © AFP 2016/ EVARISTO SA

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: El País

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Aviação China Defesa Sistemas de Armas

J-20 participa de exercícios militares chineses no Tibete

J 20 Tibet

 Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Informações: Defense Blog

O primeiro caça furtivo  chinês Chengdu J-20  foi flagrado na pista do aeródromo no Tibete. A informação foi relatada por Mike Yeo .

O Chengdu J-20 (Águia Negra- codinome OTAN) é uma aeronave bi turbina de quinta geração desenvolvido pela Chinesa, Chengdu Aerospace Corporation constitui-se numa plataforma com potencial para uma aeronave de ataque de longo alcance na região Ásia-Pacífico.

Segundo se especula, a Chengdu Aircraft Corporation alegadamente produzirá 12 aeronaves J-20 de série para a PLAAF até 2017. Estes caças serão então extensivamente testados antes de se tornarem operacionais até 2018 data prevista para o feito.

Fonte: Defence Blog

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa Rússia Sistemas de Armas

JSC transfere mais seis Su-34 para a VKS

VKS (1)

Rustam- Moscou

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

A  JSC “Sukhoi Company” (integrante da  United Aircraft Corporation-UAC) em um comunicado à imprensa, informou que em 30 de agosto de 2016 foi transferido para o Ministério da Defesa da Rússia mais um lote de caças Sukhoi Su-34.

As aeronaves decolaram do aeroporto da fábrica de aviões em Novosibirsk atualmente renomeado VP Chkalov ( NAE ) e se dirigiu para o seu destino no 277º Regimento de aviação da 303ª Divisão Aérea do 11º Exército da Força Aérea vermelha e Defesa Aérea do Distrito Militar do Leste.

VKS (2)

Nas imagens captadas por Mehrzod Mashrafovich  (russianplanes.net) são apresentados os caças com números vermelho ” 05 “, “06” e “07” , as imagens foram captadas ainda na planta da aviação de Novosibirsk no aeródromo da fábrica de Eltsovka em 19 de agosto de 2016.

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Aviação China Defesa Destaques Geopolítica Sistemas de Armas Tecnologia

China desenvolve bombardeiro estratégico de nova geração

China está desenvolvendo um bombardeiro estratégico de nova geração que em breve será apresentada ao público, disse o comandante da Força Aérea da China, o major-general Ma Xiaotian.

De acordo com Xiaotian, as capacidades de combate da Força Aérea chinesa têm aumentado significativamente com o passar do tempo.

“Atualmente, estamos desenvolvendo uma nova geração de bombardeiros estratégicos, que em breve será apresentada”, Xiaotian disse ao jornal Global Times (Huanqiu Shibao).

O major-general não deu detalhes adicionais sobre o novo bombardeiro.

No ano passado, a China exibiu seu bombardeiro estratégico Xian H-6K, cópia licenciada do avião soviético Tu-16. O H-6K é equipado com mísseis de cruzeiro DH-20, o que dá ao bombardeiro chinês a capacidade de atingir alvos situados a uma distância 6 mil km.

Foto: Bombardeiro estratégico Xian H-6K

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Sputnik News

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Conflitos Defesa Geopolítica Rússia Ucrânia

OTAN se transformou em uma organização ideológica – Lavrov

A OTAN se transformou em uma organização ideológica, cujos membros tentam demonstrar uns para os outros as capacidades de encontrar argumentos anti-russos, disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em entrevista à editora do Conselho de política externa e de defesa da Rússia.

O ministro lembrou que os colegas da OTAN chegaram a afirmar que o Conselho Rússia-OTAN deve funcionar “faça chuva, faça sol”, e mais ainda em casos de “temporal”.

“Deu um temporal na Ucrânia e eles fecharam o Conselho Rússia-OTAN. Agora tentam abrir novamente”, disse Lavrov.

O ministro disse que a Rússia participou de reuniões para a reabertura do conselho e apresentou uma série de propostas, inclusive uma análise da situação militar na Europa, para avaliar o presente e determinar caminhos de preservar os interesses de cada país.

Ele lembrou que a Rússia também convidou os colegas da OTAN a participar de exercícios militares a serem realizados no Cáucaso, bem como ao fórum internacional “Army-2016”.

“Da parte da Aliança do Atlântico Norte não houve propostas. Ficou a impressão de que o Conselho Rússia-OTAN foi convocado só para “bater ponto” mais uma vez sobre os temas referentes à Ucrânia. Isso significa que a aliança do Atlântico Norte se transformou em um tipo de organização ideológica, cujos membros tentam demonstrar uns para os outros as respectivas capacidades de encontrar argumentos anti-russos”, disse o chefe da diplomacia russa. 

Sergei Lavrov argumentou em favor da retomada de relações de respeito mútuo e disse acreditar que existem membros da OTAN que concordam com ele.

“Claro que não são todos a agir assim. Há pessoas na organização que entendem o vazio deste caminho e a necessidade da retomada de relações normais e de respeito. Porque imaginar que só a sua lógica e a sua abordagem deve servir para todo mundo faz parte de um pensamento colonialista. Infelizmente esse pensamento aparece no discurso de alguns políticos, principalmente em países que não conseguem se resignar com o fim do império. É preciso ter mais humildade e possuir uma visão objetiva da sua real importância no mundo”, concluiu o ministro.

Foto: © AFP 2016/ J. SCOTT APPLEWHITE

Fonte: Sputnik News

 

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Destaques Estados Unidos Geopolítica

Isenções secretas para Irã: EUA e parceiros concordaram após acordo nuclear

Os Estados Unidos e seus parceiros de negociação concordaram, em segredo, em permitir que o Irã se esquivasse de algumas restrições do acordo nuclear histórico do ano passado com o objetivo de cumprir o prazo final para que os iranianos começassem a ter um alívio das sanções econômicas, de acordo com um relatório de um centro de análises divulgado nesta quinta-feira.

O relatório do Instituto para a Ciência e a Segurança Internacional, com sede em Washington, tem como base informações fornecidas por várias autoridades de governos envolvidos nas negociações. O presidente do grupo, David Albright, ex-inspetor de armas da Organização das Nações Unidas e um dos autores do relatório, não quis identificar as autoridades, e a Reuters não teve como verificar de forma independente as afirmações do relatório.

“As isenções ou brechas estão acontecendo em segredo, e parece que elas favorecem o Irã”, disse Albright.

O relatório provocou um coro de críticas republicanas, incluindo da campanha do candidato do partido a presidente, Donald Trump. A campanha buscou ligar as conclusões com a rival democrata de Trump, Hillary Clinton, que era secretária de Estado quando conversas secretas foram mantidas com o Irã, mas que já havia deixado o cargo quando as negociações formais começaram.

“O acordo nuclear profundamente falho que Hillary Clinton secretamente liderou com o Irã parece pior e pior a cada dia”, afirmou num comunicado o general aposentado Michael Flynn, assessor de Trump. “Está agora claro que o presidente Obama cedeu demais para assegurar um acordo frágil que é cheio de brechas.”

A campanha de Hillary não comentou de imediato o relatório.

Entre as isenções havia duas que permitiram que o Irã excedesse os limites do acordo sobre a quantidade de urânio pouco enriquecido que o país poderia manter nas suas instalações nucleares, segundo o relatório. Esse tipo de urânio pode ser purificado em urânio altamente enriquecido, que pode ser usado em armas.

As isenções, de acordo com o relatório, foram aprovadas pela comissão conjunta que o acordo criou para supervisionar a implementação. A comissão é composta pelos Estados Unidos, os seus parceiros de negociação e o Irã.

Uma importante e “informada” autoridade foi citada pelo relatório dizendo que se a comissão conjunta não tivesse agido para criar essas isenções, algumas das instalações iranianas não estariam em conformidade com o acordo até 16 de janeiro, o prazo final para o início da suspensão das sanções.

O governo norte-americano tem dito que as potências mundiais que negociaram o acordo, os EUA, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha, não fizeram nenhum arranjo secreto.

Uma autoridade da Casa Branca, falando em condição de anonimato, afirmou que a comissão conjunta e o seu papel “não eram secretos”. A autoridade não tratou das alegações do relatório sobre isenções.

Foto: Secretário de Estado dos EUA John Kerry, fala com o Ministro do Exterior iraniano, Mohammad Javad Zarif – Genebra/Janeiro/2015 durante as negociações nucleares.

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Reuters

 

 

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China Economia EVENTOS Geopolítica Negócios e serviços Opinião

China sedia G-20 em meio a tensão com parceiros

A cúpula das principais economias, que deveria ser um momento de glória para a China, coincide com uma reação mundial adversa à globalização – e a China é responsabilizada por boa parte dela.

Pequim vê encontros de líderes mundiais como oportunidade de enfatizar o papel ascendente da China no cenário mundial, e não poupa esforços para garantir uma pompa incomum para a ocasião. Mas, no momento em que o presidente Xi Jinping se prepara para receber os líderes das economias do G-20 na cidade histórica de Hangzhou, o que desponta cada vez mais como meta é impedir que a China seja apontada como obstáculo ao crescimento mundial.

Num momento em que o crescimento da China desacelera e as economias dos EUA e da Europa seguem estagnadas, ganharam força nos últimos meses reclamações de que o excesso de capacidade industrial da China derrubou os preços no mundo. Além disso, o acesso de investidores estrangeiros à China não corresponderia às condições encontradas pelas empresas chinesas no exterior. E o país com o maior comércio exterior do mundo se tornou presença constante em disputas comerciais, que vão desde a celulose brasileira até pés de galinha americanos.

Por outro lado, autoridades e empresas ocidentais veem as empresas chinesas presentes em aquisições de grandes marcas mundiais como beneficiárias estatais de mercados protegidos.

“A China é o país do G-20 mais fechado em termos de ingresso de investimento externo e ao mesmo tempo desponta como o maior investidor do mundo”, disse David Dollar, professor visitante-do Brookings Institution. “Essa falta de reciprocidade representa um verdadeiro problema para o mundo.”

Acusações assim no G-20 seriam um revés para a aspiração da China de reformular a ordem mundial e embotará vitórias, como a fundação do Banco Asiático de Investimentos em Infraestrutura, resposta chinesa ao Banco Mundial e cuja filiação está crescendo. O Canadá se tornou ontem o primeiro país norte-americano a pedir adesão.

Autoridades chinesas sugerem que darão destaque às conversações voltadas para formalização de tratados de investimento no G-20, como prova de Pequim está comprometida com a abertura.

Pequim coloca a China na posição de vítima, não de causa, do “crescente protecionismo comercial”. O comunicado final do G-20 deverá incluirá menções à “redução do protecionismo comercial”.

Autoridades envolvidas na reunião do G-20 dizem ser pouco provável que o encontro produza um acordo relevante para respaldar o crescimento mundial, na linha da cúpula de 2009, em Londres, que reuniu mais de US$ 1 trilhão em compromissos de crédito para impulsionar os empréstimos. Agora, dizem, o foco será convencer a China a ajudar a economia mundial a recuperar dinamismo.

Na cúpula, é provável que Pequim enfatize sua liderança nas finanças “verdes”, na transparência fiscal, na regulamentação financeira e em outras áreas, em um Plano de Ação de Hangzhou coordenado pelo G-20 que lhe dará uma oportunidade pelo menos simbólica de mostrar liderança mundial.

Mas a tentativa da China de fazer a agenda do G-20 voltar à economia mundial como um todo poderá se revelar difícil. “Se o comunicado final for sobre excesso de capacidade ou outros problemas que afetam o comércio internacional, a China não vai querer seu nome” apontado como responsável, disse um alto funcionário de um grupo empresarial ocidental.

O que está em jogo é o prestígio, além de interesses mais tangíveis.

Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostram que as medidas antidumping, entre as quais tarifas, impostas por membros do G-20 contra produtos chineses aumentaram 47% no ano passado, para seu nível mais alto, em relação a 2010. As medidas compensatórias tiveram como alvo todos os tipos de produtos, de bicicletas infantis até aquecedores de água. Um terço delas incidiu sobre as vendas de aço chinês.

A escala e os baixíssimos preços dos produtos exportados pela China geram temor em comunidades operárias do mundo inteiro. Economistas de sindicatos do Ocidente argumentam que a abertura dos mercados, especialmente à China, achatou os salários e levou à transferência de nada menos que 3 milhões de empregos americanos. Opiniões desse tipo ganharam força até em círculos pró-comércio mundial nos EUA e são tema importante na campanha eleitoral.

Parlamentares europeus manifestaram forte objeção a mais abertura da economia do bloco à China sem a contrapartida das concessões chinesas. Um estudo da Comissão Europeia, o braço executivo da União Europeia (UE), estima que o fechamento de empregos na UE poderá alcançar 211 mil ou mais se a China receber o status de “economia de mercado”.

“Num momento em que o mundo precisa de mais globalização, a China segue no modo defensivo”, diz Jörg Wuttke, presidente da Câmara de Comércio da UE na China. “Nossa preocupação é que a China possa desencadear forças protecionistas que ninguém quer ver.”

Os investimentos externos chineses entram nos demais países com relativa facilidade, mesmo em setores supervalorizados como robótica e biotecnologia, como foi o caso da aquisição pela China da gigante de biotecnologia Syngenta, liberada pelos EUA em agosto.

Mas Pequim mantém setores fundamentais totalmente ou em boa parte fechados a investidores estrangeiros e usa o comércio exterior como fator impulsionador em investimentos transnacionais. Depois que a Austrália barrou, em agosto, a aquisição pela State Grid, da China, da maior rede de energia elétrica australiana, Pequim alertou que a rejeição poderia comprometer os laços comerciais.

“Esta é uma época muito cheia de disputas”, disse o analista Angus Nicholson, da trading IG. “E a China tem contribuído enormemente para essa inquietação.”

CHUIN-WEI YAP

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: The Wall Street Journal