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Uralvagonzavod apresentará seu sistema de artilharia autopropulsada (AP) “Phlox” 120 mm durante a ARMY-2016.

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A JSC Central Research Institute Burevestnik parte do grupo Uralvagonzavod apresentará durante a Feira Técnica Internacional Militar ARMY 2016 na Russia (International military-technical forum “ARMY-2016” irá acontecer entre os dias 6-11 de setembro ) seu novo sistema de artilharia autopropulsada (AP) “Phlox” 120 mm. O novo sistema de artilharia autopropulsada compreende em uma peça de artilharia de 120 mm montada sobre o chassi de um caminhão Ural 6×6.

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Segundo informações divulgadas pelo Diretor Geral da JSC Central Research Institute Burevestnik Petrel George Zakamennykh o alcance do sistema de artilharia de 120 mm e de cerca de 10 quilômetros no qual poderá empregar dois tipos destintos de munições para morteiro e obuseiros sendo esse seu grande diferencial.

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.Além disso, o Phlox conta com sistema de  controle de tiro totalmente digital no qual opera independente do veiculo. Todo o sistema e montado em um caminhão 6×6 Ural-4320 no qual recebeu uma cabine blindada semelhante a do veiculo blindado Ural-VV que confere uma excelente proteção para a tripulação.

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O sistema será destinado a fornecer apoio de fogo de precisão à curtas e medias distâncias para infantaria mecanizada, proporcionando mobilidade tática, manobrabilidade e cobertura para tropas.

Uralvagonzavod demonstrated a new self-propelled gun on a truck chassis

Com Informações de Defense Blog

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América do Sul Brasil Destaques Geopolítica Opinião

Imprensa alemã: “Uma injustiça histórica” o impeachment de Dilma Rousseff

Destituição da presidente brasileira tem base legal criticada por jornais e revistas alemães, que também reconhecem falhas da petista. Sede de poder de Temer e possível efeito positivo para Lula também são tema.

A cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff, como conclusão de um processo que durou nove meses, repercutiu na imprensa alemã nestas quarta e quinta-feiras (01/09). Os mais importantes jornais e revistas do país questionaram a legitimidade do impeachment, classificado-o com um processo com motivação política. Ao mesmo tempo, destacaram a inabilidade política de Dilma.

Michel Temer, que governará o país até 2018, foi apontado como alguém que nunca teria ganhado uma eleição. Além do peemedebista, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi apontado como um possível beneficiado do impeachment.

Golpe ou não?

“A palavra golpe tem um grande peso na América Latina”, afirma o influente portal Spiegel Online, apontando que o conceito é associado a generais e tanques nas ruas. “Mas como se deve chamar o processo em que uma chefe de Estado democraticamente eleita é afastada de seu cargo com uma justificativa legal duvidosa?” O veículo qualificou o processo de “farsa”, formalmente correto, mas com base legal frágil.

Segundo o portal, houve um abuso da cláusula do impeachment – destinada a proteger o país de crimes no mais alto cargo de Estado – para afastar uma presidente “desagradável”. “O Senado brasileiro representa uma classe política que é mais velha que a democracia. Ela se baseia em dinastias que por décadas governaram estados como se fossem seus reinos. A maioria dos senadores representa um sistema que nunca aceitou a ex-guerrilheira Dilma”, pontua o Spiegel Online, e complementa: “Não é preciso ser um apoiador de Dilma, de Lula ou do PT para constatar: essa mulher foi vítima de uma injustiça histórica.”

Para o Zeit Online, recorreu-se ao procedimento de impeachment previsto na Constituição, mas em vez dos previstos graves abusos foram usadas “sutilezas jurídicas” envolvendo a manipulação de números do orçamento. “Então, todos agiram como se isso fosse a pior coisa do mundo. […] Na realidade, tratou-se de poder e política – e se vemos isso dessa maneira, todo o processo, apesar de cumpridas as formalidades, é uma violação da Constituição.”

Falhas como presidente

Apesar de questionar a legitimidade do impeachment, alguns veículos alemães também reconheceram que Dilma falhou. “Com uma política econômica fracassada e sua maneira autoritária e muitas vezes brusca, ela contribuiu para sua queda”, afirma oSpiegel Online. O portal aponta que Dilma não é a única responsável pela crise econômica, mas acobertou a verdadeira dimensão da crise durante a campanha eleitoral e reagiu tarde demais. “Assim ela perdeu o apoio da classe média.”

O portal Tagesschau também reconhece que o afastamento definitivo de Dilma não foi apenas consequência da sede de poder de Temer, mas também das falhas políticas da petista. O veículo aponta que Dilma não envolvia seus aliados nas decisões e muitas vezes permanecia inacessível durante meses. “Não foi, portanto, somente sua política, mas sobretudo seu estilo de governar que fortaleceu seus adversários.”

Temer: “sedento de poder, astuto e vaidoso”

A imprensa alemã fez duras críticas a Temer, classificado como alguém que nunca teria chance de ganhar uma eleição. “E ele nem poderia tentar: por doações eleitorais ilícitas ele não pode se candidatar”, aponta o portal Tagesschau, acrescentando que grande parte do governo de Temer está envolvida em corrupção “até o pescoço”.

“E não combina nada com o Brasil moderno que alguém convoque apenas velhos homens brancos para seu gabinete”, diz o veículo, que classifica o peemedebista como “sedento de poder, astuto e vaidoso”. “Temer é tão impopular no país quanto Dilma”, completa o Spiegel Online.

Ao contrário de Dilma, Temer fala a língua e joga o jogo dos senadores em Brasília, aponta o Die Zeit. “Ele conduz agora um governo que opera de maneira exatamente oposta àquilo que o povo escolheu ao eleger Dilma”, diz. “Até 2018, o Brasil terá que conviver com um governo que ninguém elegeu e que chegou ao poder de maneira altamente duvidosa. A democracia brasileira mergulhas numa crise de confiança da qual vai demorar a se recuperar”, afirma o jornalista.

Lula como beneficiado

Nos últimos tempos, Dilma não contava nem mesmo com o apoio do PT, aponta o Frankfurter Allgemeine Zeitung, pois o partido já mira na eleição presidencial de 2018, “a qual pretende vencer com o ainda popular Lula”.

Para o Sueddeutsche Zeitung, o impeachment de Dilma tem como vencedor não apenas Temer, mas também o ex-presidente Lula, ainda que por ora ele pareça ser o maior perdedor com o afastamento de Dilma, com o qual a era do PT chega ao fim, aponta o diário de Munique.

O jornal também aponta que o sonho vendido pelo PT de um Estado próspero, motor do crescimento do Hemisfério Sul, se acabou faz tempo e que, justamente os que chegaram ao poder prometendo fazer melhor que os antecessores corruptos, se tornaram tão propenso à corrupção como todos os outros.

No entanto, o impeachment de Dilma traz consigo duas ironias, destaca o Sueddeutsche: Dilma é uma das poucas políticas de alto escalão do país contra a qual não há acusações concretas de corrupção; e justamente o impeachment pode acabar por fortalecer o PT no futuro.

“Dilma falou repetidamente de um ‘golpe parlamentar’. Com isso, a estratégia de argumentação do PT para a próxima campanha eleitoral já está definida. Lula voltará a se candidatar […] – hoje o político mais popular e impopular do Brasil”, afirma. “Pode ser que com a destituição do governo do PT comece, ao mesmo tempo, o renascimento do partido”, conclui.

Edição: Plano Brasil

Fonte: DW

 

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Brasil China Geopolítica

Impeachment de Dilma Rousseff: China expressa confiança em estabilidade no Brasil

A China expressou confiança nesta quinta-feira na capacidade do Brasil em manter a estabilidade após o Senado aprovar o impeachment de Dilma Rousseff.

A cassação de Dilma provocou condenação por parte de governos de esquerda da América Latina, e países como Bolívia, Equador e Venezuela chamaram de volta seus embaixadores em protesto ao que definiram como “golpe”.

A decisão do Senado encerrou 13 anos de governos do PT e entregou o poder a Michel Temer, que embarcou para a China logo após a cerimônia de posse como presidente da República para participar de uma reunião de cúpula do G20.

“É claro que estamos prestando atenção à situação interna no Brasil, incluindo os desenvolvimentos recentes”, disse a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês, Hua Chunying, durante entrevista coletiva diária.

“Esperamos e acreditamos que o Brasil pode continuar a manter estabilidade nacional e desenvolvimento sócio-econômico e continuar a desenvolver um papel importante em assuntos internacionais e regionais”, acrescentou a porta-voz, quando perguntada sobre o impeachment de Dilma.

Brasil e China são parceiros estratégicos e as relações aumentaram rapidamente nos anos recentes, acrescentou Hua.

Os dois países também integram o Brics, grupo de economias emergentes que também inclui Índia, Rússia e África do Sul.

Ben Blanchard

Foto: Ministério das Relações Exteriores Chinês

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Reuters

 

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Brasil Geopolítica Rússia

Impeachment de Dilma Rousseff: Comunicado da chancelaria russa

Leia abaixo íntegra do comunicado:

O Senado do Brasil, por voto da maioria, decidiu pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. A posição de chefe de Estado pelo período até 31 de Dezembro de 2018 vem então a ser ocupada pelo vice-presidente Michel Temer.

Confirmamos a continuidade e a consistência de nossa posição, que já fora declarada anteriormente. O que está acontecendo no Brasil é um assunto interno do país. É importante que todos os processos foram conduzidos estritamente dentro do quadro constitucional, em conformidade com a legislação nacional pertinente. Consideramos ser importante que o desenvolvimento dos fatos não agrave a divisão da sociedade.

Temos interesse em um Brasil estável, democrático e dinâmico, que desempenhe um papel importante na arena internacional. O Brasil é para nós um importante parceiro em política externa, comércio e economia. Cooperamos ativamente no âmbito das Nações Unidas, dos Brics e do G20, incluindo no processo de preparação das reuniões dos últimos dois grupos nos próximos dias em Hangzhou (China). A natureza construtiva das relações incluem os setores tecnológico, humanitário e cultural.

Apreciamos muito a contribuição significativa de L.Lula e D.Rousseff no desenvolvimento da cooperação russo-brasileira. Paralelamente, destacamos que M.Temer, enquanto vice-presidente do país, exerceu posição ativa como copresidente da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação (CAN). Nós acreditamos que o desenvolvimento contínuo das relações com a Rússia é apoiado por um amplo espectro de forças políticas no Brasil.

Nós, por nossa parte, iremos consistentemente trabalhar para fortalecer a parceria e a cooperação russo-brasileira.

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O governo russo, por meio de nota publicada no site do Ministério dos Negócios Estrangeiros do país, reiterou nesta quinta-feira (1º) sua posição neutra em relação ao processo de impeachment da ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff.

Em nota, o órgão destaca a importância do respeito ao quadro constitucional e à legislação pertinente durante os desenvolvimentos, e urge para que a decisão não aprofunde as divisões na sociedade brasileira.

O comunicado também ressalta a parceria Brasil-Rússia no âmbito da ONU, dos Brics e do G20, agradecendo a contribuição dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, bem como do presidente Michel Temer, no desenvolvimento contínuo de laços entre os países.

O plenário do Senado aprovou nesta quarta (31), por 61 votos favoráveis e 20 contrários, o impeachment de Dilma Rousseff sob a acusação de crimes de responsabilidade fiscal – as chamadas “pedaladas fiscais” e os decretos que geraram gastos sem autorização do Congresso Nacional.

Também foi decidido, por meio de uma segunda votação, que a ex-presidente poderá se candidatar a cargos eletivos e exercer funções na administração pública.

A posse de Temer foi realizada nesta quarta, no plenário do Senado.

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Foto: Sergey Mikheev – Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Gazeta Russa

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Aviação China Destaques Negócios e serviços Opinião Sistemas de Armas Tecnologia Ucrânia

Documentação técnica do Antonov An-225 Mriya pode contribuir no desenvolvimento tecnológico chinês

A Televisão Central da China (CCTV) anunciou que uma empresa chinesa adquiriu o avião An-225 da estatal ucraniana Antonov.

Porém, estes dados foram desmentidos por Oleksandr Kotsiuba, presidente da Antonov. Segundo ele, o único avião no mundo desta classe não foi vendido. O que foi acordado foi vender aos chineses um An-225 que ainda não está finalizado.

A informação foi comentada pelo especialista em questões militares Vasily Kashin em exclusivo para a agência Sputnik.

A notícia sobre o acordo-quadro fechado entre a Antonov e a empresa China Airspace não é algo excepcional, pois a China costuma comprar tecnologias militares na Ucrânia através de empresas intermediárias.

O acordo-quadro estipula a assinatura de dois contratos. O primeiro é a conclusão do segundo exemplar do avião An-225 que no momento está pronto em 70%. O único modelo existente do An-225 foi construído em 1988, e é atualmente usado para transporte de cargas de grande dimensão por todo o mundo. O segundo contrato prevê a produção deste avião na China.

De acordo com a mídia chinesa, em 30 de agosto a China Airspace assinou um acordo-quadro com o governo da cidade chinesa de Liuzhou e a empresa Antonov que prevê a construção de uma base para produção do An-225 a partir de 2019, bem como a transferência dos direitos de propriedade para a fabricação do An-225.

Contudo, a produção em série deste avião complexo é uma tarefa extremamente difícil até para os líderes nessa área – tais como AVIC ou Boeing, ou OAK russa. Outra grande questão é a fabricação de motores, processo que vai requerer muito tempo.

Levando em consideração o acima mencionado, o cenário mais provável será que a China compre o modelo do An-225 que está sendo usado junto com a documentação para esse avião. Os documentos deverão servir de ajuda no desenvolvimento de aviões superpesados chineses, comparáveis com o An-124 da empresa Antonov e o C-5A Galaxy norte-americano.

Já há muito tempo que a China tem cooperado com a estatal Antonov. A empresa ucraniana desempenhou um importante papel na modernização dos aviões de transporte Y-8, Y-9 e Y-20.

O avião gigante An-225 Mriya (“sonho”, em ucraniano) foi construído na Ucrânia durante os tempos soviéticos e hoje existe somente um só exemplar.

O An-225 foi desenvolvido ainda na URSS com o objetivo de ser uma componente importante do programa espacial soviético.

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Sputnik News

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América do Sul América Latina Brasil Defesa EVENTOS Negócios e serviços Segurança Pública Sistemas de Armas Tecnologia

Agrale Marruá estará presente na 4ª Mostra BID

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Força, robustez e desempenho superior. Estas são algumas características da família de viaturas Agrale Marruá, que a Agrale vai expor entre os dias 27 e 29 de setembro na 4ª Mostra BID, evento nacional mais importante da indústria de defesa brasileira, que neste ano ocorre no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF).

No estande da Agrale estarão expostas a Viatura Tática Leve de Reconhecimento VTL REC 4X4 e as Viaturas de Transporte Não Especializada VTNE ¾ TON e VTEN 2 ½ TON.

A Mostra BID é realizada pela ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança). A edição deste deve receber cerca de 3.500 pessoas, entre Adidos Militares estrangeiros, membros de corpos diplomáticos, Forças Armadas, Forças Policiais e auxiliares, Defesa Civil, mídia especializada e membros da Academia.

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“A Agrale é uma Empresa Estratégica de Defesa, com mais de 20 modelos cadastrados como Produtos Estratégicos de Defesa. Diante disso, a sua participação na BID é de fundamental importância. Além de apresentarmos nossos produtos, temos a oportunidade de estreitar o relacionamento com as Forças Defesa e Segurança do Brasil e dos países visitantes”, destaca o gerente de Marketing e Vendas de Utilitários 4×4, José Alberto de Matos.

Inicialmente a família de viaturas Agrale Marruá foi desenvolvida para atender ao Exército Brasileiro, mas sempre teve o conceito de aplicação dual, Militar e Civil. Na aplicação militar oferece viaturas que variam de ½ tonelada a 2 ½ toneladas, passando por versões de Reconhecimento, Transporte de Tropa, Ambulância, Comando e Controle, Guerra Eletrônica, com teto de lona removível ou com teto rígido, sempre buscando atender as diferentes demandas das Forças de Segurança. Já na aplicação civil, a Agrale oferece uma alternativa que é diferente das pick-ups convencionais, pois adiciona a versatilidade das pick-ups a robustez de um verdadeiro caminhão 4×4.

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Hoje, além das Forças Armadas Brasileiras, as viaturas Agrale Marruá já foram adquiridas por diversos países, como por exemplo a Argentina, Equador, Namíbia, Paraguai, Gana, além de ser usado em missões de paz da ONU, como na do Haiti e no Sudão do Sul.

A Agrale é a empresa líder do Grupo Stedile, que além da linha de utilitários Marruá, também atua no mercado de tratores, caminhões, chassis para ônibus, motores e grupos geradores.

Fonte: Mostra BID Brasil

Imagens meramente ilustrativas