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OTAN efetuará gastos sem precedentes em 2016

O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, declarou que os gastos da aliança com a segurança na Europa aumentarão significativamente em 2016 no meio das alegadas ameaças russas e da crise migratória nos países europeus, informou a publicação norte-americana The Financial Times.

“O prognóstico para 2016, que se baseiam nos dados prestados pelos países membros da aliança, mostra que 2016 será o primeiro ano em que os gastos dos aliados europeus aumentarão pela primeira vez em muitos e muitos anos”, cita a publicação a declaração de Stoltenberg.

Não são anunciados números concretos dos gastos militares, mas as declarações feitas em alguns países provam isso. As mudanças mais notáveis, segundo a publicação, tiveram lugar nos países bálticos. Assim, a Letônia aumentará o seu orçamento militar em cerca de 60%, a Lituânia – em 35% e a Estônia – em 9%. Os gastos da Polônia, a principal força militar na Europa Oriental, aumentará em 9%.

Ao mesmo tempo, o Pentágono planeja canalizar em 2017 cerca de 3,4 bilhões de dólares para realizar a chamada Iniciativa de Segurança Europeia. No ano anterior, o montante destinado a esta iniciativa foi de 789 milhões de dólares.

Segundo Stoltenberg, as dificuldades em assegurar as necessidades militares da aliança podem estar relacionadas com a possível saída do Reino Unido da União Europeia, porque este país é o maior aliado europeu na OTAN. Londres desempenha um papel chave no tandem OTAN-UE.

Foto: © AFP 2016/ GEORGES GOBET

Fonte: Sputnik News

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ADSSUMUS: Fuzileiros Navais realizam treinamento e ACISO em Minas Gerais

Exercício de helitransporte de obuseiro 105 mm
Exercício de helitransporte de obuseiro 105 mm

No período de 22 a 27 de maio, aconteceu no sul de Minas Gerais o ADEST-FER-FFE-II/2016, um treinamento para cerca de 1.250 militares coordenado pela Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE). O exercício ocorre anualmente no mês de agosto, no Campo de Instrução da Escola de Sargentos das Armas (EsSA), em Três Corações (MG), porém, este ano, foi antecipado em virtude da atuação da Marinha do Brasil durante os Jogos Olímpicos.

O ADEST-FER-II/2016 foi dividido em duas fases. A primeira etapa ocorreu de 22 a 24 de maio e consistiu em um treinamento baseado em adestramentos específicos. Nesta fase, a principal atividade realizada foi o tiro com munição real com diversos armamentos, entre eles: o obuseiro 105 mm Light Gun; o morteiro 60 mm; a metralhadora 50 polegadas; e a metralhadora MAG 7,62 mm.

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Além do emprego de munição real, ocorreram treinamentos de defesa contra agentes nucleares, biológicos, químicos e radiológicos; emprego de equipamentos de comunicação e sistemas digitais; emprego de equipamentos de visão noturna; estabelecimento e operação de postos de comando operativos; realização de marchas para o combate; ataques coordenados diurnos e noturnos; entre outros. Também ocorreram treinamentos com emprego de Aeronaves Remotamente Pilotadas.

A segunda fase ocorreu de 26 a 27 de maio e consistiu na execução de um tema tático. Nesta etapa foram colocados em prática todos os ensinamentos da primeira fase de preparação, integrando as capacidades das ações de infantaria, operações especiais, engenharia de combate, artilharia, aviação naval, logística, entre outras.

Ação cívico-social

Este ano, durante sua permanência no sul de Minas, a FFE promoveu uma ação cívico-social (ACISO) na cidade de São Bento Abade (MG). A atividade foi direcionada à Escola Estadual Professora Alda de Moura Carvalho, que recebeu uma pequena reforma em suas instalações, um laptop e a doação de livros infanto-juvenis para sua biblioteca. No dia 25 de maio, a instituição de ensino foi contemplada com uma série de palestras sobre temas navais, recebendo a visita da Associação de Veteranos dos Fuzileiros Navais e a exposição itinerante “Amazônia Azul, nossa última fronteira”. O evento atingiu um público de 590 alunos.

Alunos da Escola Estadual Professora Alda de Moura Carvalho assistem palestra sobre as formas de ingresso da Marinha
Alunos da Escola Estadual Professora Alda de Moura Carvalho assistem palestra sobre as formas de ingresso da Marinha

 

Fonte: MB

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Batalha de Verdun: Um simbolo do absurdo da Primeira Guerra Mundial

Quadro do pintor francês Paul Thiriat: Ataque francês contra a aldeia de Vaux em 1916 perto de Verdun –  Musee des Deux Guerres Mondiales

Durante 300 dias de 1916, alemães e franceses se confrontaram com violência inaudita às margens do Mosa, resultando numa carnificina com centenas de milhares de mortos e sem sentido estratégico nem vencedores reais.

A batalha no Mosa foi um símbolo perfeito para a estupidez assassina de quatro anos. – Historiador militar German Werth

O rugido da artilharia pesada começa de manhã cedo: por nove intermináveis horas os alemães disparam armas de todos os calibres. O mundo nunca vira algo igual: a 200 quilômetros de distância ainda se ouvem os canhões de Verdun. “Tempestade de aço” é como o escritor Ernst Jünger denominaria esse horror.

O 21 de fevereiro de 1916, início da ofensiva que os alemães chamaram de “Operação Tribunal”, não foi um dia normal de guerra. Os combates já duravam um ano e meio na Europa, mas a Batalha de Verdun viria a se tornar o símbolo mais eloquente da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Lá 162 mil franceses e 143 mil alemães perderam a vida: uma média de 500 mortos por dia do lado da Alemanha, mais ainda do outro lado. Na maioria dos casos não se trata de caídos em combate no clássico sentido militar: a violência das armas esfacela, explode, pulveriza os soldados.

Batalha no nordeste da França cristalizou imagem de uma guerra sem sentido

“Sangria” de peso psicológico

Até hoje o sentido da ofensiva germânica continua sendo um enigma. Mas Erich von Falkenhayn, chefe do Estado-maior alemão, forneceu uma explicação: Verdun seria uma “bomba de sangue”, com o fim de aplicar uma sangria nos franceses.

Também perdura até nossos dias o debate sobre por que o local escolhido terá sido o acidentado terreno ao longo das margens do Rio Mosa, que faz uma curva em Verdun. Peritos militares são unânimes em apontar que – mesmo se fosse tomada pelos alemães – a cidade não seria um bom ponto de partida para investidas mais profundas em direção a Paris, localizada a 250 quilômetros de distância.

De fato, a meta de Von Falkenhayn com essa batalha não era nem um avanço nem um cerco, mas literalmente esgotar o sangue dos franceses, “sangrar até ficarem brancos”, como definiu o general alemão. Um cálculo cínico, já que, para a França, Verdun era bem mais do que um nó estratégico-militar.

Como explica o historiógrafo Herfried Münkler, a cidade na região da Lorena representava “um símbolo da oposição franco-alemã”. Lá pela primeira vez o Império Carolíngio fora dividido em três, no século 9º. Mais tarde, no fim da Idade Média, se formaram a partir daí a França Oriental e Ocidental. Local de grande significado psicológico para os franceses, Verdun não podia, sob hipótese alguma, cair nas mãos do inimigo.

Combates ceifaram mais de 160 mil vidas do lado francês

General Pétain envolve a nação inteira

Entretanto, o defensor da cidade, general Philippe Pétain, percebeu a intenção de Von Falkenhayn, contrapondo-lhe uma astuta tática. Ele envolveu literalmente toda a nação francesa na batalha no leste do país, mobilizando mais de 70% de seus soldados para as trincheiras de Verdun, pelo menos uma vez, por um período de oito e dez dias.

Com esse princípio rotativo, Pétain realizou uma jogada de xadrez com amplas consequências: quase todas as famílias da França estavam de alguma forma presentes no local da batalha. Sobretudo entre fevereiro e junho de 1916, contingentes importantes do Exército nacional concentraram-se lá.

Mesmo em retrospectiva, parece inimaginável o poder de fogo gerado por essa guerra industrializada que se travava pela primeira vez. Calcula-se que, em menos de 30 quilômetros quadrados, foram disparados 10 milhões de tiros, com um peso total de 1,35 milhão de toneladas de aço. O estrondo deixou muitos surdos, e aos sofrimentos dos soldados logo veio se somar um mau cheiro indescritível.

Campos devastados em Verdun

Carnificina disfarçada de vitória

Verdun transformou-se num polo de extrema concentração de violência em espaço reduzidíssimo. As substâncias de combate empregadas deixaram a área contaminada por décadas, com certos trechos declarados zone rouge – zonas interditadas.

Essas foram algumas das cicatrizes duradouras de uma orgia de destruição material e de vidas humanas que em nenhum momento rendeu mais de quatro quilômetros de terreno conquistado para os dois exércitos.

A partir de julho de 1916, após o fracasso de várias ofensivas alemãs menores, o general Von Falkenhayn ordenou “defensiva estrita”, pois há muito as tropas nacionais eram necessárias em outros focos de combate, sobretudo no Rio Somme, no front ocidental.

Em outubro os franceses avançaram, retomando, até dezembro, quase todos os territórios perdidos. Essa aparente vitória, contudo, fora na realidade um empate militar ao preço de uma catástrofe humana sem precedentes. E o início de um culto memorial que se mantém cem anos depois.

Monumento francês aos que tombaram na Batalha de Verdun

Símbolo da estupidez da Primeira Guerra

Entre os incontáveis monumentos aos 300 dias de Verdun, nenhum é tão impressionante quanto o Ossário de Douaumont, erguido em 1927 diante do forte mais poderoso e setentrional da zona de batalha. Na torre principal dessa sepultura de massa jazem os restos mortais de cerca de 130 mil soldados franceses e alemães, todos desconhecidos. Até hoje ainda são depositados lá ossos da época, achados por acaso em jardins, campos e bosques da região.

Para a França e os franceses, a catástrofe de Verdun é superposta hoje pelo sentimento de vitória, uma vitória de defensiva, segundo o lema de Pétain: “On ne passe pas!” – “Aqui não se passa!”

Para os alemães, em contrapartida, ela permanece como símbolo da total falta de sentido. Ainda assim não faltaram esforços para glorificar a posteriori a carnificina. Um exemplo são os 14 volumes de Die unsterbliche Landschaft – Die Fronten des Weltkrieges (A paisagem imortal – Os fronts da Guerra Mundial), de Erich Otto Volkmann, lançado em 1934-35, logo após a ascensão dos nazistas ao poder.

Além dos números astronômicos de suas vítimas, a Batalha de Verdun permanece na memória mundial também por motivos estratégico-militares, como um cínico exemplo de uma estratégia desumana.

Como analisa o historiador militar German Werth: “Ao contrário da ‘batalha de movimento’ no Rio Marne, a batalha no Mosa foi marcada por falta de imaginação e monotonia, fazendo dela um símbolo perfeito para a estupidez assassina de quatro anos de uma guerra de posições.”

Fonte: DW

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Vídeo: Ele é russo e é chamado Sherp

Cabine espartana leva duas pessoas e, em vez de volante e pedais, os controles são feitos por alavancas para acelerar e reduzir. O acesso à cabine é por uma porta frontal.

Criado por Alexei Garagashyan, um mecânico de São Petersburgo, o Sherp já é a evolução de um projeto primário chamado buggy Cheburator, com chassi tubular e pneus gigantes.

 

 

 

 

 

 

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Segunda G. Guerra – As derrotas soviéticas no uso errado de Carros de Combate (Tanque)

Ilustração: Tanque Soviético: T-34

No início da Segunda Guerra Mundial, as tropas blindadas soviéticas estavam entre as mais fortes do mundo. Em 1941, o Exército Vermelho possuía mais de 25 mil tanques em seu arsenal, contra apenas 4.000 tanques da Alemanha – três vezes menos do que a quantidade de blindados de que dispunha a União Soviética apenas na zona fronteiriça.

Embora especialistas apontem que grande parte dos veículos blindados soviéticos era constituída por modelos obsoletos ou que simplesmente estavam à espera para serem postos fora de operação, os veículos restantes já constituíam uma força considerável. Mais de 1.500 novíssimos tanques KV e T-34, superiores aos blindados alemães em uma série de parâmetros, estavam à disposição de Stálin.

Toda essa armada de tanques foi reunida em 20 Corpos Mecanizados, cada um dos quais representando um exército independente. Cada Corpo Mecanizado possuía mais de 1.000 tanques de diferentes tipos e um contingente de 35 mil pessoas. De acordo com informações oficiais, os alemães não tinham nada parecido em seu exército. Mas os generais soviéticos tinham apenas uma tênue ideia de como utilizar esse poderio.

Tanques pesados KV em uso no fronte ocidental – Foto: Samari Gurari/RIA Nôvosti

Os Corpos Mecanizados acabaram se revelando tão ineficazes quanto externamente pareciam ser ameaçadores. Nesse caso, a megalomania prestou um desserviço – o grande número de tanques na divisão não significava que a sua capacidade de combate era superior. A composição dos Corpos Mecanizados não era equilibrada.

A pressa em torno de sua implantação resultou no fato de que as divisões tinham à sua disposição um número diferente de tanques e diferentes tipos de veículos. Havia escassez de automóveis e caminhões, o que afetou muito a capacidade de manobra das divisões, e o treinamento das tripulações também deixava muito a desejar.

Para ser justo, é preciso destacar que às vésperas da Segunda Guerra Mundial, dominar a tática do uso de tanques em combate era um desafio difícil para todos os grandes exércitos do mundo.

Foram os alemães que encontraram a melhor solução, criando a eficiente Panzerwaffe (Força Blindada), cuja unidade básica era a divisão Panzer, principal instrumento do Blitzkrieg (termo alemão para “guerra-relâmpago”, uma tática militar que consistia em utilizar forças móveis em rápidos ataques-surpresa, com o intuito de evitar que as forças inimigas tivessem tempo de organizar sua defesa). Em número de tanques, ela era cinco vezes inferior ao Corpo Mecanizado soviético, no entanto, suas ações eram muito mais eficazes, graças a uma composição mais equilibrada e um alto grau de motorização. A divisão Panzer alemã incluía em sua composição uma infantaria mecanizada móvel, com ênfase especial na artilharia antitanque.

Tropas de reserva rumo ao fronte na Batalha de Kursk Foto: Fiódor Levchin/RIA Nôvosti

Heroísmo individual contra erros organizacionais

As batalhas de 1941 evidenciaram a dimensão dos erros organizacionais dos responsáveis pelas Forças Blindadas soviéticas. Os poderosos Corpos Mecanizados foram completamente derrotados. A tentativa do comando do Exército Vermelho de infligir um contra-ataque à Wehrmacht na Ucrânia resultou em desastre.

No final de junho, os soviéticos haviam perdido na região 4.300 blindados, 75% do total que tinham no início do combate, contra 250 veículos perdidos pelos alemães.

Grande parte das perdas tinha sido irrevogável. As falhas estruturais dos Corpos Mecanizados, que os transformavam em armadas pouco ágeis e vulneráveis no confronto com o inimigo experiente, constituíram uma importante causa para a derrota soviética. Mesmo com o fracasso, um grande número de soldados soviéticos agiu heroicamente.

Tropas soviéticas seguindo para linhas de frente após desfile na Praça Vermelha, em 1941 Foto: Anatóli Garanin/RIA Nôvosti

A proeza realizada por D. Lavrinenko, por exemplo, que durante a batalha por Moscou, em novembro de 1941, destruiu sete tanques alemães em um único combate, entrou para a história. No entanto, o fator humano não podia compensar os graves erros organizacionais. Para corrigi-los foram necessários dois anos difíceis.

Aleksandr Verchínin

Fonte: Gazeta Russa

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Defesa Sistemas de Armas Tecnologia Vídeo

Vídeo: Programa canadense TAPV (Tactical Armored Patrol Vehicle)

 

O contrato prevê o fornecimento de algo em torno de 500 veículos TAPV para substituir os atuais RG-31, LAV-2 Coyote e alguns G-Wagon utilitários.

 

https://www.youtube.com/watch?v=xXtv6yFUObc

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Acredite Se Quiser: Jovem com farda do Exército é detido em RR; ‘trabalho para os americanos’

Após ser ouvido na delegacia, jovem foi levado para casa e teve o uniforme apreendido pela polícia (Foto: Emily Costa/ G1 RR)
Após ser ouvido na delegacia, jovem foi levado para
casa e teve o uniforme apreendido pela polícia
(Foto: Emily Costa/ G1 RR)

Jovem de 26 anos foi detido pela PM no Hospital Geral de Roraima. Ele foi levado à delegacia e liberado em seguida; farda foi apreendida.

Policiais militares detiveram na tarde deste sábado (28) um jovem de 26 anos que usava um uniforme completo do Exército Brasileiro. À polícia, ele afirmou que estava vestindo a farda porque é tenente coronel das Forças Especiais Norte-Americanas e que é ‘guardião’ de um projeto de disco voador.

O jovem foi levado ao 5º Distrito Policial e liberado em seguida. Ele foi detido com base em Lei de 1941 que diz ser proibido “usar publicamente uniforme ou distintivo de função pública que não exerce”.

Conforme os policiais militares que fizeram a prisão, o jovem estava no Hospital Geral de Roraima, na zona Oeste da capital, quando foi visto usando o uniforme. Ele não resistiu à voz de prisão.

“Pessoas que estavam no hospital acharam o comportamento dele estranho e viram que ele tinha o cabelo grande demais para ser militar. Assim, chamaram a PM e pediram que nós o retirássemos do hospital”, detalhou um dos policiais responsáveis pela prisão do jovem.

Em depoimento na delegacia, o jovem disse ser descendente de portugueses, norte-americanos e brasileiros e que está a serviço das Forças Especiais dos EUA. Ele afirmou ainda ser responsável pelo projeto de um disco voador, herdado de Napoleão Bonaparte.

“Quando eu estou sem a farda, as pessoas não me reconhecem como militar, por isso tive de usá-la hoje”, justificou em depoimento à delegada plantonista Eliane Gonçalves.

Ao ser questionado sobre a origem do fardamento, o jovem não soube explicar onde o conseguiu. “Eles me deram lá em Rorainópolis [cidade no Sul do estado] após eu ter feito o treinamento militar”, declarou, após negar ter problemas mentais.

Após prestar depoimento, o jovem foi liberado. A delegada determinou a apreensão do fardamento.

Exército vai apurar caso
Ao G1, o assessor do Exército em Roraima frisou que o uso de uniformes militares por civis é proibido e que o caso do jovem detido será apurado. “Vamos acompanhar esse caso porque recisamos saber onde ele conseguiu o fardamento”, explicou o major Rodrigo Luiz.

Fonte: G1

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Brasil Defesa Segurança Pública

Operação Muralha recebe reforço do Exército a partir desta segunda-feira

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Do G1 PR, com informações da RPC em Foz do Iguaçu

Ação de combate ao contrabando e ao tráfico de drogas teve início no dia 2.
Desde o início, foram apreendidos cerca de R$ 3 milhões em contrabando.

Os militares auxiliarão, entre outros, no trabalho de abordagem e vistoria de veículos e pessoas na barreira montada na praça de pedágio da BR-277 em São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná.

Segundo o delegado da Receita Federal em Foz do Iguaçu, Rafael Dolzan, o reforço do Exército permite que agentes de órgãos policiais se desloquem também para as ações de repressão em outros pontos da fronteira, como em estradas vicinais usadas para evitar as barreiras de controle.

Balanço
Desde o início da operação até sexta-feira (27), foram apreendidos o equivalente a R$ 3 milhões em mercadorias contrabandeadas do Paraguai e tirados de circulação quase 3 toneladas de drogas, em especial maconha, mais de 2,7 toneladas, cocaína, 1,8 kg, e crack, 1,5 kg, além de 113 mil frascos e comprimidos de anabolizantes, duas armas, 794 cartuchos de munição. No total, 29 pessoas foram presas.
Fonte: G1

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Operação Condor – Primeiro país a condenar os chefes é a Argentina

Ditadores Pinochet (Chile) e Videla (Argentina) – ARQUIVO

A Operação Condor foi algo único. Um pacto de seis ditaduras latino-americanas para trocar informações e principalmente cooperar em sequestros e assassinatos de dissidentes políticos que lutavam para derrotá-las. É uma das histórias trágicas mais conhecidas da América, com centenas de vítimas. E, no entanto, mais de 30 anos depois de sua ata de fundação, assinada em 28 de dezembro de 1975, em Santiago, e encontrada no “Arquivo do Terror”, do Paraguai, nenhuma sentença judicial havia reconhecido sua existência como uma associação ilícita organizada para matar.

A Argentina, um país em que o processo dos julgamentos de crimes contra a humanidade está muito avançado e não cessa, tornou-se o primeiro a condenar formalmente os chefes da Operação Condor em um longuíssimo julgamento com 105 vítimas e 18 réus que teve início em 1999 com cinco casos e veio crescendo gradualmente. Um tribunal federal condenou por “associação ilícita no âmbito da Operação Condor” os principais acusados a penas entre 12 e 25 anos.

Entre os condenados está Reynaldo Bignone, o último ditador argentino, e o general Santiago Riveros. Também figuram no grupo o coronel uruguaio Manuel Cordero, extraditado para a Argentina a partir do Brasil em 2007. Os principais chefes da Operação Condor não figuram entre os condenados porque morreram, mas simbolicamente o processo judicial também vai contra eles. Na verdade, o mais cruel e conhecido dos ditadores argentinos, Jorge Videla, morreu três dias depois de depor nesse julgamento. Enfrentar sua responsabilidade na Operação Condor foi a última coisa que fez na vida. Videla disse ante o tribunal que assumia toda a responsabilidade, mas sem dar nenhum novo detalhe.

“A coisa importante desse julgamento é que pela primeira vez na América Latina um tribunal reconhece a existência da Operação Condor como associação ilícita, é um julgamento-chave porque, se estivessem vivos, Pinochet e Stroessner estariam nessa causa”, explica Gastón Chillier, diretor-executivo do Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS), organização de direitos humanos muito respeitada na Argentina que promoveu este e muitos outros julgamentos contra os chefes da ditadura militar.

A nacionalidade das 105 vítimas – cujos familiares ouviram emocionados a sentença – dá uma ideia das dimensões da Operação Condor. 45 delas eram uruguaios, 22 chilenos, 13 paraguaios, 11 bolivianos e 14 argentinos. A Argentina abre assim uma porta que em outros países parece muito mais fechada. De fato, nenhum dos membros da Operação Condor realizou um processo como o que foi concretizado na Argentina, um país em que praticamente todos os principais personagens da ditadura estão na prisão ou em prisão domiciliar por sua idade avançada. Este julgamento pode ser um exemplo.

A criação da Operação Condor foi absolutamente provada durante o julgamento, tanto que existe até mesmo a ata de fundação assinada durante uma reunião dos chefes dos serviços de inteligência das ditaduras e assinada pelos representantes da Argentina (Jorge Casas, capitão de navio, o SIDE – serviço secreto –, que ainda não representava uma ditadura militar), Bolívia (Carlos Mena, major do Exército), Chile (Manuel Contreras Sepúlveda, chefe da DINA), Uruguai (José Fons, coronel do Exército) e Paraguai (Benito Guanes Serrano, coronel do Exército). O Brasil não assinou essa primeira ata, mas outros documentos mostram claramente que participou da Operação Condor.

No “Arquivo do Terror”, do Paraguai, foi encontrado um convite da DINA – o serviço secreto de Pinochet – “para promover a coordenação e estabelecer algo semelhante ao que a Interpol tem em Paris, mas dedicado à subversão”. No texto formal assinado no Chile está escrito: “Dão-se por iniciados a partir desta data os contatos bilaterais ou multilaterais por vontade dos respectivos países aqui participantes para a troca de informação subversiva, abrindo-se os próprios ou novos atestados de antecedentes dos respectivos serviços”.

A Operação começou como um intercâmbio de informações e cresceu até passar à fase de sequestrar ou assassinar diretamente dissidentes nos países onde estivessem escondidos, sempre com a autorização implícita da ditadura local. A Operação Condor foi ampliando suas fronteiras e as ditaduras começaram a assassinar dissidentes na Europa e nos EUA, como o conhecido caso de Orlando Letelier, ex-ministro do Governo de Salvador Allende, assassinado em Washington em setembro de 1976.

Uma das grandes questões ainda pendentes é sobre a participação dos EUA na Operação Condor. Durante o julgamento, segundo os pesquisadores do CELS, não surgiu nenhuma prova definitiva de que algum organismo desse país tenha promovido a Operação, mas ficou claro por vários documentos, entre eles alguns desclassificados pelo próprio Departamento de Estado dos EUA, que o país conhecia o pano detalhadamente.

Muitos pesquisadores acreditam agora que a promessa de Barack Obama de desclassificar mais documentos relacionados com as ditaduras latino-americanas, especialmente da CIA, ofereça muito mais informações. O que se sabe é que os EUA foram se afastando à medida que a Operação Condor começou sua onda de assassinatos em diferentes países e deixou de ser um plano secreto. São os documentos norte-americanos os que explicam com mais detalhes os objetivos do plano: “Implica na formação de equipes especiais por parte dos países membros para levar a cabo sanções e até assassinatos contra terroristas ou simpatizantes de organizações terroristas dos países membros da ‘Operação Condor’’’.

“As equipes especiais disporão de documentos falsos emitidos pelos países membros da ‘Operação Condor’ e podem ser compostas exclusivamente por indivíduos de uma das nações membros da ‘Operação Condor’ ou podem ser compostos por um grupo misto de várias nações membros da ‘Operação Condor’”, detalha. Em qualquer caso, explica o CELS, a Operação Condor foi um plano latino-americano concebido por ditaduras para acabar com seus próprios dissidentes.

CARLOS E. CUÉ

                                                                                                                                         Fonte: El País