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Soldados russos vigiam cumprimento de trégua na Síria

Cessar-fogo: os combates fizeram estragos na segunda cidade do país até que uma nova trégua de 48 horas entrou em vigor na madrugada desta quinta-feira
Cessar-fogo: os combates fizeram estragos na segunda cidade do país até que uma nova trégua de 48 horas entrou em vigor na madrugada desta quinta-feira

Sugestão Iuri Gomes

Vestindo uniformes de cor clara, dez soldados russos consultam sem cessar seus telefones e computadores para comprovar que a trégua acertada pelos Estados Unidos e a Rússia na Síria não foi violada.

Estes militares instalaram um centro de atendimento na base aérea de Hmeimim (oeste), um dos locais importantes da mobilização russa na Síria.

“É nossa linha direta com Amã”, explica o chefe do centro, o general Sergei Kuralenko, mostrando um telefone que serve para coordenar as ações com o centro americano, sediado na capital jordaniana.

E “estes dois outros telefones são utilizados para receber as chamadas de qualquer habitante da Síria ou do mundo’, explica, apresentando os equipamentos aos jornalistas presentes em uma viagem de imprensa organizada pelo ministério da Defesa russo.

Rússia e Estados Unidos encorajaram o cessar-fogo em vigor desde 27 de fevereiro, que foi violado em massa em Aleppo, pelo regime e pelos rebeldes, onde 285 civis morreram desde 22 de abril.

Os combates fizeram estragos na segunda cidade do país até que uma nova trégua de 48 horas entrou em vigor na madrugada desta quinta-feira.

O porta-voz do ministério russo da Defesa, Igor Konashenkov, apontou a Frente Al-Nosra, braço sírio da Al-Qaeda, como responsável pelo fracasso de um primeiro anúncio de suspensão dos combates em Aleppo, em 30 de abril.

“Hoje, o início de um ‘regime do silêncio’ (em Aleppo) foi impedido pelos terroristas do grupo Al-Nosra”, insistiu na quarta-feira o general Kuralenko.

A campanha aérea das forças russas, que começou em setembro de 2015, permitiu ao exército do presidente Bashar al-Assad assumir uma posição de força em relação à oposição e aos rebeldes.

Papel “pacificador”

Desde a decisão do presidente russo, Vladimir Putin, de retirar parcialmente suas tropas em meados de março, Moscou se apresenta como o principal pacificador em terra.

Segundo o general Konashenkov, mais de 90 localidades e povoados, e 52 grupos rebeldes assinaram tréguas locais com as forças governamentais, apoiadas por Moscou. Afirma que após estes acordos mais de 7.000 combatentes entregaram suas armas. “É muito”, comemorou.

Na localidade de Kawkab, na província central de Hama, soldados russos acompanharam um idoso, com um kufiya (lenço) na cabeça, para assinar um acordo local. Isto permitirá o retorno dos moradores a sua localidade, retomada há um ano dos jihadistas da Al-Nosra.

Os habitantes dançam ao lado dos soldados sírios, segurando suas kalashnikovs, enquanto as crianças mostram bandeiras sírias e fotografias do presidente Bashar al-Assad. Em uma esquina, os militares russos descarregam caminhões repletos de ajuda humanitária.

“Cerca de 10.000 habitantes viviam aqui. Não sei quantos voltaram, mas estou certo de que, em quatro dias, todos estarão aqui”, afirma o responsável local, o xeque Ahmad Mubakar. Até agora, os vizinhos não se atreviam a voltar porque tinham medo, segundo ele.

“A Rússia teve um papel significativo no processo de paz e, de todos os países, é o que mais forneceu ajuda”, afirma Mubarak.

Embora a Rússia seja uma peça chave nas negociações de paz entre o regime e a oposição em Genebra, sempre rejeitou qualquer proposta que inclua a saída do presidente Assad.

Insiste que o Ocidente, que apoia a oposição, teria que concentrar seus esforços em deter a guerra, que deixou mais de 270.000 mortos em cinco anos.

Fonte: Exame

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Patrulha do Exercito é atacada na Zona Norte do Rio de Janeiro

Militares do Exército fazem blitz nas proximidades do conjunto habitacional - Gabriel de Paiva / Agência O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/apos-ataque-militar-exercito-faz-operacao-na-favela-do-muquico-19234554#ixzz47nBXffXp © 1996 - 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
Militares do Exército fazem blitz nas proximidades do conjunto habitacional – Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Cerca de 250 militares participaram da ação perto da favela do Muquiço. Objetivo é garantir segurança em torno de residencial onde moram militares.

Cerca de 250 militares do Exército, com o apoio de um blindado, reforçaram um patrulhamento durante a madrugada desta quinta (5) perto da favela do Muquiço, em Guadalupe.

O Comando Militar do Leste (CML) disse que uma pessoa foi presa por desacato e que o objetivo da ação é garantir a segurança em torno do edifício Residencial Guadalupe, onde moram militares. Na manhã desta quarta (4), uma patrulha do Exército foi atacada por criminosos na região, mas ninguém ficou ferido.

RIo de Janeiro (RJ) 05/05/2016 Exército chega de madrugada na Favela do Muquiço em Deodoro Fotos: Pedro Teixeira/ O Globo - Pedro Teixeira / Agência O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/apos-ataque-militar-exercito-faz-operacao-na-favela-do-muquico-19234554#ixzz47nBzqA22 © 1996 - 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
Rio de Janeiro (RJ) 05/05/2016 Exército chega de madrugada na Favela do Muquiço em Deodoro Fotos: Pedro Teixeira/ O Globo – Pedro Teixeira / Agência O Globo

Segundo o Comando Militar do Leste, o objetivo da operação, que contou com 17 blindados e outros 30 veículos, foi reforçar o patrulhamento nos arredores do conjunto residencial, que é uma área militar e fica ao lado da Favela do Muquiço. O reforço na segurança foi decidido pelo comando da Vila Militar, após um capitão do Exército, que fazia uma ronda de rotina, na manhã de quarta-feira, ter sido atacado a tiros por traficantes da comunidade.

Cerca de 250 homens patrulham comunidade em Guadalupe (Foto: Reprodução / TV Globo)
Cerca de 250 homens patrulham comunidade em Guadalupe (Foto: Reprodução / TV Globo)

Na manhã desta quinta-feira, militares da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada e do 31º Grupo de Artilharia de Campanha (GAP) fizeram blitz na região. Um dos carros da instituição circulava com cerca de dez militares armados de fuzis. Na Estrada do Camboatá, uma das vias de acesso à Favela do Muquiço, havia três blindados estrategicamente posicionados. Um grupo fez revistas em carros e motos nas proximidades do condomínio.

Patrulha do Exército foi atacada na região nesta quarta-feira (4) (Foto: Reprodução / TV Globo)
Patrulha do Exército foi atacada na região nesta quarta-feira (4) (Foto: Reprodução / TV Globo)

Um morador que foi abordado e teve o veículo revistado elogiou a iniciativa:

— Isso é ótimo. Seria uma boa se fizessem isso toda sexta, sábado e domingo, quando essa região fica muito insegura — disse o eletricista, que preferiu não se identificar.

Até o início da manhã desta quinta (5) ninguém tinha ficado ferido (Foto: Reprodução / TV Globo)
Até o início da manhã desta quinta (5) ninguém tinha ficado ferido (Foto: Reprodução / TV Globo)

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Fonte: G1 e O Globo

Vídeo: Sugestão Plano Brasil

 

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Exército da Venezuela recebe helicópteros Mi-35M2 e Mi-17V5 repotencializados

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Por Tito Lívio 

Mi-35M2 “Caribe”

O Exército Nacional da Venezuela recebeu, provisoriamente, quatro helicópteros de assalto e ataque Mil Mil-35M2 “Caribe” na designação local (“Hind” no código da OTAN) de um total de dez que estão sendo submetidos a trabalhos de manutenção geral na Rússia. Os trabalhos estão a cargo da Rostvertol, localizada na cidade de Rostov-on-Don no sul do país e subsidiária do conglomerado de asas rotativas Russian Helicopters, e mediante os mesmos se reestabeleceram as capacidades de manobrabilidade e combate.

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Como informou a página Infodefensa.com, a empresa estatal Venezolana de Exportación e Importación CA (Venxinca) contratou, por meio da corporação russa de comércio de material bélico a Rosoboronexport, o reparo e inspeção geral da frota de dez helicópteros Mi-35M2 do Comando de Aviação do Exército Venezuelano, os quais foram fabricados em 2006. Os trabalhos eram necessários porque, segundo indica seu manual de exportação, após de seis anos ou 1.000 horas de voo, devem entrar em sua primeira fase de manutenção geral. No início de 2014, os aparatos foram transportados para a Rússia, a bordo dos gigantescos aviões cargueiros Antonov An-124.

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Mi-17V5 “Panare” e a conexão bielo-russa

            Paralelamente, na Base Aérea Generalíssimo Francisco de Miranda, na capital Caracas, realizou no dia 4 de maio o ato de recepção oficial de treze helicópteros Mil Mi-17V5 dos quatro componentes da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB). Perto de concluir um processo de manutenção, revisão e extensão maior da vida útil de seus componentes principais.

Foto Ivan P. Nesbit/Airliners.Net
Foto Ivan P. Nesbit/Airliners.Net

Entre os componentes que se estenderam a vida útil se destacam os motores, transmissores principais, redutores das pás, amortecedores de vibração entre outros, segundo as indicações do fabricante contidas nos manuais de manutenção técnica.

Os trabalhos foram realizados pela equipe técnica venezuelana, com assistência da empresa estatal bielo-russa Belspetsvneshtechnika e a empresa Brio Internacional. O programa de recuperação da frota de Mi-17V5 abarca 22 helicópteros no total.

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Helicópteros Mi-17V5 durante os trabalhos de manutenção capital com a assistência técnica de equipes venezuelanas e bielo-russas (Foto: @EJB_CAV / FAV-Club)

O ato de recepção esteve encabeçado pelo general Vladimir Padrino López, ministro do Poder Popular para a Defesa, acompanhado pelos oficiais generais do Estado-Maior Superior da FANB e o general de brigada Luis Novo Costoya, comandante da Aviação do Exército, além de demais autoridades militares e civis.

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Centro de Manutenção de Helicópteros

O general Padrino López informou que na província de Portuguesa, na região centro-oeste do país, “está em processo de construção o maior centro de manutenção de helicópteros da América Latina, que prestará serviços a aeronaves venezuelanas e de países irmãos de nosso continente com uma equipe venezuelana altamente capacitada.”

Entre outros projetos, o ministro da Defesa anunciou os investimentos para a construção do Centro de Instrução Simulado de helicópteros de fabricação russa, na província de Yaracuy, no noroeste venezuelano. Este centro será responsável pelo treinamento de todos os pilotos da FANB.

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Nota do Editor: A tradicional “compra de prateleira”, prática comum na maioria dos países importadores e consumidores de produtos e serviços de defesa, traz consigo uma importante observação para reflexão: A dependência progressiva do usuário com o fornecedor. Isso implica que a decisão de aquisição de um determinado vetor militar, deve ser encarada muito mais do que uma relação puramente comercial, mas sim uma parceria estratégica, estreitando os laços entre os países, garantindo a continuidade do fluxo de peças sobressalentes e dos serviços de manutenção prestados, necessários para manter a plena operacionalidade desses equipamentos.

Entretanto, a falta de uma capacidade industrial e tecnológica para substituição desses equipamentos (ou pelo menos mecanismos de garantir a manutenção dos mesmos em solo nacional) ou a falta de acordos mais robustos para a garantia de offsets como a capacitação e formação de técnicos, ou a instalação de centros de manutenção ou simuladores no país cliente (mesmo que isso conceda um peso maior no orçamento), acaba intensificando a dependência externa ao fornecedor, onde a garantia do funcionamento desses vetores, e assim a projeção de autoridade e soberania do Estado nacional, por meio de suas Forças Armadas em seu espaço geográfico, fica condicionada a manutenção de relações carnais e estáveis com o fornecedor, que na maioria dos casos, se constitui como uma potência militar hegemônica.

Fonte: Infodefensa.com, FAV-Club, Agência de Notícias da Venezuela, com informações da assessoria de imprensa da Aviação Militar Bolivariana (AMB).