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Bandeira da Palestina é hasteada pela 1ª vez na sede da ONU

PalestinaNações Unidas – A bandeira da Palestina foi hasteada pela primeira vez na sede da ONU nesta quarta-feira, em cerimônia especial que foi liderada pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

A bandeira palestina foi içada às 13h16 locais (14h16 em Brasília) nos jardins do complexo das Nações Unidas em Nova York, um local provisório usado para o evento, que contou com a participação do secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon.

A Palestina é um observador permanente da ONU. Até pouco tempo, apenas países-membros podiam hastear suas bandeiras na sede das Nações Unidas, uma regra que foi mudada no dia 10 de setembro pela Assembleia-Geral.

Fonte: Exame

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Discurso de Obama no 70º aniversário da ONU


Senhor presidente, senhor secretário-geral, colegas delegados, senhoras e senhores. Passados 70 anos da fundação das Nações Unidas, vale refletir sobre aquilo que, juntos, os membros desta organização ajudaram a realizar. Das cinzas da Segunda Guerra Mundial, tendo testemunhado o poder impensável da era atômica, os Estados Unidos trabalharam com muitas das nações da Assembleia para prevenir uma terceira guerra mundial, criando alianças com antigos adversários; apoiando o desenvolvimento de democracias fortes e que prestassem contas aos seus cidadãos, e não a potências estrangeiras; e construindo um sistema internacional que impusesse custo àqueles que escolhessem o conflito de preferência à cooperação —em uma ordem que reconhecesse a dignidade e o trabalho iguais de todos os povos.

 Esse é o trabalho de sete décadas. Esses são os ideais que este órgão, em seus melhores momentos, buscou. É claro que houve ocasiões demais em que, coletivamente, ficamos aquém desses ideais. Ao longo de sete décadas, conflitos terríveis causaram número incontável de vítimas, mas seguimos adiante, aos poucos mas firmemente, para criar um sistema de regras e normas internacionais melhores, mais fortes e mais coerentes.

É essa ordem internacional não escrita que subscreveu os avanços sem paralelos na liberdade e prosperidade humana. É essa empreitada coletiva que trouxe cooperação diplomática entre as grandes potências do planeta e deu sustentação a uma economia globalizada que tirou mais de um bilhão de pessoas da pobreza.

 Foram esses princípios internacionais que ajudaram a impedir que países maiores impusessem sua vontade aos menores, e que levaram adiante a ascensão da democracia, e o desenvolvimento, e a liberdade, em todos os continentes.

 Esse progresso é real. Ele pode ser documentado pelas vidas salvas, pelos acordos conquistados, pelas bocas que receberam alimento.

 E no entanto estamos aqui reunidos hoje sabendo que os marcos do progresso humano jamais avançam em linha reta, que nosso trabalho está longe de completo, que existem perigosas correntes capazes de nos arrastar a um mundo mais sombrio e desordenado.

 Hoje, vemos o colapso de homens fortes e Estados frágeis gerando conflitos, e conduzindo homens, mulheres e crianças a atravessar fronteiras em escala épica. Redes brutais de terror ocuparam o vácuo. Tecnologias que aumentam as capacidades dos seres humanos agora também são exploradas por aqueles que espalham a desinformação, suprimem a dissensão ou radicalizam os nossos jovens.

 Os fluxos mundiais de capitais impulsionaram o crescimento e o investimento, mas também aumentaram o risco de contágio, enfraquecendo o poder de barganha dos trabalhadores e acelerando a desigualdade.

 Como deveríamos responder a essas tendências? Há aqueles que argumentam que os ideais encapsulados na Carta das Nações Unidas são inatingíveis, ou obsoletos —um legado da era do pós-guerra, e incompatíveis com a nossa. Efetivamente, essas pessoas argumentam por um retorno às regras que se aplicavam durante a maior parte da história humana, e precedem esta instituição— a crença em que o poder é um jogo no qual, para que alguém ganhe, alguém precisa perder; em que a força vale mais que o direito; em que os Estados poderosos devem impor sua vontade aos mais fracos; em que os direitos dos indivíduos não importam. E em que, num período de rápida mudança, a ordem deve ser imposta pela força.

 Tendo isso por base, vemos algumas grandes potências se afirmando de maneiras que contradizem as regras internacionais. Vemos uma erosão dos princípios democráticos e dos direitos humanos que são fundamentais à missão desta instituição. A informação é rigorosamente controlada, o espaço da sociedade civil, restrito. Dizem-nos que essa reacomodação é necessária para resistir à desordem, que é a única maneira de derrotar o terrorismo, ou prevenir interferência externa. De acordo com essa lógica, deveríamos apoiar tiranos como Bashar al-Assad, que bombardeia crianças inocentes, porque a alternativa certamente seria pior.

 Esse crescente ceticismo quanto à nossa ordem internacional também pode ser encontrado nas mais avançadas democracias. Vemos polarização maior, impasses mais frequentes, movimentos na extrema direita, e às vezes na esquerda, que insistem em interromper o comércio que unifica nossos destinos aos de outras nações, apelando pela construção de muros que impeçam a entrada de imigrantes.

 O mais ameaçador é que vemos os medos das pessoas comuns explorados por meio de apelos ao sectarismo, tribalismo, racismo ou antissemitismo, apelos a um passado glorioso no qual nosso organismo político ainda não havia sido infectado por pessoas de aparência diferente, ou que cultuem a Deus de maneira diferente.

 Os Estados Unidos não estão imunes a isso. Ainda que nossa economia esteja crescendo e que nossos soldados tenham em geral retornado do Iraque e Afeganistão, vemos em nossos debates sobre o papel dos Estados Unidos no planeta uma ideia de força definida pela oposição a velhos inimigos e novos adversários percebidos, a uma China ascendente ou Rússia ressurreta, um Irã revolucionário ou islã incompatível com a paz. Vemos repetido o argumento de que a única força que importa para os Estados Unidos são palavras belicosas e demonstrações de poderio militar. Que cooperação e diplomacia não funcionam.

 Como presidente dos Estados Unidos, estou ciente dos perigos que enfrentamos. Eles chegam à minha mesa a cada manhã. Lidero as forças armadas mais poderosas que o mundo já conheceu, e jamais hesitarei em proteger meu país e nossos aliados, unilateralmente e pela força, quando necessário. Mas hoje falo a vocês trazendo a convicção profunda de que nós, como nações do mundo, não podemos retornar aos velhos modos de conflito e coerção.

 Não podemos olhar para trás. Vivemos em um mundo integrado, no qual todos temos interesse no sucesso mútuo. Não podemos dar as costas a essas forças de integração.

 Nenhum país nesta Assembleia tem como se isolar contra a ameaça do terrorismo ou o risco de contágio financeiro, o fluxo de migrantes ou o perigo do aquecimento global. A desordem que vemos não é propelida apenas pela competição entre as nações ou qualquer ideologia isolada e, se não conseguirmos trabalhar juntos de modo mais efetivo, todos sofreremos as consequências. Isso se aplica igualmente aos Estados Unidos. Não importa o quanto nossas forças armadas sejam poderosas, o quanto seja forte a nossa economia, compreendemos que os Estados Unidos não são capazes de resolver sozinhos os problemas do mundo.

No Iraque, os Estados Unidos aprenderam a dura lição de que mesmo centenas de milhares de soldados valentes e efetivos, e trilhões de dólares de nosso Tesouro, não bastam para impor estabilidade em uma terra estrangeira. A menos que trabalhemos com outras nações sob o manto das normas e princípios internacionais, e de leis que ofereçam legitimidade aos nossos esforços, não teremos sucesso. E a menos que trabalhemos juntos para derrotar as ideias que propelem as diferentes comunidades de um país como o Iraque a um conflito, qualquer ordem que nossos soldados consigam impor será temporária.

 E da mesma forma que a força não basta para impor a ordem internacionalmente, tenho a profunda convicção de que repressão não criará a coesão social de que uma nação necessita para o sucesso. A história das duas últimas décadas prova que as ditaduras do mundo atual são instáveis. Os homens fortes de hoje podem se tornar a centelha das revoluções do amanhã. Você pode aprisionar seus oponentes mas não há como aprisionar ideias. Pode-se tentar controlar a informação, mas não se pode transformar mentiras em verdades.

 Não é uma conspiração de ONGs apoiadas pelos Estados Unidos que expõe a corrupção e desperta as esperanças dos povos de todo o mundo; é a tecnologia, a mídia social, e o desejo irredutível de todos os povos de escolherem por sua conta a forma pela qual serão governados. De fato, acredito que no mundo atual, o que mede a força não é mais o território controlado. A prosperidade duradoura não vem apenas da capacidade de acessar e extrair matérias-primas. A força das nações depende do sucesso de seus povos, de seu conhecimento, sua inovação, sua imaginação, sua criatividade, seu esforço, suas oportunidades, o que por sua vez depende de direitos individuais e boa governança, e da segurança pessoal.

 A repressão interna e a agressão externa são ambas sintomas do fracasso em prover essas fundações. A política e a solidariedade criada pela dependência quanto a demonizar os outros, que atrai o sectarismo nada religioso, o tribalismo ou o patriotismo de vitrine, pode às vezes parecer uma força, momentaneamente, mas com o tempo sua fraqueza será exposta. E a História nos diz que as forças sombrias desencadeadas por esse tipo de política certamente nos tornam todos menos seguros.

Nosso mundo já passou por isso. Nada ganhamos por voltar no tempo. Em lugar disso, acredito que devamos ir adiante na busca de nossos ideais, sem abandoná-los nesse momento crítico.

 Devemos dar expressão às nossas melhores esperanças, não aos nossos mais profundos medos. Esta instituição foi fundada porque os homens e mulheres que nos antecederam foram previdentes e sabiam que nossas nações estão mais seguras quando aderimos a leis básicas, normas básicas, e buscamos cooperação acima do conflito. E as nações fortes, mais que todas, têm a responsabilidade de sustentar essa ordem internacional.

 Permitam-me oferecer um exemplo concreto.

 Ao assumir a Presidência, deixei claro que uma das principais realizações desta Assembleia, o regime de não proliferação nuclear, deveria ser engajado pela violação iraniana ao Tratado de Não Proliferação Nuclear; com base nisso, o Conselho de Segurança apertou as sanções contra o governo iraniano e muitas nações se uniram a nós em sua imposição. Juntos, demonstramos que leis e acordos significam alguma coisa, mas também compreendíamos que o objetivo das sanções não era simplesmente punir o Irã. O objetivo era testar se o Irã estaria disposto a mudar de rumo, aceitar restrições, e permitir que o mundo verificasse que seu programa nuclear será pacífico.

 Por dois anos, os Estados Unidos e nossos parceiros, incluindo a Rússia, incluindo a China, mantiveram a união em meio a complexas negociações. O resultado é um acordo duradouro e abrangente que impede o Irã de obter uma arma nuclear, mas permite seu acesso à energia pacífica; se esse acordo for plenamente implementado, a proibição a armas nucleares sairá reforçada, uma potencial guerra terá sido evitada e o nosso mundo estará mais seguro.

 Essa é a força do sistema internacional quando ele trabalha da maneira que deveria. A mesma fidelidade à ordem internacional orienta nossas respostas a outros desafios em todo o mundo. Considerem a anexação da Crimeia pela Rússia, e as demais agressões no leste da Ucrânia. Os Estados Unidos têm poucos interesses econômicos na Ucrânia. Reconhecemos a história complexa e profunda entre Rússia e Ucrânia, mas não podemos nos colocar de lado quando a soberania e integridade territorial de uma nação são flagrantemente violadas.

 Se isso acontecer sem consequências na Ucrânia, poderia acontecer a qualquer das nações hoje aqui reunidas. Essa é a base das sanções que os Estados Unidos e nossos parceiros impuseram à Rússia. Não se trata de um desejo de voltar à guerra fria.

 É evidente que, dentro da Rússia, a mídia controlada pelo Estado pode descrever esses eventos como exemplo de um país ressurreto. Visão compartilhada, de certa maneira, por diversos políticos e comentaristas norte-americanos que sempre foram profundamente céticos quanto à Rússia e parecem convencidos de que uma nova guerra fria, de fato, já começou. No entanto, vejam os resultados. O povo ucraniano está cada vez mais interessado em se alinhar à Europa, em lugar da Rússia. As sanções causaram fuga de capitais. Uma economia em contração, o rublo em queda, a emigração de maior número de russos com bom nível educacional.

 Imagine se, em lugar disso, a Rússia se tivesse se engajado em diplomacia real e trabalhado com a Ucrânia e a comunidade internacional para garantir que seus interesses estejam bem protegidos. Isso teria sido melhor para a Ucrânia mas também para a Rússia, e melhor para o mundo, o que explica por que continuamos a pressionar para que essa crise seja resolvida de maneira que permita que uma Ucrânia soberana e democrática determine seu destino e controle seu território. Não porque desejamos isolar a Rússia —não desejamos—, mas porque queremos uma Rússia forte e investida em trabalhar conosco para reforçar o sistema internacional como um todo.

 De forma semelhante, no mar do Sul da China, os Estados Unidos não têm reivindicações territoriais. Não adjudicamos quaisquer reivindicações, mas como todas as nações aqui reunidas temos o interesse em sustentar os princípios básicos de liberdade de navegação e livre fluxo de comércio.

 Assim, defenderemos esses princípios e encorajaremos a China e outros queixosos a que resolvam suas diferenças pacificamente.

 E o digo sabendo que a diplomacia é difícil. Que os desfechos são algumas vezes insatisfatórios. Que ela é raramente popular em termos políticos. Mas acredito que os líderes das grandes nações, especialmente, têm a obrigação de assumir esses riscos, precisamente porque somos fortes o bastante para proteger nossos interesses, se e quando a diplomacia falhar.

 Também acredito que para avançar nessa nova era, tenhamos de ser fortes o bastante para reconhecer que aquilo que se estava fazendo não funciona. Por 50 anos, os Estados Unidos mantiveram quanto a Cuba uma política que em nada melhorou a vida do povo cubano. Nós a mudamos. Continuaremos a ter diferenças para com o governo cubano, continuaremos a defender os direitos humanos, mas trataremos essas questões por meio de relações diplomáticas e da expansão do comércio. E de relações entre os dois povos.

 À medida que esses contatos produzam avanços, estou confiante em que o nosso Congresso inevitavelmente abolirá um embargo que já não deveria mais estar em vigor.

 A mudança não chegará a Cuba do dia para a noite, mas estou confiante em que abertura, não coerção, servirá melhor como apoio às reformas e para melhorar a vida do povo cubano. Da mesma forma que acredito que Cuba encontrará o sucesso se ampliar sua cooperação com outras nações.

 Bem, se interessa às grandes potências sustentar os padrões internacionais, isso se aplica ainda mais aos demais integrantes da comunidade de nações. Vejam o que acontece em todo o mundo. De Cingapura à Colômbia, passando pelo Senegal, os fatos demonstram que nações encontram o sucesso quando buscam paz e prosperidade inclusivas dentro de suas fronteiras, e cooperação com os demais países, para além delas.

 Um caminho como esse está aberto agora a uma nação como o Irã, que até o momento continua a utilizar prepostos violentos para promover seus interesses. Esses esforços podem parecer propiciar ao Irã influência em suas disputas com os vizinhos, mas alimentam conflitos sectários que colocam toda a região em risco, e isolam o Irã da promessa de comércio e intercâmbio.

 O povo iraniano tem uma história de orgulho e está repleto de extraordinário potencial. Mas gritar "morte à América" não cria empregos nem torna o Irã mais seguro.

 Se o Irã optar por um caminho diferente, será melhor para a segurança da região, bom para o povo iraniano e bom para o mundo.

 É claro que, em todo o mundo, continuaremos a ser confrontados por nações que rejeitam essas lições da história, lugares nos quais conflitos civis, disputas de fronteira e guerras sectárias produzem enclaves terroristas e desastres humanitários. Onde a ordem tenha sofrido completa dissolução, devemos agir. Mas seremos mais fortes caso o façamos juntos.

 Em esforços como esses, os Estados Unidos sempre farão sua parte. E o faremos cientes das lições do passado. Não só as lições do Iraque mas também o exemplo da Líbia, onde participamos de uma coalizão internacional sob mandato da ONU a fim de impedir o morticínio. Embora tenhamos ajudado o povo líbio a pôr fim ao reino de um tirano, nossa coalizão poderia e deveria ter feito mais para preencher o vazio deixado. Somos gratos às Nações Unidas por seus esforços para criar um governo de união. Ajudaremos qualquer governo legítimo da Líbia em seu trabalho de unir o país. Mas também precisamos reconhecer que é necessário trabalhar mais efetivamente no futuro, como comunidade internacional, a fim de capacitar com mais rapidez os Estados em crise, e assim evitar que entrem em colapso.

 E é por isso que devemos celebrar o fato de que, ainda hoje, os Estados Unidos se unirão a 50 outros países para oferecer novos recursos, infantaria, serviços de informações, helicópteros, hospitais e dezenas de milhares de soldados para reforçar as operações de paz da ONU.

 Esses novos recursos podem impedir matanças em massa e garantir que acordos de paz sejam mais que palavras no papel. Mas temos de fazê-lo juntos. Juntos precisamos reforçar nossa capacidade coletiva, onde a ordem se tenha dissolvido, e apoiar os que buscam uma paz justa e duradoura. Em lugar nenhum nosso compromisso para com a ordem internacional vem sofrendo teste mais severo do que na Síria. Quando um ditador massacra dezenas de milhares de seus concidadãos, isso não é uma questão interna. Causa sofrimento humano de uma ordem de magnitude que afeta a todos.

 Da mesma forma, quando um grupo terrorista decapita prisioneiros, massacra inocentes e escraviza mulheres, não se trata de um problema de segurança nacional para uma só nação, e sim de uma agressão a toda a humanidade. Já disse antes e repetirei: não existe espaço para acomodar um culto apocalíptico como o EI, e os Estados Unidos não pedem desculpas pelo uso de suas forças armadas como parte de uma ampla coalizão que o está combatendo. Nós o fazemos com a determinação de garantir que em lugar algum haja porto seguro para os terroristas que cometem esses crimes. E demonstramos ao longo de mais de uma década de perseguição incansável à Al Qaeda que os extremistas não sobreviverão a nós. Mas embora o poder militar seja necessário, não é suficiente para resolver a situação na Síria. Estabilidade duradoura só surgirá quando os povos da Síria chegarem a um acordo que permita que vivam juntos pacificamente. Os Estados Unidos estão preparados para trabalhar com qualquer nação, incluindo Rússia e Irã, a fim de resolver o conflito. Precisamos reconhecer que, depois de tanta carnificina, de tanto sangue derramado, não é possível simplesmente voltar à situação que existia antes da guerra.

 Recordemos como isso começou. Assad reagiu a protestos pacíficos com uma escalada de repressão e matança que, por sua vez, preparou o terreno para a disputa atual. E assim Assad e seus aliados não podem simplesmente pacificar a ampla maioria de uma população que foi brutalizada por armas químicas e bombardeios indiscriminados. Sim, o realismo dita que será necessário um compromisso para pôr fim aos combates e destruir o EI. Mas o realismo também requer uma transição que conduza de Assad a um novo líder e governo inclusivo, que reconheça a necessidade de um fim para o caos, o que permitiria que o povo sírio comece a reconstrução.

 Sabemos que o EI, que emergiu do caos no Iraque e Síria, depende da guerra perpétua para sobreviver. Mas também sabemos que eles conseguem adesões devido a uma ideologia venenosa. Assim, parte de nosso trabalho conjunto é rejeitar esse extremismo que infecta tantos de nossos jovens.

 Parte desse esforço precisa ser a rejeição continuada, pelos muçulmanos, daqueles que distorcem o islã, para pregar a intolerância e promover a violência. E precisa também envolver rejeição pelos não muçulmanos da ignorância que equipara islamismo e terrorismo.

 Esse trabalho requer tempo. Não existem respostas fáceis para a Síria e não existem respostas simples para as mudanças que estão acontecendo em boa parte do Oriente Médio e África. Mas muitas famílias precisam de ajuda agora, e não temos mais tempo.

 É por isso que os Estados Unidos estão elevando o número de refugiados que acolheremos em nosso país. É por isso que continuaremos a ser os maiores doadores de recursos assistenciais a esses refugiados. E hoje estamos lançando novos esforços para garantir que o nosso povo, nossas empresas, nossas universidades e nossas ONGs também possam ajudar.

 Nos rostos de tantas famílias sofridas, nosso país de imigrantes vê a si mesmo. É claro que, sob a maneira velha de pensar, o sofrimento dos despossuídos, o sofrimento dos refugiados, o sofrimento dos marginalizados, não importa. Eles sempre estiveram na periferia das preocupações do planeta.

 Hoje, nossa preocupação quanto a eles deveria ser propelida não apenas pela consciência, mas também pelo auto-interesse. Pois ajudar aqueles que foram colocados à margem de nosso mundo não é só caridade, mas uma questão de segurança coletiva. E o propósito desta instituição é não só evitar conflitos, mas galvanizar ação coletiva de forma a tornar melhor a vida neste planeta.

 Os compromissos que assumimos quanto às Metas de Desenvolvimento Sustentável afirmam essa realidade.

 Acredito que o capitalismo foi o maior criador de riqueza e oportunidades que o mundo já conheceu. Mas, das grandes cidades a pequenas aldeias rurais em todo o planeta, também sabemos que a prosperidade continua cruelmente inatingível para muitos.

 Como nos lembra Sua Santidade, o Papa Francisco, somos mais fortes quando conferimos igual valor aos mais humildes de nossos irmãos, e os vemos como tão dignos quanto nós, nossos filhos, nossas filhas. Podemos reduzir as doenças passíveis de prevenção e pôr fim ao flagelo do HIV/Aids. Podemos eliminar pandemias que não respeitam fronteiras. Esse tipo de trabalho talvez não esteja em destaque na televisão neste exato momento, mas, como demonstramos ao reverter a difusão do ebola, pode salvar mais vidas do que qualquer outra coisa que façamos.

 Juntos, podemos erradicar a pobreza e eliminar as barreiras à oportunidade, mas isso requer um compromisso sustentado para com nossos povos, o que permitiria que os agricultores alimentem mais pessoas, os empreendedores criem mais empresas sem pagar propinas, os jovens adquiram a capacitação de que necessitam para o sucesso na moderna economia do conhecimento.

 Podemos promover crescimento por meio de comércio que respeite padrões mais elevados, e é isso que estamos fazendo na Parceria Transpacífico, um acordo comercial que abarca quase 40% da economia mundial, um acordo que abrirá mercados mas protegerá os direitos dos trabalhadores e o meio ambiente, o que permite desenvolvimento sustentável.

 Podemos forçar um recuo da poluição que colocamos em nosso ar e ajudar economias a tirar pessoas da pobreza sem condenarmos nossos filhos aos estragos de um clima cada vez mais quente.

 A mesma engenhosidade que produziu a era industrial e a era da computação permite que exploremos o potencial da energia limpa. Nenhum país poderá escapar aos danos da mudança do clima, e não existe sinal maior de liderança do que dar precedência às gerações futuras. Os Estados Unidos trabalharão com todas as nações dispostas a fazer sua parte para que possamos nos reunir em Paris e enfrentar decididamente esse desafio.

 E por fim, nossa visão para o futuro desta Assembleia, minha crença em continuar avançando, em lugar de recuar, requer que defendamos os princípios democráticos que permitem que sociedades encontrem o sucesso. Vou começar por uma premissa simples: catástrofes como a que estamos vendo na Síria não acontecem em países onde existe genuína democracia e respeito pelos valores universais que esta instituição deve defender.

 Reconheço que a democracia tomará formas diferentes em diferentes partes do planeta. A ideia mesma de um povo que se autogoverne depende de que o governo permita a expressão de sua cultura singular, sua história singular, suas experiências singulares. Mas algumas verdades universais continuam patentes: nenhuma pessoa deveria ser aprisionada por cultuar pacificamente sua religião. Nenhuma mulher deveria sofrer abusos impunemente, e nenhuma menina deveria ser impedida de ir à escola.

 A liberdade de apelar pacificamente aos que detêm o poder, sem medo de leis arbitrárias —essas não são ideias para um só país ou cultura, mas sim ideias fundamentais ao progresso humano. São a pedra fundamental desta instituição.

 Compreendo que, em muitas partes do mundo, a visão seja diferente, e que exista uma crença em que uma liderança forte não deve tolerar dissensão. É algo que ouço não só dos adversários dos Estados Unidos mas, em particular, também de alguns de nossos amigos.

 Discordo. Acredito que um governo que reprima a dissidência pacífica não está mostrando força, mas mostrando fraqueza, mostrando medo. A história mostra…

 A história mostra que regimes que temem seus povos terminarão por desabar. Mas instituições fortes, construídas com o consentimento dos governados, perduram depois que qualquer indivíduo se vai. É por isso que nossos líderes mais fortes, de George Washington a Nelson Mandela, optaram por construir instituições fortes e democráticas de preferência a saciarem qualquer sede pelo poder perpétuo.

 Líderes que emendam constituições para ficar no poder estão só reconhecendo que não conseguiram construir um país de sucesso para seu povo, porque nenhum de nós dura para sempre. Isso nos diz que poder é algo ao que eles se apegam pelo poder e só, e não para melhorar as vidas daqueles que afirmam servir.

 Compreendo que a democracia é frustrante. A democracia dos Estados Unidos é certamente imperfeita. Ocasionalmente ela pode ser disfuncional, até, mas a democracia, a luta constante para ampliar os direitos de cada vez mais cidadãos, para dar mais voz ao povo, é o que permitiu que nos tornássemos a nação mais poderosa do mundo.

 Não é simplesmente uma questão de princípio, não é uma abstração. A democracia —a democracia inclusiva— torna o país mais forte. Quando partidos oposicionistas buscam o poder pacificamente nas urnas, um país pode aproveitar novas ideias. Quando uma mídia livre pode informar o público, corrupção e abusos são expostos e podem ser erradicados.

 Quando uma sociedade civil prospera, comunidades podem resolver problemas que os governos não necessariamente seriam capazes de resolver sozinhos. Quando imigrantes são acolhidos, os países se tornam mais produtivos e mais vibrantes. Quando meninas podem ir à escola e encontrar empregos, e buscar oportunidades irrestritas, é então que um país realiza seu pleno potencial.

 É isso que acredito ser a maior força dos Estados Unidos. Nem todo mundo no país concorda comigo, mas essa é a força da democracia. Acredito que o fato de que se possa caminhar pelas ruas de qualquer cidade, agora mesmo, e encontrar igrejas, sinagogas, templos e mesquitas espelha a diversidade do mundo, e você pode encontrar todo mundo, de todo lugar, aqui na cidade de Nova York.

 O fato é que neste país todos podem contribuir, todos podem participar, não importa quem sejam, que aparência tenham, ou a quem amem —isso é o que nos torna fortes. E acredito que aquilo que se aplica aos Estados Unidos seja possível para virtualmente todas as democracias maduras.

 Podemos nos orgulhar de nossas nações sem nos definirmos em oposição a qualquer outro grupo. Podemos ser patriotas sem demonizar os outros. Podemos acalentar nossas identidades, religiões, etnias, tradições, sem menosprezar os outros.

 Nossos sistemas têm como premissa a ideia de que o poder absoluto corrompe. Mas que as pessoas —as pessoas comuns— são fundamentalmente boas. Que elas dão valor à família e amigos, à fé e à dignidade do trabalho árduo. E, com os controles e compensações necessários, governos podem refletir essa bondade.

 Acredito que devemos buscar juntos o futuro, que devemos acreditar na dignidade de cada indivíduo, acreditar que podemos superar nossas diferenças e optar pela cooperação de preferência ao conflito. Isso não é fraqueza, mas força.

 É uma necessidade prática nesse mundo interconectado. E nossos povos sabem disso.

 Pensem no médico liberiano que foi de casa em casa buscando casos de ebola e dizendo às famílias o que deveriam fazer caso apresentassem sintomas. Pensem no comerciante iraniano que, depois do acordo nuclear, disse que "se Deus quiser agora poderemos oferecer mais produtos a preços melhores".

 Pensem nos norte-americanos que baixaram a bandeira de nossa embaixada em Havana em 1961, o ano em que nasci, e voltaram para lá algumas semanas atrás a fim de hasteá-la de novo.

 Um desses homens disse, sobre o povo cubano: "Podemos fazer coisas por eles e eles podem fazer coisas por nós; nós os amamos". Por 50 anos, ignoramos esse fato.

 Pensem nas famílias deixando para trás tudo que conheceram, arriscando a travessia de desertos inóspitos e águas bravias para buscar refúgio. Tudo para salvar seus filhos.

 Um refugiado sírio, que foi recebido calorosamente e abrigado em Hamburgo esta semana, disse que "sentimos que ainda existem pessoas que amam o próximo".

 Os povos de nossas Nações Unidas não são tão diferentes quanto nos dizem. Podem ser obrigados a temer. Podem ser ensinados a odiar. Mas também podem responder à esperança.

 A história está repleta dos detritos de falsos profetas e impérios decaídos, que acreditavam que a força vale mais que o direito, e que isso continuaria a ser verdade, com toda certeza.

 Mas cabe a nós oferecer um tipo diferente de liderança. Liderança forte o bastante para reconhecer que nossos países têm interesses comuns, e as pessoas têm em comum a sua humanidade. E que, sim, existem ideias e princípios universais. Foi isso que aqueles que deram forma a estas Nações Unidas 70 anos atrás compreenderam.

 Sigamos em frente com fé quanto ao futuro, pois essa é a única maneira de garantir que o futuro seja mais luminoso, para os meus e os seus filhos.

 Muito obrigado.

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Moscou relatório oficial 20-30

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Rustam- Moscou

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Aviões  da Força Aeroespacial Russa (VKS) identificaram e atacaram oito posições do Grupo Terrorista  Estado Islâmico . Foi o que noticiou o Ministério da Defesa da Federação Russa, à rede de notícias TASS tass.

De acordo com o departamento de guerra, o ataque russo foi executado em 20 sortidas. O Ministério da Defesa observou que os pilotos conseguira destruir os centros de controle comando dos militantes do ISIS nas montanhas. O ataque também se intensificou sobre depósitos de armas, munições, combustível e material militar.

O analista de defesa e correspondente diplomático Jonathan Marcus falou a BBC, que a decisão da Rússia de intervir com o seu poder aéreo dificulta enormemente a crise síria, enquanto provavelmente oferece pouca chance adicional de uma solução diplomática.

Fontes russas indicam que caças Sukhoi Su-24  operaram a partir de uma base aérea perto de Latakia. Há sérias questões sobre à quem exatamente as aeronaves russas são dirigidas. Autoridades dos EUA acreditam que os ataques russos iniciais não se concentram no ISIS, levantando a possibilidade de que o poder aéreo russo esteja sendo usado mais sob a forma de apoio aéreo aproximado para as forças do governo sírio contra os vários inimigos do regime Assad.

Claro, muitos desses inimigos são apoiadas por aliados árabes do Ocidente ou Turquia. O tempo de aviso dado pelos russos aos americanos parece ter sido muito curto, sugerindo que a coordenação muito mais detalhada pode ser necessária no futuro para evitar incidentes no espaço aéreo sírio.

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China realiza com sucesso testes do novo BVR PL-15 e promove reviravolta e preocupação nos EUA

PL 15

Lt_Gen_Herbert_J._CarlisleE.M.Pinto
Sugestão: Dragão Vermelho

Em um pronunciamento recente, o Comandante do “Air Force’s Air Combat Command” o Tenente General Herbert Carlisle, mencionou com preocupação o desenvolvimento alcançado pela China no seu mais novo míssil BVR, cujos testes foram executados em meados de Setembro.

O míssil, designado PL-15, foi relatado por Carlisle por possuir um sofisticado radar de busca e um novo sistema propulsor bem mais poderoso o qual o permite engajar alvos a distâncias iguais ou ainda superiores aos modelos empregados pelos caças dos Estados Unidos.

“Olhem para os nossos potenciais adversários que estão em desenvolvimento, coisas como o PL-15 e seu alcance de combate”,

foi o que disse Carlisle em um discurso no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais em Washington, DC, em 15 de setembro, data na qual a China supostamente testou o PL-15 pela primeira vez.

“Como é que vamos combater isso? e o que vamos fazer para sustentar a nossa supremacia aérea e responder a essa ameaça?”, Perguntou retoricamente Carlisle.

Informações ainda não confirmadas dão conta de que o míssil chinês possui um alcance superior aos modelosocidentais, segundo notas o PL-15 teria um alcance nominal máxima de 200 km ou 150 km em capacidade real de engajamento. O seu sistema de radar ativo é segundo as informações americanas, bem mais protegido contra ECM e seu novo motor lhe garante maior sustentação em fase terminal de engajamento.

Segundo Carlisle, “O desenvolvimento do PL 15 é um dos bons motivos para a USAF perder algumas boas noites de sono.”

No dia seguinte, revista Flight global publicou uma entrevista com Carlisle em que o Tem. Gal. ressaltou ainda mais o seu tom de preocupação, afirmando ser necessário desenvolver tecnologias e habilidades capazes de neutralizá-lo.

“É óbvio que o PL-15 é um míssil bastante sofisticado. O que é não claro é se o próprio míssil é realmente melhor que a arma principal ar-ar da América, o AIM-120, há poucas armas assim capazes no mundo”.

Segundo o  Maj. Michael Meridith, um porta-voz do Comando de Combate Aéreo.

“Estamos interessados em uma ampla variedade de características operacionais deste míssil tais como a capacidade de carga, sistema de orientação, tipo de ogiva, portabilidade, orientação, resistência a contramedidas, confiabilidade / manutenção, velocidade, alcance, etc., que são diferentes com base no sistema de armas.

Considere que o J-11 é uma variante do icônico caça russo SU-27 Flanker e que este  pode, com upgrades, transportar até 12 mísseis do tamanho do PL-15, além de dois mísseis menores e assim transportar um total de 14 armas sofisticadas. 

Ele continua…

“Em comparação, o F 22 da Força Aérea dos Estados Unidos, o caça topo de linha transporta um máximo de seis mísseis AIM-120 e dois Sidewinder de curto alcance. Isso porque, desde a Guerra Fria, o design do caça americano enfatizou-se na sua capacidade furtiva, a discrição requer uma silhueta lisa, o que minimiza a reflexão das ondas de radar e isso significa manter as armas em compartimentos internos. Mas há menos espaço em uma baia interna que sob a fuselagem e asas, onde os caças chineses penduram suas munições. A Furtividade é uma vantagem em certas situações, mas em um confronto saturado isto pode resultar em um déficit de armas para os “furtivos”. No caso do F-22 contra os J-11, o déficit para o lado americano é de até seis mísseis por caça. Esta situação fica ainda pior. Devido ao seu alto custo, a Força Aérea dos EUA possui apenas 195 caças F-22.”

Meridith ressalta…

 “A China possui nada menos que 300 J-11. A Força Aérea está confortável com a menor carga de armas do F-22 porque a capacidade do avião em evitar detecção deve torná-lo mais difícil de abater, desta forma nega parcialmente a vantagem do poder de fogo do inimigo. Mas há muito poucos caças F-22”.

A decisão do Pentágono em 2009 de encerrar a linha de produção do F-22 foi considerada por Carlisle como “O maior de todos os Equívocos”. Esta decisão comprometeu a vantagem Norte Americana sobre os militares chineses e outros inimigos potenciais, o Pentágono está comprando centenas de novos caças F-35 Joint Strike Fighters, porém ele ressalta que mesmo em sua configuração furtiva, o F-35 transporta até menos mísseis que o F-22,  apenas dois AIM-120.

“Não é difícil imaginar o resultado de um confronto entre um esquadrão de caças Americanos em batalhas contra esquadrões chineses armados com sete vezes mais mísseis”.

Peter Goon, um analista da Air Power Austrália (Think tank) ressalta que

“O PL-15 é apenas uma das preocupações, talvez a maior pesadelo é o fato do F-35A JSF carregar apenas dois mísseis AIM-120 tal como indagou Carlisle.”

Diante deste cenário, não surpreende as recentes ofertas de empresa Americanas para conversão de caças mais antigos em plataformas de lançamento de mísseis, tal como o programa da Boeing para conversão de versões antigas do F15 capacitando-os a transportar até 16 Mísseis AIM 120.

F 15

No mesmo dia em que Carlisle lançou a preocupação com o novo míssil chinês, a  Boeing propôs a adição de novas estações de armas para velhos F-15, dobrando a carga de armas e acrescendo-as em mais dois mísseis além da capacidade do J-11.

“É algo que sabemos ser de interesse para a Força Aérea”,

informou o vice-presidente da Boeing Mike Gibbons ao Flight global.

Ainda há cerca de 200 caças F-15 produzidos nos anos 70 e 80, eles não são furtivos como os caças F-22, mas como ressaltado por Carlisle,

“Ambos os caças poderiam juntar-se aos F-22s que agindo como um “quarterback”*,proveriam a detecção e seleção de alvos para os caças mais antigos”. “Agora que a China está desenvolvendo um míssil ar-ar que é pelo menos tão bom como os mísseis americanos, chegou a hora da USAF lançar-se a uma resposta”.

Ao que parece que a proposta da Boeing é a mais viável…

* Quarterback (QB) é uma posição do futebol americano. Jogadores de tal posição são membros da equipe ofensiva do time e atuam como lideres.

Fontes: Flight Global  e 

Mil.huanqiu.com

Thedailybeast

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China Conflitos Geopolítica Terrorismo

China transporta contingente militar e armas para Síria

Type 071 YUZHAO Jinggang Shan井冈 999 Kunlun Shan昆仑山 998 Amphibious Transport Dock LPD amphibious warfare ships of the People's Republic of China's People's Liberation Army Navy chinese (2)Por Redação, com agências internacionais – de Latakia, Síria

Um contingente militar da República Popular da China, a caminho de Latakia, na Síria, é esperado a qualquer momento para o desembarque em portos da região. Outro navio chinês de transporte, com carga militar, também foi avistado na 3ª-feira pela manhã, cruzando o canal de Suez, segundo o diário árabe Al Masdar News.

A China tem uma das maiores e mais bem equipadas forças navais do mundo

Informações sobre especialistas militares chineses a caminho de Tartus foram confirmadas pelo comandante do Exército Sírio. A matéria conclui que Moscou criará, na Síria, uma coalizão antiterror que será versão alternativa da aliança que os EUA formaram para abastecer e armar os terroristas do ISIS.

A entrada da China na luta pela Síria será importante acréscimo à declaração de hoje, do Ministério de Relações Exteriores do Irã. Em conferência de imprensa com RT, o vice-ministro de Relações Exteriores do Irã Hossein Amir Abdollahian declarou que o Irã se integrará à coalizão organizada pela Rússia, para combater contra o ISIS. Significativamente, Amir não falou de uma “aliança”, mas de se criar ampla coalizão militar.

— Consideramos bem-vinda a proposta do presidente russo para o estabelecimento de uma frente comum na luta contra o terrorismo, e estamos prontos para a iniciativa de operações conjuntas e cooperação – disse o vice-ministro iraniano de Relações Exteriores.

Que Rússia e Irã combaterão juntos contra os terroristas, fontes russas já anunciavam há uma semana. E a chegada da China para contribuir como mais uma força no grupo de apoio é mais do que se poderia ter imaginado. A presença da coalizão internacional altera a favor de Moscou o equilíbrio de poder – deixando livres as mãos russas para ação militar direta no Oriente Médio, com apoio do Irã. Na nova situação geopolítica, a Rússia volta a se integrar ao Oriente Médio.

Fonte:Correio do Brasil

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Armored Personnel Carriers Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Sauditas e Iraquianos interessados em adquirir 1450 BMP-3

BMP3Rustam- Moscou

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Iraque e Arábia Saudita estão interessados em adqurir junto a Rússia cerca de 1450 veículos ICV BMP -3. O anúncio foi feito pelo co-proprietário da  Tractor Plants, Albert Tanks  à rede de notícias TASS.

São cerca de 500 veículos BMP – 3 para o Iraque, bem como 950 unidades da Arábia Saudita “, disse Tanks.  ” Vamos lançar em 2016 uma linha de montagem a tempo de satisfazer todas as encomendas, mas o lançamento do transportador exige um enorme trabalho para o fornecimento de componentes”.

No início de setembro, anunciou-se a aquisição de cerca de 40 unidades do BMP -3 para o Marrocos e Myanmar. Por sua vez, os militares russos encomendaram 200 novos BMP -3 cujas entregas seguem-se até o final de 2017 .

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Conflitos Geopolítica História

Discurso de Putin no 70º aniversário da ONU

(trad. não oficial do texto original (a conferir com o vídeo) – McClatchy

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(…), Senhoras e senhores.

O 70º aniversário da ONU é boa ocasião para considerar a história e falar de nosso futuro comum.

Em 1945, os países que derrotaram o nazismo reuniram esforços para lançar fundações sólidas para a ordem mundial do pós-guerra. Permitam-me lembrar-lhes que as decisões chaves sobre os princípios que guiaram a cooperação entre estados e o estabelecimento da ONU foram tomadas em nosso país – em Yalta, na Crimeia – onde se reuniram os líderes da coalizão anti-Hitler.

O sistema de Yalta nasceu de fato em ação. Nasceu ao custo de dez milhões de vidas e de duas guerras mundiais que varreram o planeta no século 20. Sejamos justos – o sistema de Yalta ajudou a humanidade a atravessar eventos turbulentos, muitas vezes dramáticos, das últimas sete décadas. E salvou o mundo de levantes em grande escala.

A ONU é única em sua legitimidade, representação e universalidade. É verdade que, em tempos recentes, a ONU tem sido amplamente criticada por supostamente não ser suficientemente eficiente e pelo fato de que a tomada de decisão em questões fundamentais resulta paralisada por diferenças insuperáveis – em primeiro lugar entre os membros do Conselho de Segurança.

Mas gostaria de lembrar que sempre houve diferenças na ONU ao longo desses 70 anos. O direito de vetar sempre foi exercido pelos EUA, pelo Reino Unido, pela França, pela China, pela União Soviética e pela Rússia em pés de igualdade.

É absolutamente normal que seja assim, numa organização representativa e tão diversa. Quando a ONU foi constituída, os fundadores de modo algum supuseram que sempre haveria unanimidade. De fato, a missão da ONU é buscar e alcançar consensos, sempre, claro, com concessões. A força da ONU advém de levar em consideração diferentes visadas e opiniões.

Decisões debatidas na ONU podem ser convertidas em Resolução, ou não. Como dizem os diplomatas, elas “passam ou não passam”. E todas e quaisquer ações que um estado empreenda sem considerar esses procedimentos são ações ilegítimas, colidem com a Carta da ONU e desafiam a lei internacional.

Todos sabemos que, depois do fim da Guerra Fria, emergiu no mundo um centro de dominação. E então, os que se viram naquele momento no topo da pirâmide foram tentados a crer que, se somos tão fortes e excepcionais, então sabemos mais e melhor o que fazer, que o resto do mundo; assim sendo, por que, afinal, teríamos de reconhecer a ONU, a qual, em vez de automaticamente autorizar e legitimar decisões que pareçam necessárias, tantas vezes cria obstáculos ou, em outras palavras “mete-se no caminho?”.

Já se tornou lugar comum dizer que, no formato original, a organização tornou-se obsoleta e já teria cumprido sua missão histórica.

Claro, o mundo está mudando, e a ONU tem de ser consistente com essa transformação natural. A Rússia está pronta a trabalhar com todos os parceiros, à base de consenso amplo, mas consideramos extremamente perigosas as tentativas para solapar a autoridade e a legitimidade da ONU. Podem levar ao colapso de toda a arquitetura das relações internacionais. Aí, não nos restariam outras leis, se não a lei do mais forte.

Poderíamos chegar a um mundo dominado pelo egoísmo, não pelo trabalho coletivo. Um mundo cada vez mais caracterizado pela violência, não pela igualdade e por democracia e liberdade genuínas. Um mundo no qual estados verdadeiramente independentes seriam substituídos por número crescente de protetorados de facto e territórios controlados de fora para dentro.

O que é, afinal, a soberania do Estado? A soberania tem a ver, basicamente, com liberdade e com o direito de cada pessoa, nação ou estado escolher livremente o próprio futuro.

Na mesma direção caminha a chamada legitimidade da autoridade do Estado. Não se deve brincar com elas, nem manipular as palavras. Na lei internacional, nos negócios internacionais, cada termo deve ser claro, transparente, interpretado por critério uniformemente compreendido por todos.

Todos somos diferentes. E todos devemos respeitar as diferenças. Ninguém tem de encaixar-se num único modelo de desenvolvimento que outro, em algum momento, tenha decidido, de uma vez por todas, e para todos, que seria o único modelo correto.

Todos devemos lembrar o que nosso passado nos ensinou. Também recordamos alguns episódios da história da União Soviética. “Experimentos sociais” para exportação, tentativas de impor mudanças dentro de outros países baseadas em preferências ideológicas, quase sempre levaram a consequências trágicas e à degradação, não ao progresso.

Parece, contudo, que longe de aprender com os erros dos outros, tantos agora se põem, exatamente, a repeti-los. Por isso continua a exportação de revoluções, agora chamadas “democráticas”.

Para ver que assim é, basta examinar a situação no Oriente Médio e Norte da África. Claro que naquela região os problemas sociais já se acumulavam há longo tempo. Claro que as pessoas queriam mudanças.

Mas no que realmente deu tudo aquilo? Em vez de promover reformas, uma interferência estrangeira agressiva resultou na visível destruição de instituições nacionais e, até, de estilos de vida. Em vez de algum triunfo da democracia e de mais progresso, o que obtivemos foi mais violência, mais miséria e um desastre social. E ninguém dá qualquer atenção a qualquer dos direitos humanos, inclusive ao direito de viver.

Não posso me impedir de perguntar aos que causaram essa situação: Os senhores dão-se conta do que fizeram? Mas temo que ninguém responderá minha pergunta. Na verdade, nunca foram abandonadas as sempre mesmas políticas baseadas na arrogância, na cega confiança na própria excepcionalidade e ‘correspondente’ total impunidade.

Já é agora óbvio que o vácuo de poder criado em alguns países do Oriente Médio e Norte da África levou à emergência de áreas de anarquia. As quais, imediatamente, passaram a encher-se de extremistas e terroristas. Dezenas de milhares de militantes combatem hoje sob os estandartes do chamado Estado Islâmico. Naquelas fileiras há ex-soldados iraquianos desmobilizados e jogados à rua depois da invasão do Iraque em 2003. Muitos dos recrutados também vêm da Líbia – país onde o próprio Estado foi destruído, na sequência de grosseira violação da Resolução n. 1.973 do Conselho de Segurança da ONU.

E agora as fileiras dos radicais são inchadas por membros de uma chamada “oposição síria moderada”, sustentada, mantida, por países ocidentais. Primeiro, os radicais são armados e treinados; imediatamente depois, desertam e unem-se ao Estado Islâmico.

Mas o próprio Estado Islâmico, ele tampouco surgiu do nada, de lugar algum. O Estado Islâmico foi forjado inicialmente como ferramenta a empregar contra regimes seculares indesejáveis. Em seguida, depois de ter estabelecido uma base no Iraque e na Síria, o Estado Islâmico pôs-se a se expandir ativamente para outras regiões. Agora busca dominar o mundo islâmico. E tem planos para avançar ainda além disso.

A situação é mais do que perigosa. Nessas circunstâncias, é atitude hipócrita e irresponsável pôr-se a fazer ‘declarações’ sobre a ameaça do terrorismo internacional, ao mesmo tempo em que os mesmos ‘declarantes’ fingem que não veem os canais por onde caminha o dinheiro que financia e mantém terroristas, inclusive o tráfico de drogas e o comércio ilícito de petróleo e de armas. Também é igualmente irresponsável tentar ‘manobrar’ grupos extremistas e pô-los a seu próprio serviço para que ‘colaborem’ na busca de objetivos políticos só dos supostos ‘manobradores’, na esperança de “negociar com eles” ou, dito de outro modo, sob a certeza de que, “depois”, poderão matá-los facilmente.

Aos que têm procedido assim, gostaria de dizer: “Caros senhores, não duvidem: os senhores estão lidando com gente dura e cruel, mas não são pessoas ‘primitivas’ ou ‘atrasadas’. São exata e precisamente tão espertos quanto os senhores. Na relação com eles, ninguém jamais saberá quem manipula quem. Perfeita prova disso está nos dados recentes sobre destino final do armamento doado àquela oposição suposta “moderada”.

Os russos acreditamos que qualquer tentativa de ‘jogar’ ou ‘brincar’ com terroristas – e de armar terroristas, então, nem fala! – não é só comportamento de pessoas sem visão, mas é criar pontos de alto risco de fogo, do tipo que iniciam grandes incêndios. É comportamento que pode resultar em aumento dramático na ameaça terrorista, e que se alastre para outras regiões – dado, especialmente, que o Estado Islâmico reúne em seus campos de treinamento militantes de muitos países, inclusive de países europeus.

Infelizmente, a Rússia não é exceção. Nós não podemos deixar que esses criminosos que já provaram o cheiro de sangue voltem aos seus países, para continuar suas práticas assassinas. Ninguém quer que tal coisas aconteçam, suponho.

A Rússia sempre se opôs firme e consistentemente, sempre, contra o terrorismo em todas as suas formas. Hoje, damos assistência militar e técnica ao Iraque e à Síria, que enfrentam grupos terroristas.

Entendemos que é erro enorme e grave recusar-se a cooperar com o governo sírio e suas forças armadas, que valentemente lutam cara a cara contra o terrorismo. É mais que hora de reconhecer afinal que ninguém, além das forças armadas do presidente Assad e das milícias curdas estão dando real combate ao Estado Islâmico e a outras organizações terroristas na Síria.

Caros colegas, devo notar que a abordagem direta e honesta da Rússia foi recentemente usada como pretexto para nos acusar de estarmos alimentando ambições crescentes (como se os que nos acusam fossem libertos de todas as ambições…).

Mas a questão não é as ambições russas. A questão é reconhecer o fato de que já ninguém pode continuar a tolerar o atual estado de coisas no mundo.

Na essência, estamos sugerindo que nos façamos guiar por valores comuns e interesses comuns, não por ambições. Temos de unir esforços, considerando a lei internacional, para enfrentar os problemas que estão diante de todos nós, e criar uma coalizão ampla e genuinamente internacional contra o terrorismo.

Semelhante à coalizão que se constituiu anti-Hitler, a nova coalizão dever unir gama ampla de forças que desejem resolutamente resistir contra os que, exatamente como os nazistas, semeiam o mal e o ódio contra a humanidade.

Evidentemente, os países muçulmanos têm papel chave a desempenhar na coalizão, tanto mais que o Estado Islâmico não é só ameaça contra a sobrevivência deles, mas, além disso, ativamente agride e ofende, com suas práticas sanguinárias, uma das maiores religiões do mundo. Os ideólogos daquela militância zombam do Islã e pervertem todos os valores verdadeiramente humanistas do Islã.

Gostaria de me dirigir aos líderes espirituais muçulmanos, porque sua autoridade e orientação são agora ainda mais profundamente importantes. É essencial impedir que jovens recrutados por militantes tomem as mais desgraçadas decisões sobre a própria vida. E também os que já se tenham envolvido, que já foram enganados e que, pelas mais diferentes circunstâncias da vida, vejam-se hoje vivendo entre terroristas, esses também precisam de ajuda, para que consigam voltar à trilha da vida normal, para que deponham as armas e ponham fim ao fratricídio.

A Rússia, como atual presidente do Conselho de Segurança, convocará em breve uma reunião ministerial para que se faça análise ampla das ameaças que cercam o Oriente Médio.

Em primeiro lugar, propomos que se discuta a possibilidade de construir uma Resolução que vise a coordenar as ações de todas as forças que já estão resistindo contra o Estado Islâmico e outras organizações terroristas. Mas uma vez: essa coordenação terá de basear-se nos princípios da Carta da ONU.

Esperamos que a comunidade internacional será capaz de desenvolver uma estratégia ampla de estabilização política e, também para a recuperação social e econômica do Oriente Médio. Isso feito, não será preciso criar novos campos para concentração de refugiados.

Hoje, o fluxo de pessoas forçadas a deixar a terra natal já literalmente inundou a Europa. Há centenas de milhares deles agora e não demorará para que sejam milhões. De fato, é grande e trágica migração de pessoas. E é dura lição para os europeus.

Quero destacar: refugiados precisam, sem dúvida, de nossa compaixão e apoio. Mas o único meio de resolver esse problema em nível mais fundamental é restaurar o Estado, em todos os pontos onde foi destruído; reforçar as instituições de governo onde elas ainda existam ou estejam sendo restabelecidas; prover ajuda ampla – militar, econômica e material – a países em situação difícil; e, com certeza, também aos que não abandonarão suas casas, não importa quais sejam os padecimentos.

Claro que qualquer assistência a estados soberanos pode e deve ser oferecida, nunca imposta; e única e exclusivamente de acordo com a Carta da ONU. Em outras palavras, tudo nesse campo está sendo ou será feito em obediência ao disposto na lei internacional e com o apoio de nossa organização universal. Tudo que infrinja disposições da Carta da ONU deve ser rejeitado.

Acima de tudo, creio que é de máxima importância ajudar a restaurar as instituições de governo na Líbia, apoiar o novo governo do Iraque e prover assistência ampla ao governo legítimo da Síria.

Colegas, garantir a paz e a estabilidade regionais e globais continuam a ser os objetivos chaves da comunidade internacional, com a ONU no comando.

Acreditamos que isso implica criar um espaço de segurança igual e indivisível, não para uns poucos seletos, mas para todos. Sim, é tarefa desafiadora, difícil e que exige tempo, mas simplesmente não há via alternativa.

Porém, o pensamento de bloco dos tempos da Guerra Fria e o desejo de explorar novas áreas geopolíticas ainda persistem em alguns de nossos colegas.

É de lastimar que alguns dos nossos colegas tenham, até aqui, escolhido outra via – a via de explorar predatoriamente novos espaços geopolíticos.

Primeiro, continuaram sua política de expandir a OTAN e sua infraestrutura militar. Depois, ofereceram aos países pós-soviéticos uma escolha falsa: pôr-se ao lado do ocidente ou ao lado do oriente.

Essa lógica de confrontação está fadada, mais cedo ou mais tarde, a desencadear uma grave crise geopolítica. É precisamente o que foi feito na Ucrânia, onde o descontentamento da população com as autoridades foi usado, e se orquestrou um golpe militar de fora para dentro do país; e esse golpe disparou uma guerra civil.

Temos certeza de que só mediante a plena e fiel implementação dos Acordos de Minsk de 12/2/2015, poderemos pôr fim ao banho de sangue na Ucrânia e encontrar saída para aquele impasse.

A integridade territorial da Ucrânia não pode ser assegurada por tratados e sob armas. Indispensável ali é consideração genuína pelos interesses e direitos do povo na região do Donbass e respeito pelo que escolherem. É preciso coordenar com eles, como fazem os Acordos de Minsk, os elementos chaves da política do país.

Esses passos garantirão que a Ucrânia desenvolverá um estado civilizado, como elo essencial na construção de um espaço comum de segurança e cooperação econômica ao mesmo tempo na Europa e na Eurásia.

Senhoras e senhores, falei propositadamente de espaço comum de cooperação econômica. Não há muito tempo, parecia que na esfera econômica, com suas objetivas leis de mercado, aprenderíamos a viver sem linhas divisórias. Que construiríamos regras transparentes e de comum acordo, que incluiriam os princípios da Organização Mundial de Comércio, que estipulam a liberdade de comércio e investimento e a livre concorrência.

Mas hoje já é quase lugar comum impor sanções unilaterais que burlam o que determina a Carta da ONU. Além de perseguir objetivos políticos, essas sanções são visível manobra mal-intencionada, para eliminar concorrentes comerciais.

Quero apontar ainda mais um sinal de crescente “autismo econômico”. Alguns países escolheram criar associações econômicas como clubes fechados e “exclusivos”, cuja fundação está sendo negociada na clandestinidade, ocultada até dos próprios cidadãos daqueles países, do público em geral e da comunidade empresarial.

Outros estados, cujos interesses podem vir a ser afetados não são informados, tampouco, de coisa alguma. Parece que estamos a um passo de ser confrontados com um fato consumado, de que as regras do jogo foram mudadas a favor de um poucos privilegiados, sem que a OMC tenha sido jamais ouvida. Assim se desequilibra completamente o sistema comercial e desintegra-se o espaço econômico global.

Essas questões afetam os interesses de todos os estados e influenciam o futuro de toda a economia mundial. Por isso propomos que essas questões seja discutidas dentro da ONU, dentro da OMC e dentro do G-20.

Ao contrário da política de “exclusividade”, a Rússia propõe harmonizar os projetos econômicos regionais. Refiro-me à chamada “integração de integrações”, baseada em regras universais e transparentes do comércio internacional.

À guisa de exemplo, quero citar nossos planos para interconectar a União Econômica Eurasiana e a iniciativa da China, do Cinturão Econômico da Rota da Seda. Ainda acreditamos que harmonizar os processos de integração dentro da União Econômica Eurasiana e a União Europeia é movimento altamente promissor.

Senhoras e senhores, as questões que afetam o futuro de todos os povos incluem o desafio da mudança do clima global.

É do nosso interesse fazer da Conferência da ONU sobre Mudança Climática, em dezembro, em Paris, um sucesso. Como parte de nossa contribuição nacional, temos planos para reduzir para 70-75% a emissão dos gases de efeito estufa, até 2030, de volta aos níveis de 1990.

Mas sugiro que tomemos, sobre essa questão, visada muito mais ampla. Sim, podemos aplacar as dificuldades, por algum tempo, definindo quotas de emissões venenosas, ou tomando outras medidas que, contudo, são medidas apenas táticas. Mas, por esse caminho, nada resolveremos.

Precisamos de abordagem completamente diferente. Temos de nos focar em, fundamentalmente, introduzir novas tecnologias inspiradas pela natureza e que não causarão dano ao meio ambiente, e conviverão em harmonia com ele. Além disso, elas restaurarão o equilíbrio entre a biosfera e tecnofera, alterado pelas atividades humanas.

É desafio, realmente, de escopo planetário. Mas tenho confiança de que a humanidade tem potencial intelectual para enfrentá-lo.

Temos de unir esforços. Refiro-me, em primeiro lugar, aos estados que têm sólida base de pesquisas e que têm obtido avanços significativos em ciência fundamental.

Propomos organizar um fórum especial, sob os auspícios da ONU, para discussão ampla das questões relacionadas ao esgotamento de recursos naturais não renováveis, à destruição do meio ambiente e à mudança climática. A Rússia está pronta para copatrocinar esse fórum.

Senhoras e senhores, foi em Londres, dia 10/1/1946, que a Assembleia Geral da ONU reuniu-se para sua primeira sessão. Zuleta Angel, diplomata colombiano, e presidente da Comissão Preparatória, abriu a sessão oferecendo, entendo eu, uma definição concisa dos princípios básicos que a ONU deveria seguir em suas atividades: defender o livre arbítrio, desafiar os conluios e trapaças e preservar o espírito de cooperação.

Hoje, essas palavras ainda soam como orientação para todos nós.

A Rússia acredita no enorme potencial da ONU, e deve ajudar-nos a evitar uma confrontação global e a nos engajar em franca cooperação estratégica. Juntos com outros países, trabalharemos empenhadamente para fortalecer o papel da ONU, de coordenação central.

Confio que, trabalhando juntos, conseguiremos fazer do mundo lugar pacífico e seguro, e asseguraremos condições propícias para o desenvolvimento de estados e nações.

Obrigado. [Fim do discurso]

(trad. não oficial do texto original (a conferir com o vídeo) – McClatchy
http://www.mcclatchydc.com/news/nation-world/world/article36860463.html

Traduzido por Vila Vudu

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Vladimir Putin recebe autorização da Câmara Alta para enviar a Força Aérea em operações na Síria

Su 27Rustam- Moscou

Traduçãoe  adpatação: E.M.Pinto

Sergei Ivanov chefe da Administração Presidencial Russa informou que o apelo de Vladmir Putin ao Conselho da Federação Russa  solicitando a permissão para uso das Forças Armadas no exterior foi aprovado com urgência pelo  Conselho da Federação  atendendo ao pedido do presidente sírio, Bashar Assad que solicitou a ajuda à Rússia com um pedido para prestar assistência militar para a Síria. O Conselho da Federação da Russa aprovou por unanimidade o uso das forças armadas do país no exterior.

A câmara alta do Parlamento emitiu nota de aprovação nesta quarta feira 30.09.15  poreém a decisão inclui apenas o uso da Força Aérea e não prevê qualquer operação de tropas terrestres, segundo informou ergei Ivanov.

“Nós estamos falando exclusivamente sobre as operações da Força Aérea da Rússia, como o nosso presidente já disse, o uso de forças armadas no terreno está excluída. O objetivo militar das operações é exclusivamente de apoio aéreo às forças do governo Sírio na sua luta contra o Estado islâmico “, disse Ivanov. Eu gostaria de informar que o presidente da República Árabe da Síria voltou-se para a liderança de nosso país com um pedido para fornecer assistência militar, por isso podemos dizer que o terrorismo tem de ser combatido, os esforços devem ser combinados, mas é ainda necessário observar as normas do direito internacional “, disse Ivanov jornalistas.

O Kremlin irá informar os parceiros estrangeiros da decisão tomada pelo parlamento de uso das forças armadas russas no exterior durante o dia através de canais do Ministério das Relações Exteriores, e os militares vão fazer o mesmo por meio de seus canais.

De acordo com Ivanov, a decisão foi tomada para ajudar a Síria e proteger os interesses russos.

“Em primeiro lugar e, provavelmente, o mais importante, nós estamos falando sobre a Síria sozinhos, e nós não estamos falando sobre o alcance de algumas metas de política externa, satisfazendo algumas ambições que os nossos parceiros ocidentais nos acusam, nós estamos falando sobre os interesses nacionais da Rússia “ .

Ivanov disse que as operações da Força Aérea serão temporários, mas foi incapaz de dizer exatamente quanto tempo eles devem permanecer no teatro de operações.

“No que diz respeito à linha de tempo, a operação da Força Aérea Russa, é claro, não pode durar para sempre e tem um período de tempo definido, mas nãopodemos definir o número de aeronaves nem onúmero de dias que serão necessários para tal ,  por razões óbvias “.

Comentando os ataques aéreos realizados pelas potências ocidentais, Ivanov disse que eles não estavam em conformidade com o direito internacional.

“Como todos vocês sabem muito bem, os Estados Unidos … está lançando ataques aéreos no território da Síria e do Iraque, e talvez outros estados do Oriente Médio. Recentemente a França juntou-se as mesmas acções, Austrália e uma série de outros paises estão falando sobre o mesma coisa .. Eu gostaria de observar que  essas ações estão sendo realizadas em violação do direito internacional “, disse Ivanov a imprensa.

Rússia, Síria, Iraque e Irã Criaram recentemente um comitê anti-ISIS para com a criação de um Centro de Coordenação de Dados. De acordo com a Embaixada dos Estados Unidos em Moscou, os líderes dos Estados Unidos e da Rússia têm interesses comuns na luta contra a ISIS na Síria e concordaram em criar um canal entre os ramos militares dos países para evitar mal-entendidos durante as operações na área.

“Gostaria apenas de reiterar que, quando o presidente Barack Obama se reuniu com o presidente Vladimir Putin, ambos concordaram que os Estados Unidos e a Rússia têm um interesse comum no combate ao ISIS na Síria”, disse o porta-voz da Embaixada dos EUA Will Stevens.

“No entanto, a nossa posição é clara quanto ao presidente Bashar Assad, ele não é um parceiro adequado para a luta contra o terrorismo e o extremismo na Síria. Não há um caminho sustentável para a estabilidade dentro Síria que envolva o presidente Assad e que lhe permita permanecer no poder”, acrescentou.

De acordo com a Fox News citando um oficial norte-americano de alto escalão, a Rússia exigiu que os aviões dos EUA deixassem imediatamente o espaço Aéreo Sírio, de onde aprtir de agora vigorará coordenação de ações e regras russas.

 

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Rússia, Síria, Iraque e Irã criam central de informações para combate ao EI

Órgão em Bagdá facilitará intercâmbio de dados e pode também ser base de coordenação para futuras operações militares. Na ONU, ministro iraquiano exige mais ação da aliança internacional anti-“Estado Islâmico”.

Tomada de Mossul por EI é considerada maior derrota de Bagdá

A Rússia e três países do Oriente Médio pretendem fundar na capital iraquiana uma central para facilitar o intercâmbio das informações a respeito da milícia terrorista “Estado Islâmico” (EI). O órgão reunirá membros do Estado-maior da Rússia, Síria, Iraque e Irã, noticiou a agência de notícias russa Interfax, com base em fontes diplomáticas e militares de Moscou.

Numa fase posterior, operações militares poderão ser coordenadas a partir do centro em Bagdá, que será dirigido alternadamente por oficiais das quatro nações. O primeiro deles será um representante do Iraque.

Otimismo e exigências de Bagdá

O ministro iraquiano do Exterior, Ibrahim al-Jaafari, que se encontra em Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, se mostrou otimista a respeito do projeto, neste sábado (26/09).

“As forças militares iraquianas alcançaram algumas vitórias significativas, repelindo os terroristas e os obrigando a se retirarem a norte de Mossul”, afirmou Jaafari, acrescentando que o Exército nacional “está do lado vitorioso”.

No entanto, a situação na segunda maior cidade iraquiana desmente tal versão. Depois de 15 meses de combates, as tropas do governo ainda não conseguiram retomar a maior refinaria de petróleo do país. As Forças Armadas procuram ganhar mais controle ao oeste antes de iniciar um ataque a Mossul, considerada a maior perda de Bagdá na luta contra o EI.

Ainda assim, Jaafari declarou que não são necessárias tropas de solo estrangeiras, e acusou a aliança militar internacional liderada pelos Estados Unidos de não estar fazendo o suficiente: “A frequência dos ataques aéreos oscila, e espero que ela seja mais alta no futuro.”

O chefe da diplomacia iraquiana também reivindicou de Washington mais equipamento de combate, assim como a intensificação dos treinamentos militares e da disponibilização de dados pelos serviços de informação.

AV/rtr/dpa

Fonte: DW

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Vídeo: Rebeldes sírios treinados pelos EUA entregam material militar à al-Qaeda

Os rebeldes que os Estados Unidos treinaram para combater o movimento Estado Islâmico deram equipamento militar ao braço sírio da al-Qaeda. Ao que tudo indica, os combatentes das chamadas Novas Forças Sírias forneceram seis veículos e munições à Frente al-Nusra para garantir a passagem segura por um território dominado pelo grupo.

Esta alegada violação das regras ainda tem de ser totalmente confirmada. Mas o Pentágono pondera já reestruturar o programa de formação de combatentes, lançado no início do ano, e financiado pelo Congresso americano com 500 milhões de dólares.

O objetivo é treinar cerca de 5 mil rebeldes sírios por ano, ao longo de um período de três anos, para combater o Estado Islâmico. Até agora, foram formados apenas dois grupos de pouco mais de 120 combatentes.

Fonte: Euronews

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O jogo de pôquer entre Obama e Putin por Assad

Em encontro, líderes americano e russo reiteram suas posições sobre uma solução para o conflito sírio. Futuro de Assad é principal divergência, mas especialistas veem espaço para um acordo.

O presidente Bashar al-Assad deve ficar ou sair do poder? Também na reunião na noite desta segunda-feira (28/09) à margem da Assembleia Geral da ONU, a primeira que tiveram em quase dois anos, os presidentes Barack Obama e Vladimir Putin não chegaram a um acordo sobre o futuro papel do ditador da Síria.

Mesmo assim, parecem concordar que só a diplomacia – e não a força militar – pode resolver o conflito sangrento na Síria, que já dura quatro anos. Depois do encontro, ambos os lados comentaram que a reunião foi eficiente e produtiva, o que não deixa de ser surpreendente. Afinal ambos haviam, poucas horas antes, se envolvido numa troca de acusações perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

Como jogadores de pôquer tarimbados, os dois líderes enviaram sinais de força e determinação e reiteraram suas posições durante o encontro que tiveram. Segundo o The New York Times, ambos disseram suas opiniões de forma muito clara, mas a porta para uma solução diplomática para o conflito sírio não foi totalmente fechada, pois eles não mostraram todas as suas cartas.

“Obama certamente reforçou sua opinião de que o ditador sírio deve deixar o cargo”, afirma o especialista Paul Schwartz, do Center for Strategic Studies (Centro de Estudos Estratégicos).

Após as amplas violações de direitos humanos por Assad, é impossível retornar ao status quo anterior à guerra, argumentou Obama. Mas o presidente americano estaria pelo menos disposto a tolerar a permanência de Assad por um período de transição. Isso pode ser entendido numa frase de Obama que é citada em vários sites: “Realismo dita que um compromisso será necessário, mas realismo também determina uma transição guiada, para além de Assad, rumo a um novo líder.”

Para o especialista Malvin Kalb, do Brookings Institution, os americanos agora concordam que Assad seja parte de um processo de negociação para acabar com o conflito. “Mas, num determinado momento, ele terá que sair”, avalia.

Para especialistas, a boa vontade de Putin na crise síria não levará ao fim das sanções por conta da Ucrânia

Ataque frontal de Putin

Como esperado, o presidente russo, em seu discurso, defendeu Assad e disse que é “um enorme erro” não cooperar com o governante sírio e suas forças militares na luta contra a milícia terrorista “Estado Islâmico” (EI). Segundo ele, intervenções ocidentais “contrárias ao direito internacional” na Líbia e no Iraque são responsáveis pelo caos nesses países. E isso não deve se repetir na Síria, afirmou, exigindo, por isso, um “amplo apoio ao governo sírio”.

Depois de ter dito isso, Putin não mencionou mais o nome de Assad. “Olhando de fora, pode haver espaço para um compromisso”, afirma Schwartz. Mas a crítica generalizada de Putin à política americana para o Oriente Médio torna difícil para Obama encontrar uma fórmula aceitável para os russos, acrescenta. Para ele, Putin ao menos fez um “gesto construtivo” ao chamar uma coalizão internacional contra o EI na qual os EUA também podem desempenhar um papel.

Unidos contra o EI?

Em seus discursos, ambos os presidentes praticamente demonizaram o EI. Enquanto Obama falou de uma ameaça “apocalíptica”, Putin mencionou os milhares de jihadistas russos que representarão um enorme risco de segurança caso retornem à Rússia. “Provavelmente os dois se unirão na luta contra o EI”, opina Schwartz, referindo-se aos convites para diálogo feitos pelos EUA à Rússia e ao Irã.

Mas, para a maior parte dos especialistas, Obama não tem muita escolha. “Do ponto de vista diplomático, Putin jogou de forma muito inteligente e eficaz”, avalia Kalb. “É muito difícil para um líder ocidental, também para Obama, não se unir de alguma maneira com Putin.” Ninguém interessado em resolver os conflitos no Oriente Médio pode ignorar o presidente russo, afirma Kalb, que menciona ainda a “surpreendente exibição de equipamento bélico russo” na Síria.

Sem alívio de sanções

Em seu discurso, Obama deixou em aberto se a disposição da Rússia em colaborar para o restabelecimento da paz na Síria significará o fim das sanções econômicas por conta da crise na Ucrânia. O especialista Matthew Rojanski, do Woodrow Wilson Center, em Washington, avalia que nem Putin nem qualquer outra pessoa têm a ilusão de que isso levará ao fim das sanções.

Schwartz também afirma que, por conta da Síria, não haverá nenhuma mudança nas sanções, porque “os EUA não podem simplesmente ficar observando quando a Rússia viola o direito internacional”.

Mas, para muitos observadores, não é por acaso que a iniciativa síria de Putin ocorra no auge da crise de refugiados na Europa. “Uma parte da estratégia de Putin é enfraquecer o apoio às sanções da União Europeia à Rússia ao dizer que ele tem uma solução para a crise dos refugiados”, afirma Schwartz. “Para a UE, a principal ameaça de segurança não é mais a intervenção russa na Ucrânia, mas a crise dos refugiados.”

Fonte: DW

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Voa J 11B equipado com motores produzidos na China

j-11b-1Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Sugestão: Dragão Vermelho

Um caça J-11B da Força Aérea PLA foram equipados com motores fabricados na China, segundo informou  um aviador de uma divisão  da Força Aérea PLA. Um caça J 10 B realizou uma demonstração pública de sequenciadas manobras que atestarama capacidade da motorização.

A exibição ocorreu em Changchun, província de Jilin nordeste da China, em 10 de setembro de 2015, durante o qual o J-11B da Força Aérea PLA realizou três vôos de demonstração. Ao executar uma série de manobras que exigem  sustentação potência e alteração de padrões operacionais, o caça convenceu as autoridades que assistiam a demonstração de que a China pdoe ter alcançado o tão desejado status no desenvolvimento e produção de moteres militares de alto desempenho.

O J-11B é bastante atualizado em comparação com os modelos de caça anteriores, possui uma otimizada interface homem máquina com reduzida carga de trabalho à tripulação. O caça é otimizado a operar sob quaisquer condições meteorológicas em missões de combate ar- ar, ar-mar e ar- terra e seu sistema de arma integra as mais avançadas  armas de curto alcance e médio alcance ar-ar  além disso, ele também pode levar o novo tipo de munições ar-terra recentemente desenvolvidos o que amplia o seu envelope e capacidade de combate em relação aos modleos anteriores.

Um oficial da PLAAF relatou a imprensa local após o evento que os aviadores chineses estão mais orgulhosos e motivados, pois sabem que os seus caças estão sendo equipados com motores de produção própria chinesas, aliando isso as novas armas que foram desenvolvidas especialmente para os caças de novas gerações, ampliando e atualizando as suas capacidades.