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Fabrica Militar de Aviones IA-58 Pucará

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Autor: Anderson Barros

Matéria produzida em parceria com o Site Warfare

Histórico de desenvolvimento

Nos anos 1960, a guerra do Vietnam demonstrou que aeronaves de ataque ao solo convencional não eram eficientes no combate aos guerrilheiros vietcong. Assim, a indústria de aeronaves militares mundial iniciou o desenvolvimento de diversos projetos para atender essa necessidade como, por exemplo, o Grumman OV-1 Mohawk, North American Rockwell OV-10 Bronco. Em 1966, a Força Aérea Argentina através da DINFIA – Dirección Nacional de Fabricación e Investigación Aeronáutica (Nesse período a DINEFA já acumulava uma grande experiência na criação de aeronaves de combate. Em 1947 foi construído o primeiro avião de caça a jato na América Latina o I.Ae. 27 Pulqui I, concebidos pelo famoso designer francês Émile Dewoitine,  e em 1950, o designer alemão Kurt Tank (- ex-diretor técnico da empresa alemã “Focke-Wulf”) juntamente com o Engenheiro argentino Norberto Morcchio  – construíram I.Ae. 33 Pulqui II – no qual era muito avançado para o seu tempo, o avião e desenvolveu nos testes a velocidade máxima de 1045 km.) estabeleceu parâmetros para o desenvolvimento de uma aeronave de ataque leve e de baixo custo que poderiam ser empregadas em missões de, apoio a infantaria, Apoio Aéreo Aproximado (CAS), contra-insurgência (COIN), e  funções de reconhecimento, sendo  capaz de operar a partir de aeroportos não convencionais ou pistas de pouso irregulares (pistas não pavimentadas) e levar uma carga bélica pesada de munições ar-terra. O projeto do novo avião ficou a cargo da Fábrica Militar de Aviones (FMA) e foi liderado diretamente pelo vice-diretor da estatal argentina o engenheiro Aeronáutico Hector Eduardo Ruiz.

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Acima: Projetos como o Grumman OV-1 Mohawk, North American Rockwell OV-10 Bronco foram fundamentais para a criação dos requisitos que vieram a se tornar o projeto do IA-58- Pucará.

Gestação

A pedido da Força Aérea Argentina a DINFIA acelerou o desenvolvimento da aeronave utilizando como base o projeto do FMA IA 50 Guaraní II (Um pequeno bimotor para transporte projetado pela DINFIA). Como o modelo seria baseado em um projeto de um avião civil a DINFIA decidiu em um design simples de tamanho intermediário, para ser alimentado por dois motores turboélice, com um cockpit para duas pessoas e Canopy em vidro. O programa começou em 1966. A fim de testar o layout proposto e a aerodinâmica, a DINFIA inicialmente construiu um veiculo planador não motorizado para testes, tendo voado rebocado por um Fokker F27 da Força Aérea Argentina pela primeira vez em 26 de dezembro de 1967 sendo designado como AX-2 Delfin a aeronave não obteve o desempenho esperado.

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Acima: AX-2 Delfin veiculo planador não motorizado para teste de aerodinamica do  programa Pucará. notem a configuração monoplace.

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Acima: O planador AX-2 Delfin ja modificado com a nova configuração Biposto em Tandem.

Para melhorar, o desempenho Após os testes com o Planador se iniciou a construção de um protótipo motorizado, dada à designação FMA IA 58 Delfin. A construção dos Protótipos e testes em voo ficou a cargo da Fábrica Militar de Aviones (FMA) estatal Argentina responsável pela fabricação de Aeronaves. O primeiro protótipo designado FMA IA 58 Delfin fez seu voo inaugural em 20 de agosto de 1969, Após testes em voo o mesmo passou por modificações sendo construído um segundo protótipo agora redesignado FMA IA 58 Pucará, voando em seis de setembro de 1970, seguido de um terceiro, protótipo/Pré Produção em 1973. As primeiras unidades foram entregues em 1975 à força aérea de Argentina sendo produzido até 1986.

FMA IA-50 Guarani IIAcima:  O pequeno Bimotor de trasportes FMA IA 50 Guaraní II serviu de base para o Projeto do Pucará.  Isso permitiu seus projetistas queimar varias etapas do desenvolvimento.

Projeto.

A estrutura do Pucará e quase toda em metal (principalmente alumínio) devido à necessidade de se manter um baixo peso. Sua fuselagem possui cauda em formato de “T”, os motores estão alojados nas asas e seu nariz possui um perfil inclinado.  O IA-58 possui uma cabine pressurizada fechada por uma única peça que abre para cima, possui um arranjo em tandem (um tripulante atrás do outro) com o piloto-comandante à frente e o navegador – WSO (Weapon System Operator – Operador do Sistema de Armas) à atrás a configuração da cabine permite aos pilotos um excelente campo de visão à frente e para os lados, enquanto o nariz propositadamente caído deu a tripulação uma boa linha de visão para o chão. . O Cockpit possui blindagem para proteger a tripulação e os sistemas eletrônicos da aeronave. Os tripulantes possuem assentos ejetáveis Martin-Baker Mk 6AP6A  do tipo zero/zero (zero altitude/zero velocidade) O púcara possui comandos duplos permitindo que o segundo tripulante (WSO) possa pilotar a aeronave em caso de uma eventual impossibilidade do Piloto. Os sistemas da aeronave são analógica configuração típica dos anos 50/60 a aeroneve não possui HUD (Head Up Display) e nem equipamentos de visão noturna e radar para operação em condições adversas.

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Acima: O cockpit do IA-58A Pucará apresenta uma configuração tipica para a epoca em que entrou em operação com mostradores analógicos.

O programa do púcara previa operações em pistas curtas e irregulares para isso se escolheu uma configuração para o trem de pouso em triciclo retrátil possuindo uma roda frontal, sob a parte da frente, e rodas duplas nos traseiros, dispostos sob as asas alojados nas naceles dos motores. Os pneus são de baixa pressão para facilitar sua operação em pistas não preparadas enquanto as pernas do trem de pouso estão em uma posição mais altas em relação ao solo para dar espaço entre a fuselagem e o solo permitindo que o Pucará leve cargas externas.

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Acima:  Prototipo AX-01 usados para testes de voo o modelo foi equipado com os motores de origem americana Garret TPE-331.

 Propulsão.

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Acima: Motor  Garret TPE-331 equipou os primeiros Prototipos Delfin durante o durante os voos de testes dos mesmos

O primeiro protótipo, chamado AX-1 Delfin foi equipado com dois motores de origem americana Garret TPE-331- U-303 sua designação militar e T76 (Esse motor foi projetado e fabricado pela Garrett AiResearch , e produzido atualmente pela Honeywell Aerospace ) Esse pequeno turboélice gera uma potencia de 900HP. Porem esse motor não apresentou um desempenho ideal, pois a aeronave não obteve os requesitos esperado. Para melhorar, o desempenho, o segundo protótipo teve seus motores Garret substituídos pelos propulsores de origem francesa Turbomeca Astazou XVIG que gera uma potencia de cerca de 1000 HP cada. Posteriormente o primeiro protótipo teve os motores Garret substituídos pelos motores Turbomeca. Com a adoção dos motores franceses os FAM IA-58 Pucará consegui um desempenho que permite o Pucará alcançar uma velocidade máxima de 500 km/h. e um alcance de 3.700 km (com tanques extras de combustível) e um alcance de 350 km com carga completa de armas.

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Acima: O motor Turbomeca Astazou XVIG equipou os IA-58 Pucará de produção. Cada motor gerava cerca de 1000 cv de potencia.

Armamento.

O IA-58 Pucará tem como missão primordial o apoio a forças terrestres, combate anti-helicopteros e missões de contra-insurgência – COIN seu projeto priorizou o uso de armamentos interno de tubo. Para isso o mesmo foi equipado com quatro metralhadoras FN M2-20 em calibre. 30 (7,62 mm) com uma carga de 900 munições cada. Dois canhões Hispano-Suiza HS.404 de 20 milímetros com uma carga de 270 munições cada.

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Acima: A metralhadora FN Herstal M2-20 calibre 7,62mm (.30). Esse armamento se mostrou bem efetivo nas missões de apoio a infantaria, e contra-insurgência (COIN).

Alem do armamento interno o Pucará pode transportar externamente até 1.500 kg (3.307 libras)  de armas que podem ser bombas da Família MK-81 e MK-82, lançadores de foguetes 70 mm LAU-68  e LAU- 69 lançadores de granada de 40 mm e pods equipados com canhões de 30 mm.  Vale ressaltar que a versão IA-58B foram equipadas com Dois Canhões de origem francesa DEFA 553 30 mm, em vez de 20 milímetros HS-804.

100_1189Acima: Canhão 20mm HS 404 fabricado pela Hispano Suiza.  seu uso se mostrou efetivo para combate ar-ar.

Com isso a fuselagem inferior apresentou um inchaço para abrigar a câmara do canhão. Interessante que durante a guerra das Malvinas a Força Aérea Argentina, em colaboração com a Marinha através do Comando de Aviación Naval Argentina, COAN, modificou um dos protótipos (, AX-04) com suportes para o transporte e lançamento para torpedos Mark 13. Objetivo era transformar o Pacurá em uma plataforma de transporte de torpedos afim de para melhorar as capacidades antinavio e anti-submarino das forças Argentina. Porem a guerra terminou antes que fosse avaliado a viabilidade do projeto.

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Histórico Operacional

 Após sua entrada em serviço em 1974, o Pucará foi empregado contra os opositores do regime militar argentino durante a Operação Independência em 1975.

Guerra das Malvinas

Ate o início do conflito a Força Aérea Argentina havia recebido entre 45 a 60 Pucará, baseados no 3º Grupo de Ataque. Devido ao seu pequeno tamanho o mesmo era adequado a operar nas ilhas Malvinas onde a pista pistas de pouso existente nas ilhas Falklands/Malvinas serem curtas não era adequada para operar aviões A-4 Skyhawk e Mirage III. Devido a essa restrição os Pucará eram as únicas aeronaves de combate capazes de operar nas mesmas. Assim, 24 Pucará foram transferidos para as pistas das ilhas enquanto que os demais foram baseados no continente.

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Acima: Membro das Forças Especiais Inglesas SAS (Special Air Service) ao lado de um IA-58 Pucará destruido durante a guerra das Malvinas.

A Argentina também baseou seus Pucará no continente, sobretudo nas bases de Puerto Santa Cruz  e Comodoro Rivadavia  onde sua localização o sul do território argentino e com sua proximidade com as ilhas facilitariam as operações de apoio e de vigilância costeira, Em geral os aviões que participaram dos combates eram armados com as bombas não guiadas, foguetes de 70 mm, ou metralhadoras de 7.62mm. Nas Ilhas os aviões estavam baseados no aeroporto de Port Stanley e na pista de Grama do Aeródromo de Goose Green. No dia 1 de maio três aviões foram destruídos em Goose Green por bombas de fragmentação lançadas por um Sea Harrier. Em 15 de maio pelo menos seis Pucarás foram destruídos em terra por ação de Forças Especiais Britânicas – SAS que sabiam da capacidade de ataque do aparelho. No dia 28 de maio dois Pucara abateram com suas metralhadoras 7,62 mm um helicoptero Westland Scout  do Royal Marine que realizava uma missão de evacuação aeromédica.

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Acima: A arte representa o abate de um helicóptero  Westland Scout pertencente ao Royal Marines que realizava missão aeromédica.

Guerra Civil  Sri Lanka

 No Inicio de 1985 quatro unidades do IA-58 Pucará foram adquiridos pela Força Aérea do Sri Lanka (Sri Lanka Guwan Hamudawa) para serem empregados na luta contra os rebeldes do  Tigres Tamil. Por conta de problemas econômicos e técnicos (naquela época o Pucará estava fora de produção), a FMA conseguiu entregar as aeronaves apenas em 1992.  Os aviões participaram de ações de combate sendo usado, sobretudo para Apoio Aéreo Aproximado (CAS), contra-insurgência (COIN) sendo empregado com relativo sucesso contra os rebeldes tâmeis. Porem com a aquisição do MANPADS 9K32 Strela-2  (SA-7 Grail) por parte dos guerrilheiros resultou na destruição dos Pucará.   O primeiro Pucará foi derrubado em 13 de outubro de 1993. Após a queda do segundo Pucará, em 14 de julho de 1995, a Força Aérea do Sri Lanka manteve as duas aeronaves restantes estacionadas em terra por falta de peças sobressalentes. As duas aeronaves restantes foram reativadas somente em meados de 1997, sendo que uma delas foi abatida em 15 de março de 1997. Restaurada, continuou voando até 1998, quando foi retirada de serviço com a outra aeronave restante da frota. Em 2003, as aeronaves foram restaurauradas sendo expostas ao publico.

Upgrades

Durante a década de 1990 a Força Aérea Argentina analisou diversas possibilidades de modernização dos Pucará se encontravam em serviço. Os estudos para a modernização englobava a troca dos motores Frances Turbomeca Astazou XVIG por outros mais modernos e econômicos, além da inclusão de contramedidas e equipamentos eletrônicos. Entretanto não foi tomada nenhuma decisão nesse sentido sendo posteriormente abandonada por falta de fundo. Em 2009 a Força Aérea Argentina iniciou os planos para a modernização do seu inventario de Pucará o projeto foi definido e abrange a atualização dos avionicos como sistema de comunicações, HUD, comandos HOTAS, INS/GPS, Chaff. Flares, RWR, ECM. Instalação de novos armamentos como o canhão, DEFA 554, Revisão geral da estrutura do avião, substituição do antigo motor Turbomeca Astazou. Pelo mais moderno PT6A-62. Com essa modernização a Força Aérea pretende manter o Pucará no serviço ativo até 2045. Porem questões burocráticas e econômicas está atrasando a conversão de toda a frota. Nesse sentido a Força Aerea Uruguai também demonstrou interesse no, programa de manutenção reparo e revisão (MRO) e instalação de novos motores oferecidos pela FAdeA. Falando no Uruguai o mesmo modernizou seus aviões no qual receberam novos sistemas de navegação e GPS alem de modificações estruturais visando o transporte de bombas MK-82 Snakeye e um novo tanque de combustível externo com capacidade de 1000 litros. Porem com a crise econômica que assola a Argentina e suas Forças Armadas fizeram que o projeto de modernização ficasse em estagio vegetativo.

Versões

AX-2 Delfin – protótipo de testes

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AX-4 Pucará– protótipo de aeronave anti-submarino carregada com um torpedo Mark 45;

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IA-58 A Pucará– Primeira versão operacional, produzida em serie;

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IA 58 B Pucará– A aeronave era dotada de Dois Canhões DEFA 553 30 mm, em vez de 20 milímetros HS-804. Com isso a fuselagem inferior apresentou um inchaço para abrigar a câmara do canhão.

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IA-58 C Pucará – Muito melhorada a versão eliminava o cockpit dianteiro. Possuía um incremento na blindagem do piloto e nos tanques de combustível. No nariz havia a previsão para a instalação de um único canhão DEFA de 30 milímetros. Também seria equipado com um HUD mais moderno, capacidade de transportar mísseis Matra Magic ou sidewinder, além de mísseis ar terra Martin Pescador.

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Acima: Míssil anti navio Martín Pescador MP-1000  desenvolvido pela  CITEFA ( Instituto de Investigaciones Científicas y Técnicas de las FFAA). O missil possuía um alcance de 9 km e uma ogiva de 40 kg.

IA-58 D Pucará  – Modernização da versão A, Atualmente sendo implantada pela Força Aérea Argentina

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Acima: Modernização do cockpit do Ia-58A para o padrão Delta

IA-66 Pucará – Modernização do IA-58A, com motores Garrett TPE331, voou em 1980.

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 Acima: O IA-66 foi equipado com motor  Garret TPE-331 e um novo conjunto de hélices de 4 pás.

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FICHA TÉCNICA DE DESEMPENHO

Velocidade de cruzeiro: 430 km/h

Velocidade máxima: 500 km/h

Razão de subida: 5,5 m/min

Fator de carga: +6, -3 Gs

Raio de ação/ alcance: 350 km (Hi Lo Hi)/ 3710 km (travessia com maximo combustível)

Propulsão:  2 motores  Turbomeca Astazou  com 978cv cada

DIMENSÕES

Comprimento: 14,25m

Envergadura: 14,50 m

Altura: 5,36 m

Peso: 4020 kg (vazio)

ARMAMENTO

Até 1600 kg de cargas externas divididos em 3 pontos fixos (2 nas asas e um sob a fuselagem).

Ar Terra: transportar externamente até 1.500 kg (3.307 libras)  de armas que podem ser bombas da Família MK-81 e MK-82, lançadores de foguetes 70 mm LAU-68  e LAU- 69 lançadores de granada de 40 mm e pods equipados com canhões de 30 mm.

Interno: quatro metralhadoras FM M2-20 em calibre. 30 (7,62 mm) com uma carga de 900 munições cada. Dois canhões Hispano-Suiza HS.404 de 20 milímetros com uma carga de 270 munições cada.

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Brasil Negócios e serviços Opinião

Petrobras/Operação Lava Jato: Empresas europeias estão na mira

Citadas no escândalo, companhias como Rolls-Royce, Skanska, Techint e SBM Offshore tiveram mais de 30 bilhões de reais em contratos com a Petrobras. Empresas negam qualquer irregularidade em seus negócios.

Além de grandes empreiteiras brasileiras, empresas europeias estão na mira da Polícia Federal (PF) no caso de corrupção da Petrobras. Desde que, em março de 2014, foi deflagrada a Operação Lava Jato, Rolls-Royce (Reino Unido), Skanska (Suécia), Techint (Itália) e SBM Offshore (Holanda) foram citadas no escândalo. Juntas, elas tiveram mais de 30 bilhões de reais em contratos com a estatal.

No maior escândalo da história da Petrobras, a suspeita da PF é que parte do dinheiro obtido através de pagamento de propina por diversas empresas seria repassada por funcionários da estatal para o caixa de partidos como PT, PMDB e PP.

A Skanska ganhou licitações para manutenção de plataformas, construção de uma usina térmica no estado do Rio e outros serviços avaliados em mais de 700 milhões de reais. A Techint obteve, só em um consórcio com a Andrade Gutierrez, um contrato no valor de 2,5 bilhões de reais para a construção de uma unidade de coque no Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj).

A Rolls-Royce foi citada pelo ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco. No acordo de delação premiada feito com o MPF, ele afirmou que a empresa britânica assegurou um contrato de 100 milhões de dólares com a estatal por meio do pagamento de propina. A multinacional inglesa fornece turbinas de geração de energia para plataformas de petróleo.

A holandesa SBM Offshore, que fornece navios-plataforma para a estatal e que tem contratos que somam cerca de 27 bilhões de dólares, é investigada por supostamente obter vantagens indevidas e pagar propina a funcionários públicos federais. Em novembro passado, a Controladoria-Geral da União (CGU) apontou “graves irregularidades” na relação entre as duas companhias.

Suspensão de futuras licitações

Em dezembro, a Petrobras suspendeu as empreiteiras Skanska e Techint, juntamente com outras 21 empresas suspeitas, de participarem de futuras licitações.

De acordo com comunicado da estatal, a medida, cautelar e em caráter preventivo, tem a finalidade de resguardar a petroleira e suas parceiras de danos de difícil reparação financeira e de prejuízos à imagem. O bloqueio, porém, não afeta contratos já firmados ou em andamento.

A decisão, que se aplica em grande parte a construtoras nacionais, deve levar a Petrobras a recorrer a empresas estrangeiras para compensar a perda na lista de fornecedores. A contratação de estrangeiras, porém, pode ser dificultada pela exigência de conteúdo local feitas pelo governo em seus contratos.

As principais empresas suspeitas de participarem do cartel são: Odebrecht, UTC, Camargo Corrêa, Techint, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Promon, MPE Montagens Industriais, Skanska, Queiroz Galvão, Iesa, Engevix, Setal, GDK, OAS Construções e Galvão Engenharia. Há investigações também sobre o envolvimento de fornecedoras como Alusa, Carioca Engenharia, Schahin, Setal Engenharia e dos estaleiros Keppel Fels e Jurong, de Cingapura.

De acordo com dados do Ministério Público Federal (MPF), os crimes já denunciados envolvem o desvio de cerca de 2,1 bilhões de reais. Já foram recuperados 500 milhões, e 200 milhões em bens de réus estão bloqueados.

Na sexta-feira (20/02), o MPF ajuizou cinco ações de improbidade administrativa, que cobram 4,47 bilhões de seis empresas investigadas por desvios – Camargo Corrêa, Sano-Sider, Mendes Júnior, OAS, Galvão Engenharia, Engevix e seus executivos.

Empresas negam irregularidades

A Rolls-Royce afirmou, por meio de nota, que a empresa não recebeu detalhes das alegações feitas recentemente na imprensa e que não foi abordada por autoridades brasileiras:

“Nós temos sempre sido claros que não vamos tolerar conduta empresarial imprópria de qualquer tipo e tomaremos todas as medidas necessárias para assegurar a conformidade, inclusive cooperando com as autoridades em qualquer país.”

Já a Skanska disse que “a empresa conduz seus negócios com alto grau de integridade e ética e está à disposição das autoridades para colaborar nas investigações”.

A Techint, por sua vez, afirmou que respeita rigorosamente a legislação brasileira e que “não houve irregularidade nas contratações dos projetos que executou ou executa para a Petrobras”. A empresa criticou, ainda, o bloqueio imposto pela estatal.

“A decisão tomada pela Petrobras não possui caráter cautelar, mas de efetiva e concreta penalização antecipada e sem provas, em flagrante violação ao princípio de presunção de inocência. A Techint lamenta a postura precipitada e desprovida de qualquer fundamento adotada por sua cliente”, afirmou a empresa, por e-mail.

Procurada pela DW Brasil, a SBM Offshore não se manifestou até o fechamento da reportagem.

Fonte: DW.DE

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Vídeo: Curso de Salvamento e Resgate da Força Aérea Brasileira

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Conflitos Geopolítica Negócios e serviços Opinião Rússia

Os (nem tão) novos amigos de Pútin

Após a imposição de sanções econômicas e políticas pelo Ocidente, a Rússia perdeu as relações com os EUA e os países europeus conquistadas ao longo das duas décadas anteriores. Perante tal situação, o governo russo teve que rever as prioridades de política externa e encontrar novos aliados.

Ao que tudo indica, o destino de Moscou não é tão limitado como anunciavam os defensores do isolamento internacional da Rússia. Desde que os EUA e países da União Europeia impuseram sanções contra Moscou, surgiram potenciais aliados até mesmo entre os “eurocéticos”.

Em meados de fevereiro, o presidente russo Vladímir Pútin viajou à Hungria, onde discutiu com o primeiro-ministro local Viktor Orban sobre as novas condições para a exportação de gás. O encontro também resultou em uma série de acordos de menor importância entre os dois Estados. Não parece muito, mas, nas condições da crise atual, essa visita ganha um significado altamente simbólico.

Para o Kremlin é importante mostrar que a Europa não está unida para massacrar Moscou, que lá há também líderes que estão prontos para cooperar com os russos. A Hungria, por sua vez, precisa de gás a um preço acessível e pode, simultaneamente, incomodar a UE, ao obter certas regalias.

Além disso, o partido de esquerda Syriza, que venceu as eleições parlamentares gregas, também revelou disposição para se aproximar de Moscou. Desde 2008, o país acumulou uma dívida imensa, e os gregos precisam agora fazer pressão sobre a UE para negociar condições mais favoráveis de pagamento – motivo de sobra para flertar com a Rússia.

Diante desses acontecimentos, a parede de rejeição no lado da Europa foi aparentemente derrubada, aumentando a esperança de que a relação com os parceiros europeus – pelo menos na esfera econômica – pode ser gradualmente restaurada.

Expansão pelo Oriente

Na tentativa de diversificar seus aliados em outros continentes, o Kremlin vem intensificando sua esfera de influência sobre alguns países da Ásia e do Oriente Médio.

O primeiro avanço nesse sentido foi a aproximação com o Egito. No passado, o maior país do mundo árabe e principal aliado árabe dos Estados Unidos expressou o desejo de voltar a comprar um grande lote de armas russas, bem como desenvolver relações com Moscou.

A recente visita de Pútin ao Cairo lembrou o gesto do líder soviético Nikita Khruschov no início dos anos 1960. E o que mais evoca a sensação de déjà vu são os resultados do encontro: naquela época, Khruschov obteve um empréstimo para construir a represa de Aswan; agora é a vez de Pútin, também por meio de empréstimo, construir a primeira usina nuclear do Egito.

Paralelamente, observa-se progresso nas relações da Rússia com Irã e Turquia. No caso do primeiro, a venda de petróleo iraniano para a Rússia não foi concretizada, mas Teerã ainda precisa de tecnologia moderna, armas e energia nuclear. Quanto à Turquia, em vez de assumir as sanções da UE por tabela, Ankara uniu-se ao projeto de construção de um gasoduto que funcionará como alternativa ao abandonado “South Stream”.

Refúgio no Brics

A escalada de tensões com o Ocidente também fez com que a Rússia reforçasse os laços com seus aliados no Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Embora esses países não tenham diretamente apoiado Moscou nem condenado a anexação da Crimeia, em abril de 2014, tem-se a impressão de que os Brics estão, em diferentes níveis, fartos ​​da política americana ao longo das últimas décadas.

Prova disso é que, no ano passado, a China celebrou uma série de acordos energéticos importantes com a Rússia, e a Índia intensificou a compra de armas russas.

Nikolai Surkov: Professor do departamento de Estudos Orientais do Instituto Estatal de Moscou de Relações Internacionais.

Fonte: Gazeta Russa

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Vídeo: Linha de Montagem dos Caminhões Ural.

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Brasil Destaques Geopolítica Opinião

Assembleia Parlamentar dos BRICS está a caminho

Assunto está na pauta do porta-voz da câmara dos deputados russa, Serguêi Naríshkin, e do chefe do comitê de negócios exteriores da casa, Aleksêi Puchkov, em visita a Nova Déli no final desta semana.

O diário russo Izvêstia  informou nesta quinta-feira (26) que uma Assembleia Parlamentar dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul) está a caminho de ser criada.

Segundo o jornal, a informação provém de uma fonte da Duma de Estado da Rússia (câmara dos deputados) que não quis ser identificada.

“O fato de a visita do porta-voz da Duma de Estado à Índia ocorrer pela primeira vez nos últimos tempos fala por si só sobre seu significado. Esse é um acontecimento importante tanto para a Rússia, como para a Índia no futuro desenvolvimento de nossas relações, inclusive no âmbito dos Brics. Daremos início a uma parceira na criação de uma Assembleia Parlamentar dos Brics”, disse a fonte ao Izvêstia às vésperas da visita.

As relações interparlamentares entre a Índia e a Rússia foram pouco ativas até então, restritas a parcerias militares e comerciais. A visita de Naríshkin ao país tem o intuito de reparar a situação.

O chefe do comitê para negócios externos da Duma, Aleksêi Puchkov, já havia anunciado que a visita da delegação russa à Índia tem por objetivo integrar o atual formato do Brics com componentes parlamentares.

“Iremos para estabelecer e regular a componente parlamentar no âmbito do formato multilateral do Brics e do RIC (Rússia, Índia, China)”, disse Puchkov a jornalistas a bordo do avião que decolou para Nova Déli na quarta-feira (25).

No final de janeiro, por decisão da APCE (Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa), a delegação russa russa foi mais uma vez privada do direito de voto. Em março de 2014, o país foi impedido de votar na APCE devido à integração da Crimeia a seu território.

Publicado originalmente pela agência Interfax

Fonte: Gazeta Russa

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Ministério da Defesa da Rússia encomenda lançador de granadas DP-64

“Em 2014 recebemos uma encomenda considerável do Ministério da Defesa. Não podemos falar de valores exatos nem em quais unidades serão entregues, mas será para a Marinha de Guerra russa”, disse a jornalistas o representante da empresa Basalt durante a feira de Defesa IDEX-2015, em Abu Dhabi.

O lançador de granadas foi projetado para proteger os navios do ataque de homens-rãs em angras ou enseadas externas e em áreas abertas de ancoradouro. O DP-64 também é usado para garantir a segurança de infraestruturas costeiras e plataformas offshore.

 

https://www.youtube.com/watch?v=q3-RUPP15-M

 

O seu alcance máximo é de 400 metros e lança granadas altamente explosivas, uma de cada vez por cada um dos canos. Além disso, para facilitar a detecção de algum homem-rã durante a noite, o seu kit de munições inclui granadas luminosas.

O DP-64 foi desenvolvido na fábrica Degtiarev em 1989, porém, até recentemente nunca tinha sido produzido em série. Em 1990, foi incorporado no serviço militar.

Inicialmente, apenas as tropas especiais da KGB, na URSS, possuíam esta arma. Depois, começou a ser produzida em pequenos lotes para os fuzileiros navais, o Serviço de Segurança Nacional, as forças fronteiriças e os destacamentos antissabotagem.

O DP-64  pode ser incorporado ainda ao armamento de unidades da guarda costeira, navios militares e civis, lanchas e outras embarcações, além do seu potencial de exportação.

Fonte: Gazeta Russa

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Geopolítica Rússia

Autoisolamento, confronto, não são a nossa escolha, mas Rússia não vai mudar sua política por pressão – Lavrov

© Sputnik/ Vitaly Belousiv

A Rússia não recusa a cooperação com o Ocidente, mas não inverte o rumo escolhido por causa da pressão externa, disse o ministro das Relações Exteriores Sergei Lavrov.

É impossível não ver que a posição dos nossos colegas ocidentais de travar os esforços coletivos para encontrar respostas adequadas aos desafios globais é uma posição muito contraditória.

“Por um lado, eles estão tentando isolar a Rússia, para nos punir por uma política externa independente na proteção de nossos compatriotas…

Por outro lado, estão interessados em desenvolver a cooperação conosco sobre as principais questões da agenda internacional: sobre o programa nuclear iraniano, a resolução árabe-israelense, a luta contra o terrorismo internacional, sabendo perfeitamente que, sem a participação ativa de Moscou, não podem ser encontradas soluções sustentáveis para os problemas do nosso tempo”, disse Lavrov.

“Não recusamos a interação, temos afirmado repetidamente que o autoisolamento e o confronto não são a nossa escolha”, sublinhou o ministro.

Fonte: Sputnik

 

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Geopolítica Opinião Rússia

Relatório de inteligência e análise da Stratfor para geopolíticas continua causando polêmica

O relatório com previsões geopolíticas para o período de 2015-2025 realizado pela agência estadunidense de inteligência e análise Stratfor continua causando polêmica entre especialistas brasileiros em relações internacionais. O professor Fabiano Mielniczuk, por exemplo, ficou espantado com o relatório, pois viu muita ficção e pouca realidade.

Entre as previsões citadas pelos autores do documento destacam-se situações como a fragmentação da Rússia, o colapso da União Europeia, o fortalecimento da Turquia, o declínio da China e da Alemanha, a ascensão da Polônia, Hungria e Romênia, e a hegemonia política e econômica cada vez maior dos Estados Unidos.

Para Fabiano Mielniczuk, o primeiro ponto que chamou atenção e com o qual não concorda no relatório foi como a China foi rebaixada a mero coadjuvante dentro da política internacional, alegando um esgotamento do modelo de desenvolvimento econômico naquele país baseado em trabalho intensivo, em mão-de-obra mal remunerada e em produtos de baixa qualidade. Porém, o especialista em relações internacionais registra que a China está investindo muito em tecnologia justamente para modificar os padrões antigos de desenvolvimento econômico.

“A China está investindo muito num salto tecnológico, pois ela quer abandonar a dependência que a economia dela tem dessa produção de setores de trabalho intensivo para setores de capital intensivo, ou seja, setores de alta tecnologia e desenvolvimento de produtos que agreguem valor por meio da inovação tecnológica e que possam fazer com que a China tenha um salto qualitativo em termos de desenvolvimento econômico. E isso o relatório negligencia.”

Ainda sobre um possível enfraquecimento da China, Japão e outros países do leste da Ásia até 2025, o especialista em relações internacionais explica que a tendência mundial é a de perceber a transição do centro econômico do planeta saindo da Europa e dos Estados Unidos e indo para a Ásia, porém o relatório vai na contramão disso.

Sobre a análise econômica da Rússia feita pela Stratfor, Fabiano Mielniczuk considerou que a agência mais parecia estar se referindo à União Soviética nos anos 80, devido à distância da realidade. O professor critica a posição catastrófica do relatório, colocando a Rússia como muito dependente da produção de hidrocarbonetos, e como o país não vai conseguir utilizar o período de aumento do preço do petróleo para fazer uma espécie de transição da matriz econômica para outros tipos de atividades até 2025, isso vai gerar uma crise na Rússia, levando a uma fragmentação política e territorial, com direito à utilização de armas nucleares.

“O que me chamou mais a atenção do grau de alarmismo e de ficção da análise da Stratfor foi a fragmentação representar um perigo para o mundo por conta do arsenal nuclear russo, que pode ser utilizado por grupos terroristas ou líderes regionais que surjam do processo de ruptura em relação as países ocidentais.”

Fabiano Mielniczuk revela, que quando se faz a análise da Rússia, a indicação que se faz em termos de políticas a serem adotadas pelos EUA e pelos países ocidentais é a de que os ocidentais vão aceitar o lançamento de mísseis nucleares não controlados, ou eles vão fazer uma intervenção militar antes que isso aconteça. O relatório aponta, no entanto, que não há formas de conceber uma intervenção militar contra a Rússia. A solução seria transformar a Rússia e os países da região em regimes aliados aos ocidentais, em prosperidade econômica vinculada ao capitalismo ocidental, diminuindo o perigo de uma ameaça nuclear russa em mãos de terroristas.

“Me parece que eles criaram um monstro que não existe, um fantasma para legitimar as ações que já são tomadas desde os anos de 1990 e 2000, pelos governos ocidentais como, o avanço da OTAN, a harmonização da Rússia, a entrada do presidente Putin. A análise no meu ponto de vista é bem diferente. O governo Putin conseguiu organizar e recentralizar o Estado russo depois do período de Yeltsin, que de fato foi um período de fragmentação, e contou com o apoio da população para fazer esse processo.”

O especialista critica também o ponto do estudo sobre a fragmentação da União Europeia por causa de uma crise econômica, a fraqueza da Alemanha derivada dessa fragmentação, e a ascensão da Polônia, Hungria e Romênia como países líderes na Europa, inclusive como líderes numa possível aliança europeia contra a Rússia.

“Primeiro tem que ter muita imaginação para acreditar que a Alemanha vai deixar de ser uma potência econômica na Europa, isso é um aspecto pra mim que parece ser bastante complicado de sustentar. Segundo, mesmo que haja isso, nem a Alemanha e nem a França têm interesse em permitir que a Polônia surja como uma liderança, e crie um antagonismo com a Rússia, porque os franceses e os alemães não querem complicações com a Rússia.”

Em relação à colocação da Hungria como um aliado dos Estados Unidos e do Ocidente numa aliança contra a Rússia, e da Turquia, que também é vista pela Stratfor como um aliado e como um país que vai começar a se envolver nos conflitos com o apoio do Ocidente para isolar a Rússia diplomaticamente, e também militarmente no controle do Mar Negro, Fabiano Mielniczuk avalia os dois países como complexos, em que a história política recente deles mostra uma tendência contrária a de se aliarem aos EUA e a Europa contra a Rússia.

“A Hungria tem atualmente se aproximado cada vez mais da Rússia e criticado o capitalismo ocidental. Já a Turquia tem pretendido uma posição de líder regional, não para reforçar uma estratégia ocidental, mas para se opor as estratégias ocidentais, e o relatório parece desconhecer isso.”

Fonte: Sputnik

 

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Vídeo: Hovercraft Marinha da Rússia classe Zubr – Codinome OTAN “Pomornik”

 

https://www.youtube.com/watch?v=y6iC1TnZDqs

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Geopolítica

Acordo nuclear com Irã está próximo

As negociações entre o Irã e seis potências mundiais estão próximas de terminar em um acordo satisfatório após mais de dez anos, afirmou hoje a chefe de política externa da UE, Federica Mogherini.

“Sim, estamos próximos”, disse Mogherini ao Wall Street Journal. Ela se negou a dar mais detalhes sobre a negociação, mas disse que, uma vez firmado, o acordo pode abrir caminho para a normalização das relações diplomáticas entre o Irã e o Ocidente. Teerã é uma das poucas capitais onde a União Europeia não tem corpo diplomático.

Segundo Mogherini, o acordo também pode permitir futuramente que o Irã faça parte da rede de países que ajudam a lidar com as inúmeras crises por que passa o Oriente Médio.

“Após o acordo, nós teremos a oportunidade de criar um novo quadro para o Oriente Médio, e isto pode ser de grande ajuda para nossa segurança e a estabilidade da região”, disse.

Estadão Conteúdo

Fonte: Sputnik

 

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Vídeo: Reabastecimento em voo e algo dá errado

 

https://www.youtube.com/watch?v=dEnC0gzwjx8