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Para especialista J -10B Seria o caça mais indicado para Argentina

Chengdu-J-10BAR

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Original  Editor: Zhang Tao  do artigo original extraído do China Military Online.

O J-10 é a aeronave mais adequado para Argentina (Fonte: China Militar Online) 2015/02/11

BEIJING, 11 de fevereiro (ChinaMil) – O “Chengdu FC-1 é um caça leve desenvolvido pela Chengdu Aircraft Industry Co. Ltd especificamente para o mercado nos países do terceiro mundo. Suas vantagens incluem uma alta relação preço-desempenho, com um preço unitário de apenas US$ 30 milhões, ” Afirmou  Xu Yongling, piloto de testes meritório do caça J-10 e especialista  teórico da PLAAF.

No entanto, Xu Yongling também apontou que o Chengdu FC-1 se originou a partir do J-7, afinal, não é um caça de  quarta geração em um sentido estrito, portanto, com relativamente baixa eficácia operacional.

Typhoon-Image-2

“Os britânicos  possuem agora seis caças Typhoon na Malvinas (Falkland), enquanto que a cinco anos atrás este efetivo era de quatro ou cinco. Uma vez que a situação tornar-se tensa, ou simplesmente se Argentina atualizar seu equipamento da força aérea, a Grã-Bretanha pode continuar enviando seus Typhoon ou mesmo aeronaves AWACS E-3 ao longo da rota “Grã-Bretanha-Gibraltar- Ilhas Ascenção- Malvinas (Falkland )a qualquer momento.Para tal, 14 FC-1 parecem ter superioridade quantitativa sobre seis caças Typhoon, mas a Grã-Bretanha pode absolutamente implantar um ou dois esquadrões de caças Typhoon e aviões de alerta antecipado na Malvinas a qualquer momento.”

Aos olhos de Xu Yongling, a introdução do caça FC-1 realmente não ajuda substancialmente a melhorar a situação nas Malvinas já que não há superioridade quantitativa e a capacidade de combate de simples aeronaves como o FC-1 é obviamente inferior às do Oponente. “Mesmo que se compare o pouco recurso gasto em comparação ao J-10, isso seria um desperdício”, disse Xu.

J10 (3)

Somente os novos caças  J-10B podem se opor aos Typhoon. “Se a Argentina possuir o novo modelo J-10B, que também é um caça 4,5G  equipado com o radar Phased Array, ela seria completamente capaz de combater os Typhoon equipados com radar Doppler pulsado tradicional.  Com o equipamento de navegação avançado que atinge o nível para caças 5G, o J-10B também pode levar mísseis ar-ar que atingem o nível de elevação mais alto do mundo, isso inclui o míssil de médio alcance guiado por radar ativo PL-12 e os mísseis guiados por infravermelhos PL -10, que são nada inferior aos mísseis de médio alcance AIM-120 e Sidewinder.”

Jian-10 (J-10B) AESA RADAR fc-20 PLAAF PAF (5)

No entanto se o J-10 for lançado na direção das Malvinas? seu raio de combate será limitado, é preocupante, uma vez que as Ilhas Malvinas estão a 500 km de distância do continente Sul Americano e da Argentina. Porém o J-10B pode reabastecer em voo, e isso não é um grande problema se a aeronave de reabastecimento também for incorporada a Força Aérea Argentina.Alcance J-10 Operando na Argentina

“Diante da Grã-Bretanha, uma nação poderosa, bem como dos países vizinhos, como Chile e Brasil, que têm aviões de guerra de quarta geração, a Argentina sente-se inferiorizada pelos seus obsoletos aviões de combate”, disse Xu Yongling, “Os caças 46 caças F-16 Chilenos juntamente com o Awacs “Condor” adquirido de Israel e os três reabastecedores KC-135 recém adquiridos , dão ao Chile uma superioridade aérea incontestável.”

“O Brasil assinou recentemente um acordo com a Suécia no ano passado, o qual visa a aquisição de 108 caças Gripen NG, o primeiro lote de 28 caças será entregues em 2019.”

Em tal ambiente estratégico sombrio, a Argentina tem de escolher o equipamento do mesmo nível, e ai só há uma saída, o novo modelo do J-10, que lhe proporciona a liberdade de escolha e  margem de manobra.

Uma vez que as linhas de produção para caças e munições estão disponíveis na Argentina, isso a torna capaz de produzir seus caças avançados sem parar, fazendo com que o custo da entrega das forças de combate do continente da Grã-Bretanha se eleve demais para suportar, não importa a aviação das forças terrestres ou esquadrões baseados nos porta-aviões.

Na  América do Sul a argentina é o ponto de entrada ideal para a exportação de caças bombardeiros chineses mas, venda de sistemas de  armas é um campo sensível. Cada país avalia com muito cuidado quando começa a compra armas de outros países. Mas uma vez que esta porta seja aberta, as relações de venda de armas serão altamente estáveis ​​e durarão por muito tempo.J10 (1)

Xu Yongling deu um exemplo. Índia começou a comprar armas da União Soviética a partir da década de 1960, e agora se adapta muito bem e confia no equipamento russo.

“Embora os caças franceses Dassault Rafale tenham vencido a licitação para a mais recente grande encomenda da Força Aérea indiana por 126 caças, nenhum progresso foi feito até agora. Nesse momento o negócio muito provavelmente falhará porque os franceses querem aumentar o preço. Não é fácil, mesmo para a América, e muito menos para a França vender armas para a Índia. “

“Aeronaves militares chinesas nunca foram sucesso de vendas no passado, porque, por um lado, alguns países estavam em dificuldades econômicas e por outro a fabricação chinesa tinha defeitos. Mas a indústria chinesa de aviação hoje não é o que costumava ser. ” Xu Yongling acredita que a China deve tomar medidas sólidas para encontrar um ponto de entrada no mercado internacional para os seus caças avançados e como ponto de entrada pode simplesmente deitar em tais países sul-americanos como Venezuela e Argentina.

Fonte: China Defence Blog

Nota do Editor: Segundo matéria veiculada pela fonte oficial do PLA em 2014, o caça J-10B não estará disponível para exportação nem mesmo para seu parceiro estratégico o Paquistão, a menos que o Partido Comunista Chinês resolva abrir esta exceção a Argentina teria que se contentar com o J-10A ou pelo FC-1 como tem sido propagado pela mídia recentemente.

E.M.Pinto

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Defesa Geopolítica Opinião Traduções-Plano Brasil

Michael Graydon, ex-comandante sênior da RAF afirma “Rússia nos esmagaria se houvesse um confronto real”.

Typhoon launches operationally for the first time Tradução e Resenha: E.M.Pinto

Sir-Michael-GraydonSir. Michael Graydon, ex-comandante sênior da Força Aérea Real do Reino Unido  a RAF, não escondeu a sua profunda preocupação com a possibilidade de uma guerra aberta contra a Rússia.

De acordo com o ex-comandante, caso de fato viesse a ocorrer um confronto armado o Reino Unido não suportaria “manter uma guerra aberta contra a Rússia” , foi o que afirmou o Ex- Oficial Britânico ao ‘Daily Mail’ .

Graydon disse que o alto comando britânico foi levado a reduzir significativamente o orçamento redução de custos, desde 2010 e que isto tem afetado drasticamente a Força Aérea. Especificamente, o número de unidades e força combativa para meros 7 esquadrões o que contrasta com os 26 nos tempos da Guerra Fria. “Nós temos a metade das chances de antes”, disse ele.

“A Rússia nos esmagaria na hipótese de um eventual confronto”

Segundo ele a aviação Russa vai voar nessas regiões para testar as nossas defesas aéreas e, provavelmente, estão conscientes de que não somos tão poderosos como costumávamos ser.

“Eles fazem isso num momento em que a defesa do Ocidente como um todo, anda combalida”, lembrou.

o evento

Da mesma forma o capitão Andrew Lambert,  observou que seu país “não poderia revidar” a um possível ataque russo. “Se Putin quiser  atacar, não vai enviar um par de bombardeiros, mas sim muitos e ele vai conseguir oprimir as nossas defesas, por isso, eu não poderia lidar com isso”, disse ele.

Chefes militares disseram que o Reino Unido “não poderiam se defender de um eventual ataque” se a Rússia atacar, “porque nossas defesas teriam sido dizimadas”.

Estas declarações contrastam com declarações do primeiro-ministro David Cameron, que depois de  interceptar dois bombardeiros russos  da península de Cornish  afirmou: “Eu acho que esse episódio mostra-nos que nós, reagimos rápido, lançando aviões, pilotos e sistemas para proteger o Reino Unido “.

A filmagem de TV Zvedza, que é de propriedade do Ministério da Defesa russo, mostra jatos armados da RAF e da Otan voando em formação cerrada com as aeronaves Russas e fornece uma visão clara dos motores turboélice do bombardeiro. Um RAF Typhoon voa tão perto que o piloto pode ser visto claramente através do vidro cockpit.

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O Ministério da Defesa russo descreveu o voo quinta-feira como” patrulhas aéreas comuns “ .

Fonte: Mail Online

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Aviação China Defesa Vídeo

Vídeo: Chengdu J-10

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Defesa Inteligência Sistemas de Armas Tecnologia Traduções-Plano Brasil

China pode ter acesso a tecnologia de Mísseis ar-ar e radares franceses

MICA-Missile

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

De acordo com o semanário de Defesa  Jane’s da Grã-Bretanha, a  China pode obter através do Paquistão a tecnologia francesa dos mísseis ar-ar MICA assim como do radar RC-400, produtos os quais sofrem restrições de exportação pela União Européia. Essa tecnologia pode constituir uma ameaça para os caças Mirage 2000-5 que Taiwan adquiriu da França recentemente.

O Paquistão selecionou ambos os sistemas  para equipar os seus novos caças JF-17. Como o JF-17 é desenvolvido em conjunto pelo Paquistão e China, a china terá acesso à informações críticas dos códigos fontes dos radares, perfis de lançamentos e até mesmo contra medidas dos sistemas de armas.

Segundo o artigo, o MICA é classificado como “tão bom” quanto as mais novas versões do norte americano AMRAAM. É bem conhecido por sua precisão e controlabilidade. A China pode obter sua tecnologia através de engenharia reversa de um míssil MICA fornecido pelo Paquistão.

Ao desenvolver o seu caça J-10, a China explorou as referências tecnologias dos caças Norte americanos F-16  estudados dos modelos fornecidos pelos Estados Unidos ao Paquistão.

RC 400Para evitar que a China venha obter tecnologias de armas francesas com abordagem semelhante, os EUA vão se opor fortemente as vendas francesas de armas para o Paquistão. Pela mesma razão, a Índia, um grande comprador de armas francesas, também manifestará seu desgrado, especialmente agora que com o programa MMRCA, a Índia pretende adquirir cerca de 126 caças Dassault Rafale e posteriormente produzir localmente outros cerca de 80 a 100 caças do modelo.

Para evitar tais oposições,  o porta-voz da MBDA negou o que fora dito pela Associated Press sobre sua competição com outros modelos de mísseis. O Ministério da Defesa francês, no entanto, informou à Associated Press, que não há razões para que a França não venha a cooperar com o Paquistão e que ele não tinha confirmado a existência de tais transações.

Fonte: Qianzhan

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Conflitos Economia Geopolítica

Crise na Ucrânia: EUA e Inglaterra cogitam ampliar sanções à Rússia

Crédito: Reuters
Acordo de cessar-fogo foi assinado em 12 de fevereiro, mas conflitos continuam

Apesar do acordo de cessar-fogo selado entre Rússia e Ucrânia neste mês, os conflitos na região continuam. Neste cenário, os Estados Unidos e a Inglaterra estão cogitando ampliar ainda mais as sanções a Moscou.

Em visita a Londres neste sábado, o Secretário de Estado americano, John Kerry acusou o governo russo de ter um “comportamento covarde” ao apoiar os rebeldes, minando o acordo de cessar-fogo.

Segundo Kerry, “sanções adicionais” a Moscou estão nos planos.

“A Rússia se envolveu em um processo absolutamente óbvio e cínico nos últimos dias”, disse ele. “Não vamos ficar assistindo e aceitando esse comportamento completamente covarde às custas da soberania e integridade de uma nação.”

Um porta-voz do Kremlin, no entanto, disse que sanções não vão ajudar a resolver a crise na Ucrânia.

“A obsessão por fazer alguém ‘pagar o preço’, como eles gostam de dizer em Washington, não contribui em absolutamente nada para resolver a situação no sudeste da Ucrânia”, disse o porta-voz do governo russo Dmitry Peskov à rádio russa Ekho Moskvy.

Leia mais: Ucrânia: apesar de combates, cessar-fogo é mantido, dizem líderes europeus

Cessar-fogo

O acordo de cessar-fogo, assinado em Minsk neste mês, tem chegado perto do colapso. Isso porque, nos últimos dias, um lado tem acusado o outro de “violar a trégua” e vice-versa.

Ainda assim, os rebeldes anunciaram a troca de prisioneiros como parte do cessar-fogo. Algo entre 35 e 39 soldados ucranianos e 37 pessoas detidas pelo governo ucraniano estavam para ser libertadas na região de Luhansk.

Enquanto isso, um assessor do presidente ucraniano Viktor Poroshenko, Yuri Biriukov, disse que o número de ucranianos mortos na batalha da semana passada em Debaltseve, uma das cidades-chave do conflito, foi possivelmente 179 – sendo que 81 ainda estão desaparecidos. O número é muito maior do que o que foi previamente anunciado.

Os rebeldes tomaram o centro estratégico de transporte, apesar do cessar-fogo, assinado no dia 12 de fevereiro, e argumentaram que o pacto não valia para a cidade central do conflito – o que forçou as tropas do governo a recuarem.

O governo ucraniano, junto com os líderes do Ocidente e a Otan disse que há claras evidências de que a Rússia está ajudando os rebeldes no leste da Ucrânia com armamento pesado e soldados. Especialistas independentes também ecoam essas acusações, mas Moscou alega que “se há russos lutando do lado dos rebeldes, eles estão lá voluntariamente.”

Cerca de 5.700 pessoas morreram desde o início dos conflitos entre Rússia e Ucrânia, em abril do ano passado, e cerca de 1,5 milhão de pessoas fugiram de suas casas, de acordo com a ONU.

Crédito: AFP
Soldados separatistas no sudeste da Ucrânia: conflitos continuam, apesar do cessar-fogo

Situação

O dicurso mais duro de John Kerry veio depois que um grupo de senadores Americanos escreveu para ele pedindo sanções mais rígidas à Rússia e o fornecimento de armas de defesa para o governo ucraniano.

O secretário americano descreveu a situação na cidade portuária de Mariupol, na região do conflito, como inaceitável – lá, os rebeldes são acusados de bombardear as forças do governo e de acumularem equipamentos e tropas.

O governo ucraniano teme que os rebeldes vão tentar dominar a cidade para construir um corredor em direção à Crimeia, território ucraniano anexado pela Rússia no ano passado.

Enquanto isso, os rebeldes dizem que o exército ucraniano bombardeou suas tropas em várias áreas na madrugada, incluindo partes da cidade de Donetsk.

Michael Bociurkiw, porta-voz de Kiev do OSCE, que está monitorando o conflito, disse que houve uma “longa e justa lista de violações do cessar-fogo”, mas que também é preciso considerar a “paz em lugares onde por um bom tempo era impossível circular”.

Leia mais: Novo incidente com bombardeiros russos reflete temor europeu com avanço de Moscou

Protestos

Os conflitos seguem acontecendo quando já se completa um ano desde a saída do presidente ucraniano pró-Rússia, Viktor Yanukovych, depois de protestos massivos terem tomado conta do centro de Kiev.

Uma manifestação aconteceu em Moscou neste sábado em protesto contra a destituição do ex-presidente, que muitos russos consideram como um “golpe”.

A polícia estima que cerca de 35 mil pessoas estiveram nas ruas para protestar.

A correspondente da BBC, Sarah Rainsford, esteve na marcha e disse que muitas pessoas ali culpavam os Estados Unidos e a Europa por “terem articulado” uma mudança de regime na Ucrânia.

Fonte: BBC Brasil

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Humor

No comments: B 52- 50 ton de Cinzas…

50 ton de cinzas

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Conflitos Geopolítica Opinião

Poderão os EUA destruir o Estado Islâmico?

Foto: © AFP 2015/ AHMAD AL-RUBAYE

Vadim Makarenko

O presidente Obama vê o Estado Islâmico (EI) exclusivamente como uma organização terrorista, extremamente violenta, mas primitiva e bastante fácil de entender.

Ele não considera que ele tenha uma natureza islâmica, nem que seja um Estado pelo seu desenvolvimento sociopolítico. Ele não vê, ou pelo menos não aponta, as razões que provocaram seu aparecimento.

Por isso ele compara o EI a um tumor maligno e o objetivo de sua estratégia é enfraquecê-lo e destruí-lo. Mas será possível resolver os problemas que criaram o EI através de uma estratégia antiterrorista?

Os EUA obtêm sucesso onde possuem uma supremacia técnica e militar indiscutível. A aviação da coalizão elimina quadros dirigentes, destrói material militar e efetivos do EI. Com seu apoio, os peshmerga curdos, a milícia xiita e as unidades do exército regular iraquiano reconquistam, apesar de lentamente, os territórios perdidos. Contudo, também aqui ainda falta alcançar os objetivos principais: Mossul e quase toda a província de Anbar (um terço do território do Iraque) continuam nas mãos do EI, apenas os curdos da Síria estão empurrando o EI.

O problema é que, apesar dos frequentes êxitos da coalizão, a situação tanto no Oriente Médio, em geral, como no Iraque e na Síria, está se agravando. O EI continua mantendo a iniciativa na Síria e no Iraque. Basta dizer que nas últimas semanas foram realizadas vários ataques muito perigosos. O ataque a Kirkuk, apesar de ter ceifado muitas vidas e dezenas de peshmerga terem sido feitos prisioneiros, terminou em falho, mas o EI conseguiu conquistar a cidade de Al-Baghdadi, localizada na vizinhança imediata da maior base aérea iraquiana, onde se encontram várias centenas de militares norte-americanos.

Além disso, as organizações terroristas ligadas ao EI efetuam incursões armadas na Nigéria e na Líbia, assim como realizam um trabalho subversivo em praticamente todos os países do Oriente Médio.

No final, o próprio presidente Obama reconheceu, depois de seis meses de bombardeios cirúrgicos, que a guerra contra o EI não pode ser limitada a ataques aéreos contra apenas uma das muitas organizações terroristas. Ele solicitou ao Congresso autorização para realizar operações militares contra o EI.

Isso suscitou nos EUA sérias discussões com o tema “Estaremos a vencer o EI?”, nos quais se verifica a preocupação dos políticos pelo fato de os Estados Unidos, não tendo ainda terminado a retirada de suas tropas do Afeganistão, já se estar envolvendo em mais uma guerra. Muitos sentem que a guerra no Oriente Médio não tem fim, só a epopeia norte-americana no Iraque já dura há mais de 20 anos, tendo começado ainda no tempo de Bush pai. Mas dificilmente alguém poderá dizer que ela esteja terminando. Porquê?

A crise político-militar no Oriente Médio permanece porque os problemas se mantêm. Sempre se recorre a forças exteriores para restabelecer um status quo político-militar e sociopolítico há muito ultrapassado. Disso resulta que se mudam as personalidades e organizações, mas os problemas permanecem.

Sem dúvida que o EI atua de forma extremamente desumana e usa métodos criminosos. Quase todas as ações dessa organização correspondem a crimes contra a humanidade. Mas não nos podemos limitar à definição desse e de outros movimentos que surgem constantemente no Oriente Médio como terroristas. Isso não revela as causas de sua origem.

A questão é: quais são os processos objetivos que impedem o restabelecimento da paz no Oriente Médio? Será possível resolver os problemas regionais no âmbito de uma estratégia antiterrorista, eliminando terroristas concretos ou mesmo organizações inteiras, que são quase instantaneamente substituídas por outras? A resposta é: não.

Mesmo que se trate apenas da possibilidade de o EI ser derrotado militarmente, a questão está longe de ser simples. Isso é referido por Shamil Sultanov, especialista em Oriente Médio e presidente do centro de pesquisas estratégicas Rússia-Mundo Islâmico:

“Neste momento é impossível destruir o EI. Atualmente, apenas dois exércitos do Oriente Médio têm capacidade para vencer o EI – o turco e o iraniano. Mas nem um, nem outro, querem fazê-lo. Os turcos não querem porque isso iria provocar imediatamente o afastamento dos árabes sunitas e poderia originar problemas na própria Turquia, porque na Turquia existem bastantes radicais que se oporiam vigorosamente. Já para o Irã, uma guerra contra o EI significaria uma declaração de guerra a todo o mundo sunita.

“O EI é um exército que foi criado para operações de sabotagem e clandestinas do tipo guerra de guerrilha. Eles começam alargando sua rede de agentes na Arábia Saudita e na Jordânia. Irá simplesmente começar uma guerra de guerrilha muito longa, muito complexa e muito desgastante, que irá resultar em desestabilização de muitos países.

“Qual é a estratégia norte-americana? Eles não sabem que fazer. Este é um tipo de guerra completamente novo, uma guerra contra um inimigo radicalmente diferente. Esta guerra será longa.”

É necessária uma compreensão de toda a profundidade dos problemas que o Oriente Médio hoje enfrenta. Sem isso, as tentativas para resolver esses problemas não obterão resultados e o estado de guerra será permanente nessa região.

Fonte: Sputnik

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América do Sul Brasil Conflitos Geopolítica

Governo brasileiro poderá mediar diálogo político na Venezuela

O governo brasileiro elogiou a iniciativa da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) de preparar uma visita dos chanceleres da organização à Venezuela devido à situação pela qual passa o país.

Nessa quinta-feira 19 de fevereiro, Antonio Ledezma, prefeito da capital venezuelana Caracas e opositor do presidente Nicolás Maduro, foi preso e será alvo de um processo judicial. Segundo o governo venezuelano, Ledezma fazia parte de uma conspiração contra o presidente. A oposição, no entanto, argumenta que o prefeito foi “brutalmente detido” e que a sua prisão é “ilegal e abusiva”.

De acordo com nota do Ministério das Relações Exteriores, o Brasil pretende contribuir, sempre que solicitado, para a retomada de um “diálogo político amplo e construtivo na Venezuela”. “O governo brasileiro acompanha, com grande preocupação, a evolução da situação na Venezuela e insta todos os atores envolvidos a trabalhar pela paz e pela manutenção da democracia”, afirma a nota.

Ainda segundo o ministério, o governo brasileiro saúda o anúncio do secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper, sobre a visita dos chanceleres de Brasil, Colômbia e Equador, ao país vizinho, informou Agência Brasil. No ano passado, representantes do Brasil e de outros países já estiveram em Caracas para acompanhar os diálogos de paz entre governo e oposição no país.
Fonte: Sputnik

 

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Defesa Anti Aérea Defesa em Arte Destaques Vídeo

Vídeo: Thales RAPIDFire 40mm.

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Video: MRAP Nexter TITUS.

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Saturno 117S (AL-41s) já está se encontra em fase de testes

PAK FA

Tradução e adaptação:E.M.Pinto

Segundo o Flightglobal, informações disponibilizadas na feira aeroespacial AEROINDIA confirmam que o motor Izdeliye 30, propulsor destinado a equipar os caças russos do programa PAK FA já se encontram em fase de testes, e que entrariam em ensaios em voo em 2017.

O diretor chefe da United Aircraft Corporation, Yuri Slusar informou que os  Saturno 117S (AL-41s) são uma modernização  uma “muito profunda” do AL-31 que impulsionam os caças Su-27 e Su-30, e são “suficientes” para o atual estágio da campanha de testes dos T-50.

Ele acrescenta que a empresa tem seis T-50 em testes, dois para testes em solo e quatro para testes em voo. Três aeronaves adicionais se juntarão aos protótipos em 2015.

“Tudo está no caminho certo”, diz ele. “Estamos caminhando na conformidade do cronograma acordado com os nossos clientes.”

Ele acrescenta ainda que sempre foi o plano dos projetistas operar a campanha de teste do T-50 em duas fases, a primeira utilizando os Saturno 117S e a segunda com o Izdeliye 30.

Slusar também expressou confiança de que o Yak-130 advanced trainer jet está preparado para receber encomendas a partir da Força Aérea Russa, e adicionais da sua base de clientes no exterior.

A Rússia estaria interessada em ampliar a encomenda de treinadores em mais 60 Yak-130. Slusar não confirmou este número, mas disse que as discussões estão em andamento.

Ele acrescenta que a empresa está em discussões com países da América Latina e do Sudeste Asiático interessadas no modelo. Os potenciais compradores incluem Mongólia e Vietnã.

A aeronave já logrou encomendas no exterior na Argélia e Bangladesh.

Fonte: Flightglobal

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas Tecnologia

Rússia e Índia estão prestes a assinar o acordo de desenvolvimento conjunto do novo cargueiro médio MTA

MTA russia india (1)

E.M.Pinto

(Imagens e informações Rustam-Moscou)

Recentemente as mídias especializadas ocidentais e até mesmo indianas chegaram a informar a possibilidade do cancelamento do programa conjunto para um cargueiro médio entre Índia e Rússia, no âmbito do projeto MTA (Multirole Transport Aircraft).

Em outubro de 2012, a HAL assinou um contrato de projeto preliminar com o UAC, que estipulou  que o trabalho de design conjunto seria iniciado em Moscou, do qual foram destacados 30 engenheiros indianos, bem como, a  equipe de design completa da UAC.MTA russia india (8)

Porém, informações recentes provenientes dos construtores da pretendida aeronave, a UAC (Rússia) e HAL (indiana), empresas selecionadas por ambos os países para o desenvolvimento e produção do projeto, desmentem tais fatos e, afirmam que os estudos e desenvolvimentos da aeronave continuam a todo o vapor, aguardando para breve, possivelmente para a segunda metade do ano de 2015, a assinatura definitiva dos contratos para o programa.

Em entrevista recente à Ria Novosti, o Embaixador indiano na Rússia Pundi Srinivasan Raghavan (Clique para ler), classificou este programa como um dos mais importantes projetos de cooperação entre Moscou e Nova Deli. Raghavan estipulou um calendário possível para as negociações a ser definido até o final desse ano.MTA russia india (7)

De fato, tais afirmações ganharam força neste mês de Fevereiro de 2015, quando a Índia cancelou o concurso internacional destinado a obtenção de uma aeronave de transporte militar média do qual o Norte Americano C-130J era dado como favorito, reforçando a ideia de que realmente orienta-se para o MTA como seu futuro cargueiro médio.

O MTA é um programa para uma aeronave que concorre diretamente com o cargueiro brasileiro EMBRAER-390, denominado programa KC-390.MTA russia india (6)

Desenvolvido e produzido pela United Aircraft Corporation (UAC) / Hindustan Aeronautics (HAL), a aeronave baseia-se no projeto  Il-214-MTA, um cargueiro médio projetado através de um joint venture entre as companhias num acordo binacional considerado estratégico para ambos os países e portanto, goza de um status diferenciado. Segundo informações ambas as empresas têm investido cerca de US $ 300 milhões cada uma no projeto.

O MTA destina-se para substituir nas Forças Aéreas Russas e Indiana a obsoleta frota de aeronaves An-32, BAe 748 e An-26. Ele é projetado para desempenhar funções regulares de transporte e também para o transporte e lançamento de unidades aerotransportadas e paraquedistas.

A previsão inicial era de que a aeronave estaria prevista para realizar o seu primeiro voo em 2017 e entrar em serviço já em 2018, porém o programa teve alguns significativos atrasos e de fato ainda não sofreu o “ponta pé” inicial, pois, ainda não teve seu termo oficial de assinatura lavrado.

Alguns especialistas acreditam que o cronograma de voo do protótipo ainda seja realista e que a aeronave realize seu voo inaugural em 2017, porém só deve entrar em serviço em ambas as Forças Aéreas em uma data posterior ao ano de 2020.MTA russia india (5)

Segundo estimativas de ambos os sócios, a Índia necessitará inicialmente de cerca de 45 aeronaves a Rússia, de cerca de 105, porém, dado ao seu custo operacional esperado  para ser abaixo dos concorrentes e devido custo de aquisição estimado entre US$30 e US$45 milhões, o MTA pode vir a se tornar um concorrente ferrenho das aeronaves C-130, KC – 390 e Y-30 num mercado global estimado em cerca de 2000 aeronaves.MTA russia india (4)

A Aeronave de asas altas e cauda em T possuirá cabine larga, com diâmetro semelhante (o mesmo) do Ilyushin Il-76MD, o que capacita a transportar 80 % dos equipamentos militares atualmente empregados pelas forças militares russas, porém o MTA possuirá a  metade do comprimento de um Il76MD, suportando cargas máximas de cerca de  20 toneladas, com possibilidade de transporte de cargas ainda maiores.

Essa fuselagem permite o transporte de cerca de 140 soldados ou até 90 paraquedistas numa cabine pressurizada.

O peso máximo de decolagem da aeronave é estimado em cerca de 68 toneladas. A aeronave é projetada para possuir um alcance 2.500 km com a carga máxima de 20 ton e sua velocidade máxima será de cerca de 870 km/h. Com carga de 12 toneladas o alcance é estimado em 4700 km e seu deslocamento total é avaliado em 7300 km.

MTA russia india (2)Recentemente novas informações a cerca do grupo propulsor da aeronave vieram a tona, confirmando as expectativas, o motor selecionado será o turbofan o de fabricação russa Aviadvigatel PD-14M. Esta versão modificação do PD-14 possui maior potência, cerca de 15,6 toneladas, 1,6 toneladas a mais que o modelo básico. Tal como todos os modelos de série, o  PD 14M atende a todas as exigências de ruído ambiental e emissão de gases tóxicos da ICAO.

A potência adicional é um dos requisitos impostos pelos indianos uma vez que o MTA é planejado para operar em aeródromos à grandes altitudes, cerca de 3.300 metros acima do nível do mar e a partir de aeródromos não pavimentadas com uma densidade do solo acima de 8 kg / m².

Ficha Técnica

Tripulação: 3

Capacidade: 70-150

Peso máximo de decolagem / ton: 68

Capacidade de combustível / ton: 25

Carga paga / ton : 20

Comprimento / m: 37,7

Envergadura / m : 35,5

Altura/ m: 12,95

Motorização : 2 × Aviadvigatel PD-14M  com, 152,98 kN empuxo cada

Velocidade máxima / km /h: 870

Velocidade de cruzeiro / km / h: 810 kmh

Alcance / km :  Total (7300) com 20 ton (2.500)

Teto de serviço / km: 13,1

Pista de decolagem / m: 1.050

Pista para pouso / m: 1.050