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Embaixador Indiano em Moscou rebate críticas ao Programa PAK FA FGFA e aos acordos bilaterais Rússia- Índia

FGFA

De acordo com o embaixador indiano em Moscou, as empresas de defesa Indianas envolvidas no projeto conjunto com a Rússia para o caça de quinta geração (FGFA) estão satisfeitas com o seu acesso às tecnologias russas.  As declarações do embaixador negam os relatos da mídia de que Moscou estaria acesso às informações à New Delhi.

“Temos tido excelentes resultados na nossa cooperação bilateral e estamos totalmente satisfeitos com o acesso a tecnologias que as nossas empresas de defesa obtiveram. Nós prosseguimos com o mesmo nível de cooperação no desenvolvimento do FGFA”. relatou o Embaixador Pundi Srinivasan Raghavan  à RIA Novosti.
Esse comentário do embaixador Indiano em Moscou veio logo após o artigo sa revista da IHS Jane Defence Weekly que em um de seus artigos afirmou em setembro passado que a Índia havia expressado preocupações com a Rússia sobre o progresso do programa FGFA. De acordo com o semanário de notícias de defesa, Nova Delhi estaria irritado sobre a relutância da Rússia em compartilhar dados de projeto do  T-50 PAK-FA, que é o modelo de base para a aeronave FGFA.

Raghavan refutou estes artigos, dizendo que eles “podem ter sido fornecidos pelos concorrentes”, e acusou a mídia de reportagens tendenciosas. O embaixador elogiou o progresso na cooperação técnico-militar entre a Rússia e a Índia, que estão trabalhando em uma série de projetos bilaterais.

“A nova tendência no relacionamento é o desenvolvimento conjunto de sistemas de armas de tecnologia avançada. Tais como, os caças FGFA, os transportadores MTA os mísseis  Brahmos, estes são exemplos do desenvolvimento conjunto de sistemas de armas que incorporam tecnologia sofisticada”, observou ele.

O MTA é avião de transporte Multirole, leve e bimotor com um peso máximo de decolagem de 65 toneladas. Ele é projetado para substituir os BAe 748 e Antonov An-26, atualmente em serviço nas Forças Armadas indianas.

Raghavan disse à RIA Novosti que os países concordaram em fast-track do projeto, com um calendário a ser definido até o final do ano.

“Os dois lados decidiram acelerar o trabalho do projeto. Aparentemente, este projeto difere de outros projetos e é por isso que é precisa de mais tempo para discutir todos os detalhes. Mas espero que até o final de 2015, seremos capazes de chegar a um acordo sobre um calendário mais claro e detalhado “, disse ele.

Autoridades russas e indianas devem se reunir em Bangalore durante a 10ª edição da exposição defesa e aviação civil, Aero India 2015, a ser realizada em fevereiro 18-22.

Fonte: Asian Defence News

 

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas Traduções-Plano Brasil

Força Aérea Russa planeja aumentar a encomenda de aeronaves cargueiras Il-76MD90A

Il 76MD (2)Tradução e adaptação: E.M.Pinto

A Força Aérea Russa russos planeja adquirir um número adicional de aeronaves cargueiras Ilyushin IL-76 MD-90A, como parte de seu programa de modernização.
A IL-76 MD-90A é uma versão atualizada do IL-76MD, o que em si é baseado na plataforma do IL-76.

Il 76MD (6)
“Em 2020 esperamos ter todos os 39 dessas aeronaves alinhados como parte do contrato que assinamos com o Ministério da Defesa em 2012 “, disse Sergei Artyukhov, vice-diretor da fabricante do novo avião, o Complexo Ilyushin Aviation, uma subsidiária da United Aviation Corporation (UAC).Il 76MD (3)
“O novo programa para 2020-2025 prevê a entrega de mais IL-76 MD-90A para nossa Força Aérea “, acrescentou.
Recentemente o Ministério da defesa Russo assinou um contrato de aquisição de 39 aeronaves que serão entregues até 2020.  O novo lote  cujo número exato de aeronaves não foi informado, faria parte dos planos de contrato para vigência a partir de 2020 até 2025.Il 76MD (1)
Artyukhov disse mais cedo que o Complexo Ilyushin Aviation também estava olhando para a Índia e China como potenciais compradores da nova aeronave.
Il 76MD (5)
O IL-76MD-90A foi desenvolvido para o transporte de uma gama de equipamentos militares, pessoal armado, veículos pesados ​​e longos bem como variadas cargas. Il 76MD (4)
A Aeronave também será usada nas missões de lançamento de carga e tropas aerotransportadas, assim como, no clássico transporte de cargas por via aérea.
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Fonte: Asian Defence News

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Conflitos Geopolítica

O jornal espanhol El País afirma que poderá haver guerra civil no Brasil

NOmans landO jornal espanhol El País publicou nesta quarta-feira (18/02) um artigo onde o correspondente Juan Arias traça um panorama da atual situação política brasileira e os reflexos na população: “O Brasil, em vez de se dividir, sempre se uniu no passado para defender as grandes batalhas democráticas. Foi assim nas manifestações de massa das ‘Diretas Já’, para pedir a volta do direito ao voto popular, e quando, juntos, os brasileiros saíram às ruas, vestidos de preto, para exigir o impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello. O país nunca teve comichão pelo confronto popular”, afirma o jornalista.
“Mas pela primeira vez os analistas começam a se preocupar com a possibilidade de que o Brasil entre, por motivos políticos e para reagir à corrupção e à crise econômica e de desencanto com a política, num círculo de confronto popular que pode deixá-lo mais parecido com a Argentina ou com a Venezuela do que com sua própria história”, alerta Arias.
Ele prossegue: “No Brasil começam a ressoar dois gritos preocupantes: o de impeachment da presidenta Dilma, recém-eleita nas urnas, e o de uma possível guerra civil, não sangrenta, mas de consequências difíceis de medir, em que os cidadãos poderiam acabar se enfrentando nas ruas, pela primeira vez não unidos em defesa de uma causa comum, mas com ruídos de ‘guerra’.
Fonte: Blog do Francisco Castro

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Economia Geopolítica

Grécia terá resgate dos BRICS se deixar União Europeia, assinala economista

Redação, com RT – de Washington

De acordo pesquisa levantada após o fechamento das urnas, a aliança esquerdista Syriza saiu vitoriosa nas eleições parlamentares na Grécia

“O enfoque da União Europeia (UE) quanto à dívida grega fracassou e deve ser alterado”. A afirmação é do economista norte-americano Paul Craig Roberts, que atuou na Secretaria do Tesouro durante o governo republicano de Ronald Reagan. Robert acrescenta que a pressão sobre a Grécia é um estímulo à desintegração da União Europeia.

– Não conhecemos que ameaças o governo grego tem recebido de Berlim e de Washington. Podem ser tremendas – afirmou Roberts, diretor do Instituto de Política Econômica e pós-graduado na Universidade de Oxford.

Caso a Alemanha decida que a Grécia deve abandonar a União Europeia, afirma, “este seria um grande erro e o começo da desintegração da UE”.

– Se a Grécia deixar a UE será um erro terrível, porque se sair e for resgatada pelos BRICS (grupo geopolítico integrado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, na sigla em inglês), Itália e Espanha poderão seguir o exemplo e iniciar negociações semelhantes – analisa.

O economista, que manteve uma coluna no Wall Street Journal, prevê tempos difíceis para o bloco econômico europeu, a permanecer os atuais níveis de tensão sobre o governo comunista grego.

– O fato de não se dar conta de que não se trata apenas de um crédito à Grécia, mas à própria União Europeia, poderá levar o bloco à divisão. A UE não entendeu o que realmente está em jogo. Não é uma questão de sanar a dívida grega. Trata-se da existência da UE – concluiu.

Fonte: Correio do Brasil

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Conflitos Geopolítica Opinião

Os rumores foram confirmados, EUA e Turquia vão treinar rebeldes sírios

© REUTERS/ Hosam Katan

Os rumores de que os Estados Unidos e a Turquia planejavam auxiliar opositores sírios, foram confirmados nesta quinta-feira. Os dois países formalizaram sua intenção ao assinarem um acordo para fornecer treinamento e equipamento aos rebeldes lutando contra o governo da Síria e o autoproclamado Estado Islâmico.

As forças armadas dos Estados Unidos declararam que vão enviar cerca de 400 soldados para treinar os chamados rebeldes “moderados” perto da fronteira com a Síria. A Arábia Saudita e o Catar também podem ceder territórios para o treinamento. De acordo com o plano, cerca de 5 mil rebeldes sírios devem ser treinados anualmente por um período de três anos.

O “Wall Street Journal” relatou que, segundo o plano, os Estados Unidos consideram fornecer caminhões equipados com metralhadoras e também dar poder para que os sírios convoquem ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos.

Vários oficiais americanos já expressaram preocupação no que diz respeito ao fornecimento de armas aos rebeldes sírios — entre eles, o ex-embaixador americano Robert Ford Ele cita o fato de que os Estados Unidos não têm como se certificarem que  os rebeldes sírios são totalmente opostos a integrantes da Al Qaeda na região.

Fonte: Sputnik

 

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Defesa Destaques Geopolítica Negócios e serviços Opinião Sistemas de Armas Tecnologia

Cruzadores porta-aviões soviéticos Kiev e Minsk podem ser convertido em porta-aviões modernos?

USSR Minsk (Aircraft Carrier)

Vassily Kashin

Ao registrar ultimamente um verdadeiro surto na Internet chinesa, os debates sobre a possibilidade os antigos cruzadores porta-aviões soviéticos Kiev e Minsk serem modernizados e transformados em porta-aviões modernos, têm igualmente atraído a atenção dos observadores internacionais.

Essa reconversão será realmente possível? Poderá a China aumentar o potencial da sua frota de porta-aviões através da reconstrução do Kiev e do Minsk?

Quanto à primeira pergunta, a resposta pode ser totalmente precisa e definitiva: sim, é possível. O Kiev e o Minsk poderão ser modificados e transformados em porta-aviões de tipo moderno, que correspondam a 100% aos requisitos apresentados à classe de embarcações capazes de portar aeronaves desenhadas para decolagem e pouso convencional, ou seja, por assim dizer, “horizontal”.

A resposta à segunda pergunta, que tem a ver com a rentabilidade de tal projeto, também é bastante evidente. O projeto será altamente ineficiente, e a probabilidade de que a China tente implementá-lo em qualquer momento é extremamente baixa. Em termos de custos, a realização de semelhante projeto seria equiparável à construção de novos porta-aviões, acarretando, além disso, grandes riscos técnicos, enquanto os resultados finais seriam previsivelmente muito medíocres.

 Ao contrário do cruzador porta-aviões Varyag, um antigo navio soviético modernizado pela China, o Kiev e o Minsk podiam portar apenas os Yak-38 de decolagem vertical e helicópteros. Além disso, são muito mais antigos que o Varyag. O Kiev, o mais antigo dos porta-aviões soviéticos, entrou ao serviço da Marinha Soviética em 1975, quase há 40 anos. O Minsk começou a ser operado pela Marinha Soviética em 1978. Na charneira dos anos 1990, no momento de colapso da União Soviética, ambos os navios já mostravam um desgaste substancial.

Portanto, os custos e as dimensões das obras que um projeto de modernização e reconstrução destes navios implicaria, seriam absolutamente incomparáveis com os gastos e o trabalho para modernizar o Varyag convertido no Liaoning. A China adquiriu o Varyag quando este já estava quase 70% pronto; os restantes 30%, ou perto disso, consistiram principalmente em reorganização e algumas melhorias dos espaços interiores do navio, assim como instalação de armas, equipamentos aviônicos e outros equipamentos especiais para manutenção de aeronaves embarcadas.

INS Vikramaditya (Adm Gorshkov)

Dos quatro cruzadores porta-aviões soviéticos de projetos 1143.1 – 1143.4, só um, o Admiral Gorshkov, que é atualmente o Vikramaditya indiano, tem sido modernizado para ser um porta-aviões “clássico”, com MiG-29K embarcados. O Admiral Gorshkov, do projeto 1143.4, ou seja, o mais novo e mais avançado dos navios referidos anteriormente, entrou na Marinha Soviética em 1987 e foi operado apenas até 1992, o que predeterminou o seu desgaste muito ligeiro. É de salientar também que o projeto de sua modernização para Vikramaditya foi executado pelo mesmo gabinete de projetos que tinha desenvolvido todos os porta-aviões soviéticos do projeto 1143 – o Nevskoye Design Bureau (Nevskoye PKB, na sigla em russo).

INS Vikramaditya (Adm Gorshkov)

No entanto, a tarefa de modernização foi muito árdua, mesmo para o Nevskoye PKB, que teve à sua disposição especialistas experientes, o pacote de documentos completo e todas as informações sobre os pormenores do design do navio. Na prática, o navio foi desenhado completamente de novo. Os elementos estruturais foram na sua maioria alterados, incluindo as caldeiras do grupo motopropulsor principal, o hangar e o convés de voo com todos os equipamentos. Além disso, foi edificada uma nova superestrutura e radicalmente modernizados os aviônicos e as armas.

O trabalho foi complicado por falhas constantes, atrasos e pela necessidade de aumentar constantemente o orçamento original. O contrato para reconstruir o navio e todos os documentos inerentes ao mesmo foram assinados em 2004. Originalmente, o plano previa a conclusão dos trabalhos em 2008, mas na realidade a Marinha Indiana recebeu o navio só em 2013.

Assim, foi demonstrada a viabilidade teórica e prática de converter cruzadores porta-aviões soviéticos em porta-aviões de tipo moderno. Mas também se tornou patente quão complicado é este desafio.

Para a China, a implementação do projeto seria mais difícil do que para a Rússia, porque a China não dispõe de todo o conjunto de conhecimentos e informações sobre o design de ambos os navios, nem tem especialistas que participem do desenvolvimento do seu projeto e da sua construção. Em teoria, a China poderia pedir à Rússia o projeto de reconversão que já existe no Nevskoye PKB.

Contudo, a China prefere, tanto quanto sabemos, cumprir o programa de porta-aviões se apoiando nas suas próprias forças. Aparte disso, é de levar em linha de conta o desgaste significativo dos cascos e das máquinas do Kiev e do Minsk. Por conseguinte, o projeto de modernização destes navios seria bastante dispendioso e a sua implementação se estenderia, provavelmente, por mais de uma década. Com tudo isso, os navios obtidos no final seriam capazes de transportar um grupo de aeronaves bastante reduzido e teriam os cascos já em estado avançado de desgaste. Portanto, neste momento, esse projeto não faz obviamente qualquer sentido.

Fonte: Sputnik

 

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Africa Geopolítica Opinião Terrorismo

Líbia, novo epicentro do terror

Ex-assessor de segurança do governo alemão defende intervenção militar terrestre para combater extremistas, mas admite que Ocidente não sabe como lidar com crescimento do terrorismo em território líbio.

A execução de 21 cristãos egípcios pelo “Estado Islâmico”, divulgada no último domingo (15/02), chamou a atenção para a Líbia, que desde a Primavera Árabe é marcada pela instabilidade e é considerada hoje terreno fértil para a atuação de extremistas.

Para Guido Steinberg, especialista em terrorismo do Instituto Alemão de Relações Internacionais e Segurança (SWP), a Líbia pode vir a se tornar o novo epicentro do radicalismo jihadista no norte da África.

Ele defende uma intervenção militar terrestre para combater o EI. Mas admite que nem os políticos europeus nem os americanos têm a menor ideia de como lidar com a situação na Líbia.

“A luta contra essa organização será longa. E o EI continuará a se expandir no mundo árabe”, prevê o especialista, que trabalhou como conselheiro do governo alemão para assuntos de terrorismo entre 2002 e 2005.

Deutschlandfunk: O chamado “Estado Islâmico” opera agora também na Líbia. Como o grupo terrorista chegou até lá?

Guido Steinberg: Até agora, eu tinha a impressão de que havia grupos radicais menores no país que, devido ao grande êxito do EI no Iraque e na Síria, se declararam membros do movimento terrorista. Atualmente, três grupos na Líbia aderiram ao EI. E se trata de mais do que declarações de intenção. Parece que têm contatos, que estão recebendo apoio.

Isso não vale apenas para a Líbia, também há um braço do EI no Egito, e outro menor no Iêmen, na Argélia e no Afeganistão. Existe o temor de que a organização terrorista construa uma rede internacional como a Al Qaeda em 2001.

Parece que os jihadistas lutam por diferentes organizações terroristas. Qual a lógica por trás disso?

Em primeiro lugar, o êxito é um critério importante. Depois de 2001, observamos a expansão de ramificações da Al Qaeda. Aparentemente, quando grupos extremistas usavam o rótulo de Al Qaeda, eles recebiam recrutas não só da região do Golfo, mas também do resto do mundo, obtendo também apoio financeiro.

O EI também parece funcionar da mesma forma. No entanto, sabe-se que a ramificação egípcia do EI enviou combatentes para o Iraque e a Síria, em troca de apoio financeiro. E desde que esta unidade egípcia, que opera no Sinai sob o nome de Província do Sinai, passou a pertencer ao EI, ela se tornou muito mais eficaz.

No caso da Líbia, ao analisarmos o vídeo onde se mostra a decapitação de 21 reféns coptas, pode-se ver que, em nível técnico, ele tem a mesma qualidade que os demais vídeos do EI. Isso significa que as organizações estão realmente trabalhando em conjunto.

Pelo que parece, a Líbia se converteu num Estado falido, semelhante às zonas no Iraque e na Síria controladas pelo EI. Deve-se ampliar a luta contra o grupo terrorista na Líbia?

Sim, isso seria o melhor. Pois a Líbia pode vir a se tornar o novo epicentro do terrorismo jihadista no norte da África. A grande pergunta é como intervir na Líbia, onde, como é o caso na Síria, o Ocidente não é considerado um verdadeiro aliado. Há grupos islâmicos, milícias e um ex-militar, Khalifa Haftar, que quer edificar uma nova ditadura secular com o apoio do Egito, dos Emirados Árabes e da Arábia Saudita.

Nem os políticos europeus nem os americanos têm a menor ideia de como intervir no país. Em minha opinião, em primeiro lugar, os europeus deveriam estabilizar os países vizinhos, sobretudo a Tunísia. Os tunisianos estão muito preocupados com o que está acontecendo na Líbia e pedem armas à Europa. Temo que, na Líbia, a guerra civil vá se intensificar e que isso seja algo que os europeus não possam evitar.

O que alcançou, até agora, a coalizão internacional contra o chamado “Estado Islâmico”?

Ao menos ela diminuiu o avanço do EI, obrigando-o a retroceder um pouco. Este é um êxito que se pode atribuir aos ataques aéreos dos EUA e seus aliados, mas também ao apoio que as tropas curdas iraquianas têm recebido dos alemães. O grande problema no Iraque e na Síria é que os ataques aéreos estão perdendo a efetividade, já que todos os grandes alvos foram destruídos.

O próximo passo deve ser a criação de alianças com grupos locais. Na Síria, isso não será fácil, mas no Iraque pode ser que isso venha a funcionar. No entanto, o governo iraquiano, de maioria xiita, deve convencer os sunitas no país de que é a melhor alternativa ao EI. Enquanto isso não acontecer no Iraque ou na Líbia, a organização terrorista continuará ganhando força na região.

Tropas terrestres são necessárias para combater o EI?

Claro que sim. Tropas terrestres são necessárias, porque os ataques aéreos já não são mais eficazes. No Iraque e na Síria, são necessários árabes sunitas para combater efetivamente o EI. Com nossos aliados atuais, ou seja, os curdos e as milícias xiitas, não é possível combater com sucesso o EI nos territórios sunitas. Portanto, a luta contra essa organização será longa. E o EI continuará a se expandir no mundo árabe.

* Entrevista concedida a Peter Kapern, da rádio pública alemã Deutschlandfunk

Fonte: DW.DE

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Defesa em Arte Sistemas de Armas

Defesa em arte: KJ-500 da PLAAF o novo AWACS chinês

KJ-500awac

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Conflitos Geopolítica Negócios e serviços Rússia Ucrânia

Apos corte no fornecimento efetuado por Kiev, Rússia decide fornecer gás ao Donbass

© Sputnik/ Eketerina Shtukina

“As pessoas não devem congelar”, frisou o primeiro-ministro.

O primeiro-ministro Dmitry Medvedev encarregou o Ministério de Energia e a Gazprom de organizar o fornecimento de gás ao sudeste da Ucrânia na qualidade de ajuda humanitária.

“Gostaria que o Ministério da Energia e Gazprom preparassem propostas para assistência humanitária na forma de fornecimento de gás para as necessidades destas regiões, se nenhuma ação for tomada sobre o fornecimento de gás no esquema habitual”, disse ele numa reunião do governo.
Por sua vez, a porta-voz do primeiro-ministro Natalia Timakova explicou: “O fornecimento de gás para o sudeste da Ucrânia como ajuda humanitária será efetuado pela Gazprom numa base comercial. As fontes de financiamento ainda não estão definidas”.No entanto, uma fonte familiarizada com a situação sugeriu que pode se tratar um empréstimo, não estando também excluídas outras opções de financiamento.Mais cedo representantes de autoproclamada República Popular de Lugansk informaram que Kiev tinha cortado o fornecimento de gás ao território do sudeste do país.

Fonte: Sputnik

 

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Conflitos Geopolítica

Imbróglio diplomático: Representante egípcio na Liga Árabe acusou o Catar de “apoiar o terrorismo”

O governo em Doha expressou “reservas” quanto os ataques aéreos egípcios ao “Estado Islâmico” na Líbia. Imbróglio diplomático começou quando representante egípcio na Liga Árabe acusou o Catar de “apoiar o terrorismo”.

O Catar convocou seu embaixador no Egito para consultas nesta quinta-feira (19/02), na sequência de uma disputa sobre os ataques de forças egípcias a alvos do “Estado Islâmico” (EI) na Líbia.

O motivo da reprimenda diplomática seria uma declaração feita pelo delegado egípcio na Liga Árabe, Tariq Adel, que acusou o Catar de apoiar o terrorismo. A declaração foi feita à agência estatal de notícias QNA após o representante de Doha expressar suas reservas sobre um comunicado da Liga Árabe que exaltava os ataques do Egito ao EI.

Caças da Força Aérea do Egito bombardearam posições do grupo terrorista “Estado Islâmico” na Líbia em represália ao massacre de 21 cristãos coptas egípcios pelos jihadistas no país vizinho.

O diretor de Assuntos Árabes do Ministério do Exterior do Catar, Saad bin Ali al-Mohannadi, expressou reservas sobre os ataques, sustentando que são necessárias “consultas antes de uma ação militar unilateral contra outro Estado membro”, e alertou um ataque nessas proporções pode “ferir civis desarmados”.

Mohannadi afirmou ainda que a declaração feita pelo representante do Egito na Liga Árabe “confunde a necessidade de combater o terrorismo e o assassinato brutal de civis”, e acrescentou que “o Catar apoia e sempre irá apoiar a vontade e a estabilidade do povo egípcio”.

As relações entre Doha e Cairo estão estremecidas desde uma controvérsia sobre o apoio do Catar ao ex-presidente egípcio Mohammed Morsi, deposto em 2013. O Catar condenou repetidas vezes a derrubada de Morsi, e dá abrigo muitos dos líderes da Irmandade Muçulmana, organização extinta pelo atual governo do Egito.

O imbróglio diplomático poderá ainda reavivar as tensões que levaram a retirar seus embaixadores de Doha no ano passado a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein, por perceberem um apoio do Catar a islamistas radicais.

RC/afp/rtr

Fonte: DW.DE

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Conflitos Geopolítica Rússia Ucrânia

Rússia e milícias são contra presença de força de paz em Donbass

© AFP 2015/ DON EMMERT / AFP

As declarações de Kiev quanto à proposta de introdução de forças de paz ao leste do país põem em dúvida as intenções das autoridades ucranianas de respeitar os Acordos de Minsk, afirmou o representante permanente da Rússia na ONU, Vitaly Churkin – (Foto).

“No dia 12 de fevereiro foram negociados os Acordos de Minsk. Segundo estes acordos, nas Repúblicas Populares de Donetsk e de Lugansk serão criadas suas próprias unidades de ordem pública. A vigilância sobre a área de demarcação será efetuada pela OSCE. Se agora são propostos outros esquemas, surge a questão do respeito pelos Acordos de Minsk por parte do lado ucraniano”, afirmou.
O representante da República Popular de Donetsk (RPD) nas negociações do grupo de contato, Denis Pushilin, também acha que a proposta de enviar forças de paz para a fronteira russo-ucraniana será uma violação dos Acordos de Minsk.“Aleksandr Turchinov, em representação do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, precisou que se trata de propor o envio de forças de paz para a fronteira russo-ucraniana no trecho de Donbass. Isto é de fato uma violação do complexo de medidas para a implementação de Acordos de Minsk. Nós, exprimimos igualmente uma reação extremamente negativa em relação a isto. Além disso, planejamos dirigir-nos aos líderes dos Estados que se responsabilizaram pelo cumprimento dos compromissos assumidos por parte da Ucrânia”, disse Pushilin.

Fonte: Sputnik

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Conflitos Defesa Anti Aérea Geopolítica Opinião Rússia Sistemas de Armas Ucrânia

Chancelaria britânica divulga infográficos sobre alegada presença russa na Ucrânia

© Sputnik/ Sergei Subbotin

O Foreign Office britânico divulgou na quarta-feira infográficos que supostamente comprovam a presença militar russa na Ucrânia, relata a Reuters.

A matéria, intitulada “Como reconhecer um russo Pantsir-S1 (ou SA-22), que não é usado pelas tropas ucranianas” foi divulgado na conta de Twitter da delegação britânica na OTAN. A publicação contém uma foto de arquivo de sistema de mísseis anti-aéreos Pantsir-S1, a descrição destes armamentos e três fotos habitualmente publicadas pelas mídias e usuários das redes sociais.
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“A presença de SA-22 na Ucrânia é mais uma prova da intervenção militar direta por parte da Rússia no conflito. Exortamos a Rússia cumprir as suas obrigações no âmbito dos acordos de Minsk”, se diz no texto.

Anteriormente as mídias ocidentais falaram muitas vezas da presença de militares russos no sudeste do país. Moscou tem afirmado em repetidas ocasiões que não é uma parte do conflito interno ucraniano e que está interessada em que o país vizinho supere a crise política e econômica.

Fonte: Sputnik