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Brasil: Explosão em navio-plataforma da Petrobras deixa mortos e feridos graves

Imagem meramente ilustrativa

Uma explosão na plataforma da Petrobras FPSO Cidade São Mateus, localizada em Aracruz, no norte do Estado, deixou pelo menos três mortes e 14 operários feridos em estado grave.

A informação ainda não foi confirmada pela assessoria de imprensa da estatal, mas a Secretaria de Saúde já encaminhou para o aeroporto de Vitória ambulâncias do Samu para atender as vítimas.

Os feridos estão sendo conduzidos de helicóptero da Petrobras e serão levados para os hospitais Jayme Santos Neves e Vitória Apart Hospital. De acordo com a Infraero, o funcionamento do aeroporto não será afetado.

Três pessoas já deram entrada no Vitória Apart. Um com queimaduras graves pelo corpo e outro com ferimentos leves. Outro paciente teve fraturas nas pernas e também teve o corpo queimado.

Fonte: Folha de Vitória

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Conflitos Defesa Geopolítica Inteligência

Segundo a RT USAF destacou aeronaves A-10 Thunderbolt II e cerca de 300 aviadores para a Alemanha

A10Tradução e adaptação: E.M.Pinto

A Força Aérea dos Estados Unidos despachou uma dúzia de aeronaves de ataque e apoio aéreo aproximado A-10 Thunderbolt II  e cerca de 300 aviadores e equipe técnica para a Alemanha como parte de um exercício militar, que deverá envolver aliados da OTAN na Europa Oriental, o evento ocorre em meio a tensões recentemente desencadeadas na Ucrânia.

As aeronaves da época da Guerra Fria, apelidados de Warthog, partiram nessa segunda da Base da Força Aérea em Davis-Monthan, no Arizona para a Base Aérea de Spangdahlem, na Alemanha.

O tenente-coronel Christopher Karns, um porta-voz da Força Aérea, no Pentágono, disse que as aeronaves deslocariam-se para bases em países membros da OTAN do Leste Europeu, onde as unidades participariam do treinamento com as forças aliadas para “reforçar a interoperabilidade e … demonstrar o compromisso dos Estados Unidos para com a segurança e estabilidade da Europa “, disse ele ao military.com.

O altamente confiável A-10 carrega uma arma de sete cano da arma GAU-8 / o Avenger Gatling que dispara munições de 30 milímetros  concebidos para destruir carros de combate e outros veículos blindados.

A implantação desta unidade ocorreu após a Câmara dos Deputados introduzir uma lei que autoriza $ 1 bilhão em ajuda militar para a Ucrânia até 2017. Se for autorizado, o pacote permitiria que o Pentágono forneça aos militares Ucrânia “equipamento de treinamento, armas letais de natureza defensiva, apoio logístico , fornecimentos e serviços. “

As disposições do projeto de lei, de acordo com os seus autores, são projetados para proteger” o território soberano contra os agressores estrangeiros”, da Ucrânia e aos ucranianos defender dos ataques dos “separatistas apoiados pelos russos.”

A Rússia disse nessa terça-feira que os planos de Washington para abastecer Kiev com armas iria desestabilizar ainda mais a situação na Ucrânia. Os governos ocidentais, que não apresentam provas consistentes que fundamentam as suas alegações, continuam a acusar a Rússia de apoiar os rebeldes no leste da Ucrânia culpando a Rússia pela crise. Moscou tem rejeitado com veemência as acusações.

Em fevereiro do ano passado, como a Ucrânia estava envolta em caos não muito longe da fronteira com a Rússia, a Casa Branca expressou preocupação de que os militares russos realizavam treinos. “[W] e estão acompanhando de perto os exercícios militares da Rússia ao longo da fronteira com a Ucrânia”, afirmou  o porta-voz da Casa Branca Jay Carney .

Leia mais: Obama chama Putin antes das negociações Minsk para discutir E. Ucrânia acordo de paz

Enquanto isso, em Washington e na Europa continuam  desacordos sobre a questão das transferências de armas para a Ucrânia. A chanceler alemã Angela Merkel disse na conferência anual de Segurança de Munique, no sábado que a Alemanha continua convencida de que seria muito mais produtivo ” concentrar nossos esforços em uma busca de uma solução diplomática” para a crise ucraniana. Sua posição é amplamente apoiada nas capitais europeias, bem como em Moscou.

“A Rússia é verdadeiramente interessada em resolver a crise. Todos os outros planos para aumentar as sanções,  de abastecimento e assim por diante, são destinadas a desestabilizar a situação na Ucrânia “, disse o porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov.

Fonte: RT

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Defesa Defesa em Arte Geopolítica Infantry Fighting Vehicles Sistemas de Armas

China: MBT Type 99

 

Com o peso para combate de 55 toneladas, o MBT tipo 99 é uma variante chinesa do T-72 da Rússia que incorpora o mesmo casco, tendo como arma principal, um canhão de 125 milímetros com carregador automático e os sistemas de proteção ativa.

 

 

 

 

 

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Destaques História Rússia Sistemas de Armas Tecnologia Uncategorized

Rússia: Cientistas dão mais um passo em direção ao centro da Terra

O primeiro protótipo experimental do Geokhod ELANG-3 (máquina de perfuração) – © Foto: Vadim Timofeev/UTI TPU

Vladimir Kultygin

No início do século XX, engenheiros de todo o mundo se interessaram pela possibilidade de haver deslocação subterrânea para fins militares. Os países pioneiros nessa área foram a URSS e a Alemanha.

Depois de o homem ter avançado para a atmosfera e para debaixo de água, o avanço em direção ao subsolo era perfeitamente lógico. Já a deslocação debaixo de terra estava dificultada devido à grande densidade do meio envolvente.

A sua execução acontece, regra geral, depois de ser aberto um caminho prévio, o que ocupa bastante tempo. Meio século depois da invenção do primeiro escudo de tunelamento, com a ajuda do qual se constroem túneis já há mais de cem anos, os autores de ficção científica já sonhavam com viagens ao centro da Terra. Pouco tempo depois tiveram início os estudos nessa área.

Um modelo de Geokhod (máquina de perfuração) – © Foto: Vadim Timofeev/UTI TPU

Um dos primeiros foi o alemão Ritter com seu projeto Midgard-Schlange (Serpente do Midgard) no início dos anos de 1930. O veículo subterrâneo de Ritter, na intenção do engenheiro, deveria transportar explosivos para detonar as fortificações da Linha Maginot. O veículo deveria ser composto de vários compartimentos, do tipo vagões, e ter um comprimento de 524 metros. Cada compartimento teria 6 metros de comprimento, 6,8 metros de largura e 3,5 metros de altura. Além de se deslocar debaixo de terra, o aparelho deveria ser igualmente usado para deslocações na superfície e dentro de água. Disso também dependia sua velocidade: 2 km/h em solo rochoso, 3 km/h debaixo de água, 10 km/h em solos moles e 30 km/h à superfície. Em 1935 o projeto foi entregue ao engenheiro para conclusão, mas história é omissa quanto ao que se passou a seguir.

Outro projeto alemão foi patenteado pelo engenheiro von Verne um ano antes, em 1933, mas a Wehrmacht só se interessou por ele em 1940. Desta vez também não se chegou à fase de testes, porque na fase de experiências laboratoriais a “subterrina”, que de acordo com os planos deveria atingir uma velocidade de 7 km/h, foi considerada como um projeto inseguro.

Os cientistas soviéticos também começaram nos anos de 1930 seus estudos para a criação de meios de transporte subterrâneo. Uns dos primeiros nessa área foram os engenheiros Trebelev, Baskin e Kirillov. Eles estudaram em pormenor os movimentos dos ossos e músculos da toupeira e nos seus projetos tentaram transmitir ao veículo essas capacidades criadas pela natureza. O aparelho estava equipado com uma broca, que rodava com uma velocidade de 300 rotações por minuto, e desenvolvia uma velocidade de 10 m/h em solos rochosos. Os testes do “podzemokhod” (veículo subterrâneo) só decorreram em 1946, depois do que o projeto foi temporariamente encerrado.

O Geokhod ELANG-4, com 4m de diâmetro. Tinha um desenho e um princípio de funcionamento diferentes ao ELANG-3 – © Foto: Vadim Timofeev/UTI TPU

Nos anos sessenta a URSS regressou às ideias de Trebelev, quando em 1962, por decreto de Khrushchev, na Ucrânia foi criada uma fábrica de veículos subterrâneos. O protótipo experimental que a fábrica produziu obteve o nome de código de Toupeira de Combate (Boevoi Krot) e os seus testes decorreram na montanha Blagodat, nos montes Urais, no mesmo sítio em que foi testado o “podzemokhod” de Trebelev. O primeiro teste dessa máquina de 35 metros de comprimento, capaz de transportar simultaneamente cinco pessoas, decorreu com sucesso e provocou furor. A Toupeira de Combate atravessou a montanha a uma velocidade de 7 km/h. Mas durante a segunda tentativa o protótipo explodiu, juntamente com a tripulação, no interior da montanha. Esses testes continuam classificados como secretos e o destino da Toupeira de Combate continua desconhecido.

Nos anos 70 e 80 do século passado um grupo de cientistas criou a tecnologia geowinchester de trabalhos subterrâneos. Na mesma altura foi criado o primeiro protótipo experimental do geokhod (máquina de perfuração) ELANG-3, com 3 metros de diâmetro.

Depois do sucesso dos testes do ELANG-3, foi construído o geokhod ELANG-4, com 4 m de diâmetro, e que tinha um desenho e um princípio de funcionamento diferentes. O protótipo experimental realizou testes de bancada, mas devido ao fim do seu financiamento no tempo da Perestroika os trabalhos de fabrico dos geokhods foram suspensos.

No início dos anos 2000, um grupo de cientistas constituído por Valery Gorbunov, Aleksei Khoreshok, Andrei Yefremenkov, Vladimir Sadovets, Vadim Timofeyev, Vyacheslav Beglyakov e Mikhail Blaschuk, dirigidos pelo professor Vladimir Aksyonov, iniciou a construção de geokhods de nova geração e o aprimoramento da tecnologia geowinchester.

A escavação de galerias começou sendo abordada, em primeiro lugar, como um processo de movimento de um corpo sólido num meio sólido, e só depois, em caso de necessidade, como um processo de formação de galerias no meio rochoso.

O esquema de máquina de perfuração Geokhod – © Foto: EMMB.RU

A iniciativa da equipe de cientistas foi apoiada pelo Estado. O orçamento correspondente ao decreto governamental da Rússia Nº 218 intitulado “Desenvolvimento e início de produção de um novo tipo de máquinas de escudo de tunelamento multifuncionais – geokhods” é de 90 milhões de rublos. O protótipo deverá estar pronto em 2015.

No desenvolvimento do geokhod de nova geração participam a Fábrica Experimental de Reparações Mecânicas de Kemerovo, o Instituto do Carvão do Departamento da Sibéria da Academia de Ciências da Rússia, o Instituto Tecnológico de Yurga (filial) da Universidade Politécnica de Tomsk, a Universidade Técnica Estatal de Kuzbass e o Instituto de Mineração do Departamento da Sibéria da Academia de Ciências da Rússia.

O modelo do geokhod que está sendo desenvolvido, e que terá um diâmetro de 3,2 metros e um comprimento de 4,5 metros (sem os módulos adicionais) será capaz de alcançar uma velocidade de 6 m/h. A secção da cabeça da máquina irá rodar com uma velocidade de 7,5 rotações por hora. Esse aparelho não tem análogos no mundo e representa um tipo completamente novo de tecnologia de escavação de túneis, o que é confirmado pelas conclusões dos peritos. Os forros das galerias e os revestimentos dos túneis subterrâneos terão um aspeto diferente. Entre as vantagens tecnológicas do novo geokhod, que o distinguem de todas as outras máquinas semelhantes, se destacam o aumento da produtividade em mais de quatro vezes, a capacidade de funcionamento em qualquer posição e a execução combinada das operações de escavação necessárias.

Os ministérios da Defesa, de Situações de Emergência, da Indústria e Comércio, assim como a comunidade profissional têm um grande interesse na invenção dos cientistas siberianos.

As principais áreas de aplicação da máquina siberiana são os trabalhos associados às obras de infraestruturas subterrâneas urbanas: a construção de coletores, instalação para armazenagem, passagens subterrâneas e túneis de metrô. A máquina também pode ser usada em trabalhos de salvamento em casos de desmoronamentos e na construção de fortificações. Isso sem falar na indústria de mineração, onde o geokhod, com sua capacidade para escavar o subsolo rochoso em qualquer posição e orientação, poderá ser de grande utilidade.

Depois dos testes do protótipo, em caso de necessidade, a máquina e a tecnologia de seu funcionamento serão modificadas de acordo com os dados obtidos. Nessa altura poderemos prever quando se poderá iniciar seu fabrico em série.

Fonte: Sputnik

 

 

 

 

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Conflitos Geopolítica Rússia Ucrânia

Ucrânia: Kiev e Donbass acordam cessar-fogo

O grupo de contato sobre a regularização da crise na Ucrânia conseguiu alcançar um acordo preliminar sobre o cessar-fogo no leste do país e retirada de armas, disse nesta quarta-feira (11) uma fonte próxima à organização das negociações.

Kiev e as autoproclamadas Repúblicas de Donetsk e de Lugansk (RPD e RPL) deram respetivas garantias.

Fonte: Sputnik

Poroshenko diz que vai a Minsk para começar o “diálogo político”

O presidente da Ucrânia Pyotr Poroshenko afirmou que vai às negociações em Minsk para cessar os combates e iniciar o diálogo político “imediatamente, sem quaisquer condições”, escreve-se no site do presidente ucraniano.

“Vamos encontrar um compromisso dentro do país. Devemos proteger a paz, devemos proteger a tranquilidade da cidade de Kramatorsk, devemos proteger a Ucrânia. É exatamente por isso vou a Minsk, para imediatamente e sem quaisquer condições cessar o fogo e iniciar o diálogo político. Vamos arrumar tudo nós mesmos “, disse Poroshenko durante a visita a Kramatorsk.

Deve-se notar que no dia 10 de fevereiro a cidade ucraniana de Karamtorsk foi bombardeada com foguetes. 16 pessoas morreram e mais 48 foram feridas. As autoridades ucranianas acusaram as milícias independentistas deste ataque mas eles negaram estas acusações.

O presidente ucraniano acrescentou que Kiev quer a paz sem quaisquer condições. “Pedimos o cessar-fogo, a retirada de forças estrangeiras e o fechamento da fronteira.  Eles não têm nada a fazer aqui. Não temos nenhum conflito”, frisou.

Os EUA, Ucrânia e UE acusam a Rússia de ingerência nos assuntos internos da Ucrânia. Moscou nega categoricamente estas acusações e afirma que não é parte do conflito interno ucraniano, não tem nada a ver com os acontecimentos no sudeste da Ucrânia e está interessada em que a Ucrânia supere a crise política e econômica.

Nesta quarta-feira (11) em Minsk deve ocorrer o encontro entre o presidente russo Vladimir Putin, chanceler alemã Angela Merkel, presidente da França François Hollande e presidente ucraniano Pyotr Poroshenko. Como disse à RIA Novosti uma fonte competente, os lados abordarão os temas de retirada de armamentos pesados, criação de uma zona desmilitarizada e estabelecimento de um dialogo constante entre Kiev e Donbass.

Kiev está realizando desde meados de abril uma operação militar para esmagar os independentistas no leste da Ucrânia, que não reconhecem a legitimidade das novas autoridades ucranianas chegadas ao poder em resultado do golpe de Estado ocorrido em fevereiro de 2014 em Kiev. Segundo os últimos dados da ONU, mais de 5.000 civis já foram vítimas deste conflito.

Desde 9 de janeiro, a intensidade dos bombardeios na região aumentou, bem como o número de vítimas do conflito.

O Ministério da Defesa da Ucrânia anunciou que as Forças Armadas ucranianas estão a aumentar os efetivos em todas as zonas onde ocorrem combates. Os independentistas, por seu turno, declararam que fizeram “avançar a linha da frente” para evitar os bombardeios de zonas residenciais das cidades por parte do exército ucraniano.

A Rússia considera que os últimos acontecimentos na região de Donbass comprovam os piores receios: Kiev tenciona resolver a situação por via militar.

Fonte: Sputnik

 

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América do Sul América Latina Defesa Geopolítica Negócios e serviços Rússia

Sergei Shoigu visita a América Latina para negociar cooperação militar

O ministro russo da Defesa, Sergei Shoigu, inicia hoje uma visita à América Latina, informa a agência Tass. O chefe do departamento militar visitará a Venezuela, Nicarágua e Cuba. O tema principal da viagem, que durará até dia 14 de fevereiro, será a cooperação militar e técnico-militar com os países da região.

Em Caracas Sergei Shoigu travará negociações com o seu homólogo venezuelano Vladimir Padrino López e o presidente da República Bolivariana, Nicolás Maduro. “Durante os encontros os lados discutirão as atuais questões da cooperação militar e técnico-militar e trocarão opiniões sobre os problemas principais da segurança global e regional”, informou um representante do Ministério da Defesa da Rússia.

Ao mesmo tempo, segundo informa a Tass, a assinatura de acordos ou contratos não está na agenda. Anteriormente Sergei Shoigu tinha afirmado a necessidade de expandir a presença militar russa em várias regiões, inclusive na América Latina. A mídia falou da discussão sobre o possível baseamento de navios e aviões russos em alguns países da região.

Durante os últimos anos a Rússia intensificou a cooperação técnico-militar com a Venezuela. Assim, o montante de contratos assinados com Venezuela chegou a 11 bilhões de dólares na primavera de 2013.

No fim da primeira década dos anos 2000 a Rússia restaurou a cooperação com a Nicarágua, que tinha sido suspendida depois do colapso da URSS. Analistas dizem que nos próximos anos o tema principal de cooperação poderá ser a segurança da construção do canal da Nicarágua, iniciada no outono de 2014.

Fonte: Sputnik

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América do Sul Brasil Defesa Destaques Geopolítica Negócios e serviços Opinião Sistemas de Armas Ucrânia

Antonov no Brasil: Asas fixas para o Exército

Roberto Caiafa

Segundo nota publicada na imprensa brasileira, o fabricante aeronáutico ucraniano Antonov estaria negociando a instalação no Brasil de uma linha de montagem do modelo AN-38 100, bimotor turboélice equipado com motores Honeywell TPE331-14GR-801E e capaz de transportar até 27 pessoas ou duas toneladas e meia de carga. Feito para operar em ambientes exigentes e carentes de infraestrutura de apoio, o AN-38 é talhado para missões de transporte de cargas e passageiros pousando e decolando de pistas rústicas. Oleksander Kiva, vice-presidente da Antonov Company, é aguardado na próxima semana em Salvador (em pleno Carnaval), para assinar um protocolo de intenções com o governador Rui Costa visando instalar uma linha de montagem da empresa ucraniana na Zona de Processamento e Exportação (ZPE) de Ilhéus, cidade próxima a capital baiana.

Aviação do Exército

O anúncio acontece pouco mais de um ano e meio após a divulgação de estudos de viabilidade do Estado Maior do Exército Brasileiro visando à seleção e adoção de uma aeronave de pequeno/médio porte capaz de transportar passageiros e cargas, versátil, com bom alcance e resistência para suprir logisticamente as instalações do Sistema de Vigilância e Monitoramento de Fronteiras (SISFRON) e os Pelotões de Fronteira da região amazônica e centro-oeste (agosto de 2013, portaria Nº 155-EME). Ao mesmo tempo, o Governo Federal lançou, em dezembro de 2012, o Programa de Aviação Regional tendo como meta a construção de centenas de aeroportos pelo País. A ideia é que 96% da população brasileira estejam a, pelo menos, 100 Km de um aeroporto com voos regulares e preços competitivos. Aeronaves com as características do Antonov AN-38 poderiam ocupar uma faixa desse mercado (curtas/médias distâncias/cargas/passageiros), viabilizando assim a instalação de uma linha de montagem do modelo no Brasil. No caso de encomendas militares, o Antonov AN-38 terá de concorrer provavelmente com o Cessna Caravan, modelo bastante usado pela Força Aérea Brasileira exatamente para cumprir as missões pretendidas pela Aviação do Exército (mas um monomotor), e com o Fairchild-Dornier Do 228NG, que usa motores Garrett TPE 331-10 semelhantes aos utilizados pelo avião ucraniano.

Antonov

Fundada em 1946 por Oleg Antonov, a empresa já construiu mais de 22 mil unidades de cem tipos diferentes de aviões, seja para combate, transporte de passageiros ou cargas e usos diversos. Sua força de trabalho é composta por mais de 12 mil funcionários presentes em 76 países.

Fonte: Tecnologia & Defesa

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Geopolítica Negócios e serviços Rússia Tecnologia

Egito e Rússia: Cooperação econômica, técnico-militar e no setor de energia

Vladimir Putin – Rússia e Abdel Fattah al-Sisi do Egito

O foco nas conversações dos líderes dos dois países foi a cooperação econômica, incluindo a eventual criação de uma zona de livre comércio entre o Egito e a CEEA, o desenvolvimento da cooperação técnico-militar e no setor da energia.

Vladimir Putin declarou que está à espera da visita oficial do presidente egípcio a Moscou para continuar as negociações e discutir os temas de cooperação bilateral.

O tema principal das negociações foi a colaboração econômica. O presidente Putin fez lembrar que a exportação de trigo russo para o Egito duplicou  em 2014.

A cooperação na área da energia também está em desenvolvimento, um sexto da exploração de petróleo no Egito é realizado pela companhia russa Lukoil.

Vladimir Putin comentou a declaração de al-Sisi sobre a construção da primeira usina nuclear egípcia, Dabaa. Ele declarou que a Rússia vai construir este equipamento, bem como criar a indústria nuclear no Egito, o que quer dizer desenvolver a ciência, proporcionar o treinamento de pessoal, etc.

A Rússia também planeja começar a cooperação com o Egito na área espacial, em particular iniciar o uso conjunto do sistema de navegação Glonass.

Rússia e Egito estão lado a lado no confronto com o terrorismo, declarou o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi:

“A luta contra o terrorismo deve ser realizada de todos os lados, inclusive /abrangendo/ a esfera ideológica e socioeconômica”, disse Abdel Fattah al-Sisi.

O Egito estabeleceu uma zona de livre comércio com a União Econômica da Eurásia, que inclui a Rússia, a Armênia, a Bielorrússia e o Cazaquistão.

Os dois países também concordaram em criar uma zona industrial russa perto do Canal de Suez, declarou presidente do Egito:

“Chegamos a um acordo para estabelecer uma zona de livre comércio entre o Egipto e a União Econômica da Eurásia”, disse o presidente al-Sisi.

Fonte: Sputnik

Putin vai auxiliar Egito a construir primeira usina nuclear

Cairo e Moscou já mantêm acordo de energia atômica desde 2001. Também é cogitada a intensificação da cooperação militar e do combate ao terrorismo. Putin aproveita visita para atacar o Ocidente.

O Egito pretende construir sua primeira usina nuclear com apoio da Rússia. Como anunciou nesta terça-feira (10/02) o chefe de Estado Abdel Fattah al-Sisi, uma declaração de intenção nesse sentido foi assinada durante a visita ao Cairo do presidente russo, Vladimir Putin. Os dois países já mantêm desde 2001 um acordo de cooperação para utilização pacífica da energia atômica.

A nova unidade, a ser construída na região de Dabaa, no norte do país, será ultramoderna, com quatro blocos de reatores e uma capacidade de 1.200 megawatts. Serguei Kiriyenko, diretor-geral da agência federal russa de energia atômica Rosatom, confirmou que seu país concederá créditos para o projeto.

Signatário do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, o Egito desenvolve seu programa atômico civil desde os anos 1970. No início da década seguinte, Dabaa já era cogitada como possível local da primeira usina nuclear egípcia. No entanto após a catástrofe nuclear de Tchernobil, em 1986, os planos foram congelados.

Interesses militares e estocada no Ocidente

Durante a entrevista conjunta à imprensa, no palácio presidencial, Sisi igualmente anunciou a intenção de intensificar a cooperação militar bilateral. Não foi mencionado se esta incluiria o fornecimento de armamentos. Observadores partem do princípio que não será o caso. Os dois Estados também planejam colaborar no combate ao terrorismo.

Presente de peso simbólico: uma kalashnikov

Durante o encontro, Putin entregou a seu Sisi, que é general e já foi chefe do serviço secreto egípcio, um fuzil kalashnikov como presente de peso simbólico. O governo no Cairo demonstra grande interesse no equipamento bélico russo, incluindo sistemas de defesa antiaérea e mísseis antitanques.

Nas últimas décadas, o Egito era parceiro próximo dos Estados Unidos. Mas após a derrubada do presidente fundamentalista islâmico Mohammed Morsi, em 2013, pelos militares, Washington reduziu sua ajuda militar ao país, até então de 1,3 bilhão de dólares anuais. A partir daí, Cairo tem buscado a aproximação com Moscou. Depois da visita de Sisi à cidade russa de Sochi no verão de 2014, este é o segundo encontro dos dois chefes de Estado.

O chefe do Kremlin também aproveitou a ocasião para, a partir do norte da África, enviar mensagens ao Ocidente, que vem isolando crescentemente a Rússia devido a sua política para a Ucrânia.

Numa entrevista ao jornal Al-Ahram, na segunda-feira, ele criticou o procedimento da aliança antiterrorismo liderada pelos EUA no Oriente Médio. Somente devido a “uma grosseira e irresponsável intervenção de fora”, a situação no Iraque e na Síria teria atingido o atual estado, afirmou Putin.

AV/afp/dpa

Fonte: DW.DE

 

 

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11 de Fevereiro de 1975: Margaret Thatcher é eleita líder dos conservadores

No dia 11 de fevereiro de 1975, a química Margaret Thatcher, então com 50 anos, foi eleita pelos Tories presidente do Partido Conservador britânico.

Essa noite de fevereiro entrou para a história britânica como a “noite das facas longas”. Numa disputa acirrada, os Tories elegeram a química Margaret Thatcher, de 50 anos, para liderar o Partido Conservador, preterindo Edward Heath. O governo trabalhista (Labour) fazia troça: agora não era mais preciso se preocupar com as próximas eleições. Os conservadores jamais venceriam com uma mulher na liderança.

Apesar do ceticismo dentro do próprio partido, Thatcher conseguiu se impor. Baseada na filosofia de que não é obrigação de um político agradar a todos, liderava o partido com mãos de ferro. Quatro anos mais tarde, depois da renúncia do premiê James Callaghan, Thatcher foi eleita nas urnas para assumir o governo. Foi a primeira mulher na Europa a ocupar esse cargo.

A nova moradora da casa número 10 na Downing Street acreditava no capitalismo sem limites. Socialismo, burocratas de Bruxelas e sindicatos lhe eram antipáticos. Uma de suas metas era restringir o direito de greve e cortar os direitos dos representantes de operários nas empresas. Esta política linha-dura valeu a Thatcher o apelido de Dama de Ferro.

Rigor e patriotismo

Ela privatizou empresas e simplesmente ignorou as greves dos mineiros. Sua reação enérgica à invasão das Ilhas Malvinas pela Argentina lhe trouxe reconhecimento popular e agradecimentos no Parlamento.

Logo depois da invasão argentina, ela ordenou à Marinha que atravessasse o Oceano Atlântico para defender território britânico. A primeira-ministra garantiu em público, com voz emocionada, fazer tudo ao seu alcance para proteger os conterrâneos nas Malvinas. Depois de algumas semanas e um saldo de mil mortos, os argentinos capitularam.

Thatcher consolidou-se na liderança do governo, sendo reeleita mais duas vezes. Em 1990, os conservadores começaram a debater seu papel nas políticas social e europeia. Como o partido estivesse ameaçado de se desintegrar, Thatcher renunciou tanto à chefia do governo como à dos Tories. Dois anos mais tarde, recebeu o título de baronesa e ingressou na Casa dos Lordes, de onde não se cansou de reclamar de seu sucessor, John Major.

Quando Thatcher completou 75 anos, em 2000, seus correligionários a festejaram como a melhor chefe de governo, ao lado de Winston Churchill. Neste ponto, ela não demonstrou modéstia: “Os homens na política são responsáveis pelos pronunciamentos; as mulheres, ao contrário, pelas ações!”

Margaret Thatcher morreu em Londres, no dia 8 de abril de 2013, aos 87 anos de idade.

Gábor Halász (rw)

Fonte: DW.DE

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Conflitos Geopolítica Opinião Ucrânia

Ucrânia: Derrotar os rebeldes não é questão de armas, mas de uma estratégia melhor

Siemon Wezeman, do Sipri, questiona necessidade do polêmico fornecimento de armas. Derrotar os rebeldes não é questão de equipamento, mas de uma estratégia melhor.

Desde que começou, em abril de 2014, o conflito no leste da Ucrânia, entre o Exército nacional e os separatistas pró-Rússia, já custou cerca de 5.400 vidas. Há meses o governo em Kiev vem pedindo aos Estados Unidos e aos países da União Europeia que forneçam armas para a luta contra os rebeldes, supostamente munidos de equipamento altamente moderno, disponibilizado pela Rússia.

No entanto, baseados em dados e estimativas, tanto o Armament Research Services (Ares), da Austrália, quanto o Instituto Internacional de Estudos da Paz de Estocolmo (Sipri) questionam a necessidade desse fornecimento.

A DW entrevistou o historiógrafo holandês Siemon Wezeman, especialista em armamentos convencionais do Sipri. Esse instituto financiado pelo Parlamento sueco investiga as exportações de armas e gastos militares em todo o mundo.

Siemon Wezeman é especialista em armamentos convencionais do Sipri, em Estocolmo

DW: O senhor se dedica, entre outros temas, à pesquisa do arsenal das Forças Armadas ucranianas. Que lado está atualmente mais bem equipado, os rebeldes pró-Rússia ou as Forças Armadas da Ucrânia? Quem dispõe de quê?

Siemon Wezeman: As Forças Armadas ucranianas estão mais bem armadas. Um exército regular tem sempre mais equipamento do que rebeldes. Ele dispõe das Forças Aéreas, de armas mais pesadas, ao contrário dos insurgentes, e tem uma organização muito maior. Há, de fato, um grande número de rebeldes, mas eles não são tão fortes quanto as forças nacionais.

No entanto, afirma-se que os separatistas recebem armas russas ultramodernas, melhores do que as de que dispõem as Forças Armadas da Ucrânia. Essas informações procedem?

Não, isso não é o que eu constato. Os rebeldes empregam uma quantidade de equipamento bélico que saquearam. Uma parte vem de fora da Ucrânia, mas não é um arsenal muito avançado: é moderno, mas não supermoderno. E não é nada que o lado ucraniano também não tenha.

A Ucrânia era uma grande exportadora de armamento, sua indústria abastecia a Rússia e, antes, a União Soviética. Então, por que as Forças Armadas ucranianas não estão melhor equipadas?

Há dois problemas. Um é dinheiro: o orçamento de defesa da Ucrânia não é especialmente grande, considerando-se o tamanho das forças de combate do país. Portanto a modernização avançou muito lentamente, e quase não há verba para aquisições. O segundo problema: o pouco dinheiro disponível foi empregado sobretudo na revisão ou modernização de sistemas antigos, herdados da antiga União Soviética.

Consta que Kiev pediu armamento antitanques. A seu ver, a Ucrânia precisa mesmo desses sistemas?

Não, eu me surpreenderia se esse fosse o caso. Os rebeldes não empregam tantos tanques de combate; os que possuem são do mesmo tipo que usa o Exército nacional. A Ucrânia tem muitos tanques capazes de combater outros tanques; há uma grande quantidade de armas antitanques da época soviética ou de produção ucraniana mais recente. Eu acredito que a Ucrânia esteja mais interessada em aparelhos de visão noturna, equipamentos de reconhecimento militar e drones.

Os Estados Unidos e alguns países europeus consideram fornecer armas à Ucrânia. Isso realmente ajudaria? O Exército saberia operar esses sistemas totalmente diferentes?

Depende do que exatamente seria entregue. Armas antitanques são relativamente fáceis de operar: pode-se aprender, pois provavelmente são muito semelhantes aos sistemas existentes. Quando se trata de sistemas mais complexos, como um tanque ou um avião, é preciso tempo, sobretudo se forem muito diversos dos usados até então. Também no tocante a sistemas computadorizados, é preciso algum tempo até dominá-los, mas eles podem ser de grande efeito. Talvez por isso se queira adquiri-los.

Wezeman questiona afiirmativas sobre inferioridade bélica das tropas de Kiev

Por que as Forças Armadas ucranianas não são capazes de dar conta dos rebeldes, de derrotá-los? Afinal, seu contingente é maior do que as tropas separatistas. Qual é o problema?

Não estou muito seguro. Geralmente tem-se um exército grande e um grupo rebelde relativamente pequeno, que combate na própria terra natal, em parte apoiado pela população. Neste caso, a zona de combate fica, ainda, numa fronteira [com a Rússia], para além da qual os rebeldes podem recuar, se necessário, mas que as forças ucranianas não podem ultrapassar.

A questão é, sempre, como combater rebeldes que não são muito bem organizados. Por vezes, não há um front definido, e o adversário trava uma guerra de guerrilha. Contra rebeldes é necessário muito mais contingente do que contra um exército regular. Não é um questão de força, tamanho ou equipamento. O Exército ucraniano é grande e forte o suficiente para derrotar, em pouco tempo, qualquer exército convencional que seja do tamanho das forças rebeldes. Mas, para derrotar rebeldes, é preciso mais do que tamanho, força ou armamento.

Portanto a questão não é de armas, mas de estratégia e tática. Como combater insurgentes que se escondem numa cidade, numa área civil?

No fundo, é justamente essa a questão. Como lutar contra uma tropa que a qualquer momento pode se dissolver, adotar novas formações e voltar a surgir? Como atacar? A qualquer momento eles podem depor armas, vestir roupa civil, e ninguém é capaz de reconhecer se se trata de militares, combatentes ou o quê. Três dias mais tarde, as mesmas pessoas reaparecem como guerrilheiros uniformizados. Isso, é justamente, tática de guerrilha, que é bem difícil de enfrentar.

Quantos soldados mobilizados a Ucrânia tem, de fato? Nos últimos anos suas Forças Armadas foram reduzidas.

Depende de como se conta. Há soldados ativos e reservistas. Caso necessário, o país pode facilmente mobilizar vários milhões – se todos vão estar adequadamente armados, é uma outra questão. Em serviço ativo, a Ucrânia pode dispor de várias centenas de milhares de soldados, sem problema.

Fonte: DW.DE

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China: É possível que o Yuan complete a cesta de moedas de reserva do FMI já este ano?

Nina Antakolskaya

O yuan chinês não esconde as suas ambições para ser membro do clube das moedas de reserva mundiais. Recentemente, ele deu mais um passo em frente rumo ao seu objetivo almejado. A moeda da China entrou pela primeira vez no quinteto das divisas mais usadas em transações internacionais.

Em termos de demanda, o yuan cede hoje tão só ao dólar norte-americano, ao euro, à libra esterlina e ao iene japonês. No entanto, a distribuição de forças dentro do top 5 poderá mudar em breve.

De acordo com o sistema de telecomunicações financeiras interbancárias SWIFT, em 2014 o número de pagamentos internacionais em RMB se duplicou, enquanto o número de pagamentos em moedas de reserva tradicionais registrou um acréscimo de apenas alguns pontos percentuais. Se a tendência continuar na mesma, a demanda do yuan chinês irá ultrapassar em poucos meses o do iene japonês.

Mas será que a unidade monetária da China pode conquistar ainda este ano a altura principal, integrando a cesta de moedas de reserva do FMI? Vale a pena lembrar que a estrutura da cesta é revisada a cada cinco anos, e a próxima revisão deverá acontecer justamente em 2015. As opiniões de especialistas russos se dividiram a esse respeito.

O diretor do Instituto de Análise Estratégica, Igor Nikolayev, avalia as chances do yuan como bastante altas:

“É possível que o yuan complete a cesta de moedas de reserva já este ano. E as chances para tal são muito elevadas. O caso da China demonstra explicitamente que a moeda nacional passa a ser moeda de reserva quase que automaticamente, se tudo correr bem com a economia, se esta cresce a ritmo acelerado e o seu volume e a eficiência começam a corresponder aos padrões mundiais”.

O presidente da Associação dos Bancos Russos, Garegin Tosunyan, mostrou-se menos otimista quanto à admissão do yuan na cesta de moedas do FMI. A principal causa, segundo acredita o banqueiro, consiste em que a moeda chinesa não responde aos critérios de livre circulação.

Um outro estorvo está relacionado com a fixação da taxa de câmbio do yuan por mecanismos não-mercantis. Embora este processo tenha se tornado mais livre após a reforma monetária de 2005, o yuan segue sendo controlado pelo Banco Popular da China, o qual não permite suas oscilações maiores de um ponto percentual por sessão do pregão. É um fator que trava o processo de adjudicação ao yuan do status oficial de moeda de reserva global, afirma Tosunyan:

“No entanto, a moeda chinesa já é responsável por volumes bastante importantes da economia global, e um número cada vez maior de países começa a perceber o yuan como moeda de reserva informal. Atualmente, já é usado como tal por uns cinquenta bancos centrais ao redor do mundo, que guardam parte de suas reservas cambiais em RMB”.

O primeiro vice-reitor da Escola Superior de Economia, Lev Yakobson, ao avaliar as perspectivas do yuan, chama a atenção para a dimensão política da questão. Há forças que não estão nada satisfeitas com o crescimento geral do prestígio e influência da China, diz o cientista:

“Em certo sentido, a valoração da moeda exprime a confiança no Estado que a emite. Hoje em dia, a China goza de alta credibilidade, mas, se quiser ou não, a credibilidade da Reserva Federal dos EUA é ainda mais alta.

“Além disso, os países ocidentais, cujas moedas são de reserva, historicamente têm um papel predominante no FMI. E mesmo que os BRICS e outros países emergentes estão empenhados em ampliar a cesta do FMI, recalco, ampliar e não substituir qualquer uma das moedas, esses reclamos ainda são desatendidos”.

Encabeçados pelos Estados Unidos, os veteranos do FMI estão tentando manter uma posição dominante nesta organização internacional influente, diz Lev Jakobson. Contudo, a política ocidental de contenção da China não será capaz de parar o avanço progressivo do yuan. Mais cedo ou mais tarde, será admitido no seleto clube das moedas de reserva mundiais. Esta é uma questão do tempo apenas, conclui o cientista.

Fonte: Sputnik

 

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Palestina abre embaixada na Suécia

A Palestina abriu a sua primeira embaixada em Estocolmo, capital da Suécia. A informação foi confirmada pelo serviço de imprensa do primeiro-ministro sueco.

Em visita oficial ao país, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, foi recebido pela ministra das relações exteriores sueca nesta terça-feira, 10, para a cerimônia de abertura da embaixada.

Em declaração exclusiva à agência Sputnik, o embaixador da Palestina em Moscou, Faed Mustafa, afirmou:

“A Palestina já possuía uma representação na Suécia há tempo, mas hoje, durante a visita de Abbas, foi decidida oficialmente, no mais alto nível, a inauguração de uma embaixada em Estocolmo. Para nós isso é importante, em primeiro lugar, porque esperamos que essa tendência de reconhecimento da Palestina seja mantida na Europa e que outros grandes países da União Europeia nos reconheçam. A Suécia deu um grande passo para a resolução dessa questão.”

No dia 30 de outubro do ano passado, o parlamento da Suécia aprovou uma resolução reconhecendo o Estado Palestino. Na ocasião, o governo sueco considerou a decisão como um ato de “responsabilidade” para impulsionar o processo de paz no Oriente Médio, pretendendo igualar as duas partes no conflito, além de apoiar as forças moderadas na Palestina. Com o reconhecimento, Israel chegou a retirar o seu embaixador de Estocolmo, mas a situação se regularizou um mês depois. Os Estados Unidos também reagiram negativamente, criticando a decisão e retirando a sua representação diplomática do país temporariamente.

A Suécia foi o primeiro país ocidental da União Europeia a reconhecer a Palestina como Estado independente.

A abertura da representação diplomática será seguida de uma cerimônia de inauguração e uma coletiva de imprensa com o presidente sueco.

Fonte: Sputnik