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Ucrânia deve temer o FMI, não a Rússia

As relações econômicas entre a Ucrânia, o FMI e várias organizações intergovernamentais podem levar à catástrofe neste país, opina o jornalista norte-americano James Carden.

A política do FMI à relação da Ucrânia pode levar à ruína da economia no país, opinou James Carden no seu artigo publicada na segunda-feira, 2 de fevereiro, na revista The National Interest.

Carden cita a posição de outro jornalista norte-americano, Tom Friedman, e do bilionário George Soros, que são de opinião que a Rússia é responsável pela situação na Ucrânia. Mas o jornalista escreve que é o FMI que representa a maior ameaça.

James Carden cita também a opinião de economista da Universidade de Missouri-Kansas City, Michael Hudson, de que a política do FMI e de outras organizações intergovernamentais leva à recessão na economia.

“O novo pensamento econômico do neoliberalismo pressupõe que a privatização da infraestrutura pública pode tornar os investidores ricos. Os credores irão fornecer empréstimos e receber garantias seguras [que significa garantias do empréstimo, ou seja, a propriedade que é transferida para o credor como garantia de reembolso – Ed.], e os titulares das ações obterão rendas financeiras, sendo limitados apenas pela sua própria incapacidade de eliminar a regulação estatal, dirigida contra rendimentos inesperados”, pensa Hudson.

O jornalista norte-americano continua a citar o economista:

“Quando é a renda financeira que empobrece a economia, a solução financeira para o FMI e outras organizações intergovernamentais é emprestar aos governos a quantidade suficiente de moeda estrangeira para pagar a seus credores estrangeiros – e forçar os contribuintes a pagar a transferência da carga fiscal do sistema financeiro, imobiliário e monopólios para o trabalho. O resultado será a recessão na economia”.

Segundo Carden escreveu no seu artigo, a política adotada por FMI levará a uma catástrofe semelhante à que ocorreu na Rússia nos anos 1990 e na Argentina entre anos 1998 e 2002.

Fonte: Sputnik

 

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Vídeo: Primeiro voo do KC-390 flagrado por um Drone

 

O KC-390 é a maior aeronave já construída pela industria aeronáutica brasileira e estabelecerá novos padrões ao transporte militar de porte médio em termos de performance e capacidade de carga.

 

 

Com sua capacidade de 23 toneladas e velocidade máxima de cruzeiro de 465 nós (860 km/h), o KC-390 proverá significativos ganhos de mobilidade para seus operadores e considerável redução no tempo da missão.

 

https://www.youtube.com/watch?v=bIHb0r8OmwA

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Chancelaria russa espera “novas revelações” depois da declaração de Obama

Durante muito tempo, os Estados Unidos alegaram que não estiveram envolvidos nos acontecimentos na Ucrânia, mas agora declaram o contrário, disse a vice-chefe do departamento de imprensa do Ministério russo das Relações Exteriores, Mariya Zakharova.

“Os EUA não pensaram na Europa”, disse Zakharova. Este foi o seu comentário sobre a entrevista do presidente Barack Obama à CNN, na qual ele disse que os Estados Unidos “atuaram como mediadores na transição de poder na Ucrânia”.

Segundo Zakharova, por muito tempo os Estados Unidos alegaram que não estavam envolvidos nos acontecimentos na Ucrânia.

“Por mais de um ano a diplomacia norte-americana tentou provar, como podia, a não implicação do seu país no Maidan de 2013 [nos acontecimentos na praça da Independência]  e golpe de Estado em 2014. Por mais de um ano estavam culpando e linchando a Rússia, que ‘provocou os eventos ucranianos’, ‘zumbificou a população com a propaganda’ e  ‘planejou e realizou o cenário da Crimeia’’, escreveu Zakharova na sua página em Facebook.

No entanto, ela lembrou que foi a Rússia que o mundo tentou isolar.

De acordo com ela, os EUA não pensaram na Europa quando faziam tal declaração.

“Vocês pensaram na Europa? Como podem eles agora explicar aos seus produtores por que razão as laranjas foram dadas aos porcos, que também foram alimentados em desacordo com o plano? Mas os Estados Unidos, para colocar isso de uma maneira diplomática, respeitam a Europa é já há muito tempo que não acham necessário incomodá-la com cerimônias excessivas”.

Ela também notou que está a espera de “novas revelações”.

“Gostaria de ouvir os oradores falar nos temas anteriormente abafados. Por exemplo, sobre o Boeing malaio”.

Fonte: Sputnik

Historiador diz que menção de Obama sobre apoio dos EUA ao golpe na Ucrânia foi ato falho

Geórgia Cristhine

Barack Obama não pode ter sido tão ingênuo declarando em entrevista à rede CNN que os Estados Unidos tiveram uma participação ativa no golpe que levou autoridades pró-ocidentais ao poder na Ucrânia em fevereiro de 2014. A análise foi feita pelo professor de História da USP – Universidade de São Paulo, Ângelo Segrillo.

Em entrevista à Rádio Sputnik, Segrillo explicou que o chefe da Casa Branca, ao falar sobre o assunto, deve ter se referido a que os Estados Unidos teriam apenas intermediado o acordo de 21 de fevereiro de 2014, quando o então Presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, decidiu realizar com a oposição uma espécie de compartilhamento de poder, de retomada da reforma constitucional de 2004, medida que retirou um pouco dos poderes presidenciais e aumentou os poderes do Parlamento.

O professor de História da USP acredita que Obama, de qualquer forma, cometeu um grande erro, pois quem intermediou o acordo foi a União Europeia. “Eu acho que foi um ato falho do Obama em relação a esse acordo, mais do que um erro totalmente ingênuo dele de assumir alguma coisa maior, que nós sabemos que houve, mas que ele não colocaria assim tão abertamente numa entrevista para a CNN”.

A decisão de não assinar um acordo de associação da Ucrânia com a União Europeia aconteceu no final de 2013, quando Yanukovich comunicou publicamente a suspensão dos entendimentos, o que desencadeou uma onda de protestos em massa em todo o país.

Após muitas crises e enfrentamento de populares com forças policiais, o impasse permaneceu em 2014, e no dia 21 de fevereiro Viktor Yanukovich se reuniu com o presidente do Parlamento ucraniano, Oleksander Turchynov, e aceitou um acordo em que a Ucrânia retornaria à Constituição de 2004, pela qual os Poderes Executivo e Legislativo harmonizariam as suas atribuições. Porém, no dia seguinte a este acordo, 22 de fevereiro, Turchynov destituiu Yanukovich e assumiu a Presidência do país, num golpe de Estado.

Na sequência da mudança de poder e com a ascensão do nacionalismo agressivo na Ucrânia, a Crimeia decidiu em referendo se juntar à Federação da Rússia em março de 2014, quando 96% por cento dos eleitores foram a favor da reunificação.

Ângelo Segrillo analisa o contexto do golpe como de um cenário muito complexo por ali ser um Estado multinacional, o que dificulta o entendimento dos brasileiros sobre a situação. Segundo o professor, nos países eslavos, como a Ucrânia e a Rússia, a nacionalidade de uma pessoa é determinada pela nacionalidade dos pais e não como no Brasil, onde a nacionalidade é determinada pelo local de nascimento. A determinação faz com que o Estado seja multinacional, reunindo, por exemplo, na região cidadãos ucranianos de nacionalidades ucraniana, russa e grega. “Quando Yanukovich foi deposto pela metade ocidental do país, a parte oriental, habitada majoritariamente por cidadãos ucranianos com nacionalidade russa, não aceitou a deposição do presidente, por achá-la ilegal, resultando no cenário atual de conflito, de um lado não aceitar a legitimidade do outro”.

O historiador explica ainda que, assim como a composição étnica de lá é uma composição de diferentes nacionalidades, a política ucraniana também é complexa, refletindo um pouco também esse jogo de interesses. “A parte mais oriental, de nacionalidade russa, quer continuar os tradicionais laços que a Ucrânia sempre teve com a Rússia, e a outra parte, do Ocidente, quer se ligar à União Europeia”.

Diante do cenário, Ângelo Serillo acredita não ser possível conduzir uma política no sentido tradicional, com negociações pacíficas na região, pois ela tomou contornos muito violentos por conta dos impasses entre os separatistas.

Após a deposição, Viktor Yanukovich se refugiou na Rússia, onde tem  residência. Na ocasião o governo russo disse que não o deixaria desamparado num momento de dificuldades. Porém, Yanukovich queria  auxílio para sair do país com alguma segurança. Desde então permanece desaparecido do noticiário, e o governo do Ucrânia colocou o nome do ex presidente da Ucrânia na lista dos procurados pela Interpol.

Para o professor de História da USP, a situação é um erro. Ângelo Segrillo questiona: como um presidente eleito de forma legítima passa a ser procurado por tentar ficar no poder para o qual foi escolhido? “Havia muitos problemas no governo Yanukovich, como a corrupção, mas esse é um problema antigo da Ucrânia e não só do governo dele. Não podemos depor todo presidente eleito porque existem problemas. Imagina os problemas com a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, não podemos depor a Dilma assim,  eu acho que esse foi o grande erro”.

Segrillo chama atenção ainda para a população, que tem sido a maior vítima dessa crise. “Fora as lutas políticas, quem sofre é o povo, e nós estamos vendo aí pessoas morrendo, além de bombardeios. É importante solucionar o problema não apenas para resolver o lado político, de prestígio de diferentes países, mas porque a população sofre com isso.”

Fonte: Sputnik

 

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Sukhoi Su-50: Força Aérea da Rússia recebe o primeiro de produção em série

Na semana passada, a Força Aérea da Rússia recebeu a primeira unidade da produção em série do caça de quinta geração T-50 (PAK-FA).

O modelo produzido pela Sukhôi, que é controlada pela empresa estatal United Aircraft Corporation, passará agora por uma série testes de qualificação. A previsão é que a aeronave entre em serviço na Força Aérea Russa em 2016.

Entre as inovações do modelo, destacam-se os elementos “stealth” da fuselagem, o novo radar AESA capaz de detectar aeronaves furtivas e um completo arsenal de armamentos inteligentes de precisão.

Segundo o comandante da Força Aérea, Víktor Bondarev, as características do novo avião são comparáveis à do caça norte-americano F-22.

O presidente da United Aircraft Corporation, Iúri Sliusar, adianta que a capacidade máxima de produção da fábrica será alcançada em 2015 graças à produção dos caças T-50.

O Ministério da Defesa espera neste ano a entrega de diversos aviões de combate, transporte militar e propósitos múltiplos.

Fonte: Gazeta Russa

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Sputnik chega ao Brasil

“A agência Sputnik é um meio de comunicação contemporâneo e atual, que difere do resto da mídia, principalmente, pela escolha dos temas, ângulo de visão, compreensão do mundo”, declara a editora em chefe, Margarita Simonyan, comentando o funcionamento dos serviços da agência de notícias Sputnik.

Refletindo a agenda do mundo multipolar, os sites da agência Sputnik são dirigidos a um público interessado em comparar uma multidão de pontos de vista alternativos. O portal em português irá completar a linha de páginas web da Sputnik.

A Sputnik é uma agência de notícias e emissora que possui hubs em dezenas de países. A agência Sputnik reúne sites, emissão de rádio analógica e digital, aplicativos para celulares e páginas em redes sociais.

Caros leitores, anunciamos que a Voz da Rússia está mudando de nome. Apartir de agora será conhecida como a agência de notícias e rádio Sputnik.

Fonte: Sputnik

 

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Conflitos Destaques Geopolítica História Opinião

Guerra nos Bálcãs Sérvia e Croácia 1990: Segundo tribunal da ONU não houve genocídio

Um país havia acusado o outro de assassinato deliberado por motivos étnicos, durante a guerra nos Bálcãs, na década de 1990. Segundo tribunal da ONU, acusações não puderam ser comprovadas.

A Corte Internacional de Justiça afirmou nesta terça-feira (03/02) que nem a Sérvia, nem a Croácia cometeram genocídio durante a guerra nos Bálcãs, nos anos 1990. Um país havia acusado o outro do assassinato deliberado de pessoas por motivos étnicos.

Segundo o veredicto do principal órgão judiciário das Nações Unidas, os atos cometidos pelos sérvios não tinham a intenção de destruir o grupo étnico croata em algumas áreas da Croácia reclamadas pelos separatistas sérvios, mas de movê-los à força.

“A Croácia falhou em comprovar sua queixa de que foi cometido genocídio”, afirmou o presidente da corte, juiz Peter Tomka, ao ler o veredicto em Haia, na Holanda. Pouco depois, Tomka fez afirmação semelhante sobre a ação movida pela Sérvia contra a Croácia.

Segundo Tomka, muitos crimes foram cometidos pelos dois países durante o conflito, mas a intenção de cometer genocídio – a destruição total ou parcial de uma etnia – não foi provada contra nenhum dos dois. Decisões da corte são definitivas, não cabendo recurso.

A Croácia entrou com uma ação contra a Sérvia no tribunal de Haia em 1999, numa acusação de genocídio relativa à guerra da independência, entre 1991 e 1995, na sequência da dissolução da antiga Iugoslávia.

A Sérvia era acusada de limpeza étnica como uma forma de genocídio na cidade de Vukovar e em outrsa áreas, resultando num grande número de croatas deslocados, assassinados ou torturados, que ainda perderam suas terras. Em torno de 13.500 croatas foram mortos. A Croácia buscava compensações financeiras.

Em 2010, a Sérvia respondeu com uma ação contra a Croácia, afirmando que cerca de 200 mil pessoas de etnia sérvia foram forçadas a fugir quando, em 1995, a Croácia iniciou uma ofensiva militar para reconquistar território. Depois dessa ofensiva, a proporção de sérvios na Croácia caiu de 12% para 4%. Em torno de 6.500 sérvios foram mortos.

AS/afp/rtr/dpa/ap

Fonte: DW.DE

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América do Sul Geopolítica Opinião

Rascunho de mandado de prisão contra Kirchner é encontrado no apartamento do promotor Alberto Nisman

Ministério Público argentino confirma ter identificado documento no lixo do apartamento do promotor Alberto Nisman. Ele morreu um dia antes de apresentar detalhes de uma denúncia contra a presidente.

Um rascunho de mandado de prisão para a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foi encontrado na casa do promotor Alberto Nisman, confirmaram fontes judiciais argentinas nesta terça-feira (03/02). Nisman morreu em 18 de janeiro, um dia antes de apresentar detalhes de uma denúncia contra a presidente no Congresso. O documento de 26 páginas foi encontrado num lixo do apartamento do promotor.

O diário argentino Clarín já havia publicado a descoberta do documento no domingo. No entanto, a procuradora Viviana Fein, que investiga a morte de Nisman, confirmou somente nesta terça-feira que o rascunho faz parte das provas coletadas no apartamento. Fein também afirmou que havia sido um “erro voluntário” seu quando negou a existência do rascunho no dia anterior.

A funcionária do Ministério Público esclareceu também que o mandado de prisão não estava incluído na denúncia que Nisman havia feito contra a presidente, o ministro do Exterior, Héctor Timerman, e outros dirigentes kirchneristas.

O promotor estava investigando o atentado contra um centro judaico em Buenos Aires, em 1994, que deixou 85 mortos. Nisman havia elaborado um mandado que acusava Kirchner de tentar encobrir a participação de suspeitos iranianos no ataque.

Na época, a Justiça argentina indiciou sete ex-funcionários de alto escalão do governo iraniano como mandantes do ataque à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia). O governo de Teerã se negou a entregar os suspeitos, apesar do mandado de prisão emitido pela Interpol. Entre eles estava o ex-presidente Alí Rafsanjani.

Nisman havia pedido a um juiz federal que Kirchner e Timerman fossem convocados para um interrogatório e solicitou um embargo preventivo de bens no valor de 23,3 milhões de dólares. As circunstâncias da morte do promotor seguem desconhecidas.

Fonte: DW.DE

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Conflitos Terrorismo

Piloto jordaniano é queimado vivo em novo vídeo macabro do EI

Moaz Kasasbeh foi levado pelos terroristas no final de dezembro, quando o avião que pilotava caiu perto de Raqqa, na Síria

Em novo vídeo, EI mostra imagens de piloto jordaniano Moaz Kasasbeh sendo queimado vivo dentro de uma jaula - 03/02/2015

Em novo vídeo, EI mostra imagens de piloto jordaniano Moaz Kasasbeh sendo queimado vivo dentro de uma jaula – 03/02/2015 (Reprodução)

Um novo vídeo divulgado pelo Estado Islâmico nesta terça-feira mostra a execução do piloto jordaniano que havia sido sequestrado no final de dezembro. Em mais uma prova da selvageria do grupo terrorista, as imagens mostram o piloto sendo queimado vivo dentro de uma jaula. O vídeo ainda não teve sua autenticidade verificada. A TV estatal jordaniana divulgou a informação de que o piloto foi morto no dia 3 de janeiro.

Moaz Kasasbeh foi levado pelos jihadistas quando o avião que pilotava caiu perto de Raqqa, na Síria, tida como a principal base do Estado Islâmico. O piloto estava em uma missão da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o grupo. O vídeo divulgado nesta terça começa com imagens do envolvimento da Jordânia nos ataques aéreos em territórios controlados pelos jihadistas no Iraque e na Síria, informou o New York Times. A execução brutal do piloto de 26 anos ocorre no final. Até esta terça, todos os vídeos do grupo terrorista com reféns mostravam decapitações.

A Jordânia tentou assegurar a liberação do refém em troca de uma terrorista presa no país. A possibilidade de troca foi levantada pelo próprio Estado Islâmico em um vídeo divulgado no dia 24 de janeiro, no qual era anunciada a execução de um dos reféns japoneses que estava nas mãos dos jihadistas, Haruna Yukawa. O outro refém, Kenji Goto, aparecia segurando uma foto do compatriota decapitado e dizendo que os terroristas não queriam mais dinheiro, mas a libertação da iraquiana Sajedah Rishawi.

A terrorista foi condenada por participar de um ataque suicida na capital Amã em 2005 que deixou vários mortos. O atentado foi organizado pelo marido de Sajedah. Os dispositivos que ela levava junto ao próprio corpo falharam. O governo jordaniano sinalizou que poderia fazer a troca da mulher pelo piloto, o que já seria uma enorme concessão aos terroristas. Mas o EI falava apenas em liberar o refém japonês, que acabou também sendo executado, no último sábado. Os jihadistas também não deram uma prova de que Kasasbeh estava vivo, como foi exigido pela Jordânia.

TVEJA: A morte do piloto jordaniano, um golpe para o rei Abdullah II

Fonte: Veja

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Defesa em Arte História

Momento Histórico: EMBRAER divulga primeiras imagens do voo inaugural do KC 390


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Fotos: EMBRAER

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Defesa Tecnologia Vídeo

Vídeo oficial do primeiro voo do KC 390

https://www.youtube.com/watch?v=z9PyzEbU8AI

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AH X- Brasil Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa Sistemas de Armas

AH-X BR: Bell AH-1Z Viper

Bell AH-1Z Viper

Autor: MessiaH
Plano Brasil

Matéria feita em parceria com o Site Warfare

 

Acompanhe a série de matérias clicando em AH-X Brasil

PREFÁCIO

Em meados dos anos 60 no auge da Guerra do Vietnam após uma requisição do US ARMY a Bell Helicopter apresentava um modelo nomeado de 209. Utilizando: motor, transmissão e rotor do famoso Bell UH-1 Iroquois “Huey”, nascia o então Bell AH-1, batizado de COBRA. O helicóptero que revolucionou o conceito de “Cavalaria Aérea”.

Por muitos anos, o AH-1 foi a espinha dorsal das forças armadas americanas e a última palavra em helicóptero de ataque e escolta, até o surgimento do Apache.

Quase 50 anos depois, entrava em operação a variante Z denominada de ZULU ou Viper no USMC onde será utilizado pelo corpo aéreo dos Marines.

Baseado no seu antecessor, o AH-1 “Whiskey” SuperCobra com dois motores, e carregando armas e sensores no Estado da Arte, o AH-1Z, dá sinais claros de que a cobra está mais potente e mais letal, representando a continuidade dessa família que está pronta para responder às demandas modernas para guerra contemporânea.

O Helicóptero

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O AH-1Z Viper é derivado direto do AH-1W SuperCobra. Representando um dos helicópteros mais poderosos e avançado, voando hoje. A ideia de uma nova versão do famoso Cobra, surgiu em paralelo ao desenvolvimento da versão Y do helicóptero UH-1, também produzido pela Bell Helicopter com o programa de modernização H1 lançado em 1996, o resultado foi uma comunalidade entre o AH-1Z e UH-1Y tendo 84% de seus componentes idênticos. Assim como o AH-1W que está sendo reconstruído e redesenhado para o padrão AH-1Z. A confiabilidade tradicional da série Huey agora contribui para o excelente desempenho, dinâmica de state-of-the-art e aviônicos do Programa H1. O primeiro voo ocorreu em 2000. Sendo introduzido no US Marine Corps dez anos depois, em 2010. E tendo produção de grande escala iniciando já em 2012.

Propulsão

Uma das modificações principais no AH-1Z Viper foi a nova propulsão, agora baseada em duas turbinas General Electric T700-GE-401C Turboshaft que entregam uma potência de até 1.940 shp cada uma se necessário (a potência operacional fica em torno de 1622 shp e 1800shp). Vale ressaltar que turbinas da mesma família equipam outras aeronaves de asas rotativas como o UH-1Y Venom, UH-60 BlackHawk, MH-60 SeaHawk e AH-64 Apache.

Esquema de funcionamento da turbina Turboshafts
Esquema de funcionamento de uma turbina Turboshafts
Turbina General Eletric T700 GE 401C
Turbina General Eletric T700 GE 401C

Além da remotorização, foi adicionado um novo rotor com 4 pás ao invés das tradicionais duas que equipavam os Cobras desde sua primeira versão. As pás são feitas de compósitos que reduzem o peso e aumentam a proteção balística, além de contarem com um sistema de dobragem semi-automática para facilitarem o armazenamento a bordo de navios de assalto anfíbio. A configuração de quatro pás fornece melhorias nas características de voo, incluindo o aumento do envelope de voo, velocidade máxima, subida da velocidade vertical, carga útil e redução do nível de vibração do rotor. Modificações que trouxeram melhor desempenho e aumento significativo da segurança em voo. O novo sistema utiliza 75% menos peças do que rotores articulados convencionais, reduzindo significativamente o seu peso

Galeria de imagens (Turbosquid)

Sensores

A versão ZULU do AH-1 teve sua aviônica e sistemas integrados (IAS) desenvolvidos pela Northrop Grumman. O “cérebro” do Viper consiste em dois computadores de missão e um sistema automático de controle de voo, garantindo mais confiabilidade as operações. Cada estação da tripulação possui duas telas multifunções de LCD 8 × 6 polegadas e um display de 4.2 × 4.2 polegadas.

Computador de Missão desenvolvido pela Northrop Grumman

Os monitores são fornecidos pela L-3 Ruggedised Command and Control Solutions. Enquanto que a Smiths Aerospace fornece o sistema de controle de estoque de armamentos e de transferência de dados.

Além da suíte de navegação que conta com mapas digitais dinâmico, um moderno sistema de navegação inercial e sensores que auxiliam a tripulação quando em voo pairado garantido a máxima letalidade sem a necessidade de se expor ao fogo inimigo.

Tanto piloto quanto artilheiro do AH-1Z estão equipados com capacetes HMS/D (Helmet Mounted Sight and Display) no qual todas as informações referentes a velocidade, potência, altitude e principalmente informações sobre o alvo são providas na viseira da tripulação. O modelo “Top-Owl” da Thales foi o escolhido para equipar as tripulações do Viper que incorpora conceitos alternativos de visão noturna com base na tecnologia existente promovendo uma integração com a tecnologia já comprovada, ou seja, um aperfeiçoamento do “Top-Owl”.

HMS/D "TopOwl"
HMS/D “TopOwl”
Capacete Thales "TopOwl"
Capacete Thales “TopOwl”

 

A projeção na viseira fornece imagens em infravermelho, o que garante a operação em quaisquer condições climáticas, seja dia ou noite.

O sistema de mira do Viper foi desenvolvido pela Lockheed Martin, conhecido por Hawkeye XR ou TSS – Target Sight System, o sistema incorpora um sistema de controle de fogo (AN/AAQ-30) múltiplos sensores eletro-ópticos e infravermelhos(EO/IR), um sensor FLIR de 3º geração que opera nas bandas de 3-5 microns, um sensor CCD TV em cores com uma resolução de 640×512 e um designador laser. O TSS oferece a capacidade de identificar e designar alvos na faixa máxima das armas, melhorando significativamente a plataforma nos quesitos de sobrevivência e letalidade, principalmente se comparado ao antigo NTS operado nos AH-1W.

Torreta do TSS
Torreta do Hawkeye XR ou TSS
Comparativo entre as imagens do TSS e o antecessor NTS

 

O AH-1Z Viper pode operar ainda com um radar Longbow instalado na ponta de um de seus cabides de armamentos (asa). Este radar poderá detectar, classificar e priorizar múltiplos alvos fixos e moveis, sendo que o alcance para alvos moveis é de 8 km e para alvos estáticos é de 4 km.

Radar Longbow instalado em um AH-1Z.
Radar Longbow instalado em um AH-1Z.

Para fins de supressão de ruído e calor, os escapes das turbinas são cobertos com defletores de calor (HIRSS) Hover Infrared Suppression System, uma carenagem que direciona o fluxo para longe da estrutura da aeronave e refrigerar o mesmo.

Além disso, o helicóptero é equipado com o dispensador chaff/flare AN/ALE-47 “Smart” fabricado pela BAE Systems Defesa Integrated Solutions e Lockheed Martin Tactical Defense Systems, dispositivos de alerta de mísseis AAR-47 Missile Warning Device e um sistema AVR-2A Laser Warning Receive APR-39A(v) 2 Radar Warning Receiver que alerta a tripulação em caso de estarem sob mira, seja de um míssil guiado por radar ou a laser.

Vídeo

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Armamento e Carga

O AH-1Z pode ser armado em seus 6 pontos fixos nas asas: mísseis ar-terra Hellfire, mísseis ar-ar AIM-9 Sidewinder, pods de foguetes Hydra de 70 milímetros (7 e 19 tiros) e a versão APKWS guiada, além do armamento fixo na torreta abaixo do nariz um canhão M197 Gatling com 3 canos e capacidade para até 750 munições.

 

Canhão M197 do tipo Gatling.
Canhão M197 do tipo Gatling.
AH-1Z-pic
Gama de armamentos empregados pelo AH-1Z

 

Ou levar ainda tanques externos auxiliares de combustível de 291 e 378 litros. Bombas de manejo Mk-76, BDU-33D, Mk-106 e bombas incendiárias Mk-77.

AH-1Z dispara mísseis AGM-114 Hellfire durante testes
AH-1Z dispara mísseis AGM-114 Hellfire durante testes

Cockpit e Segurança

O cockpit do AH-1Z foi projetado de acordo com o conceito HOCAS (Hands on Collective and Stick) que permite ao piloto voar sempre com as mãos nos controles direcionais e de potência. Outra característica peculiar ao Viper é que ambas as posições, tanto operador/artilheiro quanto a do piloto são bastante similares dando total capacidade de pilotagem e combate a qualquer um dos tripulantes, característica que facilita inclusive o treinamento das tripulações.

Cockpit do AH-1Z Viper

Os assentos foram projetados para serem resistentes e atenuarem o choque em caso de queda da aeronave. Os skis de aterrissagem também foram concebidos para absorverem a energia do choque. E todos os tanques de combustíveis possuem auto vedação para impedirem que se incendeiem.

Toda a célula foi construída de modo a resistir a impactos e preservar as estruturas sensíveis um design conhecido como Mass Retection (retenção de massa).

 

Baia da aviônica do AH-1Z Viper

 

Bell Helicopter AH-1Z VIPER

Tripulação 2 homens
Preço US$ 29,89 milhões

Dimensões e peso

Comprimento 17.8 m
Diâmetro do Rotor Principal 14.6 m
Altura 4.37 m
Peso (vazio) 5.5 t
Peso (máximo de decolagem) 8.16 t

Motores e performance

Motores 2 x General Electric T700-GE-401C turboshafts
Potência dos Motores 2 x 1622 ~ 1940 shp
Velocidade Máxima 337 km/h
Velocidade de Cruzeiro (Operacional) 296 km/h
Teto de Serviço Abaixo de 6.1 km
 Raio de Alcance 425 km
Alcance (com tanques auxiliares) 685 / 715 km

Armamento

Canhão 20-mm com 750 cartuchos
Mísseis AGM-114A/B/C  mísseis anti-tank, mísseis AGM-114F anti-navio, míssil ar-ar AIM-9 Sidewinder.
Outros armamentos Pods com foguetes Hydra de 70-mm, bombas de queda livre, tanques auxiliares

Conclusão:

De fato, o AH-1Z Cobra/Viper pode ser considerado o mais revolucionário helicóptero da atualidade, sendo descendente de uma já testada e aprovada família, este formidável helicóptero garantirá por outros muitos anos a vanguarda da aviação de escolta e ataque dos Fuzileiros Americanos (Marines) e demais nações que venham a adquiri-lo.

Agregando a experiência adquirida nos últimos conflitos ao que há de mais moderno hoje em tecnologia o Cobra/Viper foi desenvolvido sob medida para o USMC e poderá enfrentar qualquer ameaça além das convencionais para o qual foi projetado. A capacidade de operar mísseis ar- ar AIM-9X Sidewinder deixará o campo de batalha muito mais hostil para aeronaves inimigas. Porém sua principal característica ainda será a de aeronave de contra insurgência, atuando em apoio direto as tropas.

No cenário brasileiro, o AH-1Z Viper seria excelente um vetor se operado pela Aviação do Exército ou por um corpo aéreo dos Fuzileiros Navais brasileiros que estrategicamente seria criado, visto que a Estratégia Nacional de Defesa prevê como força expedicionária o Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha.

Atuando em parceria com os EC-725 Caracal e Blackhawk’s brasileiros nas missões de C-SAR, escolta e ataque os Cobras seriam ferramentas importantes nas ações estratégicas brasileiras, principalmente no teatro Amazônico que hoje carece de meios operativos de transporte e vigilância.

Por fim, percebe-se que muito de suas linhas originais foi preservada nesta variante Z, porém como já citado, com novo coração, novo cérebro e novos olhos essa Cobra demonstra que está mais venenosa e mais letal do que nunca e pronta para a qualquer momento dar seu bote fatal.

Corte esquemático do Bell AH-1Z Viper
Corte esquemático do Bell AH-1Z Viper

Conheça mais sobre os sistemas do AH-1Z Viper.

Link 1 : Lockheed Martin TSS

Link 2: Geaviation

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KC 390 realizou o seu primeiro voo

KC390
E.M.Pinto

 

Clique para ver o vídeo do voo

Segundo o portal de notícias DefesaNet, nesta manhã de  03 de fevereiro de 2015, o protótipo da aeronave KC-390, um projeto desenvolvido pela empresa Brasileira do ramo aeroespacial EMBRAER, realizou em Gavião Peixoto, interior do estado de São Paulo o seu primeiro voo. Alegadamente a aeronave voou por cerca de 50 minutos, tempo necessário para a avaliação de padrões de estabilidade e subsistemas.

O voo é um marco na aviação nacional uma vez que o KC-390 é a  maior aeronave já projetada pela indústria aeroespacial brasileira. O KC 390  foi apresentado ao público em 21 de outubro de 2014…

… e efetuou o teste de rolagem em 05 de Dezembro do mesmo ano.

https://www.youtube.com/watch?v=tXAjOH-1Myo

Após passar por um processo de revisão dos subsistemas, alegadamente relacionados a sua motorização o KC 390 alçou voo esta manhã segundo a agência de notícias.