Desde 11 de Setembro de 2001

Foto: NYC & Company / Marley Branco

Fonte na base de onde estava uma das torres gêmeas antes de ser destruída em 11 de setembro de 2001. Um monumento e um tributo ao passado deste lugar e a todos aqueles  que ali pereceram.

13º ANIVERSÁRIO DO 11/09

Em um primeiro momento, se observarmos a resposta norte-americana ao terrorismo jihadista, e seus planos de segurança desde o 11/09 até agora, poderia parecer que Obama mudou completamente a ideologizada estratégia militarista de seu predecessor. Entretanto, uma olhada mais atenta nos mostrará que, na essência, se mantiveram boa parte dos instrumentos empregados e os mesmos objetivos: evitar que se repita um ataque similar e defender os interesses globais de quem segue se vendo como a nação indispensável. O que felizmente se perdeu no caminho é a carga messiânica que movia Bush, dando lugar para um governante mais pragmático, centrado em preservar a liderança mundial de seu país com um uso mais realista de seus imensos recursos.

Obama, equivocadamente, costuma ser chamado de pacifista, quando não teve nenhuma dúvida em continuar com o legado militarista de Bush (recordemos a insurgência no Iraque), ampliando-o para muitos outros cenários como a Líbia, Somália e Iêmen. Assim, durante seu mandato apostou decididamente pela militarização da CIA, o emprego de drones (aviões não tripulados) para eliminar seus inimigos, o crescente protagonismo das unidades de operações especiais e o apoio de forças locais de parceiros ou aliados mais ou menos apresentáveis. E ainda que esses sejam instrumentos menos visíveis, não são em nenhum caso menos letais que as unidades convencionais que seu antecessor utilizava nos países que representavam alguma ameaça para seus interesses. É, em resumo, outra forma de fazer a guerra, na qual a aversão em utilizar tropas próprias no terreno leva a aproveitar ao máximo as vantagens da tecnologia militar, ao mesmo tempo que fortalece atores locais (com assessoria, instrução e fornecimento de equipamento e armamento) para que assumam a pesada carga do combate terrestre.

A situação chegou nesse ponto após as amargas lições extraídas do Afeganistão e do Iraque, exemplos de decisões equivocadas ao pensar que os soldados norte-americanos seriam recebidos pelas populações locais como heróis libertadores, ao acreditar que a superioridade tecnológica da máquina militar evitaria o desgaste até o limite da própria capacidade em locais que não eram vitais (enquanto a Rússia e a China voltavam-se com força para outros que eram) e ao considerar que a sociedade (e os oponentes políticos) assumiriam sem reclamar as baixas próprias e a desatenção para necessidades internas mais urgentes.

Enquanto isso, como era previsível apesar da eliminação de Osama Bin Laden, o monstro não só segue ali, com a Al Qaeda e suas franquias regionais plenamente operativas, como se diversificou com a ameaça que o Estado Islâmico atualmente representa, os grupos locais inspirados nessas referências em diversos países e até os chamados lobos solitários, que também se sentem parte de uma guerra global urbi et orbi.

Como consequência disso tudo, Obama retornou para suas raízes. Isso significa reformular sua maneira de defender os interesses próprios, entendendo, em primeiro lugar, que os EUA não podem resolver sozinhos todos os problemas de segurança do mundo e que muitos deles não afetam seus interesses vitais. Implica, igualmente, assumir que o terrorismo não pode ser derrotado definitivamente, e muito menos através dos meios militares convencionais. Se na Líbia (2011) foi onde primeiro se aplicou sua ideia do que significa “liderar da retaguarda” – sem utilizar tropas convencionais próprias, mas colaborando com a maior parte do esforço aéreo, a inteligência e até o fornecimento de munição para seus aliados europeus –, agora na Síria/Iraque assistimos sua consolidação.

Em síntese, trata-se de seguir implicado em assuntos globais – não existe nenhuma tentação isolacionista em sua política –, mobilizando parceiros e aliados para compartilhar esforços (somando até 40 companheiros de viagem contra o EI, sem deter-se para solicitá-los o crachá de democrata), colaborando à distância com meios (incluindo material letal) para quem passa a ser bucha de canhão, encarregado de atolar-se em batalhas que, no melhor dos casos, só vão ganhar tempo. Um elemento essencial deste enfoque é voltar a “jogar” com o equilíbrio de poderes, utilizando atores locais na tarefa (por exemplo, o Irã, a Turquia e a Arábia Saudita no caso do EI) que, por estarem muito mais interessados em neutralizar a ameaça jihadista, podem estar mais dispostos a aceitar o apoio norte-americano contra uma causa comum. Em relação a este último fator, a preocupação dos EUA é distribuir seus apoios de maneira que todos os implicados no jogo desejem seguir adiante, procurando que nenhum deles (como aconteceu com Saddam Hussein) chegue ao ponto de adquirir um poder que o tente a criar sua agenda própria contra os interesses de Washington.

Deste modo, é muito improvável que vejamos grandes unidades de combate norte-americanas utilizadas pelo mundo; mas também é improvável que Guantánamo, as violações do direito internacional e o rompimento do Estado de direito em nossas sociedades desapareçam. Enquanto isso, presos em uma visão de curto prazo, continua ficando para amanhã a ativação de mecanismos não militares que ataquem as causas estruturais que alimentam o terrorismo.

Jesús A. Núñez Villaverde: Diretor do Instituto de Estudos sobre Conflitos e Ação Humanitária (IECAH)

Fonte: El País

4 Comentários

  1. por LUCENA
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    Esse atentado que ficou conhecido mundialmente por 11 de setembro; em plena luz do dia, onde todo “mundo” ficou chocado;até parece com outro também o nos EUA, onde mataram em plena luz do dia, cercado de seguranças por todo os lados,o presidente dos EUA,o JFK e que até hoje, se cogita os verdadeiros autores do crime.
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    Encontraram um bode expiatório para a culpa e depois,fizeram guerras, em ambos os casos e nelas,perderam por uns bandos de maltrapilhos;uns da florestas ( vietcongues ) e o outro, os da caverna ( Talibãs ) … 🙂
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    Tais atentados, segundo as más línguas, também tem circunstâncias que se assemelham; a CIA em coluio com o crime organizado, que no caso a do JFK, era a máfia pois, existia uma promiscuidade entre a casa branca e os mafiosos e a do 11 de setembro, os criminosos são outros, os sionistas pois, estes é o que dão às cartas na política externa e interna dos EUA, como se pode vê,lá está TUDO DOMINADO !!!! …. 😉
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    Isso é no que dá,quando se mistura com o quê não presta, dá nisso … rsrsrsr

    • Eles quem Giancarlos? O 11 de Setembro foi um golpe de Estado. O documento produzido pelo governo ianque explicando o ocorrido e a maior mentira de todos os tempos. Completamente falsificacao. Um ou outro senador ou deputado que na epoca questionou esse documento foram silenciados. Gente ja foi assassinada por ter tentado produzir evidencia que mostra o conteudo inteiramente falso desse documentos. O presidentge Bush e a Secretaria de Estado Condelezza Rice mentiram descaradamente quando disseram que ninguem na administracao e nas forcas armadas ianques poderiam ter imaginados que terroristas poderiam ter usados avioes passageiros tipo Boeing 757 contra predios. No mesmo dia 11 de Seteembro,as forcas armadas dos EUA sob o coordenacao do vice presidente Dick Cherney, estavam realizando manobras militares, para testarem as suas capacidade de reacao, caso Forca aerea de paises estrangeiros, ou terroristas atacasse Nova York, e usasse avioes para atacar predios. MICHAEL RUPPERT, um ex policial de Los Angeles, que teve que deixar a policia porque descobriu que a CIA estava traficando cocaina para os EUA, escreveu o livro CROSSING THE RUBICON, http://www.fromthewildeness.com e um dos melhores livros sobre o assunto. WEBSTER TARPLEY, que pertencia ao grupo de La Rouche, um aliado do Dourtor Eneas, tambem escreveu outro livro muito beom sobre o assunto, chamado 9/11 SYNTHETC TERRORISM, que foi traduzido em espanhol sob o titulo FALSO TERRORISM. wEBSTER tambem deu classes sobre o assunto que estao no YouTube, uma de 10 minutos intitulada BUSH: A PUPPET IN A MILITARY COUP D’ETAT, mostra a reacao de Bush numa escola quando lhe disseram do acidente.WEBSTER diz que Bush Jr, foi enviado para aquela escola a fim de marginaliza-los dos acontecimentos. http://www.youtube.com, produz varios documentarios demonstrando a falsidade e contradicoes do documento produzido pelo Governo Federal sobre o 11/Setembro. Por exemplo ZERO: AN INVESTIGATION INTO 9/11, AN AMERICA COUP, 9/11 THE BIGGESTLIE EVER, .O YouTube tambem produz varias entrevistas com o MAJOR GENERAL ALBERT STUBBLEBINE, que comandou o Servico de Inteligencia do Exercito dos EUA. Ver, HIGH RANKING US MAJOR GENERAL EXPOSES 9/11 OFFICIAL VERSION UNTRUE. Esse General teve que se refugir-se dos EUA e hoje existe uma campanha na internet tentando por em duvida sua sanidade mental.O 11 de Setembro 2001 foi um GOLPE DE ESTADO que completou o processo de fascitizacao dos EUA. Tentaram em 1963, quando mataram Kennedy, tentaram em 1980s quando o Bush pai tentou matar o presisdente Reagan, mas conseguiram em 2001. Foi um golpe de estado realizado pelos neoconservadores sob o comando do Vice Peresidente, Cherney, a servico das 3 familias que controlam os EUA, O Mafia Bush/Clinton, ( traficantes denarcoticos) Os Rockfellers (petroleo) e os Financistas de Wall Street, em particular o Banco Morgan e o Goldman Sach que estavam falsificando Titulos de Tesouros d- governo. Eles estavam comerciando um numero de titulos varias vezes acima do numero de titulos emitidos pelo FED. O Pentagono foi atingido por missel, ou drone, porque naquela area penetrada, havia o escritorio de um departamento da Marinha que estavam investigando o desaparecimento de 3 trilhoes de dolares do orcamento do Ministerio da Defesa. Havia 50 oficiais da Marinha trabalhando nesse inquerito, 49 dos quais morreram nesse dia. Outro motivo do golpe foi criar condicoes para a implementacao do Projeto para nova America do seculo XXI, PROJECT FOR TRHE NEW AMERICA CENTURY, cujo documento REBUIDING AMERICA DEFENSE, diz textualmente que tal programa, sendo revolucionario, nao seria popular, a nao ser que uma catastrofe tipo PEARL HARBOR OCORRESSE.E finalmente mais de 2000 engenheiros e arquitetos dos EUA estao exigindo um novo inquerito sobre a queda desses predios. Existem evidencia do uso de microbombas nucleares para demolicao controlada desses predios.Essas microbombas, de 2 kilotones produziria fraca radioatividade que desaparece depois de 3 dias. Ler MICHAEL THOMAS: 9/11 HUHE BREAKTRHOUGH no http://www.storyleak.com. Agora estao circulando na internet http://www.x22report.com boatos sobre a possibilidadse de uma

      • ….boatos sobre a possibilidade de uma NOVA OPERACAO BANDEIRA FALSA desta vez usando avioes a jato de passageiro da Libia que desapareceram quando Kadafi foi deposto e acusar ASSAD ou PUTIN,

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