Defesa & Geopolítica

MBT Brasil: KMW Leopard 2 A7+

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KRAUSS-MAFFEI WEGMANN: LEOPARD 2-A7 

Leopard2A7+KMW

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Autor: Edilson Moura Pinto

 

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PREFÁCIO

 

Herdeiro de uma bem-sucedida e consagrada família de carros de combate, o Leopard 2A7+ é a mais nova arma projetada pela Krauss-Maffei Wegmann, KMW,  para  ser a próxima geração de carros de combate do Exército Alemão e provavelmente dos usuários da série 2A6.

O veículo  foi testado e aprovado pelo Bundeswehr  que pretende atualizar pelo menos parte de sua frota de 225 veículos Leopard 2A6 e 125 Leopard 2A5 para este novo padrão. Pode-se dizer que a nova arma é o que de mais moderno e atualizado a KMW tem para oferecer a uma nação que almeje operar carros de combate desta linha.

Por esta razão o Plano Brasil, em estreita colaboração com a Trilogia Campo de Batalha apresentará as principais características deste veículo de combate, suas inovações e tecnologias, de modo que o leitor possa por si só avaliar o que de mais importante e moderno há nesta máquina de guerra projetada para diferentes teatros de operação.

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A GÊNESE DO LEOPARD 2- A7+

Oriundo das atualizações constantes sofridas ao longo dos anos nas famílias Leopard 1A e 2A a nova série 2A7 traz consigo o histórico de evoluções e atualizações aprendidas ao longo dos anos de operação das versões que o antecederam. Sua história começa ainda nos anos 70 com o primeiro veículo da série.

Leopard 2 A”0”

Leopard de base 2, às vezes informalmente chamado de “A0” este afixo é usado para diferenciá-lo de versões subsequentes. Os veículos foram fabricados entre outubro de 1979 até março de 1982, pela fabricante Krauss Maffei e MAK.

O veículo era equipado com um canhão WNA-H22, um computador de controle de fogo, um telêmetro laser, um sensor de vento, um telescópio de uso geral EMES 15, um periscópio panorâmico PERI R17, e um sistema de visada na torre FERO Z18, um sistema controlado por computador definida DP 1-8, porém ao invés de um sistema de visão termal o A”0” era equipado com amplificador de luz PZB.

Leopard 2-A1

Após pequenas modificações como a instalação do sistema de visão térmica para o artilheiro a Krauss-Maffei lançava em Março de 1982 a nova série Leopard 2A1 cuja produção seguiu-se até Novembro de 1983. As modificações mais notáveis desta versão ​​foram a dos racks de munição que passaram a padronizar-se em relação aso utilizados no MBT americano M1 Abrams, esta variante teve também redesenhados os filtros de combustível, o que reduziu o tempo de reabastecimento. Outras pequenas modificações foram introduzidas nos veículos produzidos em 1984 que acabaram sendo adotados na série subsequente a 2A2.

Leopard 2A2

Esta designação foi dada aos veículos adaptadas do primeiro lote da série Leopard 2 e consistia numa modernização  que gradualmente substituiu os sistemas  PZB originais, por visores térmicos modelo EMES 15. Além disso, a atualização incluiu o encaixe de aberturas de enchimento e cápsulas para os tanques de combustível para a seção frontal do casco para permitir o reabastecimento em separado, bem como, a adição de uma placa defletora para o periscópio e uma grande placa de cobertura para proteger o sistema de proteção NBQ.

O carro recebeu novos cabos de reboque de cinco metros com uma posição diferente. O programa teve início em 1984 e termino em 1987.

Leopard 2A3

Entre dezembro de 1984 e dezembro de 1985 a série 2A3 recebia como principal modificação a instalação de um novo sistema de comunicação de rádios digitais, conhecido como SEM80/90, esta versão diferia muito pouco da anterior e possuía modificações no sistema de recarga e escotilhas.

Leopard 2A4

Fabricada entre 1985 e 1992, esta é sem dúvida a versão que galgou o maior número de encomendas e exportações e também a primeira da séria incorporar significativas modificações. A s modificações incluía um carregador automático e sistema autônomo de controle de incêndio, um sistema totalmente digital de controle de fogo que permitia a operação de novos modelos de munição. Houve também melhorias na arma principal e reforço da blindagem com adição de armadura em titânio / tungstênio.

Ao longo dos anos as versões adquiridas pelos países compradores receberam melhoramentos e personificações, há inclusive inúmeros kit que podem ser adotados pelos clientes e que modernizam as versões mais antigas para um padrão mais atualizado, esta modificações  variavam de cliente para cliente, por esta razão,  não serão aqui citadas em função do foco da matéria.

Leopard 2A5

 A série 2A5 introduziu a proteção em forma de cunha na armadura frontal  da torre, esta medida melhorava a proteção balística frente as novas armas de carga oca afetando a energia cinética das munições penetradoras, o Leo 2A5 recebeu melhorias na composição armadura principal e o interior do carro recebeu revestimentos que minimizam a ação das ogivas fragmentadoras. As saias laterais foram substituídas por modelos mais resistentes.

O sistema de visão do comandante foi transferido para uma nova posição atrás da escotilha, este sistema recebeu um canal térmico independente. A visão do artilheiro foi transferida para o topo da torre. Uma nova escotilha de correr foi instalada e a torreta recebeu controles totalmente elétricos, aumentando a confiabilidade e segurança da tripulação, reduzindo a massa do equipamento.

O sistema de travagem foi melhorado e uma nova arma foi adicionada com tubo de alma lisa  baseado no canhão L44 que permite disparos de munições mais potentes, como a DM-53 APFSDS. O A5 entrou em serviço nos batalhões alemães em meados de 1998.

Variantes suecas e dinamarquesas introduziram significativas modificações no que se refere a proteção contra IED entre outras armas, certamente estas modificações impactara nas variantes futuras do carro. Leopard 2A6

 Esta versão possui a introdução do canhão de série baseado no L55, porém a própria versão 2A6 possui variações como a série 2A6M que recebeu uma maior proteção nos chassis contra minas e melhorias internas visando melhorar a capacidade de sobrevivência da tripulação. O veículo possui acionamento elétrico da torre, há versões com variações nos sistemas de ar condicionado e comunicações, equipados com metralhadoras MG3 ou FN MAG e sistemas de camuflagem suecos SAAB Barracuda.

Leopard 2PSO

Esta nova variante do Leopard 2 foi desenvolvida tendo em vista as  Operações de Apoio à Paz, por isso recebem o acrônimo PSO (Peace Support Operation). A versão foi projetada especialmente para a guerra urbana e é equipada com proteções mais eficazes que os seus antecessores. Recebeu nova estação de armas secundárias, melhoria na capacidade de reconhecimento, uma lâmina do tipo Bulldozer, e um cano de arma mais curto de modo a melhorar a capacidade de manobra em ambientes urbanos em detrimento do alcance do fogo.

O veículo recebeu também sistemas de armas não-letais, e capacidade de vigilância a curta distância com a incorporação de sistemas de câmera, um holofote e outras alterações para melhorar a sua autonomia e mobilidade em ambiente restrito de espaço, estas modificações são tidas como não muito diferente do Kit Tanque Urban Survival fornecido ao carro americano  M1A2 Abrams.

Leopard 2A7 +

Em 14 julho de 2010 a  Krauss-Maffei Wegmann GmbH & Co. KG apresentou a nova geração de veículos da família Leopard 2 a Leopard 2 A7 + , que incorpora novos conceitos de modularidade, sobrevivência e através de uma atualização com os principais avanços alcançados especialmente nas séries 2A5-A6 e PSO, maximiza a eficácia do Leopard 2, quer para operações em terreno urbano quer para as operações de alta intensidade. Projetado para operar tanto em conflitos de baixa intensidade como em de alta intensidade, o veículo recebeu um kit de  proteção e armadura modular.

A seção frontal foi melhorada com um kit na torre e no casco além de proteção a 360 ° contra RPG. Os chassis receberam proteção anti-minas e IED que aumentam a capacidade de sobrevivência em operações urbanas. O veículo pode disparar Munições programáveis ​​HE e possui uma torre comandada remotamente do modelo FLW 200. A mobilidade e a resistência em operação foram aumentadas bem como a capacidade de consciência situacional através de novos sensores e interfaces homem-máquina.

 

Muitas  imagens disponibilizadas na rede mundial apresentam  um  veículo com camuflagem digital como sendo o modelo Leopard 2A7, mas de fato trata-se da variante que o antecedeu, a Leopard PSO.

 Leopard 2 A7 (14)

Surge então o Leopard 2A7 +

O novo MBT é inovador em muitos quesitos comparavelmente aos seus adversários e até mesmo aos membros mais antigos da sua família, segue um novo conceito de modularidade que proporciona a integração de sensores e armas que o habilitam tanto ao combate urbano quanto a os conflitos de alta intensidade em campo aberto.

O Leopard 2A7+ possui uma significativa proteção às IED e um conceito de proteção modular que permite a adoção de uma armadura passiva adicional sobre o arco frontal do veículo, o veículo possui proteção lateral ao longo do casco e da torre, além disso, o conceito permite a integração de blindagem do veículo de um kit de operações urbanas, que também oferece uma proteção de 360 ​​graus contra as RPG.

Tendo em conta as ameaças assimétricas, o veículo inova em soluções que permitem que forças blindadas possam cumprir os seus objetivos de forma eficaz e segura. Um fato curioso é que o kit de atualização está disponível para todas as versões dos veículos Leopard 2, qualquer veículo da série pode receber estas modificações a partir da de um processo de modernização .

Vídeo

Armas e sistemas

Leopard 2 A7 (7)

O Leopard 2A7 + está armado com um canhão de 120 mm alma lisa, modelo L 55. A arma possui 42 recargas, que foi desenvolvido pela Rheinmetall GmbH de Ratingen, Alemanha. O canhão foi desenvolvido para substituir o L 44  também de 120 mm mais curto o qual é utilizado nos veículos da família Leopard 2 os quais , variantes do 2A6 já são equipadas com este canhão. O L 44 tem um comprimento de 530 cm e pesa 1.190 kg, a arma possui uma massa de  3.780 kg. O compartimento da arma possui uma porta operada eletricamente.

KMW: FLW 200 com lançadores de granadas

KMW: FLW 200 com lançadores de granadas

A extensão do comprimento do cano em 130 cm resulta em uma maior energia disponível que é convertida em mais velocidade para o projétil que pode atingir até cerca de 1.750 m / s . Além disso, a arma possui a capacidade de  disparar armas programáveis que permitem o ataque de tropas escondidas por trás de estruturas como prédios, muros e bunkers. O Leopard 2A7 + também está armado com uma estação de armas controlada remotamente modelo  KMW -RCWS, FLW 200, operável sob proteção do interior do veículo. A torre pode ser equipada com uma arma calibre 50 e/ou com lançador de granadas de 76 mm.

Sistema FLW 200

Sistema FLW 200

O seu poder de combate tremendo é devido em grande medida à sua Rheinmetall L 55 armamento principal, que dá o Leopard 2 poder de fogo superior,

O poder de combate do Leopard A2 foi aumentado com a incorporação da arma  Rheinmetall L 55

Por comparação, o cano do L 55 possui comprimento de 660 cm, e possui uma massa de  1.374 kg. A peça inteira possui uma massa de 4.160 kg. A torre permite ao cano permite elevações entre -9 e 20 °.

Em geral as munições são de tungstênio de 55 calibres capazes de penetrar até 720 mm de aço laminado, cada munição possui uma massa total de 21,4 kg, com o projétil possuindo 8,35 kg. Dependendo da munição o L 55 pode atingir alvos a 6000 m com uma distância efetiva de 4500 m, 1500m a mais que o seu antecessor L 44. A taxa de fogo é estimada em 6-12 / min.

A arma principal é totalmente estabilizada e pode disparar uma variedade de tipos de munições, como por exemplo, a munição anti-carro alemã DM33 APFSDS-T capaz de penetrar até 560 mm de armadura de aço em uma faixa de 2.000 m.

Munição 120 mm HE DM 11

Munição 120 mm HE DM 11

Outra arma munição utilizada é a DM12 cuja versatilidade permite seu emprego multiuso como munição direta ou de emprego anti-carro MPAT. Se a área de armazenamento das munições for atingido, um painel de purga rompe-se no teto direcionando a energia da explosão para cima e para longe do compartimento da tripulação.

LAHAT

Míssil guiado anti-carro Lahat

Uma nova munição a APFSDS-T foi introduzido para aproveitar o cano mais longo, a DM-53, é capaz de penetrar até 810 mm de armadura RHAE a um intervalo de distância de 2.000 m.  A Rheinmetall desenvolveu uma atualização para o Leopard 2 que lhes provê a capacidade de disparar o míssil guiado anti-carro Lahat  que pode ser disparado através da arma principal, o míssil pode atingir alvos à um perímetro de  6.000 m.

Munição 120mm PELE

Munição 120mm PELE

Algumas fontes como Dutch Defense citam a utilização da arma L-60 que possui um sistema de carregamento automático avançado, o que torna o Leopard 2A7+  um dos veículos de cadência de disparos mais rápidos do mundo. O  mais interessante sobre o L 60 no entanto, é a possibilidade de uso de armas ECT, ou Eletrotérmica-química.

Munição 120mm KE DM63 / DM53 A1

Munição 120mm KE DM63 / DM53 A1

Esta arma utiliza um cartucho de plasma para acender e controlar propulsor da munição, usando a energia elétrica como um catalisador para iniciar o processo. A ETC aumenta o desempenho em reação aos propulsores sólidos convencionais, reduz o efeito da temperatura sobre a expansão do propulsor e permite maior energia cinética ao projétil.

 O sistema de controle de fogo padrão de todos os Leopard 2 é o EMES 15 com um duplo sistema de magnificação primária,  estabilizado e de visão ampliada. A visão primária tem um sistema integrado de neodímio ítrio alumínio Garnet, Nd: YAG.

O Telêmetro laser é de estado sólido e um telureto 120 de elemento cádmio mercúrio, CdHgTe, também conhecido como CMT. O visor térmico da Zeiss que se ligam a um computador de controle de fogo do carro.

EMES-15

EMES-15

 Um telescópio auxiliar FERO-Z18 8x serve de backup é montado coaxialmente para o artilheiro.

O comandante tem um periscópio independente, o Rheinmetall / Zeiss PERI-R 17 A2, com sistema de visão panorâmica estabilizada e projetada para operações dia / noite.  O sistema permite executar observação e identificação do alvo e fornece uma visão 360 °.

 O conjunto de opto eltrônica é fornecido pelo sistema de visão SEOSS,  composto por um sistema de visão diurna, um sistema de visão térmica e laser finder, bem como o seu próprio sistema de controle de fogo. Ele é utilizado para controlar a estação de arma montada atrás da escotilha do carregador. Como a estação arma também é equipado com sistemas  de visão, pode-se supor que carregador também seja equipado com um painel de controle.

Leopard 2 A7 (17)

A  tripulação do carro usufrui de sistemas de visão noturna e diurna de última geração, o comandante do carro e o artilheiro  fazem uso de câmeras de imagem térmicas de terceira geração ATTICA ™ da empresa alemã Zeiss. esta câmera permite a  detecção por modo térmico de um veículo a uma distância de 25 km, propiciando o reconhecimento integral do modelo a distâncias de 20 km.  Para identificação de tropas a ATTICA permite identificar um soldado oculto na vegetação a distâncias de 20 km e seu reconhece a distância de 10 km.

O condutor tem a sua disposição duas câmeras, uma na parte traseira do casco e outra na frente. Ambas são equipadas com sistema de visão a qualquer tempo. A câmara frontal é montada em um novo compartimento na parte superior da parte dianteira do casco. A câmera traseira  é colocada em uma caixa estendida para manter a visão noturna.

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Periscópio PERI-R17 A2

A imagem térmica do periscópio do comandante é exibida em um monitorar dentro do carro. A suíte de controle de fogo é capaz de fornecer até três valores em intervalo de quatro segundos. O intervalo de dados é transmitido para o computador de controlo de fogo e é utilizado para calcular a solução de disparo.

O telêmetro a laser é integrado ao sistema de visão principal do artilheiro o que lhe permite ler diretamente. O alcance máximo do telêmetro a laser é de menos de 10.000 m com uma precisão de medição dentro de 20 m. O sistema combinado permite que o Leopard 2 possa atingir alvos em movimento em um alcance de até 5.000 m, enquanto este se move até mesmo por terrenos acidentados

 Blindagem e proteção

A família Leopard, recebeu continuamente atualizações e inúmeros melhoramentos foram incorporados ao longo dos anos às versões subsequentes. A versão Leopard 2 A7+ recebeu melhoramentos importantes que visam aumentar a proteção da tripulação, preparando o veículo para os novos teatros de operações que se impõe às forças da OTAN principalmente para a guerra assimétrica e urbana.

A versão A7 é 23 cm mais largo e possui 5 toneladas a mais que a versão A6, em razão do acréscimo de proteção lateral nas saias do veículo, o carro possui uma massa total de 67,5 toneladas. Isto porque o carro é equipado com blindagem extra contra RPG 360º e IED. Além disso o veículo possui um sistema de comunicação com o exterior que permite ao veículo coordenar e se comunicar com tropas desembarcadas. O veículo  é equipado com dispositivos de imagem infravermelha à frente e à ré, além de dispositivos optrônicos para vigilância à longa distância.

Leopard 2 A7 (10)

A mobilidade, sustentabilidade e consciência situacional também foram melhorados. Outra alteração importante no casco frontal do Leo A7 em relação aos seus anteriores é a capacidade de montar o equipamento externo em pontos de montagem para  dispositivos de remoção de minas ou lâminas Bulldozer.

As montagens também incluem plugues elétricos para variados fins, ao lado direito da parte traseira do casco, foi adicionada uma unidade auxiliar de potência. O Veículo consome exige mais potência elétrica em função do acréscimo de novos instrumentos digitais e elétricos, além disso, o A7 oferece terminais para as tropas em apoio as unidades blindadas.

Leopard 2 A7 (18)

O Leopard 2A7 é  equipado com um novo sistema de ar condicionado em padrão QBN para a tripulação e  também pode ser equipado com o guarda-chuva de proteção solar e sistema de camuflagem SAAB Barracuda que reduz o calor transmitido ao veículo, bem como minimiza a sua assinatura térmica.

 Propulsão

 Até a escrita deste artigo, não tínhamos a disposição as reais configurações da motorização do veículo segundo algumas fontes utiliza-se de um sistema híbrido de motor elétrico de segunda geração. Poucas informações são encontradas na mídia a respeito do sistema de motores do veículo, por esta razão este tópico fica em aberto para conclusões assim que novas informações forem obtidas.

Esquema do motor MTU MB 873

Esquema do motor MTU MB 873

Ao que se sabe, o veículo 2A7 deve compartilhar a mesma motorização das séries anteriores que são impulsionados por um  motor diesel MTU MB 873, que fornece 1.500 cv ou 1.103  kw de potência. O MTU MB 873 é um motor diesel de quatro tempos, 47,6 litros e multi-combustível,o motor é turbo de 12 cilindros e possui um escape com refrigeração líquida, que tem uma taxa de consumo de combustível estimada em cerca de 300 l / 100 km em estradas e 500 l / 100 km em campo despreparado.

 Sabe-se que uma versão melhorada do EuroPowerPack , com 1.650 cv e 1.214 kW do motor MTU MT883 também foi testado pelo Leopard 2, até a escrita deste artigo, não tivemos informações se esta versão do motor pode vir a ser usada na versão 2A7+.

O sistema de frenagem do veículo acoplado é do tipo  Renk HSWL 354, a transmissão tem 4 marchas para a frente, duas marchas a ré com um conversor de torque  totalmente automático. O motor e a transmissão são separados do compartimento da tripulação através de um anteparo à prova de fogo.

MTU MB 883

MTU MB 883

O Leopard 2 possui quatro tanques de combustível, que têm uma capacidade total de cerca de 1.200 litros, o que lhe permite uma alcance na estrada de cerca de 500 km, algumas literaturas apontam para 450 km na variante 2 A7, provavelmente devido ao aumento da massa do veículo. Segundo algumas fontes o Leopard 2A 7 pode atingir cerca de 72km/h em estradas pavimentadas. o exército alemão priorizou a mobilidade em seu Leopard 2, que é considerado o MBT mais rápido que existe.

O  veículo pode trafegar por cursos d´água de 4 m de profundidade, pois para isso, faz uso de um snorkel ou 1,2 metros. Além disso, está equipado com uma unidade de refrigeração de alta performance e uma APU (unidade auxiliar de potência) que lhe permite efetuar sem interrupções, operações de mais de 24 horas. O conceito operacional redesenhado permite que a tripulação possa  utilizar os novos recursos de forma eficiente sema  perda de energia mesmo estando o veículo parado por muitas horas.

Leopard 2 A7 (16)

Ficha Técnica

Comprimento* / m 10,97
Largura** / m 3,77 à 4
Altura com a torre /m 2,64
Massa/ ton 67.5
Potência do motor 1.100 kW  ou 1.500 hp
Velocidade máxima em pista /km/h 72
Alcance /km 450
Armas Canhão L55 de 120 mm alma lisa e torre equipada com  metralhadora / FLW 200, 7,62 mm e  lançador de granadas 40 mm ou metralhadora MG 0.50.

* Arma à 12 h     ** Dependente da proteção das saias

Leopard 2 A7 (6)

 Conclusão

 Em relação as séries anteriores da família Leopard, a 2A7+ engloba segundo o fabricante, melhorias na:

  • Proteção e blindagem completa passiva para a tripulação contra ameaças como bombas, minas e fogo lança rojões
  • Interface para conectar instrumentos, como um arado sistema anti-minas e lâmina bulldozer.
  • Novo sistemas de refrigeração, tanto para a torre quanto para o chassis.
  • O aumento da potência nominal dos geradores de energia adicionais para missões.
  • Melhor interface de comunicação para o exterior do veículo auxiliando as forças desmontados.
  • Visão noturna combinado do condutor com intensificador de imagem térmica / imagem para frente e retrovisor.
  • Optoeletrônica melhorada (dia / noite) para reconhecimento em longas distâncias.
  • Conceito usuário Digitalizado e multifuncional.

O Leopard 2A7 + adicionou melhorias à mobilidade que vão desde o motor, pista, sistema de rodas e equipamentos relacionados. Melhor proteção contra ruídos para a tripulação, melhoras no sistema de mira térmica e munição mais eficaz para os 120 mm. Introdução de munição não letal.  

É um fato que muitos países vão preferir continuar atualizando seus leopards nas versões mais antigas principalmente porque não num horizonte de tempo curto, um novo veículo que possa os substituir, ao invés disto, os kit de conversão dos modelos mais antigos para o padrão 2A7+ parecem ser uma boa alternativa econômica para as nações que operam estes veículos.

A Atualização para o padrão 2A7+ certamente dará uma sobrevida aso Leopard e esta indicação e do próprio exército alemão que ainda espera poder operá-los nos anos vindouros da década 30 deste século.

Informações: 

kmweg

landcombatcb

Globalsecurity

Fprado

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MBT Brasil

35 Comments

  1. leonardo_sp says:

    sem sombras de duvida o melhor tanque de guerra da atualidade.
    espero e muito que o brasil faça parceria com os alemães na escolha do novo MBT Brasil.

  2. BrunoFN says:

    Um sonho pro EB … um versão do LEO 2 A7+ pro Brasil seria algo espetacular … se pensar q um ”Leo 1A5br” pesa algo em torno de 44 toneladas.. e q o A7+ pese algo em torno de 67 toneladas.(”’Isto porque o carro é equipado com blindagem extra contra RPG 360º e IED””.).n seria nada absurdo ele pro Brasil .. n e tanta coisa assim (^^…).. corta-se aki .. ali … mais um pouco la … talvez ate uma troca de ”torre” … ao invés do de 120mm…algo um pouco mais leve ..de 105mm (Padrão EB …) ….e pronto es o nosso futuro MBT .. com cerca de 55 toneladas (chute)… embora eu prefira esse Leo2 .. ”full” .. todo completinho com as suas 70 toneladas … top de linha =) … quem sabe ne .. o tempo dirá

  3. UAU… Poucas vezes eu vi uma matéria completa desse jeito, Parabéns ao Plano Brasil

    Talvez não tenham reforçado o chassis vendo que o 120mm liso foi alongado ao invés de ser raiado pra aumentar a precisão…

    Arma eletro-quimica é nova pra mim…

    “Esta arma utiliza um cartucho de plasma para acender e controlar propulsor da munição, usando a energia elétrica como um catalisador para iniciar o processo.”

    Muito interessante.. o Brasil pode chegar aí lá 2100!!

    MAIS BLINDAGEM E PESO… RPG traumatizou junto com as IED… Realmente até se fabricar um único MBT de nova geração poder-se-ia fabricar dezenas de Ripsaw em linha de montagem.

    E as baterias pra isso tudo ainda aumentam mais o peso… consome exige mais potência elétrica em função do acréscimo de novos instrumentos digitais e elétricos.. vale a pena isso, ir sempre aumentando?

    Pra mover isso tudo serve também maior potencia nos motores… e vemos que tem um Motor hibrido Diesel-elétrico… lembra os U-Boot, normal, estamos falando de Alemanha, mas isso tudo não aumenta demais os custos finais pra se perder unidades com armas de soldados a pé como os novos RPG’s??!

    E pelo visto ficou mais lento… o A6 não chegava a 100km/h ou me engano??

    Não sei até que ponto vale a pena isso, cada vez mais pesado contra armas cada vez mais leves… não seria melhora cada vez mais leves contra armas cada vez mais leves também?

    Por isso digo que o Ripsaw é o novo conceito pro futuro!

    http://francoorp.blogspot.com.br/2011/01/ripsaw-novo-conceito-de-carro-armado.html

    Valeu!!

    • RobertoCR says:

      Olá Franccorp

      De uma olhada no link abaixo. Havia colocado ele em comentário no outro post sobre os MBT. Segue este princípio que você defende, tirnado os exageros de marketing no vídeo.

      Abs

      https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Lgcth8BXOSk

    • RobertoCR,

      Muito legal, realmente o mundo mudou… OUTRO DRONE LEVE E AGIL pra frente de batalha, seja em campos que em perímetro urbano… O Ripsaw tem a vantagem de poder ser operado internamente em caso de ataque com PEM em baixa cota e sem detonação nuclear.

      Pelo visto não seria problema “Aumentar” as dimensões desses…

      E ainda pode ser usado como ambulância e nesse mesmo espaço pra feridos poderia transportar mais munição pra infantaria… até armas anti carro MBT!

      Mísseis “Faz Tudo”, QUE PARECE SER TAMBÉM UM NOVO CONCEITO, anti-carro e antiaéreo manpad adptado… já tínhamos falado neles aqui no PB, no caso do Avibras de 300 km… um míssil pra tudo, naval, antiaéreo, saturação, etc…

      Escorpião… Gostei também!!

      Rodas ou esteiras?? … Conversa antiga essa… ô duvida cruel!

      E pelo visto os russos preferiram as rodas ao lugar das esteiras do Ripsaw americano… duas escolas diferentes, até nas escolas espaciais!!

      Ele escuta os disparos a distancia e reconhece o tipo de arma usada??? E ainda faz triangulação pra encontrar a posição do inimigo que usou a arma?

      Fazer reconhecer o som do motor de um MBT, seu aproximar-se sobre o campo, vibrações no terreno, etc; seria ainda mais fácil teoricamente…

      Realmente, PELO VISTO esse conceito do MBT não terão escapatória em alguns anos, e não falamos de décadas, no máximo uma… E ainda soldados à pé com armas anti-carros cada vez melhores contra blindagens, e esses carrinhos leves feitos pra detonar e correr… não… acabou pros MBT já, só que não sabem!

      Será mesmo que vale a pena essa coisa de MBT ainda??… Melhor queimar fases…

      Nós já não temos nada pra aguentar uma guerra mesmo, investir em parcerias com os dois, Russos e Americanos, assim aprendemos mais sobre esses DRONES novos pro campo.. OU AINDA MELHOR…. fazer sozinhos!!

      Se começar a investir nesse conceito agora, e só com uns poucos MBT pra garantir tudo antes de “Mudar de Fase”, CHEGAREMOS À OPERABILIDADE relativamente no mesmo tempo que os demais países avançados, uns 10-15 anos no máximo… será mesmo negocio pro Brasil investir em MBT contra os riscos da próxima década??

      Não acho… mas eu sou só um entusiasta militar, nada mais!

      Excelente intervenção Roberto…

      Valeu!!

      • RobertoCR says:

        “Ele escuta os disparos a distancia e reconhece o tipo de arma usada??? E ainda faz triangulação pra encontrar a posição do inimigo que usou a arma?”

        O mais interessante é que já possuímos a tecnologia para reconhecimento de sons desenvolvida por aqui mesmo. Só falta o banco de dados específico.

        Sobre a gavetinha de transporte (rsrsrs) creio que muitos outros usos podem ser conferidos ao equipamento como, por exemplo, transporte de munição.

        No mais é saber se esta limitado ao uso em ambiente urbano.

        Abs

    • Pô Francorp, quem fez este carro ai? O Dandolo?

      • Está no Video que o RobertoCR trouxe, eu citei só as características do conceito… ou não mostra isso???

      • falando nele, Lembrei de uma blindagem qeu o Dandolo cogitou no Facebook… aquela sim era potencia…hahah

        Só ele sabe como fazer, mas na pratica era como se fosse uma blindagem com mais de 10 metros de aço se me lembro bem… hahahah

        Não vou duvidar… mas eu gostaria muito de ver uma coisa assim!! kkkkkk

  4. PÉ DE CÃO says:

    acho interessante blindados ,mas hoje em dia como já falei no outro post a respeito do mesmo assunto a caminhada é sim helicópteros de ataque ,
    os blindados até pode comprar alguns desses alemães para a fabrica no sul sair realmente do papel
    mas todavia porem hoje os helicópteros e blindados com misseis é o novo conceito o verdadeiro
    mas vou confiar nos estrelados do EB ,tomara que eles também pensem nos soldados que terão que avançar
    e eu confio mais em uma limpeza feita com helicópteros de ataque !!!!!!
    hoje em dia blindados é para manter posição de uma área já dominada
    faz essa estrelas para a infantaria e põem tecnologia de ataque no EB.
    helicópteros são o que esta ditando as novas guerras isso sim seria um avanço verdadeiro
    eu vejo muito essa palavra indústria de defesa ,os praças querem uma indústria de guerra !!!!
    a melhor defesa é o ataque , e para isso helicópteros para essa função ,
    eu quero ver uma licitação para helicópteros de ataque o futuro para salvar a infantaria

  5. Lucasu says:

    Parabéns Edilson, excelente matéria!

  6. Obrigado senhores, é que estou de férias, aguardem as próximas matérias. vamos apresentar o máximo possível dos veículos e sus sistemas, espero que ao final tenhamos clareza do que seria o ideal para um exército moderno.
    Abs
    Edilson

  7. Rogério says:

    Muito boa a matéria, parabéns ao PB.

  8. 1maluquinho 1maluquinho says:

    excelente o armamento e boa a materia mas para um pais de fronteira seca arreganhada vasta costa e com um defict tremendo em desefas aereas e maritimas e defesa aeroespacial onde o Exercito nem mesmo tem um unico helicoptero especifico de ataque.
    Então porque o Brasileiros sonhas com estas arma que servem apenas para congestionar a fronteira sul sugestionando Argentina,Uruguai,Paraguai e que o sonho de consumo de infantes com misseis portateis.
    O mesmo se da na defesa maritima onde os idiotas vivem sonhando com NAes,porta helicopteros e jamantas flutuantes que não conseguiriam nem chegarem a teatro nenhum pois irão todas a pique no percurso sem a minima condição de sobreviverem a modernos caças e submarinos.
    As vezes eu penso que o quesito defesa no brasil é coisa de otario iludido que faz coleção de replicas montaveis.
    Enquanto todos estes se deleitam com seus sonhos e fantasias o dinheiro publico é roubado ou jogado fora e o pais permanece totalmente desprotegido.

    • PÉ DE CÃO says:

      é maluco foi o que eu escrevi se eles comprarem alguns apenas para a fabrica do sul sair do papel
      mas ao mesmo tempo começarem uma licitação para a compra de helicópteros de ataque
      agora se os praças percebem isso ,porque a ELITe MILITAR NAO SE TOCA
      e alguns acham que existiu um regime militar no brasil ,nunca jamais aconteceu isso era um regime vendido de traidores
      o dia que existir um regime verdadeiramente militar vocês verão o que significa ,porque guerreiro eu sei que tem os verdadeiros ,mas estão silenciados ou as vezes nos rincão do pais enquanto filhinho de papai na situação de comando de aquisições ou pensantes
      e os sites de defesa que hoje são bastante graças a deus tem que perceber que se hoje o caminho é helicopteros misseis e etc o mais correto é pressionar pois no brasil é assim que funciona ficar pagando de simpatia não adianta

  9. MalExGrimmjow says:
  10. Francoorp.: UAU… Poucas vezes eu vi uma matéria completa desse jeito, Parabéns ao Plano Brasil

    Talvez não tenham reforçado o chassis vendo que o 120mm liso foi alongado ao invés de ser raiado pra aumentar a precisão…

    Arma eletro-quimica é nova pra mim…

    “Esta arma utiliza um cartucho de plasma para acender e controlar propulsor da munição, usando a energia elétrica como um catalisador para iniciar o processo.”

    Muito interessante.. o Brasil pode chegar aí lá 2100!!

    MAIS BLINDAGEM E PESO… RPG traumatizou junto com as IED… Realmente até se fabricar um único MBT de nova geração poder-se-ia fabricar dezenas de Ripsaw em linha de montagem.

    E as baterias pra isso tudo ainda aumentam mais o peso… consome exige mais potência elétrica em função do acréscimo de novos instrumentos digitais e elétricos.. vale a pena isso, ir sempre aumentando?

    Pra mover isso tudo serve também maior potencia nos motores… e vemos que tem um Motor hibrido Diesel-elétrico… lembra os U-Boot, normal, estamos falando de Alemanha, mas isso tudo não aumenta demais os custos finais pra se perder unidades com armas de soldados a pé como os novos RPG’s??!

    E pelo visto ficou mais lento… o A6 não chegava a 100km/h ou me engano??

    Não sei até que ponto vale a pena isso, cada vez mais pesado contra armas cada vez mais leves… não seria melhora cada vez mais leves contra armas cada vez mais leves também?

    Por isso digo que o Ripsaw é o novo conceito pro futuro!

    http://francoorp.blogspot.com.br/2011/01/ripsaw-novo-conceito-de-carro-armado.html

    Vale … Falou é disse, +,ainda vai continuar à ser um excelente MBT cairia mt bem no EBe CFN…Sds.

    • Deagol says:

      “mas isso tudo não aumenta demais os custos finais pra se perder unidades com armas de soldados a pé como os novos RPG’s??!”

      Mas você se esquece que a grande maioria dos RPGs, disparados contra tanques modernos, não causa efeito nenhum. Pricipalmente se houver infatanria dando cobertura aos tanques.

  11. _RR_ says:

    Com todo o respeito a potencialidade dessa máquina incrível… Por mim, o Brasil poderia adquiri mais unidades de Leopard 1, modernizava a todos com um canhão mais potente, sistemas eletrônicos no estado da arte, dotava-os de proteção ERA ( ou variantes ) e fim de papo…

    Afinal de contas, o que vai valer mais? Ter 500 Leopard1 modernizados ou, pelo mesmo preço, ter apenas uns 100 ( ou menos ainda… ) desses Leopard 2?

    • Blue Eyes, Na Resistência says:

      To contigo nesse calculo… ainda que esteja babando perante as características fantásticas dessa fenomenal máquina de guerra…

    • MalExGrimmjow says:

      Olá _RR_.

      Tentei fazer o mesmo calculo, mais, ai lembrei das batalhas majestosas de blindados na Guerra do yomkippur em especial nas Colinas de Golan.
      Em termos de proporção quantos leopard 1 modernizados valem pra cada leopard 2a7, talvez saia mais caro.
      Sds. MalExGrimmjow

      • _RR_ says:

        MalExGrimmjow,

        Saudações.

        Depende do que inclui a modernização…

        Só pra efeito de comparação, salvo engano o Brasil pagou 500000 dólares por cada Leopard 1A5, tal como vieram…

        Um Leopard 2A6 custa algo como 3 milhões de dólares, segundo algumas fontes… Imagina quanto não custa esse aí…

        Caro amigo, os carros de combate no Golan não tiveram que enfrentar Spikes, TOWs ou Kornets… Creio que se fosse hoje, a coisa poderia ser bem diferente…

      • MalExGrimmjow says:

        Olá _RR_.

        Já havia aplicação de ATGM’s durante a guerra, o AT-3 Sagger que foi muito utilizado principalmente na frente do canal de Suez pelas tropas egipcias.
        Havia um método de tentar coibir a aplicação do Sagger, segue original para não haver duvidas.
        “Other improvised methods used by the Israelis to defeat the Saggers involved firing in front of the tank to create dust, moving back and forth and firing at the source of Sagger fire”

        Só força a mudanças de táticas de emprego em campo.

        Tudo é uma questão de adaptação blindada. Major general Haim Bar-Lev, Israel Defense Forces.

      • _RR_ says:

        MalExGrimmjow,

        A questão é que os mísseis anti-tanque evoluíram… Hoje, não são mais um “trambolho” como o AT-3…

        Qualquer pessoa munida de um sistema como o kornet, pode ser uma ameaça a um carro de combate…

        Por fim, apenas por fazer um adversário perder tempo criando e aplicando táticas para derrotar uma determinada arma, já pode se conseguir o efeito de inibi-lo de um ataque, caso os métodos se provem custosos ou de difícil aplicação. Em outras palavras, ter a arma já pode significar dissuasão…

        Saudações.

      • MalExGrimmjow says:

        Dissuadir não é ganhar a batalha.
        Bom _RR_, claro que o armamento evoluiu, mas não menosprezar os novos métodos de defesa de um blindado hoje em dia, estamos passando por uma nova faze em vez de adicionar blindagem aumentando o peso do veiculo e afetando sua mobilidade, a propriedade que está sendo implementada constitui de neutralizar as ameaças antes que estas consigam encostar na blindagem.
        Como eu já tinha dito no futuro próximo não haverá lugar para MBT’s sem um bom sistema de APS. Esse sistema é a Joia da coroa para os MBT’s antigos e modernos, não tanto por sua capacidade de destruir ameaças anti-tank mais sim por neutralizar seu operador o tirando das sombras, munições air-burst e misseis anti-aéreos lançados pelo canhão dessa forma à única ameaça ainda não neutralizada seria os famosos IED’s estes dependendo do tamanho podem tirar um blindado do combate.

  12. RobertoCR says:

    Eu sinceramente não sei se um monstrinho desses é útil atualmente. Ou, ao menos, totalmente útil. Principalmente depois de ler o comentários do _RR_ no outro post sobre o assunto. E não estou depreciando o MBT.

    São 62 ton!!! É um monte de metal. Não vou entrar aqui na discussão sobre deslocamento em estradas, mas por mais que o MBT seja coberto de maravilhas da tecnologia, não sei se compensa frente aos atuais mísseis anti-tanque. E o custo (financeiro, logístico, operacional) de transportar algo tão pesado por via aérea? Se não for um Antonov ou Galaxy (ou um navio), não há meios que possam transportá-lo.

    Lembrando, novamente, que o PND/END enfoca em agilidade/rapidez de deslocamento dos recursos disponíveis.

    Aliás, estava conferindo os dados sobre os outros MBT’s da relação e (em vídeo) o Merkava (última versão) foi anunciado como tendo 70 ton! É muita coisa.

    Acho que resgatar o conceito usado no Cascavel pode ser algo bem mais interessante. Mas sem a fraca blindagem e os problemas do motor com areia do deserto. Foram estas característicacas que fizeram a fama do Cascavél no conflito entre Líbia e Egito em 1977.

    Um veículo de alta mobilidade, um canhão versátil, toda a parafernália eletrônica obrigatória atualmente, e que possa, eventualmente, ser operado remotamente. Se instalado sobre lagartas ou rodas pode-se discutir. Ou fazer como os russos que costumam adotar as duas versões para o mesmo sistema.

    Pode-se argumentar que os atuais VCI possuem versões como a que sugeri acima, que a descrição é de um caça-tanques. Mas não é isso que proponho. Acredito que um MBT com pouco menos de 40 ton é perfeitamente possível usando as melhores soluções de engenharia, eletro-eletrônica, de comunicações, blindagem e tripulação máxima de três pessoas. Sem falar no tamanho, pois alguns VCI tem mais de 3,20m de altura! Existem MBT’s mais baixos que isso! Pra onde foi o conceito de “baixa esposição”?

    Eu simpatizei com o Osório porque ele embarcava boa parte das melhores tecnologias da época em uma plataforma de 45 ton. Foi feito para ser um alvo difícil por conta da mobilidade e tecnologia embarcada. E possuía um canhão versátil e poderoso. Talvez possamos repetir o feito, mas em versão atual, nada de ressuscitar o Osório. Questão de ousadia.

    Quanto ao Leopard só posso dizer que é uma maravilha da técnologia.

    Que vai atrair a atenção de todo tipo de armamento para ser eliminado. Periga jogarem até a pia da cozinha nele (rsrsrsrs…).

    Enfim, e ao fim das contas, o MBT ainda é uma arma concebida a mais de 90 anos, com as mesmas características gerais iniciais e que, se levarmos em conta os sistemas disponíveis hoje ao soldado a pé, é um conceito que esta começando a ficar muito vulnerável e ultrapassado.

    • _RR_ says:

      Caro RobertoCR,

      Que ele é útil, não há duvidas… A questão é serão poucos exércitos que terão as condições de bancarem uma extravagância dessas…

      No mais, bom comentário. Um MBT bem construído e equipado de 40/50 toneladas poderia fazer virtualmente o mesmo que um monstro das 60/70 toneladas; ainda mais se levarmos em conta os cenários pelo mundo, nos quais a esmagadora maioria dos exércitos não tem condições de manter funcionando algo superior a um T-72…

      Mesmo que o tanque maior e mais pesado fosse menos vulnerável, o fato é que sempre poderão ser adquiridos mais mísseis que MBTs. E mísseis podem ser repostos mais rapidamente, em maior quantidade, e mais facilmente que tanques…

      Por fim, um tanque menor e menos pesado sempre tenderá a ser mais barato, além de ( teoricamente ) poder ser construído mais rapidamente…

  13. RobertoCR says:

    Ia esquecendo.

    Segue link de reportagem da Al-Jazeera sobre os confrontos de 2006 entre os Merkava do exército israelense e os combatentaes do Hezbolah, com análise de especialistas israelenses, britânicos e e libaneses sobre os motivos do MBT ter sido (pela primeira vez na história do Merkava), sobrepujado em um conflito. O Hezbolah utilizou mísseis russos, provavelmente enviados por irã e Síria.

    http://www.youtube.com/watch?v=t3CuDbbr5tA

  14. BrunoFN says:

    E difícil agradar a ”gregos e troianos” mesmo … .. mais q seja .. falam q o EB n precisa de MBT. … ”’nosso pais e cercado por florestas”’….legal.. é .. … ”’ o Brasil e um pântano gigante .. o solo n aguenta um MBT pesado .”’ .nego n deve ter noção do tamanho do Pais ..nem do ”relevo” brasuca ……. ”MBT so serve pro Sul do País ”’… pois e ne .. mais se esquecem do resto do País .. o sudeste . nordeste e centro oeste principalmente …n precisam ne ??..entre outros exemplos ….e complicado .. o EB pretende sim ter sua ”doutrina”’ sua força principal baseada em veiculos sobre rodas .o Guarani e o n e uma realidade ?? 2044 unidades contratadas … com sua verão 8×8 ainda pra ser apresentada …. copiar o q e hj a ”brigadas strikes” da us army.. legal .. bacana e a ”tendência moderna ”…. agora me digam um pais q tenha abdicado de ter MBTs em suas fileiras ?? EUA ?? Russia …?? .. Alemanha ..??? ( o Leo 2a7 .. e so pra exportação e engana trouxa ne ??…..)….. França ?? … Israel ?? …. ou quem sabe mesmo a Itália ??.algum pais ”serio” tem plano a médio prazo de ”abolir” os MBTs de suas ”fileiras ” ?? .Existem países menores q SP q possuem mais de 1000 tanques .(fora o resto ) … mais ai ninguém lembra ?? ..nego vende ideias .. e ”soluções magicas como se retratasse a realidade …. arma nenhuma e 100% eficiente seja la qual for … no se poder de fogo ( n e aprova de falhas ) .. sua mobilidade .. e ate mesmo sua proteção .. ha sempre o ”porem” … e ate o ”’exemplo”… de q um ”’Golias” foi sobrepujado por um ”Davi” …. um ”’f-117” n foi abatido num dia desse ?? …. o q n significa q essa ”exceção” seja uma ”regra” ..q e 100% de ctz q va acontecer …..um Leo 2 a7 .. n vai ser ”abatido por um TAM da vida …. mais ele pode ser sim abatido por qualquer coisas ‘ voe” .. ”VANTs” … um ST …. um caça qualquer .. ate o ”amx” pode destruir um MTB do tipo … há mais de 1000 formas de se neutralizar um MBT … seja la ele o modelo q for … mais nem por isso .. ele vai deixar de ser”util” … garanto q nessa ”balança” .. a vantagem de ter um MBT .. e ainda mais moderno … vai superar em muita coisa suas ”desvantagens” …..Vejo com muitos bons olhos a aquisição de MBTs do Tipo Leo 2a7+.. pro EB … aki .. ele devera contar com algum Heli de ataque ..(torcendo por um KA-52” da vida )..VANTs (Harpia … falcão .. etc etc etc ) e ate mesmo um ST ….. nada se ”move” em terra sem apoio aéreo …ele ctz n vai ser a peça unica de um doutrina especifica pra ele .. onde so ele atue … mais sim fazer parte de um ”’conjunto” …onde vai ser uma peça importante de dissuasão .. e so lembrar da ”Operação Tempestade no Deserto” ….o principio e sempre o mesmo … .. ja num ambiente urbano .. ate um ”marine” armado ate os dentes pode ser ”morto” por um carinha armado apenas de faca … kkkkkkkkkk .. ha sempre uma… exceção…….. MBTs são uteis sim .. seja agora .. o mesmo no futuro .. seja ele pesado ou médio ..

  15. tassios says:

    otima materina, parabébs ao PB e ao Campo de Batalha.

    o leo2a7 é sem duvida o melhor mbt da atualidade, isso eu não discuto.
    so achei ele Muito grande. concordo com os comentarios dos amigos, muito pesado tbm. nossa. comparado com um lecrec ou um T90ms o leo2a7 parece um tanque pesado e não um mbt — ao menos a primeira vista, com olhos de leigo msm.

    agora… q sonho seria aq no Brasil em?

  16. RobertoCR says:

    Segue link para vídeo em que o autor critica o desempenho do M1 Abrams. Vídeo dividido em 16 partes.
    Não sei se é tudo verdade ou mentira, mas ajuda muito a analisar a importância dos quesitos mobilidade, armamento, blindagem, logística de suporte, etc., associadas a MBT’s de todo o tipo.
    Em alguns momentos da comparação o autor chega a citar o Osório (canhão mais eficiente do que o do M1 e igual ao atual Lecrerc), e os ATGM da Avibras (FOG-M) como capazes de causar sérios danos ao M1. Se é verdade eu não sei, mas que ajuda a pensar sobre o assunto, ajuda.

    http://www.youtube.com/watch?v=ULC0TOiZZzc&list=PLB8D732D4D74C9FCC

  17. Wolfpack says:

    Sinceramente não vejo o EB voltando a projetar e fabricar MBTs. Acredito que continuará a comprar unidades remanecentes de outros Exércitos, como estes 225 veículos Leopard 2A6 e 125 Leopard 2A5 da Bundeswehr. E afinal não restará alternativa ao EB em mudar do calibre de 105mm para o 120mm.

  18. Senhores muito obrigado pelas considerações e colaborações, estou escrevendo agora sobre o IVECO Ariete C1.
    Só queria esclarecer-lhes que a a intenção das matérias não é indicar ou dizer qual seria o melhor veículo para o exército brasileiro, até porque como já dito, acreditamos que a escolha será pelo desenvolvimento de um veículo novo, entretanto, como também acreditamos, o exército deve avaliar todas as tecnologias presentes nestes carros e daí partir para o seu, por esta forma os artigos são informativos, de modo que o leitor possa saber o que há de tecnologias presentes nos veículos mais modernos, oq ue alegadamente devem parâmetros analisados pelo CTEX e Exército.
    Sds
    E.M.Pinto

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