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Conflitos Geopolítica

Filipinas diz estar pronta para resistir a um ataque

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Tensão com China e Vietnã ressurgiu por causa da soberania de dois arquipélagos

As Filipinas estão prontas para “resistir a um ataque”, assegurou nesta quinta-feira em Washington o ministro das Relações Exteriores filipino Albert del Rosario, num momento em que a tensão entre Manila, China e Vietnã no Mar da China Meridional ressurgiu por causa da soberania de dois arquipélagos.

As Filipinas estão prontas “para resistir a um ataque perto de suas fronteiras”, indicou o ministro filipino após uma reunião com a secretária americana de Estado, Hillary Clinton.

A China prometeu na terça-feira aos seus vizinhos que não recorrerá à força no Mar da China Meridional.

A China “não recorrerá à força nem ameaçará utilizá-la”, declarou na terça-feira o porta-voz do ministério das Relações Exteriores chinês, Hong Lei, um dia após manobras com fogo real realizadas pelo exército vietnamita.

O exército vietnamita realizou as manobras a 250 km do pequeno arquipélago das Paracelso, disputado pelos dois países, e a mil quilômetros das ilhas Spratleys, aumentando os temores de alguns especialistas de um enfrentamento marítimo.

Acredita-se que estes dois arquipélagos são ricos em petróleo e ocupam uma posição estratégica nas rotas marítimas que unem a Ásia oriental e o oceano Índico.

Este episódio não fez mais do que aumentar a tensão existente entre o gigante asiático e seus vizinhos Vietnã e Filipinas, com quem disputa a soberania de alguns arquipélagos no Mar da China Meridional.

Além de China e Vietnã, Filipinas, Brunei, Malásia e Taiwan pedem a soberania das ilhas Spratleys.

Fonte: AFP via R7

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Defesa Fotos do Dia Sistemas de Armas

MBDA produz 10.000º conjunto de asas "Diamond Back" para SDB

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A MDBA Missile System, dos Estados Únicos, celebrou a produção do 10.000º conjunto de asas “Diamond Back”, para aplicações na munição conhecida como SDB (Small Diameter Bomb” (foto: MBDA).

O conjunto SDB/Diamond Back já foi empregado emcombate nas Operações “Iraqi Freedom” e “Enduring Freedom”. Futuras variantes da asa Diamond Back estão sendo desenvolvidas par aoutrs aplicações, como a arma SABER (Small Air Bomb Extended Range), da MBDA.

Fonte: Segurança& Defesa

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Conflitos Fotos do Dia História

Fotos: 70 anos da Operação Barbarossa

Operação Barbarossa  foi o nome atribuído à operação militar alemã, iniciada em 22 de junho de 1941, que invadiu a União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial. A operação militar  marcou o rompimento do Pacto Ribbentrop-Molotov (ou tratado de não-agressão) assinado entre os dois Estados. Considerada a maior campanha militar da história em termos de mobilização de tropas e baixas sofridas, o confronto mobilizou 4,5 milhões de soldados para invadir a União Soviética e só terminou com a rendição alemã em 1945.
Clique nas fotos para ampliar

Fonte: Último Segundo

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Conflitos Geopolítica

Uma questão de Segurança Nacional?

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Por Paula Laboissière

América do Norte é maior mercado de drogas do mundo; cocaína e remédios sem prescrição preocupam

A América do Norte, em particular os Estados Unidos, continua a ser o maior mercado de drogas do mundo, de acordo com documento divulgado hoje (23) pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc).

A taxa de prevalência de consumo de maconha na população entre 15 e 64 anos chega a 10,7% – bem acima da média mundial (7%). A região abriga cerca de um quinto de todos os usuários da droga no mundo.

América do Sul é a maior produtora de cocaína; consumo na região também começa a se destacar, diz Unodc

A América do Sul permanece conhecida pela produção e pelo tráfico de cocaína em larga escala, mas o consumo de drogas, sobretudo em países do Cone Sul, também tem se tornado significativo. É o que aponta o Relatório Mundial sobre Drogas 2011, divulgado hoje (23) pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc).

De acordo com a publicação, a produção ilícita de drogas continua significativa em três países andinos – Colômbia, Peru e Bolívia, responsáveis por praticamente100% da produção global da folha de coca, matéria prima para a fabricação da cocaína.

Os fluxos do tráfico são principalmente direcionados a partir dos países produtores de cocaína na região dos Andes rumo a América do Norte; ou diretamente para o México e, em seguida, para os Estados Unidos; ou via América Central para o México; ou via Caribe para os Estados Unidos. Os fluxos para a Europa ocorrem de forma direta, partindo da  região andina; via países vizinhos; via região do Caribe; ou via países da África Ocidental.

Fonte: Agência Brasil

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Conflitos Geopolítica

França segue EUA e anuncia retirada do Afeganistão

http://wscdn.bbc.co.uk/worldservice/assets/images/2011/06/23/110623102251_france_paratrooper_afghanistan_304x171_afp.jpgO presidente da França, Nicolas Sarkozy, anunciou nesta quinta-feira uma retirada gradual dos quatro mil soldados do país servindo no Afeganistão.

O anúncio foi feito horas após o presidente dos EUA, Barack Obama, ter anunciado um cronograma de retirada de soldados americanos do país.

O Palácio do Eliseu afirmou que Obama e Sarkozy conversaram na quarta-feira por telefone. A retirada dos cerca de quatro mil soldados franceses do Afeganistão será gradual e acontecerá de forma “proporcional e de maneira semelhante à retirada dos reforços americanos”, afirmou nota do Palácio do Eliseu.

Segundo o governo francês, a retirada começará nos próximos meses.

Sarkozy ressaltou que a França concordava com a estratégia e os objetivos americanos, e “estava feliz com a decisão do presidente Obama”.

Na noite de quarta-feira, Obama anunciou um cronograma que prevê a retirada das tropas americanas do Afeganistão, em um ritmo mais rápido do que o esperado por analistas. O anúncio foi feito em meio a um deficit recorde no orçamento e à crescente perda de apoio popular à guerra.

Obama afirmou que 10 mil soldados deixarão o país ainda este ano, com outros 23 mil em retirada até o fim de setembro de 2012.

Esse contingente faz parte dos 33 mil soldados extras enviados ao país por Obama no fim de 2009. Segundo o presidente, até setembro de 2012 todos esses soldados terão voltado para casa.

Os Estados Unidos têm atualmente cerca de 100 mil soldados no Afeganistão. Obama não deu detalhes, porém, sobre os planos para retirar os cerca de 68 mil restantes.

O presidente afegão, Hamid Karzai, deu as boas-vindas à medida, mas o grupo Talebã disse que a retirada era “simbólica”, e ameaçou continuar seu combate até que todas as forças estrangeiras saiam do país.

Transição

Obama deseja transferir as ações de segurança para forças afegãs de maneira gradual até o fim de 2014.

O presidente disse que, após o retorno dos 33 mil soldados iniciais, as tropas americanas continuarão a voltar para casa em um ritmo estável, à medida que as forças de segurança afegãs assumam a liderança.

“Nossa missão vai mudar de combate para apoio. Até 2014, esse processo de transição estará completo, e o povo afegão será responsável por sua própria segurança”, disse.

Obama ressaltou que está cumprindo a promessa feita quando anunciou o reforço das tropas no Afeganistão.

Divisões

http://wscdn.bbc.co.uk/worldservice/assets/images/2011/06/23/110623001834_sp_afganistan_304x171_reuters.jpgNo entanto, há grandes divisões dentro do governo americano sobre a rapidez com a qual os militares devem deixar o Afeganistão.

Os planos anunciados nesta quarta-feira envolvem uma retirada maior e mais rápida do que a recomendada por alguns comandantes, que defendem uma redução limitada das forças americanas no país asiático, como modo de evitar um possível retrocesso no combate ao Talebã.

O próprio secretário de Defesa, Robert Gates – que deverá deixar o cargo no fim do mês –, alertou recentemente que o progresso conquistado até agora pode estar ameaçado caso a retirada não ocorra de modo “organizado e coordenado”.

A opinião pública, porém, vem demonstrando crescente rejeição à presença no Afeganistão, sentimento que aumentou ainda mais após a morte do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden – morto no início de maio em uma operação militar americana no Paquistão.

A pressão é agravada pela lenta recuperação econômica dos Estados Unidos, que enfrentam deficit recorde de US$ 1,4 trilhão (cerca de R$ 2,2 trilhões) no orçamento, o risco de ultrapassar o limite da dívida pública, que já atingiu o teto de US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 22,7 trilhões), e a necessidade de cortar gastos.

Fonte: BBC Brasil

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Fotos do Dia Geopolítica Segurança Pública

Criminalidade nos EUA chega a nível mais baixo em 20 anos; conheça 10 teorias

http://www.nejatngo.org/Storage/image/Icon/Justice/USA_Justice.JPGSugestão: Lucena

A criminalidade nos Estados Unidos caiu ao seu nível mais baixo em duas décadas, segundo estatísticas divulgadas pela polícia federal americana, o FBI.

Desde 1991, os índices de delinquência seguiram caindo, mesmo em momentos políticos e econômicos distintos – nesses 20 anos o país passou por épocas de recessão e bonança, por governos republicanos e democratas..

Os roubos e assassinatos caíram pela metade entre 1991 e 1998. Se esse ritmo diminui no fim dos anos 1990, os últimos dados do FBI mostram que a tendência ganhou força de novo desde 2008 e continuou no ano passado, apesar das altas taxas de desemprego.

Não há uma única razão clara para essa tendência. Mas a BBC reuniu dez teorias que tentam explicar o fenômeno:

1. Efeito Obama

Este fator poderia justificar a redução acentuada dos últimos dois anos, segundo um dos especialistas mais respeitados do país nesse tema, Alfred Blumstein, autor de “The Crime Drop in América” (A Queda da Criminalidade na América, em tradução livre).

Para Blumstein, a eleição do primeiro presidente negro da história americana pode ter servido de inspiração para jovens negros que, em outras circunstâncias, estariam envolvidos em roubos e homicídios, já que historicamente o envolvimento dos negros com a criminalidade é desproporcionalmente grande.

Esta é uma teoria altamente especulativa, afirma o professor, e provavelmente apenas um fator entre tantos outros – de outra forma, como explicar a queda acentuada em cidades como Phoenix, que não tem uma grande população negra?

“No campo da criminologia, não há indicadores consistentes como a física. Muitos fatores podem ter contribuído”, afirma Blumstein.

Um estudo levando em conta notas escolares reforça a hipótese de que um negro na Presidência possa ter motivado alguns adolescentes afro-americanos a se esforçar mais nos estudos.

2. A queda na demanda por crack

Para Blumstein, a tendência de redução da criminalidade nos EUA no início dos anos 1990 coincide com a redução na demanda por crack.

Passaram a circular e a ser mais conhecidos os perigos do uso dessa droga, e isto, junto com uma atuação decisiva por parte da polícia, levou a uma redução na violência por armas de fogo associadas ao tráfico de crack.

Exatamente o oposto havia ocorrido em 1985, quando a prisão de traficantes proeminentes levou a uma espiral de violência, na medida em que traficantes de menor importância, mais jovens e menos imprudentes, ocuparam o vácuo.

3. Atuação policial inteligente

Ações policiais mais inteligentes ajudaram a diminuir o roubo de automóveis em 40% na cidade de Laredo, na fronteira texana com o México, no ano passado.

Segundo o porta-voz da polícia fronteiriça, Joe Baeza, esta queda se deu graças à introdução de um cadastro policial no qual os proprietários de veículos podiam registrar suas placas. De acordo com Joe Baeza, isto permitiu às patrulhas identificarem mais facilmente os veículos que eram parados.

O policial acrescenta que também foram tomadas ações para desmantelar as redes de roubo de automóvel e educar a população sobre a prevenção dos dispositivos antifurto.

4. Estatísticas

O acompanhamento das estatísticas também ajudou em Laredo, onde a taxa total de delitos diminuiu 6% em 2010. Com a ajuda de um sistema chamado ComptStat, que mapeia os pontos mais críticos da criminalidade nas diversas partes da cidade, a corporação reforçou a segurança nas áreas mais necessitadas. O sistema começou a ser utilizado em Nova York.

5. Legalização do aborto

Uma polêmica teoria do economista Steven Levitt diz que a prática legal do aborto – autorizada por uma lei de 1973 – implica no menor número de mulheres pobres, jovens e solteiras com filhos. Isso – diz ele – evitou que crianças não desejadas nos anos 1970 e 1980 se convertessem em adolescentes criminosos nas décadas seguintes. Alguns acadêmicos, no entanto, contestam a tese.

6. Criminosos atrás das grades

O sociólogo John Conklin, da Universidade de Tufts, diz que um fato significativo para a queda da criminalidade nos anos 1990 foi o fato de haver mais criminosos atrás das grades, sem possibilidade de cometer outros delitos.

Em seu livro Why Crime Rates Fell ele diz que as sentenças nos anos 1960 e 1970 eram mais brandas, o que ajudou no aumento da criminalidade. Depois disso, foram construídas mais prisões e as condenações se tornaram mais duras.

Os que contestam essa hipótese questionam o fato de as cifras continuarem baixando nos últimos anos, quando limitações orçamentárias implicaram numa população carcerária relativamente pequena.

7. Menor exposição ao chumbo

Uma economista da Amherst Collage, de Massachussets, vincula a queda da violência a uma menor exposição das crianças ao chumbo antes presente na gasolina. Jessica Wolpaw Reyes ressalta que “mesmo níveis de baixos a moderados de exposição podem levar a problemas de comportamento, redução do coeficiente intelectual, hiperatividade e delinquência juvenil.

Você pode associar a queda do uso do chumbo, entre 1975 e 1985, a um declínio dos crimes violentos 20 anos depois”.

Cerca de 90% das crianças americanas nos anos 1970 tinham níveis de chumbo no sangue que hoje seriam preocupantes, diz ela. Seu estudo mostra a relação da criminalidade em alguns estados com as leis que baniram o uso do chumbo.

8. Nascidos no “baby boom” envelhecem

A geração do “baby boom” (explosão no número de nascimentos no pós-Guerra) envelheceu. Como o ritmo de nascimentos em alta entre 1957 e 1961, a proporção de jovens nos EUA atingiu seu ápice nos fim dos anos 1970 e começo dos 1980. Com o passar do tempo, a proporção de pessoas na maioridade penal diminuiu.

9. Videogames

Um estudo divulgado no último mês sugere que o videogame tirou os jovens das ruas, deixando-os longe do crime. Pesquisadores do Texas e do Centro para Pesquisa Econômica Europeia afirmam que esse efeito compensa qualquer impacto que o conteúdo de jogos possam ter para encorajar o comportamento violento.

10. Câmeras de celular

Algumas pessoas sugeriram ao professor Blumstein que há outro elemento de contenção tecnológica, que é a proliferação de câmeras nos celulares, o que faz muitos criminosos pensarem duas vezes antes de cometer algum crime e aparecer em um vídeo. O impacto de outros tipos de câmera é incerto. Na Grã-Bretanha, há divergências sobre o impacto dos circuitos fechados de televisão nos índices de criminalidade. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte: BBC Brasil via Estadão

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Conflitos Inteligência

Ataque de hackers aos sistemas do governo feita nesta madrugada foi a maior já realizada até agora

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Hackers atacam sites da Presidência, do governo brasileiro e da Petrobras

Por Melissa Cruz, Bruno Rosa e Geralda Docamelissa

Nesta quarta-feira, um grupo de hackers autodenomiado Lulz Security Brazil lançou ataques contra o site da Petrobras, que ficou fora do ar por alguns minutos. Durante a madrugada, o mesmo grupo atacou sites da Presidência da República, da Receita Federal e do Portal Brasil, mas não conseguiu acessar bancos de dados, segundo informações do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados).

O diretor-superintendente do Serviço de Processamento de Dados (Serpro), Gilberto Paganotto, afirmou nesta quarta-feira que a tentativa de ataque de hackers aos sistemas do governo feita nesta madrugada foi a maior já realizada até agora.

Segundo ele, entre 00h30 e 3h foram realizados 2 bilhões de acessos, sendo 300 mil simultâneos, muito acima da capacidade do Serpro. Esse volume fez com que o sites da Presidência, do Portal Brasil e da Receita Federal ficassem fora do ar ente 0h40m e 1h40m.

Uma outra fonte do governo, que não quis se identificar, informou à Reuters que na terça-feira durante o dia a presidente Dilma Rousseff foi informada de que havia um movimento estranho de acesso aos sites do governo. Segundo a fonte, o governo estava de sobreaviso para um eventual ataque que acabou ocorrendo durante a madrugada.

Paganotto diz que essas tentativas de ataques são frequentes, principalmente no site da Presidência da República, e este ano já aconteceram outras duas vezes – em janeiro e em março – mas com uma quantidade menor de acessos.

Ele confirmou que não houve invasão e que os dados foram preservados, porque o próprio sistema detectou que aquele volume de acessos era anormal, tirando o sistema do ar por motivos de segurança.

– Não houve uma invasão. O que eles fizeram foi deixar os sistemas não operacionais por um determinado período, enquanto a gente conseguiu bloquear o risco – disse, descartando a existência de vulnerabilidade no sistema.

O superintendente da Serpro e disse ainda que o ataque veio de um provedor hospedado na Itália, o que não significa necessariamente que a pessoa ou grupo que atacou more nesse país.

Ele afirmou que o Serpro enviou relatórios para a Polícia Federal, que vai investigar o caso para tentar identificar os invasores, mas admitiu que será difícil, porque os invasores usam endereços falsos (clonados).

O Serpro gerencia o processamento de dados para a Fazenda/Receita Federal, Ministério do Planejamento, Denatran, Presidência da República e Casa Civil e desenvolve também sistemas estruturais para diversos setores do governo federal, como o ReceitaNet (sistema desenvolvido para envio das declarações de Imposto de Renda) e o Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal), ambos processam dados considerados sigilosos.

Os hackers, segundo o Serpro, congestionaram o acesso a esses sites usando o método DDos, ataque de negação de serviço, (em inglês, Denial of Service) por um sistema de robôs. Horas antes, membros do grupo recrutavam hackers brasileiros para fazer parte de uma “jangada” contra governos corruptos.

“Nossa causa é apenas derrubar sites ligados ao governo”, dizia um post no perfil @LulzSecBrazil no Twitter.

– Eles não conseguiram ter acesso a nenhuma informação desses sites. Eu não conheço esse grupo de hackers – disse à Reuters o diretor-superintendente do Serpro, Gilberto Paganotto, na manhã de quarta-feira.

O Blog do Planalto, que divulgou nota na manhã desta quarta-feira sobre os ataques e mantém notícias sobre o dia a dia da Presidência, não foi atacado. O veículo afirma que “o sistema de segurança do Serpro bloqueou toda a ação dos hackers”.

A Petrobras, quarto alvo de ataques do coletivo hacker, que ficou com seu site fora do ar por cerca de 20 minutos, por volta das 13h15min de quarta-feira, confirmou em seu perfil no Twitter @BlogdaPetrobras que hackers continuam tentando causar danos, mas sem sucesso:

“Hackers mantêm ataques através de elevado número de acessos simultâneos, dificultando entrada no site da Petrobras, sem prejuízo”, informou a companhia que está monitorando os acessos e diz que o congestionamento momentâneo do servidor não causou nenhuma alteração de conteúdo ou dano de informações disponíveis no site da Petrobras.

O Banco do Brasil e a Caxa Econômica Federal (CEF) negaram, também nesta quarta-feira, os boatos de que seus sites e sistemas de dados tenham sido invadidos por hackers. De acordo os bancos estatais, os serviços estão funcionando normalmente nesta quarta-feira.

Lulz Security Brazil quer mobilizar internautas nas ruas

Após se unir ao coletivo de “hackativismo” Anonymous, o Lulz Security inspirou imitadores brasileiros, a Lulz Security Brazil. A mais nova iniciativa lançada pelo perfil do coletivo no Twitter é um convite para manifestações nas ruas do país, embora não tenham divulgado nenhum endereço específico. Como em um jogo, o grupo criou uma meta de cem mil seguidores. Como prêmio a adesão massa, os hackers prometem organizar eventos:

“O alvo é 100 mil seguidores para começarmos a fazer as manifestações pelas capitais de todo o Brasil anti-corrupção!”, diz o post.

Por medo ou prudência, uma segunda mensagem alertando para excessos foi postada logo em seguida.

“Nós não somos a favor de vandalismo e violência. O povo quer ser reconhecido e ter uma vida mais justa!”, afirmaram.

Na sequência da mais recente ofensiva contra o site da Petrobras, às 13h15min da tarde desta quarta-feira, que deixou a página fora do ar por cerca de 25 minutos, voltando às 13h 40 min, o grupo tuitou:

“Acorda Brasil! Não queremos mais comprar combustível a R$2,75 e a R$2,98 e exportar a menos da metade do preço! Acorda Dilma!”, protestaram.

O coletivo de ativistas on-line prometeu uma nova rodada de ataques na tarde desta quarta-feira. No Twitter, o perfil brasileiro @LulzSecBrazil diz que os ataques são em protesto contra a corrupção e prometem dar dor de cabeça aos representantes do governo.

“Por longos anos, o nosso governo corrupto vem nos roubando. Chegou a hora do contra-ataque”, diz o post que traz também a hashtag #AntiSec utilizada para marcar os tuítes sobre as ofensivas hackers do grupo.

“Preparem-se…”, afirmou o @LulzSecBrazil, prometendo um dia agitado. “O governo está caindo. Esperem por mais ataques ainda hoje…”, escreveu.

Grupo de hackers anunciou o ataque no Twitter

O Lulz Security Brazil informou via microblog quais eram os seus alvos de combate:

“LulzSecBrazil: estão abaixo os seguinte alvos brasil.gov.br & presidencia.gov.br se você é capaz embarque conosco!”

“LulzSecBrazil: @LulzSec tango down brasil.gov.br & presidencia.gov.br”.

O grupo seria a vertente brasileira do internacional LulzSec. Também pelo twitter, o grupo parabenizou os brasileiros pelo ataque:

“LulzSec: Our Brazilian unit is making progress. Well done @LulzSecBrazil, brothers!”.

No site oficial  http://lulzsecurity.com.br que foi tirado do ar pela empresa de hospedagem) o LulzSecBrazil se apresentou como “uma ideia de um mundo livre, sem opressão e pobreza e que não é comandada pela voz tirânica de um pequeno grupo de pessoas no poder (…) o governo e o povo são, ao contrário do que dizem os supostos fundamentos da ‘democracia’, entidades distintas com objetivos e desejos conflitantes, às vezes.

A posição do Anonymous, aliado ao grupo, é a de que “quando há um conflito de interesses entre o governo e as pessoas, é a vontade do povo que deve prevalecer”.

Os hackers também disponibilizam uma lista de sites supostamente atacados por eles: www.tirotatico.com.br/default.php, planews.com.br, www.fecam.org.br/home/index.php, www.agroconsult.com.br/home e www.egem.org.br/home/index.php.

Dados de funcionários do Exército são expostos na internet

Alvo de polêmica, o usuário do perfil de Twitter @FatalErrorCrew reivindicou a autoria de ataques ao banco de dados do Exército no último sábado, sem informar a motivação da ação.

O Fatal Error Crew publicou dados de quase mil militares em funções administrativas em links para download nos sites Rapidshare e Pastebin obtidos através de uma falha de um sistema chamado “Gestor de Controle de Distribuição da Água” do órgão.

As informações vazadas contêm nome, número de CPF, função que exercem na corporação e um número de série que acredita-se ter algum tipo de relação com o cadastro de funcionários.

Especula-se que os dados sejam falsos, pois os números de CPF não correspondem aos nomes divulgados. Entretanto, a lista de funcionários é real.

Fonte:  O Globo

Nota: tentamos acessar da lista  os sites  supostamente atacados até o momento estava sem acesso o tirotatico.com.br   e planews.com.br. O ataque nesta madrugada consolidam o Brasil como o segundo país que mais sofre crimes cibernéticos. O país fica atrás apenas da China, onde o problema, como roubo de dados e spams, atinge a 85% dos internautas.

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EVENTOS Tecnologia

Embraer escolhe mais um fornecedor do cargueiro KC-390

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Por Cesar Bianconi

LE BOURGET, França – A Embraer Defesa e Segurança, unidade da fabricante brasileira de jatos, anunciou nesta quinta-feira a escolha da empresa francesa Messier-Bugatti-Dowty para fornecer componentes importantes de seu cargueiro militar em desenvolvimento, o KC-390.

A Messier-Bugatti-Dowty, do Grupo Safran, fornecerá sistemas de rodas, freios, retração e extensão do trem de pouso, além do conjunto hidráulico do controle direcional em solo do KC-390.

A Embraer espera anunciar nas próximas semanas contratos com outros fornecedores-chave do KC-390, entre eles o fabricante do motor que equipará a aeronave.

O cronograma do KC-390, anunciado em 2009 pela Embraer em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB), segue conforme o planejado, com expectativa de que o avião entre em operação no final de 2015.

Diversos fornecedores de componentes já foram acertados, entre eles da Argentina e República Theca, que estão entre os países que manifestaram intenção de comprar o cargueiro.

No total, a Embraer tem assinadas cartas de intenções para a venda de 60 unidades do KC-390, sendo 28 delas para a Força Aérea Brasileira, que substituirá sua frota de aviões C-130 Hercules, da norte-americana Lockheed.

Na terça-feira, o vice-presidente comercial da Embraer Defesa e Segurança, Orlando José Ferreira Neto, disse que a Embraer poderá avaliar no futuro a adaptação do KC-390 para que seja usado para outros fins além do transporte militar. Isso incluiria, por exemplo, uma versão civil para companhias aéreas de carga.

A carteira de pedidos da Embraer Defesa e Segurança é de cerca de 3 bilhões de dólares, segundo Ferreira Neto. A unidade emprega cerca de 1.500 pessoas.

O acordo entre Embraer e Messier-Buggatti-Dowty foi revelado durante a Paris Air Show, maior salão mundial de aeronáutica que acontece no aeroporto de Le Bourget nesta semana.

Fonte: ReutersBrasil

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Defesa Mísseis Sistemas de Armas

Qualificada a nova versão naval do míssil Marte Mk.2

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No dia 26 de maio, um míssil Marte configurado para emprego naval foi disparado no Polígono Interforze di Salto di Quirra, na Itália.

O objetivo foi qualificar a nova variante, verificando o comportamento co “container” durante o lançamento, para ter certeza que o “container” e o míssil se separarão de forma correta.

A seguir, o míssil seguiu a trajetória prevista, com vários pontos intermediários. Segundo a MBDA, ficou demonstrado que o Marte opera eficazmente tanto quando lançado de plataformas aéreas como de flutuantes.

Fonte: Segurança&Defesa

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Defesa Sistemas de Armas

AD STAR em Paris

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A IAI apresentará no Salão Aeronáutico de Paris seu radar ELM-2298 AD STAR (Air Defense Surveillance, Threat Alert and Air Traffic Control). Desenvolvido pela ELTA Systems, o AD STAR é um radar tridimensional “solid state” (foto: IAI) de longo alcance, que funciona na banda S e é projetado para rápido desdobramento. Graças à sua antena dobrável, pode ser trasnportado por via aérea, marítima e terrestre.

Fonte: Segurança&Defesa

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Defesa Sistemas de Armas

Le Bourget: França apresenta HUD policromático

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Clique no link que segue para assitir ao vídeo sobre a matéria

“Eu apresento o protótipo do primeiro HUD (Head Up Display) digital em  2 cores  do mundo. Ele permite ao piloto visualizar um máximo de dados de voo, sem ter que olhar para dentro do cockpit.
O que há de novo em comparação a um HUD analógico monocromático, são a exibição terreno em 3D e pleno campo de exibição de vídeo de alta definição que permite ao piloto voar de dia ou noite, com baixa visibilidade . Além disso, o traçado é mais preciso. Mas a maior novidade  tecnológica, é a adição da cor vermelha.

O papel DGA (Direction générale de l’Armement)  é ajudar os fabricantes a desenvolver este protótipo e avaliar essa tecnologia “

Fonte: Rafale News

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Saab disse que não desistiu do MMRCA na Índia, e que tem paciência sobre o F-X2 no Brasil

A Saab AB , a fabricante sueca de equipamentos de defesa, disse que não abandonou os esforços para vender seus caças Gripen para a Índia, mesmo depois que o modelo foi retirado da competição MMRCA que também deixou de fora dois caças norte americanos.

“Estamos monitorando a situação, e nós não arrumamos nossas coisas e saímos de lá”, disse Haakan Buskhe, diretor executivo da empresa com base em Linkoeping, durante o Paris Air Show. “Nós temos uma aeronave extremamente boa e nós não desistimos.”

A Índia é o maior alvo da Saab para o Gripen, além do Brasil. A aeronave foi eliminado em abril da competição, que visa substituir a frota de MiG-21, junto com o Boeing F/A-18 Super Hornet e oLockheed Martin F -16. A Lockheed está buscando voltar para competição, oferecendo seu mais recente caça, o F-35 Joint Strike Fighter.

O Brasil provavelmente vai escolher um vencedor da competição F-X2 avaliada em US$ 5 bilhões ainda este ano. A Saab está competindo com o Super Hornet e o Rafale da França, fabricado pela Dassault Aviation, para uma encomenda de 36 aeronaves.

A competição no Brasil é mais complexa do que na Índia, que está buscando um produto pronto, disse Buskhe, pois a Saab estaria disposta a transferir tecnologia para o Brasil caso fosse vencedora da licitação.

“Temos o dinheiro para esperar mais 10 anos”, disse Buskhe sobre a competição brasileiro. A Saab tem uma liquidez líquida de cerca de 4 bilhões de coroas suecas (US$ 626 milhões), de acordo com a empresa.

Buskhe disse que sua empresa pode se beneficiar de cortes do governo para gastos de defesa, porque eles forçam exércitos a rever os equipamentos e contratos que tenham, abrindo um caminho para empresas como a Saab estabelecer novas encomendas.

Fonte: Bloomberg – Tradução: Cavok