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Conflitos Negócios e serviços Tecnologia

Embraer completa 50 dias parada na China

Ainda sem mercado, empresa concede licença a funcionários enquanto se prepara para produzir jatos executivos no país Produção está parada desde 26 de abril, quando foi entregue a última unidade do modelo ERJ-145

FABIANO MAISONNAVE

Nas últimas semanas, o horário de maior movimento no chão da fábrica da embraer em Harbin (1.250 km ao norte de Pequim) tem ocorrido no intervalo do almoço.

É quando os funcionários chineses aproveitam o tempo livre para praticar badminton e jianzi (peteca jogada com os pés) no imenso galpão quase vazio.

A produção está parada desde 26 de abril, data da entrega da última unidade do ERJ-145 (50 passageiros).

Sem demanda, 90 dos 213 funcionários (apenas sete são brasileiros) ganharam licença remunerada, e US$ 7 milhões em peças e equipamentos estão parados no armazém da empresa.

Para que a fábrica volte a funcionar, o trabalho tem sido intenso em áreas como a comercial e a financeira, em meio aos passos para viabilizar a montagem de jatos executivos Legacy 600/650, a nova aposta da embraer para o mercado chinês. O processo pode levar até 24 meses.

Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress

A migração do ERJ-145, já sem demanda no mercado, para o Legacy é resultado de um acordo firmado em meados de abril entre a embraer e sua sócia minoritária na fábrica, a estatal Avic, em meio à visita da presidente Dilma Rousseff a Pequim.

Inaugurada há oito anos, a joint venture Harbin embraer Aircraft Industry Company (Heai) ocupa dois galpões de um imenso complexo da Avic, onde trabalham cerca de 12 mil pessoas e são produzidos helicópteros, aviões de espionagem não tripulados e até veículos.

A fabricação de jatos executivos não era a primeira opção da embraer. A empresa queria montar o E-190, para cerca de cem passageiros, mas o governo chinês negou a autorização porque uma empresa do país desenvolve um avião semelhante.

Na frente burocrática, um dos primeiros passos é obter do governo a licença de negócios, sem a qual a fábrica não pode sequer importar as peças para fabricar o Legacy.

A fase de transição também inclui o treinamento, em São José dos Campos (SP), dos 90 operários hoje em licença remunerada.

“Não há números suficientes para justificar uma linha de produção na China”, afirmou o analista americano Brendan Sobie, do Centro para a Aviação da Ásia e do Pacífico, com sede na Austrália.

“Há vários anos fala-se da abertura do mercado, mas isso nunca ocorre. A embraer está confiante, mas as perguntas são: qual a velocidade dessa abertura do mercado? Qual será a participação da embraer nesse mercado?”

Embora a embraer seja a única a investir numa fábrica, outras empresas do setor vêm se interessando pela China. A fabricante francesa Dassault Falcon transferiu recentemente seu escritório asiático da Malásia para Pequim, enquanto a canadense Bombardier estima que a China precisará de 600 jatos privados até 2019.

Entre os funcionários da embraer em Harbin o clima é de otimismo. “Por causa da influência estrangeira, as empresas e os milionários estão comprando aviões privados”, diz o engenheiro de qualidade Lin Jiafeng. “Muitas estrelas de cinema chinesas já compraram o seu.”

Fonte: Folha de São Paulo

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Espaço Tecnologia

Disputa política na base e falta de verba paralisam programa espacial brasileiro

Andre Dusek/Ae - 14/06/2011Aliados desde a gestão Lula, PSB e PT duelam nos bastidores do Ministério da Ciência e Tecnologia, hoje comandado pelo petista Aloizio Mercadante, e meta de lançar um foguete ao espaço, que já consumiu R$ 218 milhões, agora ficará para 2015

Por Leandro Colon

A disputa política envolvendo dirigentes do PT e do PSB e a recusa do governo Dilma em botar mais dinheiro na empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), uma sociedade com o governo da Ucrânia, paralisam o programa espacial brasileiro. Criada em 2007 para desenvolver e lançar o foguete Cyclone 4 da base de Alcântara, no Maranhão, a ACS, que era um feudo do PSB, não paga os fornecedores desde abril e só tem dinheiro para as “despesas administrativas” até o fim do ano.

Ex-diretor-geral da ACS, Amaral critica postura do governo e ataca o corte de dinheiro.

Andre Dusek/Ae – 14/06/2011Ex-diretor-geral da ACS, Amaral critica postura do governo e ataca o corte de dinheiro

O diretor-geral interino Reinaldo José de Melo disse, em carta enviada no dia 27 de maio ao ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), que a falta de dinheiro poderá acarretar “consequências imprevisíveis”. Sem mais recursos, segundo ele, “não será mais possível realizar outros pagamentos destinados ao desenvolvimento do Projeto Cyclone 4, o que fará com que o ritmo dos trabalhados sofra uma diminuição drástica”.

Além das divergências envolvendo dois partidos da base do governo, o programa vem sendo tocado sem nenhuma transparência. Criado após a tragédia da explosão da base de lançamento e a morte de 21 pessoas em Alcântara, em 2003, o projeto prevê uma parceria internacional orçada em R$ 1 bilhão, metade do investimento para cada país e lucros rateados no futuro com o lançamento comercial de satélites para o espaço. O problema é que o Brasil já repassou R$ 218 milhões, enquanto a Ucrânia botou bem menos, R$ 98 milhões.

A promessa inicial era lançar o foguete em 2010. Agora, o discurso oficial é 2013. Internamente, a aposta é que, se ocorrer, será somente a partir de 2015.

A presidente Dilma Rousseff mandou auditar o projeto e, para não repassar mais dinheiro, o ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) cortou os R$ 50 milhões previstos no orçamento da ACS para 2011. Por ser binacional, a empresa não presta contas a órgãos como Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria-Geral da União (CGU). No ano passado, por exemplo, fechou um contrato sem licitação de R$ 546 milhões com as construtoras Camargo Corrêa e Odebrecht.

Os R$ 50 milhões cortados do Orçamento da União foram o assunto de uma reunião ontem entre o diretor-geral Reinaldo José de Melo e o secretário executivo do ministério, Luiz Antonio Elias. Uma planilha financeira da empresa do dia 18 de maio obtida pelo Estado mostra que a ACS não conseguiu honrar todos os seus compromissos de contratos entre março e abril e o dinheiro que sobrou – R$ 38 milhões – serve apenas para pagar as dívidas pendentes daquele período e despesas como folha de pagamento, até o fim do ano.

Feudo do PSB. O risco de o projeto fracassar tem componentes políticos nacionais e internacionais, que se agravaram desde o começo do ano. A ACS era um feudo do PSB durante a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assim como o Ministério de Ciência e Tecnologia. A direção e os principais cargos da empresa binacional eram ocupados por filiados ao partido.

Ex-ministro e vice-presidente do PSB, Roberto Amaral era o diretor-geral da ACS até março. Deixou o cargo com a chegada dos petistas, mas conseguiu manter interinamente um aliado no lugar dele, Reinaldo José de Melo, que era diretor de suprimentos da empresa. Uma parte dos funcionários de cargo de confiança filiados ao PSB saiu com Amaral. Agora do lado de fora, o vice-presidente da legenda critica a postura do governo e ataca o corte de dinheiro.

Fonte:  O Estado de S.Paulo

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Espaço Tecnologia

Centro de Lançamento de Alcântara lança foguete com sucesso

O primeiro foguete de treinamento (FTB) da Operação Falcão I foi lançado com sucesso na tarde de hoje (16/06) no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Mais um lançamento está previsto para amanhã (17/06).

O objetivo principal da operação, que termina no dia 22 de junho, é permitir o treinamento das equipes técnicas nos procedimentos operacionais que envolvem o envio ao espaço de um veículo lançador de satélites (VLS), por exemplo.

Segundo o Coordenador-Geral da Operação, Tenente Coronel Aviador Paulo Junzo Hirasawa, o foguete atingiu seu apogeu a pouco mais de 34,426Km, e impacto a 22,4 quilômetros da costa, em alto-mar.

A Operação Falcão I faz parte de um projeto de quatro anos da Agência Espacial Brasileira para a produção de foguetes com tecnologia nacional.

Várias etapas precedem o lançamento de um foguete de treinamento. O pré-lançamento envolve a elaboração de um Exame de Situação Técnica e Logística, e um teste dos meios operacionais do CLA para a realização da operação. A etapa seguinte é composta do Ensaio Geral – que define os tempos de cada atividade – e os testes das cronologias simuladas e reais para evitar prováveis erros no lançamento real. A elaboração do Relatório Final da Operação encerra as atividades.

Os FTB tem comprimento total de 3,05 m, tempo de queima de 4s e um peso total de 68,3 Kgf. Na Operação Falcão I não serão levados experimentos a bordo em nenhum dos dois foguetes, embora haja disponibilidade de 5 kg de carga útil em cada lançamento, com possibilidade de transmissão dos dados via telemetria para as estações de solo. A duração do vôo, que compreende da decolagem até o impacto, está estimada em 2,5 minutos, com apogeu aproximado de 30 Km.

Etapas do lançamento

Fase de pré-lançamento – engloba a elaboração de um Exame de Situação Técnica e Logística, e teste dos meios operacionais do Centro para a realização da Operação.

Fase de lançamento – contempla o Ensaio Geral, as Cronologias Simuladas e Reais, incluindo o Lançamento do veículo FTB.

Fase de pós-lançamento – engloba a manutenção e preparação dos meios utilizados, para as próximas operações e, eventualmente, a desmontagem do foguete em caso de cancelamento da operação.

Fonte: CLA/Agência Força Aérea

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Conflitos Geopolítica

O Reino Unido não poderá fazer nada caso a Argentina retome as Falkland

http://i.dailymail.co.uk/i/pix/2011/06/14/article-2003154-0C8C6C8D00000578-835_306x423.jpgO comandante da Força-Tarefa britânica durante a guerra das Falklands/Malvinas alertou que os cortes no Ministério da Defesa do Reino Unido farão com que o país não possa responder em caso de retomada do arquipélago pelos argentinos

O almirante Sir John “Sandy” Woodward disse também que os Estados Unidos da América já tinham pouco interesse em apoiar a Grã-Bretanha em qualquer conflito uma vez que uma Argentina mais estável seria mais importante para o Departamento de Estado dos EUA.

Em uma carta ao jornal ‘The Daily Telegraph’, Woodward disse que Washington estava pressionando para o estabelecimento de negociações sobre a soberania das ilhas e que “elas já são chamadas de Malvinas pelos EUA”.

Com o fim da Guerra Fria e a emergência de potências asiáticas, a OTAN e a Grã-Bretanha não são tão importantes para Washington, que em 1982 desempenhou um papel importante no fornecimento de informações de satélites e mísseis para as forças britânicas.

“Não podemos mais contar com o apoio do Pentágono para ajudar-nos a manter a soberania dos territórios britânicos e defender os seus cidadãos”, escreveu ele.

Se forem confirmadas as prováveis reservas de petróleo ao redor das ilhas, então a pressão da Argentina em partilhar as riquezas será imensa.

Os EUA apoiariam uma “acomodação” da Argentina, pois está em acordo com os seus interesses nacionais e contribui para a estabilidade na região. “Isso nos diz muito claramente que lado o vento está soprando”. A Organização dos Estados Americanos (OEA), um espaço de debate para o norte e sul-americanos, na semana passada aprovou uma declaração pedindo a retomada das negociações entre o Reino Unido e a Argentina sobre a “soberania” das Ilhas Malvinas.

A administração do presidente Barack Obama também deixou claro no início de 2010 que iria apoiar as chamadas para as conversações sobre as ilhas, quando a comissão da OEA aprovou a utilização do termo “Malvinas”, em vez de “Falklands”.

Woodward disse que com as Forças Armadas já “bastante comprometidas” no Afeganistão e na Líbia e a Marinha drasticamente enfraquecida depois da revisão do ano passado, “a resposta parece ser que nós não podemos fazer absolutamente nada em ceder às pressões dos EUA”.

O almirante de 79 anos, comandou uma força-tarefa composta por dois porta-aviões, uma dúzia de fragatas e destróieres, quatro submarinos e um total de 100 navios de superfície, juntamente com 25 mil soldados para retomar as Ilhas Malvinas em 1982.

Mas a Royal Navy não tem mais porta-aviões, perdeu sua força de jatos Harrier e viu sua frota de navios de guerra cortada pela metade na última década.

As ilhas estão protegidas por uma força de mais de 1.000 soldados com uma companhia de infantaria blindada e quatro caças Typhoon e uma única fragata. No entanto, os Typhoon não tem capacidade anti-navio ou anti-submarino.

Em carta obtida pelo ‘The Daily Telegraph’ no ano passado Liam Fox, o secretário de Defesa, advertiu o primeiro-ministro de que as defesas da ilha se tornariam frágeis, tendo em vista os cortes previstos pelo Strategic Defence and Security Review (SDSR).

Ele disse que a retirada dos Nimrod MRA4, aviões de reconhecimento marítimo, poderá “limitar a nossa capacidade de implantar rapidamente forças marítimas em zonas de grande ameaça, e excluir um elemento do nosso plano de reforço das Malvinas”.

O último dos Nimrods foi destruído em Março passado, após a revisão do orçamento.

Um porta-voz do Ministério da Defesa disse: “As afirmações de que as Ilhas Malvinas poderiam ser tomada sem uma luta são completamente infundadas. A guarnição corrente nas Ilhas Malvinas é muito maior em escala e tem uma maior capacidade do que em 1982 e juntamente com nossa capacidade de transporte aéreo. ela pode ser reforçada rapidamente. ”


Fonte:
The Telegraph via Poder Naval

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Defesa Fotos do Dia

Natal (RN) sedia encontro de chefes das Forças Aéreas das Américas

Sugestão: Wi

Aperfeiçoamento de ações operacionais com fins de ajuda humanitária é o tema central a ser discutido durante a 51ª Conferência dos Chefes das Forças Aéreas Americanas (CONJEFAMER) que se iniciou no dia 12, em Natal (RN), e acontece até o dia 17.

O evento tem por objetivo estreitar laços com as Forças Aéreas do Continente Americano, bem como fortalecer a cooperação militar entre os países participantes, buscar o desenvolvimento das Américas e promover a troca de experiências, principalmente para planejamento de ações de ajuda humanitária a serem tomadas em situações reais de desastre natural.

Durante a cerimônia de abertura da Conferência, o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, falou da característica do Brasil como um país pacífico e da cooperação existente com os países vizinhos. “Esta Conferência é a demonstração do compromisso e determinação dos Chefes das Forças Aéreas Americanas de manter viva esta chama de cooperação, entendimento e amizade”, disse.

O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, ressaltou a importância do evento e da nova fase vivenciada pelo Sistema, considerada decisiva para o Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas (SICOFAA). “Devemos promover e fortalecer a cooperação militar por meio do intercâmbio de experiências, o treinamento de pessoal e a discussão de questões de interesses mútuos”, disse.

Na 46ª CONJEFAMER, também realizada no Brasil, os Comandantes das Forças Aéreas decidiram promover um exercício com planejamento a longo prazo denominado Exercício Cooperación I. “Quando em 2006, presidi a quadragésima sexta versão desta Conferência, pude constatar a magnitude da obra da qual somos os responsáveis pelo alicerce. O Exercício Cooperación I, concluído em outubro de 2010, comprovou mais uma vez que estamos no rumo certo”, afirmou o Comandante da Aeronáutica.

Pela quarta vez, o Brasil é sede da CONJEFAMER. A Conferência faz parte do SICOFAA e terá sessões plenárias e executivas e reuniões bilaterais, nas quais as principais pautas são assuntos de interesse das Forças Aéreas das Américas, como: operações aéreas, recursos humanos, educação e treinamento, busca e salvamento e assistência em caso de desastre, controle de voos não identificados, informática e telecomunicações, logística, medicina aeroespacial, prevenção de acidentes aeronáuticos, ciência e tecnologia, direito aeronáutico e a doutrina do SICOFAA.

Participantes

Participam da 51ª CONJEFAMER comandantes das Forças Aéreas da Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai. Outros dois países têm representantes observadores: Guyana e México. O Brasil sediou a CONJEFAMER nos anos de: 1964, 1987, 2006 e este ano.

A Força Aérea Brasileira participou com dois oficiais aviadores como Subsecretário Geral da Secretaria Permanente do SICOFAA: Coronel Aviador Julio Sadao Takamura em 1995, 1996 e 2011 e o Coronel Aviador Marco Aantonio Guasti em 2009 e 2010.

Manual de Operações Aéreas Combinadas

O Manual de Operações Aéreas Combinadas do SICOFAA visa a padronizar as ações a serem tomadas pelos países que integram o Sistema ante situações de desastres naturais, de modo que o apoio humanitário aconteça de forma eficaz quando um determinado país se vê afetado. O manual será submetido à analise dos comandantes dos países participantes do SICOFAA durante a CONJEFAMER. Para o Coronel Takamura, Secretário da CONJEFAMER, o manual tem grande importância para garantir a qualidade da ação conjunta das Forças e para estabelecer as diretrizes gerais a serem tomadas em um caso real. Outro meio de aperfeiçoamento das ações são os exercícios virtuais feitos por meio da utilização de softwares para comando e controle de aeronaves, que serão objeto de estudo a partir desta Conferência.

Fonte: FAB

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Geopolítica

No Brasil, Ban Ki-moon defende reforma do Conselho de Segurança

http://wscdn.bbc.co.uk/worldservice/assets/images/2011/06/16/110616193501_patriota_ban_304x171_ap.jpgJoão Fellet

Da BBC Brasil em Brasília

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta quinta-feira em Brasília que o Conselho de Segurança da ONU deve ser modificado para se adaptar à nova realidade geopolítica mundial.

“Isso significa que ele deve ser reformado de modo que se torne mais representativo, com mais credibilidade e democrático. Os Estados-membros começaram negociações num texto-base, e espero que isso se acelere”, afirmou Ban em entrevista coletiva, após se encontrar com o chanceler Antonio Patriota no Palácio do Itamaraty.

Ban na América do Sul

Ban disse que está “totalmente consciente” da ambição brasileira de se tornar um membro permanente no Conselho – atualmente, o país ocupa um assento rotativo no órgão – e afirmou que o tema “deve ser discutido entre os Estados-membros” da ONU.

O sul-coreano chegou ao Brasil nesta quinta-feira, após visitar Colômbia, Argentina e Uruguai, e ainda esta quinta-feira iria ter um encontro com a presidente Dilma Rousseff.

Sua viagem antecede a eleição para a secretaria-geral da ONU, cargo que ele ambiciona ocupar por mais um mandato de quatro anos. Como é o único candidato, dificilmente enfrentará obstáculos.

Papel maior na ONU

Ban disse ter afirmado aos líderes de todos os países sul-americanos que visitou que “eles podem ter um papel muito maior na ONU e em organizações multilaterais”.

“Ao mesmo tempo, a ONU pode ter um papel maior na região, em termos de promoção de instituições democráticas, direitos humanos e a promoção da cooperação sul-sul”.

Na coletiva, Ban disse ainda ter tratado, em seu encontro com Patriota, da Conferência de Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que deve ocorrer em junho de 2012.

“Esta (desenvolvimento sustentável) será a questão prioritária mais importante para ONU. (…) Avançamos rápido, mas não conseguimos entrar em acordo quanto a um acordo amplo e aceitável.”

Ele afirmou também que o Brasil, dado o papel internacional que conquistou nos últimos anos, está em posição estratégica para construir consensos entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Mundo árabe

Comentando as instabilidades no mundo árabe, particularmente na Síria e na Líbia, Ban disse ter conversado muitas vezes com o líder sírio, Bashar Al-Assad, e o exortado a “ouvir os desejos e as aspirações de seu povo”.

“É totalmente inaceitável que muitos civis se manifestando pacificamente para conquistar seus direitos genuínos de maior liberdade e democracia sejam mortos e feridos.”

Quanto à Líbia, disse esperar que o regime do coronel Muamar Khadafi promova um cessar-fogo que possa ser verificado, para que a ONU e outras entidades internacionais possam prover ajuda humanitária aos afetados pelo conflito.

Após o encontro, Patriota disse que tem conversado com chanceleres de alguns países do Conselho de Segurança na tentativa de articular a elaboração de uma declaração presidencial sobre a violência na Síria.

A declaração presidencial, afirmou o chanceler, não precisaria ser votada e “seria uma maneira de o Conselho de manifestar sobre uma situação que é preocupante e complexa”.

Segundo Patriota, Ban lhe disse considerar desejável a iniciativa.

Fonte: BBC Brasil

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Fotos do Dia História

Falece 'Al Schwimmer', fundador da Força Aérea de Israel

http://infraton.blogdevoo.com/files/2011/06/schwimmer_bengurion.jpghttp://1.bp.blogspot.com/-_0J92q64_sc/TfZgW0khv7I/AAAAAAAAdo0/sCvpLyyQVpY/s320/Al%2BSchwimmer.jpgFundador da Força Aérea de Israel, Al Schwimmer, morreu este sábado aos 94 anos, no hospital Tel Hachomer de Telavive, anunciou a rádio pública israelita.

Adolph William Schwimmer, apelidado Al, nasceu em 1917, em Nova Iorque.

Em 1947, Schwimmer comprou secretamente vários aviões de guerra nos Estados Unidos e levou-os, via a antiga Checoslováquia, para a Palestina sob mandato britânico, onde operava o Haganah, o exército clandestino judeu anterior à fundação do Estado de Israel em 1948.

http://www.hallindsey.com/am_cms_media/headlines/israel-airforce-hl.jpgEsses aviões foram o embrião da aviação militar israelita e tiveram um papel fundamental na vitória da primeira guerra com os árabes.

Figura lendária no seu país, Al Schwimmer comandou a Força Aérea israelita até que foi nomeado frente à poderosa Indústria Aeronáutica de Israel (IAI), que dirigiu durante duas décadas.

http://www.plugot.com/images/itempics/786a_large.jpg

Fonte: AFP via Hangar do Vinna

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Conflitos Geopolítica

Al-Zawahiri substitui Bin Laden como novo líder da Al-Qaeda

http://conservativebyte.com/wp-content/uploads/2011/05/Osama-bin-Laden-and-Ayman-al-Zawahiri.jpg

Atualizado em  16 de junho, 2011 – 05:31 (Brasília) 08:31 GMT

O xeque egípcio Ayman al-Zawahiri sucederá Osama Bin Laden no comando da rede extremista Al-Qaeda, segundo um comunicado divulgado nesta quinta-feira.

A indicação de Al-Zawahiri, braço direito de Bin Laden e mentor dos ataques em Nova York e Washington em 11 de setembro de 2001, foi confirmada pelo comando geral da organização em um site militante e disseminada pelo centro de mídia Al-Fajr, o braço de comunicação da Al-Qaeda.

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No comunicado, o grupo diz que continuará a empreender sua jihad – guerra santa – contra os Estados Unidos e Israel.

O cabeça anterior da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, foi morto por forças especiais americanas em uma operação no Paquistão no dia 2 de maio.

Há menos de dez dias, Al-Zawahiri fez declarações ameaçando os Estados Unidos, afirmando que Bin Laden continuará “aterrorizando” o governo e a sociedade americanos do túmulo.

Zawahiri teria sido visto pela última vez na cidade de Khost, no leste do Afeganistão, em outubro de 2001. Desde a invasão americana que derrubou o regime do Talebã, naquele ano, passara a viver escondido.

Acreditava-se que ele estivesse escondido na região montanhosa perto da fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão, com a ajuda de líderes tribais locais simpáticos à sua causa.

Mas o assassinato de Bin Laden em Abbottabad, ao norte da capital paquistanesa, Islamabad, sugere que seu local de esconderijo seja outro.

‘Cérebro da Al-Qaeda’

Ayman al-Zawahiri nasceu no Cairo em 1951. Cirurgião oftalmologista de formação, ele ajudou a fundar o grupo militante Jihad Islâmica Egípcia e foi o ideólogo-chefe da Al-Qaeda.

Alguns especialistas acreditavam que ele tenha sido o “cérebro operacional” por trás dos atentados de setembro de 2001.

Dentro da Al-Qaeda, ele vinha ocupando a posição de número dois, atrás somente de Bin Laden. Era também o segundo na lista de “terroristas mais procurados” pelo governo americano, que continha 22 nomes.

Os Estados Unidos oferecem um prêmio de US$ 25 milhões por sua captura.

Ele também foi indiciado pelos Estados Unidos por seu papel nos ataques a bomba a embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia em 1998, e foi condenado à morte a revelia no Egito por suas atividades com a Jihad Islâmica nos anos 1990.

A mulher e os filhos de Zawahiri teriam sido mortos em um ataque aéreo americano no fim de 2001.

Críticas a Obama

Além disso, Zawahiri tem sido o mais proeminente porta-voz da Al-Qaeda, aparecendo em 40 vídeos e gravações de áudio da organização desde 2003.

Em uma dessas mensagens atribuída a ele, divulgada em novembro de 2008, Zawahiri criticou o presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, dizendo que ele havia traído suas raízes negras e muçulmanas.

Na mensagem, Zawahiri diz que Obama “representa o oposto de negros americanos honrados como Malik Shabazz, conhecido também como Malcolm X” e se refere ao presidente com um “escravo da casa”.

“Você nasceu de um pai muçulmano, mas decidiu ficar do lado dos inimigos do Islã e rezar como um judeu, embora diga ser um cristão, para que pudesse subir a escada da liderança dos Estados Unidos. Você subiu com o apoio de Israel.”

“Não é estranho que Malcolm X tenha sido morto enquanto você galgava a escada para liderar as mais criminosas forças na história e liderar a mais violenta campanha contra os muçulmanos. A declaração de Malcolm X sobre escravos da casa se aplica a você, (o ex- secretário de Estado americano) Colin Powell, (a atual secretária de Estado, Condoleezza) Rice e outros parecidos”, diz Zawahiri na gravação.

Malcolm X, o ativista muçulmano que defendeu os direitos dos negros americanos na década de 50 e 60, usou a expressão “negro da casa” para se referir a afro-americanos que havia traído suas raízes, em uma conotação de que essas pessoas seriam serviçais dos brancos.

Fonte: BBC Brasil

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Conflitos Geopolítica

Usar Itaipu como arma seria "tiro no pé", diz especialista

Foto: Google Maps Ampliar

Uso bélico de Itaipu requer destruição da usina e danos afetariam além da Argentina, Brasil e Paraguai.

Severino Motta, iG Brasília

Para o professor Luiz Pinguelli Rosa, diretor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a construção da hidrelétrica de Itaipu visando seu eventual uso militar, com a possibilidade de inundar a Argentina numa guerra, “seria estupidez”. De acordo com ele, o rompimento da barreira também destruiria territórios brasileiros e paraguaios. Além de causar enorme prejuízo financeiro e estrutural para o País, uma vez que cerca de 25% da energia elétrica consumida no Brasil é proveniente da usina.

“Fazer Itaipu com intenção militar seria uma estupidez, um tiro no pé. Em primeiro lugar, há brasileiros por perto. Não há como atingir só a Argentina. Afetaria também o Brasil e o Paraguai. Em segundo, seria preciso destruir a barragem, pois mesmo abrindo todas as comportas não haveria volume de água suficiente para inundar as cidades. E destruir a barragem, além de enorme prejuízo econômico, também não seria fácil, nem com explosivos”, disse o professor.

No detalhe, hidrelétrica de Itaipu. Na imagem, distância entre a usina e a capital da Argentina, Buenos Aires

A ideia do uso militar de Itaipu para inundar a Argentina foi ressuscitada pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Em entrevista ao Poder Online, ele disse que a abertura de certos documentos do governo poderia revelar segredos com potencial de criar atritos entre países.

Funcionários da Usina de Itaipu ouvidos pelo iG, que não quiseram se identificar, também rechaçaram a possibilidade de uso bélico da usina. “Isso é uma bobagem que falavam na época da construção, havia tensão entre as duas ditaduras militares, a Argentina falava que seria uma bomba-hídrica, mas essa possibilidade não existe”, disse.

Acidente

No caso de um acidente em que a barragem fosse rompida, haveria prejuízos tanto para o Brasil quanto para o Paraguai e Argentina. De acordo com Pinguelli, contudo, não é possível prever a dimensão exata do dano que seria causado a cada uma das nações.

É certo que as cidades de Foz do Iguaçu e Ciudad del Este (Paraguai) seriam as primeiras afetadas por um tromba d’água que despencaria de cerca de 115 metros. A Ponte da Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai ficaria submersa, havendo a possibilidade da água invadir o rio Iguaçu, que desemboca no rio Paraná e se chocar contra as cataratas.

Seguindo para a Argentina a correnteza perderia força devido à profunda da calha do Rio Paraná. Para se pensar em danos à capital Buenos Aires, seria preciso que, além de Itaipu, a barragem de Yaciretá, a 400 km da usina brasileira, também se rompesse. Como a planice abaixo da hidrelétrica, na fronteira entre Argentina e Paraguai, é alagável, poderia haver transbordamento do Rio da Prata.

Documentos

O Itamaraty disse que não iria comentar as declarações do deputado Bolsonaro sobre a possibilidade de documentos da ditadura darem conta de um possível uso militar de Itaipu. O ministério da Defesa foi procurado mas não se pronunciou até o fechamento desta matéria.

Itaipu

A usina hidrelétrica de Itaipu custou cerca de US$ 27 bilhões e entrou em operação em 1982. Foi financiada por organismos internacionais, mas com 100% de garantia dada pelo Tesouro Nacional Brasileiro. Pelo tratado estabelecido em 1973, anteriormente às obras, o Paraguai amortizaria sua parte com a venda de energia para o mercado brasileiro. Já no caso do Brasil, a receita proveniente para pagar a construção viria das tarifas de energia cobradas no mercado doméstico.

Entrevista de Bolsonaro ao Poder Online

Fonte: Último Segundo

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Aviation Week- Lebourget 2011 e Dassault Rafale

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Sugestão: Mark Hillhttp://4.bp.blogspot.com/-_O4-Qo0G_xo/Tc5rpy2H_qI/AAAAAAAABFU/g7v4LMzdugA/s1600/dsc00248cwp.jpg

Fonte: Rafale News

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Sistemas de Armas Tecnologia

Segundo vôo do X-51 termina prematuramente

 A “Air Force” descreveu como um voo impecável até ao ponto de lançamento a bordo do Boeing B-52, o X-51 foi lançado com sucesso e foi impulsionado até Mach 5 por um foguete.

O X-51 está equipado com um motor scramjet da Pratt & Whitney, na primeira fase é inflamado por combustível de etileno.

Durante a transição para

o JP-7, combustível desenvolvido pela USAF para aviões supersónicos, ocorreu um “UnStart”, que é descrevido como; quando a onda de choque se move muito longe da frente de entrada de ar, causando um lapso momentâneo de fluxo de ar para o motor. Os motores scramjet dependem de movimentos extremamente precisos da onda de choque e fluxo de ar do motor para funcionar. Uma tentativa subsequente para reiniciar e reorientar as condições ideais não tiveram sucesso.

”Obviamente estamos desapontados e esperavamos melhores resultados”, disse o gerente do programa da força aérea Charlie Brink “, mas estamos muito satisfeitos com os dados recolhidos neste voo. Iremos continuar a analisar os dados para aprender ainda mais sobre esta nova tecnologia, “, acrescentou. “Toda vez que estamos a testar esta nova tecnologia é excitante por que estamos muito mais perto do sucesso.”

Este projeto fez o seu primeiro voo em 26 de Maio de 2010, o X-51 sofreu um problema similar mas o motor foi recuperado com sucesso e o voo continuou até aos 143s quando um outro problema fez que o voo terminasse.

Fonte: Planeta Militar

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Inteligência

Mitos e verdades sobre a atividade de inteligência no Brasil

Por André Soares

Muitas pessoas têm interesse pela denominada atividade de inteligência, influenciadas principalmente pelas histórias e filmes de espionagem. Particularmente no Brasil, há dificuldades intransponíveis em se obter informações fidedignas sobre esse ofício, em razão da desinformação produzida pelos órgãos oficiais. Significa não haver credibilidade nessas versões, razão pela qual a sociedade brasileira precisa conhecer a verdade sobre essa realidade, para o pleno exercício da cidadania e para que os brasileiros não comprometam suas vidas   investindo nessa obscuridade, inadvertidamente.

Sobre a história da Inteligência de Estado no Brasil, o Serviço Nacional de Informações (SNI), criado em 1967, foi o único e breve suspiro auspicioso. Até degenerar-se e sucumbir. Sua sucedânea, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), foi criada pela Lei 9.883, de 7 de dezembro de 1999, predestinada aos mesmos desígnios do SNI. Assim, seu inevitável destino conduziu o Brasil à maior e pior crise institucional de inteligência que vivenciamos na atualidade, desvelada em 2008, no festival de clandestinidades protagonizadas pela Abin, na Operação Satiagraha, recentemente condenadas em decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O ingresso em serviços de inteligência no Brasil pode ser realizado na Abin, por concurso público; ou nas instituições públicas mais tradicionais, por indicação política. No segundo caso, é importante ressaltar que há raras estruturas de inteligência eficientes no país, e as melhores estão nas Forças Armadas.  Contudo, se a principal motivação por essa atividade é o desejo de ser agente secreto, a verdade é que o Brasil não os possui em seus serviços de inteligência. Essa é perfídia a enganar muitos brasileiros, incitados ao concurso público da Abin, esperançosos de viver uma carreira de agentes secretos, que constitui a única razão de ser e existir dos serviços de inteligência, em todo o mundo. Porém, a melhor garantia que há em integrar os serviços de inteligência no Brasil é a de se tornar um excelente servidor público burocrata. Infelizmente, há no país uma legião de arapongas e agentes clandestinos, muitas vezes forjados nessas organizações.

Enfatiza-se que a atividade de inteligência não é profissão reconhecida oficialmente no país, estando muito aquém de alcançar o mérito dessa condição. Não por acaso, os conhecimentos da inteligência nacional são majoritariamente de baixa credibilidade, de mesma natureza e em duplicidade com as instituições competentes, em sobreposição e interferência indevidas.

A atual conjuntura é alarmante porque, como a Abin é o órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), sua ascendência e influência nacionais generalizam a ineficiência institucional dessa atividade. Ressalta-se o descontrole do Estado brasileiro sobre esses órgãos, que constituem uma “caixa-preta” dominada pela autofágica “comunidade de inteligência”, cuja fúria nossos governantes temem desafiar. O cenário prospectivo é pessimista porque o Brasil não possui há décadas uma política nacional de inteligência, e as autoridades nacionais demonstram sobejamente a incapacidade de salvar o país desse lamentável estado de coisas a que chegou a inteligência de Estado nacional.

Fonte: Jornal do Brasil