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Deu no Cavok: Com plano para caça de quinta geração com Rússia, Índia rejeita oferta do F-35 dos EUA

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A Índia não tem planos de entrar agora no programa Joint Strike Fighter (JSF) liderado pelos EUA ou de adquirir o caça de quinta-geração F-35 Lightning II quando este estiver totalmente operacional. Segundo um membro do alto escalão do Ministério da Defesa da Índia, o governo indiano não tem interesse em ter dois tipos de caças de quinta-geração (FGFA), pois já assinou um contrato preliminar de projeto de US$ 295 milhões com a Rússia nesse sentido.

A resposta veio após uma série de comentários feitos pelo subsecretário de aquisição de defesa, tecnologia e logística do Pentágono, Ashton Carter, de que os EUA estariam abrindo para a Índia a oportunidade de participar do projeto JSF.

A “oferta” norte americana veio durante o momento que os competidores do programa MMRCA para Força Aérea da Índia começam a ser mais agressivos, e onde os EUA participam com os caças Boeing F/A-18 Super Hornet e Lockheed Martin F-16 Falcon, contra rivais europeus.

Fonte: Cavok

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Veja Vídeo: Sequestros por piratas batem recorde em 2010, diz relatório

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Serviço Marítimo Internacional diz que 53 navios e 1.181 navegantes foram capturados no ano passado.

O número de pessoas sequestradas por piratas em embarcações no ano passado foi o maior já registrado, segundo relatório divulgado nesta terça-feira pelo Serviço Marítimo Internacional (IMB, na sigla em inglês).

Vídeo: Marinheiros Russos executam tripulantes somalis

De acordo com a organização, 1.181 navegantes foram capturados no ano passado, e oito foram mortos. No total, 53 navios foram sequestrados. Segundo o IMB, ligado à Câmara Internacional de Comércio (ICC), houve 445 ataques a embarcações em 2010, um aumento de 10% em relação ao ano anterior.

O número de reféns de piratas vem subindo nos últimos anos – de 188 em 2006 para 1.050 em 2009 e 1.181 no ano passado. Segundo o IMB, os sequestros promovidos por piratas na costa da Somália foram 92% do total no ano passado, com 49 embarcações e 1.016 navegantes capturados. Até 31 de dezembro, 28 embarcações e 638 pessoas permaneciam reféns de piratas na Somália.

Brasil

No Brasil, houve nove ataques a embarcações no ano passado – em dois deles os ocupantes foram feitos reféns. Em 2009, cinco embarcações haviam sido atacadas no Brasil, e no ano anterior, apenas uma.

Os ataques no Brasil no ano passado ocorreram em embarcações ancoradas no Pará – sete em Vila do Conde e dois em Mosqueiro.

O píer de Vila do Conde foi o quarto local individual com o maior número de ataques a embarcações ancoradas no ano passado. O que registrou o maior número de ataques (22) foi o porto de Chittagong, em Bangladesh.

O relatório do IMB adverte para o aumento no número de ataques em Vila do Conde e sugere também vigilância às embarcações no porto de Santos, apesar de não terem sido registrados incidentes na cidade paulista em 2010.

Nota do Editor

É de conhecimento de todos que várias marinhas envolvidas nas operações anti pirataria efetuaram  a  execução dos tripulantes piratas presos.

Porém o vídeo que segue apresenta a ação da Marinha Russa após a apreensão, desarme e execução dos tripulantes somalis.

Pessoalmente sou defensor da pena de morte para casos como estes, porém, a forma como a execução é efetuada para mim classifica-se como barbárie.

Defendo a morte digna do ser humano, seja ele amigo ou inimigo, a forma como o vídeo apresenta os tripulantes foram covardemente executados, o que demonstra um desprezo sádico pela vida humana, algo não esperado do estado que por definição deve ser o defensor de tais direitos, do contrário, age tal qual os “terroristas” que persegue.

A morte digna ou mesmo resultante da confrontação de forças sejam elas regulares ou não é compreensível, já a incineração, decaptação e diversão, lembra tempos áureos em que psicopatas incineravam pessoas em fornos de extermínio simplesmente por serem considerados inimigos.

É contra os bárbaros que estamos lutando, portanto, não podemos ser nem muito menos agir como eles…

E.M.Pinto


Fonte: Último Segundo

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Titânio: o aborto do conhecimento

http://www.cartamaior.com.br/arquivosCartaMaior/FOTO/59/foto_mat_26281.jpgUm mantra da indústria, ou melhor dizendo, do mercado, é quão afastada da prática e de problemas do mundo atual está a universidade brasileira e quão pouco podem contar com ela. Um caso histórico ilustra a opção que o mercado faz entre lucro imediato e qualidade tecnológica permanente. Esse caso mostra exatamente o inverso do que é alardeado pelo setor produtivo, supostamente sempre à espera de produtos da universidade e centros de pesquisa e sempre queixando-se de que não lhe são entregues. O artigo é de Maurizio Ferrante.

Maurizio Ferrante

Em meados da década de sessenta, o CTA – Centro Técnico da Aeronáutica (hoje Aeroespacial) resolveu desenvolver a metalurgia do titânio, indo do minério ao lingote. Ficou no meio do caminho e não começou pelo começo, mas conseguiu estabelecer em bases seguras o meio de campo; a obtenção da esponja de titânio e – em minha opinião suspeita de participante do processo – melhorar e muito a tecnologia existente na época.

A metalurgia do titânio, desenvolvida nos EUA em 1946 pelo luxemburguês W.J. Kroll, é extremamente complexa e cara. O processo tomou o nome do seu inventor e inicia com o óxido do metal, cuja transformação direta a metal não pode ser realizada por motivos que não cabe explicar aqui, mas que, uma vez transformado em tetracloreto – que é líquido na temperatura ambiente – é reduzido pelo magnésio. Essa reação, que deve ser muito bem controlada pois gera ingentes quantidades de calor, forma a dita esponja de titânio. O processo continua com a vaporização do subproduto da reação, a quebra dessa esponja, sua prensagem em pequenos cilindros e a formação de uma longa barra composta por uma fileira desses cilindros soldados um ao outro. E esse foi o caminho percorrido pelo projeto do CTA, de 1969 a 1989, data em que toda a tecnologia foi repassada à sociedade.

O Projeto Titânio nasceu inteligente. Com isso quero dizer que não se intentou reinventar a roda nem exibir capacidade científica que não havia. Resolveu-se simplesmente reconstruir uma realidade que funcionava – a Usina Piloto de fabricação de esponja do Bureau of Mines, Colorado, EUA – recheá-la com gente capaz – e ver no que dava. A idéia era conhecer o processo evitando sair do zero, já que os primeiros equipamentos reproduziam fielmente os da usina do Bureau – e partir para sua melhoria.

O conjunto funcionou perfeitamente, produziam-se blocos de esponja com 50 kg e novas idéias geravam melhorias incrementais. Quando o conhecimento acumulado alcançou massa crítica um equipamento totalmente novo foi projetado, construído e testado. Tratava-se do reator-retorta, um avanço notável, mesmo se analisado no plano internacional.

Veio a patente, o Prêmio Governador do Estado, a capacidade da usina piloto aumentou sobremaneira e blocos de esponja de titânio de 750 kg com alta qualidade se tornaram fato corriqueiro. E por fim, os resultados de todo esse esforço foram transferidos para uma grande empresa mineradora. De que se tratava esse “presente”? Da tecnologia de fabricação de um metal utilizado na aeronáutica (consumo de 17.000 – 23000 t/ano), nas indústrias da energia e química (20000 – 25000 t/ano), na medicina (800 t/ano) e outras, tendo somado um consumo próximo a 50000 t em 2003 (1).

A importância do titânio para o Brasil pode ser avaliada de diversos pontos de vista: (i) recursos minerais: embora o titânio não seja um metal raro e suas principais fontes – ilmenita e rutilo – tenham vasta distribuição geográfica, do anatásio – que é o minério com maior teor do metal – o Brasil tem a maior reserva mundial ; (ii) indústria aeronáutica: a EMBRAER é a terceira maior do mundo; hoje importa ligas de Ti da Rússia; (iii) indústria química e petroquímica: grande consumo do metal em válvulas e tubulações; (iv) área médica: próteses, de quadril e dentárias; parafusos e placas.

Nos documentos de cessão estava acordado que além de produzir a esponja, a empresa recipiente do processo desenvolvido e patenteado pelo CTA iria mergulhar de cabeça no P&D das etapas que faltavam: a cloração do minério, só resolvida em escala de laboratório no CTA, e a fusão e lingotamento da esponja, procedimentos ainda carentes de garantia de reprodutibilidade. O que aconteceu foi exatamente o contrário: o projeto foi descontinuado e os equipamentos devem jazer empoeirados em algum canto, talvez ainda guardando ecos da alegria de seus idealizadores quando da realização de seus sonhos e esforços. Poesia e sentimentalidade aparte: os tecnocratas fizeram uma enorme besteira.

Os argumentos (??!!) apresentados para o término das atividades foram puramente contábeis e imediatistas; aparentemente o Projeto Titânio não estava dando lucro e como tal devia ser extinto, segundo a ótica míope de quem não consegue ponderar nada que não seja numérica e imediatamente ponderável. Somar colunas de números é fácil; difícil é avaliar o que representa uma tecnologia no longo prazo para um país que – aparentemente – está deixando de ser o país do futuro. Hoje, a tecnologia de produção do titânio está na mente de no máximo meia dúzia de pessoas; depois delas tudo deverá ser reaprendido.

Esse caso mostra exatamente o inverso do que é alardeado pelo setor produtivo, supostamente sempre à espera de produtos da universidade e centros de pesquisa e sempre queixando-se de que não lhe são entregues. O fato de que o CTA seja um centro de Pesquisas e não uma universidade não muda a essência da questão. E talvez valha a pena perguntar quantos outros casos semelhantes teriam ocorrido, mercê de apressadas contabilidades, pouca cultura científica e visão que só alcança o momento atual do mercado.

(1) FROES F.H. How to market titanium: lower the cost. Journal of Metals, v. 56, n.2, pg. 39 (2004).

(*) Professor do Departamento de Engenharia de Materiais, na Universidade Federal de São Carlos.

Fonte: Carta Maior

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Conflitos Geopolítica

Inspirados pelo Egito e Tunísia, manifestantes têm ido às ruas para pedir a renúncia do presidente Omar al-Bashir

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Ativistas sudaneses disseram nesta segunda-feira que um estudante que ficou ferido em um confronto com as forças de segurança do país no domingo, durante um protesto contra o governo, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Mohammed Abdulrahman era aluno da Universidade Ahaliya em Omdurman, cidade perto da capital, Cartum, e palco de confrontos no domingo. Os manifestantes, a maior parte deles estudantes, têm ido às ruas para protestar contra o alto custo de vida e a falta de liberdades políticas e civis no Sudão. Eles querem a renúncia do presidente Omar Al-Bashir, no cargo desde 1989.

Os organizadores dos protestos dizem que o movimento foi inspirado pela onda de manifestações no Egito e na Tunísia e prometem voltar às ruas.

Há relatos de que universidades de Cartum e outras cidades foram nesta segunda-feira cercadas por forças de segurança, e algumas foram fechadas.

Mártir

“Você é nosso mártir, Mohamed Abdelrahman”, disseram ativistas em um grupo do Facebook intitulado “Juventude por Mudanças”, em árabe, de acordo com a agência de notícias Reuters.

O governo não comentou a notícia da suposta morte do estudante. Autoridades dizem ter prendido cerca de 70 pessoas no domingo, mas muitas foram soltas depois. O correspondente da BBC em Cartum James Copnall diz que os protestos ocorrem num momento difícil para o presidente Bashir.

No domingo, resultados de um referendo mostraram que 99% da população do sul do país votou pela secessão da região. Segundo Copnall, caso de fato ocorra, a independência do sul, território rico em petróleo, afetará a economia do norte e o prestígio de Bashir.

Fonte: Último Segundo

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Conflitos Geopolítica Opinião

O Egito como estado “dos outros”: EUA, Israel e um punhado de novos ricos

http://travel.nationalgeographic.com/places/images/ga/egypt_camel-sunset.jpgEgypt’s Class Conflict

Posted on 01/30/2011

por Juan Cole, em seu blog

Na manhã de domingo havia sinais de que os militares egípcios estavam assumindo algumas funções de segurança. Soldados começaram a prender suspeitos de vandalismo, cerca de 450 deles.

O desaparecimento da polícia das ruas havia levado à ameaça de saques generalizados, o que agora está sendo enfrentado pelas forças militares regulares. Outros métodos de controle ficaram claros. O governo fechou o escritório da Al Jazeera no Cairo e tirou a licença para que os jornalistas da emissora trabalhassem lá, de acordo com mensagens no twitter. (A Al Jazeera não tinha sido capaz de transmitir diretamente do Cairo mesmo antes da decisão). O canal, baseado no Catar, é visto pelo presidente Hosni Mubarak como agente a serviço de enfraquecê-lo.

Por que o estado egípcio perdeu sua legitimidade? Max Weber distinguia entre poder e autoridade. O poder flui das armas e o estado egípcio tem uma grande quantidade delas. Mas Weber definia autoridade como a probabilidade de uma ordem ser obedecida. Líderes que tem autoridade não precisam atirar nas pessoas. O regime de Mubarak já atirou em mais de 100 pessoas nos últimos dias e feriu muitas outras.

Literalmente, centenas de milhares de pessoas ignoraram as ordens de Mubarak para observar o toque de recolher noturno. Ele perdeu sua autoridade.

A autoridade é baseda em legitimidade. Líderes são seguidos quando as pessoas concordam que eles tem alguma base legítima para sua autoridade e poder. Em países democráticos, a legitimidade vem das urnas.

No Egito, entre 1957-1970, a autoridade derivou do papel de liderança que os militares e as forças de segurança tiveram ao livrar o país da hegemonia ocidental. Aquele conflito incluiu enfrentar o Reino Unico para ganhar controle do canal de Suez (originalmente contruído pelo governo egípcio e aberto em 1869, mas comprado por quase nada pelos britânicos em 1875, quando as práticas bancárias ocidentais levaram o governo egípcio endividado à beira da bancarrota).

Também envolveu enfrentar as tentativas agressivas de Israel de ocupar a península do Sinai para representar interesses israelenses no canal de Suez. O líder revolucionário árabe Gamal Abdel Nasser (que morreu em 1970) conduziu uma grande reforma agrária, dividindo as gigantescas fazendas de estilo centro-americano e criando uma classe média rural. Leonard Binder argumentou que no fim dos anos 60 aquela classe média era a coluna do regime. O estado sob Abdel Nasser promoveu a industrialização e também criou uma classe urbana de empresários que se beneficiaram das construções encomendadas pelo governo.

A partir de 1970, Anwar El Sadat levou o Egito por uma nova direção, abrindo a economia e abertamente se aliando à classe empresarial multimilionária do ramo da construção. Esta estava em busca de investimentos europeus e americanos. Cansado das guerras sem resultado entre árabes e israelenses, o público egípcio deu apoio ao plano de paz de 1978 com Israel, que acabou com o ciclo de guerras com aquele país e abriu espaço para construir a indústria de turismo egípcia e o investimento ocidental nela, assim como ajuda financeira americana e europeia. O Egito se moveu para a direita.

Mas enquanto as políticas socialistas de Nasser levaram à duplicação dos salários reais no Egito entre 1960-1970, de 1970 a 2000 não houve desenvolvimento no país. Parte do problema foi demográfico. Se a população cresce 3% ao ano e a economia cresce 3% ao ano, o aumento per capita é zero. Desde cerca de 1850, o Egito e outros países do Oriente Médio tem tido um (misterioso) boom populacional.

As crescentes populações tornaram as cidades inchadas, já que tipicamente elas oferecem salários maiores que na zona rural, mesmo na economia informal (por exemplo, vendendo caixas de fósforo). Quase metade da população agora vive nas cidades e muitas vilas hoje se tornaram subúrbios das vastas metrópoles.

E assim a classe média rural, embora ainda importante, não serve mais como principal base de apoio ao regime. Um governo bem sucedido teria de ter um grande número de pessoas nas cidades ao seu lado. Mas lá, as políticas neoliberais exigidas pelos Estados Unidos de Hosni Mubarak desde 1981 não ajudaram. As cidades egípcias sofrem de alto índice de desemprego e de inflação relativamente alta. O setor urbano viu nascerem alguns multibilionários, mas muitos trabalhadores ficaram para trás. O enorme número de formados em escolas secundárias e universidades produzidos pelo sistema não encontra empregos à altura de sua educação e muitos nem conseguem emprego. O Egito urbano tem ricos e pobres, mas uma pequena classe média. O estado tenta cuidadosamente controlar os sindicatos, que quase nunca agem de forma independente.

O estado, assim, é visto como um estado para poucos. Sua velha base de classe média rural estava em declínio com a mudança dos jovens para as cidades. O estado está fazendo pouco para as classes trabalhadora e média urbanas. Uma classe de negócios ostentadora emergiu, altamente dependente de contratos e da boa vontade do governo — e se encontra nos hotéis de luxo de turismo. Mas as massas de formados na escola secundária e na universidade foram reduzidas a dirigir táxis e vender tapetes (quando conseguem esses bicos) e não se beneficiaram das taxas de crescimento no papel da última década.

O regime militar do Egito inicialmente ganhou legitimidade popular em parte por enfrentar a França, o Reino Unido e Israel entre 1956-57 (com a ajuda de Ike Eisenhower). Depois dos acordos de Camp David o Egito ficou de fora das grandes disputas do Oriente Médio e fez o que é visto como uma paz em separado. A cooperação do Egito com o bloqueio israelense de Gaza e sua aliança tácita com os Estados Unidos e Israel enfureceram politicamente os mais jovens, que já estavam economicamente frustrados.

A ajuda do Cairo aos Estados Unidos, por baixo do pano, com [a invasão do] Iraque e com a tortura de suspeitos de pertencer à Al Qaeda, é bem conhecida. Muito pouco desgosta tanto os egípcios quanto a guerra do Iraque e a tortura. O estado egípcio foi de ter uma ampla base nos anos 50 e 60 para ser capturado por uma pequena elite. Foi de um símbolo de luta por dignidade e independência diante do domínio britânico para ser visto como um cãozinho de estimação do Ocidente.

O fracasso do regime em se conectar com as crescentes classes urbanas (média e de trabalhadores) e sua incapacidade em dar emprego aos formados em universidades criaram as condições para os eventos da semana passada. Trabalhadores educados precisam de um estado legal para regular suas atividades econômicas e o governo arbitrário de Mubarak é visto como um atraso por eles. Embora a economia tenha crescido entre 5 e 6% na última década, o ímpeto governamental que houve para esse desenvolvimento permaneceu escondido — ao contrário da reforma agrária dos anos 50 e 60. Além disso, a renda ganha com o aumento do comércio foi para uma pequena classe de investidores. Por exemplo, desde 1991 o governo vendeu 150 das 314 empresas estatais, mas o benefício das vendas foi para um pequeno punhado de pessoas.

A crise econômica mundial de 2008-2009 teve um efeito devastador para os egípcios que já viviam precariamente. Muitos dos mais pobres enfrentaram a fome. Depois, a queda nos preços e nas receitas do petróleo fizeram com que muitos dos trabalhadores egípcios em outros países perdessem sua reserva econômica. Eles não puderam mais fazer as remessas de dinheiro para casa e muitos tiveram de voltar de forma humilhante.

O estado nasserista, com todos os seus problemas, teve legitimidade porque era visto como um estado para a massa dos egípcios, tanto fora quanto dentro do país. O atual regime é visto no Egito como um estado para os outros — para os Estados Unidos, Israel, França e Reino Unido — e é um estado para poucos — os novos ricos neoliberais.

O islã não é levado em conta nesta análise por não ser uma variável independente. Os movimentos islâmicos tem servido para protestar contra a ausência do estado diante de suas responsabilidades e para oferecer serviços. Mas eles são um sintoma, não uma causa. É por isso que a nomeação por Mubarak de militares para ocupar os cargos de vice-presidente e de primeiro-ministro não são suficientes em si para enfrentar a crise. Eles, como homens do Sistema, não tem mais legitimidade que o presidente — talvez até menos.

Fonte: Viomundo

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Geopolítica

Brasil assume Conselho de Segurança

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O Brasil assumirá amanhã a presidência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o qual comandará durante fevereiro. O posto é rotativo e sempre ocupado por um dos 15 membros do órgão. O Brasil tenta ocupar assento permanente no conselho e defende sua reforma.

Ao assumir o comando, o objetivo é ampliar os debates para as áreas de conflito nas regiões mais pobres do mundo. No dia 11 de fevereiro, o Brasil promoverá um debate sobre as questões paz, segurança e desenvolvimento. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, deverá participar das discussões. Na ONU, o Brasil é representado pela embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti.

Conforme diplomatas que acompanham as discussões nas Nações Unidas, o momento é de observar com atenção o que ocorre no Kosovo e em Guiné-Bissau, além dos efeitos do plebiscito no Sudão.

No ano passado, em sessão das Nações Unidas em nome do governo brasileiro, o então ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu a reforma urgente da atual estrutura do Conselho de Segurança.

Os conflitos e crises políticas são analisados pelo conselho, que define sobre o envio e a permanência de militares das missões de paz. Em junho de 2010, Brasil e Turquia votaram contra sanções ao Irã. O Líbano se absteve da votação, mas 12 países foram favoráveis às restrições. Para a comunidade internacional, o programa Nuclear do Irã é suspeito de produção secreta de armas atômicas. Os iranianos negam.

São Paulo

Poder concentrado
– Criado em 1945, o Conselho de Segurança é formado por cinco postos permanentes e dez provisórios com mandato de dois anos.

– Estados Unidos, Rússia, China, França e Inglaterra são os integrantes permanentes.

– Brasil, Turquia, Bósnia Herzegovina, Gabão, Nigéria, Áustria, Japão, México, Líbano e Uganda são os membros rotativos.

– O Conselho de Segurança é que autoriza intervenções militares nos 192 países filiados à ONU, além de estabelecer sanções, como ocorreu com o Irã, em junho passado. nossas bandeiras – afirma ele.

Fonte: Zero Hora via NOTIMP

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Geopolítica

Itamaraty prepara reavaliação da política externa brasileira

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Trabalho, que tem previsão de término para março, tem objetivo de dar mais relevância a princípios e valores defendidos no Brasil.

Por ordem do ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, os principais departamentos do Itamaraty, as embaixadas e a missão do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU) preparam uma reavaliação da política externa brasileira. Esse trabalho, com conclusão prevista para março, tratará de temas como os direitos humanos em países de regimes autoritários, o papel do Brasil nas questões relacionadas ao Irã e o relacionamento com os Estados Unidos.

O jornal O Estado de S. Paulo obteve informações sobre o despacho confidencial enviado por Patriota aos diplomatas brasileiros com representantes do País na Europa e no Oriente Médio. Essa ordem teria partido depois de uma conversa entre o ministro e a presidenta Dilma Rousseff, que já fez declarações na contramão de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, em relação à condenação da iraniana Sakineh Ashtiani. Para Dilma, os direitos humanos não são negociáveis.

Com esse levantamento, diplomatas avaliam que a política externa brasileira daria mais relevância a princípios e valores defendidos domesticamente no Brasil que teriam sido deixados de lado nos últimos anos, além de repensar a relação bilateral com uma série de países. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Último Segundo

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Acidentes e Catástrofes Defesa

Armazém com arsenal explode na Venezuela

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Pelo menos uma mulher que morava perto morreu e pânico gerou atropelamentos.

Pelo menos uma pessoa morreu e várias ficaram feridas na madrugada deste domingo na Venezuela, após a explosão de um enorme armazém de armas e explosivos. Fontes do governo dizem que a causa ainda será esclarecida.

“Houve uma explosão em um depósito de armamento, e começaram a haver detonações secundárias. Estamos esperando que estas detonações parem para começar a investigar”, afirmou o general Carlos Mata Figueroa, ministro da Defesa, em entrevista à emissora estatal VTV.

O impressionante incêndio, que pôde ser visto a vários quilômetros de distância, ocorreu em um paiol da Companhia Anônima Venezuelana de Indústrias Militares (Cavim, estatal) na cidade de Maracay, no norte do país e perto da capital, Caracas.

O governador, Rafael Isea, disse que até o momento foi confirmada a morte de uma pessoa.”Infelizmente, uma senhora foi atingida pela explosão e faleceu”, declarou Isea à VTV.

O pânico provocado pela explosão fez com que várias pessoas fossem atropeladas. Pelo menos três foram levadas para hospitais da região, de acordo com Luis Díaz Curbelo, diretor da Defesa Civil. Segundo Rafael Isea, uma área de cinco quilômetros ao redor do depósito foi isolada, e 10.000 pessoas foram evacuadas por precaução. Além disso, várias estradas foram bloqueadas.

Fonte: Último Segundo

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Conflitos Geopolítica

EUA planejam retirar milhares de americanos do Egito

Secretária de Estado adjunta dos EUA, Janice L. Jacobs

AFP – Os Estados Unidos planejam começar a retirar na segunda-feira milhares de seus cidadãos que estão no Egito, por meio de aviões contratados pelo governo, que terão como destino locais seguros na Europa. A recomendação é que seus cidadãos evitem viagens a esse país, depois de uma revolta popular que já contabiliza 125 mortos.

A secretária de Estado adjunta, Janice Jacobs, disse que serão necessários vários voos e dias para transportar os cidadãos americanos que quiserem sair do Egito e completou que não se sabe ainda quantos americanos pretendem deixar o país e quantos voos serão necessários para isso.

Os Estados Unidos identificaram até o momento em Atenas, Istambul e Nicósia como possíveis “refúgios seguros” para os destinos dos voos, disse Jacobs e completou que o governo proverá os voos necessários para os americanos e seus subordinados que quiserem deixar o Egito.

Mesmo assim, o governo recomendou neste domingo que seus cidadãos evitem viagens ao Egito e autorizou a partida desse país das famílias e pessoal não essencial de sua embaixada, informou o Departamento de Estado.

Fonte:  YAHOO!

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Geopolítica

Dilma visita a Argentina em 1ª viagem oficial ao exterior

Presidente Dilma vai para a Argentina em primeira viagem internacional oficial

EFE  —  A presidente Dilma Rousseff inaugura na segunda-feira sua política externa com uma visita à Argentina, a primeira viagem oficial ao exterior desde que assumiu o cargo, na qual está prevista a assinatura de uma aliança para um projeto de construção de reatores nucleares com fins pacíficos.

Dilma, que aterrissa na segunda-feira em Buenos Aires, se reunirá com sua colega argentina, Cristina Fernández de Kirchner, para discutir as relações bilaterais e oficializar a assinatura de vários acordos.

Um dos temas principais da visita é o acordo para desenhar um projeto conjunto que servirá para a construção de dois reatores destinados a testes científicos, que não serão empregados para fins militares, anunciou o subsecretário para a América do Sul, América Central e o Caribe do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Simões.

Simões acrescentou que ambos países desejam “trabalhar no desenvolvimento pacífico e de acordo com a visão da comunidade internacional”.

A aliança será estabelecida entre a Comissão Nacional de Energia Nuclear do Brasil e sua contraparte argentina. Assim que o projeto for projetado, os dois países poderão realizar a construção de seu reator.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Dilma, que assegurou que “Brasil não dá mais as costas” ao país vizinho, quer que sua primeira visita à Argentina se centre em uma agenda ampla e completa de trabalho.

Além disso, está prevista a assinatura de um pacto de cooperação para a construção de um milhão de casas sociais na Argentina, que terá como modelo os programas aplicados pelo Brasil.

Os governantes pretendem dar um impulso também ao projeto de construção a partir de 2012 da hidrelétrica de Garabí, entre a província argentina de Corrientes e o estado brasileiro do Rio Grande do Sul, com capacidade para gerar 2,9 mil megawatts.

Antes de seu retorno a Brasília, Dilma participará de um almoço oferecido por Cristina e realizará uma entrevista coletiva na qual informará sobre o conteúdo da visita.

Segundo a agenda oficial da presidente, Dilma também se reunirá com representantes das “Mães da Praça de Maio”, movimento liderado por mulheres que perderam seus descendentes na ditadura militar na Argentina.

Fonte:  Terra

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Fotos do Dia Geopolítica

Grupo islâmico surge como alternativa de poder no Egito

Foto: Khaled Desouki/AFP

DA BBC BRASIL

Emblema da Irmandade Muçulmana.

Se o presidente do Egito, Hosni Mubarak, deixar de fato o poder como exigem os manifestantes que tomam as ruas desde a última terça-feira, as questões em torno do futuro do país parecem passar pela chegada dos fundamentalistas islâmicos ao poder.

Oficialmente ilegal, mas tolerado, o grupo Irmandade Muçulmana é o maior representante da oposição a Mubarak no Egito, com uma rede de milhares de seguidores.

Segundo a correspondente da BBC no Cairo Yolande Knell, se ocorrerem eleições no país, as chances da Irmandade chegar ao poder são muito claras.
Com seus candidatos concorrendo como independentes, a Irmandade ganhou um quinto das cadeiras nas eleições parlamentares de 2005 – metade dos assentos os quais o movimento disputou.

Neste domingo, porta-vozes da Irmandade Muçulmana afirmaram que o movimento apoia o ex-diretor da AIEA (Agência Internacional de Energia Nuclear) e prêmio Nobel da Paz Mohammed ElBaradei como o nome para coordenar uma eventual transição de poder.

Por sua vez, ElBaradei já afirmou anteriomente que a Irmandade Muçulmana deveria ser um partido político legal, além de ter trabalhado com um grupo ligado à Irmandade, a Associação Nacional para a Mudança, para coletar assinaturas em favor de uma reforma constitucional.

De acordo com a correspondente da BBC, Mubarak cita há tempos a ameaça de uma tomada islâmica do Egito para convencer as potências ocidentais de que as duras táticas políticas do seu partido, o NDP, são válidas.

Na semana passada, mais de 30 integrantes da Irmandade Muçulmana foram detidos depois que o movimento saiu em apoio dos protestos contra Mubarak. Ele foram levados à prisão de Wadi Natran, no norte do Cairo.

No entanto, os detentos escaparam da cadeia na noite desse sábado, depois de uma rebelião ocorrida na prisão, como consequência da subversão parcial da ordem no país.

Em entrevista à BBC, um dos detidos, Essam ElErian, diz ter sido sequestrado por forças policiais e levado junto dos outros ativistas ao quartel-general da polícia, tendo ficado detidos por três noites.

Enquanto a Irmandade Muçulmana tem sido cuidadosa durante os atuais protestos, assumindo um papel discreto, Essam ElErian disse à BBC que o Ocidente deve respeitar as crenças religiosas e as aspirações dos egípcios.

“O Islã é compatível com a democracia, ele é a favor da alternância de poder, ele é a favor dos direitos e deveres iguais para todos os cidadãos”, disse ElErian. “O Islã quer um Estado democrático e moderado. É necessário ouvir o povo.”

EVENTUAL SUCESSÃO

Dos nomes citados para uma eventual sucessão de Mubarak, Mohammed ElBaradei é considerado por muitos ativistas um líder adequado para uma transição de poder, de caráter secular e respeitado internacionalmente.

Crítico do governo de Mubarak, ElBaradei participou pessoalmente nos últimos dias dos protestos no Cairo, apresentando-se como um postulante para negociar uma mudança de governo –bem como para assumir a presidência.

Segundo Yolande Knell, a postura forte do Nobel da Paz contra o atual presidente fez com que muitos egípcios, que antes não davam importância para a política, ficassem mobilizados.

Entre outros nomes para um futuro governo, está o do presidente da Liga Árabe, Amr Moussa, que já foi um popular ministro das Relações Exteriores egípcio.

Além dele, o novo vice-presidente do país, general Omar Suleiman, também aparece com força. Suleiman é um militar –assim como todos os presidentes que sucederam a derrubada da monarquia, em 1952– e poderia assumir o poder durante a transição.

Segundo a correspondente da BBC no Cairo, ele tem o apoio das forças armadas e, por este motivo, parece ser um ator importante na resolução da atual crise egípcia.

Fonte:  Folha

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A temida voz dos árabes

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Rogério Simões

Os ventos revolucionários da Tunísia chegaram ao Egito. Depois da derrubada do regime do tunisiano Zine Al-Abidine Ben Al, que desfrutou de poder quase absoluto por 23 anos, a fúria das chamadas “ruas árabes” se dirige agora contra o líder egípcio. No controle da terra dos faraós há 29 anos, Hosni Mubarak é o alvo da revolta e desejo de mudança da população local. As cenas de caos em vários pontos do país, especialmente no Cairo, sugerem uma nação transformada. De forma espontânea, sem necessariamente ligação com grupo político algum, cidadãos das mais diferentes tendências e ideologias tomaram as ruas para dizer “basta” a um regime autoritário. Mas, ao contrário dos protestos que derrubaram o comunismo na Europa na virada da década de 80 para a de 90, no exterior os movimentos populares árabes geram tanto otimismo quanto preocupação.

O regime de Mubarak é um dos principais aliados dos Estados Unidos no mundo árabe. Recebe de Washington quase US$ 2 bilhões anuais em ajuda econômica e militar, ficando atrás apenas de Israel. Nos últimos anos os Estados Unidos vêm dizendo que essa ajuda precisa ser acompanhada de abertura política e econômica, mas Mubarak nunca sinalizou intenção de mudar as regras do jogo. Pelo contrário: aos 82 anos, o líder egípcio vinha indicando sua intenção de passar o poder para seu filho, Gamal, repetindo o ritual dinástico de nações como Síria ou Jordânia.

Os Estados Unidos nunca condenaram abertamente o modelo político do Egito nem os planos de Mubarak para o país, e o presidente Barack Obama tem sido cauteloso ao defender o direito da população de se manifestar. Obama e seus antecessores nunca esqueceram as circunstâncias em que Mubarak chegou ao poder, em 1981. Ele ocupava a vice-Presidência quando o presidente, Anwar Sadat, que dois anos antes havia assinado o histórico e polêmico acordo de paz com Israel, foi assassinado. Fundamentalistas usaram granadas e metralhadoras contra o presidente e convidados durante uma parada militar. Outras 11 pessoas morreram, e o próprio Mubarak foi ferido. Já na Presidência, Mubarak enfrentou um ressurgimento das ações de fundamentalistas, especialmente nos anos 90, quando um grande atentado em Luxor deixou mais de 50 turistas estrangeiros mortos. A resposta de Mubarak foi um regime cada vez mais fechado, sem direito a dissidências ou manifestações, comandado por truculentas forças de segurança sobre as quais sempre houve a suspeita do uso sistemático da tortura.

A receita sempre foi tolerada por Washington, que teme as consequências para a região da derrubada de regimes autoritários, mas aliados ao Ocidente. Exemplos passados aumentam tal preocupação. Em 1991, as eleições na Argélia foram vencidas no primeiro turno pelo partido islamista, a Frente Islâmica de Salvação, o que levou as autoridades a cancelar a segunda votação. O Exército assumiu o poder, o que levou a uma guerra civil marcada por massacres de civis e um saldo de 200 mil mortos. As eleições palestinas de 2006 resultaram na vitória do Hamas e a consequente divisão política da Palestina, com a Faixa de Gaza nas mãos do grupo religioso e a Cisjordânia sob controle da Autoridade Nacional Palestina. No próprio Iraque, onde uma tentativa de democracia foi imposta militarmente pelos Estados Unidos, a situação interna segue muito mais instável e violenta do que nos tempos de Saddam Hussein.

Com os recentes aumentos de preços dos alimentos, que impôs dificuldades extras a populações já sofrendo com a estagnação econômica, tornou-se ainda mais difícil para regimes autoritários árabes controlarem seus cidadãos. Depois de Tunísia e Egito, protestos foram registrados também no Iêmen. Somada a décadas de frustração e repressão, uma realidade de desemprego e inflação solapa as estruturas do tradicional modelo político local. Estados Unidos, Israel e líderes de outras autocracias locais acompanham os acontecimentos no Cairo com apreensão. Mas sabem que barrar os ventos de mudança é missão quase impossível, e a única opção parece ser ajustar a direção para a qual eles sopram. Isso se não estivermos diante de um verdadeiro furacão.

Fonte: BBC Brasil