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Conflitos Geopolítica

Tensão na Ásia: Breve comparativo do poder bélico das Coreias

Coreias

Autor: Carlos Emílio di Santis Júnior -Editor da Trilogia Campo de Batalha.

Edição: E.M.Pinto- Plano Brasil.

Campo de BatalhaClique na imagem para acessar aos Campos de batalha blogs parceiros do Plano Brasil

Olá amigos.

Eu andei pesquisando o inventário das forças armadas das duas Coreias, embora, admita, que minha curiosidade pelo o que os norte coreanos possuíam foi a minha maior motivação, pois acho que eles andam latindo alto demais contra o sul e os EUA.

Para mim, a Coreia do Sul é capaz de vencer uma guerra ali, sem envolvimento de forças americanas….

A única ajuda que os EUA precisariam dar é a de fornecimento de munição e reposição de equipamentos perdidos. Eu já desconfiava que a Coreia do Norte era armada com sistemas obsoletos e em minha pesquisa, confirmei isso.

Coreia do Norte

NK

Força Aérea

http://www.north-korea-travel.com/image-files/roundel_of_the_korean_peoples_army_air_force.pngO melhor avião de combate deles é o MIG-29S e estes MIG não estão armados com mísseis de guiagem ativa…. na verdade eles ainda usam o R-27 de guiagem semi-ativa.

Fora isso, a quantidade disponível do Fulcrum é de apenas 40 unidades. O resto da força aérea deles é composta por aeronaves MIG da guerra fria tais como:

Modelo Qtd.
Mig-23 56
Mig-21 150
J-7B 40
J-6 ( Mig-19 Chinês) 100
J-5 (Mig-17 Chinês) 100
Su-7 18
Su-22 30
Su-25 41
Mi-24 20

Entendo que a força aérea não ganha a guerra sozinha, mas é um importante elemento para se chegar a esse resultado, quando for bem equipada e operada…. (no mínimo, a força aérea deles pode ser classificadas como mal equipada).http://www.acig.org/artman/uploads/pic_16.jpg

Os Caças Mig 29 são os mais modernos vetores da Força Aérea Norte Coreana

Marinha

http://www.north-korea-travel.com/image-files/flag_north_korean_navy.gifA marinha deles é pior ainda, eles possuem uma frota de velhos submarinos que concentra a sua maior ameaça praticamente nos pequenos submarinos de construção local classe Samg-O. A força de superfície é, simplesmente, inexpressiva, contando com meia dúzia de corvetas e uma fragata classe Soho, o navio é o mais moderno do inventário.
Mesmo com uma grande quantidade de submarinos, penso que em situação de guerra, a força anti-submarina da Coréia do Sul seria capaz anular a grande quantidade destes velhos e obsoletos submergiveis.

Modelo Qtd.
Submarinos Classe Whiskey 4
Submarinos Classe Romeo 22
Submarinos Classe  Samg-O 32
Corvetas classe Tral 2
Corvetas classe Sariwon 2
Fragata classe Soho 1
Fragatas classe Najin 2

http://www.strange-mecha.com/ship/M-Sub/sang-o.JPGOs pequenos submarinos da Classe Samg-O constituem-se an maior ameaça da força naval Norte coreana. Em meados de 2010,  o afundamento de uma corveta Sul Coreana da classe Pohang, foi atribuida à um destes navios, pequenos e com uma capacidade de ataque relativamente boa, os Samg-O podem se transformar em problemas para  a poderosa força anti-submarina Sul coreana.

Exército

http://www.north-korea-travel.com/image-files/flag_of_the_korean_peoples_army.jpgO exército deles tem um efetivo numeroso, porém seus equipamentos seguem a mesma linha das outras forças, com equipamentos obsoletos, MBT T-62 , T-59, Type 59, e Chonma-ho (o mais moderno e baseado no T -72). Para apoio há blindados Type-82 e PT-76.

Há milhares de outros veículos de transporte de tropas BTR-80, BTR-60, Type 63, VTT 323, BMP-1, BTR-50P, BTR-40, geriátricos BTR 152.

A força de artilharia deles é bem surtida. Praticamente todos os canhões obuseiros soviéticos são encontrados no arsenal deles.

Considero o exercito norte coreano a sua força armada mais bem equipada, mas mesmo assim, não tem a mesma qualidade e sofisticação da sua congênere sul coreana.

Modelo Qtd.
MBT T-62 800
MBT T-59 1600
Type 59 1000
MBT Chonma-ho 1200
Type 82 desconhecido
PT-76 46

http://rpmedia.ask.com/ts?u=/wikipedia/en/thumb/9/9c/Pokpung-ho.png/300px-Pokpung-ho.pngOs MBT Chonma-ho são os carros de  combate mais modernos ao serviço do Exército Norte Coreano.

Coreia do Sul

http://www.mapsofworld.com/images/world-countries-flags/south-korea-flag.gif

Força Aérea

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/0b/Roundel_of_the_Republic_of_Korea_Air_Force.svg/800px-Roundel_of_the_Republic_of_Korea_Air_Force.svg.pngA Coréia do Sul possui em sua força aérea um número bastante expressivo de caças ,F 16 CD que por si só já dariam conta do recado, mantendo a superioridade aérea naquela região. Mas, ainda sim há outros modelos bem mais modernos como os F-15K Slam Eagle, versão coreana é equivalente a um F-15E Strike Eagle. Diga-se de passagem, eles estão muito bem armados.

Há ainda alguns F-4E Phanton II e muitos F-5E/F. Existe aviões de treinamento supersônico de ultima geração que poderiam ser armados e operar em aopio aéreo tal como o treinador T-50 Golden Eagle, projetado e construído localmente, este avião manobra melhor que um F-5E… se aproximando de um F-16…. Contra Mig-17, Migs 21, ele daria muito trabalho aos velhinhos da era soviética. Além disso, há ainda alguns Hawks MK-67 que também poderiam ser armados para o mesmo fim.

Modelo Qtd.
F-16C/D 169
F-15K Slam Eagle 40 (+ 18 por entregar)
F-4E Phanton II 68
F-5E/F 174
T-50 Golden Eagle 64
Hawks MK-67 16

http://community.warplanes.com/wp-content/uploads/2010/09/f15k_redflag_20080808.jpgOs caças F15 K Sul Coreanos são os melhores e mais modernos caças do seu inventário e se constituem também nas mais modernas aeronaves de combate daquela fração do continente asiático

Marinha

http://www.printableworldflags.com/large-flags/South%20Korea_Naval%20Jack_Flag-675.gifA Marinha sul coreana é considerada uma das mais bem preparadas do mundo e está também bastante equipada qualitativa e quantitativamente.

Quem acompanha o meu blog campo De Batalha Naval, já teve oportunidade de conhecer os mais modernos navios de guerra deles. os destróieres KDX II Classe CHUNGMUGONG YI SUNSHIN, e KDX III classe Sejong, este último é equivalente ao destróier norte americano Arleigh Burke.

Os sul coreanoscontam ainda com uma expressiva frota de destróieres classe Gwanggaeto e Ulsan, este ultimo é um antigo navio de guerra em seu inventário, porém, seu armamento é válido e bastante atualizado.

A força de submarinos, embora muito menor numericamente à da Coreia do Norte, é inúmeras vezes mais sofisticada.

Sua força de submarinos é composta pelos modernos submarinos classe Sohn Wonyl (Type 214 alemão), e Chang Bogo (Type 209 também alemães, do mesmo tipo dos submarinos da classe Tupi da Marinha Brasileira), fora isto, contam ainda com submarinos classe Dolgorae.

Além dos grandes e modernos vasos de guerra,a Marinah da coréia do sul conta ainda com uma força numerosa de barcos patrulha, levemente armados bem como as corvetas da classe Pohan, relativamente bem armados pois usam 4 mísseis Harpoon.

Outro detalhe que não podemos deixar passar, é a disponibilidade de 8 aviões de patrulha P-3C Orion, que são armados com torpedos e mísseis Harpoon e que recentemente passaram por um extenso programa de revitalização e atualização.

Modelo Qtd.
Destroyers classe Sejong KDX III 6
Destroyers classe CHUNGMUGONG YI SUNSHIN KDX II 2
Destroyers classe Gwanggaeto KDX I 3
Destroyers classe Ulsan 9
Submarinos classe Sohn Wonyl 3
Submarinos classe Chang Bogo 9
Submarinos classe Dolgorae 2
Embarcações de patrulha e lança mísseis 84
P-3C Orion 8

http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/roks-sejong-the-great-3.jpgOs super destroyers KDX III são as mais poderosas plataformas de superfície da Marinha Sul  Coreana, Juntamente com as últimas versões dos Norte americanos da classe Arleigh Burke e dos Japoneses da Classe Atago, constituem-se nos mais poderosos destroyers do mundo.

Exército

O exército sul coreano está fortemente equipado com MBT M-48 armados com canhão de 105 mm ( Este velho tanque, está para ser aposentado), porém, este não é o único MBT deste exército, existe um número ainda maior de MBT dos modelos K-1 e K-1A1, mais sofisticados, com tecnologia e desenho baseado nas primeiras versões do M-1 Abrams dos Estados Unidos.

Em breve o exercito deles estará recebendo os novos e modernos K-2 Black Panther desenvolvidos e produzidos nacionalmente. Este carro de combate tem desempenho e poder de fogo similar ao do M-1A2 norte americano.

Uma curiosidade é que o exercito sul coreano utiliza alguns MBTs russos modleo T-80, recebidos como pagamento de uma divida.

Para transporte de tropas eles contam com uma gigantesca força de veículos K-200 (derivado do nosso velho conhecido M-113) e estão recebendo os seus modernos K-21, que devem substituir boa parte destes K-200.

O exercito da Coréia do Sul conta ainda com 530 obuseiros auto propulsado K-9 armados com um poderoso canhão de 155 mm e 52 calibres entre milhares de canhões de artilharia de 155 e 105 mm de origem ocidental de vários modelos.

Modelo Qtd.
MBT M-48 900
MBT K-1 e K-1A1 1511
MBT K-2 390 ( em processo de recebimento)
MBT T-80 35
K-200 2100
K-21 460

http://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2010/07/K-2-Black-Panther-11.jpgOs MBT K2 Black Panther são os melhores e mais modernos carros de combate do exército Sul Coreano e também um dos mais modernos do planeta.

Considerações finais

Os modelos e números apresentados são apenas uma amostra da disparidade de poder de ambas as Coreias, não estão ai contabilizados outros sistemas como baterias de defesa anti-aéreas e sistemas de mísseis de cruzeiro ou outros sistemas como helicópteros e aviões de transporte, alerta aéreo antecipado ou reabastecimento.

Porém, o exposto já nos dá uma clara percepção de que a única vantagem da Coreia do Norte reside em seu arsenal nuclear e no provável apoio que poderiam receber da república popular da China.

Pelo exposto a Coreia do Sul daria conta sozinha de sua inimiga do norte caso o conflito fosse direcionado para a guerra convencional.


Agradecimento:

Gostaria de agradecer ao nosso amigo e colega Carlos Emílio e a trilogia Campo de Batalha  pela matéria e pela cordial colaboração.

E.M.Pinto

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Fotos do Dia Sistemas de Armas

Tributo ao Gunship AC-130 Spectre

ac130

Autor: konner

Plano Brasil

O conceito de armas de disparo lateral é antigo. A manobra “pylon turn”, com uma aeronave em giro para esquerda ao redor de um ponto de referencia permite atacar um alvo no solo com grande precisão. A primeira vez que as aeronaves canhoneiras foram usadas foi para realizar interdição, ou o uso de força para diminuir ou retardar o fluxo de suprimentos e tropas para continuar suas operações. Pode ser tática com aeronaves de ataque ou estratégica com bombardeio pesado e bloqueio naval.

Estas aeronaves são fortemente armadas com sensores de armas sofisticados, e sistemas de navegação e controle para ataques cirurgicos durante períodos de saturação de área prolongados, à noite e em condições climáticas adversas. O AC130U emprega radar de abertura sintética de longo alcance para detecção e identificação de alvos.

O AC-130 foi testado em combate em setembro de 1967. O objetivo do projeto era criar uma aeronave para interditar a trilha Ho-Chi-Mim. Na primeira missão logo detectaram seis caminhões que foram destruídos em 15 minutos. Apenas um disparo de 20mm podia parar um caminhão. Os canhões sempre disparavam na cadência mínima de 3.000 tiros por minuto. O FLIR mostrou ser extremamente eficiente para detectar o calor de um veículo na floresta densa. Era uma ótima medida defensiva, pois podia detectar os canhões antiaéreos em terra antes de dispararem.

Comummente conhecido  como “U-Boat”, são nomeados de “Spectre” e “Spooky II em homenagem ao primeiro modelo, o AC-47D.  É o mais complexo sistema de armas em aeronaves no mundo hoje. Tem mais de 609.000 linhas de código de software em seus computadores  e  sistemas de aviônica.

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Fotos do Dia Sistemas de Armas Tecnologia

DCNS: Drones e novos projetos, o futuro da guerra anti-minas

http://jdb.marine.defense.gouv.fr/public/tht/.09BST045N283_FRANCK_SEUROT_m.jpg
Tradução e adaptação
E.M.Pinto- Plano Brasil
Foi lançado  em Hennebont, em Morbihan o demonstrador transportador de drones Sterenn Du da DCNS um novo veículo que pode revolucionar a guerra de minas. Chamado Sterenn Du (Black Star, em Bretão, Estrela Negra).
Trata-se de um veículo de superfície não tripulado (Unmanned Surface vehicle), que foi produzido como parte de um programa de estudos avançados (WSP), para o qual a Direcção-Geral de Armamento (DGA) notificou em julho de 2009 um contrato com a DCNS, Thales e ECA.
Os três fabricantes, especializados em sistemas navais, eletrônica embarcada, sonar e veículos aéreos não tripulados, uniram forças para desenvolver um demonstrador que será utilizado para estudos futuros no programa SLMAF  (futuro da guerra anti-minas), e que substituirá no futuro so atuais navios caça-minas Tripartite (CMT) da Marinha Francesa.


demonstrador Visualizando USV (©: DGA)


Construção Sterenn (©: DGA)


Construção Sterenn (©: DGA)


Transporte (©: DGA)


O Sterenn  (©: DCNS)


O Sterenn  (©: DCNS)


O Sterenn (©: DCNS)


O Sterenn  (©: DCNS)

Um grande vaso com duas USV

O programa prevê a  substituição dos pequenos varredores e caça-minas por uma plataforma multi-propósito capaz de lançar veículos aéreos, de superfície e submarinos não tripulados.
A nova embarcação servirá de nave-mãe e poderá ser baseada num catamarã de 100 m na faixa entre 2 e 3 mil toneladas de deslocamento (eos atuais CMT apresentam 51 me 600 toneladas ).
Esta nova plataforma lançará dois grandes veículos de superfícies não-tripulados que poderão operar remotamente a nave-mãe. Também operarão VANT e estes veículos terão a função de rastrear  e detectar submarinos bem como identificar e neutralizar minas. Também poderão operar helicópteros tripulados.


http://nautisseo.files.wordpress.com/2010/01/ecoship.jpg

A USV será implantado a partir de uma nave-mãe (©: DGA)


O princípio de funcionamento do SLAMF (©: DCNS)

Criada pela Brittany Pech’Alu Internacional,  o Drone “Zangão” é um catamarã de 17 mde comprimento, 7,5 m de largura e 25 toneladas de deslocamento. Esta máquina será capaz de implantar veículos não tripulados e os recuperar automaticamente.
Será a plataforma de comando de dois tipos distintos:
Um sonar rebocado (UBM-44 Thales atualmente implementado no tipo BRS Antares), concebido para detectar e classificar submarinos, e aeronaves teleguiadas. Estes podem ser tanto AUV (Autonomous Underwater Vehicle), capaz de classificar e identificar minas ou mesmo um ROV (Remote Operated Vehicle), dedicado à destruição de minas (também conhecido como “assassinos deminas “).


O sonar de abertura sintética DUMB-44 (©: THALES)


O Kster (©: ECA)


O Alister AUV (©: ECA)

Minimizar a intervenção humana
A transportadora d edrones desenvolvida pela UPS (projeto Espadarte) deverá ser capaz de realizar todas as facetas da guerra Anti-minas, sem necessidade de intervenção humana. Este conceito é a base do futuro programa SLAMF, consiste na possibilidade de realização de operações de desminagem em áreas de mar revolto e em regiões litorâneas  sem a exposição dos operadores.
Elimina a necessidade do emprego de mergulhadores humanos  minimizando so riscos assumidos pelos homens.
Sendo assim, este conceito prevê a substituição de todo o trabalho feito hoje por homens, máquinas reduzindo o tempo empreendido nas operações  que por vezes precisam ser interrompidas para o descanso das tripulações e mergulhadores.
Os ganhos podem ser significativos em termos de recursos humanos, uma perspectiva que não desagrada ao Ministério da Defesa em um contexto orçamental cada vez mais restrito.
Obviamente, é sempre questionável o fato das máquinas conseguirem ser eficientes o suficiente para substituir os mergulhadores, especialmente pelo fato de que os mergulhadores do serviço de contra-minagem farnceses serem os mais exeprientes no mundo.
A França efetua até hoje o maior número de serviços de contra-minagem no mundo e isto está históricamente ligado a fatores relacionados à segunda guerra mundial. Até os dias de hoje minas navais  são encontradas frquentemente nos mares do mediterrâneo e a Atlântico trazidas pelas correntes.
Os mergulhadores franceses contam com um notável know-how, reconhecido internacionalmente e portanto a sua substituição por drones deixou alguns observadores céticos.


Mergulhador em operação de contra-minagem (©: Marinha)

Os experimentos no mar em 2011 e 2012

Os primeiros experimentos serão utilizados principalmente para testar as interfaces e gerenciar a execução das operações que  implicam um sistema bastante complexo. Com efeito, deve gerenciar a implantação de vários zangões e sonar em um sistema integrado, estabelecer um programa de cada UAV com reações adequadas dependendo da situação (o que exige o desenvolvimento de sistemas de missão inteligentes), incorporando  autonomia operacional, comunicações e transmissão de informações.
Para isso, o Sterenn Du, com diferentes equipamentos, passará muito tempo no mar  ao largo de Brest, no período de tempo entre 2011 e 2012.


A USV será implantado a partir de uma nave-mãe (©: DGA)

Uma meia dúzia de sistemas e a cooperação europeia

O programa está incluso no plano orçamentário militar  vigente entre 2015 – 2020. Período noq ual o programa SLAMF deve ser lançado.

Os valores exatos dependem das experiências realizadas através do Espadarte e EAP, assim como, dos avanços tecnológicos e evolução das necessidades da Marinha.
Referentemente a este último, é certo que há a necessidade de pelo menos meia dúzia de sistemas para substituir os atuais 11 caçadores de minas Tripartite (MATC), ainda em serviço.
Note que a França está também a tentar desenvolver a cooperação europeia no âmbito do programa SLAMF. Bélgica e Holanda,  parceiros históricos no antigo programa  CMT  desenvolvido na década de 80 poderiam estar interessado, bem como outros países como a Grã-Bretanha ou  Alemanha, que também deve renovar seus meios em guerra de minas.


O Inspetor USV (©: ECA)


nave mãe lançando veículo não tripulado (©: DCNS)


O SeaKeeper (©: DCNS)

Fonte: Mer et Marine

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Defesa Negócios e serviços

Franceses estão otimistas em relação ao governo de Dilma Rousseff

http://kovy.free.fr/temp/rafale/rafale_show7.jpg

No fim do governo Lula, é impossível pensar nas relações entre Brasil e França sem lembrar o acordo sobre a venda de 36 caças que, anunciado na euforia da visita do presidente Nicolas Sarkozy em setembro de 2009, provavelmente não será fechado antes da posse de Dilma Rousseff. Os franceses, que nos últimos dias têm enviado ao país altos representantes do governo, como o chefe do Estado Maior das Forças Armadas, almirante Edouard Guillaud, para fazer uma pressão na reta final, evitam publicamente reclamar da decisão de postergar o anúncio da concorrência para o governo Dilma. “É uma coisa difícil de prever, mas parece que o presidente Lula disse muito claramente que é a presidente Dilma quem deve decidir. Mas estamos pacientes e otimistas”, disse o embaixador francês, Yves Saint-Geours, em entrevista ao Correio.

Mas se a decisão na questão dos caças deixará a desejar, o embaixador francês comemora o que foi conseguido com o Brasil nos últimos oito anos nos campos não só militar, mas político e comercial. Nesse período, em que se realizou o Ano do Brasil na França, em 2005, e o Ano da França no Brasil, em 2009, os dois países fecharam um acordo de cerca de R$ 20 bilhões (8,8 bilhões de euros) na compra de 51 helicópteros e cinco submarinos (sendo um de propulsão nuclear), o comércio cresceu — estimativa de cerca de 30% só no último ano –, e os dois governos tiveram uma boa coordenação em temas multilaterais.

Para Saint-Geours, as expectativas para o governo Dilma são ainda melhores. “Estou muito otimista por razões simples. Primeiro, temos os métodos, os projetos, este nível muito alto de relações bilaterais. E, claro, os problemas do mundo continuam e temos que avançar”, afirma. Segundo o embaixador, devido a essas características, a parceria estratégica entre os dois países é agora mais “legítima que nunca”. “Todos os eixos prioritários domésticos, como desenvolvimento das infraestruturas pelo PAC, e das necessidades para a educação, formação profissional, tecnologia e ciência, são também os eixos da nossa cooperação com o Brasil. Então, tendo os métodos, os desafios e esses eixos prioritários, considero que a perspectiva de cooperação é excelente.”

Durante o governo Lula, as relações entre Brasil e França foram visivelmente intensas, com muitas visitas e encontros entre os presidentes, acordos echados em diversas áreas e a realização dos anos do Brasil na França e da França no Brasil. O que motivou essa aproximação?
Foi uma visão dos dois lados da necessidade de aprofundar essa relação. Não tenho a intenção de falar pelo lado brasileiro, mas percebemos que o país se projetou muito mais, teve uma política externa mais ativa, e que, ao fazer isso, considerou a França, com quem tinha já relações excelentes em vários níveis, um parceiro importante, principalmente para procurar mudar algumas coisas na governança mundial. E nós, franceses, consideramos que o mundo estava mudando, e que era preciso mudar as instituições de organização coletiva do mundo. E, inclusive, ter uma relação não só multilateral, mas bilateral mais forte com países emergentes tão importantes como o Brasil. E esses dois anos — do Brasil na França e da França no Brasil — foram a parte mais ativa e mais concreta da relação. Nesse período, também tivemos a assinatura da parceria estratégica, que foi muito interessante para os dois países que já tinham um diálogo político, e as ferramentas da relação a nível comercial, científico-universitário, cultural e militar. Por esses motivos, esses oito anos foram realmente uma mudança de época — para o mundo, para os dois países e para a nossa relação.

Em que áreas essa parceria avançou mais?
Há vários campos de cooperação que realmente avançaram de uma maneira excepcional com a parceria estratégica: comercial, científico e cultural, militar, e até na questão de fronteiras, já que Brasil e França dividem mais de 720 quilômetros de fronteira entre a Guiana Francesa e o Amapá. No campo da cooperação econômica e comercial, organizamos um grupo de empresários de alto nível que fizeram um trabalho para propor coisas concretas, como, por exemplo, agilizar as questões de alfândega, circulação de pessoas e contratos de trabalho. E isso já deu resultados bons entre as empresas. Muitas empresas francesas já estão no Brasil há décadas, mas, entre 2009 e 2010, foi um momento privilegiado para o desenvolvimento de nossas parcerias, de novos investimentos. A expectativa é que o intercâmbio comercial aumente mais de 30% só este ano. Os investimentos franceses no Brasil são excepcionais: as empresas franco-brasileiras empregam 400 mil brasileiros aqui, somos o quarto maior volume de investimentos estrangeiros diretos no Brasil. E esse volume representa o dobro da quantidade de investimentos franceses na China e cinco vezes mais do que na Índia. Isso mostra que o Brasil é um parceiro econômico muito importante.

A parceria no campo militar também tem sido levada a sério pelos dois países, que fecharam um acordo para a produção de helicópteros e submarinos, e têm em vista um acordo para a compra de 36 caças para a FAB. Por que uma parceria com o Brasil nessa área é importante para a França?
Temos uma parceria entre países que querem ter não só soberania, mas também autonomia de decisão e compartilhar responsabilidades internacionais. E uma maneira de compartilhar responsabilidades internacionais, é garantir a segurança no mundo. Nós sabemos que, neste momento, a comunidade internacional, através do Brasil, está assegurando parte da segurança do mundo, no Haiti. Então a razão de fazer uma parceria militar se inscreve no marco da parceria global.

Na última quinta-feira, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, se reuniu com o chefe do Estado Maior das Forças Armadas francesas, almirante Edouard Guillaud. O governo francês recebeu alguma previsão sobre o fechamento dessa compra?

Essa é uma questão de decisão do governo brasileiro, então, não é o governo francês que vai responder a essa pergunta.

Mas o senhor acredita que o presidente Lula vai sair do governo sem anunciar a decisão?
É uma coisa difícil de prever, mas parece que o presidente Lula disse muito claramente que é a presidente Dilma quem deve decidir.

Há um risco de que, a decisão ficando para o próximo mandato, o governo mude a sua já conhecida preferência pela proposta francesa? Ou que o processo se prolongue demais, mais uma vez?
Considero que, realmente, essa é uma coisa que o governo do Brasil tem que decidir, em função de muitos parâmetros. Mas estamos pacientes e otimistas. Os dois países mantiveram uma coordenação estreita em temas da agenda internacional.

Quais foram as principais questões multilaterais em que os dois conseguiram coordenar posições conjuntas?
Estamos em um processo de mudança das instituições multilaterais. E, em questões como a mudança de cotas no FMI e no Banco Mundial, ou na reforma no Conselho de Segurança, não estamos na mesma posição, mas temos os mesmos objetivos do Brasil. Por exemplo, em novembro de 2009, os presidentes Lula e (Nicolas) Sarkozy adotaram uma orientação comum para a Conferência de Copenhague, com compromissos de redução de desflorestamento, e objetivos concretos para a redução de gases de efeito estufa. É claro que não concordamos em tudo. Vamos ter que seguir dialogando para atingir consensos sobre matérias-primas, sobre reforma do sistema monetário internacional e, inclusive, sobre governança mundial.

Outro assunto que os dois países não têm postura semelhante é em relação ao programa nuclear do Irã. Como a França viu os esforços do Brasil para chegar à Declaração de Teerã e a sua postura sobre as sanções?
Não devemos esquecer o principal: Brasil e França concordam completamente sobre os objetivos pacíficos de permitir o desenvolvimento nuclear civil para os países. Consideramos que todos os países devem ter, respeitando as regras, essa possibilidade. É verdade que não concordamos sobre a maneira de atingir esse objetivo, e todos sabem que teve a resolução sobre as sanções. Mas o Brasil, apesar de não votar a favor da resolução, está aplicando as sanções. Mas é uma coisa complexa.

Mas o Brasil desgastou a sua imagem no cenário internacional?

Eu só posso responder pela França. Para nós, por todas as razões que expliquei antes, o diálogo com o Brasil é o mesmo. Não consideramos que temos que concordar sempre. Para nós, isso não mudou a percepção que temos do Brasil e de seu papel futuro na governança mundial.

O senhor acredita que, no governo Dilma essa aproximação vai continuar?
Estou muito otimista por razões simples. Primeiro, temos os métodos, os projetos, este nível muito alto de relações bilaterais. E, claro, os problemas do mundo continuam e temos que avançar. Considero que o Brasil tem agora uma continuidade política que nos dá realmente possibilidade de responder aos desafios que se apresentam a cada dia, e então a parceria estratégica me parece mais legítima que nunca. O Brasil é uma grande potência no mundo e tem responsabilidades internacionais cada vez mais importantes. E todos os eixos prioritários domésticos, como desenvolvimento das infraestruturas pelo PAC, e das necessidades para a educação, formação profissional, tecnologia e ciência, são também os eixos da nossa cooperação com o Brasil. Então, tendo os método, os desafios e esses eixos prioritários, considero que a perspectiva de cooperação é excelente.

O senhor falou da parceria na área cultural e científica. O que espera da relação nesse campo?
Temos trabalhado muito no campo científico, universitário e cultural, transformando um pouco o que estávamos fazendo, que já era muito. Temos uma tradição de instituições bilaterais para trabalhar juntos a nível universitário e agora estamos abrindo mais e mais cooperações universitárias. Mais estudantes brasileiros estão indo à França, 3 mil vistos de estudantes foram dados no ano passado. E agora queremos, com a parceria estratégica, fazer mais estudantes franceses viajarem ao Brasil. Queremos sempre esse equilíbrio, tanto para a economia, como para a ciência e cultura.

Mas também não há um equilíbrio na questão comercial, porque o Brasil exporta menos para a França do que importa, mantendo a nossa balança negativa…
Não, estamos mais ou menos equilibrados.

Mas, só neste ano, já temos um deficit de mais de US$ 1 bilhão…
Essa é uma discussão que sempre temos com os brasileiros, porque não calculamos os números da mesma maneira. No ano passado, para nós, a França teve um déficit, mas para os números brasileiros, tivemos um excedente. Então, é mais ou menos um comércio equilibrado, e temos que crescer juntos.

Em que áreas o Brasil pode investir mais na França?
Já temos alguns pequenos investimentos do Brasil na França, mas é claro que os grandes campeões industriais brasileiros — Petrobras, Vale, Embraer — e também médias empresas podem pensar em investimentos em todos os campos: agroindústria, indústria, serviços.

O presidente Sarkozy tem a presença confirmada na posse da presidente Dilma?
Não. E essa decisão não está dependendo de ninguém, mas é uma data complicada para todos os governos do mundo. De qualquer maneira, teremos uma boa representação.

Fonte: correio Braziliense

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Contrato para compra dos 126 caças do MMRCA da Índia deve ser assinado na metade de 2011

http://www.defenceaviation.com/wp-content/uploads/2010/10/Indian-MRCA-competition.jpgO acordo multibilionário para adquirir 126 jatos de combate do projeto MMRCA (medium multi-role combat aircraft) provavelmente será assinado na metade de 2011, conforme disse o chefe da Força Aérea da Índia.

“Este é um grande negócio. Nós finalizamos as avaliações e o assunto agora está com o ministério (defesa). Temos esperança que será dado andamento e que poderemos assinar o contrato em julho do ano que vem. Após isso levará três anos para começar as entregas,” disse o Brigadeiro do Ar P V Naik.

As palavras foram ditas apósele acompanhar a graduação dos novos cadetes da Academia da Força Aérea da Índia em Dundigal, cerca de 35 km de Nova Dheli.

Seis fabricantes estão disputando o contrato que foi iniciado em agosto de 2007. Além do MMRCA, outros acordos para novas aeronaves para Índia estão sendo negociados. Um deles é o do caça de quinta geração FGFA que está sendo desenvolvido em parceria com a Rússia, no qual a Índia deverá adquirir entre 200 e 250 aeronaves a partir de 2017.

Sobre aeronaves de transporte, a Força Aérea da Índia comprará os modernos C-17 da Boeing, os quais já estão com as negociações adiantadas, disse Naik.

“A força aérea também está em tratativas com a Rússia para a nova Aeronave de Transporte Médio (MTA). Nós também estamos buscando novos aviões de reabastecimento em voo para os quais já emitimos uma Requisição para Propostas (RfP). E os aviões C-130J serão introduzidos a partir de janeiro de 2011,” disse ele.

As avaliações também estão em andamento para compra de helicópteros de ataque, de transporte pesado e das aeronaves de treinamento básico.

Fonte: Times of India – Tradução e Adaptação do Texto: Cavok

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Conflitos Geopolítica

Coreia do Norte reforça presença militar na fronteira sul

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As Forças Armadas da Coreia do Norte elevaram o alerta de suas unidades de artilharia localizadas na costa oeste do país, próximo da fronteira com o sul, reporta neste domingo a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Segundo uma fonte não idenificada que conversou com a agência sul-coreana, as Forças Armadas do norte também deixaram de prontidão caças que estavam nos hangares.

O recrudescimento da tensão entre as Coreias se dá horas antes de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, na qual as potências discutirão a situação na península – qualificada de “barril de pólvora” no sábado por um enviado americano.

Ignorando os pedidos da Rússia e da China para evitar a escalada das tensões, a Coreia do Sul reafirmou neste domingo que levará adiante nos próximos dias um exercício militar com artilharia real na região sob disputa.

A simulação de um dia é uma resposta ao ataque a míssil norte-coreano que matou pessoas no dia 23 de novembro. O bombardeio à ilha de Yeonpyeong matou dois soldados e dois civis sul-coreanos.

As Forças Armadas sul-coreanas disseram que as armas serão apontadas em direção oposta à Coreia do Norte durante o exercício. Mesmo assim, Pyongyang já advertiu que poderá reagir em caráter “imprevisível” e “de autodefesa”.

O regime comunista do norte não aceita a fronteira desenhada no Mar Amarelo por um general americano no fim da Guerra da Coreia, em 1953. Por isso, diz que qualquer disparo feito na região corre o risco de risco de cair em águas norte-coreanas.

A mídia estatal norte-coreana tem advertido que, se os exercícios forem levados adiante, o país pode atacar o sul em maior escala que o ataque anterior.

Diplomacia

Enquanto os dois vizinhos trocam ameaças, nos bastidores continuam as iniciativas para acalmar a tensão.

No sábado, a Rússia pediu uma reunião “urgente” do Conselho de Segurança, e expressou irritação pelo fato de o encontro ter sido agendado somente para o domingo.

O país, que faz fronteira com a Coreia do Norte, pediu às autoridades americanas e sul-coreanas que cancelem os exercícios militares.

A China também vem advertindo que um conflito entre os dois vizinhos desestabilizaria a região. Mas o governo chinês até agora se limitou a expressar “grande preocupação” com a possibilidade.

Um enviado não-oficial americano para a questão coreana, Bill Richardson, qualificou no fim de semana a tensão entre as Coreias de “barril de pólvora”.

Ao fim de uma visita à capital norte-coreana, Pyongyang, Richardson disse que fez “pequenos avanços” na promoção do diálogo entre os dois vizinhos e que pediu às autoridades norte-coreanas para exercer “moderação” diante das tensões.

Richardson, que é governador do Estado do Novo México, viajou por sua própria conta à Coreia do Norte – com quem os EUA não têm relações diplomáticas –, mas no passado já exerceu a função de moderador entre os dois vizinhos.

Fonte: BBC Brasil

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Conflitos Geopolítica

Michael Brenner: Washington faz o que condena em autocracias

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Obama’s War on WikiLeaks — and Us

Michael Brenner, no Huffington Post

A maneira casual com que os norte-americanos estão rasgando suas liberdades é de tirar o fôlego. Direitos que foram reverenciados como as jóias espirituais da Nação por 225 anos estão sendo colocados de lado como se fossem descartáveis. Fazemos de conta que ainda valorizamos os ideais dos quais eles são emblemáticos no momento em que os jogamos fora. Apenas um povo confuso por emoções descontroladas e que esqueceu de sua identidade pode agir de forma tão indiferente.

As flagrantes violações de direitos e proteções legais básicos são um dos destaques da década do 11 de setembro nos Estados Unidos. Monitoramento eletrônico por atacado, detenções arbitrárias, investigações intrusivas de pessoas e organizações sem motivo ou autorização judicial, a participação da CIA e da inteligência militar na contravenção de proibições estipuladas — uma vasta gama de práticas desprezíveis e ilegais. Na semana passada atingimos uma nova profundidade no desrespeito oficial à lei.

O ataque extrajudicial do governo Obama contra o WikiLeaks e a pessoa de Julian Assange é o mais amedrontador. Autoridades federais colocaram seu peso sobre empresas privadas para que se negassem a prestar serviços ao WikiLeaks e a qualquer pessoa que pretendia estender apoio financeiro ao grupo. O fato de que o PayPal, a Amazon, a Mastercard e a Visa são prestadores de serviços públicos demonstra o abuso de poder governamental.

O Departamento de Justiça também pode ter feito pressão sobre o governo sueco para colocar a Interpol atrás do sr. Assange por conta de ofensas sexuais surreais, ainda indefinidas, que os promotores gastaram dois meses preparando. (Alegadamente, Washington ameaça cortar o compartilhamento de inteligência com as autoridades amedrontadas de Estocolmo). Agora há informações de que os suecos estão colaborando com Washington para manter Assange detido no Reino Unido por tempo suficiente para que ele seja indiciado sob alguma acusação criada pelo Departamento de Justiça, que age em completo segredo. Adicionalmente, a Força Aérea dos Estados Unidos promoveu um blecaute no acesso eletrônico em todos os seus computadores aos jornais que publicaram resumos dos telegramas vazados.

Empregados ficaram proibidos de ler os jornais sob ameaça de severa punição. Uma ordem geral proíbe todos os empregados do Departamento de Defesa de ler os telegramas impressos — seja no santuário de suas casas, seja no lobby do Hotel Intercontinental de Cabul. Esta é a versão dos militares para as práticas repressivas usadas por regimes autocráticos em todo o mundo — práticas que Washington denuncia como ataques odiosos contra a liberdade.

O ponto-chave, que supera todos os outros, é que os Estados Unidos não tem autoridade legal para fazer qualquer uma destas coisas. Não buscaram autoridade legal para fazê-lo. A Casa Branca e o Pentágono simplesmente se deram o poder de punir arbitrariamente da forma como querem. Autoridades norte-americanas, a começar de Barack Obama, estão declarando seu direito de inflingir penalidades nos cidadãos com base em nada mais que sua própria vontade. A premissa e o precedente representam contravenção direta de nossas liberdades fundamentais. Não há distinção entre estas ações e uma hipotética ação do governo federal para negar a indivíduos ou grupos serviço de banda larga ou de eletricidade sob alegação de que estes serviços poderiam ser usados para embaraçar aqueles que tem poder em Washington.

É uma situação preocupante, que se torna mais preocupante ainda pelo silêncio que cerca este assalto histórico ao poder. A mídia convencional não publica críticas editoriais, os colunistas ignoram as questões relativas às liberdades civis, assim como os editorialistas (com exceção de Eugene Robinson); as associações de advogados não falam uma palavra, as universidades continuam em seu isolamento e os políticos pedem o sangue de Assange (literalmente)  ou se escondem com medo do rótulo de serem molengas ou sabotadores da segurança da Nação. É especialmente notável que o New York Times, que poderia ser acusado de servir de acessório a qualquer crime do qual o sr. Assange possa ser acusado, manteve a boca discretamente fechada, de forma pouco heróica.

O estado coletivo do pensamento americano se mostra incapaz de fazer a distinção básica e elementar entre a preferência pessoal e a lei. Levantar a questão com colegas e amigos gera respostas que nascem tão somente do que a pessoa pensa sobre o que fazem o WikiLeaks e Assange. É uma lógica eticamente obtusa. Minha opinião pessoal não tem nada a ver com a ilegalidade e a arbitrariedade do que nosso governo está fazendo. Nem poderia. É preciso denunciar as violações de nossos princípios e leis seja quem for o objeto dos abusos. Nós parecíamos entender isso.

Para completar a semana de notícias ruins para as liberdades civis, um juiz federal, John Bates, arquivou uma ação que pretendia evitar que os Estados Unidos tornem alvo um cidadão norte-americano baseado no Iemen, Anwar al-Awlaki, que nossas agências de segurança colocaram numa hit list. A ação foi movida pelo pai do clérigo. O Departamento de Justiça de Obama alegou que o tribunal não tem autoridade legal para censurar o presidente quando ele toma decisões militares para proteger os norte-americanos de ataques terroristas. O juiz Bates arquivou a ação dizendo que apenas o sr. al-Awlaki poderia movê-la.

Agora temos a confirmação judicial do direito de autoridades indefinidas, usando critérios indefinidos, de liquidar um cidadão dos Estados Unidos apenas por vontade própria. O único recurso do alvo, aparentemente, é entrar secretamente em um tribunal federal, junto com advogados, desde que evite ser fuzilado no caminho. Novamente, não tivemos comentários públicos a respeito da decisão.

Como chegamos a este ponto? A resposta óbvia é o medo — medo explorado por autoridades eleitas cujos interesses políticos atropelam o juramento de proteger e obedecer a Constituição dos Estados Unidos da América. Medo e o comportamento que ele gera. Supostamente somos o povo cuja bravura nos mantém livres — supostamente

Fonte: Vi O Mundo

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Fotos do Dia Tecnologia

Considerações sobre o FX 2: Roberto Godoy entrevista Gunther Rudzit

Sugestão: Hornet

Reportegem exibida dia 10/12/2010 no TV ESTADÃO, o cientista social Gunther Rudzit fala sobre a compra de caças pela fab e a reorganização das Forças Armadas.
Em entrevista ao jornalista Roberto Godoy, o cientista social Gunther Rudzit fala da reorganização das Forças Armadas e da política externa do governo.

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Mais informações sobre a KMV no Brasil

http://www.sciteq.com/uploads/RTEmagicP_KraussMaffei_logo.jpgO anúncio da instalação de uma fábrica de blindados em Santa Maria é comemorado pelo prefeito Cezar Schirmar como um novo marco no processo de industrialização do município. Durante encontro com o chefe do Executivo, o presidente da KMW – Krauss Maffei Wegmann-, Juergen Weber, e os diretores Sönke Böge e Franz Stangl confirmaram a transferência da unidade de São Paulo para a cidade gaúcha. A KMW é uma empresa de economia fechada, com dois sócios majoritários (a Siemens e um grupo familiar). Trata-se da terceira maior indústria bélica do mundo. Produz os blindados Leopard, adquiridos pelo Exército Brasileiro.

O presidente Juergen Weber anunciou para o primeiro semestre de 2012 o início da operação da fábrica. Até lá, a empresa cumprirá o rito de instalação da unidade produtiva, desde aquisição da área, passando pela elaboração e aprovação de projetos, licenciamento ambiental até a construção do prédio industrial.

Logo depois do encontro no Centro Administrativo, a KMW contratou um engenheiro santa-mariense que será responsável pela implantação da sede da indústria na cidade.

Outra informação trazida pelos empreendedores, que não revelam o montante que será investido na unidade e nem a quantidade de empregos que serão gerados, é de que toda a mão de obra de operação da indústria será local. O investimento alemão deverá gerar outros negócios por conta da demanda que a unidade abrirá em diferentes frentes.

O prefeito iniciou as tratativas quando os alemães estiveram na cidade pela primeira vez, conhecendo a Universidade Federal de Santa Maria e o trabalho desenvolvido pela instituição. Eles demonstraram interesse especial pela formação qualificada de recursos humanos e pelos laboratórios e cursos ligados à área tecnológica, conta Cezar Schirmer.

Fonte: Correio do Povo

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Conflitos Geopolítica

Uribe negociou acordo militar com EUA para dissuadir Chávez

Atual presidente, Juan Manuel Santos foi um dos principais incentivadores do acordo

AFP  — O ex-presidente colombiano, Alvaro Uribe, negociou em 2009 um acordo militar com Washington como um “dissuasório ante uma possível agressão” da Venezuela, segundo um despacho confidencial americano divulgado pelo site WikiLeaks e publicado este sábado pelo jornal espanhol El País.

“O governo da Colômbia considera cada vez mais a Venezuela como uma ameaça, sobretudo após as recentes compras de armamento da Rússia, e vê o acordo de defesa como um dissuasório ante uma possível agressão venezuelana”, destacou em 5 de fevereiro de 2009 o então embaixador americano em Bogotá, William Brownfield, em nota remetida a Washington.

Brownfield escreveu que o atual presidente colombiano e então ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, foi um dos principais impulsionadores do acordo, que permitia a militares americanos operar em sete bases colombianas e que finalmente foi tornado sei efeito pela Justiça em Bogotá em 18 de agosto de 2010.

“Em várias ocasiões, o ministro Santos aludiu à ponte aérea de Estados Unidos e Israel durante a guerra do Yom Kipur de 1973, e pediu ‘garantias’ similares do governo americano em caso de conflito com a Venezuela”, escreveu o embaixador em fevereiro de 2009, segundo o WikiLeaks. Uribe, que governou entre 2002 e 2010 com uma plataforma de direita, teve vários atritos com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, que em meados de 2009 rompeu totalmente os laços com Bogotá devido ao acordo militar.

Fonte:  Ultimo Segundo

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Espaço Tecnologia

A visão da AAB para o Programa Espacial Brasileiro

Virgínia Silveira
Para o Valor, de São José dos Campos

A Associação Aeroespacial Brasileira (AAB), entidade que reúne empresas e especialistas que atuam no desenvolvimento de ciência e tecnologia aeroespacial, lançou ontem à noite, em São José dos Campos, o documento “A visão da AAB para o Programa Espacial Brasileiro”.

Com 74 páginas, o documento, que foi elaborado por 50 especialistas, sendo 35 consultores da iniciativa privada e das principais instituições de pesquisa espacial do país, ressalta a necessidade de um programa espacial mais adequado à grandeza territorial e econômica do país e sugere medidas de curto prazo, que devem ser tomadas para que o país possa avançar nessa área.

A associação propõe, entre outras coisas, a fusão da Agência Espacial Brasileira (AEB) e dos órgãos do setor (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe, e o Instituto de Aeronáutica e Espaço, o IAE) em uma única agência. Na nova estrutura, a agência faria a condução da Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais. Para isso, a AAB recomenda que a agência tenha uma posição supraministerial que, segundo os autores do documento, facilitaria a coordenação e a integração das atividades espaciais e permitiria uma atuação mais ampla.

“A AEB hoje controla o orçamento do programa espacial, mas não tem autoridade dentro do organograma do setor. Hoje, o nosso programa está sem foco, é um conjunto de atividades desconexas, sem metas claras e sem horizonte”, afirma o presidente da AAB, Paulo Moraes. O relatório da AAB foi dividido em cinco tópicos: missão, meios de acesso ao espaço, recursos materiais, humanos e financeiros , política industrial e institucionalidade.

Segundo ele, o documento não tem o intuito de criticar nenhum projeto específico. “Nosso trabalho tem o objetivo de se tornar mais uma contribuição para o setor e gostaríamos que ela fosse considerada dentro do processo de discussão e reavaliação do Programa Nacional das Atividades Espaciais, em curso no âmbito da Agência Espacial Brasileira.

Iniciativa similar foi feita também no dia 30 pelo Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara dos Deputados, que lançou um estudo sobre a “Política Espacial Brasileira”. O estudo faz um diagnóstico do setor no Brasil e propõe medidas de estímulo à pesquisa e à produção espacial no país.

Uma questão crucial que deve ser resolvida no curto prazo, segundo o presidente AAB, está relacionada à perda de recursos humanos do programa espacial brasileiro, que vem se agravando com a elevação da faixa etária dos servidores. “Para a fixação desses profissionais deve ser implantado, num prazo de cinco anos, um plano de carreira, com metas para ascensão tangíveis e política salarial atrativa e perene”, conclui o documento da AAB.

A continuidade e a ampliação do programa espacial, na visão da AAB, depende ainda de fatores como o acréscimo de recursos financeiros e também um envolvimento mais efetivo da indústria nacional. “Nos últimos 30 anos, os recursos orçamentários foram concentrados na infraestrutura e pouco foi destinado para o desenvolvimento e capacitação da indústria brasileira.”

As restrições orçamentárias também são apontadas pelo estudo da AAB como grande obstáculo ao avanço do programa espacial no Brasil. A Associação aponta como alternativas para os investimentos no programa os fundos setoriais, como o CT Espacial e o Funtel, subvenções econômicas, financiamentos externos, parcerias público-privadas, acordos de compensação para compras no exterior, além da comercialização de serviços e produtos gerados pelos centros de pesquisa do setor.

Fonte: Jornal Valor Econômico, via Panorama Espacial

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Planalto prioriza o projeto F-X2



O presidente Lula e a presidente eleita Dilma Rousseff querem discutir a escolha de novos caças para a aviação de combate e, assim, acabar com um impasse do governo federal que se alonga por 15 anos. Segundo revelou à reportagem um integrante da equipe de transição, o tema está na agenda das prioridades estratégicas ainda pendentes – que não devem chegar ao dia 31 sem definição.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, que, em 20 de novembro previu a possibilidade de haver uma resolução até hoje, disse, na última segunda-feira, que a situação está seguindo a liturgia exigida: “Reunidos, o presidente Lula e a presidente Dilma vão tomar uma decisão.” Outro adiamento da escolha do projeto F-X2 para depois da posse da presidente eleita só seria justificado por motivos políticos. Dilma não estaria convencida das vantagens oferecidas pela proposta considerada favorita, a da francesa Dassault, com seu supersônico Rafale. Pediu mais detalhes à Defesa e já recebeu as informações.

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A questão técnica do F-X2 foi resolvida. A conclusão do time de peritos é de que os três finalistas podem cumprir a missão pretendida pela Aeronáutica, de acordo com a peculiaridade de cada um dos projetos.

O americano F-18E/F é o mais provado em batalha. O sueco Gripen traz a possibilidade do desenvolvimento de uma aeronave de combate em grande parte brasileira. O francês Rafale oferece entrega irrestrita de tecnologia, a cláusula fundamental das consultas feitas pela FAB.

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A França mantém uma parceria estratégica e militar com o Brasil por meio de ampla cooperação no campo nuclear. O resultado desse acordo é o desenvolvimento de uma família de submarinos de propulsão atômica, armados com torpedo.

Fonte: O Diário de Mogi via CAVOK