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Fotos do Dia Geopolítica Negócios e serviços

Putin promete US$ 650 bi para modernizar Forças Armadas

REUERS  —    O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta segunda-feira que o governo se comprometeu com 20 trilhões de rublos (646 bilhões de dólares) até 2020 para modernizar e rearmar as Forças Armadas russas.

As Forças Armadas da Rússia exigiam um aumento no orçamento para modernizar sua antiga infraestrutura e sistemas de armas após anos de recursos insuficientes, que enfraqueceram seu desempenho em conflitos locais após a ruptura da União Soviética.

Vladimir Putin é recebido pela tripulação do submarino nuclear Alexander Nevsky durante visita a Severodvinsk
Foto: AP

“Estamos alocando fundos muito sérios, significativos para o programa de rearmamento. Eu até estou assustado de pronunciar esta quantia: 20 trilhões de rublos”, disse Putin a ministros e importantes autoridades militares na cidade de Severodvinsk, no Mar Branco. “Precisamos finalmente superar as consequências destes anos quando o Exército e a Marinha foram seriamente subfinanciados”, disse Putin.

O primeiro-ministro disse que o programa de modernização irá focar em forças estratégicas nucleares, sistemas de defesa aérea, comunicação, inteligência, a quinta geração de aviões de combate e na Marinha, que receberá cerca de 4,7 trilhões de rublos.

Fonte: Terra

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Defesa Sistemas de Armas

Equador adquire caças Cheetah que eram da Força Aérea da África do Sul

Um caça Denel Cheetah C enquanto operava pela Força Aérea da África do Sul. (Foto: Dean Wingrin / SAAF)

A Denel Aviation anunciou que vendeu 12 caças Cheetah para Equador. O acordo inclui modelos monoplaces Cheetah C e biplace Cheetah D’s.

Um acordo para concluir o negócio foi recentemente assinado pelo CEO da Denel Aviation, Mike Kgobe em Quito, capital do Equador.

A Denel Aviation é a projetista do caça Cheetah que foi localmente desenvolvido com assistência de Israel na década de 80. A aeronave é uma variente do Mirage III, com melhorias aerodinâmicas e aviônicos modernos, além de novos sistemas de armas e radar. Nos termos do acordo com a Força Aérea de Equador, a Denel Aviation continuará a fornecer uma compreensiva manutenção e serviços de apoio por pelo menos cinco anos após a venda, com uma opção de renovação dos serviços.

Nove biplaces e 17 monoplaces do caça Saab Gripen foram adquiridas em 1998 através de um pacote de Defesa Estratégica num programa de aquisição para substituir os caças Cheetah C e Ds em operação. O sistema Cheetah será apenas desativado uma vez que todos caças Gripen forem entregues em 2012. No entanto, os caças Cheetah desativados em abril 2008 foram para diminuir custos e os caças Gripen ainda estão em processo de entrega para Força Aérea da África do Sul (SAAF).

“Este é um empolgante negócio para Áfruca do Sul,” disse Kgobe. “Os Cheetahs da Denel estavam estocados desde que eles foram retirados de operação em 2008. A Denel Aviation e a indústria sul-africana dos Cheetahs em conjunto com a Força Aérea da África do Sul estiveram diretamente envolvidas na retirada e estocagem das aeronaves e da infraestrutura de apoio.

Kgobe destacou que a oferta da Denel atende as necessidades da Força Aérea Equatoriana (FAE) que estava a procura de modernizar sua frota de caças. As negociações entre a Denel Aviation, Armscor e a FAE tem sido feitas desde 2009. Uma equipe da FAE visitou a África do Sul em abril deste ano para inspecionar a frota de caças Cheetah e para avaliar as aeronaves em voo. As aeronaves foram disponibilizadas para venda através da Armscor, a agência estatal responsável pela venda de equipamentos e artigos militares que estão estocados.

A manutenção completa e os voos de aceitação serão executados na África do Sul e no Equador, agora que o negócio foi finalizado. A Denel Aviation também visitou as unidades da FAE para rever a infraestrutura e a capacidade técnica da Força Aérea Equatoriana para acomodar as aeronaves Cheetah, para avaliar o nível de apoio exigido e identificar a necessidade de treinamento adicional.

A Denel não informou o valor do negócio devido a uma cláusula de confidenciabilidade assinada com o cliente.

Comentário konner:

Segundo meus conhecimentos, estes aparelhos são dotados de Radar ELTA EL-M2032 Multi-modo/Pulso Dopler com alcance médio de  51Km, com canhões DEFA-554 de 30 mm.

O radar ELTA modelo 2032 é um radar multimodo, é adequado tanto para missões de intercepção para guiar armas ar-ar, como pode ser igualmente utilizado em missões de ataque ao solo, guiando armas inteligentes.

O radar pode também ser utilizado em missões de ataque naval, tendo capacidade para identificar alvos determinar distâncias, permitindo o lançamento de armas anti-navio autonomas que apenas necessitem conhecer a localização aproximada do alvo, para depois efetuarem o ataque com os seus próprios meios.

Ao contrário dos Kfirs, que utilizam motores de origem norte-americana, a África do Sul teve licença para fabricar localmente os motores ATAR que equipavam os Mirage.

Capacidade de carga em armamento é de – 6.800 Kg

Altitude máxima de 17.000 Metros

Motor Snecma ATAR 9K-50

Velocidade Maxima de 2.440 Km/h

Ao nível do mar com velocidade de 1.389 Km/h

Velocidade de cruzeiro em 980 Km/h

Autonomia carregado de 1.000 Km

Altitude máxima de operação em  17.000 Metros

Fonte: E tradução – Cavok – SAAF

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Fotos do Dia Inteligência

Documentos revelam que os Estados Unidos recrutavam ex-nazistas

Depois da 2ª Guerra Mundial, a contra-inteligência norte-americana recrutou ex-funcionários da Gestapo, veteranos da SS e colaboradores nazistas num número ainda maior do que havia sido revelado e ajudou muitos deles a evitarem processos ou permitiu que eles escapassem, de acordo com milhares de novos documentos confidenciais divulgados recentemente.

Com a União Soviética avançando na Europa Oriental, “acertar as contas com os alemães ou seus colaboradores parecia menos premente; em alguns casos, parecia até mesmo contraproducente”, disse um relatório do governo publicado na sexta-feira pelos Arquivos Nacionais.

“Quando veio à tona a história de Klaus Barbie, sobre sua fuga para a Bolívia com a ajuda norte-americana, achávamos que não existiam mais histórias como esta, que Barbie era uma exceção”, diz Normal J.W. Goda, professor da Universidade da Flórida e coautor do relatório junto com o professor Richard Breitman da Universidade Americana. “O que descobrimos nos registros e que havia um número significativo, e que parecia mais sistemático.”

Em detalhes frios, o relatório também conta a estreita relação de trabalho entre os líderes nazistas e o grande mufti (acadêmico islâmico que interpreta a sharia) de Jerusalém, Haj Amin al-Husseini, que depois alegou ter buscado refúgio na Alemanha durante a guerra apenas para evitar ser preso pelos britânicos.

De fato, diz o relatório, o líder muçulmano recebia “uma verdadeira fortuna” de 50 mil marcos por mês (enquanto um marechal alemão recebia 25 mil marcos por ano). O relatório também diz que ele recrutava muitos muçulmanos para a SS, a elite do comando militar do Partido Nazista, e recebeu a promessa de que seria instalado como líder da Palestina depois que as tropas alemãs expulsassem os britânicos e exterminassem mais de 350 mil judeus lá.

Em 28 de novembro de 1941, segundo os autores, Hitler disse a al-Husseini que o Afrika Corps e as tropas alemãs enviadas à região do Cáucaso liberariam os árabes no Oriente Médio e que “o único objetivo da Alemanha lá seria a destruição dos judeus.”

O relatório detalha como permitiram que o próprio al-Husseini fugisse depois da guerra para a Síria –ele estava sob custódia dos franceses, que não queriam alienar os regimes do Oriente Médio– e como altos funcionários nazistas escaparam da Alemanha para se tornar conselheiros de líderes árabes anti-israelitas e “foram capazes de continuar atuando e de transmitir a outras pessoas o anti-semitismo racial-ideológico dos nazistas”.

“Havia de fato um contrato entre os funcionários do Ministério de Exterior nazista com os líderes árabes, incluindo Husseini, que se estendeu para depois da guerra porque eles viram uma causa na qual acreditavam”, disse Breitman. “E depois da guerra, havia verdadeiros criminosos de guerra nazistas – Wilhelm Beisner, Franz Rademacher e Alois Brunner – que eram muito influentes em países árabes.”

Segundo o relatório, em outubro de 1945, o chefe britânico da Divisão de Investigação Criminal Palestina disse ao assistente de um oficial militar norte-americano no Cairo que o mufti poderia ser a única força capaz de unir os árabes palestinos e “esfriar os sionistas. É claro, nós não podemos fazer isso, mas pode não ser uma ideia tão má nisso.”

“Hoje temos relatos mais detalhados das atividades de al-Husseini durante a época da guerra, mas o arquivo de al-Husseini na CIA indica que as organizações de inteligência dos aliados durante o período da guerra reuniram uma porção considerável de provas incriminadoras”, diz o relatório.

“Essas provas são significativas à luz do tratamento leniente que al-Husseini recebeu no pós-guerra”. Ele morreu em Beirute em 1974.

O relatório, “A Sombra de Hitler: Criminosos de Guerra Nazistas, Inteligência Norte-Americana e a Guerra Fria”, foi feito por um grupo formado por várias agências governamentais, criado pelo Congresso para identificar, revelar e divulgar registros federais sobre os crimes de guerra nazistas e sobre os esforços aliados para responsabilizar os criminosos.

Ele foi extraído de uma amostra de 1.100 arquivos da CIA e 1,2 milhões de arquivos de contra-inteligência do Exército que só foram revelados ao público depois que o grupo divulgou seu relatório final em 2007.

“A Sombra de Hitler” acrescenta uma dimensão mais ampla à história do Departamento de Justiça sobre as operações norte-americanas de caça aos nazistas, que o governo se recusou a divulgar desde 2006 e que concluiu que funcionários da inteligência norte-americana criaram um “refúgio seguro” nos Estados Unidos para alguns ex-nazistas.

Como os primeiros relatórios gerados pelo grupo, este faz um retrato sombrio da burocracia, das disputas de poder e das falhas de comunicação entre as agências de inteligência.

Ele também detalha as decisões táticas interesseiras e descaradamente cínicas dos governos aliados e uma predisposição geral que determinava que alguns crimes de guerra de ex-nazistas e seus colaboradores deveriam ser ignorados porque seus suspeitos poderiam ser transformados em bens valiosos nas campanhas secretas mais urgentes contra a agressão soviética.

O esforço da inteligência norte-americana para se infiltrar no Partido Comunista da Alemanha Oriental foi apelidado de “Projeto Felicidade”.

“Localizar e punir criminosos de guerra não estava entre as mais altas prioridades do Exército no final de 1946”, diz o relatório. Em vez disso, ele conclui que a contra-inteligência do Exército espionou grupos suspeitos desde os comunistas alemães até refugiados judeus politicamente ativos em campos de pessoas desabrigadas e também “se esforçou para proteger certas pessoas da justiça”.

Entre eles estava Rudolf Mildner, que foi “responsável pela execução de centenas, se não milhares, de suspeitos membros da resistência polonesa” e como comandante da polícia alemã estava na Dinamarca quando Hitler ordenou que os 8.000 judeus do país fossem deportados para Auschwitz.

Mildner escapou de um campo de confinamento em 1946, e o relatório levanta questões sobre se os agentes da inteligência norte-americana deram “um tratamento leniente a Mildner que contribuiu de certa forma para que ele fugisse” e sugere até mesmo que ele pode ter ficado sob custódia norte-americana ajudando a identificar comunistas e outros subversivos antes de se estabelecer na Argentina em 1949.

O relatório cita outros casos semelhantes à experiência de Klaus Barbie, conhecido como o Açougueiro de Lyon. Ele cooperou com agentes da inteligência norte-americana que o ajudaram a fugir para a Argentina.

Um desses casos envolve Anton Mahler, agente anti-comunista da Gestapo que interrogou Hans Scholl, o líder estudantil subversivo que foi decapitado em 1943. Mahler também serviu no Einsatzgruppe B na Belarus ocupada, que foi culpado pela execução de mais de 45 mil pessoas, principalmente judeus.

“Essa admissão em seu próprio questionário militar do governo dos EUA em 1947 foi ignorada ou passou despercebida pelas autoridades dos EUA e da Alemanha Ocidental”, disse o relatório.

Agentes norte-americanos recomendaram que Mahler e outros ex-nazistas fossem protegidos de processos criminais inspirados politicamente na Alemanha.

Em 1952, diz o relatório, a CIA se mexeu para proteger Mykola Lebed, um líder nacionalista ucraniano, de uma investigação criminal pelo Serviço de Imigração e Naturalização.

Ele trabalharia para a inteligência norte-americana na Europa e nos Estados Unidos durante os anos 80, apesar de durante a guerra ter se envolvido com unidades de guerrilha que mataram judeus e poloneses e de ter sido descrito por um relatório de contra-inteligência como um “sádico notório e colaborador dos alemães.”

Fonte:  GI Portal

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Chávez comprou 1.800 mísseis da Rússia em 2009

Jornal “Washington Post” divulga informação com base no registro de controle de armas feito pela ONU.

Americanos temem que armamento pare nas mãos das Farc e do narcotráfico mexicano, revela site WikiLeaks.

A Venezuela adquiriu da Rússia pelo menos 1.800 mísseis antiaéreos individuais e portáteis em 2009, segundo o registro de controle de armas das Nações Unidas, informou o jornal norte-americano “Washington Post”.

Os EUA temem que esse armamento possa parar nas mãos das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e de cartéis de drogas do México.

A preocupação com o destino das armas está presente em documentos sigilosos revelados pelo WikiLeaks.

Esses mísseis, de alcance de quatro a seis quilômetros, não precisam de uma base, como um caminhão, para que sejam usados. Os combatentes podem apoiá-los nos próprios ombros.

Em entrevista ao “Post”, Matt Schroeder, especialista em mísseis da Federação dos Cientistas Americanos, disse que os mísseis estão entre os mais sofisticados do mundo.

A preocupação americana é que a artilharia possa derrubar, por exemplo, os helicópteros Blackhawk usados em território colombiano.

A parceria no campo militar entre russos e venezuelanos não é de hoje.

Entre 2006 e 2008, ainda segundo o Registro Convencional de Armas da ONU, os russos venderam 472 mísseis, 44 helicópteros de ataque e 24 aeronaves de combate, tudo financiado pelo dinheiro do petróleo.

Em telegrama de agosto de 2009, divulgado pelo WikiLeaks, os diplomatas americanos escrevem que munição russa vendida para a Venezuela foi encontrada com guerrilheiros das Farc.

Tal descoberta vai na contramão da promessa dos russos aos americanos de que as armas não acabariam nas mãos de terceiros.

INFLUÊNCIA CHAVISTA

Em outro despacho revelado pelo WikiLeaks, o ex-embaixador americano no Chile Craig Kelly afirmou ser um erro considerar Chávez um “palhaço” ou “caudilho ultrapassado”.

A consideração está presente em um relatório de 2007, época em que atuava como diplomata no país.

Kelly, que depois foi secretário-assistente de Estado, propôs fortalecer as operações de inteligência dos EUA na América Latina como forma de entender os objetivos a longo prazo de Chávez.

Para ele, também era importante fazer com que os vizinhos regionais da Venezuela se opusessem ao governo chavista, por meio de medidas como a exclusão dos venezuelanos do bloco de livre comércio da região.

Mais do que isso, os EUA deveriam cortar as relações comerciais com os países do Cone Sul se a Venezuela fosse aceita no Mercosul (falta apenas o Paraguai ratificar a adesão).

Essas recomendações fazem parte de um manual elaborado por ele para neutralizar a influência chavista na América do Sul, especialmente sobre os países que cooperam com Chávez.

“Países pobres, como o Uruguai, não são muito vulneráveis à ideologia chavista, mas aos seus petrobolívares”, escreveu Kelly.

O ex-embaixador classificou Brasil e Chile como “países com predomínio da esquerda, mas democráticos e responsáveis economicamente”.

Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO, via NOTIMP

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Defesa Sistemas de Armas

Israel começa a utilizar bombas de pequeno diâmetro na sua frota de caças Boeing F-15I

A força aérea de Israel (FAI) acaba de incorporar na sua frota de caças Boeing F-15I as Small Diameter Bombs (bombas de pequeno diâmetro), produzidas nos EUA.

São duas variantes distintas: a GBU-39 (113kg) que usa navegação inercial e guiagem por GPS para ataques contra alvos fixos e móveis; e a GBU-40, de 129kg com o mesmo sistema de guiagem e otimizada para alvo móveis.

A FAI espera que as bombas estejam totalmente compatibilizadas com a frota até meados de 2011. O F-15I foi o primeiro avião a ser equipado com esse sistema naquela força aérea e a intenção é integrar a nova arma também nos Lockheed Martin F-16I.

F-22 Raptor Small-Diameter Bomb Test

As dimensões e precisão das GBU-39 e GBU-40 permitem que um avião leve mais bombas e ataque mais alvos numa mesma missão.

F-15E Strike Eagle (US Air Force)

As lições aprendidas na guerra do Líbano em 2006 e em Gaza fizeram com que Israel buscasse um novo sistema de bombas mais preciso e com menor efeito colateral.


Fonte:  Revista Asas

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Defesa Fotos do Dia Segurança Pública

Primeiro EC145 governamental é entregue no Brasil

A primeira unidade do modelo EC145 configurada para missões policiais no Brasil será entregue nesta segunda-feira (13), em cerimônia em São Luiz do Maranhão.

Adquirido através de licitação promovida pelo governo do Maranhão, esta nova aeronave será utilizada em missões de transporte de tropa e cargas externas, intervenção rápida por rappel e fast rope, controle de rebeliões em presídios, combate a incêndios em áreas urbanas e florestais e busca e resgate em qualquer ambiente.

O modelo EC145 é um helicóptero biturbina certificado para voo por instrumentos monopilotada. Está configurado com diversos acessórios para aplicação em missões policiais e de salvamento, como, por exemplo, gancho de carga, corta-cabos, separador de partículas, farol de busca, portas laterais corrediças, portas traseiras com possibilidade de entrada e saída de macas, macas dobráveis, dentre outros, como equipamentos de comunicação e rádio-navegação para vôo IFR, piloto automático com 3 eixos e sistema de GPS digital.
No Brasil onde duas unidades já estão voando no mercado executivo e, ao todo, 5 já foram comercializadas – sendo esta a única para o segmento governamental até o momento – a aeronave, embora certificada para voos monopilotados, vem configurada para 2 pilotos, por exigência legal.

O helicóptero EC145 adquirido através de Pregão Presencial pelo governo maranhense apresenta peso máximo de decolagem de 3.585 kg, carga útil de 1.793 kg, carga externa de 1.500 kg, capacidade 2 pilotos e 8 passageiros ou 9 policiais equipados, velocidade máxima de 268 km/h, velocidade de cruzeiro rápido de 246 km/h, alcance de 680 km, potência máxima de decolagem de 738 shp por motor, 2 turbinas Turbomeca Arriel 1E2, comprimento com rotores girando de 13,03 m, comprimento da fuselagem de 10,20 m, altura de 3,45 m e diâmetro do rotor principal de 11 m.

Fonte:  Tecnologia & Defesa

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Defesa Fotos do Dia Negócios e serviços

Washington seleciona o Mi-17 para o Afeganistão

Admirável “mundo novo”! Segundo informações relevadas recentemente, a “espinha dorsal” da “nova” Força Aérea do Afeganistão (FAA) será uma frota de cerca de 70 helicópteros multifuncionais Mil Mi-17, de fabricação russa!

O modelo, em versões antigas, esteve presente no país de modo marcante durante a ocupação soviética do Afeganistão (1979-1989), quando então os EUA municiaram os guerrilheiros afegãos (mujahideen) para combatê-los. Não deixa de ser irônico, portanto, que agora os mesmos EUA decidam pela aquisição dos Mi-17, pagos pelo governo de Washington!, em grande quantidade, para o governo afegão aliado, de modo a compor a nova força aérea do país. Segundo o planejamento norte-americano, a FAA deverá estar totalmente equipada e operacional até 2016, e será fundamental no contexto militar do país, permitindo assim a retirada das forças militares dos EUA e seus aliados.
Segundo a análise norte-americana, apesar de não ser o mais avançado modelo de sua categoria disponível, o Mi-17 é robusto, fácil de manter, e com uma performance ideal para as condições afegãs – em resumo, a aeronave perfeita para a missão, superando inclusive o óbvio rival de fabricação norte-americana, o Sikorsky UH-60 Blackhawk. Um primeiro contrato, num valor estimado de US$ 380 milhões, deverá ser assinado em breve, compreendendo um lote inicial de 21 aeronaves.

De fato, desde o “11 de Setembro”, as compras de equipamentos militares da Rússia pelos EUA, para fornecimento aos seus aliados, tem crescido continuamente. Apenas em helicópteros, o Pentágono já gastou mais de um bilhão de dólares desde 2001, adquirindo modelos russos – estima-se que mais de 50 foram comprados e entregues para o Iraque, Afeganistão e Paquistão, até o momento. E sabe-se que a própria agência de Inteligência norte-americana, a CIA, opera hoje uma substancial frota de helicópteros Mi-17, através de “companhias fantasmas”, com estes já tendo operado extensivamente no Iraque e Afeganistão. No caso das novas aeronaves a serem entregues à Força Aérea do Afeganistão, são eloqüentes as palavras do Coronel Creig Rice, vice-comandante da 438ª Ala Aérea Expedicionária do Exército norte-americano e do Comando de Instrução Aérea da OTAN (no Afeganistão) – “é este (o Mi-17) o único helicóptero para o Afeganistão? Não. Mas é este hoje o melhor helicóptero para o Afeganistão? Sim”.

Fonte:  Revista Asas

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Sistemas de Armas Tecnologia

Sagem e Rosoboronexport criam joint-venture para sistemas de navegação inercial

A companhia russa Rosoboronexport e a francesa Sagem, do grupo Safran, assinaram hoje (13) um acordo para a criação de uma joint-venture para sistemas de navegação inercial. O acordo foi assinado por Ivan Goncharenko, vice-diretor geral da estatal russa, e Jean-Lin Fournereaux, presidente do conselho e diretor-presidente da Sagem, em cerimônia a qual compareceram diversas lideranças governamentais da Rússia e França.

A nova empresa será baseada na Rússia, com o sócio russo detendo 51% de participação, e a Sagem com os 49% restantes.

Eu acredito firmemente que esta nova companhia franco-russa não apenas fortalecerá e expandirá a cooperação militar e técnica entre os dois países, mas também abre novas perspectivas mutualmente rentáveis para o desenvolvimento e fabricação de produtos de alta-tecnologia, assim como intercâmbio de avançadas tecnologias“, disse em nota Ivan Goncharenko.

Fonte:  Tecnlogia & Defesa