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Geopolítica Sistemas de Armas

TOPOL RS 12M acerta alvo no campo de tiro no Cazaquistão

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Foi efetuado com sucesso o lançamento de um míssil balístico intercontinental  RS 12M Topol, lançado na noite de domingo, o míssil atingiu seu alvo no Cazaquistão, o disparo foi efetuado do campo de tiro de Kapustin Yar, na região de Astrakhan a Rússia.

Este foi o segundo lançamento deste tipo de míssil neste ano.  O primeiro foi realizado em 28 de outubro a partir do Centro espacil de Plesetsk no norte da Rússia.

O sistema RS-24 terá seis ogivas independentes, e é, portanto, mais capaz de penetrar em sistemas de defesa anti-mísseis  que aos sistemas  de  única ogiva Topol-M.

As autoridades russas informaram que o os sistemas  Topol-M e os mísseis RS-24 serão o sustentáculo da componente terrestre da tríade nuclear da Rússia e seriam responsáveis por nada menos que 80% do arsenal do SMF em 2016.

Em junho de 2010, o SMF já tereia operacionais menos 50 silos e 18 sistemas de mísseis móveis Topol-M. O RS-24 foi encomendado em 2010, após testes bem-sucedidos.

O Topol RS-12M é um sistema de ogiva  única do míssil balístico intercontinental, possui aproximadamente o mesmo tamanho e forma do ICBM Minuteman norte americano. Os primeiros mísseis Topol entraram em serviço em 1985.

O míssil tem um alcance máximo de 10.000 km (6.125 milhas) e pode transportar uma ogiva nuclear de 550 Kt.

No próximo ano, o SMF vai realizar 10 lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais, o dobro do que em 2010.

MOSCOU, 5 dez (RIA Novosti)

Fonte:  Ria Novosti

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Inteligência

Brasil monitora suspeitos de elo com organizações terroristas

Redação Terra

Segundo reportagem publicada na edição deste domingo do jornal Folha de S. Paulo, o governo Lula monitora há 3 anos um grupo de brasileiros suspeitos de ter recebido instruções e dinheiro de organizações islâmicas para desenvolver atividades e núcleos terroristas no País.

De acordo com o diário, o grupo de brasileiros passou a ser monitorado depois que o governo federal recebeu um informe da CIA, o serviço secreto americano, em que detalhava uma viagem de cerca de 20 pessoas para o Irã em 2008 com o suporte logístico do Hizbollah (sediado no Líbano) e da Jihad Islâmica (grupo palestino), considerados por diversos países como grupos terroristas. A CIA acredita que esses brasileiros foram recrutados para aprender como montar células políticas e armadas, segundo a reportagem. O diretor de inteligência da Polícia Federal, David Salen, afirmou que o grupo alega “ter viajado para estudar o Islã e colher experiência para criar um centro cultural em Pernambuco”.

Fonte:     Terra

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Conflitos Geopolítica

Cúpula exige que os EUA coloquem fim ao bloqueio a Cuba

Foto: AFP

EFE  —  Na 20ª Cúpula Ibero-Americana, em Mar del Plata, na Argentina, os chefes de Estado e do Governo reiteraram neste sábado sua exigência aos Estados Unidos para que coloquem um ponto final no embargo a Cuba.

Pedimos que os Estados Unidos da América coloquem fim ao bloqueio”, diz o documento que pede para Washington cumprir “com o disposto em 19 sucessivas resoluções aprovadas na Assembleia Geral das Nações Unidas” sobre a questão.

O comunicado é uma reafirmação e atualização de textos muito similares aprovados nas cúpulas de Salamanca em 2005, Montevidéu em 2006, Santiago do Chile em 2007, San Salvador em 2008 e Estoril em 2009. A declaração final da cúpula de Mar del Plata, que tem como lema “Educação para a inclusão social”, incluirá também uma cláusula democrática contra tentativas golpistas na região, entre outros pontos.

Fonte:   Terra

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Conflitos Geopolítica

Irã anuncia que é autossuficiente na produção de pó de urânio

Yellow Cake

DA EFE, EM TEERÃ
DE SÃO PAULO

O Irã confirmou neste domingo que alcançou a autossuficiência na produção de pó de óxido de urânio concentrado, essencial para o enriquecimento e a geração do combustível nuclear utilizado em usinas atômicas.

“Há alguns instantes foi levado a partir da fábrica de Bander Abbas e introduzido na usina de Isfahan. A partir de agora, o Irã já não terá problemas no abastecimento de urânio”, afirmou o diretor do Organismo de Energia Atômica iraniano, Ali Akbar Salehi, citado pela imprensa estatal.

Segundo o responsável iraniano, o óxido de urânio concentrado é procedente de minas situadas perto do porto de Bander Abbas, no litoral meridional iraniano do golfo Pérsico.

Uma vez processado em centrífugas por separação isotópica, o pó pode ser transformado em hexafluoreto de urânio (UF6), vital no processo de enriquecimento, mas também no desenvolvimento de armas atômicas.

O anúncio ocorre 24 horas antes de o Irã e o denominado grupo 5+1 –formado pelos cinco países-membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas mais Alemanha– retome em Genebra o diálogo sobre o controvertido programa nuclear iraniano.

BALANÇO

Desde que começou com o controvertido processo em fevereiro passado, o Irã produziu mais de 35 quilos de urânio enriquecido a 20%, anunciou no fim do mês passado o diretor do organismo iraniano da Energia Atômica, Ali Akbar Salehi.

Em declarações da agência de notícias local “Isna”, o responsável iraniano revelou que o país assinou acordo com a Rússia para compra de diversos produtos radiofamacêuticos.

“Até o momento, produzimos mais de 35 quilos de urânio enriquecido a 20%, uma média de três quilos por mês. Temos condições de produzir cinco quilos por mês, mas agora não precisamos”, afirmou.

Com Estados Unidos e Israel à frente, a comunidade internacional acusa o Irã de esconder, sob seu programa nuclear civil, outro de caráter clandestino e aspirações militares cujo objetivo seria adquirir arsenal atômico, alegação que o regime iraniano nega.

Fonte:  Folha

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Conflitos Fotos do Dia Inteligência

China ordenou ataques ao Google

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Autoridades da China ordenaram ataque ao Google, diz documento

Altas autoridades da China estiveram por trás do ataque cibernético contra o Google no começo do ano que levou o site de buscas a abandonar o país, segundo um documento americano secreto divulgado pelo site Wikileaks.

A informação consta de uma comunicação da embaixada americana em Pequim, citando um “contato bem posicionado” que afirma que o ataque contra o Google foi “100% político”.

Um membro do governo chinês teria ficado bravo após fazer uma busca com seu nome no Google e encontrar comentários críticos online.

O documento da embaixada americana na China faz parte do pacote de mais de 250 mil comunicações diplomáticas secretas americanas às quais o Wikileaks teve acesso e vem divulgando desde o domingo passado.

O documento não afirma se os mais altos membros do governo chinês estariam envolvidos no ataque.

Em janeiro, o Google afirmou estar sendo objeto de “um ataque cibernético sofisticado originado na China” e disse que contas de e-mail de ativistas de direitos humanos estavam entre os alvos do ataque.

Como consequência da disputa sobre censura na internet, o Google abandonou suas operações na China continental e levou suas operações em chinês para Hong Kong.

A companhia não disse quem pensava ser responsável pelos ataques, mas os comunicados diplomáticos americanos mostram que a empresa manifestou preocupações sobre a questão repetidas vezes.

Outros documentos diplomáticos vazados pelo Wikileaks mostram que o governo chinês estava também “extremamente preocupado” com o uso de imagens de satélite de alta resolução no aplicativo Google Earth.

Sensibilidade

Segundo o correspondente da BBC para assuntos de defesa Nick Childs, as alegações trazidas pelas comunicações diplomáticas americanas reforçam tanto a percepção de que o governo chinês tem uma alta sensibilidade em relação à internet e as suspeitas de que estava por trás dos ataques contra o Google.

Um dos documentos da embaixada em Pequim cita “um contato bem posicionado”, cujo nome foi apagado, que disse que “o governo chinês coordenou as recentes invasões nos sistemas do Google”.

“De acordo com nosso contato, as operações foram dirigidas a partir do Comitê Permanente do Politburo (do Partido Comunista)”, diz o comunicado.

A fonte da informação disse aos diplomatas americanos que as operações tinham caráter “100% político” e não eram uma tentativa de reduzir a influência do Google no país em favor dos sistemas de buscas domésticos, como o site Baidu.

Mas o autor do comunicado diplomático observa que “é incerto se o presidente Hu Jintao e o premiê Wen Jiabao estavam a par dessas ações” antes de o Google anunciar publicamente suas preocupações.

O documento também relata a preocupação no governo chinês de que, ao desafiar a censura oficial na internet, o Google havia elevado seu apelo aos internautas chineses e dado a impressão de que os Estados Unidos e o Google estavam trabalhando juntos ‘para combater os controles do governo chinês sobre a internet’”.

“De repente, (nome apagado) acrescentou, o Baidu parecia um produto estatal chato enquanto o Google ‘parecia mais atrativo, como uma fruta proibida’”, diz o comunicado.

‘Raiz do problema’

Em outro comunicado, datado de 18 de maio do ano passado, diplomatas americanos citam uma fonte chinesa que diz que “a raiz do problema” era um membro não identificado do Bureau Político que queria que o Google parasse de oferecer links à sua versão internacional a partir de sua versão local controlada, google.cn.

O político teria “descoberto recentemente que o site internacional do Google não era censurado e era capaz de fazer buscas e apresentar resultados em chinês”. Ele teria feito buscas com seu nome e encontrado sites com críticas pessoais a ele.

O Google consistentemente se recusou a remover o link, citando seus princípios anti-censura, e finalmente decidiu deixar as operações a partir da China continental.

O comunicado diplomático diz que, apesar de os Estados Unidos não poderem confirmar nem negar as acusações contra Pequim, “o potencial para a contínua escalada pelos chineses, assumindo que o Google mantenha seus princípios – e a grande possibilidade de um grande clamor do Congresso e do público americano se isso acontecer – sugere que uma resposta de alto nível do governo americano deve estar preparada”.

Em janeiro, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, pediu à China que investigasse completamente as alegações sobre os ataques cibernéticos.

“Países ou indivíduos que se envolvem em ataques cibernéticos deveriam enfrentar as consequências e a condenação internacional”, disse.

Fonte: BBC Brasil

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Inteligência Opinião

Lessaleaks: vale a pena ler

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Ivan Lessa

Colunista da BBC Brasil

Está na moda. Tal de Wikileak. Um sítio só de vazamentos. Primeira página em tudo quanto é jornal. Derrubando reputações.

Só não derrubou a grandiosa vitória do exército brasileiro (que digo eu? Eu queria dizer Exército Brasileiro) sobre os nefandos narcotraficantes das partes mais corruptas, e também mais ostentosas, das nossas 700 favelas. Alguém de gabarito já comparou o embate e seu desenlace a “nosso 7/11”.

Hinos continuam a ser ouvidos, se prestarem muita atenção. Devido à nossa prudência e serenidade, as autoridades que superaram essa Al-Qaeda que funcionava às escancaradas e mantinha sob o seu jugo uma população – humilde, é bem verdade – honesta e trabalhadora, terá agora que se virar. Mais que charuto em boca de bêbado, segundo o próprio linguajar dos repugnantes indivíduos ora mantidos em Guantánamos de nossa engenhosidade e de onde não poderão nunca, nunca mais ferir nossos bons costumes.

Parentes ansiosos aguardam a divulgação do nome dos 45 mortos. Ou 35. Ou ainda, fazendo por baixinho, 30. Estavam no ground zero da brilhante operação de resgate favelária tedesca narcotraficante.

Não sei se me adiantei ao assunto a que hoje pretendia me dedicar, vazar com muita honra, sim, senhor, enfrentando pesados preconceitos, mitos e derrubando ícones emblemáticos supostamente ilibados. Creio que não.

Quantas vezes for vazada a notícia de que o campo está livre, no Rio de Janeiro, para a prática com segurança, em qualquer lugar, dos mais variados esportes, melhor será para nós. Tínhamos um nome e um cartão postal a zelar. Ambos foram recuperados.

Mantendo – e continuo me achando a vazar – o exemplo norte-americano com seu “7/11”, consta que já há mesmo um projeto de lei propondo 700 projetos arquitetônicos a serem distribuídos por nossas favelas que, agora, e finalmente, voltam a usufruir da reputação poética que sempre gozaram.

Favela é amor, doçura e corações bem enfeitados. Poderemos cantar de novo (depois do Hino Nacional, evidentemente) aqueles nossos velhos e poéticos sambas, marchas e canções. Só para lembrar, seguem alguns trechos, uma espécie de medley ou potpourri que deixo vazar com os olhos marejados:

“No Carnaval me lembro tanto da favela, oi, / onde ela, oi/ sambava…” (Oi. Sempre fomos de amores doridos) “Favela/ ô/ que me viu nascer…” “Pois quem nasce lá no morro/Já nasce pertinho do céu…”, “Todo mundo chorou na favela/Todo mundo menos eu…”

E tudo aquilo que julgávamos perdidos e o BOPE e seus aliados recuperaram tal como nos acostumamos a ver em Tropa de Elite 1 e 2.

Mas, perguntará o leitor atento, justamente indignado: “O que tem isso tudo a ver com Wikileaks, com vazamentos?”

À primeira vista, leitor atento, nada, absolutamente nada. Mas o bom vazamento é como a diamba de primeiro time. Engana, faz que vai para lá, depois para cá, e acaba partindo como um demônio alado rumo ao gol adversário.

Vazar não é tão simples assim. Mentes brilhantes continuam decifrando a mais recente leva colocada no mercado mediático pelo australiano, um antípoda de escol, Julian Assange. A prática de digerir leaks exige feroz concentração e disciplina. Quem me conhece e me lê, sabe disso. A coisa parece difícil. Dá um trabalhão. Mas…compensa.

Não vou fazer feito a BBC que, na segunda-feira, dia 29 de novembro, em programa jornalístico de televisão levado ao ar em horário nobre, acusou – e mostrou pau e cobra – que três altos funcionários da FIFA pegaram propina e propina alta, na década de 90. Tinha, no “Trio Atacante do Achaque”, não só um paraguaio mas também um camaronês, além e principalmente de nosso muitíssimo conhecido Ricardo Teixeira. Cada um do trio maravilhoso pegou algumas centenas de milhares de dólares. Bastou apontar os campos em que algumas equipes deveriam se digladiar.

A BBC “leakou” meio wiki demais. Wiki, em havaiano, quer dizer rapidinho. Como a bola passada pelo ponta direita para o meia. Em matéria de vazamento sou mais o Assange. Pode parecer cabotinagem, mas sou até mesmo este criado que, à sua maneira, vos “leaka”.

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Tecnologia

Satélites russos saem de curso e caem no Oceano Pacífico

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Três satélites russos que estavam sendo colocados em órbita para completar o sistema de navegação Glonass da Rússia saíram do seu curso no domingo e caíram no Oceano Pacífico, perto do Havaí, informou a agência RIA News.

Um porta-voz da agência espacial russa Roscosmos afirmou à Reuters que os satélites tinham se desviado de seu curso e causado uma “situação não planejada”, mas ele não confirmou a queda.

Os satélites estavam sendo carregados pelo porta-foguetes “Proton-M”, que foi lançado no domingo do centro espacial Baikonur no Cazaquistão.

Fonte: Folha

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Defesa Fotos do Dia

EUA pressionam FAB por compra de avião americano, dizem documentos

Comandante teria dito que caça americano é melhor, segundo telegrama. Compra de aviões, avaliada em R$ 15 bilhões, ainda está indefinida.

A disputa pela venda de 36 caças para a Força Aérea brasileira mobilizou autoridades dos EUA a pressionarem o comandante da FAB, Juniti Saito e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a intervirem pela escolha de um modelo americano, revelam documentos divulgados pelo site WikiLeaks neste domingo (5).

Ainda indefinida no governo Lula, a compra dos aviões deve ser decidida no governo de Dilma Rousseff, que retoma esta semana a discussão com Jobim. Está em jogo uma das maiores licitações já feitas pela Aeronáutica, com valor estimado em R$ 15 bilhões. O Planalto já sinalizou preferência por um modelo francês, o Rafale.

Correspondências da ministra-conselheira da embaixada americana em Brasília, Lisa Kubiske, desde maio de 2009 com Washington mostram pedidos para que o país intensifique o lobby com autoridades brasileiras a favor de caças americanos.

“A embaixada recomenda o seguinte, como próximos passos a fim de reforçar nossos argumentos no que tange à transferência de tecnologia: uma carta do presidente Obama ao presidente Lula defendendo a causa; uma carta da secretária [Hillary] Clinton ao ministro da Defesa Jobim afirmando que o governo americano aprovou a transferência de toda a tecnologia apropriada”, diz um dos trechos.

A ministra-conselheira também pede que se tente influenciar senadores que visitariam os EUA em junho. “Concentrando as atenções em senadores importantes, temos a oportunidade de conquistar o apoio de indivíduos que podem influenciar os responsáveis pela decisão e garantir que as pessoas que terão de aprovar os dispêndios do governo brasileiro compreendam que o F-18 lhes oferece mais valor” e diz a campanha francesa pela venda dos caças Rafale usa “argumentos enganosos, senão fraudulentos”.

Os telegramas fazem parte dos cerca de 251 mil documentos das embaixadas e consulados dos EUA que o site vem publicando há uma semana.

Preferência
Em outra correspondência, é relatada uma conversa do comandante da FAB, Juniti Saito, com o ex-embaixador americano Clifford Sobel, indicando que o brasileiro preferia o modelo americano ao francês. “Voamos no equipamento americano há décadas e sabemos que é confiável e que sua manutenção é simples e oferece bom custo/benefício por meio do sistema de vendas militares externas”, diz a declaração atribuída a Saito.

Saito também teria pedido uma carta dos EUA se comprometendo com a transferência de tecnologia com o Brasil. Em telegrama assinado pelo ex-embaixador, ele relata ter dito ao comandante que a carta estava em fase final de aprovação. “Aliviado, Saito disse que precisava ter a carta em mãos no dia 6 de agosto. […] Essa foi a expressão mais clara de que Saito pretende recomendar o F-18”, disse.

Obstáculo
Em outra correspondência da ministra-conselheira Lisa Kubiske, ela diz que a embaixada vai influenciar Jobim para convencer o presidente Lula da compra dos caças americanos. “Permanece, entretanto, o formidável obstáculo de convencer Lula. Nosso objetivo agora deve ser garantir que Jobim tenha argumentos reforçados ao máximo possível para ir a Lula em janeiro”. Para ela, o “alto preço” do Rafale levariam o modelo americano a ser a “opção óbvia”, mas, afirma, Lula ainda “reluta em comprar um avião dos EUA”.

Patriota
Até mesmo o futuro ministro das Relações Exteriores do governo Dilma, Antonio Patriota, teria sido alvo do lobby americano, segundo os documentos. Em uma reunião com o atual embaixador dos EUA, Thomas Shannon, sobre o assunto, Patriota teria dito que a “a decisão [da compra] ainda não estava tomada”.

Patriota também teria comentado na reunião, segundo as mensagens, que o Brasil teria desconfianças sobre o programa nuclear do Irã, mas que continuaria tentando uma saída diplomática. “A desconfiança é grande [sobre o Irã]. Nós nunca sabemos o quão sinceros, mas vamos continuar tentando”, disse o brasileiro segundo relato do embaixador.

Fonte: G1

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Defesa Fotos do Dia

E agora José?:França disposta a passar a tecnologia do Rafale ao Brasil

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Então? como fica a situação?

Clique aqui para ler a matéria do Globo cicando no link que segue:

Brasil queria comprar e fabricar Rafales

E.M.Pinto

PARIS — A França está disposta a fornecer ao Brasil os códigos informáticos do avião de combate Rafale se este for comprado pelos brasileiros, afirma uma mensagem diplomática americana de novembro de 2009 divulgada pelo site WikiLeaks e citada neste domingo pelo jornal francês Le Monde.

Com o Rafale, jamais vendido até agora para ao estrangeiro, a França espera descartar os aviões americano F/A-18 Super Hornet e o sueco Grippen, que também disputam o mercado brasileiro, afirma a mensagem.

“Os franceses garantiram aos brasileiros que entregarão os códigos informáticos do Rafale, que são o coração digital do aparelho, um gesto que os demais concorrentes estão reticentes em realizar”, acrescenta a embaixada neste documento.

“Quando (o presidente) Lula se queixou com (o presidente francês Nicolas) Sarkozy sobre o ‘preço absurdo’ dos Rafale, 80 milhões de dólares cada um, o presidente francês enviou a ele, segundo fontes do ministério das Relações Exteriores, uma carta pessoal enfatizando que a França estaria disposta a proceder a uma ‘transferência sem restrições’ das informações tecnológicas”, assegura.

“Se a venda do Rafale for realizada, a Dassault (sua montadora) poderá pedir aos Estados Unidos licenças de controle de exportação para as partes do avião construídas com tecnologia americana”, destaca a mensagem dos diplomatas americanos.

Segundo o texto divulgado, que cita fontes militares em Brasília, o Brasil “não apenas quer comprar os Rafales, como também produzir o avião em seu território e, eventualmente, vendê-lo na América Latina até 2030”.

O negócio que a França aspirar fazer com o Brasil supõe a venda de 36 aviões de combate, o que supõe um contrato multimilionário.

A decisão do governo Lula ainda não foi anunciada, e não há prazo para que isso ocorra.

Em outra mensagem divulgada pelo Wikileaks há alguns dias, o rei do Bahrein teria afirmado há um ano que o caça francês tem “tecnologia ultrapassada”.

Assim afirmou o soberano do Bahrein durante uma reunião realizada no dia 1o. de novembro de 2009 com o general americano David Petraeus para discutir a cooperação regional em matéria de defesa.

“O rei Hamad bin Issa al Khalifa pediu apoio ao general Petraeus (então comandante do exército americano encarregado do Oriente Médio) para que fabricantes de aeronaves dos EUA participassem do Salão Aeronáutico do Bahrein, previsto para janeiro de 2010”, segundo a carta escrita pela embaixada dos EUA em Manama.

“Disse que a França estava dando o seu total apoio a que o Rafale estivesse lá, mas concordou com Petraeus que o caça francês era de tecnologia ultrapassada”, segundo o informe diplomático.


Fonte: AFP

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Defesa Fotos do Dia

EUA relatam que FAB disse preferir caça F-18

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Antes de ler esta matéria, atente para os fatos, desde 7 de Setembro de 2009 o Plano Brasil vem afirmando que a preferência do comando da Força Aérea o F 18 EF.

A própria Folha de São Paulo que publica agora esta matéria, publicou no passado matérias  contrárias a esta, assinadas pela Jornalista  E. Cantanhede.

Outros Blogs e sites tem veementemente afirmado a preferência do comando por outros modelos, cada um a seu gosto, porém não fomos os únicos a afir mar isso. Inclusive nossa posição se baseia e é coroborada por outras fontes como o prestigiado Jornalista Pedro Paulo Rezende que gentilmente aceitou conversar sobre tema.

Se as informações do wikileaks estão corretas,  fica mais do que evidente quem tem e quem não tem credibilidade em suas fontes.

Esperamos os esclareciemntos dos fatos e o posicionamento de todos pois muita informação “vazada” na internet acusou e comprometeu muita gente, por inúmeras vezes nós mesmos fomos taxados por defender esta posição, quem vai se explicar agora?

E.M.Pinto

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O comandante da FAB (Força Aérea Brasileira), brigadeiro Juniti Saito, aparece em um despacho secreto da diplomacia norte-americana afirmando dar preferência aos F-18, aviões caça dos Estados Unidos, informa reportagem de Fernando Rodrigues, publicada na edição deste domingo da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Trata-se de referência a uma das maiores licitações da história da Aeronáutica, que pretende adquirir 36 aviões por um valor aproximado de R$ 15 bilhões. A preferência do Palácio do Planalto é pelos equipamentos oferecidos pela empresa francesa Dassault, que fabrica o Rafale.

Segundo a reportagem, em 31 de julho do ano passado, o telegrama secreto assinado pelo então embaixador norte-americano em Brasília, Clifford Sobel, dizia que Saito tomou a iniciativa de ter uma conversa reservada em jantar no dia anterior para o general Doug Fraser, comandante do Comando Sul. Na conversa, Saito disse que “não existia dúvida, do ponto de vista técnico, que o F-18 era o melhor avião”. Esse é o caça produzido pela empresa Boeing.

Esse despacho diplomático ao qual a Folha teve acesso é um entre milhares obtidos pela organização não governamental WikiLeaks. Além desse telegrama, a Folha teve acesso a vários outros que tratam da compra dos caças pelo Brasil.

Leia a reportagem completa na Folha deste domingo, que já está nas bancas.

Fonte:  Folha de São Paulo