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Defesa Sistemas de Armas

Elbit faz demonstrações de VANTs no Chile e mercado latino-americano se mostra promissor

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A empresa israelense Elbit Systems realizou durante a segunda semana de dezembro uma ampla operação de demonstrações de sua linha de VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados) para as três Forças Armadas Chilenas e também para as forças policiais do país.

A companhia levou para Santiago alguns exemplares de VANTs de sua linha de produtos, cujo transporte foi realizado pelo cargueiro L-100 Hercules, fretado para a finalidade. Antes de chegar à capital chilena, o grupo de demonstrações da Elbit realizou uma escala na capital argentina, Buenos Aires, onde aconteceu uma breve apresentação dos VANTs israelenses para as autoridades militares e policiais locais.

Participaram dos ensaios no Chile cinco diferentes modelos produzidos pela empresa, entre eles o Hermes 450, o protótipo do novo Hermes 900 e o pequeno Skylark.

A Elbit e outros fabricantes internacionais de VANTs estão de olho na crescente demanda na América Latina. O Equador adquiriu no ano passado seis VANTs da IAI (Israel Aerospace Industries), sendo quatro Seacher II para operações táticas e dois Heron para missões estratégicas. Em 2009, um Heron 1 foi fornecido ao U.S. Southern Command para fazer parte do sistema de vigilância de combate ao tráfico de drogas na região de sua responsabilidade (neste caso a América Central e suas águas marítimas) e operar a partir da Base Aérea de Comalapa, em El Salvador (consta que mais uma aeronave do modelo deverá ser entregue à organização). Países latino-americanos como Argentina, Brasil, Colômbia, Venezuela, México e Peru também estão demonstrando especial interesse por este tipo de equipamento.

No Brasil, as primeiras unidades de VANTs começam a operar a partir do corrente ano. Em abril de 2009, o Ministério da Defesa solicitou informações a sete fornecedores e consórcios internacionais visando uma futura aquisição de veículos aéreos não tripulados para a Força Aérea Brasileira (FAB). Em novembro do ano passado, a Polícia Federal anunciou um investimento de R$ 345 milhões na implantação de sistemas de VANTs Heron TP fornecidos pela IAI (Israel Aerospace Industries), cuja dotação planejada será de 15 aparelhos destinados a vigiar, a partir do início deste ano, fronteiras, áreas de proteção ambiental e regiões de elevados índices de atividades ilícitas (favelas, entre outras).

A assessoria da Secretaria Especial de Ordem Pública (Seop) da cidade do Rio de Janeiro informou recentemente que está negociando com o Ministério da Justiça a compra de seis Skylark I da Elbit, cuja finalidade será desempenhar missões de vigilância e reconhecimento em diversas áreas da cidade já a partir de 2010.

Fonte: Tecnologia&Defesa

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Como as vendas de armas são regulamentadas na França?

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Por: Antonio Ribeiro


As exportações de armamentos são regidas por um decreto de 1939. Salvo em casos muito específicos, ele não é aplicado.

Antes sondar um mercado, o vendedor deve passar pelo crivo da Comissão Interministerial de Estudos das Exportações de Material Bélico, CIEEMG na sigla em francês. A Comissão, sob autoridade do primeiro-ministro, reúne representantes de diferentes ministérios, Relações Exteriores, Defesa, Finanças e a Alfândega. O exportador deve obter uma derrogação. O negociante não pode de modo algum comercializar com países sob embargo ou em guerra. A Comissão autoriza ou não a venda das armas.

Cada ministério examina os aspectos do contrato. A Delegação Geral do Armamento (DGA), agência do Ministério da Defesa (DGA), analisa o tipo de material; o Ministério das Relações Exteriores, as conveniências diplomáticas; o Ministério da Economia e Finanças, as comissões e as informações dos intermediários. O procedimento administrativo funciona em 90% dos casos.

Vendas consideradas sensíveis são tratadas por uma CIEEMG de alto nível que reúne desta vez, também os ministros. Vencida a primeira etapa, a Alfândega deve fornecer autorização de exportação do material de guerra. Ela verifica, sobretudo, se o cliente comprometeu-se não reexportar as armas para um terceiro país.

A Comissão Interministerial existe para dar a derrogação. Ela não tem vocação para julgar a ética do negócio. As comissões financeiras estão sujeitas às regras dos países onde se situa a sede social da empresa fornecedora das armas e não do cliente. Na França, as Comissões são regulamentadas segundo a Convenção Anticorrupção da OCDE. Somente as despesas comerciais, precedentes à assinatura de contrato são autorizadas.

Fonte: Revista VejaVia Blog do Vinna

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Defesa Negócios e serviços Tecnologia

Guerra nos Céus: A declaração da SAAB

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Esta é a concorrência para venda de aviões mais profissional e neutra da qual já participamos. Com base nisso, honestamente não nos surpreende sermos os preferidos por especialistas e pela indústria de aviação. A SAAB sempre disse e acredita que oferece a melhor proposta ao Brasil, tanto em termos de produto como preço e transferência de tecnologia.

A afirmação pela imprensa de que o usuário final reconhece a capacidade do Gripen NG é, sem dúvida, muito encorajadora. Como nosso produto também é reconhecido como a melhor escolha para a economia e indústria de aviação do Brasil, certamente temos esperança de um resultado positivo para a SAAB, para o Gripen e demais empresas brasileiras envolvidas no processo, apesar de reconhecermos que a decisão final será do presidente.

Fonte: Defesa@Net

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Defesa Defesa em Arte

Defesa em Arte: Enquanto o Governo não decide, babemos…

Clique na imagem para acessar ao site e desfrutar da boa vista

No site do UOL por sugestão do participante Ricardo Carvalho de Portugal  (Plano Brasil agradece) é possível saborear uma sequência de fotos muito boa dos três concorrentes do programa FX-2, aquele que segue para a sua XIII temporada…

 

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Geopolítica História

Shannon diz que quer ‘parceria para século XXI’ com País

 

BRASÍLIA – O novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, disse nesta sexta-feira, ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Brasília, que já começará a trabalhar para aprofundar e reforçar uma “parceria para o século XXI” entre os dois países.

Bem-humorado e em um português fluente, ele agradeceu a presença da imprensa que o aguardava e disse que é um prazer estar de volta ao Brasil, onde serviu de 1989 a 1992.

Shannon, que atuou como diplomata da embaixada dos EUA no Brasil entre 1989 e 1992, vai apresentar ainda nesta sexta ao Itamaraty as cópias de suas credenciais.

A expectativa da embaixada é que ele entregue suas credenciais ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em fevereiro.

Reconhecido como um dos principais especialistas em América Latina do Departamento de Estado, Shannon teve de aguardar sete meses para o Senado norte-americano aprovar sua nomeação como embaixador dos EUA no Brasil.

A oposição republicana bloqueou a votação de sua indicação sob o argumento de que Shannon se posicionava de forma demasiado benevolente com relação a países como a Venezuela. Sua aprovação ocorreu no último dia 24. Durante esse período, a embaixada norte-americana ficou sem comando durante quatro meses.

O novo embaixador terá o desafio de estimular uma relação bilateral arranhada pela aproximação do Brasil com o Irã e por anos de cooperação morna. Uma de suas vantagens pessoais é seu domínio do português.

Biografia

Shannon foi indicado pelo presidente Barack Obama ainda quando ocupava a Subsecretaria do Departamento de Estado para as Américas. A indicação ocorreu em maio do ano passado, mas só em 24 de dezembro de 2009 houve a aprovação.

Shannon foi assistente da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil entre 1989 e 1992. Ele passou também pelas embaixadas da Venezuela – país que mantém uma tensa relação com os Estados Unidos – e África do Sul – exatamente no período das negociações pelo fim do apartheid (regime de segregação racial).

Em sua carreira diplomática, Shannon também serviu como representante dos EUA para Camarões, Gabão e São Tomé e Principe, de 1987 a 1989 e cônsul rotativo na Embaixada dos EUA na Cidade da Guatemala, de 1984 a 1986. 

Até novembro de 2009, Shannon ocupava o cargo de subsecretário do Departamento de Estado para as Américas.

Com informações da Agência Estado e Agência Brasil

Fonte: Último Segundo

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Defesa Segurança Pública

Laboratórios militares iniciam produção de medicamento contra gripe A

Laboratórios militares iniciaram a produção do medicamento Oseltamivir de 75 miligramas em cápsulas utilizado no tratamento da nova gripe, causada pelo vírus H1N1.

 A produção estimada é de 96 milhões de unidades do remédio e será entregue ao Ministério da Saúde, que fará o controle da distribuição do medicamento, de forma a atender a necessidade de todo o Brasil conforme as demandas epidemiológicas.

Na linha de produção do medicamento, tendo em vista à agilidade de entrega, cada um dos laboratórios militares ficou encarregado de uma ação. O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) encaminha a matéria-prima do remédio ao Laboratório Químico-Farmacêutico do Exército (LAQFEx), que realiza a manipulação, a mistura dos ingredientes. Em seguida, o material é levado para o Laboratório Químico-Farmacêutico da Aeronáutica (LAQFA), que faz o encapsulamento e analisa. Na sequência, o Laboratório Farmacêutico da Marinha (LFM) embala o medicamento. Encapsulamento Oseltamivir

No ano passado, a gripe A alcançou nível de pandemia no Brasil e em outros paises, provocando grande preocupação em toda a população, o que resultou numa intensa mobilização nacional dos agentes de saúde.

Por se tratar de um medicamento novo no Brasil, foi ainda necessário o registro sanitário na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, além da aquisição de equipamentos e da validação de processos produtivos. 

 

 

Fonte: Força Aérea Brasileira

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Conflitos História Segurança Pública

Medvedev defende acabar com terroristas de forma “sistemática”

  

EFE — “Sobre os guerrilheiros, nossa política se mantém. Simplesmente, é preciso acabar com eles de forma inflexível e sistemática, porque, infelizmente, estas redes guerrilheiras ainda existem”, disse Medvedev, citado pela agência “Interfax”.

O presidente russo fez estas declarações ao se reunir com o diretor do Serviço Federal de Segurança (FSB, antiga KGB), Aleksandr Bortnikov, depois do atentado suicida da quarta-feira, no Daguestão, no qual seis policiais morreram.

O presidente acrescentou que “é preciso agir pontual e amplamente, diante de qualquer pista, é preciso procurá-los (os terroristas) e acabar com eles”.

Quero que o FSB, em cooperação com seus colegas do Ministério do Interior e outras estruturas, entre elas os órgãos de investigação, se dediquem a isso”, disse.

Bortnikov disse que “o sistema (de luta contra os terroristas no Cáucaso Norte) já foi estabelecido” e se mostrou convencido de que “funcionará de forma efetiva”.

Na quarta-feira passada, seis policiais morreram e 14 pessoas ficaram feridas, entre elas dez agentes, em um atentado suicida em Mahatchkala, a capital da república russa do Daguestão, um dos principais alvos da guerrilha islâmica no Cáucaso do Norte.

Fonte: Último Segundo

Sugestão e Colaboração: Konner

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Governo da Índia cancela contrato para compra de seis Airbus A330 MRTT de reabastecimento aéreo

O site indiano DNA informa que o governo da Índia cancelou o contrato de US$ 1,5 bilhão para aquisição de seis Airbus A330 MRTT de reabastecimento aéreo que seriam destinados para Força Aérea da Índia (IAF), e que havia sido assinado em maio de 2009. Agora deverão adquirir mais aeronaves russas Il-78.

O relatório informa que o contrato foi cancelado após o ministério ter citado uma cláusula na legislação da Índia onde o contrato de menor preço deveria ser o solicitado – no momento da assinatura do contrato, pensa-se que a proposta da rival russa com a aeronave Il-78 Midas devesse ser mais barata, mas a Airbus oferecia uma aeronave “tecnologicamente superior.”

A Força Aérea da Índia opera com seis reabastecedores Il-78MKI ‘Midas’ adquiridos em 2003, que operam com o Esquadrão 78 baseado na Estação da Força Aérea de Agra, mas está procurando modernizar sua frota e selecionou o Airbus A330 pois “a plataforma russa não atende certos requerimentos,” de acordo com o Marechal Fali Homi Major, no dia 26 de maio, no momento da seleção. “Após a desintegração da União Soviética, a Rússia mudou sua forma de efetuar negócios com artigos de defesa – agora somos confrontados com problemas relativos a peças sobressalentes, suporte pós venda e atrasos na fabricação na estrutura, centralizada em suas corporações militares.”

Uma nova competição para adquirir um novo reabastecedor poderia levar anos para ser completada, mas a Força Aérea da Índia poderá ser forçada a comprar mais aeronaves Il-78  por insistência do Ministério da Fazenda.

Fonte: DNAIndia.com – Tradução: Cavok

Nota do blog

 A aquisição dos A330 MRTT havia sido noticiada pelo Plano Brasil (clique aqui para ler), com este pronunciamento o Midas volta a ser a opção mais provável para o reequipamento da Força Aérea Indiana.

O MRTT tem sofrido uma certa “perseguição” nas concorrências em que  tem participado, mesmo vencendo ele não tem conseguido se estabelecer, o caso da Força Aérea Indiana não é o único, A USAF havia o selecionado para o programa KC-X, o qual foi cancelado e reaberto, porém ainda não definido.

E.M.Pinto

Fonte: Cavok

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Defesa Sistemas de Armas Tecnologia

Começam os testes de decolagem curtas e pousos verticais (STOVL) do Lockheed F-35B

Lockheed F-35B Lightning II (BF-1) durante o primeiro teste STOVL (Foto: Lockheed Martin)

A aeronave de testes Lockheed F-35B Lightning II (BF-1) de decolagens curtas e pouso vertical (STOVL) iniciou os testes do sistema de propulsão para pousos verticais em voo pela primeira vez, informou a companhia norte americana através de um press release.

O F-35 comandado pelo piloto de testes STOVL, Graham Tomlinson, da BAE Systems, partiu às 13:53 horário local para seu voo a partir da Naval Air Station de Patuxent River, em Maryland, EUA, subindo para 5.000 pés onde foi acionado o eixo ‘LiftFan®’ do novo sistema de propulsão a 210 kts (463 km/h), e depois reduziu para 180 kts (333 km/h) com o sistema acionado, antes de acelerar novamente para 210 kts e retornar para o modo de voo convencional. O novo sistema de propulsão STOVL ficou acionado durante um período de 14 minutos durante o voo. Tomlinson pousou às 14:41 horário local.

Adicionais testes de voo STOVL verão se a aeronave poderá voar em velocidades menores antes de parar no ar e depois por último pousar verticalmente. A aeronave BF-1 possui um motor Pratt & Whitney F135, o mais potente motor já usado numa aeronave de caça, com o eixo da Rolls-Royce e sistema LiftFan®, o qual produz 41.000 libras de empuxo vertical.

O caça F-35B substituirá os caças AV-8B Harrier do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, os caças  de ataque F/A-18 Hornet e a aeronave de combate eletrônico EA-6B Prowler.

Fonte: Lockheed Martin – Tradução e Adaptação do Texto: Cavok

Fonte: Cavok

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Conflitos História

Suriname identifica 18 líderes do ataque a brasileiro

Sugestão e colaboração: Konner

Agência Brasil  —  Duas semanas depois do ataque a brasileiros no Suriname, o governo surinamês concluiu parte das investigações sobre o crime. O Serviço de Inteligência identificou 18 homens apontados como líderes dos 300 quilombolas (descendentes de escravos – os “marrons”) que comandaram o crime. Entre eles, há vários com passagens pela polícia. O embaixador brasileiro em Paramaribo, José Luiz Machado e Costa, disse que está afastado o risco de novos ataques.

– As autoridades do Suriname garantem que o que houve foi um crime isolado e que as ameaças de novos ataques estão afastadas. Por segurança, foi reforçado o esquema de policiamento em Albina (a 150 quilômetros de Paramaribo, onde houve a agressão aos brasileiros) e no interior do país. O Serviço de Inteligência está monitorando tudo.

Machado e Costa disse que o desafio agora é dar assistência aos brasileiros que estavam em Albina – na madrugada do último dia 24 – e aos demais que vivem no Suriname. De acordo com o embaixador, três ações conjuntas são realizadas: apoiar as vítimas, estimular a legalização de papéis – a maioria está ilegal no país vizinho – e esclarecer sobre as normas e cultura surinamesas.

Por segurança, a Embaixada do Brasil mantém a recomendação para que os brasileiros evitem a região de Paramaribo. Para Machado e Costa, não há um clima de xenofobia contra os brasileiros, mas pode haver estranhamento de um ou outro indivíduo.

– É melhor não arriscar ir até aquela área. Mas um fato é certo: não há preconceito nem restrições aos brasileiros.

Desde o ataque na véspera do Natal, o diplomata conversa diariamente com as autoridades surinamesas. Machado e Costa já se reuniu com ministros, representantes da polícia e do Serviço de Inteligência, além de diplomatas do Suriname.

– Há uma preocupação efetiva em apurar o crime e evitar repetições.

O ataque promovido pelos quilombolas foi contra 200 brasileiros, chineses e javaneses. Segundo as investigações policiais, o estopim foi o assassinato de um quilombola por um brasileiro em um restaurante. Mas o clima de animosidade entre os “marrons” e os brasileiros era antigo, uma vez que os quilombolas cobrariam taxas para que os estrangeiros vivessem em Albina.

Para vingar a morte de um dos “marrons”, o grupo de quilombolas partiu para o ataque. Houve agressões físicas, estupros e depredações de supermercados, da única casa de câmbio da cidade e do principal posto de gasolina.

Fonte:  R7

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Defesa Sistemas de Armas Tecnologia

Friuli vai ampliar presença nos setores de defesa e aeroespacial

Virgínia Silveira

Um novo contrato na área de defesa e a aprovação de um projeto de desenvolvimento tecnológico pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) vão dar continuidade ao processo de diversificação nos negócios da Friuli, reduzindo sua dependência do setor aeronáutico, principalmente da Embraer.

Única fabricante nacional de bombas de penetração para a Força Aérea Brasileira (FAB), a Friuli aumentará para 20% a participação do setor de defesa em sua receita em 2010. A Embraer deverá ficar com 50%, enquanto o setor aeroespacial fica com 20% e o segmento de petróleo com 10%. Até setembro de 2008, 95% da produção era destinada à Embraer. Índice que caiu para 60% no ano passado. Em 2009 a receita foi de R$ 7,3 milhões, abaixo dos R$ 9 milhões de 2008. Para este ano, a previsão é voltar aos R$ 9 milhões.

O aumento do setor de defesa virá da vitória em uma licitação aberta pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) para a produção dos motores do foguete VSB-30, utilizado em missões sub-orbitais de exploração do espaço.

“Esse contrato viabiliza a criação de uma estrutura maior de engenharia na empresa, abrindo novas oportunidades no setor aeroespacial, especialmente no mercado de exportação”, comenta Gianni Cucchiaro, diretor da empresa. A Friuli, segundo ele, já fornecia alguns componentes do VSB-30, mas o novo contrato com o DCTA permitirá à empresa aumentar seu conhecimento e profissionalismo em áreas que envolvem tecnologias muito avançadas.

O VSB-30 é um foguete de sondagem 100% brasileiro e o primeiro a ser certificado no país, tornando-o apto para a produção em série. O foguete já contabiliza nove lançamentos bem sucedidos, sendo dois em território nacional e sete na Europa. O VSB-30 foi desenvolvido pelo Instituto de aeronáutica e Espaço (IAE), órgão de pesquisa do DCTA e financiado, em parte, pelo Centro Aeroespacial Alemão (DLR), um dos principais usuários do foguete.

Em dezembro, a Friuli também confirmou a aprovação, pela Finep, do projeto de desenvolvimento de um sistema de planeio e guiamento de bombas por GPS. A empresa vai receber R$ 4,1 milhões para o projeto, através do programa de subvenção econômica de 2009.

O sistema de guiamento de bombas que a Friuli irá desenvolver, segundo Cucchiaro, é de alta precisão e será capaz de lançar bombas de 230 quilos, a uma distância entre 70 e 75 quilômetros e altitude de 30 mil pés. “Esse sistema, guiado por GPS, expõe menos a aeronave a riscos, pois é mais preciso no alvo, similar a um míssil.”

O custo do sistema, segundo o executivo, deve ser da ordem de US$ 25 mil. “Os motores do VSB-30 e o sistema de guiamento e planeio de bombas vão gerar bastante demanda na área de engenharia da empresa e a nossa expectativa é a de contratar cerca de 10 engenheiros em 2010 para trabalharem nos novos projetos”, diz.

Além dos novos projetos, a Friuli fornece peças para a marinha, como contêineres para armazenamento e transporte do míssil mar-ar Aspide. Ainda no segmento aeroespacial, a Friuli produziu três maquetes de 40 metros de altura do foguete Cyclone 4, da Ucrânia. As maquetes serão utilizadas na campanha de divulgação do lançador ucraniano pelo mundo. O Brasil assinou um acordo com a Ucrânia para lançar os foguetes da família Cyclone a partir do CLA (Centro de Lançamento de Alcântara), no Maranhão.

Fonte: NOTIMP

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Guerra nos Céus: Vantagem para EUA e França

Novo relatório da aeronáutica para aquisição de 36 aeronaves teria indicado superioridade militar dos modelos americano e francês sobre o sueco

 O relatório final do Comando da aeronáutica sobre o projeto FX-2, que envolve a compra de 36 caças e um negócio estimado em R$ 10 bilhões, indica que as aeronaves Rafale, da companhia francesa Dassault, e F-18 Super Hornet, da americana Boeing, contam com características técnicas e militares superiores aos do Gripen NG, da sueca Saab. O documento teria sido entregue ontem ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, e a um colaborador direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A aeronáutica não confirmou as entregas, mas admitiu que o documento foi concluído e que está mantido sob sigilo.

O conteúdo do novo relatório contrasta com a versão anterior, na qual a aeronáutica hierarquizou os três concorrentes e apontou o Gripen NG no topo da lista. Ao caça Rafale, a aposta preferencial de Lula na concorrência, a aeronáutica reservara o terceiro e último lugar, em função especialmente de seu custo mais elevado. O vazamento dessa versão irritou a Presidência da República, que avaliou o ato como uma pressão adicional da FAB para fazer valer seus critérios na decisão final e o qualificou como nocivo à segurança nacional”.

A nova versão não traz uma hierarquia dos concorrentes, como a anterior. Mas expõe as vantagens dos caças Rafale e F1-8 Super Hornet, como os fatos de serem projetos já construídos, testados e birreatores, enquanto os Gripen NG são monorreatores.

Parlamentares que acompanham essa concorrência para a renovação da frota da aeronáutica consideram que o documento final apenas alivia a saia-justa que a Força costurou para a Presidência.

Mesmo que o relatório viesse a apontar claramente o Rafale como a escolha perfeita, as sucessivas tentativas da FAB de constranger o governo a recuar em sua preferência foram registradas pelo Palácio do Planalto e devem resultar em punição.

FRANÇA

Em meio à polêmica disputa pela venda dos caças ao Brasil, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, voltou a defender a reforma do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU), uma das principais ambições da diplomacia brasileira na gestão do presidente Lula. “Quando vamos, finalmente, colocar sobre a mesa a reforma do Conselho de Segurança da ONU?”, perguntou, em discurso ontem na abertura de evento que tinha na plateia o chanceler brasileiro, Celso Amorim.

Sarkozy citou, ainda, a parceria estratégica com o governo brasileiro e fez referências diretas a Lula, afirmando que tem pelo presidente brasileiro “muita admiração e amizade”.

Fonte: NOTIMP